Os estudos constatam que se os nossos filhos não receberem atenção positiva quando se portam bem, vão fazer os possíveis para atrair atenção negativa, portando-se mal. E este é o princípio básico na origem de muitos problemas de comportamento, que levam os Pais a procurar ajuda especializada.

Ora vejamos: o que é que costuma fazer quando a sua criança adota o comportamento adequado ou esperado? Ou, o que é que acontece quando o/a seu/sua filho/a está sossegado/a a brincar?

Bom, o que muitas vezes acontece é que deixamos passar em branco o seu bom comportamento, desperdiçando a oportunidade de o reforçarmos positivamente e de lhe darmos atenção positiva. Agindo desta forma, a mensagem que estamos a passar à criança é que não compensa ela pendurar o seu casaco, pôr a mesa corretamente ou brincar tranquilamente, pois quando assim acontece não é presenteada com nenhum tipo de atenção ou reconhecimento por parte das pessoas mais importantes para si – os seus Pais. Atenção que, por outro lado, lhe é dada a rodos se ela fizer ou disser alguma coisa errada. Aí sim, será contemplada com um valente ralhete, juntamente com umas palavrinhas menos boas ou, até mesmo, com um pequeno “enxota moscas”.

E o que é que vai acontecer, se não começarmos a fazer diferente? Primeiro a criança aprende que é muito mais fácil conseguir a atenção das pessoas, especialmente dos Pais, se fizer alguma coisa errada. Porque quando faz bem, ninguém lhe liga. Depois, e uma vez que só lhe dão atenção quando ela falha ou erra, a sua auto estima ficará fortemente afetada, levando a que esta se foque muito mais nas suas características negativas do que nas positivas (tal como os outros lhe ensinaram a fazer).

Um dos princípios do exercício de uma parentalidade positiva passa, precisamente, por inundarmos as nossas crianças de atenção positiva (na forma de afeto, no tempo de qualidade que passamos com elas, elogiando-as quando elas adotam o comportamento adequado ou manifestando a nossa satisfação pelos seus feitos e conquitas), diminuindo ao máximo a sua exposição à nossa atenção negativa (com reprimendas ou críticas, ralhetes, gritos, castigos e até bater), fortalecendo, assim, a relação.

Por Manuela Silveira, publicado originalmente em Peças de Família
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Não sou – reconheço – muito amigo de soluções mágicas e minimalistas que, com “gotinhas” para adormecer, “gotinhas” para aprender a controlar os esfíncteres e “gotinhas” para estimular a atenção tem vindo a transformar o crescimento numa espécie de felicidade sintética que me preocupa. Nem gosto por aí além das escolas para bebés, nem das escolas de pais, nem da densidade exorbitante por metro quadrado de crianças sobredotados e de crianças «cheias de personalidade» (ou com imensa autoestima, se preferirem) que faz do crescimento um furor pouco amigo da humildade e da sensatez. Em primeiro lugar, porque sinto que essa tendência é, em grande parte, decalcada no mundo dos adultos (que, à custa de não o gerirem, vivem – muitas vezes – intoxicados por efeitos especiais e inquinados por uma angústia que os corrói). E, em segundo lugar, porque, salvo circunstâncias muito excecionais, todo o tipo de soluções que contornem o tempo que a educação precisa de ter para se consolidar (a educação para a saúde, a educação para o amor, ou a educação para o conhecimento, por exemplo) têm uma fatura incalculável – no curto e no médio prazo – que quase nunca é estimada, de forma clara e ponderada, quando se opta por soluções rápidas, seja para o quer for. Afirmar que é urgente a educação pode parecer jurássico (reconheço) mas acaba por distinguir aqueles que delineiam um projeto de vida, e o tornam exequível, com atos de gestão (coerentes e constantes), daqueles que reclamam – agitadamente – por felicidade mais do que lutam, com determinação, por ela.

O crescimento tem vindo a tornar-se muito amigo do silêncio e da educação tecnocrática e as crianças são, sobretudo, educadas para a contenção. O que faz com que elas sintam, imaginem, fantasiem, estruturam uma leitura simbólica sobre tudo, à volta delas… mas não falem. E isso é mau! É por irmos da emoção à palavra, e dela à complexidade das operações mentais, que se geram os gestos empreendedores com que o mundo pula e avança. E é por casarmos complexidade e simplicidade, e por ligarmos singular e plural, que todas as revoluções nos apanham, justamente, desprevenidos.

