Gerir o divórcio com filhos: dicas para pais preocupados

Seja qual for a idade dos filhos, todos sofrem de alguma forma com o divórcio. Poderá ser no momento da separação ou uns anos mais tarde.

Apesar de todos os desencontros que a vida possa trazer, havendo filhos o divórcio deve ser sempre gerido em torno deles. Assim, seguem alguns conselhos/dicas para todos os pais preocupados:

1 – Comunicação – Fortalecer o diálogo

Os filhos devem ser informados do que se está a passar. Afinal, serão eles os principais afetados de todo o processo. Inevitavelmente um dos pais passará a estar mais ausente (nem que seja de forma alternada). Os filhos devem entender que a culpa não é sua e que os pais não passam a gostar menos deles por não estarem a viver sempre debaixo do mesmo teto;

2 – Os filhos em primeiro lugar: redobrar a atenção

Independentemente de todas as alterações, seja na morada, seja uma nova companheira do pai ou companheiro da mãe, sejam irmãos, o filho deve sempre sentir que é amado e que não foi esquecido na vida dos pais;

3 – Evitar discussões e ambientes de tensão

É importante que todos se dêem bem! – Apesar do que possa ter acontecido e da mágoa que possa ter trazido, há alguém que é fruto de um amor que já existiu e que com certeza quererá que os pais consigam ter uma relação cordial e que estejam presentes nas suas ocasiões especiais, sem rancores ou mau ambiente;

4 – Sintonia na educação

É importante que todos estejam em sintonia com a educação e decisões dos seus filhos. Os assuntos devem ser discutidos em particular para apresentar uma força unida, de forma a não confundir os filhos e não criar situações em que se possa ouvir a frase “se fosse o pai/mãe deixava”.

O divórcio é uma mudança na vida dos pais, das famílias e dos filhos. É necessário explicar-lhes que a culpa não é deles e que são igualmente amados pelos dois.

Não se deve esquecer: o divórcio é muitas vezes a rutura necessária para a construção de uma estrutura mais firme no futuro.

 

Por Catarina Marques Lobo, Assistente Social

As Crianças não são pombos correio

Há, e todos sabemos, situações familiares muito complicadas.

Há situações em que o diálogo é quase inexistente, outras em que a comunicação é feita através de acusações, gritos, ofensas.

Há pessoas que estão constantemente, por causa disso, a usar os filhos/netos/afilhados/sobrinhos, como mensageiros.

“O teu pai não é capaz de fazer isto bem feito”.

“Que mania que a tua mãe tem de mandar X ou Y”.

“Diz à tua mãe que isto ou aquilo”.

Todos os exemplos dados aqui em cima são errados. São de evitar ao máximo. Põem uma carga em cima das crianças que não lhes pertence.

Nenhum miúdo, tenha que idade tiver, deve ouvir comentários menos positivos em relação aos progenitores, por mais verdade que possa haver no que for dito (e isto vale a comentários feitos em relação a avós, tios, etc).

Nenhum miúdo deve sentir que tem uma mensagem a passar à mãe/pai quando regressa de um fim de semana com o outro progenitor.

Nenhuma criança deve sequer preocupar-se com assuntos de adultos, seja o assunto divergências em relação à educação, a como é passado o tempo, aos horários praticados, à roupa que é enviada ou o estado em que regressa, à situação amorosa dos pais (seja a nova seja a antiga: reconciliação entre os pais, impossibilidade de estarem juntos sem se aborrecerem, etc), aos problemas financeiros (contribuições ou falta delas).

As crianças devem ser crianças.

E se existe uma situação em que os pais ou não estão juntos ou não conseguem entender-se isso já coloca nas crianças um peso que preferencialmente todos os envolvidos gostariam que não acontecesse. Não é justo fazer as crianças levantar os olhos dos brinquedos, do seu mundo de fantasia e afectos para os ver a observar os pais com olhos analíticos, com vozes a ressoar na sua cabeça. Não é saudável, não é justo, simplesmente não se faz – seja qual for o recado.

Bem sei que muitas vezes até nem há maldade, os adultos envolvem as crianças nos seus pensamentos, arrastam-nos achando até que podem ser eles o catalisador de uma mudança positiva. Se forem, que seja por presença indirecta e não por estarem no meio do campo de batalha com  a bandeirinha branca na mão, a ser incessantemente agitada.

Se a mãe quer dizer alguma coisa ao pai, fale com ele.

Se a avó quer dizer alguma coisa à mãe, fale com ela.

Se o pai quer dizer alguma coisa ao sogro, fale com ele.

Se o avô tem alguma coisa a dizer, fale com o filho ou a filha.

De adulto para adulto.

Nos casos mais difíceis, em que simplesmente é impossível comunicar, procure-se ajuda de um intermediário, um assistente social, por exemplo.

Nunca as crianças.

