A importância do Desporto na vida das crianças

No curso prático da maternidade, a escrita é um instrumento valioso na partilha de vivências que permitem às outras mães perceber que não estão sós no mundo exigente no qual entramos quando o embrião ainda está alojado no ventre.

O crescimento dos filhos processa-se de forma acelerada e a ilusão de que com o crescimento diminuirá a preocupação que temos para com eles, aos poucos se vai desvanecendo.

Seremos sempre colo e porto de abrigo no decorrer desta viagem chamada vida!

Num pensamento fugitivo de uma mãe que escreve, tudo é motivo para desenvolver textos sobre o que me vai na alma. Alguns chegam aos teclados … outros não!

Tenho realizado algumas leituras em torno do tema Desporto, essencialmente do papel dos pais e mães na prática desportiva dos filhos.

Muitos realçam a conduta dos progenitores nos jogos, e alguns dão enfoque à aceitação do desporto como algo de base na vida dos crianças/jovens.

Desconstruindo a ideia de base, muitas crianças/ jovens não praticam uma modalidade para corresponder aos ideais dos Pais. Estes miúdos estão nas suas actividades com empenho e por conseguirem satisfazer as suas necessidades de realização pessoal, permitindo gerir o escape de emoções menos positivas, inerentes ao acto de crescer.

O desporto é essencial para desenvolver inúmeras competências físicas, sociais e académicas.

O desporto deverá ser visto como algo de positivo e não como um rebuçado que se dá e tira de acordo com o comportamento ou desempenho escolar da criança ou jovem. Não é algo que  permaneça em segundo plano. Há que aceitar que para eles é uma prioridade, constituindo a base do seu crescimento.

Não é pelo facto de se tirar os treinos, os jogos, as competições que se vão alcançar bons resultados escolares ou de comportamento. É no jogo do dá e tira, que entram em campo mais conflitos …

Há que perceber que, para os desportistas não há dias de semana e fim de semana sem luta, sem treinos e sem jogos. Não há festas de aniversário ou momentos familiares mais importantes do que o compromisso que assumem consigo e com a equipa. Continuam a gostar da família, dos amigos, da escola, do lazer, no entanto, são seres únicos capazes de se entregarem para atingir os seus objectivos de forma saudável.

O Desporto não é passatempo, é entrega, é vida e emoção!

Uma criança precisa de ser feliz, não de ser a melhor

O João é uma criança do século XXI. Tem dois pais que trabalham muito, segundo as suas palavras são “incontáveis horas por dia” para pagarem a casa onde moram, os carros nos quais se deslocam e os poucos dias de férias que tiram por ano. Também diz que não se importaria de ter uma sala mais pequena, um carro que fosse um pouco mais lento e sem estofos em pele e um futuro mais incerto se, em troca, pudesse passar um pouco mais tempo com os seus pais.

Mas não com os seus pais de agora – cansados, stressados, preocupados e inacessíveis – e sim com os seus pais de antigamente: atenciosos, dispostos, risonhos, carinhosos e coerentes. Ele sente muita falta deles mas nem sabe de que forma pode dizer isso aos pais. Por outro lado, o João observou que os adultos, não apenas os seus pais, também não exprimem o que sentem. Ele suspeita de que existe uma ligação entre o mundo emocional e as palavras mas ninguém lhe ensinou exatamente como isso funciona. São tudo suspeitas nas quais ele se sente inseguro.

“A infância nunca dura. Mas todos merecem ter uma.”
-Wendy Dale-

O João é uma criança muito ocupada

O João também é uma criança que não brinca ou, pelo menos, é uma criança que não brinca por brincar mas antes com outra intenção muito para além de se divertir e de ter bons momentos. Desde que a sua irmã nasceu os seus pais passaram a considerá-lo grande e delegam-lhe responsabilidades, mesmo sendo pequeno, a julgar pelo tipo de preocupação que manifesta. A única coisa que isto produz é ainda mais insegurança, mas ele também não sabe como pode dizer isto aos pais.

Além disso, o pequeno protagonista deste artigo não tem um horário livre durante o dia, a pergunta sobre o que ele quer e o que não quer fazer está restringida aos fins de semana, nos quais, por sorte, a mãe trabalha. São os fins de semana que passa com os seus avós. Eles pretendem compensar em dois dias toda a liberdade que os seus pais lhe restringem. Embora o pequeno não lhes tenha dito isto, eles têm a sabedoria que a experiência transmite e suspeitam do modo como ele se sente; contudo, estas mudanças tão bruscas também confundem o João.

Durante a semana, as manhãs e as tardes são repletas de cores. De facto, este ano teve de repetir a cor para mais de uma atividade porque no seu estojo não havia uma gama de cores suficientemente ampla para diferenciar toda a sua agenda. Então, o inglês da escola, este ano, tem a mesma cor do inglês das suas aulas particulares e a mesma coisa acontece com a música e o conservatório musical, ou a educação física e a escolinha de futebol. Inclusive este ano teve de usar o amarelo, que ele gosta ainda menos do que chutar uma bola, para as aulas de chinês.

O João já não se queixa do futebol, pelo menos não de forma direta: porque não sabe fazê-lo como alguém mais velho e não quer fazê-lo como uma criança mas principalmente porque não quer dececionar o seu pai. Já sente que o dececiona quando não joga bem ou no dia em que é a sua vez de se sentar no banco, não quer nem imaginar como poderia vir a sentir-se se um dia dissesse ao pai que os seus sonhos são outros.

