O novo ano letivo já arrancou e por isso, enquanto pais, devemos começar já a acompanhar os nossos filhos. Em casa, na escola nas atividade, aqui ficam

6 formas simples de preparar o seu filho para o novo ano letivo

A emoção e a angústia são mais notórias no início do novo ano escolar. Para muitos pais e filhos o regresso às aulas depois das longas férias de Verão, é sinónimo de dificuldades: novos professores e alunos, horários fixos e maior exigência.

Mudanças que se afiguram particularmente difíceis, sobretudo para crianças e adolescentes com problemas de aprendizagem, de falta de atenção e com baixa capacidade de organização.  Há a necessidade de as preparar com antecedência para as novas obrigações académicas. Não desespere!

Há formas simples de as ajudar na transição para o novo ano letivo e que dependem apenas de si:

1- Ensine o seu filho a ser organizado.

Uma organização/calendarização das atividades eficaz, pode facilitar os primeiros dias de escola, aumentar os níveis de confiança e autoestima e serenar o habitual nervosismo. Organize o material escolar, livros, canetas e a mochila. Defina, por exemplo, as tarefas domésticas diárias em função dos horários escolares. Estabeleça períodos para as atividades extracurriculares e para o estudo em casa.

É importante que o seu filho tenha horários pré-definidos para a realização dos trabalhos de casa. Um local arrumado e silencioso para realizar as tarefas escolares pode ser determinante para obter a desejada concentração e os bons resultados no final dos três períodos letivos.

2 – Estabeleça rotinas de sono.

O descanso é fundamental para uma boa aprendizagem e melhora o desempenho escolar. Imponha horários para o seu filho ir para a cama durante o ano letivo. As necessidades e os padrões de sono variam em função da idade da criança. Não dormir o número de horas necessárias pode também ter consequências graves aos níveis emocional e comportamental.              

3 – Converse diariamente com o seu filho sobre a escola.

Mantenha uma comunicação aberta sobre as atividades curriculares, a aprendizagem e as relações com colegas e professores. É importante que os pais se envolvam nas rotinas escolares. Incentive o seu filho a partilhar os medos e receios. Identificar um problema é a primeira forma de o resolver.

4 – Motive o seu filho para a aprendizagem.

Não há sucesso escolar sem motivação. Esteja atento aos progressos e às dificuldades. Elogie os bons resultados e reforce o esforço aplicado na aprendizagem. Se o fizer estará a contribuir para promover a motivação e a confiança do seu filho. Não estabeleça objectivos demasiado elevados. Expectativas não cumpridas podem ter um efeito negativo no rendimento escolar. Ensine o seu filho a acreditar em si próprio.  Concentre-se nos seus pontos fortes e dê-lhe ferramentas para lidar com os desafios escolares de forma mais eficaz.

5 – Estabeleça estratégias para o estudo no novo ano letivo

É preferível uma hora diária de estudo a várias nas vésperas das avaliações. Comece pelas disciplinas que o seu filho tem maiores dificuldades. Deixe as que ele considerar mais fáceis para o fim. Os níveis de concentração são mais elevados no início da realização dos trabalhos de casa. Ensine o seu filho a fazer apontamentos da matéria sobre a qual incide o estudo. Em caso de necessidade pode sempre aproveitar o fim-de-semana para rever conhecimentos e pôr a matéria em dia.

6 – Ensine o seu filho a ser autónomo e responsável.

É importante que os alunos percebam que as boas avaliações dependem de si próprios, dos níveis de concentração nas aulas e do trabalho em casa. As crianças devem ser estimuladas e orientadas para estudar de forma autónoma. Isto não significa que os pais devam “estudar” pelos filhos. É um erro comum que só promove a dependência e a falta de confiança das crianças. Supervisione diariamente as atividades letivas em casa, sobretudo nos primeiros anos de escolaridade. Apoie, esclareça mas incentive-o a estudar sozinho.

 

 

 

 

Poema (?) para uma mãe com depressão pós-férias

Sei que está a ir. Não tenhas pena.

Já só resta um pouco desse ouro, eu sei. Não tenhas pena.

Já só há a lembrança desse chocolate.