Sempre o adulto.

Deixemos as nossas crianças viverem a sua infância sendo livres, leves e apenas tendo como preocupação os que as rodeiam naquilo que é realmente importante.

Mesmo que estejamos cheios de boas intenções.

Os adultos somos nós.

Façamos um esforço.

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Ao Pai do meu filho

Querido Pai do meu filho, não leves a mal que te chame assim, mas este é o teu papel que mais me encanta!

És muito mais que pai do meu filho… És meu amigo, meu ouvinte, companheiro de uma vida… Ouves os meus risos e desabafos, dás-me um terno beijo ou um simples ombro amigo.

Nem sempre foi fácil o nosso percurso até aqui. Mas o bom, é que mesmo os momentos difíceis, foram feitos de mãos dadas! Conseguimos chatear-nos apoiando-nos um ao outro sempre. E isso é bom!

Já lá vão uns anitos, mas os últimos têm sido sem dúvida, os mais desafiantes e em simultâneo os mais bonitos das nossas vidas.

Quero-te dizer que sonhei com este momento.

Sonhei com os dias em que me sentaria numa pedra ao sol, simplesmente a ver-te jogar à bola com o nosso filho.

Sonhei com as gargalhadas que dariam juntos e que eu ia ouvir à distância, enquanto preparava o jantar.

Sonhei com os sons a imitar carros ou animais que ias ensinar-lhe, com o som das vossas mãos no ar quando dão mais 5 um ao outro.

Sonhei que a nossa vida juntos daria frutos, e como sonhei, fez-nos mais felizes, mais completos e com mais sentido.

Têm sido uma batalha, é certo, mas uma batalha daquelas que só juntos superaríamos.

Chamo-te Pai do meu filho porque tens desempenhado este papel na perfeição!

És Pai, amigo, cuidador, educador, e companheiro e foi com isso que sonhei.

E se o papel da minha vida é ser a mãe, tu encaixas, sem dúvida, no papel de Pai do meu filho.

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Acordamos a correr, tomamos o pequeno-almoço sentados no sofá a tentar ver as noticias, despachamos os miúdos, penteio-me à pressa, devia meter base nesta cara de morta viva, não tenho tempo, voamos pelas escadas abaixo, a mãe não pode perder o barco, chegamos aos barcos, um beijo, até logo, vou ver se ainda apanho este, eu sigo para Lisboa e o meu marido vai levar os miúdos à escola, antecipo a mensagem quando vou a meio do rio, os miúdos ficaram bem, sem choros, eu sorrio, trocamos e-mail’s durante o dia, tantas vezes sobre os miúdos, as compras, o que vamos jantar, o raio das despesas, é preciso pagar a visita ao circo, pagar, pagar, pagar, uma ausência, para o ano vou não sei onde, eu suspiro, a cabeça regressa ao trabalho, estou farta disto, se eu pudesse mandar tudo mais alto que as estrelas, chega a hora de sair, ligo a avisar, o meu marido vai buscar os miúdos, os nervos do metro sempre com perturbações, as conversas dos outros, detesto pessoas, meto a música cada vez mais alta, envio mensagem a dizer qual o barco em que vou, chego ao outro lado do rio e já estão à minha espera, tentamos conversar no carro entre as birras dela e as cantorias dele, as perguntas sobre o dia com respostas tortas, afinal quero voltar para o trabalho, chegamos a casa, voamos pelas escadas acima, eu dou banho aos miúdos, o meu marido faz o jantar, birras para lavar a cabeça, vamos para a mesa, birras para jantar, não gosto disto, tu gostas disso, camadas de sono, mal conseguimos conversar, vão lavar os dentes e já para a cama, eu adormeço o mais novo, o meu marido a mais velha, levantamos a mesa, a loiça fica para lavar amanhã, arranjo a roupa para o dia seguinte, quem se despacha primeiro é o primeiro a adormecer no sofá, acordamos todos tortos depois da meia noite e arrastamo-nos para a cama, adormecemos até um deles acordar e vir para a nossa cama.

Na pressa dos dias, no carrossel das rotinas, envoltos em sono e cansaço, umas das coisas mais difíceis é não nos esquecermos de existir enquanto casal. Somos uma equipa do caraças que leva o barco para a frente haja o que houver. A casa, os filhos, o trabalho, as responsabilidades, mas também somos o que nos trouxe aqui, um homem e uma mulher que se amam e que se desejam.

