Small Land Montessori, o novo colégio sustentável em Lisboa

Nos dias de hoje é prioritário falar em desenvolvimento sustentável. Quando pensamos em sustentabilidade é importante relembrar de que esta se estende a nível social, cultural, económico e ambiental!

Uma educação baseada no amor deve preparar a criança, enquanto futuro cidadão, para cuidar, saber ser e estar contribuindo de forma positiva para a sociedade. Desenvolver um efetivo sentido de participação na comunidade!

É indispensável educar para manter, preservar, restabelecer o equilíbrio da própria sociedade que foi quebrado pelo distanciamento do amor ao próximo.

O Colégio Small Land Montessori promove o respeito às necessidades humanas compatíveis com o uso sustentável dos recursos naturais e com as necessidades do nosso planeta. Fazendo isso, nutrimos o sentido de solidariedade global.

Esta é justamente a proposta de Maria Montessori, quando delineou o que chamou de Educação Cósmica. O seu objetivo foi chamar à atenção de todos para a importância do sentir-se integrante do todo universo. De que cada gesto, cada palavra, cada pensamento gera consequências.

É indispensável educar para manter, preservar, restabelecer o equilíbrio da própria sociedade que foi quebrado pelo distanciamento do amor ao próximo.

“Aqui promovemos, o respeito às necessidades humanas compatíveis com o uso sustentável dos recursos naturais e com as necessidades do nosso planeta, nutrindo a solidariedade global.
Ao pensarmos de forma sustentável podemos criar materiais e atividades cujas finalidades são carregadas de benefícios para o desenvolvimento global da criança – formando um cidadão que sabe ser e estar!

A verdade é que este tipo de atividades, para além de estimular a criatividade, contribui para contrariar gastos por vezes desnecessários com a compra de novos brinquedos para as crianças.

Small Land Montessori, o novo colégio sustentável em Lisboa
Jogo sensorial de encaixe e associação de cores. Feito com uma base de cartão, caixas de ovos e pompons.

“Ajude-me a crescer, mas deixe-me ser eu mesmo.” – Montessori

Montessori acreditava que todos nós nascemos com um determinado potencial. Que os adultos devem ajudar as crianças a desenvolver esse potencial. Deu-lhe o nome de – “Segredo da Infância”. Esse segredo precisa ser seguido pelo adulto com base em princípios fortes como:

  • ordem
  • liberdade de movimento
  • idioma
  • independência
  • ambiente preparado
  • liberdade
  • disciplina
  • desenvolvimento social
  • observação
  • música e artes.
Small Land Montessori, o novo colégio sustentável em Lisboa
Jogo de encaixe de pauzinhos de madeira numa caixa de ovos.

O método Montessori tem mais de um século de existência e assume-se como uma educação para a vida.

Dar autonomia, independência e liberdade supervisionada pelos educadores é a nossa forma de estar. Debaixo de ritmos de aprendizagem diferentes, as crianças são estimuladas a aprender com o mundo que as rodeia, respeitando-o.

Maria Montessori acreditava que os padrões de concentração estabelecidos na primeira infância tornam a crianças aprendizes confiantes e competentes nos anos posteriores.

Perante os materiais selecionados a criança tem a livre escolha de trabalhar com o que mais lhe interessar. Desengane-se, quem pense que as atividades são “sem acompanhamento”. O professor observa, acompanha tudo e atua como um mediador entre a criança, o material e o ensinamento que resulta dessa interação.

Tabuleiro de madeira com encaixes para rolhas de cortiça. Serve para contagens, sequências e motricidade fina.

“A tarefa do educador é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois se abster de interferir” – Montessori

Os materiais variam de menos a mais avançados. Estes ão apresentados às crianças em apresentações individuais com base no nível da criança e não na idade.

Quando uma criança se junta ao grupo pela primeira vez, começa a trabalhar com as atividades da Vida Prática, que permitem que a criança se torne mais confiante. Apresentações sensoriais, matemáticas, linguísticas e culturais seguem o caminho de aprendizagem natural da criança. O ambiente preparado apoia o desenvolvimento da vontade da criança, convidando a criança a fazer escolhas independentes de uma certa quantidade de actividades.

Small Land Montessori, o novo colégio sustentável em Lisboa
Caixa sensorial. Feita a partir de uma caixa de sapatos, da qual puxamos diferentes pedaços de tecidos e materiais (diversas texturas e cores).

Valores e objectivos na Creche / Infantário Small Land de acordo com a nossa pedagogia:

  • Estimular a independência
  • Autoaprendizagem e autocorreção
  • Acompanhamento individual da criança
  • Ter boas maneiras, ser educado
  • Estimular a liderança, que é o cuidar dos outros
  • Musicalidade e liberdade de movimentos, com exploração sensorial
  • Celebração da vida

O papel do adulto é unicamente o de ajudar a criança a chegar ao êxito. Assim os materiais apresentados devem estar em consonância com o seu desenvolvimento cognitivo e motor. Desta forma Maria Montessori entendia que “a educação é uma ajuda à vida”.

 

Por um Carnaval mais ecológico

No ano passado, como relatei num texto publicado há uns meses, um colega da minha filha ficou aflito quando lhe entregaram para a mão confetis no desfile de Carnaval para atirar ao ar.

O lixo não é para atirar para o chão, dizia ele – e com toda a razão.

A preocupação era legítima mas fizemos aquilo que tantas vezes fazemos enquanto adultos – arranjamos excepções para as regras por nós criadas.

No final dos desfiles de Carnaval fica o lixo. Papéis e mais papéis, garrafas e copos descartáveis espalhados pelas ruas por esse Portugal (mundo) fora.

Fala-se tanto da sustentabilidade do planeta, nas alterações que devemos introduzir no nosso dia-a-dia, e por que não aproveitar estas situações para criar a mudança?

