Dizem que ser mãe muda tudo. Na verdade, a maior parte das coisas à nossa volta permanece exactamente na mesma – nós e a nossa percepção do mundo e da realidade é que mudam.

A maternidade, no fundo, é uma aprendizagem: em relação a nós, à nossa família alargada, à família mais restrita que estamos a criar.

Coisas que uma mãe aprende…

Aprendemos afectos. Os que nos foram negados, os de que nos fomos esquecendo, aqueles que sempre nos rodearam. Tornamo-nos um poço de afeição mais ou menos contida.

A visão dos problemas dá uma cambalhota e aprendemos a dar prioridade ao que realmente importa.

Verbalizamos o amor de outra forma. Vemos o amor de outra forma. Sentimos o amor de outra forma.

Aprendemos a deslocar-nos pela casa totalmente às escuras, como ninjas, em direcção ao berço dos nossos bebés.

Tomamos como adquirido que os «Parabéns» podem ser considerados a canção preferida de uma criança.

Não conseguimos escapar ao facto de que toda a gente (e aqui é mesmo toda a gente, desde a prima em segundo grau que vemos apenas no Natal ao porteiro do prédio) tem uma opinião a dar. E um conselho grátis também.

Sentimos a dor de outra pessoa como se fosse a nossa. Contemos as lágrimas quando há algo que provoca as lágrimas dos nossos filhos, por eles tentamos ser mais fortes… e tentamos mostrar que não faz mal ser também frágeis, de vez em quando.

Aprendemos que é mais importante estar do que ser.

Que gostamos que elogiem os nossos filhos. Que mexe connosco quando são os outros a repreendê-los.

Aprendemos a ser mais ambivalentes. A dormir menos e a fazer mais.

A fazer ginástica mental, financeira, criativa, física.

A brincar como se tivéssemos outra vez três anos.

A ensinar coisas que não nos lembramos de ter aprendido.

A descobrir-nos dentro de quem sempre fomos.

Aprendemos que o tempo é mais valioso que qualquer fortuna do mundo.

Que os tempos mudaram e há muita coisa que não se faz da mesma forma, mas que o amor de mãe nunca muda.

Compreendemos que mesmo que aprendamos tudo temos tudo para aprender.

E ainda bem.

Não estamos sozinhas nesta viagem.

imagem@weheartit

Eu adoro os bilhetes que recebo dos meus filhos – quer sejam rabiscados num post it ou escritos com uma caligrafia perfeita e papel de carta. Mas o poema que recebi no Dia da Mãe, recentemente, da minha filha de 9 anos teve um significado especial. Na verdade, na primeira linha do poema já prendi a respiração enquanto as lágrimas me desciam pela cara.

“A coisa mais importante que eu posso dizer sobre a minha mãe é… que ela está sempre pronta para me apoiar, mesmo quando eu estou em apuros.”

Mas nem sempre foi assim.

Um dia apercebi-me que a minha forma de tratar os meus filhos tinha mudado, e que agora agia de uma forma como nunca tinha acontecido. Tinha-me tornado numa mãe que gritava. Não era sempre, mas era intenso – como um balão extremamente cheio que pode rebentar a qualquer momento.

O que é que as minhas filhas de 3 e 6 anos faziam de tão diabólico, que fizeram com que eu me passasse de vez?  Foi o facto de insistirem em ir buscar mais três colares de contas e os uns óculos de sol rosa, quando já estávamos atrasados? Foi a forma como tentavam servir-se sozinhas de cereais e entornavam a caixa inteira no balcão da cozinha? Foi quando uma delas caiu e partiu o meu anjo de vidro especial no chão, depois de ter sido avisada para não lhe tocar? Foi por lutarem contra o sono quando eu precisava de um pouco mais de paz e sossego? Ou foi quando discutiam por coisas ridículas como quem seria o primeiro a sair do carro ou quem tem o maior sorvete?

Sim, eram esses percalços normais, questões e atitudes típicas de crianças que me irritavam ao ponto de perder o controle.

Isto não é algo fácil de escrever. E também não foi um momento fácil na minha vida, porque verdade seja dita, eu odiava-me nesses momentos. O que é que me acontecia, que me fazia gritar à maluca com as duas pessoas que eu amo mais do que a vida?

Distrações

O uso excessivo do telefone, a sobrecarga de compromissos, listas de tarefas intermináveis, e a procura da perfeição, estavam a consumir-me.  Gritar com as pessoas que eu mais amo, foi o resultado direto da perda de controle que estava a atravessar na minha vida.

Inevitavelmente, acabaria por explodir em qualquer lugar. E claro, explodi a portas fechadas, exatamente na companhia das pessoas que são o meu mundo…

Até que, um dia fatídico, a minha filha mais velha subiu ao banco para tirar qualquer coisa da dispensa e acidentalmente entornou um saco inteiro de arroz no chão. Com um milhão de minúsculos grãos espalhados por todo o lado, os olhos de minha filha encheram-se de lágrimas. Foi nesse momento que eu percebi – a minha filha estava com medo de mim!

Esta foi, sem dúvida, a consciencialização mais dolorosa da minha vida. A minha filha de seis anos está com medo da minha reação ao acidente.

Com uma profunda tristeza, percebi que eu não era o tipo de mãe que eu queria para meus filhos conviverem e nem era assim que eu queria viver o resto da minha vida. Details

Tens quinze anos, cabelo castanho claro curto e uns olhos lindos que engolem o mundo.

