Nunca mais acordas com o despertador
O teu novo despertador, que não precisa de ser programado, acorda-te invariavelmente antes da hora. Mas não te importas porque o seu sorriso, o facto de esticar os bracinhos a pedir que lhe pegues, é um milhão de vezes melhor que qualquer melodia que tenhas escolhido para esse efeito.

Passas a ir à praia tão cedo que até as gaivotas estranham
E sais de lá à hora a que normalmente chegavas. Mas é um novo hábito saudável, porque estás ao sol na hora em que é menos prejudicial e voltas a brincar nas poças de água, constróis castelos na areia molhada e até gostas de ficar estilo croquete porque o teu rebento te enche de areia.

Tudo se transforma em música
E com a melodia do Come a Papa inventas versos conforme a necessidade. “Dá o bracinho, Mariana, dá o bracinho. Para vestir e ir embora para o jardim, embora para o jardim…”.

Podes voltar a fazer macacadas na rua sem as pessoas te olharem de lado
Com o bónus de receberes uns olhares cúmplices e sorrisos ternurentos. Voltas a ser criança, sem ligar ao que os outros pensam porque exteriorizas um estado de alma que te acompanha todos os dias: estás completo.

Quando o teu filho te deixa dormir até às oito da manhã sentes que dormiste vinte horas
Mesmo que só tenhas dormido quatro e acordado duas vezes durante a noite. O corpo habitua-se às condições de privação de sono de uma forma incrível e acordas fresca que nem uma alface (nos dias bons, pronto…).

O chão da tua casa tem sempre migalhas de pão, ou bolacha, por mais que a limpes
E fica pegajoso cinco minutos depois de passares a esfregona. E o sofá tem umas manchas que não vinham no produto original. Mas não vives num museu e a razão de teres a casa de cabeça para baixo anda a gatinhar com um sorriso desdentado na cara e sacodes as migalhas e deixas a tarefa de limpar para depois.

Relembras as músicas que estão guardadas num cantinho do teu cérebro há décadas e voltas a cantá-las.
Percebes que houve umas quantas actualizações mas, regra geral, consegues cumprir bem a tarefa. Já não se atira o pau ao gato (porque isso não se faz) mas os pobres filhos da Linda Falua ainda ficam, porque a mãe não os pode sustentar.

A tua roupa nunca mais volta a estar cem por cento impecável (nem vamos falar do cabelo…)
Entre vestires e chegares ao carro, mesmo que só tenham passado cinco minutos, é como se tivesses atravessado um tornado.

Os brincos compridos passam a ser considerados um objecto de tortura chinesa – e arrependes-te de todas as vezes por tentares mais uma vez usá-los porque pode ser que desta vez ela não repare e não os puxe com força.
E as pulseiras. E os colares. Aprendes a usar acessórios de uma forma alternativa e viras ninja para te desviares dos ataques daquelas mãos rechonchudas.

Voltas a brincar e a divertir-te imenso com isso.
A criança que há dentro de ti volta a espreitar e encontras a felicidade numa colher de pau a fazer sons num tuppeware, no simples percurso de uma bola saltitona a bater nas paredes da casa e a voltar para junto de ti.

Passas a relativizar as coisas que antes te tiravam o sono sem razão. E dás valor aos pequenos momentos.
O mar, a areia, os animais, até a forma como as pessoas falam, tudo é uma redescoberta. Passas a ver o mundo pelos olhos das tuas crianças. A questionar coisas que tinhas como adquiridas e de que já não te lembravas de perguntar por que são assim. Olhas para cima, coisa que acabaste por deixar de fazer com a pressa do dia-a-dia. Vês novamente a forma das nuvens, os frisos do último andar dos prédios, a forma como o vento faz dançar as folhas das árvores. Apontas para os bichos-de-conta e dás saltinhos para não os pisares. Observas a forma mágica como os aviões rompem o céu. Dás por ti a reparar no reflexo de uma taça com água no tecto da sala, provocado pelo sol. És feliz por todas estas pequenas coisas. Por o teu filho te adormecer no colo. Por te apertar a mão com força, por se aninhar no teu pescoço. Por sorrir quando te vê, por se mostrar contrariado quando as coisas não correm como esperava. Por não desistir quando quer uma coisa. Por estar a crescer bem, saudável. Por poderes ver isso tudo de perto.

Que privilégio.

Tudo muda, mas não trocavas nada disto pela mais descansada noite de sono.

Afinal, a vida acontece quando estamos acordados.

