Os primeiros meses de um filho com os pais são de um enamoramento constante, é a criação do ninho, estabelecimento de laços, de sentimentos, de um amor que vai crescendo dia apos dia. Para a mãe são 4 ou 5 meses de puro namoro diário com o seu filho. Mas estes meses passam a voar, e de repente, estamos de volta ao trabalho. Infelizmente são poucos meses que podemos estar a usufruir do maior amor que a vida nos dá a tempo inteiro…injusto não é?

Deixar o bebé em casa, ou na creche, na ama ou com os avos, seja qual for a situação, deixar um filho e ter de ir trabalhar custa sempre.

No meu caso, estive sem as minhas filhas 109 dias, pois estiveram internadas nos cuidados intensivos neonatais a sobreviver à grande aventura que é a prematuridade e a delas foi de 25 semanas com pouco mais de 600gr. Durante esse tempo estive de baixa por assistência à família, posso dizer que foram os 4 meses mais longos da minha vida. O tempo parece que dói a passar, ia para casa com o maior vazio do mundo, mas quando elas foram para casa a felicidade chegou. Estive de licença 6 meses e mais um de férias. Depois ainda consegui pôr licença de maternidade prolongada por mais três meses. Ainda assim soube a pouco! Esses sim foram os meses mais felizes, mas mais intensos e trabalhosos também.

Estive bastante tempo com elas em casa, foram dias e dias só para elas. E confesso que no final já precisava de sair, de ir trabalhar. Foram muitos meses fechadas em casa, dado que, pela prematuridade, não podíamos ter muitas visitas nem sair muito de casa. Trabalhar não era assim tão assustador mas e ao mesmo tempo sentia que ia fazer-me bem. Mas… um mês antes de voltar ao trabalho a ansiedade chegou, não me conseguia imaginar a sair de casa e estar sem elas. Passava o dia a imaginar como iria ser, e a fazer questões a mim própria, será que vão sentir a minha falta? Será que eu vou conseguir? Será que vou passar o dia a olhar para o telemóvel, ou ligar de 10 em 10 minutos para saber se estão bem? Como é que vou ter energia para trabalhar sem dormir “quase nada” (elas sempre deram más noites), como vou gerir a casa, o trabalho e cuidar delas???… Tantas e tantas questões que me passavam pela cabeça.

O dia chegou, acordei mais cedo que o normal, tomei o pequeno almoço, fiz questão de lhes dar os leitinhos e de lhes dar um grande beijinho e dizer “a mamã vai trabalhar e daqui a pouco  chega a casa para brincar muito com vocês”. Sorri para elas e la fui eu, fecho a porta e cai a primeira lagrima…ia com o coração nas mãos mas feliz por regressar ao trabalho. Apenas liguei uma vez, e quando cheguei a casa vinha ainda com mais vontade de brincar com elas. Posso ter menos tempo, mas é tempo de qualidade só para elas e para elas com muita brincadeira, muitos abraços, sorrisos, passeios, muitos sorrisos e muito amor. O tempo é uma das melhores prendas que podemos dar a um filho.

Já passaram 3 meses desde que regressei ao trabalho, e não posso negar, tenho muitas saudades de passar os dias inteiros com elas, tenho saudades desse tempo maravilhoso. Durmo menos, tenho menos tempo para mim, ando sempre a correr, mas o tempo que estou com elas e com o meu marido é de qualidade! Mas sim, é muito cansativo, e o cansaço é diário. Faço questão de quando chego a casa, esse tempo ser para brincar com elas até a hora do jantar, depois quando adormecem (nem sempre é fácil adormece-las) é quando eu e o meu marido tentamos fazer o jantar e almoço para o outro dia, arrumar a casa e tentar dormir (se elas deixarem).

É difícil conciliar o trabalho, casa, os filhos, marido e ainda ter tempo para nós, mas acabamos por conseguir sempre, as mulheres são sem dúvida seres com super poderes, então quando viram mães são capazes de tudo, porque amam mais e quando há amor tudo se faz e tudo se consegue.

