Toda a verdade acerca de ser Mãe (só) de rapazes

Ah e tal, rapazes e raparigas é tudo igual...” Dizem as línguas por aí. Pois muito bem, eu acho mesmo que não. Já aqui tinha escrito sobre este tema. Passados quase 3 anos, a chuva de Legos continua de ótima saúde, e recomenda-se, com mais um aderente cá por casa!

Quando engravidei do primeiro, do segundo, do terceiro...sempre quis que fosse uma Violeta. Desde miúda que tenho esse sonho, sabe-se lá porquê. Ou tinha, porque agora não trocava este ser Mãe só de rapazes por nenhuma Violeta deste planeta! Como diz uma querida vizinha minha, no alto dos seus 80 anos e pico: “Ser Mãe de (só) rapazes é a melhor coisa do mundo…até virem as noras!!!”
Agora, verdade seja dita, boys will always be boys! Querem saber porquê? Então vejam (ouçam, leiam) mais de uma dúzia de vezes porque é que as Mães de rapazes:
1 – Sabem melhor do que ninguém como disfarçar ruídos menos agradáveis de miúdos imparáveis;
2 – Dominam todos os truques de boxe, bem a fundo, e são os melhores árbitros do mundo;
3 – Se lembram sempre que antes de cada máquina de roupa é preciso tirar dos bolsos as pedras, os paus, a areia e os lacraus;
4 – Também já gostam de fazer coleções de gafanhotos, caracóis, grilos e anzóis;
5 – Desconfiam que atrás de um beijinho lambuzado vem sempre um empurrão desamparado;
6 – Aprenderam que os playmobils e as suas casas com hipotecas são o mais perto que conhecerão das suas brincadeiras de bonecas;
7 – Fogem a sete pés quando os põem a todos no banho, para não apanhar com maremotos, ondas gigantes, perdigotos de espuma e submarinos esvoaçantes;
8 – Quando passam por um jardim, de lá saem com uma mão cheia de erva e flores de todas as formas e cores, que tão bem fazem lembrar jasmim;
9 – Se sentem com uma confiança mais do que amparada e protegida, ao saber que têm guarda-costas para a vida.
10 – Conhecem de cor e salteado a ameaça de um despiste de bicicletas, louco e desenfreado.
11 – Descobrem em todos os cantos da casa peças de puzzle perdidas, brincadeiras de plasticina comidas, e rodas de carros partidas.
12 – Vibram com todo aquele mundinho novo e maravilhoso que é fazer xixi de pé e em (quase) qualquer sítio, sem fazer birra ou finca-pé.
13 – Adoram ser as princesas da casa, ainda que muitas vezes caiam em desgraça (de AMOR).
(não sou supersticiosa ao ponto de acrescentar mais uma razão, apesar de não as faltar por aí!)

Meu amor, eu prometo.

Prometo lembrar-me sempre de como te desejei ainda antes de saber se eras menina ou menino.

Prometo nunca perder as forças quando precisares mais de mim.

Não me desiludir ao ponto de não te reconhecer.

Acreditar em ti e na capacidade que tens e terás para compreender, mais tarde ou mais cedo, o que é melhor para ti.

Ajudar-te, mesmo que seja ao longe, a encontrar o teu caminho.

Não perder a esperança se a vida nos afastar de uma forma que pareça irremediável.

Nunca te atirar à cara seja o que for que tenha sido eu a decidir e que possa ter mudado a nossa vida.

Prestar sempre atenção, não deixar que o mundo à nossa volta me engula e me distraia de ti.

Prometo fazer os possíveis e os impossíveis para teres as melhores memórias de mim.

Não te culpar nem te deixar culpares-me pelas infelicidades que encontraremos certamente no caminho.

Cantar-te baixinho ao ouvido se isso te ajudar a adormecer.

Decorar os nomes de todos os teus amigos e seguir as histórias que contas sobre eles.

Nunca faltar aos teus momentos importantes.

Não desvalorizar os teus sentimentos.