Por Marta Coelho,
para Up To Lisbon Kids®

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Sair da nossa zona de conforto, daquilo que conhecemos, pode ser esmagador.
Por vezes preferimos morrer atravessados pelos arqueiros do conhecido a arriscarmo-nos a abrir uma porta sobre o incógnito.
Thoreau dizia que o universo é muito mais vasto do que as nossas percepções. Eu diria: muito, muito mais.
Cada criança é um mundo em si mesma. Um universo maravilhoso, único, fascinante à espera de ser descoberto.
Prova a história que uma educação rigorosa, em que o adulto é a figura de autoridade, produz crianças revoltadas com pouco interesse exterior em criar um vínculo emocional com os pais. Por dentro, é a sua carência mais profunda. Por outro lado, uma educação permissiva educa crianças infelizes com necessidade de testar permanentemente os seus limites. Todas as crianças precisam de perceber qual o seu lugar no seu mundo. Exterior e interior.
Na formação de um ser humano, não é suposto existirem auto-estradas que nos levem mais depressa ao nosso destino. Podemos querer resultados rápidos, mas todos sabemos que depressa e bem, não faz ninguém.
Acompanhar uma pessoa na sua fase de desenvolvimento mais profunda e importante requer tempo, perseverança e consciência. Mas acima de tudo este acompanhamento requer disponibilidade emocional. Mas não uma disponibilidade emocional arbitrária. Uma disponibilidade emocional positiva. Este é o alicerce fundamental para uma estrutura emocional forte.
Temos de saber semear com inteligência e ir caminhando. E saber colher com paciência. É este o segredo que une pais e filhos profundamente.
Disponibilidade emocional positiva requer empatia, compreensão e aceitação. Envolve colocarmo-nos nos sapatos dos nossos filhos. Ver as coisas da sua perspectiva. Só assim poderemos perceber as suas motivações e o que está por detrás das suas condutas.
Sermos pais implica ajudarmos os nossos filhos a encontrarem soluções nos seus momentos menos bons. Significa ajustar os nossos métodos às crianças e não exigir que sejam elas a adaptar-se ao nosso mundo. Não estão organicamente equipadas para isso.
Quando pais me perguntam o que podem fazer para ter uma melhor relação com os filhos, simplesmente respondo: “Trabalhe as suas emoções, aprenda a escutar os seus filhos e seja grato. Pergunte-se sempre: o que faria o amor?
Claro que há muito mais que podemos e devemos fazer. Mas se começarmos por aqui, temos pelo menos o início do caminho traçado. E isso é para ser celebrado como uma vitória.
Educar crianças e adolescentes nos dias de hoje implica – suplica! – um conhecimento profundo sobre o funcionamento da mente. Educar passa por formar as emoções acima de qualquer outra coisa. Desde que a criança nasce. Até mesmo antes. Porque a verdadeira e mais pura arte de educar, é um processo que exige preparação.
E educar as emoções inclui deixar de educar por impulso para passar a educar de forma consciente a cada momento. Compreender, abraçar, conversar. Saber escutar os nossos filhos em vez de ralhar ou castigar. Estar lá. Estar mesmo. Dar de nós. E receber deles a sua sabedoria.
Há sempre várias formas de fazer a mesma coisa. E a forma que escolhemos educar os nossos filhos, somos nós que a determinamos. Mas devemos ter consciência que cada passo que damos é uma escolha. Quer queiramos ou não. Quer estejamos cientes disso ou não.
Há sempre vários caminhos que podemos seguir, tendo sempre em mente que educar é ajudar um individuo único, fascinante, com personalidade própria, com cunho próprio. Com vontades, desejos e necessidades exclusivas que conta connosco para lhe darmos um solo estável e sermos o seu porto seguro.
Educar de forma positiva é o grande segredo para educar crianças e jovens saudáveis, felizes e bem sucedidos. Motivando-os, inspirando-os. Criando um novo dicionário emocional, sem castigos, ameaças ou intimidações.
É caminhar lado a lado sem restrições. Mostrar e partilhar sem impor. Respeitar e aceitar. Saber receber.
Educar para o mundo não força um pai ou uma mãe a ser hostil com o argumento que o mundo é hostil. Ao contrário. É apetrechar a criança com o equipamento emocional mais high-tech para que se sinta motivado para criar um mundo diferente. Acima de tudo um mundo interior diferente. Mas para isso precisa de saber que pode contar connosco. Sentir que pode.
Estudos revelam – e a minha experiência pessoal e profissional também – que a educação positiva ajuda as crianças a aprender sobre a consideração e a  responsabilidade, fortalece os laços familiares, e cria pais e crianças mais felizes.
É um caminho a ser traçado progressivamente, sem pressa em resultados imediatos. Um caminho que passa por regularmos as nossas próprias emoções, que passa por nos transformarmos por dentro.
O mundo parece muito diferente quando o observamos com outros olhos. Devemos perder o medo de olhar constantemente para as coisas da perspectiva dos nossos filhos. Através dos seus olhos, escutando os seus silêncios. Somos pais! Escolhemos sê-lo! É suposto olharmos o mundo de outra forma! Com esperança na vida e, acima de tudo, dando crédito aos nossos filhos. Eles precisam de nós mais do que nós imaginamos. Independentemente das suas idades. Precisam do nosso colo, do nosso apoio incondicional. Precisam que nos apaixonemos por eles, que lhes peçamos desculpa sempre que nos excedemos, que reconheçamos as nossas falhas.
Só poderemos colher amor dos nossos filhos se semearmos e regarmos a nossa relação com eles com amor. Ou corremos o risco de a nossa relação com eles se tornar apenas uma ligação de sangue. Os nossos filhos crescem num instante. E todos os segundos contam.
Observe e escute atentamente os seus filhos hoje. Descubra o seu propósito enquanto pai ou mãe.
Quando achamos que sabemos uma coisa, devemos olhá-la de outra perspectiva, mesmo que nos pareça ridícula. Atreva-se a traçar hoje um novo caminho para a sua família.
Lembre-se: o universo é mais extenso do que as nossas percepções. Devemos sempre tentar. Só assim nos poderemos surpreender.

