Pais esclarecidos são necessariamente pais mais tranquilos

A IMPORTÂNCIA DA CONSULTA PRÉ-NATAL

O seguimento de uma criança deverá iniciar-se ainda antes do nascimento com a consulta pré-natal com o pediatra. Nos últimos meses da gravidez os futuros pais começam a consciencializar-se da nova realidade e estão disponíveis para se prepararem para a chegada do bebé.

Nesta consulta os pais conhecem o médico que escolheram para o seguimento do bebé contribuindo para a aquisição de competências na resposta às necessidades do recém-nascido no pós-parto e primeiros dias de vida. Têm nesta consulta a oportunidade de partilharem as suas dúvidas e preocupações.

Deverá realizar-se idealmente entre as 32 e as 35 semanas de gestação uma vez que à medida que se aproxima a data prevista para o nascimento aumenta a preocupação com a experiência eminente do parto em si. É fundamental que o pai e a mãe estejam presentes e participem activamente na consulta tomando consciência da importância de cada um na prestação de cuidados ao recém-nascido.

O médico irá efectuar uma história clínica detalhada dos pais e da gestação para que se identifiquem factores de risco para o bebé que vai nascer e se antecipem os problemas mais comuns relacionados com o recém-nascido, no parto, pós-parto e primeiros dias de vida. Será por isso muito importante levar para a consulta o Boletim de Saúde da Grávida com as informações acerca da gravidez.

Nesta consulta abordam-se temas de grande relevância dos quais são exemplo: a alimentação do recém-nascido, leite materno e amamentação, cuidados de higiene, o sono e posição de dormir, vacinação na maternidade, transporte do recém-nascido, relação com os irmãos e outros assuntos que os pais considerem importantes e que vão ao encontro das necessidades de cada família em particular.

Após a consulta, com a discussão de temas tão fundamentais e a troca de ideias acerca das expectativas e receios nesta nova etapa da vida, estabelece-se sem dúvida o início de uma relação proveitosa na resposta às necessidades da criança e ao exercício exigente da parentalidade.

Raquel Marta, Pediatra, Passo a Passo | Centro de desenvolvimento

Foi ontem que tu nasceste e que te trouxemos para casa num rolinho de pano branco que guardava todos os nossos sonhos. Foi ontem que vimos no teto as baleias e as estrelas-do-mar e que tentaste agarrá-las a todas com a tua mão pequenina que tantas vezes encaixei nos meus lábios para beijar. Foi ontem que adormecemos no sofá, tão quentinhos e seguros de que nunca nada nos haveria acontecer de mal. O teu primeiro natal, o da fotografia do avô contigo ao colo na cadeira de baloiço, o carnaval em que te mascaraste de palhaço… Tudo isso aconteceu ontem.

Foi ontem que descobri que ia ser mãe mais uma vez e que tu me segredaste que na minha barriga estavam dois bebés e não um (o que te levava a dizer isso nunca saberei). Foi ontem que te levantaste de manhã cedo com os teus caracóis no ar, para ires connosco para a maternidade dar um beijinho às tuas manas que conhecias de ver numas fotografias a preto e branco mal tiradas e de sentir mexer na minha barriga…

Foi ontem que vocês as duas vieram juntar-se a nós. Primeiro tu e depois tu, pequeninas e frágeis, com apenas 3 minutos de diferença. Foi ontem que contei os dedinhos de cada uma das vossa mãos e de cada um dos vossos pés para ter a certeza que estavam lá todos e que podíamos respirar de alívio depois uma gravidez tão cheia de medos e incertezas.

Foi ontem que vi as pessoas que gostam de nós a vir, como pássaros a voar em bando, celebrar a chegada de cada um de vocês à nossa família… Foi ontem que eu e o papá olhámos para os três, juntos pela primeira vez, e pensámos na sorte que temos por fazerem parte das nossas vidas.

Foi ontem que quando acordaste, espreguiçaste os teus pequenos braços, abriste os teus olhos e sorriste ao ver-me debruçada sobre o berço, a olhar para ti. Foi ontem que eu e tu partilhámos um Epá numa tarde quente de verão e depois fomos dar um passeio sem nos preocuparmos com as horas ou com as nódoas deixadas pelo gelado nas nossas roupas.

Foi ontem que nos metemos num autocarro e percorremos a cidade, enquanto acenávamos a quem passava, tal não era o tamanho da alegria que nem a conseguias esconder.