Ontem, quando te dirigias para casa passaste por um casal de adolescentes como tu que estava a discutir. Seguiste o teu caminho até que ouviste as palavras que o rapaz chamava à rapariga. Detiveste-te. Olhaste para trás e viste como lhe segurava o pulso com tanta força que faria qualquer um chorar. Ouviste a rapariga a pedir baixinho que ele parasse mas ele não estava a vê-la, estava furioso.

Eu e a minha filha estávamos um pouco mais afastadas, e só me apercebi que se passava alguma coisa porque ela gelou quando as palavras subiram de tom e se agarrou às minhas pernas. Estava com medo. Não está familiarizada com a violência. Teve a atitude típica para alguém com um ano e meio. Peguei nela e aproximei-me com calma, a tentar perceber o que estava a acontecer. Tu estavas ainda mais calma que eu, com metade da minha idade. Pedias ao rapaz que soltasse a namorada porque estava a magoá-la. Ele disse-te para não te meteres. Respondeste que não podias. Chamou-te um nome. Respondeste que não te conhecia, que não eras nada disso e disseste-lhe o teu nome: Laura. E que largasses a rapariga. Ele voltou a si e olhou em volta, percebendo que toda a gente o olhava. Soltou-a. Envergonhou-se e disse que estavam só a discutir. Não olhou mais para a namorada e foi-se embora. A rapariga começou a chorar baixinho. Disseste-lhe que já estava tudo bem. Ofereci-lhe água e ela abraçou-te. Disse obrigada. Que ele não era assim, mas que às vezes ficava irritado. Sabiamente aconselhaste-a a procurar alguém que não se irritasse com ela e muito menos que a magoasse. A rapariga disse que gostava dele e que ele tinha muitas coisas boas. Que… Não a deixaste terminar. Disseste que ela é que sabia. E chegou a tua mãe. Quis perceber o que se passava. Dei-lhe os parabéns pela filha que tinha. Quando lhe contaste o que fizeste fiquei com a sensação que não te bateu apenas porque estavas rodeada de pessoas. Proibiu-te de voltar a fazer tal coisa. Entre marido e mulher não se mete a colher. Tentaste ripostar mas a tua mãe não deixou. Levou-te dali pelo braço, a dar-te o maior sermão de sempre. O que é que tinhas na cabeça?

Por favor não te atrevas a ouvir a tua mãe.

Sabes que mais? Ela, tal como a minha filha, tem medo. Medo que te metas numa situação perigosa, com alguém que não tenha respeito pelos outros e te magoe também. Eu entendo-a e deves entendê-la e ter cuidado. Mas não deixes de ajudar quem precisa.

Isto aconteceu em Lisboa, num final de uma tarde igual a tantas outras. E acontece demasiadas vezes, e em grande parte ninguém vê. Ou não quer ver.

Está na hora de mudar a mentalidade que aquela mãe nomeava: entre marido e mulher não se mete a colher. É por isto que tantas vítimas continuam vítimas. Porque os vizinhos sabem, ouvem, mas não fazem nada. Porque há na polícia quem receba as queixas mas não lhes dê seguimento. Porque há assistentes sociais que têm conhecimento mas permitem que o agressor permaneça perto das vítimas. Nem todos viram a cara, há quem faça um trabalho extraordinário, mas ainda há demasiadas pessoas que se escusam de agir. (Nota: tanto polícias como assistentes sociais têm as suas tarefas dificultadas e há verdadeiros heróis, que felizmente são a maioria. Aqui refiro-me às excepções, àqueles que por motivos de várias ordens não conseguem fazer o seu trabalho como deveriam).

Ler também Carta aos adolescentes

E está na hora também de ensinar aos nossos filhos que os tempos mudaram e as mulheres procuram a igualdade (de direitos, quando é que entendem de uma vez?) mas isso não significa que se deva esquecer a máxima: a uma mulher não se toca nem com uma flor. E está na hora de ensinar as nossas filhas a valorizarem-se. A afastarem-se de quem as oprime, as rebaixa, as faz sentir que não são merecedoras de um tratamento humano. Porque é disto que se trata. Ensinemos isto e ensinemos também os nossos filhos a não se deixarem usar por aquela rapariga de quem gostam há tanto tempo e que finalmente reparou neles (e lhes saca os apontamentos e os goza e embaraça quando estão em público), de ensinar as nossas filhas que ninguém é mais que ninguém, que não devem maltratar os rapazes só porque podem e isso lhes aumenta o ego.

A violência no namoro, permito-me dizer, passou a ser algo considerado normal. Porque eles se irritam (culpa delas, claro), porque elas não têm paciência (eles olham demasiado para as outras miúdas) e as relações se baseiam no controlo tanto psicológico como físico. E na violência. O respeito escasseia.

Ler também Violência Juvenil em casais de namorados – bates forte cá dentro.

É nosso dever dar as ferramentas aos nossos filhos para não serem vítimas. Para se conseguirem libertar de situações em que não devem estar, a pedir ajuda, se não conseguirem sozinhos. É nosso dever dar educação aos nossos filhos para que não se tornem agressores, seja em que forma for.

É nosso dever incentivar os nossos filhos a ajudar, a denunciar. A ter cuidado, sempre, mas a nunca calar situações de injustiça.

Querida Laura, o que a tua mãe te queria dizer era: foste tão corajosa! Que orgulho eu tenho de ti. Mas tem cuidado, porque pode não correr sempre bem.

Cuida de ti, Laura. E continua a ajudar os outros. Pode ser que um dia tenhas mesmo de ajudar a tua mãe. E aí ela vai perceber: como mesmo tendo medo te ensinou para seres mais e melhor.

E, Laura?