 

Dicas para quem esta prestes a terminar a licença de maternidade e regressar ao trabalho:

– Não ligar mais do que 1 ou 2 vezes para quem esta a cuidar do seu filho;

– Quando estiver muito cansada lembre-se que vai chegar o fim-de-semana;

– Divida as tarefas com o seu marido;

– Rotinas são importantes, organização de tarefas, e refeições com antecedência são fundamentais;

– Quando esta no trabalho envolva-se no que esta a fazer;

– Quando regressa do trabalho dedique-se a 95% aos seus filhos e marido, os outros 5% são para se dedicar a si própria, para ter tempo para si!

– As saudades são normais, mas tente ver isso como uma coisa boa;

– Lembre-se que quando terminar o trabalho vai encontrar o melhor sorriso e abraço do mundo!!!

 

Por Débora Barroso, para Up To Kids®

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Sabemos que todas as mães se queixam por uma ou outra coisa na maternidade.
Algumas queixam-se por tudo e por nada. E poucas são as que não têm quaisquer queixas.

Vamos lá fazer catarse.

Sugiro um momento de desabafo colectivo.

Quero saber: o que vos chateia e custa/custou mais na maternidade?

 

1) Dormir aos bochechos

2) Aos bochechos era bom, era. Não dormir!!!

3) Discutir mais com o marido/esposo/companheiro/namorado

4) Não ter grande ajuda de ninguém

5) Ter de deixar a criança na creche

6) Demorar uma hora a adormecê-la

7) Ter de cozinhar comida saudável todos os dias

8) Ter rotinas muito fixas

9) Não conseguir ir ao cinema/teatro/jantar fora (basicamente não ir a lado nenhum)

10) Ter a casa sempre em pantanas e roupa por passar a chegar ao tecto

11) Não conseguir tomar banho ou fazer cocó descansada

12) Ter os Caricas e companhia na cabeça o dia todo

13) As birras dos filhos

14) Ter dificuldade em amamentar

15) Ter tido uma excursão no quarto nos dias depois do parto

16) Ter vozes sempre à nossa volta a opinarem

17) Não ter grande vontade de fazer amor

18) O corpo ter mudado muito

19) Estarem doentes semana sim, semana sim

20) Ouvir que os filhos estão magrinhos

21) Acharem que a licença de maternidade são umas férias

22) ____________________ (complete)

 

Por Joana Paixão Brás, em A Mãe é que sabe

O valor universal mais relevante, fundamental e extraordinário é sem dúvida a Liberdade, a capacidade de decidir e agirmos de acordo com o que defendemos, queremos e sonhamos. Este livre arbítrio confere-nos um poder imensurável, mas também uma responsabilidade assustadora.

Querer liberdade é comum, mas usar a liberdade que conquistamos é apenas para alguns…
Sair da nossa “zona de conforto” e perseguir os nossos objectivos, os nossos sonhos, os nossos ideais, custa…custa muito! Não é fácil, dá trabalho, faz feridas que deixam cicatrizes, leva-nos ao fundo, fazendo emergir a nossa fragilidade, os nossos medos e angústias, e a coragem e convicção para dar mais, por pequeno que seja, escasseia em muitos momentos.

Mas também agarrar a vida com vontade é senti-la pulsar, e nada nos confere mais felicidade do que sentir que vivemos!

E viver é olhar para dentro e deixar de ver o que está fora. Reduzir as críticas, eliminar a maledicência, extinguir a inveja, abolir a “pequenez” da condição humana e centrarmo-nos em crescer com verdade, principalmente para nós mesmos. O primeiro passo é difícil, o segundo ainda mais, mas a caminhada faz sentido também com as pedras, elas fazem-nos tropeçar, mas também apoiam o levante.

Chega de estar numa vida “mais ou menos”. Vamos viver a “nossa” vida, com toda a garra e força que ela merece!

Não existe melhor tesouro para deixar aos nossos filhos do que o amor, o amor pela liberdade de viver, de lutar pelos sonhos, de enfrentar os desafios com coragem e esperança, na certeza de que têm em nós um porto de abrigo, um colo e um ninho para voltarem sempre!!

E quando fraquejarmos, pensemos neles! Eu penso, e a expressão determinada da minha filha Inês quando quer, precisa ou deseja algo e diz, com veemência e altivez no brilho dos seus dois anos “Mamã, Vai.”, confere-me uma força inigualável, e eu penso: tenho que ir…e VOU!!