Este ano, e em homenagem a esse colega da minha filha, decidimos fazer diferente. Decidimos tornar o carnaval mais ecológico.

Em vez de comprarmos confetis de papel vamos fazê-los usando outros recursos da própria natureza que não resultam do abate de árvores.


Apanhámos, durante alguns dias, folhas caídas no chão do jardim e nas ruas por onde fomos passando.

Aproveitámos para escolher folhas de várias cores, umas mais secas que outras, para podermos ter confetis coloridos.

Em casa lavámos as folhas que precisavam, por causa da terra, e deixámos ao sol a secar.

Fomos buscar o furador de papel cá de casa e a Mariana o seu cortador em forma de estrela.

Em vez de ligarmos a televisão nos finais de tarde de chuva juntámos todas as folhas e furámos uma a uma com o cortador e o furador.

É um trabalho que demora tempo, é certo, para ficarmos com uma quantidade de confetis considerável. E os miúdos acabam por se fartar, de acordo.

Mas os dez minutos em que eles ficam parados a fazerem uma coisa para seu próprio benefício e que sabem que é bom para o planeta é de um valor inestimável.

Falámos do abate de árvores. De como é importante reciclar papel e utilizar coisas que sejam produzidas recorrendo a materiais reciclados. Falámos das espécies animais que estão a ficar sem casa e, por isso, a desaparecer por não terem onde viver. Falámos do lixo que as pessoas continuam a mandar para o chão, para a sanita, para o mar. E do fim de outras espécies que estão a sofrer por causa disso.

Falámos do nosso caso, em que temos cuidados importantes.

Reduzimos os plásticos ao mínimo. Não usamos praticamente plásticos de utilização única, com excepção para os sacos do lixo (em que mesmo assim usamos marcas que usam materiais reciclados). Reciclamos todas as embalagens e nas compras usamos sacos de pano para comprar frutas e legumes. Estamos a comprar menos roupa (por causa dos danos que a indústria do algodão provoca no ambiente e na água, já para não falar da quantidade impressionante de água que é necessária para produzir uns simples jeans), usando os recursos durante mais tempo e cedendo cada vez menos às compras por impulso e de mero consumismo.

Estamos a fazer a nossa parte. E a geração dos nossos miúdos vai enfrentar problemas graves se não acelerarmos a cura do planeta. É uma geração mais consciente, com mais opções mas também mais responsabilidades.

Acho que estamos no bom caminho.

Cá por casa (e esperamos que em algumas outras depois de lerem este texto) vamos lançar ao ar confetis coloridos feitos com amor e provenientes de folhas caídas. Que serão lixo orgânico.

A ideia foi apresentada na escola e pelo menos na sala da minha filha vão fazer o mesmo. Só o impacto de menos lixo proveniente de trinta mini pessoas é um começo.

Um passo de cada vez.

Juntos.

Por um mundo melhor.

Alimentação Sustentável como equilíbrio entre a produção alimentar, saúde e protecção ambiental

Nunca como hoje foi tão importante e prioritário preocuparmo-nos e cuidarmos das pessoas e do nosso planeta.
Estima-se que em 2050, a população mundial será superior a 9 mil milhões. Isto significa que será necessário produzir mais 60% de alimentos.
Preocupante é saber que a gestão dos alimentos produzidos para abastecer todas as pessoas a nível mundial, não é devidamente planeado e acontece sem planeamento assertivo. 1/3 dos alimentos produzidos  não é consumido – ou seja, vai para o lixo. Os desequilíbrios são difíceis de ultrapassar. É difícil uma receita certa, mas compete-nos ter um empenho cada vez maior e mais real. Em todo o mundo, 900 milhões de pessoas  passam fome,  e 1,9 mil milhões sofrem de obesidade.
Para fazer face a estas questões, às necessidades que derivam do crescimento intensivo da população mundial, ao desenvolvimento e suporte necessários para melhor alimentar todos os indivíduos, e as exigências de qualidade emergentes em todos os estratos sociais, a indústria alimentar intensificou a agricultura e a produção animal local.
Com a crescente preocupação sobre os impactos ambientais versus uma maior exigência quanto à qualidade dos produtos de consumo alimentar e preocupação com a saúde, surge o conceito de alimentação sustentável. Esta aparece como uma possível solução para alcançar um maior equilíbrio entre a produção alimentar, saúde e protecção ambiental.

3 impactos favoráveis imediatos

 

1 – Os alimentos da época têm, geralmente, características nutricionais e organoléticas  (sabor, odor, cor) superiores.
2 – Não necessitam de tanto transporte ou métodos de conservação artificial, duram mais tempo após a compra no frio e mantêm a qualidade intrínseca a cada alimento.
3 – Contribuem para a promoção da economia local e estão, habitualmente, disponíveis a um preço mais acessível.

As boas dicas para seguir esta tendência mais sustentável

 

1. lista organizada das reais necessidades
2. mais vegetais e frutas e menos consumo animal
3. escolha mais equilibrada para mais saúde e qualidade de vida
4. alimentos de produção local e frescos da época
5. preparo dos alimentos com reais medidas de poupança aos consumos energéticos
6. dieta mais equilibrada
7. fluir com as estações e o que elas tem para oferecer, conhecendo assim mais sobre o planeta

 

São novos gestos que mudam o estilo de vida, prevêem a saúde e cuidam do planeta terra.

Este conceito chega também às escolas para consciencializar e educar os mais pequenos e futuros cidadãos e  cuidar do seu mais imediato bem-estar através de Programa de Sustentabilidade na Alimentação Escolar.

Este programa divide se em quatro grandes pilares.