Não te atrevas a ouvir a tua mãe.

Que essa tua coragem nunca se apague.

Tenho orgulho de ti.

Ser Mãe todos os dias cansa!

Sem tempo para recuperar o fôlego nem conseguir respirar fundo, saímos do bloco de partos e num segundo mudamos de estatuto.

Somos MÃES!
Aliado ao que já tínhamos na nossa vida, passamos agora a ter que dar conta de uma quantidade de coisas que se tornam efectivamente reais na nossa nova vida. A realidade da amamentação, das fraldas, dos banhos, do colo, do choro, das cólicas, das birras, das noites sem dormir. O peso da responsabilidade de ter alguém totalmente dependente de nós.
Somos levadas pelas hormonas, pela emoção do parto, pela ansiedade de ver a cara que imaginamos durante meses. Pela excitação de segurar pela primeira vez no colo aqueles que dizemos ser NOSSOS. Pela chapada de amor, pela grandeza deste acontecimento de nos termos tornado Mães.No meio deste estado meio alterado de consciência, por conta das hormonas, das emoções, do novo ritmo e das exigências, não damos conta dos dias e das noites, não damos conta do passar do tempo.

A nova rotina é levada pelos acontecimentos e pelas necessidades do bebé. Pensamos pouco, apenas vamos agindo. Vamos agindo como se sempre tivesse sido assim. É uma mudança radical mas num simples instante já não conseguimos conceber a nossa vida sem eles.

Os filhos chegam e instalam-se.

Instalam-se, curiosamente, no lugar daquilo que parece ser agora, o essencial para vivermos.  A partir desse momento torna-se impossível imaginar a nossa vida sem eles. Parece que tudo sempre existiu desta forma.

Parece simples…
Parece fácil…

Mas nem tudo é cor de rosa. Ser Mãe todos os dias cansa!

Há um momento em que o cansaço toma conta de nós. Um corpo cansado, uma cabeça exausta, um sono descontrolado e atrasado, ritmos e rotinas diferentes, o isolamento do mundo pela dedicação em pleno e em exclusivo a estes seres que nos engolem na nossa plenitude, a constante exigência e, às vezes, as Mães cansadas também choram.  Choram de amor, choram por não saber, choram por insegurança, choram de medo, choram de preocupação, choram de cansaço.

Mas às vezes as mães não contam.

Não contam que choram, não contam que é difícil, não contam que ser Mãe é cansativo. Os timelines de fotografias felizes e bonitas, a pressão social de que tudo na maternidade é maravilhoso e de que as Mães têm que estar sempre felizes, tende a falar mais alto.

Confesso que tenho dias que me apetece sair a correr, bater com a porta, deixar para alguém tratar e só chegar quando já estiverem a dormir.

Confesso também que, por vezes, um simples sorriso desfaz como que por magia este cansaço. Um olhar cúmplice que me enche de força para estar outra vez pronta para tudo, mas no entanto, uma coisa não anula a outra.

O amor, a felicidade e a alegria da maternidade não impedem que o corpo e a cabeça façam tilt, não impedem que tenhamos dias difíceis, dias cansativos demais.

O cansaço é legitimo, porque as Mães são humanas, e nós as Mães também nos cansamos.

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Quando tiveres filhos, não sejas esse tipo de mãe. Não sejas a mãe que…

Eu ainda não tenho filhos, mas adoro crianças e faz parte do meu plano de vida um dia constituir família. Não preciso de me casar de véu, grinalda e flores de laranjeira. Basta que encontre o amor verdadeiro. Claro que, não significa que seja para toda a vida! Eu adoraria, mas sejamos realistas… vivemos, cada vez mais, numa época em que tudo é tão efémero, instantâneo, ao momento, à flor da pele, que já não ponho as mãos no fogo por relação nenhuma. Exepto as relações mãe/pai e filhos. Essas acredito que sejam eternas. Mesmo quando há zangas, mesmo quando vivem separados, mesmo quando estão à beira da exaustão.

Porque o amor pelos filhos é (dizem) incondicional.

Sou o tipo de tia que sempre que posso fico com os meus sobrinhos. Gosto de passar tempo com eles. Sei que a mãe muitas vezes não consegue dar-lhes a atenção que gostaria… na verdade é muito injusto: quando se tem tempo disponível, ainda não se tem filhos; depois dos filhos nascidos, as mães não têm tempo para nada. E vivem numa roda viva a fazer das tripas coração para conseguirem o que elas próprias consideram os mínimos diários para o bem estar dos miúdos e da família. São as mães “heróis”.

Eu ainda não tenho filhos, mas adoro observar as dinâmicas de uma família.

Sei que, um dia, quando também eu for mãe, terei uma perspectiva totalmente diferente sobre o assunto. Sei que agora não sei nada sobre maternidade e que, provavelmente, um dia hei-de engolir estas palavras. Eu espero que um dia eu leia estas linhas e aprenda com o meu “eu” antes de ser mãe. Por isso, aqui deixo, de uma mulher sem filhos para as mães experientes, polivalentes e exaustas, as minhas reflexões para reler dentro de uns anos, quando também eu for mãe.

Quando tiveres filhos, não sejas esse tipo de mãe

1. Não sejas a mãe que está sempre agarrada ao telemóvel.

Se há coisa que me inquinita é uma mãe numa fila de espera com crianças, e a jogar/falar no telemóvel. Sim, é uma seca esperar… por isso, para os miúdos também é. Aproveita para conversar com eles, fazer jogos de mãos, aprender aquela música que cantam no colégio, ou ensinar-lhes um jogo qualquer. Treinem rimas, digam o nome dos países ou das cores ou de animais. Para cada idade um comportamento diferente. Aproveita os tempo mortos para conectar com os teus filhos.