Recordar-te de como és fruto do sentimento mais nobre: o amor.

Não cobrar por toda a dedicação que tenho.

Ouvir-te, mesmo que não concorde com as tuas palavras.

Fazer por ti o que precisares, mesmo que me apeteça seriamente fazer outras coisas no momento.

Não matar os teus sonhos.

Nunca deixar de brincar contigo.

Aceitar as verdades, a tua verdade.

Receber-te sempre com um sorriso.

Ensinar-te o melhor de mim.

Contar-te os meus erros, para que percebas que sou humana.

Pedir perdão.

Aceitar as tuas desculpas.

Abraçar-te sempre que tiver oportunidade.

Lembrar-te como és amada.

Não deixar de te amar, num todo. As tuas características, os teus defeitos, a tua personalidade, as tuas acções.

Prometo nunca deixar de ser a tua mãe.

Prometo.

 

imagem@Elliott Erwitt (American, b. France 1928), New York, New York, 1953. Gelatin silver print, 26.5 x 40.6 cm (image), disponível em weheartit

A mãe é…

Mãe cuida, mãe canta, mãe sonha, mãe faz planos, mãe ajuda.

Ouve, corre, apanha do chão, arruma na prateleira, cozinha, aprende.

Mãe chora, partilha, dorme pouco e sorri muito.

Preocupa-se, lê alto, pensa baixo, explica vezes sem fim.

Mãe pergunta, pesquisa, lê para si, faz acontecer.

Faz malabarismos, ginástica literal e metafórica, toma notas, esquece-se, atrasa-se, chega antes da hora.

colo, partilha a comida do prato, dá a provar, prova antes de dar.

Beija, abraça, cura com beijinhos, relembra vezes sem conta os momentos mais marcantes, repreende, dá espaço, dá trela, dá a mão.

Mãe acredita, finge que acredita, mãe confia.

Brinca, tira pedras do caminho, facas da mão, afasta do fogo e das escadas altas, protege no elevador e nas escadas rolantes.

Ensina, impressiona-se, ilude-se, mima.

Mãe é montanha, é mar, é terra.

É avião, submarino, é torre de controlo.

Motorista, passageiro, comandante.

É galinha, elefante, leoa, é touro.

Mãe é formiga, é cigarra, é canguru.

Mãe repete, aconselha, fotografa e pede mais.

Mãe é luz, é esperança, saudade, é caminho.

É fuga, abrigo, enciclopédia.

Mãe questiona, desafia, desafia-se.

Mãe supera.

Mãe.

Mãe é feita de mundo.

No outro dia, estava com a Luísa num centro comercial, uma senhora de uns 60 anos veio ter comigo e disse-me: “não me leve a mal….” (pronto, ela aí vem) “mas não devia estar a pegá-la ao colo assim. Ela é muito pequenina, faz-lhe muito mal às costas.” Sorri e agradeci. Acredito veementemente que a intenção era excelente, mas é chato. É chato ter sempre alguém que nos chama a atenção para o que – hipoteticamente – estamos a fazer mal, é chato termos de estar sempre a pôr em causa o que fazemos e como fazemos, é chato ter o mundo sempre a validar o nosso papel de mãe. Acho que o facto de sermos mães (jovens?) parece dar aos outros legitimidade para opinarem. Parece que quando há bebés e crianças ao barulho, as pessoas se esquecem do que é socialmente aceitável. Duvido que se eu estivesse somente sozinha a comer um bife com batatas e arroz, alguém me fosse dizer “não me leve a mal, mas sabe que é redundante estar a comer na mesma refeição arroz e batatas, ambos hidratos“. Ou caso estivesse de saltos altos finos “não me leve a mal, mas seria menos mau usar cunha e compensado, porque assim reduz muito a estabilidade do contacto do pé com o solo e altera a posição do joelho, da anca e da coluna lombar, o que a médio prazo lhe vai fazer muito mal à sua saúde.” Quando temos uma criança na barriga, nos braços, no carrinho ou no canguru, ficam com um sentimento de pertença qualquer (já alguém dizia “as crianças são do mundo“…) e acham que podem e devem aconselhar, questionar, sugerir, comentar TUDO o que lhes diz respeito.
– é menino? /é menina?/ mas tem cara de menino, não tem?/ ah é tão bonito, parece mesmo uma menina!/ agora tem de ir ao menino. /um casalinho, que bom, fica já despachada! /assim TEM de ir ao terceiro… /ainda vai à menina.- mama?/ não mama?/ porque já não mama, se não é indiscrição (é, é indiscrição!)?/ tão gordinho!/ tão magrinha!/ tão pequenina!