Como, ainda por cima, cuidamos muito pouco da língua portuguesa e vivemos numa velocidade tão vertiginosa que, quando damos por isso, nos transformamos em ilhéus, numa permanente desertificação relacional, temos vindo a educar os nossos filhos para a iliteracia emocional. (Isto é: em consequência da forma menos hostil e autoritária como educamos, estamos a criar crianças que parecem mais precoces, mais inteligentes e mais personalizadas que os seus pais mas, por outro lado, essa fabulosa competência para a sensibilidade, para o afeto e para o pensamento é atropelada, a torto e a direito, por uma escola, por uma família e por estilos de vida infantil que transbordam em stress e em hostilidade e que, por isso, não escutam, não sentem, nem criam espaços para que essa competência se formate em palavras para que, de seguida, se traduza em gestos empreendedores. Iliteracia emocional é uma espécie de analfabetismo educado para tudo aquilo que compõe a natureza humana que, como se compreende, o futuro não merece.) Um bom exemplo desta atitude tão contraditória diante do crescimento surge quando se repete, com vaidade, que seremos A sociedade do conhecimento, embora as crianças, mal cheguem à escola, deixem de perguntar “porquê”… Ora, quanto mais iliteracia emocional mais angústia e mais hostilidade (que é um 2 em 1: depressividade, por desamparos cumulativos, e violência contida).

Por tudo isto, e embora não discuta a qualidade intrínseca da maioria deles, a maior parte dos pais – ao permitirem tudo isto, ao contrário daquilo que desejam – tem um potencial de bondade a perder de vista, mas… são maus pais.

De que modo podemos, ao mesmo tempo, reivindicar o direito à indignação e desenhar transformações que tornem o futuro das crianças melhor,  mais bonito e mais saudável?

A meu ver, chega-se lá com 10 mandamentos para o amor dos pais:

De que modo podemos, ao mesmo tempo, reivindicar o direito à indignação e desenhar transformações que tornem o futuro das crianças melhor,  mais bonito e mais saudável?

A meu ver, chega-se lá com 10 mandamentos para o amor dos pais:

  1. É urgente que os pais se deixem surpreender pela parentalidade. É precioso que se informem, claro, mas é indispensável que percam o medo dos seus erros (sem os quais  nunca passarão da intenção de serem pais à parentalidade).
  2. É urgente que os pais escutem as crianças mas que decidam por elas. É urgente que opinem mas que não vacilem quando se trata de as obrigar a ser autónomas. Pais presos na sua própria infância não são pais: são crianças à procura de colo. Não educam nem são educáveis. Replicam os erros e os enredos que os atormentaram toda a vida.
  3. É urgente que os pais admirem os filhos – o seu engenho, o lado afoito que eles têm  (que se renova, todos os dias) e a sua mais versátil manhosice – mas que não percam de vista que só a sabedoria dos pais os legitima para amar (e que a ela nunca se chega sem dúvidas, sem dilemas entre gestos de sentido contrário e sem contradições).
  4. É urgente que os pais olhem nos olhos, sempre que falam com a voz e com as mãos, ao mesmo tempo. E que chorem, sempre que lhes apeteça, e que resinguem e se lamuriem, que façam uma ou outra birra e, sempre que querem mimo, que intimem (sem mais explicações) um filho a dá-lo.
  5. É urgente que os pais dêem colo todos os dias. E que falem todos os dias. E que abracem e beijem todos os dias. Que se sentem no chão, inventem uma historieta e contem graçolas todos os dias.
  6. É urgente que os pais, quando não têm nada para falar, não perguntem como correu a escola. E que sempre que não gostam dum desenho não digam que ele é lindíssimo. E que – pelo seu nariz, que seja – quando sentem que uma criança está mais ou menos tristes, estão impedidos de fazer outra coisa que não seja apertá-la (caladinhos!) com muita força, 10 minutos.
  7. É urgente que os pais sejam tão reivindicativos como pais como eram como filhos – e que, apesar disso, sejam eles a Lei – e que exijam que as crianças participem, todos os dias, nos trabalhos da casa (sem os quais as crianças vão de principezinhos a pequenos ditadores).
  8. É urgente que os pais não estejam de acordo, entre si, em relação seja ao que for que represente mais um problema que um filho lhes coloque. Os conflitos dos pais são os melhores amigos de todas as crianças porque é com eles que os pais soltam a intuição e as convicções e deixem cair tudo aquilo que, parecendo compenetrado, não tem nem entusiasmo, nem alma, nem magia.
  9. É urgente que os pais falem sobre os filhos: que desabafem sobre os seus medos e compartilhem as suas dúvidas mais ridículas. E que percam a vergonha de falar das habilidades das crianças e de como se sentiram no céu ao serem lambuzados com um beijo. E que deixem de trazer, como se fosse por esquecimento, todas as fotografias que bem entendam dos seus filhos, sobretudo aquelas que mais os embaracem ou que mais os comovam.
  10. É urgente que os pais reconheçam que jamais deixam de ser filhos e de ser pais. E que se não tiverem tido, vários dias, em que resmunguem contra os filhos e se desapontem com eles é porque os estão a educar à margem da sensibilidade e da fantasia, do afeto e da sabedoria.
    E, se for assim, estão condenados a ler estes 10 mandamentos outra vez.