2. Não sejas a mãe que entrega o telemóvel de mão beijada, só para sossegares a cabeça.

Claro que é na sequência da situação anterior: é tão mau uma mãe pôr-se a jogar deixando os filhos a olhar para o tecto, como entregar-lhes o telemóvel, para poder ficar a olhar para as unhas, sossegada.

3. Não sejas a mãe que promete e não cumpre

As crianças acreditam piamente no que as mães dizem. Se não consegues fazer qualquer coisa não prometas. As expectativas criadas pelas crianças são bastantes elevadas, e a desilusão torna-se muito grande. Eu que o diga.

4. Não sejas a mãe que exige demais dos filhos

As crianças, em primeiro lugar, precisam de ser crianças. Precisam de brincar, de fazer disparates, de rir de patetices, de sonhar, de vestir as calças ao contrário, e de entornar o copo de água ao jantar mais vezes do que aquilo que querias. Dá-lhes tempo. Quando crescerem nunca voltarão a ser crianças. Aproveita o agora.

5. Não sejas a mãe”Eu avisei-te!”

Tenta ser a mãe que previne de forma positiva e que consegue de facto evitar o acidente. Gritar “Pára de correr que vais cair” , entra a 100 e sai a 200 nos sensores de uma criança com a adrenalina a fervilhar. Experimenta ir ter com o teu filho e pará-o. Acalmá-lo. Explicar-lhe que se continua a correr  pode cair e magoar-se. Ou então não digas nada. Deixa-o estar. Deixa-o correr. As crianças precisam de aprender quais os seus limites e para isso, por vezes têm de cair. Mas em qualquer uma das situações, diz-lhe que se cair estarás lá para o apoiar.

6. Não sejas a mãe que grita com os filhos por dá cá aquela palha

Todos temos maus dias. Mas vejo, muitas vezes, as mães a descarregarem nos filhos por tudo e por nada. Se chegam atrasados à escola, é porque ele demorou muito a vestir-se. Se te enganas no caminho quando vais no carro, é porque ele ia a conversar. Se não trouxeste o troco do café, é porque ele não parava quieto. Esquece, assume as culpas. Tu é que tens de acordar mais cedo; tu é que tens de pensar antes de arrancar com o carro e definir o caminho; Tu é que tens de levantar o troco do café independentemente de tudo! Tu, Tu e Tu. Ok, eles desestabilizam? Deal with it! Mas sem gritos.

7. Não sejas a mãe que avia 3 palmadas à criança para aliviar a tensão de cima dos ombros

Os filhos têm o condão de tirar as mães do sério. Mas tenta responder com atitudes positivas. Explica o bem e ensina-o a agir corretamente. As crianças aprendem através do exemplo, e mais facilmente com amor do que com palmadas. Dá uma chance aos abraços. Mesmo quando te apetece avançar para o disparate. Verás que a atitude deles será diferente e irá ao encontro da tua.

8. Não sejas a mãe que diz mal dos outros à frente dos filhos

Vais no elevador com a vizinha de cima, e a criança pergunta “Oh mãe, é esta a gorda que anda de saltos altos em casa?”
Cuscar e dizer mal à frente das crianças não só é um péssimo exemplo como é uma má jogada: os miúdos não têm filtros, e à primeira oportunidade vão falar onde não devem, criando situações, obviamente muito desagradáveis (Ver ponto 6. – A culpa é tua porque falaste demais)

9. Não sejas a mãe que ignora os filhos

Um coisa é criar crianças autónomas e dar-lhes espaço e ferramentas para tal. Outra coisa são as mães que no pretexto da sua atitude “prá frentex” de deixar que a criança faça tudo sozinha, se acomodam numa maternidade preguiçosa. Se a criança pede ajuda para colorir o desenho ou acabar de montar o Lego, dá-lhe atenção. Mesmo quando sabes que eles conseguem concluir a tarefa sozinhos. Muitas vezes estão cansados e precisam de atenção. Dá-lhes essa atenção.

10. Não sejas a mãe que não tem tempo para os filhos.

Os teus filhos precisam de ti. Não é dos avós, da professora, dos carros de bombeiro e das bicicletas. Não é das viagens, dos chocolates do aeroporto, nem dos passeios de barco ou mota de água. É dos pais.  Eu sei que também precisas de ti e mereces esse tempo. Para sair com amigos, ir ao cinema, aos concertos e beber um copo.

Precisas disso para estar bem, e se estiveres bem terás mais disponibilidade emocional para os miúdos. Mas podes fazer tudo isso e conversar diariamente com os teus filhos, apoia-los incondicionalmente, beijá-los de manhã e à noite, confortá-los sempre que preciso, e dizer-lhes que os amas até ao fim dos teus dias.

Se não, corres o risco de amanhã acordar e teres um desconhecido de 14 anos dentro de casa.

Por isso, lembra-te:

de alguém que não tem filhos e ainda vive muito o papel de filha; de uma tia que ama os seus sobrinhos como se não fosse possível gostar de alguém mais que isto, não sejas a mãe que acaba de ler isto e desvaloriza cada palavra porque eu ainda não tenho filhos.

Faz um pequeno exercício: conta quantas das alíneas anteriores correspondem às tuas atitudes com os teus filhos, e faz o balanço.