As rotinas colam os nossos dias, não tenho medo delas, quero-as todas, o casamento não é feito só de fogo-de-artifício, mas o fogo-de-artifício faz parte e também o quero todo. Sem ele, sem o tempo para os dois, para o desejo, para o picante da vida, é fácil o afastamento. O casamento não é feito só de sexo, mas o sexo, para além de ser bom, é o reflexo da nossa intimidade enquanto casal. Sentirmo-nos desejados, homem e mulher, apesar de sermos pai e mãe é fundamental. É fácil ceder ao cansaço e adormecer no sofá, mas manter a chama acesa não é assim tão difícil. Um jantar a dois ou uma ida ao cinema que acaba num motel da beira da estrada, deixar os miúdos na avó uma tarde e regressar a casa sem medo de sermos apanhados pelos filhos e sermos obrigados a gastar as poupanças em terapia, uma escapadela de fim-de-semana no sitio mais improvável só para passarmos uma noite noutra cama, beber vinte cafés no sábado à noite para conseguirmos ficar acordados depois de adormecermos os miúdos ou mensagens provocadoras durante o dia. Vale tudo o que resultar.

Os filhos são a nossa prioridade, vinte e quatro horas por dia, todos os dias da semana, todos os meses do ano, eles esgotam a nossa energia e enchem o nosso coração de alegria e de vez em quando procurarmos lembrar-nos que somos mais que o pai e a mãe e arranjamos tempo para o fogo-de-artifício.

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Sabendo que em cada 100 casamentos há 70 divórcios, naturalmente que destes divórcios, há inúmeras famílias com filhos(as). Decorrente deste facto, encontramos cada vez mais famílias reconstruidas que, e ainda bem, tentam a sua felicidade novamente.

No entanto, as famílias reconstruidas encontram desafios diferentes daqueles por que passam as referidas famílias tradicionais, que normalmente se prendem com as inúmeras situações que tornam mais difícil a adaptação, nomeadamente a multiplicidade de laços afetivos envolvidos. Uma das questões que abala com frequência a segurança das pessoas aquando do seu envolvimento romântico com alguém com filhos de outro casamento diz respeito à hierarquização das prioridades. Nas famílias tradicionais, essa questão não se coloca pela naturalidade das relações.

Quando tudo está em equilibrio, sem confrontos, nunca irão haver problemas nas famílias reconstruidas tal como não há nas famílias tradicionais. A questão coloca-se quando os “que não são pais”, têm de “fazer de pais”, exercendo a autoridade necessária à situação.

Educar em consenso

Relevante torna-se assim o período de adaptação anterior ao casamento (ou mudança para a mesma residência). Sendo tudo feito de forma adulta e tranquila raramente os problema irão existir. Mas mais que tudo, o importante é que o novo casal defina regras. Normalmente o ideal é que se mantenha o princípio de que, quem manda em casa são os adultos, sejam eles os pais ou os não pais. Primordial também, é o facto dos pais ( mães) não reagirem mal sempre que um “não pai/mãe” chama a atenção, dá uma palmada ou põe de castigo. Esta é uma questão que até em famílias biológicas (ou adoptivas) acontece, ficando ainda mais relevante no caso de serem “não pais”. O que faz sentido, é ambos terem a autoridade de imporem as regras de acordo com o princípio acordado entre os dois ( algo que todos os pais deveriam fazer aquando da educação dos seus filhos).

Um bom pai ou boa mãe erra

Naturalmente que educar uma criança é muito díficil por não ser algo que siga uma metodologia única. Não há um livro de regras ou boas maneiras para fazer, nem tampouco instruções. Muitas vezes vamos por tentativa e erro. Daí a importância de ir partilhando as dúvidas, receios e medos do que fazer. Aparecem frequentemente em consulta pais com dúvidas acerca do que fazer, como fazer, com medo de que estejam a fazer errado. O que digo sempre é que um bom pai ou boa mãe erra e isso não faz mal algum. Aliás, repito sempre esta frase aos pais que procuram e que foi proferida por um dos melhores e maiores psicólogos que o mundo já conheceu, Winnicott, que diz que “ Quando somos capazes de ajudar os pais a ajudarem os filhos, o que fazemos na verdade é ajudá-los a eles mesmos”.

Regras

É relevante que, os pais antes de se juntarem falem sobre as regras que deverão reger a família, sendo que ambos devem ter autoridade sobre as crianças e jovens que coabitam com eles, ainda que não sejam filhos deles. Só assim haverá harmonia, pois os filhos não irão sentir apoio do pai ou mãe acerca das suas acções menos boas, e assim reagir mal. Aliás, reforço mais uma vez a ideia do princípio ser o mesmo de um casal com filhos seus. Na frente das crianças e jovens os pais devem sempre mostrar acordo e apoio, ainda que depois sozinhos possam conversar e discutir alguma discordância. Por outro lado, é importante manter a relação com os ex para que estes também sintam que os filhos estão a ser balizados e amados, e entender queixas dos filhos que possam existir.

Os filhos em primeiro lugar

O divórcio e novo casamento não é opção nem escolha dos filhos, pelo que os pais e novos companheiros devem agir em função do bem estar deles. Mas claro que nada é estanque, e o mais importante é sempre a comunicação e partilha entre o casal e com a restante família. E refiro ainda que há situações que tornam estas adaptações difíceis e que cada caso é um caso.