 

1. Produção alimentar

Há um contacto direto dos alunos com todo o processo de cultivo dos alimentos vegetais e frutas, como a preparação do solo, a escolha das sementes conforme a estação, organização das hortas e a colheita com a subsequente  acondicionamento para preservar os alimentos sem conservantes.

2. Regras de economia

São explicados todos os passos para uma aquisição consciente e junto dos produtores locais, assim como todas as  vantagens que este sistema oferece.

3. Educação cívica e planetária

São oferecidas explicações sobre ecologia, pegada ecológica, sustentabilidade, cuidados com o  meio ambiente.

4. Confecção dos alimentos e bons hábitos alimentares

Nesta inclui-se programas mais sérios como a Escola Activa para combate à obesidade infantil e promoção de melhores hábitos alimentares. O programa os Heróis da Fruta, com lanche escolar saudável. O Regime de Fruta Escolar com oferta de fruta para incentivo ao gosto pela fruta desde criança, entre outros programas mais gerais como a alimentação  mediterrânica e a roda dos alimentos, todos com base em ensinamentos para uma alimentação saudável.
Este programa foi sugerido, estudado e implementado no nordeste brasileiro com muito sucesso e é um excelente incentivo  para expandir no nosso pais em todas as escolas, creches e jardins de infância. Desde sempre a envolvencia com a realidade do que chega à nossa mesa se perdeu com os movimentos citadinos e a migração para estes centros.

Alimentação escolar adequada, saudável e com produtos da agricultura familiar

 

A alimentação escolar adequada afeta a educação, a saúde, a agricultura local, o desenvolvimento social,  a consciencialização, a tomada de decisões adequadas com vista a protecção do meio ambiente, entre outras com vista ao crescimento de crianças e jovens mais saudáveis e conscientes do mundo em que vivem para que possam assim formar-se e decidir com olhos bem aberto face as realidades que os circunda.
O aparecimento do programa das Escolas Sustentáveis foi desenhado com o objectivo de implementar a alimentação escolar sustentáveis e tudo o que isto envolve e desenvolve:
  • actividades diversas com a participação e envolvimento da comunidade escolar;
  • a adopção de menus escolares saudáveis e equilibrados;
  • a construção e participação dos alunos nas hortas escolares pedagógicas. (Algumas delas com lugar para aulas de matemática e organização de acções de educação alimentar e nutricional  que são executadas no próprio estabelecimento, envolvendo pais e mães e filhos, professores e directores de escolas);
  • alteração no preparo dos alimentos;
  • redução das despensas na compra dieta de produtos;
  • suporte e expansão de e junto da agricultura familiar local para a alimentação escolar.
A horta escolar tem a finalidade de facilitar a aprendizagem dos estudantes de maneira lúdica, saudável e social, articulada com as diversas áreas do conhecimento. Quer com estas motivações orientar os estudantes para que melhoria dos hábitos alimentares e a criação de uma nova cultura alimentar mais adequada e saudável.

Benefícios

 

As estratégias para melhorar as condições actuais e superar a pobreza devem ser efectuadas com o envolvimento da comunidade local.
A alimentação escolar como ponto catalisador para acções de cooperação locais.
Métodos para melhoria alimentar e nutricional.
Responsabilização local dos diversos organismos cívicos.
Despertar sobre a realidade local e incentivo a aplicação de meios úteis e de espectro futuro.
A oferta de alimentos aos mais desfavorecidos.
Modernização das escolas
Tudo boas razões para apoiar e receber de braços abertos este programa.

“Não basta ensinar os nossos filhos a reciclar, é necessário educar para a consciencialização ambiental. Educar para o ‘não consumismo’, para o desapego”

Reciclar e amar o planeta para que os nossos filhos vejam os filhos dos seus filhos crescerem

Serão poucos os que ainda não viram as imagens devastadoras do lixo que assola lugares anteriormente paradisíacos. Uma camada de plástico a boiar no oceano onde antes nadavam pessoas, que conviviam com as espécies animais.

Essas espécies animais têm a sua sobrevivência em risco, assim como a saúde do ser humano está em causa. Já para não falar na sustentabilidade de um planeta que o Homem teima em fingir que vai estar cá para sempre, nos seus termos e condições.

A minha geração foi aprendendo o que é isto de separar os lixos e devo dizer que as praias algarvias onde faço a maioria das minhas férias têm um areal limpo e com poucos vestígios da passagem humana. Há uns bons anos uma marca de telecomunicações associou-se à iniciativa e começou inclusivamente a distribuir uns cones para onde as pessoas poderiam depositar os restos dos seus cigarros e os frequentadores da praia tiveram uma resposta positiva.

Há já uma grande consciencialização deste problema e as pessoas, estando atentas, tomam medidas.

Existem as que não poluem porque terão uma utilização imediata do espaço e “Deus me livre de ter de andar a saltitar por cima de embalagens de iogurtes para ir molhar o pé” e as que levam isto a sério, todos os dias, em todas as suas acções.

Há uns meses, a propósito do Carnaval, relatei uma história sobre um colega da minha filha que ficou chocado quando lhe dissemos que poderia lançar as serpentinas para o ar (porque depois ficariam no chão). Sei que esta nova geração tem conhecimentos, noções, ensinamentos e ferramentos e terá mais cuidado do que as gerações que vieram antes dela. Mas também será esta geração a enfrentar a consequência de dezenas e dezenas de anos de uma cultura de acabar de comer o bolo e mandar o guardanapo para o chão, de depositar os cotonetes na sanita, e por aí fora.

Estou num misto de esperança e receio.