E quando eu tiver os meus filhos, espero que haja alguém de fora que me de um abanão sempre que for preciso, e me digam: não sejas “A mãe que…nunca quiseste ser”

 

 

 

 

 

Fecho os olhos e consigo voltar àquele momento, no quarto da maternidade, em que éramos só nós as duas. Tu ainda mal te apercebias do que te rodeava, estavas adormecida como defesa dos estímulos constantes do mundo onde vieste parar… e eu aninhava-te no meu colo e ficava a ouvir-te respirar, a conhecer cada centímetro teu que antes só conhecia nos meus sonhos e nos movimentos que fazias cá dentro.

Passou mais de um ano e meio desde esse dia. Ainda temos este ritual em que te aninhas em mim e eu me deixo levar pela tua respiração… mas os teus olhos estão abertos e espertos e já sabes muito, bastante do que te ensinámos e outro tanto do que foste descobrindo sozinha.

Levas a mão ao peito instintivamente quando há um barulho súbito e declaras “shush”, que é como quem diz “ai que susto”.

Comes sozinha com a colher e a maior parte das vezes dispensas qualquer tipo de ajuda.

Sabes como colocar as fraldas nas tuas bonecas, mesmo que na maior parte das vezes não consigas fazê-lo sozinha.

Andas no baloiço enquanto te empurro, sem que seja preciso segurar-te.

Dizes “tá tá” quando termino de te secar o cabelo, anunciando que “já está”.

Usas a expressão “mais!” como gente grande e sempre no contexto correcto.

Identificas todas as pessoas da família e amigos mais próximos. Sabes que avô ou avó vamos visitar assim que entramos no átrio do seu prédio, percebes perfeitamente com quem falas ao telefone.

Cumprimentas as pessoas (e as árvores, e os cães e muitas vezes até os brinquedos) com um “olá, olá” contagiante.

Chamas quase diariamente a tua prima (“Nô!”) e só descansas quando te mostro a fotografia dela ou quando estão juntas e a abraças com um enorme sorriso nos lábios.

Despedes-te dos teus dois bonecos de estimação que te acompanham nas refeições com um beijinho antes de ires dormir.

Percebes perfeitamente tudo o que te dizemos, mesmo quando finges que não nos ouves.

Não te esqueces de nada nem de ninguém. Se alguém te encontra e cheira as mãos e diz que são muito cheirosas, no próximo encontro és tu quem estica de imediato as mãos para que chegue o elogio.

Tens um amigo de sempre na creche, que conheceste aos quatro meses e meio e é o teu companheiro de brincadeiras. Se o vemos ao longe a encaminhar-se com a mãe para a creche, pedes-me para ir para o chão e segues a correr.

Adoras livros e gostas de os ler e procurar os símbolos conhecidos e descobrir alguns que ainda não te tinham saltado à vista. Gostas de me chamar para que os veja e para que te possas sentar ao meu colo, no puff.

Adoras carrinhos e bolas de futebol e não tens medo nem vergonha de te intrometer no jogo de meninos mais velhos.

Arrumas o que desarrumas.

Cantas.

Ris com os olhos.

Já chegaste muito longe e o teu desonvolvimento encanta-me, surpreeende-me e deixa-me cheia de orgulho.

Vou continuar a puxar por ti para que dês sempre o melhor que tens e és.

Mas prometo não me esquecer que mesmo fazendo tudo isto és um bebé. Dezoito meses parecem muito para um bebé, mas tens direito aos teus limites e juro que não vou exigir mais de ti do que podes dar.

Somos uma equipa.

E em breve as nossas conversas ficarão mais claras pelas palavras que conseguirás usar, mas continuarão a dispensar qualquer floreado. Falamos mais com o coração, o olhar e o sorriso do que com sons.

Como no primeiro dia.

Como estás crescida, meu amor…

Porque devemos abraçar os nossos filhos quando agem mal?

Estou farta.

Estou completamente farta de explosões emocionais, estou farta que me desafie, e do “não me podes obrigar”, e de portas a bater.

Há alturas que só me apetece arrastá-lo pela t-shirt e obriga-lo a apanhar os sapatos do chão e acabar com estas atitudes de vez.

A última coisa que me apetece fazer é abraça-lo, mas faço-o na mesma.

Abro a porta (depois de me bater com ela na cara) e pergunto-lhe: ”Queres um abraço?

Inicialmente ele resistia mas hoje em dia não. Hoje em dia derrete-se nos meu braços e chora como um bebé oprimido e inseguro.

Hoje, apesar de ser a ultima coisa que me apetecia fazer, apesar de ele ter tido uma péssima atitude comigo, o que ele precisava era mesmo de um abraço. Era o que precisávamos os dois.

Porquê?

Porque devemos abraçar os nossos filhos quando agem mal?

Passo a explicar:

Porque os nossos filhos aprendem mais com amor do que com castigos. Um abraço e uma conversa sobre o que se está a passar resultam melhor do que gritar e castigar.

Porque, às vezes, quando os nossos filhos “se passam”, a sua reação é um grito de ajuda. Talvez não saibam exprimir os seus sentimentos de uma forma mais apropriada, ou talvez haja mais qualquer coisa que os incomode, os stresse ou que os esteja a frustrar e, um abraço pode abrir uma janela à conversa sobre o que realmente se passa, para que possamos lidar e ajudá-los a lidar com a situação.

Porque, às vezes quando os nossos filhos se sentem mal consigo próprios, sentem que não merecem carinho e o nosso respeito e agem de forma a não serem tratados com carinho e respeito. E se reagimos negativamente e com “raiva” estamos a validar os sentimentos deles, e começa um ciclo vicioso. Quebre o ciclo e abrace-o. Lembre-lhes que cometer um erro não os torna numa má pessoa.