 

Bárbara Rebelo para Up To Kids®
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Já se sabe que os pais também precisam de tempo só para eles, precisam de sair, precisam de se divertir. As crianças são o melhor do mundo, pois são, mas às vezes é preciso deixar o melhor do mundo com os avós. É justamente sobre essas horas de liberdade e loucura que vamos falar.

Tudo começa com o bater da porta da casa dos avós, depois de se entregar as encomendas. A porta nem bate. A porta encaixa na perfeição. Voltam­-se então os dois, inspiram e sorriem, o que até pode ser perigoso, porque uma pessoa pode engasgar-­se.

A partir daqui, é a perfeita loucura. Revive­-se a excitação de outrora, quando começaram as saídas à noite. É a mesma sensação de liberdade, até porque tudo começa, se pensarmos bem, no mesmo sítio, na mesma porta.

Vamos jantar, vamos sair, vamos fazer tudo. É tudo nosso. Vai ser até madrugada. Não há limites. “Vai ser só curtir”, como dizia a canção. É a mais básica e genuína sensação de liberdade. Um cheirinho de adolescência.

Na maioria dos casos, porém, a meio do jantar já estão perdidos de sono. Mas nesta fase ainda ninguém admite e continua a virar-­se copos e a rir, como se aquela imagem do sofá ou mesmo da cama conseguisse sair do pensamento. Depois, no fim da refeição, a cafeína pode ajudar a recuperar alguns sentidos e portanto, à pergunta “então, vamos a algum lado?”, “vamos, claro” é a resposta, mas para todos os efeitos, em muitos países, sobretudo nos mais desenvolvidos, aquela pessoa já era considerada a dormir. Aliás, a ciência ainda nem tem absolutas certezas sobre quem é que responde quando um progenitor em liberdade diz, numa sexta-­feira à noite, “vamos, claro”.

Lá se vai então para a boîte. Isto se não se capitulou já no bar de permeio, porque às vezes é muito cedo para ir para a discoteca. Convém, aliás, ir olhando para o relógio, pois às vezes pensamos que são duas da manhã e nem dez da noite são. Recordo-­me, por exemplo, de entrar pelo Jézebel ainda nem era meia-­noite. Não sabia se havia de pedir um copo ou uma vassoura para ajudar a preparar a casa para a noite. Lá se vai o tempo em que encerrávamos os estabelecimentos, agora vamos abrir.

É por isso no bar de permeio que costumam aparecer as primeiras bandeiras brancas. “Rendo-­me”, ouve-­se alguém declarar, antes de pagar a conta e recolher ao quartel.

Neste contexto, quem chega à boîte já se pode considerar um vencedor, mesmo que vá dançar uma espécie de kuduru sonâmbulo. Quando chega a altura de chatear o DJ com pedidos, em vez das músicas da moda, hoje pedimos uma coisa romântica e não é por estarmos apaixonados, é apenas para podermos dormir três minutos nos ombros uns dos outros.

Chega então a hora de ir para casa, que costuma acontecer cerca de dez minutos depois de alguém ter tido a coragem de dizer “não tarda vamos”. Quando alguém diz “não tarda vamos” instala-­se uma sensação de alívio, mesmo nos hipócritas que se armam em valentes e dizem “já?”, como se não soubéssemos que foram à casa de banho da discoteca e andaram à procura da escova e do copinho para lavar os dentes.

Uma vez em casa, esperava-­se uma espécie de “50 Sombras de Grey”, mas “E Tudo o Vento Levou”. Isto quando não é o motorista do táxi que os tem de levar para dentro, vestir-­lhes os pijamas e metê-­los na cama.

De manhã, o despertar é lento e a sensação é a de estar espalmado na cama como se tivéssemos caído nela de uma altura de 150 metros. Sentimos que vai ser preciso um salazar para nos raspar dali, pois não temos força. O corpo entorpeceu com uma noite completa de sono e desconfigurou-­se tudo. É preciso reaprender uma série de coisas.