– anda no carrinho?/ e gosta?/ anda sempre ao colo? habitua-se mal/ cuidado com as perninhas/ coitadinho fica todo amassado / ele assim fica moído / ele assim no carrinho não vê a rua, vire-o para a frente / ele consegue ir no carro contra a marcha?

– que menino tão feio, a fazer birra/ tão bem comportadinho, espere pelos 4 anos, são os piores/ ele tem de ouvir “não” / olhe que assim fique mimado

– oh tadinho, essas modernices das comidas saudáveis / eles têm de provar de tudo / eles não podem comer isso com essa idade / olhe que se vai engasgar, o meu sobrinho…

– está a transpirar muito, tadinha, veja se se constipa / está muito frio aqui, cuidado que ele está a apanhar vento na cabecinha / eles têm de ter uma camada de roupa a mais que nós / eles têm exactamente o mesmo calor e frio que nós temos

 

enfim, tudo o que envolva o sono, transporte, hábitos, brinquedos, saúde, sapatos, televisão e novas tecnologias, horários, sol, passeio, comida, etc, etc, etc.
Larguem as mães!

Mães Stressadas? Façam meditação

Desde que me lembro que faço as minhas meditações. Nada de muito transcendental, uma coisa simples. Sento-me direita, descanso as mãos em cima dos joelhos e fecho os olhos. Concentro-me na respiração e, como detesto imaginar cenários bonitos porque acabo sempre numa praia onde aparece um tsunami só para me estragar a coisa, imagino uma luz quente e suave. Mas, foi há poucos meses atrás que a minha amiga Maria, que tem 5 filhos, me aconselhou uma app para meditar. Dito por ela, que me parece estar sempre tranquila, a APP só pode ser o truque dela para se manter “impek”! Não só aderi à APP como também acabei por comprar o livro (há na versão portuguesa).

Ontem à noite, pelo meio das minhas leituras, perguntei ao meu marido: – “O que é que te fez sentir calmo hoje?” -Pára lá com essas pirosadas desses livros de auto-ajuda da tanga, sff! – Eu, chata assumida, insisti até ter uma resposta: “-Estou quase sempre calmo. Raramente me passo…” Sim, e é mesmo verdade! É uma paz de alma.

Por exemplo:

“-O miúdo ainda não chegou a casa!- Já com a mão no coração. “– Achas normal?”
-O treino atrasou-se…
“-Mas já passam mais de 45 minutos do fim do treino…”
“-Atrasou-se…” – Já nem quis ouvir mais nada daquele poço de tranquilidade. O meu coração andava por aí à solta e eu tinha que fazer alguma coisa!  “– Onde é que vais em pijama? (Para que não fiquem curiosos com o fim desta história. Ao sair bati de frente contra o miúdo. O treino atrasou-se…realmente).

Uma tranquilidade que dá nervos – e aqui vai uma frase que se contradiz. Em minha defesa: Hoje de manhã fui eu, como de costume, que lhes disse, à porta do elevador, para lavarem os dentes e para ela voltar atrás para pôr ténis de desporto. NÃO SE FAZ EDUCAÇÃO FÍSICA DE ALL STAR PAHHHH!

Fui eu que os fui a ouvir a discutir e que quase que os mandei para a mãe deles (contradição número 2).