Porque uma das melhoras formas de fazer com que os nossos filhos cooperem, é criando laços. Com uma relação forte pais e filhos, as crianças têm tendência a agir de forma correta a maior parte das vezes. E nas alturas em que não o fizerem, ou não o conseguirem fazer, um simples abraço é a chave para nos conectarmos emocionalmente.

Porque o amor pelos nossos filhos é incondicional.

Podemos não gostar da atitude ou de um comportamento, mas continuamos a amá-los até ao último dia das nossas vidas. E as crianças precisam de saber isso, e por vezes temos de relembra-las vezes e vezes sem conta, especialmente quando estão em baixo.

Porque, às vezes, somos nós pais que precisamos de um abraço. Quando os nossos filhos estão a sofrer, ou frustrados, ou a atacar-nos e não sabemos mais como lidar com eles, às vezes, somos nós que precisamos de nos conectar, precisamos de reforçar a  confiança e de um abraço.

Por isso da próxima vez que perderem a sintonia e o seu filho se estiver a passar, abrace-o.

Eu sei que às vezes é difícil controlar os sentimentos.
Eu sei que às vezes eles vão rejeitar esse abraço, principalmente se tiver filhos na pré-adolescência e adolescência.

Mas abrace-o na mesma.

Porque, às vezes, um simples abraço é a melhor resposta a um comportamento negativo.

 

Por Picklebums, parenting
Traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®, 

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Já estive do outro lado, do lado infeliz, do lado cansado… ao mesmo tempo que, por uns minutos, tinha laivos do lado feliz da maternidade. Esta mudança deveu-se muito a dormir melhor, mas também a tratar da minha ansiedade e a voltar a trabalhar.
Coisas que noto em mim, agora que está tudo mais calmo:
(não sei quanto tempo durará, mas sei que não será assim sempre e para sempre)
  • Quando a Irene me chama de manhã para acordar, vou cheia de vontade de a ver e entro no quarto com alegria e a brincar com ela e cheia de vontade de a mimar. – Dantes entrava triste, cabisbaixa, sem lhe passar alegria nenhuma por estar tão cansada e até zangada por ter sido acordada.
  • Consigo arranjar estratégias mais criativas para contornar problemas temperamentais. Dantes, assim que ela me dissesse que não queria trocar a fralda (assim que acorda), ficava logo enervada. Agora, brinco e lá se muda a fralda até de uma maneira divertida.
  • Tenho mais vontade de a integrar nas minhas tarefas. Em vez de a privar de ver a mãe a cozinhar (como se  eu cozinhasse) ou a maquilhar-se, tenho vontade de lhe mostrar o que são batons, as cores, etc. Dantes ela ficaria excluída e dir-lhe-ia só “isto é dos crescidos“.
  • Preparo-lhe os lanchinhos (e para mim também). Ontem lavei e cortei os morangos todos para, sempre que ela quiser, ser só servir.
  • Presto mais atenção aos detalhes dela. Às vezes ela anda com as unhas mais tortas ou com o cabelo menos penteado ou, quando vamos à rua, visto-lhe a primeira coisa que me aparece à frente. Agora, até as unhas limei, tive finalmente paciência para inventar uma brincadeira para lhe conseguir secar o cabelo, ponho-lhe creminho da cara na cara, faço-lhe massagens nos pés depois do banho e escolho com imenso gosto e carinho a roupa que ela vai usar (se depois resulta, isso é outra coisa).
  • Menos ipad e mais livros. Estou mais disponível para lhe dar de comer e para lhe contar histórias e ler coisas que impliquem paciência e não a despacho para o ipad.
  • Mais dança! Mais vontade de por música a tocar, inventar coreografias, mais actividade física.
  • Mais gosto em adormecê-la. Adormecê-la deixou de ser uma tortura e passou a ser um momento maravilhoso em que contemplo e saboreio e depois sinto um prazer enorme em que ela se “entregue ao sono” por se sentir protegida pela mãe que está ali ao lado dela.
  • Mais carinho físico. Acaricio-a mais vezes, dou-lhe mais mimos, olho mais para ela, sorrimos mais juntas. Há mais silêncio.
  • Maior vontade de fazer planos diferentes. Principalmente agora que o tempo não tem estado grande espingarda, apetece-me ensiná-la a descascar a banana para os bolos, a mexer nos ovos cozidos, a experimentar aulas de natação (ainda tenho de ir ver disto).
  • Vejo-a mais como ela é e o crescimento dela. O tempo abranda um bocadinho e consigo vê-la a crescer, que qualidades tem, como será a personalidade dela…
Isto tudo para vos dizer: se tiverem algo que vos esteja a impedir de serem felizes, resolvam! Ajam! Cada dia que passa é mais um que poderia ter sido muito mais fabuloso. E o bom disto é que, assim que descubramos como é bom quando as coisas correm assim, não queremos outra coisa e facilmente voltamos ao nosso equilíbrio.
Assim, sim!

Pura e simplesmente Mãe. Mãe cansada.

Ontem à noite o meu filho de 4 anos foi para a minha cama.
Dormiu lindamente.
Eu não dormi, claro. Dormir com um miúdo de 4 anos é como dormir com uns ponteiros de relógio. À medida que a noite avançava, acordava inevitavelmente com um pé na cara, depois uma mão, e passado uma hora outra vez os pés!
Acordei cansada. Aliás, mais do que cansada, acordei de rastos.
Ele acordou feliz.
“Adoro-te mãe!”
Ele não tem noção de quão cansada eu fico por ele vir dormir comigo, nem como ficam as minhas costas, e que na verdade quando acordamos eu só queria dormir mais cinco minutos.
Ele só fica grato e feliz por olhar para mim.