Para finalizar ficam aqui algumas ideias de como poderão colocar em prática esta nova realidade.

1 – Respeito

Para que haja relação entre os seus filhos para com o/a seu novo/a companheiro/a, e relação dos seus enteados consigo. Para tal, procure demonstrar interesse, verdadeiro claro, pelas atividades dos seus enteados, e evite compará-los aos seus próprios filhos. O objetivo é estimular a relação de amizade entre os mais novos e não a rivalidade.

2 – Dar tempo ao tempo

É normativo que o ciúme , rejeição inicial ocorra. Não tenha pressa de se juntar ou casar. Dê tempo a que os seus filhos se habituem à ideia e a este novo companheiro/a.

3 – Criar regras

Tal como referido, é fundamental que o casal esteja de acordo com as regras da casa e da educação, e que irão permitir uma convivência saudável e feliz.

4– Procurar o dialogo

É fundamental que a comunicação flua acontecimento natural. A conversa entre os vários membros da família é a forma mais adequada para a criação de um ambiente familiar verdadeiro e tranquilo. Aproveitem um momento do dia onde estejam todos juntos, para ficarem juntos e debaterem temas importantes para as crianças, quer seja o seu quotidiano e questões escolares, quer outros assuntos relevantes para os mesmos. Fundamental usar o sentido de humor e brincar com respeito sobre as várias temáticas.

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Guia da Boa Esposa: 12 regras para manteres o teu marido feliz. Sê a esposa que ele sempre sonhou.

Estas imagens foram retiradas de um folheto de 1956 que era entregue às mulheres espanholas que entravam na Sección Femenina, uma ramificação do partido político Falange Espanhola, do general Franco, ditador que governou o país entre 1936 e 1975, ano em que morreu.

Não resistimos em partilhar com algumas adaptações parvas à 2017.

Uma boa esposa sabe sempre o seu lugar

1.JANTAR NA MESA

Planeia com tempo um jantar de Rei para o teu mai’que tudo.

Esta é uma forma de lhe dizeres que te preocupas com ele e com as suas necessidades. Os homens chegam a casa esfomeados. (Calma, ainda estamos a falar do jantar)

Prepara-lhe o seu Prato favorito.
2 2. PÕE-TE TOP

Descansa 5 minutos antes de ele chegar a casa para que te encontre fresca e fofa (Não abuses, 5 minutos não 7 nem 10 minutos). Maquilha-te, penteia-te e põe-te Top para ele. Lembra-te que o teu marido teve um dia de cão com os colegas no escritório (E tu estiveste o dia inteiro em casa a olhar para ontem)
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3. FINGE QUE ÉS INTERESSANTE

O trabalho dele é uma seca e tens de animá-lo. A tua obrigação é fazeres tudo para distraí-lo. Não precisamos de dizer mais nada. Vai distrair o homem, mas não seja muito criativa, não te esqueças que terás de fazê-lo todo o santo dia.
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4. ARRUMA A CASA

A casa tem de estar impecável. Não porque tu gostas assim, mas pelo teu marido. Faz uma última ronda antes de ele chegar (e antes dos 5 min, de repouso). Tira do caminho os livros da escola (que te deves ter esquecido de guarda quando arrumaste a casa!) e põe o chão a brilhar (Nunca se sabe…)
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5. FAZ COM QUE SE SINTA NO PARAÍSO (Acho que é para voltares ao ponto 3…)

Nos meses frios do ano liga a lareira antes da sua chegada a casa (deve ser para criar clima). O teu marido sentirá que chegou a um paraíso de descanso (Descanso? Então mas… enfim, já não sei nada!) Afinal, cuidar da comodidade do teu marido vai trazer-te uma enorme felicidade!


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6. PREPARA OS MIÚDOS
Penteia as crianças,  lava-lhes as mãos e muda-lhes a roupa da escola. Não se trata de uma questão de brio nem de higiene, nem sequer se fala de banho, por isso é tranquilo. É só porque o teu marido gosta de ver os seus tesouros reluzentes.
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7. MINIMIZA OS RUÍDOS
Quando o teu marido chegar a casa desliga as máquina, o aspirador, e cala os miúdos (Nada de ligar as máquinas todas para mostrar serviço). O coitado do homem esteve todo o dia a ouvir barulho no seu trabalho de seca, agora sff sossega.
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8. PÕE-TE FELIZ (Recapitulando, Top e Feliz)
Recebe-o SEMPRE de sorriso de orelha a orelha (podes usar clips para os dias piores, se quiseres) e mostra-te genuína no teu desejo de agradar (É para isso que cá estás, sim?) A tua felicidade é o prémio que dás ao teu marido pelo esforço diário que o coitado (outra vez?)…. Blá, blá, blá, seca do trabalho.
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9. OUVE-O