Porque usamos hoje em dia mil vezes mais plástico do que usávamos quando eu era criança. Fiz o exercício de olhar em volta e a conta é simples. Embalagens de champô, toalhitas, cremes, pasta de dentes, escova de dentes, tupperwares, palhinhas, embalagens de sumo (mais o pacote das palhinhas e as palhinhas em si), garrafas de água que levamos para o trabalho ou para o ginásio, sacos para fazer gelo, para congelar, para o lixo, para as sandes, papel aderente, pacotes de bolachas, escovas do cabelo, baldes da praia, mochila da escola, vaso das plantas, livros de plástico, brinquedos de plástico… ufa, plástico por todo o lado.

Há marcas que estão a eliminar o plástico das lojas, lentamente (li algures que o Lidl, por exemplo, vai deixar de vender tudo o que seja artigo de plástico descartável, a Starbucks, nos EUA, vai deixar de ter palhinhas de plástico – apesar de a maioria das suas embalagens ainda ser deste material) e há uma maior consciência nos nossos actos do dia a dia. A maior parte de nós deixou de comprar sacos nos supermercados, levando consigo sacos reutilizáveis e contam-se pelos dedos as pessoas que conheço que não fazem a separação dos lixos.

Todo este discurso sobre coisas que todos nós sabemos serva apenas para lembrar que há sempre mais alguma coisa que podemos fazer, algum cuidado que podemos ter:

  • substituir a loiça de plástico dos miúdos por loiça de bambu reciclado;
  • escovas de dentes de materiais biodegradáveis;
  • redução da utilização dos sacos nas compras, levando inclusivamente de casa os sacos transparentes para transportar a fruta e legumes.

Estes são apenas alguns exemplos.

Orgulho-me de ter uma filha a quem pergunto onde vai o quê e ela saber dirigir-se ao caixote do lixo com separadores e colocar no separador com a cor certa.

Orgulho-me de lhe falar das tartarugas, muitas delas com os corpos deformados para sempre porque alguém deixou as argolas das latas de cerveja na praia e o mar as levou para si. Das gaivotas que morrem intoxicadas por comerem tampas de plástico, de lhe contar estas histórias e ver nela incompreensão, empatia.

Todos sentimos os dias de calor terríveis que passámos em Portugal. Todos estamos a acompanhar o flagelo dos incêndios (sim, não é de hoje, mas as consequências alastram-se por anos), os efeitos nefastos do aquecimento global.

Temos de fazer a nossa parte, por mais pequena que seja.

Daqui a umas semanas terei o aniversário da minha filha e já estou preocupada com a loiça descartável que vou pôr na mesa. Há talheres de “madeira” à venda no supermercado e irei tentar que se sobreponham aos de plástico que sobraram dos anos anteriores. Porque sobram sempre.

Compramos demais, gastamos demais, consumimos demais.

Haverá uma altura em que não haverá o que consumir mais. Espero que essa altura esteja muito longe e que a consigamos afastar no tempo por muitos e longos anos.

Por nós. Por eles. Pelo planeta, porque só temos um.

#Savetheplanet

image@weheartit

As vantagens em escolher produtos seguros, não-tóxicos e alternativas naturais passam não só pelo ambiente e sustentabilidade do planeta como também, e sobretudo, pela saúde de toda a família.

Adotar produtos do quotidiano que tenham uma vertente ecológica e sustentável não só permite cuida da saúde e bem-estar da família, como também incute e reflete a preocupação pela conservação do ambiente aos mais novos. Pais mais ecológicos possibilitam a apresentação, desde tenra idade, desses mesmos valores ambientais e ecológicos, às crianças.

A adoção de detergentes e produtos ecológicos é um passo para hábitos mais saudáveis que ajudam a um mundo melhor para as gerações dos nossos filhos. Para além desta componente ambiental, optar por alternativas naturais sem componentes tóxicos para tratar da roupa e da casa, permite minimizar o risco de alergias, de problemas de pele e de problemas respiratórios.

Neste artigo reagrupámos algumas dicas e conselhos básicos sobre os cuidados que deve ter ao lavar a sua roupa (e a do bebé) e ao cuidar da sua casa.

Devo ter um detergente diferente para a roupa do bebé?

Aquando a chegada do rebento, muitos pais decidem começar a fazer uma máquina só com a roupa do bebé, usando detergentes mais naturais. No entanto, é importante não só ter esse cuidado com a roupa do bebé, mas também com a dos adultos.

O bebé estará em contacto constante com a roupa dos adultos e com os tecidos em casa: e é essencial que estes também tenham sido lavados com detergentes não-tóxicos e destinados a peles sensíveis.

Devo fazer uma máquina só com a roupa do bebé?

O cuidado a ter com a roupa do bebé deve ser o mesmo a ter com a dos pais e com toda a roupa de casa. O bebé estará em contacto com tudo, então não faz sentido usar um detergente tóxico e perigoso em outros tecidos e roupa.

Deve adotar um detergente sustentável, seguro e não tóxico para todas as lavagens de toda a roupa da família. No entanto, nos primeiros meses de vida do bebé, visto que o bebé é pouco ou nada exposto ao exterior, deve sempre que possível separar a sua roupa da dele. Para além de que deverá também sempre fazer máquinas separadas sempre que tiver materiais que não possam ser lavados a altas temperaturas.

O que devo ter em atenção na escolha de um detergente ou produto de limpeza?

Aconselhamos que o detergente que escolher para lavar a roupa da sua família seja:

  • Indicado para peles sensíveis:deve escolher um detergente com esta característica para minimizar alergias de pele, eczemas, dermatites ou desconforto.
  • Natural e Seguro:privilegie detergentes e produtos sem ingredientes cancerígenos ou amoníaco, derivados de petróleo, fosfatos, branqueadores ópticos ou enzimas e sem perfumes sinté

Dicas Adicionais

Atenção ao enxaguamento da roupa!

Este é um passo que não deve ser negligenciado. Sendo a pele dos bebés mais frágil, a etapa do enxaguamento da roupa requer cuidados redobrados. É importante que a roupa não contenha resíduos de detergente após a lavagem.