Foi ontem que vos vi a disputarem o meu colo, como se não houvesse no mundo sítio melhor para se estar ou como se não soubessem que neste porto de abrigo há sempre lugar para os três. Mesmo quando o caminho fica tão escuro e apertado que dói ao respirar. Foi ontem que vos apertei nos meus braços e vos disse que meio século pode passar por nós que hei de sentir para sempre este calor no coração quando recordar os nossos momentos. Tão simples mas tão bons momentos.

Foi ontem.

Tudo isto foi ontem.
Por Susana Pedro, Blog Coração da minha vida
para Up To Lisbon Kids®

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“Por mais que tentes, não há nada que te possa preparar para o que vais sentir quando tiveres a tua filha nos braços. Será como se tivesses esperado toda a tua vida por esse momento, em que o vosso coração bate em uníssono, em que a mãozinha pequena dela agarra o teu dedo com força e confia que vais cuidar dela.”

Desde o útero da mãe, o bebé experiencia movimento. Além de mudar a sua posição, ele acompanha os movimentos internos e externos da mãe. Depois de nascer, continua a precisar de movimento através, por exemplo, do embalo, que o tranquiliza.

Para a mãe, os novos meses de gravidez e a experiência do parto têm um forte impacto no seu corpo, pelo que pensar na sua rápida recuperação é, por vezes, um dos maiores motivos de ansiedade. Por outro lado, as alterações físicas e hormonais sentidas a seguir ao nascimento do bebé podem produzir grande instabilidade emocional. Este período de maior fragilidade associado à nova rotina familiar que se instala, leva a um desgaste físico e emocional acentuado, levando à acumulação de tensões físicas. Nesse sentido, é fundamental que a mãe cuide do seu corpo.

O exercício físico no período pós-parto tem benefícios para a saúde da mulher, permitindo a recuperação dos músculos do pavimento pélvico, prevenindo a incontinência urinária, a tonificação dos músculos abdominais, a recuperação do peso e da forma física, o aumento da consciência corporal e a melhoria da postura, a prevenção da dor muscular e/ou articular e, não menos importante, a obtenção de inúmeros benefícios psicológicos, como a redução do stress e o aumento da autoestima.

Mas, sendo este um momento de entrega completa ao bebé, muitas vezes as mães descuram o seu próprio bem-estar em prol da atenção dada ao novo ser que trouxeram ao mundo. No entanto, a sua saúde e o seu estado emocional são tão importantes quanto os do seu bebé. E porque não juntar o útil ao agradável?

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A RECUPERAÇÃO ABDOMINAL APÓS O PARTO

Experienciar uma recuperação com afeto

A integração do bebé na prática do exercício físico da mãe traz inúmeros benefícios para ambos. Além de todos as vantagens do exercício físico já referidas para a mulher, o bebé beneficia da experiência e vivência do movimento na primeira infância, estimulando positivamente o seu desenvolvimento sensório-motor. Este estímulo associado à interação com a mãe vai permitir que o bebé se divirta, fique mais relaxado, contribuindo para a melhoria da qualidade do seu sono, bem como para o alívio de desconfortos comuns, tais como as cólicas e a obstrução nasal.

Por outro lado, estes momentos proporcionam um fortalecimento do vínculo afetivo mãe-filho, reduzindo a probabilidade da mulher vivenciar o fenómeno baby blues e consequentemente, evitando uma depressão pós-parto. A possibilidade de interagir com outras mães e bebés, através da partilha de experiências e conhecimentos, contribui também para o aumento da autoconfiança e do autocontrolo da mulher.

Relembrando alguns dos benefícios físicos desta prática, é importante observar que o peso do bebé favorece o aumento da carga/intensidade dos exercícios, contribuindo para o fortalecimento de todos os grupos musculares e preparando a mulher para os novos desafios posturais que se impõem nesta fase, como pegar no bebé ao colo, mudar a fralda ou amamentar.

É, no entanto, fundamental que as mães no período pós-parto pratiquem exercício físico orientado por profissionais especializados, sempre de acordo com a sua condição física. O exercício físico adequado às necessidades e objetivos da mulher irá contribuir para que esta se sinta com mais energia para brincar, cuidar e mimar o seu bebé.