Por Eduardo Sá, publicado na Pais & Filhos a 06 Fevereiro 2012

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Todos temos dias – e momentos – mais difíceis.

E termos a capacidade e a coragem suficiente para reconhecer as nossas próprias falhas é um dos desafios mais difíceis nesses em momentos.

Nós sabemos como funciona a paciência, a empatia – aliás quando estamos calmos, tranquilos e relaxados respondemos aos nossos filhos num tom correspondente. Mas há momentos em que parece que não conseguimos encontrar na nossa caixa interna de velocidades maneira de reduzir para uma mudança mais baixa. E numa fracção de segundo… excedemo-nos, erramos. Numa fracção de segundos – que é tudo o que é necessário – podemos provocar uma pequena – ou grande – fractura na relação com os nossos filhos. E pior, na sua estrutura emocional.

Aceitarmos que também cometemos erros – e muitos! – é uma das capacidades que melhor deve definir os pais.

Um pedido de desculpas é um dos actos mais nobres de um pai ou de uma mãe. Porque requer humildade, requer reconhecimento de que também se erra. Pedir desculpa aos filhos deve ser uma questão de honra.

É fundamental para a construção emocional dos filhos que os pais reconheçam quando reagem de forma excessiva. Devem arrepender-se das suas acções menos correctas e não ver qualquer tipo de ameaça em pedir aos seus filhos que os perdoem.

Pedir desculpa é um sinal de força, não um sinal de fraqueza. Pedir desculpa deve ser um acto cuidadoso e atento, quando os pais ferem os filhos de alguma forma. Porque todos cometemos erros, muitos deles sem nos darmos conta, não é verdade?

Saber pedir desculpa, dar esse exemplo, vai ensinar-lhes muito sobre a vida. Sobre o amor.

E não se trata de um pedido de desculpas seguido por uma justificação da acção. Mas um pedido profundamente honesto, sincero sem desculpas associadas. É assim que deve ser um verdadeiro pedido de desculpas para que seja válido.

“Desculpa se te magoei” ou “desculpa se feri os teus sentimentos” seguido de nada mais do que silêncio da nossa parte.

E depois de pedirmos desculpas, sabermos deixar os nossos filhos terem o tempo que eles precisam para aceitar as nossas desculpas.

Para quê ter medo que as crianças possam ficar mimadas ou estragadas ou que nos desrespeitem porque lhes pedimos desculpas? Antes pelo contrário. Vão respeitar-nos mais. Admirar-nos mais. O que estraga uma criança, o seu interior afectivo ou o que faz com que ela nos desrespeite são questões que se prendem com a carência emocional e com outros factores de desconexão parental ou relacional. Nunca com momentos de conexão, de compreensão ou de amor. E pedir desculpas aos nossos filhos é, sem dúvida, um acto de amor.

E porque é que nos custa tanto pedir desculpa aos nossos filhos?

Os pais que sabem pedir desculpa aos seus filhos sabem que eles vão crescer aprendendo a ser responsáveis pelas suas próprias acções. Vão aprender a humildade, a consciência, a empatia.

Desculpando-nos aos nossos filhos ajuda-os a perceber que não somos perfeitos. E isso ajuda os nossos filhos a entender que eles próprios não têm que ser perfeitos.