E tu?Também és uma Super Mãe cansada?

Acordas a desejar que o dia tivesse mais horas? Fazes tudo até à exaustão extrapondo aquilo que julgavas ser os teus limites?

Trabalhas? Lidas com miúdos que passam a vida a discutir sobre de quem é a vez de jogar? Questionas-te se aquilo que fazes diariamente faz ou não a diferença na tua família? Estás farta de viver diariamente a mesma rotina?
Às vezes ser mãe significa, simplesmente, estar sempre cansada.
Às vezes ser mãe significa sentir um vazio de solidão. Como se ninguém se apercebesse daquilo que fazes. Do teu trabalho “invisível”. Na verdade ninguém sabe que eu dormi uns sólidos 43.7 minutos de sono a noite passada, a não ser vocês, e porque eu escrevi aqui.

A maternidade é tão entregue a si própria e tão fechada nas nossas casas que é geralmente subvalorizada.

Nós trabalhamos. Nós passamos o dia a cozinhar, e às vezes pratos diferentes para as idades diferentes dos filhos. Às vezes cozinhamos mais que uma vez o mesmo prato porque deixamos queimar o primeiro.

Apanhamos pequenos brinquedos e peças de lego do chão, e perguntamo-nos de onde vem tanta coisa. Dobramos toalhas, emparelhamos meias, marcamos consultas e falamos com os médicos. Limpamos impressões digitais das paredes. Primeiro com um toalhete, e se não sair vai de esponja mágica, ou detergente em spray.

Lavamos caras e mãos pegajosas (também pode ser primeiro com um toalhete para disfarçar), ajudamo-los com os TPC, arrumamos a cozinha, limpamos o micro-ondas depois de um miúdo de 9 anos aquecer qualquer coisa durante tempo de mais. Saímos para trabalhar, voltamos do emprego, apanhamos miúdos no colégio, trabalhamos em casa, somos mães todo o dia, fazemos tudo o que nos compete, e depois vamos para a cama dormir.
Podem sempre argumentar que a maternidade é assim, e que ao longo dos tempos todas as mães fizeram isto.
Mas sabem que mais? Pois fizemos. Desde o princípio dos tempos, as mães sempre se levantaram de manhã, tiveram de lidar com os assuntos dos seus filhos, com problemas financeiros, com problemas das escolas, problemas de saúde, e por aí fora.

Mas lá porque sempre foi assim, não significa que a maternidade não seja honrada e celebrada.

A Maternidade e a paternidade são algo extraordinário. Não são só arco-íris e dias de sol, e póneis cor-de-rosa a saltar de mãos dadas nas nuvens. É algo real, que acarta muita responsabilidade e que é diariamente difícil e desafiante. Pequenas coisas que achávamos não valorizar muito, podem por vezes levar-nos aos limites – basta meter um filho nosso ao barulho. Como é que uma “coisa” que que nos dá tantas alegrias e nos pões constantemente de sorriso na cara a soltar umas gargalhadas parvas do nada,  de repente nos faz querer arrancar o cabelo da própria cabeça?

Saímos de casa de manhã para ir trabalhar. Fazer aquilo que somos. Sorrimos para outras mães da pré-escola e pedimos os nossos cafés cheios ou pingados ou como gostamos de tomá-los e sorrimos. Pegamos no carro ou vamos de transportes para o nosso local de trabalho e cruzamo-nos com outras mães com crianças e sorrimos.

A questão é: não estás sozinha. Ouviste? Não. Estás. So – zi – nha.

As outras mães no pré-escolar, no café, nos transportes, no supermercado, nas consultas médicas, em todo o lado que andas e passas podem estar tão cansadas como tu. A questionarem-se sobre a maternidade. E no entanto, a fazer das tripas coração pelos seus filhos.

Então, hoje eu levanto-me para homenagear todas as mães cansadas e no entanto fantásticas na maternidade.

A mãe que sofre de privação de sono.

A mãe que precisa de ser encorajada.

A mãe que trabalha, e trabalha, e trabalha para a sua família e no entanto ninguém dá valor.

A mãe com 3 crianças com menos de 4 anos.

A mãe do recém-nascido que não que comer ou dormir.

A mãe dos adolescentes que fica acordada até tarde à espera que cheguem.

A Ti mãe. Pura e simplesmente Mãe.

A maternidade é uma viagem dos bravos. Sempre foi um acto de bravura criar crianças independentes que esticam os limites, que nos derretem o coração e que amaremos para sempre mesmo quando nos levam à loucura.
Porque é isto que andamos a fazer. Mesmo nos dias mais cansativos.
Tu. A mãe incrível, brava, poderosa, que sofre de privação de sono, fantástica e cool, andas a criar Humanos.

Haverá algo mais importante e gratificante no planeta?

Aliás, quem precisa de dormir, certo?

(Hoje o melhor é pedir logo dois cafés e beber de penalty….)

 

imagem@tumbrl

Por Rachel M. Martin, no blog Findingjoy, publicado por Huffingtonepost

Autorizado para, traduzido e adaptado por Up To Kids®
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Ler primeiro Visitar o bebé à maternidade! Não Obrigada!

Por fim, mãe e bebé têm alta e vão para casa. A Jovem mãe imaginou que iria ter à sua espera uma casa imaculadamente limpa e arrumada com flores e balões, mas não é o que encontra! O jovem pai de manhã teve de se levantar e sair a correr, não houve tempo nem para fazer a cama, nem para arrumar a loiça do pequeno almoço. Tinha uma lista infindável de tarefas para cumprir e às 11h tinha de estar no hospital para estar presente no momento da Alta.