És linda na mesma.

Já só resta um pouco dele. Desse tom de verão. Esse que está a partir. Não tenhas pena.

Lembra-te que és uma deusa tipo Calipso ou Circe, e, ao mesmo tempo, uma mulher como Penélope.

O verão, as férias, foram como aqueles jovens fortes, vigorosos, em tronco nu, aquelas barrigas definidas em abdominais insuflados. O fim das férias, chega como um companheiro sedutor, capaz de fazer uso de recursos emocionais.

Há que perder o tom, para dar valor. Há que envelhecer, para dar profundidade à caminhada.

Sei que está a ir. Já não assenta da mesma forma aquele trapito de verão.

És linda na mesma. Não tenhas pena.

És a mãe organizada, organizadora, gestora de orçamentos. Mas lembra-te: és a mãe sonhadora, empática, contadora de histórias, e, sobretudo, és a mãe capaz de não chorar sobre o bronze derramado.

A cor está a ir, mas os teus filhos nem notam, eles só reparam no brilho dos teus olhos. E esse brilho, será sempre um farol a indicar o caminho para a criatividade e para a segurança emocional dessas crianças.

Por isso, já sabes: não tenhas pena.

Com empatia, criatividade e emoção está tudo bem.

A porta da escola ficou para trás, ele lá dentro com uma lágrima, tu cá fora com duas.

Pega nesse quase choro, coloca-o no peito mas não, não voltes para trás.

Não tenhas pena. Está tudo bem. És linda.

Se achares que não, se sentires desilusão, pensa que em breve, quando menos esperares, já está aí, novamente, o tão desejado verão.

Chega Setembro, chega a escola, chega o início das aulas, chega o material escolar. As superfícies comerciais, são invadidas com o mais variado material escolar: cadernos, dossieres, canetas, borrachas, agendas, lápis de cor, marcadores, todos eles de todas as marcas, como todos os bonecos, com tudo o que está na moda. Os adultos ficam atónitos e as crianças ficam doidas para comprar tudo aquilo que vêem. 

Querem as novidades todas, o que está na moda, o estímulo é gigante, e é normal ver as crianças a bater o pé com o “mas eu quero”, ao pé das mochilas super-coloridas, quando na verdade a do ano passado Ainda está num bom estado para usar.

Para saber o que é realmente necessário comprar, os pais devem fazer um levantamento do material que sobrou do ano passado: o que Ainda pode ser aproveitado, economizando assim tempo e dinheiro.

Para evitar ceder aos impulsos e desejos da criança é útil fazer uma lista com o material que é necessário ser comprado. Façam a lista em conjunto. É uma forma de responsabilizar a criança, e a consciencializar para o que realmente é importante comprar. 

Hoje em dia na internet, os websites já tem um precário do material, podendo assim pesquisar os preços, comparando-os e perceber qual o sítio onde poderá economizar mais.

Antes de tudo, espere sempre pela lista de material que a professor/a pedir. Assim já terá uma ideia do material que é necessário para o primeiro período. 

Reinvente e recicle a decoração do material escolar dos seus filhos. Ele gosta do MineCraft, pesquise imagens no Google, imprima e decore os cadernos com ele. É uma maneira de economizar dinheiro e fazer uma actividade de expressão plástica com o seu filho. 

Mais importante do que o material escolar, é entender o que é realmente necessário, e também, consciencializar desde cedo a economizar.

imagem@fotolia

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Tira as fotografias mais giras no regresso às aulas em 3 passos:

  1. Clica na Imagem para aumentar;
  2. Clica no botão direito do rato e guarda a imagem;
  3. Imprime e cola num cartão!Agora é só tirar as fotos mais giras. Em casa, antes de ir para o colégio, ou à porta da escola! Não se esqueçam de partilhas as fotos connosco! Divirtam-se

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Setembro sem medos: O regresso às aulas

Socorro!