Controlei-me, respirei fundo. Pensei no Calm e no quanto gosto destes miúdos e no que me custa deixá-los na escola quando estamos todos zangados e irritados uns com os outros. À saída do carro, discutem mais uma vez e empurram-se. Dei um grito (mas não digo o que lhes disse). Eles ficaram muito indignados e eu disse-lhes adeus com um sorriso sacado à força e um I LOVE YOU! (contradição número 3) Portanto, aqui fica a explicação.

Eu é que dou o corpo às balas. Ok? Ah! E façam mesmo isto da meditação porque ajuda imenso… Parece-me!

 

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Agradece a sorte que tens

Agradece a sorte que tens por teres os teus filhos perto de ti.

Agradece essa sorte mesmo que, por circunstâncias da vida, não os tenhas perto tanto quanto gostarias.

Agradece a sorte que tens por o teu filho ter saúde, mesmo que esta não seja perfeita.

Agradece por o teu filho comer bem e se comer mal agradece o facto de teres comida para lhe oferecer.

Agradece a sorte que tens por o teu filho ser educado, mesmo que algumas vezes não percebas de onde tirou aquele comportamento que faz duvidar se não foi criado por selvagens.

Agradece o facto de teres oportunidade de ver o teu filho crescer, mesmo que à distância.

Agradece a sorte de o teu filho dormir bem, seja em que escala for.

Agradece a sorte de teres o teu filho a cantar em voz alta vezes sem conta nas alturas menos apropriadas, mesmo que isso signifique que não consegues ouvir a notícia que passa nesse momento na rádio – não vai ter essa leveza de espírito para sempre.

Agradece o facto de o teu filho te chamar repetidamente, mesmo que com isso deixes queimar um pouco o jantar – em breve não será a ti que vai chamar quando precisar de alguma coisa.

Agradece o facto de o teu filho perguntar infinitas vezes pela avó, pelo tio, pela prima, pelo periquito.

Agradece o facto de o teu filho te lembrar o pai algumas vezes e, de outras, te fazer a ti parecida com a tua própria mãe.

Agradece a sorte de receber beijinhos e abraços sem os pedires e de ainda poderes fazer o mesmo sem ser enxotada.

Agradece o facto de o teu filho existir, Deus sabe quantas pessoas vivem com a dor de não poder dizer e viver o mesmo.

Agradece a sorte que tens. Ponto.

Aceita e agradece a tua vida.

Muda o que está ao teu alcance, mas nunca deixes de ser uma boa mãe porque achas que tens falta de sorte.

Afinal… Já te deste conta da sorte que tens?

 

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Há coisas que só as mães é que sabem

Ser mãe é uma experiência única na vida de uma mulher. Não só porque passas a ver para além do teu umbigo, a entender o que de facto significa o amor, mas também porque “sentes na pele” coisas inimagináveis para uma mulher que não tem filhos. Passas a compreender que “saltar-te a tampa” é na verdade parte honrosa do mundo da maternidade e que por mais que dês o teu melhor, é impossível proteger um filho de tudo o que gostaríamos.

Tudo isto muda a tua maneira de ser e a forma como passas a olhar para as outras mães.

Porque há coisas que só as mães é que sabem.

Só nós é que sabemos o que são os enjoos “exagerados” de uma grávida. Há um dia que não te consegues levantar da cama sem passar pela casa da partida, neste caso pela casa de banho mesmo. E passas a manter um prato de bolachas na cabeceira, mesmo sabendo que não as vais aguentar muito tempo no estômago.

Só nós é que sabemos o que é ter medo do parto (mas se tantas mulheres já pariram, por que a preocupação?).

Só nós é que sabemos o alívio que é ouvir o filho a chorar depois de nascer e de contar cinco dedos em cada mão e pé.

Só nós é que sabemos o que é ficar uma noite sem dormir. Aliás, uma não, várias! E percebes como és uma pessoa completamente diferente, infelizmente, mais chorona e depressiva, depois de passares por fases de privação de sono.