Por Nelma Paiva, Fisioterapeuta

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O amor e a determinação de uma mãe e de um pai podem tudo. Até salvar a vida do filho que ainda não nasceu. Conheça a história de Jett, que fez 1 ano dia 6 de Dezembro de 2014.
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Quando Mhairi Morris tinha apenas 20 semanas de gravidez, a bolsa de águas rebentou inesperadamente e os médicos disseram-lhe que a gravidez foi “não viável“. Segubdo Mhairi, deram-lhes 5 minutos antes de fazerem o aborto.

Mhairi disse ao Daily Mail: “Eles não estavam a vê-lo como uma criança, chamaram-lhe simplesmente de” feto não viável “. Estava frio e eu fiquei arrasada. Eu tinha acabado de fazer uma eco de 20 semanas e estava tudo perfeito. Tínhamos acabado de saber que era um menino, e isso, ainda tornou mais difícil aceitar a perda”.

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Apesar dos médicos lhe dizerem que o bebê provavelmente iria morrer durante o nascimento, ou que se sobrevivesse teria uma grande probabilidade de sofrer danos cerebrais, Mhairi e seu marido Paul decidiram ignorar seus médicos, e pedir tratamentos e medicação para que o bebé aguentasse o máximo de tempo na barriga da mãe, sendo vigiado, para que nascesse mais desenvolvido.Jett-Morris

Cinco semanas depois, dia 6 de Dezembro de 2013, Jett nasceu prematuramente, pesando apenas 640 Gramas. Era tão pequeno que a cabia na mão de um adulto.

Nós percebemos que os médicos tinham de dizer-nos o pior cenário possível e de ser frontais connosco, mas não há duas pessoas iguais neste mundo, e neste caso nem lhes passou pela cabeça da uma chança a Jett”, disse Mhairi

Inicialmente Jett sofria de doença pulmonar cronica e icterícia, mas rapidamente recuperou e é agora um bebê saudável.

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Foi-me dado uma visão tão sombria da situação clínica de Jeff, que eu cheguei a acreditar que “não era suposto ele ser saudável” e estava preparada para o que iria acontecer, mas de forma natural.”, diz Mhairi.

O milagre deu-se e a única coisa que aconteceu foi Jeff ter conseguido desenvolver-se e crescer tornando-se num bebé saudável.

Afirma ainda que não lhe foram dadas opções,  e espera que, se outras mulheres passarem pela mesma situação se lembrem da história dela, e que tudo é possível, desde que acreditemos, e tenhamos coragem para arriscar!.

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Fontes Daily Mail, mail online Crawley News UK

Passar a gravidez inteira ou parte dela de cama desvirtua completamente aquilo que se presume ser um estado de graça. Toda a magia, alegria e planos caiem por terra quando nos dizem que se tem que fazer repouso absoluto durante TODA a gravidez. Todos esses sentimentos são substituídos por uma preocupação e angustia constantes de que algo possa acontecer ao bebé aliado ao tédio/tormento de termos que estar confinadas aos escassos metros quadrados que ocupa uma cama. Não é fácil!
Por muita força de vontade que se tenha há dias difíceis. Ao fim de algumas semanas deitada começa o desespero, e se se pensa no tempo que falta para o parto, então os dias custam muito a passar.
O principal, há que ter paciência, muita paciência.

De acordo com a minha experiência, deixo umas dicas para que os dias se tornem menos penosos e tudo seja mais fácil e melhor, espero que úteis e que ajudem:

  • Pedir ajuda: no meu caso e por causa da Baby M. a minha mãe veio morar cá para casa. Gerir uma bebé, à data do descolamento, com 13 meses, uma acamada e toda uma casa, tornou-se tarefa complicada só para o pai, portanto, há que pedir ajuda à mãe, à sogra, à irmã, à cunhada, prima, amiga, a quem quer que seja;
  • Cama articulada: a cama articulada dá um conforto superior ao da nossa cama. O facto de subir e descer em altura, levantar e deitar as costas, faz com que sejam feitos menos movimentos, e não passamos o dia inteiro a ajeitar as almofadas nas costas para obter maior conforto. Caso haja espaço, aconselho a pôr a cama articulada na sala. A sala é o espaço onde uma pessoa passa mais tempo e onde tudo acontece. Com esta opção, passamos menos tempo sozinhas e mais com a família.
  • Trabalhar: tive a sorte da minha empresa permitir que trabalhasse a partir de casa e trabalhei até ao dia em que o bebé nasceu. Embora nem todas as entidades patronais permitem esta situação, deve tentar manter-se no ativo, pois o facto de trabalhar faz-nos sentir úteis e principalmente ocupadas.
  • Navegar pela Internet: Pegar num portátil e navegar à procura de informação, para falar com amigos e familiares, enviar e-mails, ordenar aquelas fotografias há muito desarrumadas, ler notícias, comprar o enxoval do bebé, etc….
  • Cozer/Bordar/Crochet: Quem não sabe, esta poderá ser a altura para aprender, além de entreter pode fazer-se um enxoval com alguma peças personalizadas para o bebé.
  • Desenhar/Pintar: despertar o Picasso que está dentro de nós;
  • Participar em algumas tarefas domesticas: sim é possível, dobrar meias e cuecas 🙂 descascar legumes, fazer as compras on-line, organizar a ementa semanal.
  • Ler: revistas, os livros em atraso até porque depois do bebé nascer fica mais difícil ler quanto se desejaria.
  • Pôr filmes e séries em dia.
  • Fazer Jogos: no papel, no telefone, em consola, de preferência jogos de memória para ajudar a mente que com a gravidez se torna preguiçosa e distraída.
  • Escrever: uma carta, um diário, um blogue 🙂 vai ser bom recordar e mostrar ao bebé. Foi assim que nasceu o meu blogue que me ajudou TANTO;
  • Tempo para os filhos (Para quem tem filhos) : Reservar todos uns dias um bocadinho do dia só para eles, ver um filme, fazer um desenho, fazer uma sesta, qualquer coisa desde que seja algo só mãe e filhos.
  • Receber visitas: uma lufada de ar fresco, mas fica o aviso, nem todos os familiares e amigos vão tirar um bocadinho do seu tempo para o fazer. Não há que ficar triste, cada um tem a sua vida.
  • Exercício físico: Por incrível que pareça a sensação de cansaço aumenta muito, os músculos, o coração e os pulmões têm menos uso, logo ficam mais preguiçosos, num das muitas estadias no hospital fiz fisioterapia e aprendi a fazer exercícios na cama, há que falar com o médico assistente e perguntar se se pode fazer algum tipo de alongamento ou exercício que ajude quer à circulação quer aos músculos.
  • Beber muita muita água: Ficar deitada o dia inteiro pode reduzir o ritmo da digestão e prender o intestino.
  • Manter os horários de sono: Evitar dormir muito durante o dia é preferível fazer uma sesta depois de almoço para evitar que se passe parte da noite em claro. Não dormia durante o dia mas mesmo assim passava a noite em claro, baby V. adorava noitadas.
  • Conversar: Eu passava muito tempo sozinha e havia dias que tinha muita necessidade de falar, também havia dias que não me apetecia dizer nada, mas é importante falar do que sentimos.
  • Boa disposição: Tentar manter sempre um sorriso e boa disposição, até porque esta aventura vai ter um final feliz.
Repito, não são dias fáceis, mas há que evitar fazer todos os dias a mesma coisa, tentar que os dias sejam diferentes, dentro do possível tentar desfrutar ao máximo deste tempo e pensar que cada dia que passa é um dia a menos para ver a cara do bebé e para tê-lo nos braços.

A todas as mães que presentemente se encontrem nesta situação um beijinho do tamanho do mundo.
E muita força.

 

Por Vanessa Muchagata, originalmente postado em Crónicas de Uma Grávida acamada,
para Up To Lisbon Kids®

 

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Bebé perfeitamente saudável nasce com saco amniótico intacto tendo sido aclamado peços médicos, um “milagre médico”!

As suas mãos e pés eram claramente visíveis, mas o bebé Silas Philips não parecia estar com pressa para entrar neste novo mundo!
Silas nasceu prematuro, com 26 semanas, no Centro Médico Cedars-Sinai, na Califórnia, EUA.
As fotos mostram Silas enrolado no interior dele com a placenta e o cordão umbilical, com as mãos e uma perna claramente visíveis. Enquanto o saco amniótico o envolvesse, ele ainda receberia oxigénio através da placenta, informou a reportagem da CBS.