É só o que tenho vontade de dizer agora que chega Setembro. Normalmente já estou a dar pulos de alegria quando se aproxima vagarosamente. Agosto para mim é terrível. Colégio fechado, sem férias o mês inteiro, a busca incessante de tempos livres e ocupações semanais, a incerteza e o coração partido ao deixá-las em sítios diferentes, com pessoas diferentes durante um mês que parece não ter fim. O cansaço acumula e por isso Setembro é desejado com fervor, como o mês em que volta a rotina, os horários certos, a sesta da tarde e os almoços na escola. “Fim das lancheiras á vista! Viva o Colégio!“ São frases palpitantes no meu coração ansioso.

Mas este ano, Setembro adquire uma nova e preocupante dimensão. A mudança de escola assusta-me, será que estão preparadas? O que vão sentir quando não virem as caras conhecidas e de sempre para as receber? E os Amigos? O Didi? A Babá e a Cacá?

A decisão foi equacionada ao máximo e medida ao pormenor, mas por muito que repita para mim mesma que vai correr tudo bem, que as crianças tem capacidade sociais superiores às nossas, fico inquieta e sem certezas de ter optado corretamente.

Na verdade como é que sabemos? Como é que podemos ter a certeza se estamos a agir corretamente? “Eu penso, eu sinto, eu acho” Eu … Eu … Eu que sou tão diferente da minha filha, que embora pequena tem uma personalidade tão distinta da minha, embora pequena sente de maneira tão diferente e encara o mundo com olhos que não são os meus.

E o pequeno mundo dela está prestes a mudar. E fui eu que decidi que estava na hora de mudar. E para mim muda tudo o resto: novas rotinas, horários, vou ser recebida por pessoas diferentes, vou levar uma eternidade para saber de cor o nome de todos aqueles que vão partilhar comigo a tarefa de educar as minhas filhas.

Quando procurei uma escola nova tentei encontrar, em cada uma que visitava, um elemento diferenciador. Á partida excluí todas as que conhecia como “Escolas Ranking”, queria uma escola que abraçasse a diferença, que se preocupasse mais com a individualidade da criança e menos com resultados quantitativos. Chorei lágrimas de desespero quando percebi que são muito poucas.

Chegava a uma entrevista e perguntava: ”As crianças têm trabalhos de casa quantas vezes por semana?”, Do outro lado, quase sempre, uma expressão incrédula quando referia que não queria que as minhas filhas tivessem trabalhos de casa. Que em casa quero que brinquem, que desarrumem, quero que tenham tempo para ir ao parque ou andar de bicicleta. Quero que esqueçam a escola quando não estão lá. Quero que sejam crianças porque não há forma melhor de aprenderem a vida.

Pudesse eu voltar o tempo atrás e teria demorado mais tempo a crescer, teria batido o pé a cada vez que me diziam para ser crescida.

Mas Setembro está à porta, é tempo de cartolinas sem fim, lápis de cor, canetas e mochilas, preparar a farda nova, ensaiar o caminho da escola para casa e do trabalho para a escola. Organizar horários de atividades, reuniões de pais e convívios familiares.

É tempo de ser crescida e encarar Setembro de frente. Sem Medos.

imagem@Tuchique

A

A aventura começa aqui: encontrar uma instituição de ensino que nos transmita confiança e genuína vontade de integrar uma criança com esta condição clínica. O facto de ser pública ou privada, religiosa ou laica, de ser da zona de Lisboa ou do nordeste transmontano é perfeitamente irrelevante, para esta equação.

Há estabelecimentos que estão naturalmente dispostos a tal, há outros que estão dispostos a tentar e há outros que… não. A realidade é esta.

TPC: pesquisar, visitar, conversar, comparar, questionar e, se for caso disso, mudar.

E

É ténue a linha que separa uns pais informados, com capacidade de transmitir informação devidamente contextualizada, de uns pais histéricos.

TPC: Comunicar com clareza, fornecer pareceres médicos, planos de emergência e materiais de apoio.

I

Investigar! Ao cabo de algum tempo, os pais das crianças com alergia alimentar estão aptos a integrar o elenco do CSI School Edition (esta série só existe na minha cabeça, ok?).

TPC: Ler rótulos de produtos alimentares, de materiais escolares, de etiquetas de bibes e fardas. Avaliar potenciais riscos de actividades extra-curriculares, de deslocações para fora da escola e, sempre que possível, obter lista dos aniversários. Não queremos que o nosso filho seja o único que não está a comer bolo, pois não?

