– anda no carrinho?/ e gosta?/ anda sempre ao colo? habitua-se mal/ cuidado com as perninhas/ coitadinho fica todo amassado / ele assim fica moído / ele assim no carrinho não vê a rua, vire-o para a frente / ele consegue ir no carro contra a marcha?
– que menino tão feio, a fazer birra/ tão bem comportadinho, espere pelos 4 anos, são os piores/ ele tem de ouvir “não” / olhe que assim fique mimado
– oh tadinho, essas modernices das comidas saudáveis / eles têm de provar de tudo / eles não podem comer isso com essa idade / olhe que se vai engasgar, o meu sobrinho…
– está a transpirar muito, tadinha, veja se se constipa / está muito frio aqui, cuidado que ele está a apanhar vento na cabecinha / eles têm de ter uma camada de roupa a mais que nós / eles têm exactamente o mesmo calor e frio que nós temos
“Larguem as mães”, penso que muito do que aqui está escrito foi levado ao exagero! As mães e eu também o sou, deverão ter a humildade de assumir que não sabemos tudo e, se formos mães de primeira viagem, o mais correcto é apoiarmo-nos na experiência das pessoas que já passaram pelas minhas situações. Todas as mães querem ser super mães, mas a verdade é que não há super mães. Todas erramos, mas o importante é termos disponibilidade e humildade em estarmos abertas a aprender e meditar sobre os conselhos que nos dão, pois acredito que, agindo desta forma, estamos a melhorar o nosso papel de mãe.
Concordo plenamente com a Inês Clímaco. Há sempre coisas a aprender, seja o primeiro, segundo ou terceiro/quarto filho. E depois, é natural que pessoas mais velhas, gostem de dialogar com as jovens mães. Faz parte de nossa condição de mulher…. Daqui a vinte ou trinta anos, a jovem mãe aqui mencionada poderá já ser avó e, provavelmente, terá uma reacção semelhante à das pessoas que ela, noutra época, achou um bocadinho “metediças”