Por MJ Silva,
para Up To Lisbon Kids®  
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Não há pais perfeitos. Não queremos ser perfeitos. Os defeitos fazem-nos crescer, fazem-nos mais humanos. Mas todos desejamos melhorar. Os nossos filhos merecem o melhor. Este artigo é para quem acredita nestas frases. Somos pais que sabem pegar no melhor dos ensinamentos da vida e no melhor da ciência, para darmos aos nossos filhos as ferramentas para enfrentarem o futuro. Somos pais que vivem, que trabalham, que perseveram perante o futuro incerto. Somos pais com a mente aberta o suficiente para ouvir uma sugestão, uma crítica ou um alerta.

Como diz a música Somos os Tais, “ás vezes não é fácil, mas damos a volta, damos sempre a volta a tudo”. Grande Carlão.

  1. Sabemos que as maiorias nem sempre estão corretas. No entanto, sejamos sinceros, se há muitas pessoas cuja opinião considera válida e que discordam de alguma ação sua como pai, é sinal de que pode estar a fazer algo errado. Por exemplo, se há várias pessoas a chamar a atenção para o facto do seu filho andar a deitar-se tarde, então deve soar o alarme. Se vários professores detectaram a mesma dificuldade, deve investigar.
  1. Este ponto está ligado ao primeiro. Não encontra pelo menos três pessoas em quem confia? Pessoas em quem pode buscar inspiração na hora de educar? Isto pode ser um problema. Por vezes precisamos de visões de fora para podermos entender determinados assuntos. A máxima “quem está de fora não racha lenha” não se aplica aqui, certo? É importante conseguirmos estar atentos aos outros, nomeadamente aos mais experientes. Há sempre uma possibilidade de você ser o único a ver a verdade. Mas desconfie.
  1. Educa baseado num misto de instinto, trabalho de equipa e reflexão, ou baseia os seus atos educativos num único livro, autor ou guru? Se estreitar demasiado a sua forma de educar, se ficar apenas concentrado numa única fonte, aumenta o risco de errar. Muitas vezes há autores que desejam “apenas” vender um produto. Há livros inteiros com perspectivas erradas. Diversificar a sua visão pode ser vantajoso. Não significa ir atrás de todas as teorias, seguindo todas as modas. Significa retirar o melhor de cada uma, adaptando às características do seu filho. E às suas.
  1. “Filho, faz o que eu digo, não faças o que eu faço!”. Se esta é a sua máxima, algo está mal. O exemplo é uma forma poderosa de educar. Não é demais repetir.
  1. As suas vivências de criança estão a ajudar? Ou pelo contrário? Alguns pais dizem que seguem o que os pais deles fizeram. Repare nas mudanças ocorridas no mundo. E repare na sua visão do passado. Ela é a sua visão. Pode não ser a realidade. Se poder, debata com os seus pais e tente entender o porquê das suas atitudes. Tente procurar a verdade. Tente colocar na sua prática os melhores ensinamentos do passado. Mas entenda se os compreendeu bem. Tire a limpo.
  2. Há áreas da educação do seu filho que se recusa debater? O silêncio não é bom sinal. Se não enfrentarmos os assuntos eles ficarão na penumbra. Porque não quer falar? Fale.
  1. O seu filho não tem defeitos? Se por um lado nos deixa preocupados o pai que acusa o filho de tudo e mais alguma coisa e que se esquece de educar a sua auto-estima com palavras e gestos de afeto, com frases de optimismo, também nos preocupa quando encontramos pais cujos filhos são, na sua boca, perfeitos. Será sempre saudável conseguirmos encontrar alguma área do comportamento dos filhos passível de ser melhorada. Também não há filhos perfeitos.
  1. Se iniciar as suas frases pela positiva, poucas pessoas terão coragem para contrariar. Por exemplo, se disser “ o meu filho foi mesmo muito bom nesta representação teatral, certo?”. Quem vai contrariar o “pai babado” ? Se perguntar com convicção de quem tem uma dúvida, e não de quem procura um elogio, pode ter ideias mais consentâneas com a realidade.
  1. Não pode ouvir psicólogos a falar? Se fica com pele de galinha sempre que “esses que só sabem teoria” falam, pode estar a deixar passar alguns ensinamentos úteis. Tente ouvir sem preconceitos. A Psicologia parte de estudos científicos. Uns maus, uns mais ou menos, mas muitos excelentes e que são úteis.
  1. Tem dificuldades em arranjar argumentos para dar razão a um comportamento do seu filho? Se lhe faltam as palavras, se não conseguir conversar (calmamente) sobre o assunto, poderá estar a fazer apenas por fazer e isso pode ser um erro.
  1. Não pode ouvir falar do nome da professora do seu filho? Fica demasiado envolvido por emoções, como a raiva ou irritabilidade, perante determinados assuntos? Atenção. Nem sempre este estado emocional é um bom terreno para as melhores considerações. E, pode ser também um alerta para erros que esteja a cometer.
  2. Ainda não lhe deu um beijo hoje? Ainda não telefonou? Já o lembrou daquela característica única que o torna especial? Já gabou o esforço que ele fez? Se ainda não olhou no fundo dos olhos dele, se não o alertou para o cavalo alado naquela nuvem por cima das vossas cabeças, se ainda não lhe perguntou pelos altos e baixos do dia…ainda vai a tempo.