A pouco e pouco, porém, esta sensação de noite completa vai fazendo bem à auto­estima, até porque calculamos que devem ser umas duas da tarde. Assim aquela hora a que acordam os grandes malucos. Olhamos então para o relógio, mas ainda nem são nove.

ZP, Imprensa Falsa
para Up To Kids®

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Meu amor,

Quando a tia nasceu eu tinha Treze anos. Amei-a como se fosse minha filha, apesar de ser minha irmã. Mesmo com aquela idade, mesmo sem o verbalizar ou saber ao certo o que estava a sentir, achei que não ia voltar a amar ninguém daquela forma. E não voltei. Passava os fins-de-semana em casa do avô e era tão bom poder cuidar dela, estar ali de volta daquele bebé que olhava para mim com olhos grandes e um sorriso doce. Mas que também ficava impaciente, pedia muita atenção e queria brincar com coisas que não podia. Ao domingo à noite despedia-se sempre de mim a chorar, a pedir para eu não me ir embora, mas eu tinha de ir. E sentia, do alto dos meus quinze anos, que ter um filho devia ser uma responsabilidade brutal, porque uma criança precisa de disponibilidade, de ser cuidada vinte e quatro sobre vinte e quatro horas.

Tantos anos mais tarde nasceu a prima e mais uma vez uma onda de amor. Mais uma vez um amor diferente. Mais conhecimentos e alguma sabedoria, a mesma vontade de não perder pitada daquele bebé calminho mas o mais esperto que alguma vez conheci. Curiosa e carinhosa, como é ainda hoje com quase três anos.

Fui colecionando grandes amores até te amar a ti.

E percebo as pessoas que têm medo de ter um segundo filho por recearem não o amar como amam o primeiro. Porque é um amor avassalador, algo com que não vivemos durante décadas e que, de repente, dá um sentido verdadeiro à nossa vida.

Percebo-as mas sei, cá dentro, que nenhum destes amores se repete. Que todos têm o seu lugar, que o coração é um órgão elástico que vai esticando mais um bocadinho sempre que nos predispomos a abri-lo.

Há poucas verdades absolutas, mas estas são as minhas. De mim, para ti.

O amor que sinto por ti é irrepetível.

Não há nada que o possa diminuir. Nem mesmo se às vezes me desiludires e fizeres menos por ti do que eu gostaria.

Mesmo que não houvesse luz nenhuma no mundo, conseguiria chegar até ti, só pelo teu cheirinho.

Às vezes, quando estou cansada, basta-me o teu sorriso para ter novamente energia.

Falo muito contigo (e às vezes receio que a tua primeira frase completa seja “cala-te só um bocadinho, mãe, pode ser?”. Mas sei que és demasiado doce para sequer o pensares…).

Quando regrides em qualquer coisa (adormecias sempre tão bem, agora tem custado mais), penso sempre em que é que estou a falhar e tento lembrar-me sempre que o mais importante é respeitar o teu ritmo, o teu crescimento – porque te estás a aperceber de um mundo cada vez maior à tua volta e tens o direito de mudar, de te adaptar à tua maneira, no teu tempo.

Muitas vezes, de manhã, deixo-te demorar mais tempo a fazer as coisas porque sei que te (nos) esperam manhãs com muito stress lá mais para a frente. És um bebé agora e não vais poder brincar com calma, gatinhar atrás de mim com a língua de fora, morder o teu elefante por muito mais tempo.

Tudo o que faço por ti vem cá de dentro, daquele cantinho do meu coração que conquistaste e que será teu até eu deixar de andar por cá.

Espero que um dia sintas este amor tão grande, tão puro. E que gostes de mim, desta miúda que ainda se está a habituar ao título de “mãe” e que tem um orgulho tão grande de ser a tua.

Já reparaste como falo tanto e tantas vezes de amor?
É para que saibas a que ninho pertences, minha querida.

Por Marta Coelho,
para Up To Lisbon Kids®

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Também prometo falhar…

Quando soubemos que vinhas a caminho,  tivemos muitas decisões para tomar.