Lembre-se de fazer um enxaguamento eficaz, que é sinónimo, geralmente, do programa mais longo nas máquinas de lavar.

Nódoas ou restos de comida?

Em caso de nódoas alimentares visíveis ou restos de comida na roupa do bebé, use um anti-nódoas! Se conseguir agir no momento com a mancha fresca, pode também usar um pano humedecido com álcool a 90°C e enxaguar logo de seguida com água.

No caso de usar um anti-nódoas, lembre-se de usar um que seja natural e biodegradável.

 

Por Krystel Leal, representante da Rebento Eco-Puericultura

Neste regresso às aulas, que coincide com a Semana Internacional do Desperdício Zero (4-8 de Setembro), aplique o cada vez mais célebre movimento de Bea Johnson. Relembrando os 5 princípios do Zero Waste:

1º Recuse o que não precisa;

2º Reduza o que precisa;

3º Reutilize o que consome/usa;

4º Recicle o que não pode recusar/reduzir/reutilizar;

5º Faça compostagem com o que sobra.

Aplicando estes princípios ao regresso às aulas, eis algumas ideias que, muito além de ecologia, são pedagógicas e de cariz comunitário:

  • Partindo do óbvio: reutilize material escolar do ano anterior. Reúna todas as canetas, lápis, marcadores, cadernos, dossiers, capas, clips, colas, mochilas, estojos, réguas  e sacos, e analise a quantidade que têm em casa. Assim, pode logo filtrar o que efetivamente precisa de substituir. Seja firme nas decisões e nos motivos que as movem (sabemos que não é fácil dizer «não» à nova mochila das princesas ou àquele novo dossier do super herói. Por isso, evite ir com as crianças às compras ou será a morte do artista);
  • Não tem de arranjar o material todo de uma vez. Da lista que lhe for entregue, verifique o que efetivamente tem de adquirir, e quando;
  • O que fazer com o material que já não precisa, mas que ainda pode servir para outras crianças? Doe à própria escola ou venda (já lá voltamos);
  • Opte por cadernos que tenham agrafos em vez de argolas, e cujo papel seja reciclado;
  • Se possível, escolha canetas de tinta permanente (recarregáveis);
  • Em vez de marcadores, arranje lápis de cor fluorescentes para sublinhar;
  • Antes de comprar determinado livro, verifiquem se está disponível na biblioteca da escola ou na biblioteca municipal;
  • Sempre que possível, use clips em vez de agrafos. Os clips podem ser reutilizados;
  • Recicle ou composte o papel que já não precisa;
  • Eduque a sua família para estimar o material. Mais do que necessidade, é uma questão de princípio.
  • Inicie um movimento de Zero Waste na escola dos seus filhos: por que não reunir-se com meia dúzia de pais e organizar uma «venda de garagem» ou bazar  com as roupas de ginástica que já não servem aos vossos filhos, capas de chuva, brinquedos, além de livros, manuais, e outro material escolar que pode ser reutilizado por outras crinças? Ou quem sabe, simplesmente trocar.

E nem só de material escolar se trata quando se fala de Desperdício  Zero – Desperdício Zero é um modo de vida. Por isso, aproveite o ar fresco para tomar decisões mais conscientes quando for escolher roupas, gorros, calçado, e até os lanches diários.

Quanto aos lanches:

  • sempre que puder ser sempre, faça os lanches em casa. É um investimento na saúde dos seus filhos e é mais fácil evitar plásticos. Pode fazer, por exemplo, bolinhas/barrinhas energéticas super simples à base de frutos secos, palitos de cenoura e pepino, crackers de sésamo, wraps com vegetais, sumos naturais, pudim de sêmola com canela, sandes com pasta de grão, etc.
  • opte por frascos de vidro bem vedados (por exemplo, boiões de fruta/papa, frascos de molho pesto, etc) para transportar a bebida e/ou a comida.
  • use guardanapos de pano.

Roupa e calçado:

Tente ao máximo usar roupa em 2ª mão (dos irmãos , dos primos, dos amigos, ou em lojas especializadas para o efeito) ou, se vai comprar roupa nova, que seja de matérias-primas naturais em vez de poliésteres.

E que não lhes passem piolhos pela cabeça! Previna, aplicando-lhe 1 gota de óleo essencial de tea tree (árvore de chá/melaleuca) e 1 gota de alfazema, na zona do pescoço e orelhas – deve diluir num pouco de óleo de amêndoas doces.

Tens filhos em idade de creche?

Se ainda usa fraldas, pense nas fraldas reutilizáveis como alternativa às descartáveis. Simplifique a vida às educadoras, que possivelmente vão torcer o nariz (por ainda não ser uma realidade muito comum em Portugal, infelizmente): envie sacos próprios para depositarem as fraldas sujas. Se, no entanto, usar as descartáveis, as de bambu são as mais ecológicas. Também as toalhitas podem ser reutilizáveis (pode fazer ou comprar, inclusive à base de bambu).

Há gestos relativamente simples que podem, de facto, tornar-se parte do seu dia a dia, experimente. E, no fim do ano lectivo, faça as contas. Observe como evoluiu o rendimento do seu orçamento familiar!

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Quando nasce um bebé prematuro, nascem também vários desafios: lidar com a incerteza e a fragilidade de um bebé e gerir a expectativa.

Estabelecer uma relação íntima e direta com um bebé que nasce antes do tempo vai ajudar o prematuro a recuperar mais rapidamente. Por sua vez, também aos pais ajudará a ultrapassar a fase inicial deste enorme desafio.

Não obstante as várias experiências amargas a que este bebé está sujeito durante os primeiros tempos, há uma série de cuidados e vivências agradáveis que poderão paulatinamente ser oferecidas ao prematuro – alguns só no regresso a casa, outros ainda na maternidade.