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Por Alfredo Leite, Mundo Brilhante, 
para Up To Lisbon Kids®

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A propósito das comemorações de mais um aniversário do 25 de Abril, ouve-se por estes dias falar muito em liberdade. E é esse também o nosso mote para este artigo: liberdade… para brincar.

Quem pensa que brincar é apenas um intervalo no quotidiano escolar e familiar de uma criança ainda não percebeu a sua verdadeira importância para o desenvolvimento infantil. Mas não estamos a falar apenas do papel do brincar. Mais importante é ainda o brincar livremente, isto é, sem a tentadora mediação dos pais e educadores.

Significará isto que a criança deve brincar sozinha ou apenas com outras crianças? Não, nada disso. Deixar brincar livremente significa participar das brincadeiras, mas resistir à tentação de as organizar e/ou as decidir. Dos adultos espera-se que dêem espaço e segurança à brincadeira e que dela participem, mas devem ser as crianças a definir “as regras do jogo”, brincando de forma livre e espontânea.

Dar prioridade ao brincar livremente é possibilitar o desenvolvimento pleno das crianças. É através desse processo que elas socializam e reforçam as suas capacidades sociais, criativas, cognitivas, emocionais e físicas. Quando a brincadeira é livre estamos a favorecer a autonomia da criança.

Na escola e, tantas vezes, em casa, os momentos lúdicos são vistos como um mero intervalo na agenda de uma criança. Nada mais errado! Brincar deveria ter, pelo menos, tanta importância quanto os programas curriculares impostos. E mesmo nesses intervalos, brincar deixou de ser totalmente livre: os espaços são fechados e quase estéreis, substituiu-se a natureza pelos materiais sintéticos “seguros”, privilegiam-se quase em exclusivo os chamados brinquedos didácticos. É claro que a brincadeira deve ser segura, mas é também fundamental ser simultaneamente desafiadora. É com os desafios que crescemos de forma saudável. É com eles que aprendemos a conhecer os limites e a querer ir mais além. É com eles que amadurecemos.

Não é preciso haver sempre um objectivo para a brincadeira: a criança necessita de desenvolver a sua espontaneidade e criatividade. Há que dar a oportunidade às crianças de conduzir o seu interesse e o seu tempo, deixando-as aprender naturalmente.

Boas brincadeiras… livres!

Por Vilma van Harten, Directora Geral da B de Brincar®,
para Up To Lisbon Kids®

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O seu filho vai entrar para o 1º ciclo? Quando pensa nisso, como é que se sente? Fica com um brilho nos olhos, sente um aperto no estômago ou dá-lhe um friozinho na barriga?
 