Primeiro decidimos que queríamos que viesses e que fizesses parte das nossas vidas.
Decidimos e escolhemos, que íamos mudar a nossa vida, por ti. Porque queríamos que existisse uma maior parte de nós, e essa parte serás tu!
Decidi que teria que me alimentar melhor e com mais cuidado, porque afinal, agora também te alimento a ti. E tu és mais importante! Quero que cresças forte e saudável, e não deixo que te falte nada!

Eu e o pai, escolhemos uma boa médica para acompanhar o teu crescimento e para te trazer ao mundo.
Escolhemos e decidimos onde é que irás nascer.
Decidimos fazer a recolha de células estaminais e esperamos que nunca tenhas de saber o que isso significa. Talvez quando o pensares em faze-lo para os teus filhos, mas até lá, esquece isso, são coisas parvas…
Decidimos de que cor pintar o teu quarto, de que cor seria a tua cama.
Decidimos que roupas te iríamos comprar, e que sapatos te ficariam bem.

Decidimos quanto tempo vais ficar em casa comigo (e eu contigo), e em que escola te vamos confiar.

Decidimos onde é que íamos ver aqueles vídeos que nos mostram como estás a crescer dentro da barriga da mãe. E gostamos tanto de te ver. O pai adora ouvir o teu coração. Diz que é o seu motor. E neste momento é o que nos move.

Queríamos que tivesses um nome importante, bonito, doce mas forte. Decidimos qual seria o teu nome.

Escolhemos que não te vamos forçar nenhuma religião. Decidimos dar-te o espaço para definires quem és e no que acreditas. Quando decidires faremos como quiseres, és livre para acreditar e dedicar-te ao que quiseres e nós apoiamos-te.
Decidimos aquilo que te queremos ensinar, e o que queremos que aprendas sozinho.
Escolhemos e decidimos milhares de coisas, e estamos constantemente a decidir e a escolher.
Esperemos que estejas de acordo com pelo menos algumas das nossas escolhas. Todas elas foram pensadas no acreditamos ser o melhor para ti.
Quero que saibas, que nada é imutável, e estaremos sempre dispostos a mudar o que decidimos sempre que o queiras.

Porque eu e o pai estamos mais perdidos que nunca. Tentamos, e vamos sempre tentar mas não fazemos ideia se estamos a tomar boas decisões. Não sabemos se vais gostar ou querer assim. Não sabemos se estamos a falhar. Mas prometo-te, estamos a tentar! Estamos perdidos na maior aventura das nossas vidas e um dia, também tu, irás perceber.
Há vários meses que decido tudo a pensar em ti.
Prometo falhar, mas prometo nunca deixar de tentar.

Ser Mãe!

Muito se fala e se escreve sobre Ser Mãe! Textos, poemas, artigos científicos, conversas de café e em família, desabafos e programas de televisão…

No entanto, nada parece ser suficiente e a conversa e a prosa sobre esta temática parece não ter fim, sendo proporcional ao número de mães que existem no mundo.

Tempos houve em que a mulher ao gerar vida, deixava de ser mulher, e passava a ser unicamente mãe. Mas o tempo passa, o mundo muda e o conhecimento e as vontades também. Hoje em dia, ser mulher e ser mãe são dois papéis e duas formas de ser que todas nós queremos e reclamamos para nós. Queremos assumir-nos como mulheres e mães, para o mundo e principalmente para nós próprias.

Não é tarefa fácil! É antes um exercício bem difícil, este de tentar juntar em nós mesmas dois papéis e duas formas de ser que parecem ter nascido em perfeita simbiose, mas que tantas vezes parecem ser antagónicos.

E se há dias em que tudo se faz com uma perna às costas, outros há em que a perna torna-se grande e pesada como a de um elefante.

No meu trabalho no Gymboree Play & Music, convivo e partilho diariamente momentos com mães, mães de primeiros filhos, de segundos e até terceiros, e por isso, sinto muitas vezes a necessidade de reflectir individualmente e em equipa sobre o que é ser mãe e sobre a responsabilidade acrescida que esta fase da vida nos traz.

Assim, a equipa do Gymboree resolveu convidar as mães a partilharem numa pequena frase o que para elas é ser mãe. E hoje partilho com vocês, as opiniões e sentimentos das nossas mães.