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O saco amniótico é um “invólucro” de líquido claro no interior do útero, onde o feto se desenvolve e cresce. O líquido ajuda a proteger o bebé contra choques e danos, bem como fornecer-lhe fluidos para respirar e se alimentar. Ele também mantém uma temperatura constante para o bebé.

Normalmente o saco amniótico rompe antes ou durante o parto, e é popularmente conhecido como o ‘rompimento da bolsa’. Ou durante uma cesariana o cirurgião corta-o para retirar o bebé.

Os médicos dizem que a chance do saco amniótico permanecer completamente intacto após o nascimento é “ultra rara”. Foi um momento que deixou o Dr. William Binder perplexo. “Pode parecer clichê, mas suspendemos a respiração no momentos em que vimos”, disse. “Fiquei completamente incrédulo, e é daquelas imagens que me vou lembrar para toda a vida. Ele já tinha nascido há uns segundos, e ainda estava envolto na bolsa de águas, com a placenta e o cordão umbilical”, completou o médico, que depois de levar alguns segundos para acreditar no que via, começou a trabalhar na remoção de Silas de seu saco amniótico, fazendo-o respirar normalmente.

Chelsea, mãe de Silas, nem sequer se apercebeu da excitação que o nascimento do filho tinha causado, até ver a foto tirado pelo dr. Binder no seu telemóvel.

Ele estava em uma espécie de posição fetal e pode-se perceber como os braços e as pernas estavam enrolados. Foi mesmo interessante observar.. E quando eu ouvi que era realmente muito raro eu pensei: Oh meu deus, és mesmo um bebé muito especial!”, relatou a mãe após ver a foto do bebé no momento do parto.

Apesar de ter nascido de apenas 26 semanas, Silas está em ótimo estado de saúde. Os médicos acreditam que poderá ir para casa dentro de um mês.

A atriz Jessica Alba comentou este “milagre”, pois a sua filha Haven, também nasceu no interior do saco amniótico, em 2011. “O médico nunca tinha visto nada parecido.”, descreveu.

A experiência de Jessica inspirou o nome de Haven.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=2bg3YDtK8s8]

fonte  DailyMail

Ecocardiograma fetal

O QUE É ?
O ecocardiograma fetal é uma ecografia ao bebé, como as outras, mas dirigida ao coração.
Em geral faz-se por via trans-abdominal e os aparelhos são os mesmos que para as outras ecografias feitas na gravidez. A diferença está em quem as executa, que não é um obstetra ou radiologista, mas um cardiologista pediátrico com formação nesta área pré-natal.
Neste exame estuda-se o coração e a função circulatória do bebé em pormenor.

Porque é que se faz?

QUAIS AS GRÁVIDAS QUE DEVEM FAZER ESTE EXAME?
O coração do bebé em formação é um bom marcador para certas doenças congénitas ou mesmo adquiridas. Junta-se assim a outros marcadores ecográficos, podendo levar a decidir sobre certas atitudes, nomeadamente a amniocentese. Os marcadores que mais frequentemente levam ao pedido de ecocardiograma fetal são a translucência da nuca aumentada na ecografia das 12 semanas, a existência de dilatação pielo-calicial ou de quistos aracnoideus. O rastreio bioquímico ou as imagens hiper-ecogénicas no ventrículo esquerdo por vezes também.

Há obstetras que pedem este exame quase por rotina, sem nenhum motivo em especial, provavelmente, para tornar o seu acompanhamento mais consistente e seguro.

Outros motivos mais concretos são:

  • Ou porque, em geral na ecografia morfológica do 2º trimestre, se não viu bem o coração do bebé, ou ficaram dúvidas se estaria tudo bem a este nível.
  • Ou porque se notaram alterações do ritmo cardíaco do bebé, e pede-se um ecocardiograma para melhor esclarecimento.
  • Ou porque o bebé tem outros problemas identificados que se podem associar a cardiopatias

.
Há factores relacionados com os pais que podem ser indicação para este exame, como
os pais ou outros irmãos terem doenças cardíacas congénitas, a mãe tomar medicamentos ou ter doenças que podem pôr em risco o bebé.

Em que idade gestacional deve ser feito?

Este exame deve ser feito pelas 18 semanas de gestação, com uma margem das 16 às 20 semanas. É nesta idade gestacional que se obtêm melhores imagens do bebé, estando já o coração totalmente formado no seu essencial.

Quais são as vantagens deste exame?