Esta etapa na vida de uma família, costuma trazer consigo entusiasmo, expectativas e sobretudo, muitos receios. Todas as etapas de transição implicam, por natureza, expectativas, dúvidas, medos e às vezes até alguma angústia. Todos os elementos implicados no processo sabem que têm um papel a assumir e querem cumpri-lo melhor que ninguém. No entanto, todos se debatem com as suas próprias dúvidas e inseguranças e é isso que torna estes “grandes” momentos tão ambivalentes.
Não pretendo alongar-me acerca do que vai mudar da realidade do pré-escolar para o 1º ciclo. Até porque na realidade esse será um factor de menor importância em todo o processo. Ainda assim, importa referir que existem efectivamente diferenças relevantes como a forma como o seu filho vai passar a viver o espaço (agora e cada vez mais, centrado numa mesa, num quadro, em folhas/ cadernos) e adquirir novos hábitos de trabalho e novas regras. Passarão a existir sobre a criança expectativas de um certo “bom” comportamento e de aprendizagem e é aí que, subtilmente (ou nem por isso), se introduz o conceito de sucesso (e insucesso) escolar. Os critérios de avaliação do percurso do seu filho deixam de se centrar no domínio sócio-afectivo (linguagem, capacidade de estabelecer boas relações com os pares e com o adulto, persistência, autonomia, etc.) e passam a centrar-se em critérios académicos (produção escolar e atitude face ao trabalho e às regras). Mas, como dizia, mais importante do que estes aspectos, hoje sabe-se que o sucesso ou insucesso escolar corresponde (muito) frequentemente a uma adaptação escolar bem, ou menos bem, sucedida. Ou seja, sucesso escolar é na realidade sucesso no processo de adaptação escolar e, o contrário, é igualmente válido.
Como é que os pais podem ajudar?
Antes de mais, é fundamental que toda a família reconheça e compreenda que medos, dúvidas e insegurança não são vividas exclusivamente pela criança, antes pelo contrário. Também os pais transportam para o processo as suas próprias vivências, medos e inseguranças. Por isso mesmo, este talvez seja um momento interessante para que os pais se recordem de como foi vivida a sua própria escolaridade em todas as suas etapas. A tendência será para projectar muito do que é nosso nos nossos filhos. É importante compreender que este é um novo caminho que se inicia. Pensar se o seu filho vai fazer amigos com facilidade, gostar do professor, ter dificuldades com esta ou outra disciplina, é viver hoje o que ainda não existe. E quando vivemos no que poderá, eventualmente, estar para vir, temos menos disponibilidade para viver o que hoje está a acontecer.
Depois, é necessário ter em linha de conta que também os seus próprios receios e inseguranças como pais poderão interferir. Isto porque deixar crescer os nossos filhos não é um processo necessariamente pacífico e livre de conflitos internos. A entrada de um filho para a escola é mais um confronto com o facto de que a vida dele não nos pertence, e que a nossa função é apenas a de o preparar para que um dia possa seguir o seu caminho (de preferência, com a qualificação máxima de doutoramento em amor).
Posto isto, a verdade é que se estivermos alerta para as nossas próprias emoções, então estão criadas as condições para separarmos as águas e evitar que as mesmas interfiram no processo de adaptação do nosso filho, que deve ser livre e vivido apenas à sua imagem.
Ficam algumas dicas…
  1. Sinta que é fundamental que o seu filho aprenda a crescer. E para aprender a crescer, é importante que viva conflitos e aprenda a ultrapassar os seus desafios. Proteger demasiado o seu filho de frustrações e dificuldades pode torná-lo mais frágil e vulnerável. Vai entrar para a escola? Que desafio maravilho que aí vem!
  2. Incentive e fale sobre a entrada para a escola, mas evite longas e insistentes explicações que poderão gerar desconfiança e ansiedade;
  3. Evite mensagens contraditórias como dar recompensas ao seu filho por ter ido à escola. Se ir para a escola é bom e normal, então porque é que tem que ser (re)compensada? Estas prendas revelam muitas vezes a culpabilidade dos pais e a sua ambivalência;
  4. Seja carinhoso mas firme mostrando que não tem dúvidas de que o seu filho vai ficar bem;
  5. Organize a rotina de forma a garantir alguma tranquilidade (nada pior do que chegar à escola depois de uma manhã de correrias e zangas por causa de atrasos);
  6. Para uma boa adaptação é imprescindível que a criança esteja estável física e emocionalmente (se existirem conflitos latentes ou abertos em casa, a criança tenderá a transportar essa desarmonia para a escola);
  7. Converse com o seu filho sobre o seu dia-a-dia. A melhor estratégias será falar do seu próprio dia de forma emocional (e não apenas sob a forma de relato). Assim estará a ensinar-lhe a fazer o mesmo (por exemplo “hoje fiquei triste com X” ou “aconteceu Y que me deixou muito feliz e orgulhosa”);
  8. Dê sempre, prioridade à pessoa que o seu filho é e não aos resultados que obtém. Se se esforçou muito e os resultados não foram os desejados, então o mais importante no processo foi de facto o esforço. Os resultados podem ser bons hoje e maus amanhã. Continuar a esforçar-se e aprender a corrigir o que não correu bem é a única forma de chegar onde pretende.
  9. O seu filho entrou para a escola mas continua a ser uma criança, precisa acima de tudo de brincar muito e sentir-se profundamente amado, sempre;
  10. Saiba que o conceito de sucesso escolar está sobrevalorizado. Não existe uma relação directa entre sucesso escolar e sucesso na vida (principalmente se considerarmos que ter sucesso na vida é ser feliz);
  11. Mantenha-se focado no que é verdadeiramente importante. O seu amor e atenção serão os dois factores mais estruturantes ao longo de todo e qualquer processo de adaptação pelo qual o seu filho possa passar. Mais do que isso, são os elementos mais protectores da vida dele.
Agora chegou o momento para perguntar: Sente-se preparado/a para que seu filho entre no 1º ciclo?
imagem capa@moreto.net

Não compres guerras desnecessárias só para provares que tens razão.

Não deixes que o teu filho sinta que pode fazer tudo só porque erraste.

Não ameaces que vais gostar menos só porque o teu filho fez algo que não devia.

Não o faças sentir que gostas tanto dele só porque corresponde exactamente às tuas expectativas.

Não uses o teu filho como uma arma, não o manipules para ser dependente de ti, para te preferir aos outros.

Não autorizes que se torne um ditador por saber aproveitar as vulnerabilidades do ambiente que o rodeia.

Não deixes que os teus medos façam com que o teu filho seja menos do que possa ser.

Não deixes de seguir o teu instinto, mesmo que isso te traga alguns amargos de boca.

Não o impeças de estar com quem gosta, com quem gosta dele, por causa de conflitos que lhe são alheios.

Não lhe desculpes tudo porque o teu amor por ele é maior que tudo.