Ser mãe é…

  • amar de forma incondicional
  • garantir que a essência daquela criança chega intacta à idade adulta
  • orientar para a integração social, para um cidadão livre e confiante
  • ser feliz todos os dias
  • a maior surpresa da minha vida. É maravilhoso ser mais, é aventura com muita felicidade
  • amar cada segundo, a cada minuto, a cada hora, a cada dia que passa, pois os nossos piolhos são o ar que respiramos
  • maravilhoso. Dão alegrias e tristezas, mas tudo compensa muito
  • a transformação do nosso mundo em magia
  • amar intimamente
  • ser plenamente feliz. Ser completa e amar incondicionalmente
  • amar incondicionalmente um ser que depende de nós para crescer
  • ultrapassar todas as barreiras com a força do amor

E para si? O que é ser mãe?
Aproveite a hora da sesta do seu bebé, as horas em que os seus filhos estão na escola ou aquele momento em que o pai está a brincar com eles. Pegue numa folha de papel e numa caneta, sente-se confortavelmente e pense sobre o que é ser mãe!

 

Foi ontem que tu nasceste e que te trouxemos para casa num rolinho de pano branco que guardava todos os nossos sonhos. Foi ontem que vimos no teto as baleias e as estrelas-do-mar e que tentaste agarrá-las a todas com a tua mão pequenina que tantas vezes encaixei nos meus lábios para beijar. Foi ontem que adormecemos no sofá, tão quentinhos e seguros de que nunca nada nos haveria acontecer de mal. O teu primeiro natal, o da fotografia do avô contigo ao colo na cadeira de baloiço, o carnaval em que te mascaraste de palhaço… Tudo isso aconteceu ontem.

Foi ontem que descobri que ia ser mãe mais uma vez e que tu me segredaste que na minha barriga estavam dois bebés e não um (o que te levava a dizer isso nunca saberei). Foi ontem que te levantaste de manhã cedo com os teus caracóis no ar, para ires connosco para a maternidade dar um beijinho às tuas manas que conhecias de ver numas fotografias a preto e branco mal tiradas e de sentir mexer na minha barriga…

Foi ontem que vocês as duas vieram juntar-se a nós. Primeiro tu e depois tu, pequeninas e frágeis, com apenas 3 minutos de diferença. Foi ontem que contei os dedinhos de cada uma das vossa mãos e de cada um dos vossos pés para ter a certeza que estavam lá todos e que podíamos respirar de alívio depois uma gravidez tão cheia de medos e incertezas.

Foi ontem que vi as pessoas que gostam de nós a vir, como pássaros a voar em bando, celebrar a chegada de cada um de vocês à nossa família… Foi ontem que eu e o papá olhámos para os três, juntos pela primeira vez, e pensámos na sorte que temos por fazerem parte das nossas vidas.

Foi ontem que quando acordaste, espreguiçaste os teus pequenos braços, abriste os teus olhos e sorriste ao ver-me debruçada sobre o berço, a olhar para ti. Foi ontem que eu e tu partilhámos um Epá numa tarde quente de verão e depois fomos dar um passeio sem nos preocuparmos com as horas ou com as nódoas deixadas pelo gelado nas nossas roupas.

Foi ontem que nos metemos num autocarro e percorremos a cidade, enquanto acenávamos a quem passava, tal não era o tamanho da alegria que nem a conseguias esconder.

Foi ontem que vos vi a disputarem o meu colo, como se não houvesse no mundo sítio melhor para se estar ou como se não soubessem que neste porto de abrigo há sempre lugar para os três. Mesmo quando o caminho fica tão escuro e apertado que dói ao respirar. Foi ontem que vos apertei nos meus braços e vos disse que meio século pode passar por nós que hei de sentir para sempre este calor no coração quando recordar os nossos momentos. Tão simples mas tão bons momentos.

Foi ontem.

Tudo isto foi ontem.
Por Susana Pedro, Blog Coração da minha vida
para Up To Lisbon Kids®

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O amor não se explica. Se se conseguir explicar, é porque não é amor. Vou tentar não te encher de frases feitas, minha querida. Porque o amor está à tua volta, basta estares com atenção.
É amor o que sentes quando o pai chega a casa e queres muito que ele te pegue ao colo.
O que existe entre mim e o pai, em cada gesto, em cada sorriso, em cada piada que trocamos.
O que vês quando chegas perto dos avós e eles largam tudo o que estão a fazer só para te abraçar.