Até podes achar que a dezena de coisas que tens para dizer são importantes, mas o momento em que o marido chega a casa não é altura para conversetas. Deixa-o falar. Lembra-te que os assuntos dele são mais importantes que os teus. (estavas mortinha por dar ao dente, eu sei!)
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10. CALÇA OS SAPATOS DELE (Figurativamente, claro)
Não reclames se chegar tarde a casa, se sair para se divertir sem ti, se não volta para casa a noite toda. Trata de perceber que o homem tem compromissos e quando chega a casa quer sossego, por isso não chateies, sim? E desliga as máquinas.
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11. NÃO TE QUEIXES
Não o maces com problemas insignificantes (nem conversas da treta). Qualquer problema que tenha é uma formiga comparado com o que o teu marido tem de passar (Depois das noites fora deve estar com umas boas ressacas, e o melhor é dares-lhe um guronsan e saíres de fininho.
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12. FÁ-LO SENTIR-SE GRANDE! (Por mímica, para não fazeres barulho!)
Deixa-o estender-se no sofá ou enfiar-se no quarto a fazer sabe-Deus-o-quê. Tem sempre uma bebida quente pronta. Aconchega-lhe a almofada, e oferece-te para lhe tirares os sapatos! Fala-lhe com uma voz suave e prazerosa. (Sem comentários…)

 

E resumem-se assim os 12 Conselhos  para Salvares o teu Casamento, por isso, de nada.

Porque Uma boa esposa sabe sempre o seu lugar!

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Carta a todos os maridos (segredos das mulheres)

Queridos maridos:

Ser mulher é com certeza a existência mais complexa do planeta.

Nem mesmo nós, nos entendemos. No entanto tudo se resume a uma frase:
Nós queremos um marido que esteja ao nosso lado. Para o que der e vier.
Queremos sentir que somos importantes para o homem que está a nosso lado.
Queremos sentir-nos sexys, atraentes, eficientes, profissionais exemplares, supermães, corajosas, bondosas, astutas, bonitas… (Difícil?) Bem, se perceberem como fazê-lo já têm metade do sucesso garantido!
A outra metade passa por entenderem o que queremos que façam. Normalmente queremos que façam o que estamos a pensar. Raramente vos daremos intruções para os nossos pensamentos.
– Se chegarem a casa e a vossa mulher estiver a cozinhar de camisa vestida, uma garrafa de vinho aberta e um cheirinho do fogão que advinha um repasto de chorar por mais… não comecem a pôr a mesa… Tenho a certeza que esse não é o caminho, por muito que o vosso estômago reclame!

Gostamos de elogios: digam-nos como estamos bonitas… façam-nos sentir uma verdadeira top model.

Não gostamos de tratadas como se fossemos muito burras: não elogiem quando estamos com o cabelo eriçado a tirar lama ou piolhos do cabelo dos miúdos, desesperadas por um banho relaxante. Nós temos espelho em casa! Vai soar a falso, vamos saber que estão a tentar agradar.

Quando dizemos que não ligamos a flores, ou a jóias…ignorem, só queremos dizer que não é por isso que gostamos de vocês.

– Levem lá uma rosa à vossa mulher, mas não pode ser no dia que puseram o pé na argola e foram ver o futebol quando disseram que estiveram a fazer serão, não somos assim tão parvas e o cheiro a imperial fica impregnado na vossa roupa (que por sinal somos nós que a metemos na máquina!).

Gostamos que saibam que estamos a dar o nosso melhor: nunca, mas nunca duvidem das nossas capacidades de mães, mesmo se nos esquecermos de uma reunião da escola ou do fato de ballet da miúda. Relativizem e não entrem em observações inúteis para a vossa e nossa felicidade.
Queremos que se lembrem SEMPRE que somos a mãe dos vossos filhos mas não somos a vossa mãe! Tratar da roupa, da  comida e da limpeza da casa não é tarefa para um único elemento do casal!
Gostamos que ajudem, mesmo quando no fim dizemos que não ficou bem feito. Sejam inteligentes e consigam sobreviver à ira da vossa mulher quando perceber que nem levantaram os ténis do chão para aspirar…. Escondam-se o mais longe possível e voltem só quando tiverem a certeza que é segura!
E quando voltarem peçam desculpa.
Gostamos que nos peçam desculpa quando merecemos.

Gostamos que nos façam sentir sempre e em todas as ocasiões como a pessoa mais importante da vossa vida.