Não lhe peças tudo porque queres que esse amor seja retribuído de igual forma.

Não o defendas nas suas asneiras quando o que precisa é de ser orientado para que não as volte a repetir.

Não o acuses quando os seus erros são algo que escapa ao seu entendimento.

Não ponhas as culpas nos outros para aliviar a culpa do teu filho.

Não culpes o teu filho só para te sentires um bom disciplinador.

Não o pressiones a responder aos teus padrões quando claramente ele tem os seus próprios.

Não deixes o teu filho mandar em casa e impor as suas vontades só porque tem de ter liberdade de pensamento e acção.

Não grites com o teu filho quando o teu dia correu mal apenas porque ele tem de te ouvir e não pode ir a lugar algum.

Não permitas que use a sua frustração para te tratar mal.

Não aches que sabes tudo e permite-te aprender com ele.

Não lhe passes a sensação de que sabe tudo e que é mais que os outros.

Não o deixes comer tudo o que quer só porque assim é mais feliz.

Não o deixes deixar de comer o que precisa porque assim é mais feliz.

Não permitas que a televisão e os gadgets te substituam porque assim tens menos trabalho.

Não permitas que o teu filho use a televisão e os gadgets como substitutos dos outros com quem pode e deve relacionar-se.

Não obrigues o teu filho a falar do que o deixa desconfortável só porque és pai dele e tens de saber.

Não sejas tão ausente na tua vida do teu filho que o faças sentir que mais vale falar do que sente com os outros.

Não te deixes enredar pela falta de tempo, de paciência, pelo amor em excesso, pela culpa por não estares tão presente, por teres sonhado algo diferente para a tua prole.

Aconteça o que acontecer, não sejas esse tipo de pai. Procura o meio-termo. Por mais difícil que seja.

 

imagemcapa@demo.kinton.es

 

Costuma dizer-se que os homens são todos iguais.

E os pais? Será que se pode afirmar que, também, são todos iguais? É sabido que, se uns são severos, outros são mais descontraídos. Uns são sérios e mantêm sempre a compostura, outros são brincalhões, pregam partidas e estão sempre prontos para jogar ou brincar com os miúdos. Uns dedicam mais tempo à família, outro dão (ou têm de dar) preferência ao trabalho. Mas a pergunta que se impõe é, será que os homens enquanto pais partilham as mesmas preocupações? O mesmo discurso para os filhos?

Deixamos aqui 15 frases que acreditamos que todos pais dizem aos filhos:

  1. Quando eu tinha a tua idade… ou,  No meu tempo…

    Sempre, no início de qualquer sermão. Está para os sermões como o Era uma vez para a histórias de fadas.

  2. Isto não é o portão da quinta!

    Quando alguém bate a porta do carro ou de casa com um bocadinho mais de força do que aquele mísero encostar que o pai faz.

  3. Sabes lá o que é cansaço! ou, Sabes lá o que é trabalhar!

    Sempre que um filho se queixa de estar cansado ou ter muitos trabalhos de casa! Sim porque o único que sabe o que é trabalhar lá em casa… é o Pai!

  4. Só te faz é bem!

    Sempre que os miúdos se queixam de qualquer coisa: de algum trabalho que tenham tido, algum esforço que fizeram, ou até da molha que apanharam quando começou a chover no caminho para casa. É a regra do “O que não te mata, faz-te mais forte

  5. Não me faças parar o carro.

    Quando vão a implicar uns com os outros no banco de trás, a empurrar-se, a beliscar-se ou simplesmente com uma birra qualquer sem sentido. É desta que o Pai encosta o carro e deixa um ou dois no Km 8 da autoestrada.

  6. Enquanto viveres debaixo do meu tecto…

    Quando os miúdos querem fazer alguma coisa à sua maneira, ou chegar a casa nos horários que lhes apetece. Este chavão os pais usam mesmo que os filhos já tenham 30 anos. Desde que ainda vivam debaixo do tecto dos pais, é sempre válida

  7. Estás de castigo… 6 meses! Ou 6 anos! Ou para sempre!

    Normalmente os pais não são muito realistas a aplicar castigos. “Estás de castigo. Nunca mais sais à noite!” – Hummm?? Como assim? N-u-n-c-a não será tempo a mais?

  8. O dinheiro não cresce nas árvores!

    Sempre que os miúdos pedem para comprar mais um pacote de cromos, sempre que perdem mais um par de sapatilhas na ginástica, sempre que deixam brinquedos espalhados a estragarem-se, enfim… Sempre que o pai sente o império ameaçado

  9. Não se come no carro!

    O automóvel é que não! Até já podem ter rebentado com a casa toda, mas o carro tem de andar impecável!

  10. Juízo!

    Juízo e cabeça fresca, são as palavras de ordem de qualquer pai preocupado com uma saída dos filhos!

  11. Sozinha? Nem pensar!

    E não mesmo. Nem que o pai vá também para que os outros miúdos saibam que não és orfã!

  12. Os outros não são meus filhos…

    Esta sai sempre que os miúdos se tentam defender com  o argumento de comparação “Mas os meus amigos também fazem assim!