É amor quando não te deixo andar livremente pela cama, porque estás sempre quase, quase a cair para o chão.
Quando te limpo as lágrimas depois de teres mordido a língua por ainda não estares habituada a ter dentes.
Quando o pai e eu te olhamos a levantares-te sozinha na cama e a sorrires triunfante por não teres tido ajuda.
Quando te deito e não queres dormir e queres brincar e insisto, porque tens de descansar.
Quando te canto, nuns dias mais afinada que em outros.

É amor o que aquele menino do café faz à irmã, apertando-lhe o sapato.
O que as nossas vizinhas sentem quando vão passear os seus cães.
O que aqueles amigos mais velhos sentem quando correm, faça frio ou faça sol.
O que o casal de adolescentes sente quando discute, numa cena constante de ciúmes, porque ele não lhe dá a atenção que ela queria.

É amor o olhar melancólico daquela velhota que encontramos à tarde, de cigarro quase apagado pendurado nos lábios, quando nos olha e diz “os meus também já foram assim”.

É amor, e também medo, o que aquela mãe sente quando segura a mão do filho, mesmo por um triz, antes de ele atravessar a rua sem olhar para o lado a ver se vêm carros.

É amor o que aquele rapaz das sardas e sempre de headphones sente quando finge estar a ler um livro e observa a rapariga do 12º andar a passear o seu caniche.
O que sentem as pessoas quando gritam “golo” ou aplaudem no fim de um espectáculo.

É amor o que sentem os pais que se despedem dos filhos no aeroporto, sem saberem quando voltarão a vê-los.
O que sentem os pais, à porta da escola, a segredar ao ouvido dos filhos que eles são capazes, que é só um exame, que estão preparados.
O que sentem os pais que dizem aos filhos, na mesma porta da escola, que deviam ter estudado mais.

É amor quando um grupo de jovens se junta para defender um amigo, vítima de injustiça.
É amor (próprio, tão, tão importante) quando alguém decide dizer basta numa situação de violência.
É amor quando cuidamos dos outros, quando nos lembramos de cuidar de nós.
É amor quando fazemos o que gostamos e aquilo de que gostamos um bocadinho menos, porque é importante que o façamos.

É amor, mesmo quando parece que ele não existe.
Tudo é amor, mesmo na ausência dele.

Que tenhas uma vida cheia de amor, que o consigas encontrar à tua volta e, mais importante de tudo, dentro de ti.

Por Marta Coelho, para Up To Kids®

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No dia em que a Isabel fez três meses, fui trabalhar. Custou-me muito. Esse dia e os que se seguiram. Não estava preparada. Acho que nunca se está. Se há dias em que trabalhar me faz sentir útil, me dá adrenalina e me faz sentir viva, outros há em que as saudades tomam conta de mim. Em que me interrogo se faço as escolhas certas, em que conto os minutos para estar com ela outra vez. Acho que é assim com todas as mães.

Para que aproveitemos melhor todos os segundos e não nos sintamos culpadas, ficam os mandamentos da mãe que trabalha:

10- Não olharás para fotografias no telemóvel mais que três vezes por dia para matar saudades
Melhor do que ficar a vê-los no ecrã, é aproveitar ao máximo o tempo em que estamos longe deles para dar tudo no trabalho, sermos mais eficientes e, caso tenham horários flexíveis, fazer em menos horas o que fazemos normalmente em mais. Caso seja como ir ao respirador e vos der mais pica para trabalhar, força. Se ficarem todas roídinhas por dentro e vos fizer lamentar a vida que têm, é pecado.

09 – Não odiarás as segundas-feiras
Depois do fim-de-semana em que podemos dar-lhes beijos as vezes que quisermos, acordar e voltar à rotina pode ser um crime de lesa-majestade. Mas começar a semana com humor de cão e chegar ao trabalho com cara de traseiro não traz boas energias e não melhora absolutamente nada no trabalho. Ser daquelas pessoas azedas e com ar de que todos lhe devem alguma coisa é pecado.