Só nós é que sabemos que as mães não sabem sempre o que fazer com os filhos. O teu filho passa duas horas a chorar sem que consigas acalma-lo e isso não acontece uma, nem duas, mas muitas vezes no primeiro ano do seu filho.

Só nós é que sabemos o que é gastar mais do que a conta, porque quando se trata dos filhos não queremos que lhes falte nada.

Só nós é que sabemos que mais dia, menos dia, vais gritar com o teu filho. E não porque consideras a melhor forma de resolver o assunto – simplesmente porque não encontraste uma forma melhor de lidar com a birra ou crise de choro!

Só nós é que sabemos que fazer uma refeição quente é um verdadeiro luxo! E sentes saudade de engolir qualquer coisa acabada de sair do forno (porque a única forma de não comer comida gelada é aquecendo no microondas – mas o cansaço é tanto, que preferes comer frio e não teres que te levantar de novo da cadeira).

Só nós é que sabemos que se só houver tempo para uma coisa – comer ou dormir – tu dormes.

E que se na altura da escolha o teu filho estiver com febre, vais buscar forças ao fundo da tua alma e ficas acordada ao lado do berço.

Só nós é que sabemos que as mães que trabalham fora choram porque não podem estar mais tempo com o filho. E as que ficam em casa dariam tudo para estar sozinhas de vez em quando.

Só nós é que sabemos para que é que serve a festa de um ano do bebé. Claro que ele não se vai lembrar, mas tu nunca te vais esquecer!

Só nós é que sabemos que há alturas em que só o ombro de outra mãe será um lugar confortável para chorares as tuas dores. E se esse ombro for o da TUA mãe, melhor ainda!

Só nós é que sabemos de cor todos os defeitos que achavas que os teus pais tinham. Porque fazes tudo igualzinho, principalmente se o objetivo for o de proteger a cria.

Só nós é que sabemos que não há motivos para julgar a mãe que deixa o filho usar o tablet ou comer uma guloseima para ter cinco minutos de sossego. Que atire a primeira pedra a mãe que nunca fez isso!

Só nós é que sabemos que há poucas coisas mais irritantes do que um palpite mal dado. E há poucas mais gratificantes do que uma ajuda dada de coração aberto.

Só nós é que sabemos que depois do primeiro susto (“não, eu não vou ter mais filhos NUNCA mais!), dás contigo a pensar em ter um segundo filho.

Só nós é que sabemos que colo de mãe cura muitos males. E beijo de filho também.

Só nós é que sabemos que cada criança é única! E mesmo assim comparas o teu filho aos dos outros. Até teres provas concretas de que cada um tem seu tempo e que te preocupaste para nada!

Só nós é que sabemos que os livros sobre bebés ou resultam com o teu filho (e recomendas a toda a gente), ou  simplesmente são uma merda!

Só nós é que sabemos que as tuas amizades serão influenciadas pelo grupo de amigos do teu filho. E que também acabarás por influenciar as suas escolhas quando se refere às companhias.

Só nós é que sabemos que aquela história de que o tempo passa a voar é mesmo verdade!

Por isso não vale a pena abdicares do tempo com os teus filhos por dinheiro nenhum do mundo.

Só nós é que sabemos que não existe amor maior do que o de uma mãe/pai pelo filho. Nem sequer o que ele sente por ti é igual. E que quando nasce um bebé, nasce também uma razão pela qual se viver e lutar.

Só nós é que sabemos o que é que sentes quando o teu filho está infeliz. Como te salta o coração do peito se o põem de parte. Como tocarias de lugar com ele (sem hesitar) sempre que está doente. Como a preocupação te rói por dentro se o teu instinto te diz que algo não está bem. Como oras à noite, sendo ou não crente, quando ele se desvia do caminho.

Só nós é que sabemos que, mesmo que o mundo esteja a desabar à tua volta, se o teu filho estiver bem, tu estás feliz.