  13. Agora, está a dar o jogo…

    Quando os filhos pedem qualquer coisa ao Pai. Obvio que está a ver o jogo…. E parece que há jogo todos os dias! Irra!!

  14. Vai perguntar à mãe!

    A resposta mais usada dos pais, a seguir à:

  15. Onde é está a mãe?

    No sitio do costume, mas é sempre mais fácil perguntar que procurar!

 

Carta de um filho ao pai desempregado

Pai, hoje recebi na minha Escola um convidado. Foi uma atividade organizada pela Biblioteca, pelas Professoras de Português. Às vezes até tenho muitas dúvidas sobre se tu e mãe têm noção da quantidade de atividades que há na Escola.

Mas não era sobre isso que queria falar contigo hoje.

O senhor falava de uma forma muito intensa, às vezes falava baixo, para logo depois levantar a voz. Não entendi se estava a fingir, ou se sentia sempre aquilo que dizia. Acho que gostei. Pelo menos, ainda me lembro da sessão e de algumas coisas que ele dizia. O problema foi quando ele falou no desemprego. Sei qual era a ideia. A ideia era dar-nos algumas pistas sobre quais são as profissões do futuro, dizendo também que nos dias de hoje são tão importantes as atitudes como os comportamentos. E foi aí que fiquei triste. E baralhado. Será que tu estás desempregado porque estás a falhar?

O senhor ainda não tinha ido embora e falei com ele. Ele tentou tranquilizar-me. Falou das dificuldades vividas até pelos grandes profissionais. O desemprego está a tocar a todos. Licenciados, não licenciados, homens, mulheres, pessoas com e sem capacidades de “comunicação interpessoal”…ele falava muito nestas palavras. Comunicação interpessoal…

Gostava de te dizer que é natural estares triste. É natural estares zangado. É comum essa mistura de sentimentos. E toda a nossa família está em choque com a situação. Acredita pai. Mas há uma coisa que gostava de te pedir. Nunca me mostres que estás “descontrolado”. Preciso que tenhas esperança. Vou alimentar a minha esperança na tua esperança. Vou ter força na tua força. Vou ter fé na tua fé.

Gostava de te dizer que é uma injustiça.

Depois de tudo o que passaste, depois da tua dedicação. Mas há outro pedido. Vamos sair juntos desta situação? Por favor levanta-te cedo e veste-te bem bonito como só tu sabes. Faz a tua barba e põe aquele perfume que a mãe te deu. Se puderes, levas-me à Escola. E depois fazes o teu trabalho! O teu trabalho agora é, infelizmente, procurar trabalho.

Procura pai! Com força! Com brilho nesses teus olhos castanhos. Sei que não é fácil. Ou melhor, não sei. Mas acredita, tento imaginar.

Gostava de te dizer que o mundo parece estar de cabeça para baixo. Porquê a nós? Vai ser para sempre? Sei que gostas de ver o Benfica, sei que é importante teres algo com que te distrair mas procura organizar-te, pesquisa mais uma vez. Preciso que sejas o meu farol, o meu abrigo.

Gostava de te dizer que às vezes me apetece chorar. E também já vi a mãe a chorar. Caramba! Mas também preciso lembrar-te da tua frase preferida. Dizes que a mãe é a mulher da tua vida. Ajuda-a a ajudar-te pai. Lá em casa também há coisas que podes fazer.

Sei que deve ser aborrecido, mas depois quando o emprego vier, vais sentir falta do tempo disponível para arranjar o candeeiro do meu quarto, a minha escrivaninha, ou a casota do cão.

Gostava de te dizer que não concordo com o avô quando ele diz que “as pessoas não querem trabalhar”. Tu esforças-te tanto. Mas é importante teres essa firmeza e esperança. Acho que até pode ser bom para as entrevistas de emprego. Não achas pai?

Vou tentar ser ainda melhor aluno, vou tentar ler mais.

Vou tentar desenvolver também os meus valores, aquelas coisas capazes de nos dar norte quando estamos perdidos. Aprendo tanto contigo pai. E não gosto de te ver triste. Também não concordo com a tia Dolores quando ela diz “os homens não choram”. Choramos. Mas não quero chorar mais por te ver desorientado. Preciso de segurança.

Gostava de te dizer que às vezes nos sinto sozinhos. A quem podemos pedir ajuda? Sem medo. Sem orgulho. Vamos por o orgulho de parte e vamos pedir ajuda. Talvez, como uma boa conversa, o avô Geraldes possa ajudar.

Já agora, quero também agradecer-te. Sei que nem é preciso. Mas o esforço que fizeram para eu poder ir à visita de estudo, foi excelente. O empenho quando me ajudas a fazer a mala para a escola. As perguntas “vê lá se te falta algum livro”, “vê lá se é preciso dinheiro para o lanche” dão-me um conforto gigante. Assim do tamanho do meu amor por ti.

Sei que ainda pensaste abrir um negócio. Será mesmo verdade que os bancos só emprestam aos ricos? Bem, se isto for verdade, fico desmotivado.

Será por seres um pai desempregado?