Desculparmo-nos perante os nossos filhos ensina-os a regular as suas próprias emoções, ensina-os a respeitarem-se a si próprios e, por consequência, a respeitarem os sentimentos dos outros. Pedirmos desculpa aos nossos filhos é mostrarmos-lhes que os amamos.

No entanto, muito mais do que isso, pedir desculpa permite que os nossos filhos percebam que estamos a escolher ser melhores pais, melhores pessoas a cada dia. E faz-nos a nós tornarmo-nos mais conscientes disso, também.

Quando estamos a trabalhar as nossas próprias emoções, modelamos para os nossos filhos um caminho para eles aprenderem a trabalhar os seus próprios sentimentos e reacções.

Os pais que têm melhores relações com os seus filhos são, sem dúvida os pais mais felizes e realizados. Numa casa cheia de empatia e compreensão, há maior cooperação e entendimento, há maior aceitação e felicidade.

Claro que um pedido de desculpas não apaga o que já está feito e não pode ser pretexto para um comportamento desnecessário ou excessivo com os nossos filhos. Precisamos de desenraizar a ideia de que somos donos e senhores dos nossos filhos e por isso, podemos fazer o que quisermos, falar como quisermos.

Se queremos ser pais mais felizes e que os nossos filhos cresçam mais felizes, temos de saber reconhecer que cada pequena acção, reacção ou palavra pode permanecer para sempre gravados nas gavetas da memória. Gravados no núcleo profundo do seu espírito emocional. E ele irá manifestar-se eventualmente. Imediatamente ou só mais tarde. Inevitavelmente. De uma forma ou de outra.

Há, infelizmente, muitas pessoas que passam a sua vida adulta a tentar curar as mágoas do passado. Eu li algures que, infelizmente, muitos adultos, mesmo sem estarem cientes disso, vingam a sua própria infância nos seus filhos. Pode parecer mórbido, mas é cheio de lógica e sentido. Eu podia escrever muitos artigos e livros só acerca deste assunto.

Talvez a sua infância não tenha sido fácil. Provavelmente não foi. E essa é mais uma razão pela qual estas palavras sejam para si.
Para ajudar a entender que o caminho que está a escolher diariamente, mesmo que inconscientemente, com seus filhos, é um resultado de seu próprio passado. A nossa resposta ao comportamento de uma pessoa ou a uma situação é activado pelas nossas próprias emoções, pelos nossos próprios sentimentos. As nossas respostas são movidas pelo nosso próprio diálogo interno e pelas experiências contínuas, repetidas que testemunhamos e registamos ao longo da nossa vida.

Devemos ficar muito atentos para não descarregar as desgraças do nosso mais profundo eu, as frustrações do nosso dia-a- dia nos nossos próprios filhos. E nunca é demais frisar isto. A nossa jornada é a nossa jornada. E ninguém é responsável por transformá-la a não sermos nós mesmos.

Temos de saber pedir desculpas sempre que ferirmos os sentimentos dos nossos filhos de alguma forma. Sabemos bem ver nos seus olhos quando isso acontece.

As crianças são pessoas, seres humanos, antes de serem crianças. E muito antes de serem nossos filhos.  

Temos de aprender a respirar e a escolher a mudança abaixo na nossa caixa de velocidades. Temos de saber ignorar certas situações, levar outras para a brincadeira, ou pedir calmamente uma pausa, caso seja necessário. Não podemos culpar os nossos filhos quando somos nós que chegamos maçados do emprego ou estamos cansados e reagimos impacientemente com eles. Quando somos nós que passamos das marcas. Simplesmente não é assim que funciona. Nós é que somos os adultos. Não somos perfeitos mas temos de ser nós a saber regular as situações. A saber gerir as nossas emoções. Pode não ser fácil quando estamos mais cansados ou irritados, mas se nos treinarmos a fazê-lo, os resultados são espantosos e surpreendentes.

Os pais felizes vibram numa dimensão extraordinária, olhando para os seus filhos com empatia e conexão, tirando experiências e benefícios a partir de tudo o que aprendem com eles. E levam essas experiências e benefícios para o mundo lá fora, para as suas vidas diárias.

Nos seus momentos mais difíceis, lembre-se sempre de parar, respirar e perguntar-se: O que faria o amor?