O

Ouvir é fundamental. E isto vai desde ouvir o nosso instinto (afinal ninguém conhece tão bem os nossos filhos como nós) até ao comentário da auxiliar que referiu que sempre que a Ritinha come sopa de espinafres fica toda às pintinhas.

TPC: Não baixar a guarda em hipótese alguma, estar em constante alerta em relação a tudo o que se passa, mesmo aos pormenores aparentemente insignificantes.

U

Ui! Quando o telefone toca. Atenção, nem sempre quer dizer que sejam más notícias. Mas, se forem, há que manter a calma, remeter sempre para o plano de emergência prescrito pelo médico e acreditar que tudo vai correr bem.

TPC: assegurar que todos os elementos da escola estão a par da situação, bem como, da existência de um plano de emergência e da respectiva medicação.

 

Por Marlene Pequenão, para Up To Kids®
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imagem@veja.abril.br

“livros, cadernos, TPC’s, agitação e stress, queixas da professora”

Será assim que muitos pais definem o início do ano escolar. Entre os horários dos pais, os trabalhos de casa, as actividades extra-curriculares e as rotinas diárias, as famílias acabam por ter pouco tempo para interagirem com qualidade, ao contrário do que acontece nas férias.

Mas, não tem de ser assim. As seguintes estratégias podem ajudar a contrariar a correria, trazendo alguma qualidade de vida para o seu dia-a-dia:

– reveja a sua hora de dormir e a dos seus filhos: dormir bem e descansar é fundamental para que, no dia seguinte, acorde com mais energia e mais confortável. Ir um pouco mais cedo para a cama, vai permitir que se levante mais cedo e com uma maior sensação de bem-estar;

– em vez do velho despertador ou do apito do telemóvel, experimente acordar ao som da(s) música(s) que mais gosta e, de preferência, aquelas que lhe dão vontade de pular e dançar. O seu cérebro irá libertar substâncias que lhe darão mais bem-estar e o dia começa bem melhor;

– se o seu filho(a) tem um despertar “difícil” nos dias de escola (e ao fim de semana acorda incrivelmente às 7h da manhã!), provavelmente não estará a descansar ou suficiente ou alguma situação relacionada com a escola o estará a deixar desconfortável. Pode experimentar a estratégia anterior e, simultaneamente (mas noutra altura do dia), falar com ele no sentido de perceber se algo se passa;

– evite o stress ao pequeno-almoço. A primeira refeição deve ser feita calmamente e sem pressas. Se o dia começa apressado é provável que o seu filho permaneça agitado ao longo do dia, chegando ao fim bastante mais cansado e rabugento;

– durante o jantar (ou preferencialmente após a refeição), procure conversar sobre o dia na escola e partilhe, também, o seu. É provável que a criança ofereça alguma resistência na fase inicial, mas não desista e continue a partilhar os seus momentos. Um dia ela começa, espontaneamente, a partilhar também os seus. E acima de tudo não traga os “ralhetes” da professora para a hora das refeições;

– quando a criança vem da escola, permita que brinque um pouco antes de fazer os trabalhos de casa. Podem criar em conjunto um quadro de horários /actividades diárias, colocando-o num local acessível e visível para todos. E cumpra o que estabeleceu. Se um dia deixa brincar e no outro não (por exemplo, porque está atrasada/o), a criança deixa de saber com o que conta e vai tentar brincar fora do período acordado.

– no fim de semana retire, pelo menos, uma parte do dia em que fica totalmente disponível para as crianças e para os momentos de lazer. Brinque, jogue, dê passeios e verá renascer a sensação de quando estão em férias.

Apesar das crianças serem habitualmente enérgicas e ativas, também precisam de pausas e de momentos mais calmos.
Tenha presente que se os pais estiverem agitados é certo que os filhos também irão ficar.
Tente prevenir e evitar o mais possível as situações de stress nas actividades diárias e verá que a qualidade de vida em família melhorará, substancialmente.

Helena Coelho, para Up To Kids®
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