Falemos primeiro das vantagens para o bebé.
Vantagens imediatas:

  • Situações cardíacas que podem ser tratadas logo ou quase.
    Tipicamente são as arritmias fetais graves, que põem em risco a vida do bebé.
    Um bebé com uma arritmia grave, quer seja o coração a bater persistentemente devagar a menos do que 100 pulsações por minuto (ppm) (bradicardia fetal) ou persistentemente depressa a mais de 200 ppm (taquicardia fetal) deve ser referenciado com urgência para um cardiologista pediátrico. Se administrado atempadamente, o tratamento feito a partir da mãe, resolve na maioria dos casos estas situações e o bebé deixa de correr perigo.
  • Na gravidez gemelar , por vezes passa demasiado sangue de um bebé para outro, através de comunicações dos cordões na placenta, sobretudo quando esta é única.
    É possível antever com alguma precisão se isto vai acontecer duma maneira drástica que ponha em risco a vida dos bebés. Há tratamento específico para estas fístulas, feito ainda na gravidez, cada vez com melhor resultado e menos riscos.
  • Também é possível tratar certas cardiopatias no útero, por métodos mais invasivos, de modo a evitar que a situação piore com o avançar da gravidez, minorando consequências mais graves.
  • Aos bebés com cardiopatia é aconselhável que se faça amniocentese para estudo cromossómico ou eventualmente de outras doenças.

A principal vantagem a médio prazo, uma vez conhecido o problema cardíaco que o bebé tem, é poder programar-se com tempo o parto. Isto tem a ver com o local onde o bebé irá nascer e o que deve ser feito de imediato. Requer uma equipa pluridisciplinar quer para tomar decisões antes do parto, quer para actuar no parto e depois dele.

Nem todos os bebés com cardiopatia têm que nascer longe da família, mas há bebés que não devem nascer fora dos hospitais centrais.

Para os Pais, a informação mais importante é saberem que o seu bebé está bem e não tem problemas no coração.

Nos raros casos em que esta informação não é bem assim, após serem ultrapassados os efeitos desta má notícia, são informados calmamente da realidade, das consequências e do tratamento. Antes dos pais tomarem qualquer decisão, é fundamental que sejam bem informados, e depressa… Caso seja necessária cirurgia cardíaca é importante falarem com o cirurgião que a irá fazer. Visitar as pessoas e os locais onde irá ser tratado o seu bebé, pode ser importante. Contactar com outros Pais que passaram já por esta experiência também é importante.

 

Por Dr. António J. Macedo, Médico Cardiologista Pediátrico,
em Meu pequenino coração

Foto Capa aqui

No dia em que te vi pela primeira vez eu ainda não sabia que ia passar noites a aninhar-te nos meus braços a sussurrar-te ao ouvido “o papão foi embora”… Nem que, por fim quando adormecesses, apesar de fatigada, eu ia continuar a vigiar o teu sono para garantir que afugentava esse monstro que nasce do escuro para assustar os bebés pequeninos…

Eu ainda não sabia que ia chorar mais do que tu no dia em que te deixasse pela primeira vez no berçário, por não poder continuar a ser eu a acordar-te da sesta com mimos de mãe e papas morninhas, como tu tanto gostavas e eu tão bem sabia fazer…

No dia em que te vi pela primeira vez eu ainda não sabia o quanto custava ver-te febril, com cólicas ou com qualquer outro mal-estar que eu não pudesse transferir para mim, para te poupar a ti das tuas primeiras dores do mundo…

Nem como seria o desespero por deixar de te ver por um segundo no supermercado, nem que esta sensação apenas se dissiparia quando eu te visse ao colo do teu pai ou mesmo atrás de mim, meu docinho, que o medo de te perder é capaz de cegar uma mãe…

Eu ainda não sabia que viria a sentir uma vontade secreta de dar um beliscão àquele miúdo da tua sala que te mordeu e puxou o cabelo, deixando-te a chorar e com medo de voltar à escola no dia seguinte…

Eu desconhecia que a cada queda que desses seriam também os meus joelhos a ficar esfolados.

Eu desconhecia que por cada vez que me falasses acerca dos teus medos, também o meu coração ficaria pesado com receios e inseguranças por não poder ser eu a enfrentar por ti tudo de mau que a vida traz…

Eu ainda não sabia nada disto no dia em que te vi pela primeira vez.