08 – Tirarás duas horas do teu fim-de-semana para preparar as refeições da semana
Caso padeças de um mal chamado desorganização como eu padeço e queiras aproveitar todos os (poucos) minutos de segunda a sexta sem querer dar um tiro no pé com tanto stress, nada como tirar duas horas do fim-de-semana para fazer as refeições principais da semana, ou pelo menos para esquematizá-las, num calendário, e deixar parte delas congeladas. Fazer por sistema ovos mexidos e arroz é pecado.large (1)

07 – Aproveitarás bem o tempo que estiveres com os teus filhos

Não há coisa muito pior do que nos deitarmos na cama com a sensação de não termos estado tempo nenhum com os nossos filhos. Mas a questão que devemos colocar-nos é: o tempo que passei com ele foi de qualidade? Estar a dar-lhes banho a pensar no email de trabalho que ainda temos de responder, contar-lhes uma história com fogo no rabo para ir limpar a cozinha, estar no Facebook só a ver o feed mais uma vez, em vez de estar a olhá-los nos olhos e a ouvi-los, é pecado.4

06 – Não te martirizarás quando te atrasares um dia para ir buscá-los à escola

Muito provavelmente vai acontecer. Não controlamos uma chuvada, um dia de trânsito infernal, um pedido urgente e mais demorado no trabalho. Não somos omnipresentes nem omnipotentes e quando só dependemos de nós próprias não há ajuda que nos valha. Por muito que nos custe, é jogar a bola para a frente. Ir buscar a chibata e ficarmo-nos a sentir as piores mães do mundo é pecado.

05 – Não falarás dos teus filhos no local de trabalho, de 15 em 15 minutos

Apesar da nossa filho-dependência, o primeiro passo para a cura é afastar o cálice do nosso pensamento. Além de que não há pachorra. Muitas vezes, já temos o interlocutor a bocejar e não damos por isso. Ser uma mãe chatarrona é pecado.

04 – Não compensarás a tua ausência sendo aceleradinha

São tantas as horas em que não os temos nas nossas vidas, que quando estamos com eles corremos o risco do over-booking. Não temos de encavalitar uma ida à praia, com um almoço fora, com uma ida ao jardim e com uma festa de anos. Eles também precisam de sossego, de estar em casa, de fazer as sestas e de segurança. Andar sempre com um speed infernal, a querer percorrer todas as capelinhas, é pecado.

03 – Deixarás tudo preparado na véspera

Aquela coisa do “amanhã logo se vê” não se aplica a uma mãe que trabalha, no que a preparar as malas e as roupas do dia seguinte diz respeito. A não ser que se consiga acordar duas horas antes de sair e se saiba de antemão que não se vai apanhar trânsito. Comer uns flocos a correr, entrar em stress porque o filho fez cocó na fralda antes de sair, quando se perdeu tempo a passar uma camisa a ferro ou a refazer a mala da escola deles é pecado.

02 – Cuidarás de ti

Passas pouco tempo do dia com os teus filhos, é um facto. Trabalhas que te fartas. Fazes das tripas coração (que bela expressão…) para seres uma boa profissional e uma mãe presente. Mas, de vez em quando, podes tirar umas horas para ti. Ir fazer a depilação passa a equivaler a uma massagem. Ir ao ginásio uma vez por semana não te rouba tempo, dá-te tempo e genica para fazer tudo em casa. Ir comprar uma lingerie nova pode dar um abanão a essa relação. Deixar de cuidar de nós é pecado.

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01 – Não invejarás a vida das mães que ficam em casa

Ao contrário do que muitos querem fazer parecer, estar 24/24 horas em casa com os filhos é trabalho de guerreira e não de dondoca. É ter de abdicar de (quase) tudo por eles, é ter de aturar todas as birras, todas as lágrimas e aproveitar as sestas deles para passar a ferro ou fazer a sopa. Invejar a vida de uma mãe que fica em casa, como se de uma coisa fácil se tratasse, é pecado.

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Por Joana Paixão Brás, co-autora do Blog A mãe é que sabe,
para Up To Lisbon Kids®

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