A maternidade é um desafio que, em nós, toma proporções exacerbadas que nos esgota física e mentalmente.
Todos os dias tomamos conta de pequenos seres que amamos sem limites, que tentamos proteger até quando estão a dormir e que são e serão sempre as pessoas mais importantes da nossa (minha e tua) vida. Sentimos que estamos sempre lá e temos de ser o pilar dos nossos filhos e da nossa família.
Precisamos que vocês sejam o nosso porto seguro. O local onde nos sentimos seguras e protegidas. Foi graças a vocês que descobrimos  o quanto é possível amar. Foi graças a vocês que conhecemos o amor incondicional pelos nossos filhos. Dêem-nos o vosso amor e o vosso ombro para repousar. Nós precisamos e agradecemos.
Porque nós queremos um marido que esteja ao nosso lado. Para o que der e vier.

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Carta ao meu marido nesta fase complicada de casamento

Os pais precisam de mostrar o amor pelas mães através de ações

Querido marido: a casa de banho não é a tua solitária

Os pais precisam de mostrar o amor pelas mães através de acções

Há um meme que anda a circular pela net, com uma citação do Matthew McConaughey que diz: “A melhor coisa que provavelmente podes fazer como pai é garantires que os teus filhos vejam o quanto amas a mãe deles.

amor pelas mães

Como pai de três crianças que cresceu numa família desmoronada, posso confirmar que esta é uma afirmação verdadeira.

Eu vi o meu pai a virar costas à minha mãe. Depois de discutirem sobre o caso que ele estava a ter, a minha mãe entrou na garagem, sentou-se no carro, a chorar, com as mãos no volante como se planeasse ir-se embora, mas sem saber para onde. Entretanto o meu pai enfiava uns pares de calças de ganga e camisas num saco de viagem. Os sons ficaram-me na memória: portas a bater, pés a arrastar-se, a mãe a soluçar, o correr para trás e para frente das portas deslizantes dos armários e as gavetas a bater. O motor do carro do pai. Depois disso acalmou. Ficou um silêncio assustador daqueles que são interrompidos por um estrondo, um vidro a partir, ou por uma pergunta sem resposta.

Às vezes recordo-me da minha mãe com a cabeça no volante a chorar, enquanto o pai fazia as malas, e eu sei que não quero que os meus filhos vejam isso. Nunca. Eu não quero que eles sintam o que eu senti naquele momento. Eu não quero que eles se questionem sobre se eu amo ou não a mãe, nem quero que pensem se estou a ter um caso sempre que ficar retido no emprego até mais tarde.

Mas a verdadeira questão e, acho que isto foi um dos problemas de muitas crianças criadas nos anos ´80, é que se tornou normal e aceitável que um pai saísse de casa, e virasse as costas à mulher e aos filhos. Agora, eu tenho medo de não ser um bom marido e um bom pai. E tenho a certeza que também há mães com o mesmo historial que eu, que se sentem assim.

O que eu sei é que a forma como trato a minha mulher se reflecte nos meus filhos. Eles estão com 9,7 e 2 anos. Os dois mais velhos já apanham as conversas todas. Não é que costumemos discutir muito, mas quando o fazemos, eu percebo como isso os perturba. Ás vezes estão no sofá e só vejo os olhos deles a andar de um lado para o outro a tentar perceber o que se passa. Mas o mais importante é que eles também percebem quando vamos os dois jantar fora para namorar. Quando voltamos, perguntam logo o que é que fizemos! Querem saber onde é que jantamos, o que é que comemos, que filme vimos, e se ambos gostamos do programa.

Eu tento oferecer flores à minha mulher uma vez por mês e este gesto tem um grande impacto nos nossos filhos. Eu quero que o meu filho me veja a comprar flores à mãe porque eu nunca vi o meu pai a fazê-lo. Eu quero que o meu filho aprenda a tratar a sua mulher e a mãe dos seus filhos. Eu quero que ele saiba o quanto é importante respeitar, amar e ser carinhoso com ela mesmo depois de muitos anos de casamento. E quero transmitir-lhe estes valores através do exemplo.

Para as minhas filhas, eu quero que elas esperem flores. Eu quero que se casem com alguém que esteja disposto a investir algum tempo e dinheiro no romance.

Eu não quero que os meus filhos se sintam perdidos, como eu senti. Eu quero que saibam como é que é um casamento feliz. Eu quero que saibam que eu amo a sua mãe mais do que qualquer outra coisa no mundo. E por isso tenho de lhes mostrar.

Aí reside a realidade de um casamento, o que é o amor, a importancia da família. Amar é um verbo. Amar é uma acção. Não é algo que te aconteça e depois “deixes andar”. Amar é um gesto contínuo. É um milhão de mensagens a mostrar que te preocupas, abraços calorosos, beijos ternos, cumplicidade infinita, datas, sorrisos e piscares de olhos.  Amar é tomar conta das crianças quando o outro precisa de sair com amigos. É saber ceder e encontrar um compromisso onde ninguém ganha a 100%, mas é um equilíbrio saudável onde todos vivem felizes.

Mostrar aos teus filhos que amas a sua mãe é saber pedir desculpa. É saber admitir um erro. É dizer-lhe que a amas. É fazer tudo isto à frente deles.