Tratamento completo para bebés felizes

A amamentação, assim que possível, é um fator de absoluta importância para o bom desenvolvimento do bebé. Nada se iguala ao leite materno, não só por ser o alimento mais completo que um bebé pode ter como por promover o seu desenvolvimento emocional, a sua a segurança e o vinculo emocional à mãe.

Também o toque, tão vital nos primeiros meses de um bebé, pode ser das melhores experiências que lhe podemos dar. Através de uma massagem suave com um óleo biológico apropriado, alguma sabedoria e muito carinho, o bebé ficará mais relaxado e sentir-se-à seguro.

A massagem tem um papel fulcral, dado que vai, de certa maneira, compensar a falta de estimulação intra-uterina que ficou suspensa aquando da interrupção da gravidez de forma prematura. Além disto, a massagem ajuda as mamãs (e papás) a superarem o sentimento de culpa que frequentemente sentem, sentindo-se assim úteis para o seu filho.

Também a utilização de um pano porta-bebés será de grande benefício para ambos (bebé e pais). O prematuro, através do contacto pele com pele, vai sentir-se seguro e quentinho, ao mesmo tempo que poderá ouvir o bater do coração da mamã, sentir o seu cheiro, ouvir a voz que já conhece tão bem, ficar aliviado de eventuais cólicas…

A técnica de embrulhar o bebé – numa swaddle – é das mais úteis para transmitir conforto e segurança a um prematuro. Quando o bebé está firme (mas confortavelmente) embrulhado neste «crepe» de algodão, fica calmo, sente segurança e, consequentemente, dorme melhor.

E a hora do banho? Para um bebé muito pequeno, vai ser especialmente importante sentir que existem limites – como os que havia nesse lugar seguro que era o útero. Através de uma banheira ergonómica, em formato de balde, conhecida vulgarmente por Shantala, onde o bebé fica sentado, terá uma sensação mais próxima da vivência na barriga da mãe, comparativamente a uma banheira comum. A Shantala, pela sua forma compacta, permite que a água se mantenha quente durante mais tempo, e diminui as cólicas do recém-nascido. Umas gotinhas de óleo hidratante (por exemplo, à base de argan) vão também enriquecer a pele do bebé.

Os produtos que aplicamos na pele deverão ser essencialmente neutros, sem aroma/ fragrância e, tanto quanto possível, biológicos certificados. Estes não contêm químicos nocivos – sim, muitas marcas específicas para bebés, ironicamente, contêm-nos.

A escolha criteriosa das roupas também será um fator importante para o conforto do prematuro. Roupas com um toque suave, à base de fibras naturais (algodão biológico, seda, lã merino, bambu) vão seguramente transmitir mais bem-estar ao bebé, cuja pele é ainda muito sensível. O mesmo é extensível para os lençóis e as mantinhas que envolvem o prematuro.

Na mesma linha de pensamento – materiais que contactam diretamente com a pele do bebé – opte por fraldas suaves, hipo-alergénicas. As fraldas de pano, reutilizáveis, ou as de bambu, descartáveis, podem representar a opção mais ajustada (literalmente!) para estes pequeninos.

Estas são apenas algumas sugestões para responder às necessidades de bem estar de um prematuro. Sentir que está seguro, que é amado, num ambiente de calor e conforto, são condições vitais para fortalecer qualquer bebé, mas em especial se se tratar de um prematuro.  E regressar a casa com a segurança de que sabem cuidar do seu bebé é a melhor sensação que os pais poderão ter!

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Educação Ambiental é o termo que utilizamos quando queremos transmitir às crianças as condutas adequadas na interação com o nosso Ecossistema.

Explicar a meninos e meninas pequenos comportamentos que os adultos, na maioria das vezes, não praticam no dia a dia, ainda dificulta mais a tarefa dos educadores. É certo que o nosso papel ultrapassa estes limites.

Desde um ano de idade, as crianças, vão aprendendo que existem árvores, plantas, flores, mar, animais e que todos necessitam de cuidados específicos. Aos dois anos, tudo ganha mais sentido com a observação naturalista e com a realização de experiências que vão alimentando e consolidado estes conhecimentos.

No seguimento de uma atividade realizada na nossa Creche, as crianças tiveram a oportunidade de colocar pequenos pedaços de papel e plástico dentro de um recipiente com peixes de plástico. Refletir sobre as consequências desse ato levou com que o grupo se apercebesse do impacto de tal atitude. Os peixinhos ficaram sem espaço! Eles não podem comer plástico e papel , porque podem morrer…

Sim, são muitos os golfinhos e tartarugas que ingerem sacos de plástico confundindo com alimentos e acabam por morrer.

Algumas crianças referiram que já tinham encontrado garrafas de plástico na praia. Eu encontro imenso lixo… copos, garrafas partidas, sacos, papéis e pergunto-me porque não os colocam no lixo, uma vez que existem tantos caixotes  disponíveis.

Criámos um ciclo vicioso onde transmitimos que o lixo deverá ser colocado no respetivo recipiente e diariamente, na prática, damos o exemplo contrário. Torna-se, então, importante transmitir que os adultos, às vezes, também fazem asneiras e que as crianças deverão relembra-los da atitude correta a tomar.

O planeta precisa de ajuda e só será possível com os Super Heróis e Super Heroínas do futuro!

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Os primeiros anos de vida de uma criança trazem uma série de desafios aos (novos) pais, sejam pais de «primeira viagem» ou não. Muitos sentem necessidade de apoio e informação em vários aspetos que dizem respeito ao bebé, desde o dormir à nutrição, passando por outros temas como dentição,  tratamentos e remédios básicos.