 

Baseado no artigo de Dicas de mãe, Blogger Nívia

Desafio: 31 dias/31 atividades rápidas para fazer com os filhos

Ser mãe não é fácil.
Agora que regressamos às rotinas do ano letivo, percebemos que afinal aquele “tempo todo” que estivemos com os nossos filhos nas férias não foi suficiente.
Os dias passam num estalar de dedos e com a rotina instalou-se o Stress. Os TPCs, as lancheiras, os cestos, os casacos que se perdem diariamente na escola, os perdidos e achados que só “acham” coisas dos outros. Os horários, o sono logo de manhã, os miúdos que calçam três vezes a mesma meia com o calcanhar para a frente, os sapatos que já estão apertados, o material escolar que ainda falta mas já tínhamos mandado para a escola. A correria ao longo do dia para conseguir ir buscar as crianças cedo e o tempo que teima em voar. No fim de semana, as festas de anos. Quando nos apercebemos já entramos naquele ritmo frenético de cumprir tarefas, obrigações, horários e afins. E nisto onde fica o nosso tempo entre pais e filhos? E a nossa cumplicidade, os nossos pequenos momentos que são tão importantes para eles como para nós?

Vamos lançar um desafio: 31 dias/31 atividades rápidas para fazer com os filhos

Não precisa de ser por esta ordem, mas no fim (ou a meio) conte-nos o resultado!
E divirtam-se.

  1. Inventar um aperto de mão secreto
  2. Respirar fundo em conjunto e contar até 5
  3. Fazer uma corrida em câmara lenta até à porta de casa
  4. Dar um ou vários abraços
  5. Fazer vozes engraçadas
  6. Partilhar uma guloseima às escondidas do mundo
  7. Inventar um assobio só vosso
  8. Contar histórias engraçadas de quando eram mais pequenos
  9. Ver fotografias das férias no telemóvel
  10. Cantar e dançar no carro com direito a playback e coreografia
  11. Contar uma ou mais piadas “O que é que o tubarão diz à mulher?” – “TU BARALHAS-ME!” 
  12. Criar um código de símbolos e deixar mensagens encriptadas pela casa
  13. Sentar-se em cima dos filhos no sofá (sem fazer peso) e dizer “A mãe quer colo“! – Surpreenda-se com a reação deles.
  14. Dar beijinhos à esquimó
  15. Fazer um pacto com os dedos mindinhos
  16. Fazer sombras chinesas com as mãos
  17. Tirar uma selfie (ou uma dúzia delas)
  18. Fazer um “Pote da Calma
  19. Jogar ao “Rei manda”
  20. Começar uma luta de cócegas
  21. Olhar nos olhos e acenar com a cabeça quando falam contigo, até se desmancharem a rir
  22. Fazer um concurso para ver quem abre mais as narinas! Perde quem rir primeiro!
  23. Ensinar a falar a “língua dos Pês”
  24. Jogar ao sério
  25. Coçar-lhes as costas
  26. Fazer uma luta de polegares
  27. Fazer uma bebida especial para a refeição
  28. Fazer um concurso de caretas
  29. Contar um segredo teu
  30. Partilharem o melhor e o pior do seu dia à hora do jantar
  31. Dizer que os ADORAS até ao infinito e mais além. Muito mais além!

No fim do mês tente perceber o que lhes ficou na memória e verá que grande parte destes pequenos momentos estarão entre os Top 10 deles, e que coisas como o aperto de mão secreto ou o assobio só vosso, possivelmente, nunca serão esquecidos!

 


10. Cantar e dançar no carro com direito a playback e coreografia

Imagem@youtube | Teigan and mom singing open doors

A minha maternidade não é igual à tua, nem igual à de ninguém.

A minha maternidade é uma maternidade simples, não vivo obcecada com a opção pela amamentação em exclusivo ou pela opção pelo LA, não defende o uso de fraldas descartáveis ou fraldas orgânicas, não alimenta a polémica da pratica ou não do co-slepping.