Cada vez que eu digo ao meu filho que amo a mãe dele, ele revira os olhos e diz:  “Eu sei, pai.” E brinca a dizer que a água é molhada. É uma realidade da vida dele. E eu adoro que assim seja. Eu sei que isto lhe dá segurança. Independentemente do que se passa na sua vida, quando chega a casa tem sempre os pais que se amam e o amam a ele. Eu que venho de uma família desmoronada, sei o importante que isso é.

Na verdade, se não mostrares à mãe dos teus filhos que a amas, então o que raio é que lhe mostras? No caso do meu pai era indiferença. Era evitar o confronto. Era o silêncio de duas pessoas que tinham estado apaixonadas mas que se tinham perdido pelo caminho.

Só após mais de uma década de casamento é que consegui perceber o que é que correu mal com os meus pais, e o que é que eu podia fazer para evitar para que isso acontecesse comigo. O que poderia fazer para ser um melhor pai e marido do que o que eu tive.

Pais, posso garantir-vos que se começarem a mostrar o vosso amor em acções, o vosso casamento, a vossa família, a vossa dinâmica, e tudo o resto vai ficar mais funcional, mais próximo e mais sólido.

Esta é a nata do casamento. É a tal manutenção conjugal que se ouve falar. É o que os teus filhos precisam para se sentirem mais seguros e confiantes.

Este é o melhor investimento que podes fazer. Confia em mim!

 

Recomendado: Carta ao meu marido nesta fase complicada do casamento

 

Por Clint Edwards publicado originalmente em  ScaryMommy

Carta ao meu marido nesta fase complicada do casamento

A nossa vida é complicada neste momento, não é?

Nós não queremos que seja. Mas neste momento é. Trabalhamos para ser pagos para pagarmos contas e parece que há sempre mais meses do que dinheiro. Temos duas pessoas muito pequeninas que parecem nossos chefes, enquanto nos esforçamos por manter o controlo. Somos empurrados de tantas maneiras que, por vezes, damos por nós e estamos em lados opostos.

Acabamos por discutir. Discutimos sobre as decisões parentais e também sobre “quem é a vez de trocar a fralda”. Discutimos sobre dinheiro e sobre as vezes que escolhemos ir almoçar fora na semana passada. Discutimos sobre a roupa para lavar e passar e sobre a limpeza da casa. Discutimos sobre coisas estúpidas que, eventualmente, acabamos por nos desviar do tema e discutimos sobre outras coisas à mistura.

Isto é exaustivo. Exigimos demais de nós próprios. Horários para tudo, programas com a família, obrigações, milhares de copos de sumo de laranja entornados na carpete. Rotinas de biberão de leite e idas à casa de banho às 6h da manhã. Dizer que não a pedidos de lanche 15 minutos antes o jantar, e ter de dizer que não vezes consecutivas ao longo dos quinze minutos. E quando finalmente consigo sentar-me pela primeira vez em duas horas, já há alguém a precisar da mãe outra vez. Às vezes é difícil respirar fundo, muito menos conseguir uma pausa para fazer xixi sem interrupções.

Nós sentamo-nos muito, em frente do outro, em silêncio. Não porque não temos nada para falar, mas simplesmente porque estamos cansados de falar. Às vezes eu apercebo-me de que há coisas importantes que não te disse, simplesmente porque não calhou. Eu tenho saudades da proximidade que tínhamos quando apenas falávamos sobre nós e consumíamos o nosso tempo um com o outro. Neste momento, dormir é melhor do que sexo e jogar jogos no telemóvel é mais relaxante do que conversar.

Isso não é para dizer que eu sou infeliz. Esta é a vida com que sempre sonhamos. Não há nada nem ninguém no mundo que eu ame mais do que a ti e aos nossos filhos. A exaustão das nossas vidas é melhor do que qualquer coisa que eu consigo imaginar.

Mas o meu coração anseia por ti mais do que ninguém.

E eu sei que é tão difícil agora. Mas estou-me a aguentar.

Porque eu vou precisar de ti.

Eu vou precisar de ti para me dizeres que vai ficar tudo bem quando eu chorar no primeiro dia de jardim de infância de um dos nossos filhos. Eu vou precisar de ti para me abraçares quando receber algum telefonema com más notícias.

Eu vou precisar que me conduzas de volta quando formos deixar os nossos filhos à universidade e eles saírem de casa. E que me convenças a não ir a correr salva-los sempre que tomem uma decisão que eu considere errada.

Eu vou precisar de ti para me dares a mão quando estivermos juntos no banco da igreja no casamento dos nossos filhos. E eu vou precisar de ti para dançar comigo toda a noite. E eu vou precisar que me abraces nessa noite enquanto eu me recordar de todas as memórias da vida dos nossos filhos e estiver lavada em lágrimas porque passou tudo a correr!