 

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Isto de ser pai ou mãe e ter de trabalhar fora de casa (especialmente quando eles são pequenos e não conseguem explicar nada do que se passou durante o dia) é mais complicado do que pode parecer. Ser mãe a tempo inteiro é um trabalho árduo, mas ter de os deixar com outras pessoas, quando ainda são bem pequenos, e ir trabalhar de coração apertado também não é tarefa fácil.

Seria bom poder evitar acordar a minha filha às 6h da manhã porque preciso de ir trabalhar, não me sentir culpada cada vez que tenho de dizer que não posso ir trabalhar porque tenho a minha filha doente, ou que preciso de ir com ela a uma consulta e tenho de explicar que nada pode ser mais importante do que isso.

Em solidariedade para com todas as mães e pais que trabalham fora de casa e que têm de saber equilibrar a família e o trabalho, deixo aqui 8 dicas que eu considero importantes e que gostava de ter lido quando pensei em ter filhos:

1- Não sentir culpa por ter de deixar a criança com outra pessoa e ir trabalhar: acho que é o primeiro e mais importante ponto. Não nos podemos sentir culpados por isso. Temos a responsabilidade de procurar um sítio onde sintamos que a criança estará segura e será bem tratada e devemos estar atentos a todos os sinais de que isso não está a ser feito, depois é confiar e aproveitar ao máximo todos os momentos em que estamos juntos.

Quem tem familiares ou pessoas de confiança com quem possa deixar os filhotes melhor ainda.

2- Aceitar que no infantário, na ama ou mesmo na casa dos avós eles nunca serão tratados como por nós: ninguém irá substituir a nossa presença, nem os nossos cuidados e, por mais que isso nos custe, não podemos esperar que os outros os tratem exactamente como nós faríamos (e não se iludam: as educadoras, as amas ou os avós não irão fazer TUDO o que vocês pedem e como vocês pedem, mesmo que vos digam que sim).

3- Determinar momentos só para eles: a partir do momento em que temos de ir trabalhar e passamos mais horas sem eles do que com eles, é fundamental estabelecer momentos em que ali só para eles, com dedicação total, sem fazer mais nada, sem pensar em mais nada. Temos de planear verdadeiros momentos de qualidade com as crianças e fazer por os aproveitar ao máximo, porque a infância passa a voar e a falta de tempo ou de atenção que tivemos não pode ser recuperada.

4- A casa vem quase sempre em último lugar: é preciso tempo para o trabalho, para a família, para as crianças, para os amigos… acabamos por ter de fazer opções e, por experiência própria, aquilo que pode esperar mais é a arrumação da casa. Claro que arrumar e tratar da casa é importante para o nosso bem-estar, mas ter a casa sempre impecável e limpinha será muito complicado quando se tem crianças pequenas e se quer aproveitar ao máximo o pouco tempo que passamos com elas.

5- Organizar e preparar tudo com antecedência: se o que precisamos é de mais tempo com as crianças, ajuda ter tudo mais ou menos preparado, para perder menos tempo com essas coisas na hora de fazer o jantar, de escolher a roupa ou de preparar a mala para a escola. Assim, evitam-se algumas esperas, algumas birras e aumenta-se o tempo útil com os mais pequenos.

6- Trabalhar, só trabalhar: já que temos de fazer todos estes esforços para estar a 100% com as crianças e no trabalho, então não vamos passar o dia de trabalho a pensar como estarão as crianças, a ligar para saber se já comeram tudo, se dormiram bem e quantos cocós fizeram hoje. É importante conseguir desligar um pouco e trabalhar a 100%, no tempo que destinamos para isso, de modo a não ser necessário fazer mais horas, chegar mais tarde a casa, levar trabalho para casa… e ter mais tempo livre para estar com a família.

7- As férias e fins-de-semana devem ser aproveitados ao máximo: tentar aproveitar todos os minutos livres é importante e no período das férias ou no fim-de-semana temos de aproveitar ainda mais. Nada de trazer trabalho para casa, nem de estar a ver e-mails de trabalho durante as férias. Relaxar é a palavra de ordem!

8- Não se esqueçam de vocês mesmos: para estarmos disponíveis para os outros e com paciência para todos os momentos que queremos passar com os nossos filhos e com a família, convém não esquecer de cuidarmos de nós, do nosso bem-estar e de investir na relação com o/a parceiro/a (se existir).

Ler também 10 mandamentos para uma mãe que trabalha

Por Tânia Almeida, para Up To Kids®
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