Tal como agora também ainda não sei o que está para vir.

Mas desde o primeiro dia que te vi eu soube que, para o bem e para o mal,  irei estar sempre ao teu lado para te dar a mão cada vez que a vida não seja tão justa como deveria ser.

Que por ti vou afugentar todos os monstros que surjam da escuridão, vou chorar ao teu lado sempre que sentires uma ponta de tristeza, vou suportar todos os apertos que o meu coração de mãe sentir, vou esfolar os meus joelhos e o meu coração também… Porque tu estás em primeiro lugar e não há ninguém no mundo inteiro que seja tão especial para mim como tu és.

Hoje e sempre.

Coração da minha vida.

Dedicado a cada um dos corações da minha vida, para quem todos os dias olho como se fosse a primeira vez.

É sempre uma fase de grandes dúvidas e de muitas incertezas em relação à alimentação que as mães devem ter para nada faltar ao seu filho.

O que é natural. Afinal que mãe é que não quer gerar um filho saudável?

É importante referir que não existe uma formula mágica de “alimentação para grávidas”.Cada mãe é diferente e tem necessidades diferentes, daí a importância de ser acompanhada por um profissional de Nutrição que a irá orientar desde a concepção até ao pós-parto, para que nada lhe escape e nenhuma insegurança apareça.

As Vitaminas que não podem faltar na concepção e gravidez são:

  1. Vitaminas Lipossoluveís
  •  Vitamina A: Ajuda no desenvolvimento da visão, melhora o sistema imunológico, expressão genética e na integridade da pele e das mucosas. está presente em alimentos de origem animal, principalmente em fígado, gema de ovo, lacticínios. Também é encontrada nos vegetais de folhas escuras e nas frutas e hortaliças alaranjadas (como cenoura, abóbora, manga, mamão, entre outras), por serem ricas em betacaroteno, que é percurso da Vitamina A
  • Vitamina D: Na mãe pode prevenir a pré-eclampsia. No bebé melhora a saúde óssea, imunológica e neurológica. Encontra-se na exposição do corpo ao sol, Peixes gordos e Ovos, ou suplementação, fazendo previamente o exame à 25-Hidroxivitamina D.
  • Vitamina E: É um antioxidante. A deficiência pode causar anemia hemolítica em prematuros e anormalidades neuro-musculares. Alguns estudos sugerem sua ação na prevenção do aborto. Encontra-se no abacate, salmão e oleaginosas.
  • Vitamina K2: É necessária para a coagulação sanguínea. A especificidade da vitamina K, durante a gestação, é indeterminada, contudo, por vários fatores de imaturidade do recém-nascido, este pode desenvolver a “doença hemorrágica do recém-nascido”. As fontes são: agrião, espinafre, alface, ervilhas, brócolos, fígado de bovino, couve, repolho.

2. Vitaminas Solúveis

  •  Vitamina B9 (Ácido Fólico): Formação do Sistema nervoso do feto. Está presente nos legumes de folha verde escura, leguminosas e gema do ovo
  • Vitamina B8 (Colina): Papel igual ao Ácido fólico e cada vez mais estudado neste sentido, da importância na concepção e gestação. A principal fonte é a gema do ovo.
  • Vitamina B12: Funcionamento das células, particularmente da medula óssea, trato intestinal e sistema nervoso. As principais manifestações de carência desta vitamina são: anemia megaloblástica e distúrbios neurológicos. Presente em fontes de origem animal
  • Vitamina C: Produção de colagénio; Importante na cicatrização e reações alérgicas; Melhora a absorção de ferro, logo juntar ao consumo de alimentos ricos em ferro uma fonte de Vitamina C deve ser tido em conta (ex: bife de peru com rodelas de laranja). Obtém-se a partir do Kiwi, Laranja, Papaia, Abacate, Legumes de folha verde escura

Uma alimentação variada e colorida é a principal forma da mãe conseguir todos os aportes, não necessita de comer por dois, não é a quantidade mas sim a qualidade que é importante.

 

Prefira produtos de origem biológica e consuma em casa, assim garante a higiene dos mesmo. Quanto aos ovos consuma sim, mas faça sempre o teste do ovo (ver imagem) para saber se está em condições para consumo, não custa nada e salvaguarda-a de um problema sério.

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Por Dr.ª Neide Rangel, Nutricionista
para Up To  Kids®