Vou precisar de ti quando eu já não tiver tantos compromissos. Quando não tiver ninguém  aos gritos por sumo de laranja ou a chorar sobre os dinossauros não-existentes que vivem em seus armários. Quando já não tiver biberões para lavar e brinquedos para pisar. Quando eles só aparecerem aos fins de semana, e em vez de trazerem uma mala de roupa suja, trouxerem os nossos netos. Eu vou precisar que me compres um baloiço para o alpendre e vou precisar que te sentes ao meu lado e me lembres como somos gratos pela vida que temos.

E entre tanta coisa que irei precisar de ti, fica já a saber: eu quero-te comigo. Eu quero-te sempre comigo em todos os passos da minha vida.

Se agora nos sentamos um em frente ao outro num silêncio constrangedor enquanto esperamos esta fase da vida passar, isto é bom. Eu vou estar sempre sentada ao pé de ti para que saibas que não vou a lado nenhum. Até posso dar-te a mão. Claro, com a mão livre que não está a jogar Candy Crush.

Eu amo-te, e eu vou continuar a amar-te apesar de tudo. Para lá de tudo.

O silêncio é bom, desde que eu esteja contigo!.

Por  publicado originalmente em foreverymom

Traduzido e adaptado por Up To Kids®

 

imagem@tumbrl

A relação terminara há muito. Nada voltaria a ser como antes e a cada dia que passava o mal-estar aumentava arrastando tudo à volta de ambos…Já não dormiam em sono profundo, já não sentiam vontade de estar um com o outro mas quando se separavam parecia que alguma coisa faltava…Os dias corriam e ninguém tomava a decisão que ambos sabiam que teriam que tomar.

A vida seguia e não era suposto viverem assim…

Ele deu o primeiro passo. Não quis conversar muito sobre o assunto, apesar de ela insistir em esclarecer aquilo que ambos conheciam de trás para a frente.

A diferença entre homens e mulheres estava muito visível neste momento. Ele poupava-os a mais conflitos, pensava… Ela ficava no vazio do silêncio.

Entrou no consultório e a primeira coisa que disse foi que não sabia viver assim… Conheciam-se de miúdos, namoraram muitos anos e o casamento era o que mais queriam naquela fase distante. Diz que com a chegada dos filhos e as responsabilidades profissionais tudo se complicou e desencontraram-se até hoje…

Acha que ainda o ama, mas não tem a certeza de saber o que isso quer dizer. Se por um lado não imagina a vida longe dele, por outro não sabe o que seria de ambos se continuassem juntos. Há anos que deixaram de fazer as coisas que os uniam, porque cresceram e os interesses mudaram ou porque simplesmente deixaram de pensar no que lhes dava prazer fazer.

Já não sabe do que gosta realmente, e acha ridículas as escolhas dele no que toca aos tempos livres. Diz que ele parece que não quer crescer…será?

Isto não é um casamento, pois não? – pergunta angustiada, sabendo de antemão a resposta.

Quando se acalma confessa que sabe que sente falta, não desta relação, mas daquela que ambos projetaram.

Para existir a possibilidade de uma reconciliação tem que haver uma vontade de ambos em reconstruir o que se perdeu aos poucos.

Com o tempo conclui que talvez tenha que investir em si própria, em recuperar o seu “eu” perdido e confessa que ainda quer ser feliz.

Ele tem feito de tudo para manter uma relação cordial com ela. Também ele está a tentar reencontrar-se. Não consegue exteriorizar o que sente da mesma forma mas vai fazendo o seu caminho. Sabe que vão ter que comunicar a bem dos filhos.

Saiu de casa e está a organizar-se para ter um espaço onde possa pela primeira vez cuidar e estar com as crianças sem o apoio dela. O primeiro fim-de-semana com os miúdos correu melhor do que esperava. Tantas vezes lhe disseram que ia ser complicado que acabara por acreditar, mas afinal percebia que não tinha que ser assim.

Sentem ainda um vazio, mas no fundo sabem que é reflexo apenas da mudança de rotinas.

As crianças estão bem. Desde que pararam as discussões parecem estar mais leves e tranquilas. Há dias em que falam abertamente sobre a separação e parecem mais adultas do que os adultos…

Ambos, ele e ela, oscilam entre dias em que acordam convictos de terem tomado a decisão certa e outros em que apetece pegar no telefone e dizer: ” Vamos fazer de conta que nada disto se passou? ”

Com o tempo encontram cada um o seu rumo. Percebem que dentro das suas cabeças existem “duas pessoas”. Uma que luta para ser feliz, andar para a frente e encontrar um equilíbrio. Outra, que insiste no ideal de um passado projetado, mas ilusório.

Quando um dia tomam consciência plena e se sentem mais fortes, escolhem ficar com a primeira, escolhem ser a primeira, escolhem viver!

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