A minha maternidade adapta-se às necessidades e gostos de cada filho.

A minha Maternidade não são só alegrias nem só tristezas, não é um sentimento único e imutável. É indescritível. Tento ser e fazer o melhor que consigo e não julgar os que fazem ou sentem diferente.

A minha maternidade não é o que se vê nos filmes. A minha maternidade todos os dias me esfrega na cara que tenho que continuar haja o que houver porque isto não é um round trip ticket e por isso às vezes é assustadora mas também estimulante. E não! Não é só amor. Tento aceitar as emoções e os sentimentos sem negação, sem julgamento, sem culpa, assumindo que às vezes estou triste e cansada, que tenho medo mas que nunca vou gostar menos dos meus filhos por isso.

Na maternidade tende-se a ter medo de assumir outros sentimentos porque a sociedade nos convence que na Maternidade só o amor pode existir sem dar lugar a outros sentimentos. Mas não há nada de errado quando me irrito. Estou cansada e sem paciência mas não sou menos Mãe ou pior Mãe por isso. Não sou a Mãe das telas de cinema – eu falho, erro e fracasso, mas  tento superar os erros e falhas de forma serena, não com o objectivo da perfeição mas com o mesmo objectivo da lagarta que vira borboleta – uma metamorfose materna à procura do seu melhor.

A minha maternidade não é igual à tua, nem igual à de ninguém. Aceito a minha sem procura de modelos ou padrões. Aceita a tua sem medos.

Assumir o que somos e como somos, é o que define a nossa maternidade, é o que nos define como mães.

Adaptação na escola

Querida mãe (e ou pai) cujo filho está a fazer a adaptação na escola:

Prepara (e prepara-te) esta nova etapa sem medos (o que não é o mesmo que dizer que não tenhas receios).

Tenta perceber todas as mudanças para que quando o teu filho for confrontado com elas possas saber do que se trata e explicar-lhe o porquê de as coisas serem como são.

É natural que percas algumas horas de sono por causa das novas actividades, dos novos cuidadores, da nova carga de trabalhos que o teu filho vai ter, da alimentação e por aí fora. Permite-te ter as tuas dúvidas mas tenta resolvê-las a todas com tranquilidade.

A adaptação dos nossos filhos a uma nova realidade é também uma adaptação dos pais a essa mesma situação. Se fizeres a tua parte, isso irá facilitar a parte que cabe aos teus filhos.

Dito isto, há uma lista de coisas que deves tentar não esquecer:

– O teu filho é fantástico (e tem nele a capacidade de “enfrentar” o mundo, ou não foste tu quem lhe deu todas essas ferramentas?).

– O teu filho vai ter de se habituar às novas rotinas.

– Vai ter de conhecer as pessoas para ter a possibilidade de criar empatia com elas. Não esperes que goste de toda a gente (quando nem tu, que és adulto, o fazes).

– Dá-lhe tempo.

– Ouve-o.

– Tranquiliza-o.

– Aprende o que ele está a aprender para se sentir acompanhado.

– Desdramatiza. Não adianta chorarem juntos, isso vai acrescentar uma carga dramática emotiva negativa a uma mudança: que ao longo da vida acontecerá múltiplas vezes e que deve desde já ser vista como a oportunidade de algo novo e melhor.

– Participa.

– Não desvalorizes os sentimentos do teu filho: se está a partilhar o que sente aprecia esse momento.

– Está atenta aos sinais, sejam eles positivos ou negativos.

Acima de tudo, respira fundo. Daqui a uns meses vai parecer que as peças estiveram sempre tão bem encaixadas que vais sentir que este início aconteceu numa outra vida: ou pelo menos é este o meu desejo e o meu voto de que tudo corra bem.

Afinal, mudar é evoluir e ser mãe (pai) é crescermos com os nossos filhos.

Este é só mais um degrau e cabe-nos a nós subi-lo da forma mais natural possível.

 

 

imagem@Tu Chique, Coleção Outono/Inverno 2016®