A proposta que apresentamos, numa altura em que cresce o número de pessoas que procuram alternativas mais naturais em vários aspetos do dia a dia, é um conjunto de tratamentos básicos e remédios que se podem fazer a partir de casa – mezinhas, portanto, pois são relativamente simples de fazer e com recursos que geralmente existem em casa.

Nota: Para compressas recomenda-se o uso de tecidos de fibras naturais (lã, flanela, musselina, algodão). Vai precisar ainda de saco de água quente ou os já famosos saquinhos de caroços de cereja.

O óleo essencial biológico de alfazema poderá ajudar em vários aspetos, desde o proporcionar mais tranquilidade através de uma massagem nos pés, ajudar a dormir, baixar a febre quando friccionado no tórax, ou aliviar a dor de ouvido quando massajado ao redor do mesmo.

2. Cólicas

Aplicar óleo vegetal (eventualmente com 1 gota de óleo essencial de alfazema) amornado nas palmas da mão sobre a barriguinha do bebé, fazendo a massagem «I Love You» (como na imagem). Por fim aconchegar o bebé com almofadas de caroços de cereja mornas na barriga para descontrair os músculos e permitir o relaxamento.

colicas

3. Contusões, abcessos, sinusite, fraturas, queimaduras

Emplastro de batata

Misturar batata ralada (sem casca) com folhas verdes esmagadas (por exemplo alface, agrião, ou espinafre), na proporção de 50/50. Adicionar farinha branca até formar uma pasta. Aplicar diretamente sobre a pele e cobrir com uma ligadura ou toalha de algodão. Manter entre 2 e 4 horas.

4. Dores abdominais, diarreia

Emplastro de sal

Aquecer sal numa frigideira. Quando estiver bem quente, embrulhar o sal numa toalha turca e aplicar na área afetada. Manter o emplastro até arrefecer.

5. Dores da dentição

Dar ao bebé algo duro para roer como uma cenoura, por exemplo, ou aplicar um bálsamo de camomila, água termal, alteia.

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6. Dores de estômago

Compressa de camomila  

Adicione algumas gotas de óleo de camomila num pequeno pano de algodão, aqueça o pano num saquinho de plástico entre dois sacos de água quente. Aqueça também um pano de flanela. Remova a compressa quente do saquinho de plástico e coloque-a sobre o estômago cobrindo com a flanela e embrulhando-a à volta da barriga. Pode manter durante 1 hora ou mais.

7. Dores de ouvido

Nota: Caso a criança passe frequentemente a mãozinha na região do ouvido, em vez de pressionar a cartilagem anterior da orelha, deve suspeitar-se mais de infeção na boca do que de dor de ouvido.

Saquinho de cebola

Cortar ½  cebola aos pedaços, embrulhar num tecido ou num saquinho e colocá-lo no ouvido da criança. Poderá manter o saquinho com um gorro. A cebola pode ser levemente aquecida (dentro do saquinho)  através do vapor de água quente, de modo a ser mais agradável para a criança.

8. Dores na região do tórax

Quando há irritação da mucosa das vias respiratórias, geralmente ocorre dor ao tossir e ao respirar. Pode aliviar-se a dor com vaporizações quentes, chá para tosse adoçado com mel (conforme idade da criança) e aplicando compressas de óleo no tórax (óleo de alfazema, de eucalipto ou pinho, devidamente diluídos em óleo de sésamo ou azeite).

 

9. Febre alta

Compressa de limão

Esmague ½  limão numa taça grande com água quente. Embeba uma gaze na água com limão, sacuda-a cuidadosamente e embrulhe-a em torno dos pés da criança, até aos joelhos. Antes de arrefecer, seque a criança e mantenha os pés quentinhos com meias de lã.limao

 

10. Hemorragia nasal

Colocar a criança sentada numa cadeira, com o tronco direito e a cabeça levemente inclinada para a frente. Fechar as narinas na zona onde não há osso, pressionando. Após 5 minutos (contados no relógio) soltar, fazer a criança assoar o nariz e verificar se ocorre novo sangramento. Se após 10 minutos a hemorragia perdurar, consultar um médico.

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11. Nódoas negras

Aplicar pomada de arnica, rodelas de batata, compressas de vinagre, folhas de couve.

Olhos inflamados ou nariz congestionado

Limpar com chá de camomila morno.

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12. Piolhos (desmistificando este tema tão… simpático)

Óleos de citronela, alfazema, tea tree (árvore de chá/melaleuca), eucalipto, gerânio e alecrim. Podem combinar-se 2  gotas de cada óleo, devidamente diluídos num óleo vegetal base (sésamo, azeite…), com muita precaução pois os óleos essenciais são altamente concentrados; não aconselhável em crianças muito pequenas.

13. Processos inflamatórios (constipações, inchaços, febre, queimaduras de 2º e 3º graus)

Emplastro de tofu

Espremer o tofu, se tiver muita água, e esmagar (de preferência num almofariz). Juntar farinha para ligar (10 a 15%). Se quiser, junte uma pitada de gengibre fresco ralado. Coloque o emplastro com uma espessura de cerca de 1 cm num pano de algodão, enrole o pano e aplique sobre a pele, no máximo durante 2h.

Tofu

14. Queimaduras ligeiras

Manter a ferida húmida com compressas com arnica, ou com uma solução de 2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio em 1L de água fria.

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Esta é apenas uma «compilação» de alguns cuidados domésticos, que podem ser usados em situações relativamente simples. Como se costuma ouvir, em casos de situações graves ou persistência dos sintomas, consulte o seu médico ou farmacêutico!

Convém lembrar, também, que quando a criança está doente, deve ficar de repouso ao máximo, dormir bastante, e claro, ter muitos miminhos dos pais.