Se mesmo estudando posso vir a ser um sem abrigo (eu sei que posso) então de que adianta? Preciso de esperança. Se os bancos só emprestarem aos ricos, se estivermos “tramados” como ouvi no outro dia, se a única solução “é sair o euromilhões”, se a única saída for “sair do país”, como vou ter força para estudar e para ultrapassar as minhas dificuldades?

Sonhei que domingo de manhã fomos dar um passeio em família. A mãe tinha feito refresco de café e levámos umas batatas caseiras. Sonhei com o teu sonho recuperado, a tua fé restabelecida, essa montanha escalada, esse sorriso de novo no teu rosto. Sonhei com raiva, com tristeza, mas nunca com desorientação. Sonhei com o céu pintado de um azul esverdeado. Azul esperança. E eu que até nem gosto do verde. Nem do azul. 🙂

 

Por Alfredo Leite, Mundo Brilhante, texto fictício
para Up To Lisbon Kids®

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O Poder do Exemplo

Os pais têm o maior super-poder de todos: O poder do exemplo.

O modelo mais poderoso na vida de qualquer criança são os próprios pais. Através da observação direta, com eles aprendem o melhor e o pior: observam, imitam comportamentos, ações, valores, crenças e até mesmo expressões.

A aprendizagem profunda das crianças é desenvolvida com base na observação do comportamento e da constatação das consequências das ações de outras pessoas.  As crianças observam como reagem os familiares mais próximos. Tanto nas experiências positivas como nas menos positivas.  Estas experiências tornam-se parte dos “ficheiros de referência” a que recorrem para saberem como viver as suas próprias vidas.

O melhor de tudo é o facto de os pais se encontrarem numa posição de extremo poder no que diz respeito à capacidade de influenciar o desenvolvimento dos filhos. Os pais têm o maior super poder de todos: O poder do exemplo.

A questão agora é a seguinte: “Como é que estamos a aproveitar esta oportunidade? “

Sob quantas formas está o seu comportamento a influenciar o desenvolvimento da personalidade do seu filho?

Os pais desempenham um papel fundamental durante toda a vida. Nos primeiros anos os filhos admiram-nos como se fossem os melhores do mundo. Isto é muito positivo porque eles precisam realmente de alguém que possam admirar e que os guie e ajude a superar os obstáculos.

Os modelos são importantes porque é através deles que  as crianças aprendem os valores que orientarão as suas vidas.

As ações dos pais ensinam os filhos a assumir responsabilidades pelos próprios comportamentos, escolhas, ações, pensamentos e sentimentos.

Educar crianças perfeitas seria muito simples se os pais fossem perfeitos, por isso, têm de fazer o melhor que podem, sem nunca esquecerem de que estão a ser observados a cada minuto que passa.

  • Se quiser que os seus filhos aprendam a exprimir-se, tem de criar conversas em família
  • Se quiser que os seus filhos sejam saudáveis e estejam em forma, os pais têm de ter cuidados de alimentação e fazer exercício físico.
  • Se quiser que eles lidem devidamente com a raiva, então não deve insultar o tipo que lhe roubou o lugar no estacionamento

Através das suas ações, palavras e comportamento poderá orientar os seus filhos na direção pretendida. Mostre-lhes como podem ser adultos felizes, equilibrados e realizados. Mas lembre-se que os seus filhos irão também imitar as suas imperfeições.

Os filhos podem espelhar as suas piores características, vulnerabilidades e fraquezas. Apesar do modelo mais poderoso para a maior parte dos jovens ser o progenitor do mesmo sexo, as crianças não deixam de observar muito de perto a forma como o progenitor do outro sexo trata o próximo.

Como está a sair-se como modelo?

Consegue controlar o seu próprio comportamento e as suas emoções? Está a ensinar os seus filhos a controlar os deles?

Este video fantástico ilustra muito bem tudo o que escrevi sobre o poder do exemplo dos pais.

Desafio

Aproveite esta oportunidade para refletir um pouco sobre as suas ações.  Tem de ser muito honesto consigo mesmo acerca daquilo que está a demonstrar aos seus filhos. Não pode alterar aquilo que não assumir.

Rejeite todas as atitudes negativas. Acabe com todos os padrões de comportamento auto-destrutivos e aumente as atitudes positivas. As crianças precisam que os pais as orientem o caminho e os pais têm tudo o que é preciso para serem grandes modelos para os filhos.

Nunca é tarde, basta querer!

 

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar
Para Up To Kids®

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WORKSHOP PARA PAIS | 31 Jan’15 | Sábado |  das 9h00 às 13h00 | @Lisboa, Expo Sul, Edifício Ecrã | 20€ | Mundo Brilhante, Desenvolvimento de Competências

Num mundo em mudança constante os Pais precisam de pistas práticas e ferramentas sólidas para educar de modo a aumentarem as possibilidades dos filhos virem a ser pessoas felizes, do bem e de sucesso. Há muitas informações que os Pais precisam ter. Inscreva-se.Aumente a auto-estima, ajude-o a motivar-se, estimule a inteligência emocional, inspire para crescer de forma a poder mudar o mundo.

inscrições aqui

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