Não foi o que as “hormonas” planearam, mas o que importa é que estão em casa. Finalmente em casa!!!!

Tiram o bebé da cadeirinha e ele acorda, de boca aberta procura as mamas da mãe, que já lhe parecem estar cheias. A mãe senta-se no cadeirão e os pontos lembram-lhe que já não toma analgésico a algumas horas. Pensa: “Que bom que era ter uma campainha para chamar a Enfermeira e pedir-lhe algo para as dores”. “ CAMPAINHA?” Será que já está a alucinar ou ouviu mesmo uma campainha?

Ding – Dong!!!! – É mesmo a campainha!

Não pode ser! Depois da experiencia desastrosa, na Maternidade, onde recebeu mais visitas  do que a princesa Kate, a jovem mãe pensa mesmo, que está a alucinar!

“Querida estás vestida?” Pergunta o jovem pai, com um timbre de voz de quem anuncia um drama.

Antes mesmo de responder, a porta abre-se e aparecem os seus sogros e cunhados. Sim, é verdade! Estão mesmo em frente às suas mamas, que parece que nunca estiveram tão grandes e tão expostas. Aproximam-se cada vez mais para verem melhor a bebé!

“- Olá! Como estás? Estás um bocadinho pálida! Olha… largou a mama! Já não dever querer mais, quer é vir ao colinho da avó! Vá, dá-me o cá!”

Agora é que a jovem mãe deve estar pálida!!! Tão pálida, que até o pai achou que era melhor intervir antes que ela ficasse VERDE!

– Se calhar é melhor irmos todos até à sala e deixar a Maria acabar de comer tranquilamente, com a mãe!”

A Sogra ia dizer qualquer coisa, mas o pai foi a tempo de fechar a porta e abafar o comentário. Mas era qualquer coisa como:

“- Então não sei bem como é? Não vos criei!”

Passados 20 minutos, a jovem mãe, perdeu a esperança e percebeu que não há nada a fazer, eles continuam na sala. Decide sair do quarto e no trajecto para a sala, respira fundo e repete vezes sem conta vai correr tudo bem, são só mais uns minutos!

Pois bem, quando entra na sala, percebeu logo que não iam ser mais uns minutinhos! Estava a dar o Sporting na TV. O Pai do bebé está sentado, mas ainda ninguém reparou que o cansaço falou mais alto e está a dormir. O Sogro e o cunhado estão furiosos, mais uma vez o seu Clube do peito está a perder! A sogra e a cunhada, rasgam um sorriso ao vê-la. A cunhada, que ainda não foi mãe, diz:

“- Pensei que ias perder mais peso!”

O pai do bebé, é acordado pelo pai e cunhado, que lhe perguntam:

“- Então, não se arranja uma cervejinha?”

Foi nesse momento que mãe e bebé desapareceram! As lágrimas correm à mesma velocidade que a jovem mãe vai para o quarto. O Pai sabia que tinha de fazer algo! Mas o quê? Convidar os seus pais a sair? Sim! Não havia outra alternativa! Delicadamente verbalizou que o ideal era irem ver o jogo para casa, explicou:

“- Estamos ambos cansados, temos de nos adaptar ao bebé e aos seus horários. Por favor, para a próxima, liguem primeiro! Vai ser mais fácil recebermos-vos se for a altura certa.”

Esta história é o relato de uma mãe que me procurou com dúvidas na amamentação, lamentavelmente não a conheci antes do bebé nascer. Se tivesse frequentado as minhas aulas teria sido avisada para este tipo de cenários. Um dos conselhos que habitualmente dou ao casal grávido é que preparem a família previamente. Que aproveitem um almoço ou jantar de família e deixem já delineado os procedimentos que esperam da família, depois do bebé nascer.

As regras básicas para visitar um Recém-nascido em casa são:

  • Nunca vão, sem serem convidados! Nos primeiros dias as visitas devem ser curtas e opiniões sobre o bebé ou comentários sobre a aparência da mãe devem ser evitados.
  • Se está doente e basta ser uma “constipaçãozinha”, NUNCA visite o bebé, mesmo que não se aproxime dele.
  • Não vá com filhos pequenos, visitar um bebé.
  • Não fique à espera que lhe peçam para lavar ou passar por desinfectante as mãos, faça-o como uma regra de higiene
  • Mesmo sabendo que os pais do bebé são fumadores, nunca fume em casa do bebé, nem mesmo à janela
  • Não ofereça flores naturais (não só pelo odor, mas porque nunca sabemos quando um ou outro bicharoco vai visitar, também o bebé)
  • Reforço ainda que em primeiro lugar está o bem-estar da mãe e do bebé, os jovens-pais:
    – Não devem ter vergonha de pedir para não terem visitas.
    – Nunca devem oferecer comida ou bebidas às visitas, a não ser que queiram que estas fiquem um par de horas
    – Devem aproveitar a existência de grupos como o whatsapp, viber, facebook … e irem mantendo a família e os amigos informados até estarem preparados para as visitas:

“Olá! Olá! Hoje a noite foi desastrosa, quase não dormimos até às 5h, mas depois embalamos os 3 no sono e só acordámos às 9h30. Agora estão mãe e filha a dormir e eu a dar-vos notícias J Em breve, combinamos o dia ideal para nos virem visitar. Obrigado, é para nós importante saber que vostemos ai desse lado. Beijinhos “

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