Há cerca de um mês, o Organii Eco Market, primeiro grande evento nacional dedicado ao eco lifestyle, deixou claro que o conceito ecológico veio para ficar.

Desperdício zero, economia partilhada, materiais sustentáveis (no vestuário, no mobiliário, nos carrinhos de bebé, em utensílios de cozinha, por aí fora), e alimentação saudável foram as ideias mais prementes.

E porque são propostas que podemos fazer ressoar de dentro para fora (de casa), e porque, como disse Leonardo Dicaprio, o planeta é só um e não devemos tomá-lo por garantido, vale a pena tomar a decisão de experimentar pequenos gestos nesse sentido – por nós, pelos nossos descendentes, pela comunidade em que estamos inseridos.

Com base nessas ideias, segue uma lista de dicas que podem ativar a eco revolução em casa.

Pode começar por reduzir abrindo os armários da sua casa e, por categorias (roupas, móveis, objectos, documentos, fotografias, etc), olhar para cada peça e identificar o que é que realmente lhe apraz manter. O que não lhe dá alegria, deite fora. Este é o conhecido método Konmari.

  • COMPRAS NO GERAL

– Opte por lojas locais, de pequenas empresas. Mantenha a economia local coesa, porque nesse caso o valor circula no mesmo meio, fortalecendo-a e todos ficam a ganhar. Por outro lado, quando adquire em grandes multinacionais, o capital simplesmente sai.

– Procure lojas onde existe o sistema de recarga/a granel, evitando comprar novas embalagens.

– Leve sacos de pano quando vai às compras.

– Decida se realmente precisa de tudo o que pensa comprar.

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Maria Granel
  • BEBÉ

– opte por fraldas reutilizáveis e mande-as para a escola também. As educadoras apenas têm de as colocar num saco próprio para o efeito em vez de colocarem no balde do lixo.

– com a quantidade de toalhitas que vai precisar, mais vale utilizar toalhitas de pano.

escolha brinquedos de materiais ecológicos, em detrimento dos brinquedos eletrónicos.

– repense a quantidade de peças de roupa, de brinquedos e de produtos de higiene que o bebé tem. Escolha poucos, mas de qualidade.

– Faça as papas do bebé em casa. Se vai sair, coloque a papa em frascos de vidro.

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  • ALIMENTAÇÃO

Mais alimentação biológica, menos carne, produtos frescos e comprados em mercados locais. A alimentação pode e deve ser uma medida profiláctica. Poupe na farmácia consumindo produtos com vitalidade.

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  • ROUPA

– Reutilize a roupa dos seus filhos. Doe a crianças que precisem. Ou transforme-as noutras peças. O mesmo vale para a sua roupa.

– Antes de comprar mais, verifique se pode reparar ou adaptar a que já tem.

– Opte por produtos (em especial se for de bebé) eco-friendly: roupas de fibras naturais/orgânicas, provinda de comércio justo.

  • HIGIENE PESSOAL

– Opte por artigos que lhe fazem bem a si e ao planeta. Não precisa de mil produtos. E há muitos que vêm com recargas ou em embalagens familiares.

  • DESPORTO

– O desporto está na moda. Se vai adquirir ou oferecer equipamento desportivo, procure material que seja de fábricas nacionais, e boicote as grandes superfícies/marcas que usam mão de obra com critérios éticos nada rigorosos.

– No inverno, as infrastruturas que a cidade nos oferece ao ar livre podem não dar tanto jeito, mas talvez seja possível fazer desporto em casa, carregando pesos com sacos de farinha, fazendo exercícios com uma corda… E pode contar com a ajuda dos filhos para se divertir durantes o treino J

  • BOLEIAS PARTILHADAS

Quantas vezes vai no carro, sozinho/a, e verifica que à sua volta cada carro leva apenas uma ou duas pessoas? Para quê entupir as estradas com carros que tantas vezes fazem o mesmo trajecto? Gastar gasolina, tempo (tempo é dinheiro, já diz a máxima), desgastar o próprio carro…?

Procure entre os colegas de trabalho e na escola dos seus filhos, por exemplo, pessoas com quem partilhar o carro, revezando por semana. Ou, claro, opte pelos transportes públicos sempre que possível. Ou, quem sabe até, ir de bicicleta.

  • FESTAS/JANTARES DE AMIGOS

Vai fazer a festa de anos dos filhos ou um jantar de amigos? Junte a família ou os amigos e preparem tudo em casa, juntos. Pizza, pastas de vegetais, tartes, bom pão, saladas frias e quentes, limonada…e voilà. Sirva em loiça em vez de pratos de plástico.

Use guardanapos de pano.

Eduque a sua família e amigos sobre estas alternativas, para que não haja constrangimentos de ambas as partes.
Ofereça os presentes embrulhados em tecidos, à moda japonesa: Furoshiki.

  • AS 50 FACES DO CARTÃO

Use o cartão das embalagens (grandes e pequenas) para fazer craft, arrumar coisas, proteger o chão, embalar peças que não usa sempre, enviar artigos, fazer brinquedos com as crianças (binóculos com rolos de papel higiénico, caixas com pequenos objetos mágicos, máscaras, marcadores de livros, etc).

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  • DAR UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE

Venda aquelas roupas, móveis, eletrodomésticos e artigos que tenha em bom estado mas que já não precisa. E com esse dinheiro quem sabe já economizou para poder fazer uma viagem ou ir a um bom restaurante, o que quer que lhe dê prazer e motivação para continuar a revolução.

Estas são apenas pequenas mudanças – exequíveis – que pode fazer já. Depois, poderá aos poucos dar mais de si à comunidade. Criar canteiros comunitários, organizar pequenos mercados de trocas na escola dos filhos…

A viragem do ano pode muito bem ser um momento de viragem interior também.

Aproveitemos o balanço!