“Uma das melhores coisas que lhe podem acontecer na vida é poder ter uma infância feliz.”
-Agatha Christie-

O João é uma criança silenciada

O João adora ler. Lembra-se com carinho das histórias que o seu pai lhe lia quando era pequeno. Algumas o pai lia, outras inventava. Gostava especialmente das inventadas porque o seu pai o conhecia muito bem e sabia exatamente o que ele gostaria que o menino intrépido que acabava de escapar pela janela fizesse. Nessa cumplicidade, agora perdida, adormecia com um sorriso.

Além disso, no dia seguinte, o João fazia em segredo o que agora podemos revelar: escrevia as histórias num papel porque queria que o seu melhor amigo também as aproveitasse. Era o seu jeito, entre muitos outros, de tentar compensar a tristeza que via nos seus olhos por não ter conhecido o seu próprio pai. Também o fazia por outro motivo: um dos seus vizinhos tinha Alzheimer e o João tinha sido testemunha de como perdia a sua memória.

Ele não queria esquecer algumas histórias que agora abraçava, enquanto sentia nas suas palavras que a sua infância estava pouco a pouco a desaparecer e que, ao contrário daquele menino fugidio e aventureiro, nunca voltaria.

O João sabe muito mais línguas do que muitas crianças da sua idade, é bom no piano, domina as equações enquanto os seus colegas ainda lutam com os números negativos, e sabe sobre todos os cuidados mínimos de que uma irmã pequena precisa.
O João também é um menino triste e, além disso, é consciente de que está triste porque um dia foi feliz, foi imensamente feliz. Uma felicidade que os seus pais sacrificaram por um futuro que ninguém sabe se algum dia chegará.

Vale a pena?

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Por A mente é maravilhosa adapatado por Babelia Traduções para Up To Kids®

logobabelia

Escrita criativa para crianças, o despertar do potencial interno e o sucesso na escola

Escrita criativa é uma disciplina que existe para adultos e crianças.

Em ambos os casos oferece desenvolvimento do potencial interno ao nível criativo e dos dons que cada um tem por nascimento. Ensina os motivos e benefícios que a escrita oferece, como comunicar bem e nos 2 sentidos, ou seja, o que escreve exprime-se de modo que se entenda e o que lê, entende perfeitamente a mensagem. São momentos de ensino e aprendizagem de Português e de apoio escolar num modelo sério e divertido.

A escrita criativa pode ser utilizada para entretenimento ou aprendizagem ajudando assim o aluno a interiorizar os conceitos mais rápida e facilmente. Outro dos aspectos igualmente importante é o trabalho ao nível das emoções uma vez que através desta técnica é possível ajudar a criança a exteriorizar os sentimentos que verbalmente não consegue exteriorizar ajudando-a, assim, a entender-se mais e melhor bem como a todos que a rodeiam. Uma vez colocadas em palavras as emoções ganham outra leveza e podem até desaparecer se não forem positivas. 

É possível escolher um conjunto bastante alargado de temáticas que servem de apoio à estas aulas, como por exemplo, a família, o reino animal e seus benefícios no mundo da criança, o reino vegetal, os afetos, a criatividade, as disciplinas extra curriculares em especial o teatro, entre outras.

Com este trabalho alargamos o universo cultural da criança, ajudamos a trabalhar positivamente as suas crenças e emoções, desenvolvemos a capacidade de escrita, desenho e pintura como meio de expressão e exteriorização do seu Ser e servimos como incentivo para desenvolver e promover a capacidade e aproveitamento na disciplina de Português (este último para idades que frequentam esta disciplina).

Com esta técnica a criança aprende bastante sobre emoções positivas e como as usar na grande maioria dos casos, aprendendo que crianças alegres tem sempre melhores opções e resolvem tudo mais facilmente, bem como as emoções negativas, para que aprendam a ajudar os colegas quando algo acontece. Aprender a estar em grupo e em empatia ajuda cada um individualmente e todos em geral proporcionando um crescimento para simpático e eficaz.

Momentos alegres a contar histórias, usar palavras fora do comum, entender as emoções associadas, usar metáforas, jogar, fazer mini-teatro, entreter os demais, exteriorizar sentimentos e emoções, desenvolver a verbalização, resolver bloqueios, cultivar a auto estima, brincar e aprender, descobrir dons e socializar são alguns dos pontos fortes destas aulas, Escrita Criativa.

As aulas ocorrem em ambiente de:

1-paz, tranquilidade, música ambiente

2- exercícios de aprendizagem e lúdicos

3-partilha de grupo

4-avaliação individual 

Os exercícios possíveis e em termos práticos são:

1 – escrever uma peça de teatro, com mínimo de duas personagens, que transmita uma ideia muito importante que a criança considera relevante na vida do planeta terra e de sua família (animais incluídos). Este exercício é adequado para crianças com sete ou mais anos de idade. 

2 – escrever uma noticia curta que revele uma demonstração de afeto com impacto na família da criança, mas que sirva também de exemplo em outras famílias. Este exercício é adequado para crianças ente os cinco e os sete anos. Pode haver e orientação ajuda do professor.

3 – colorir um desenho. o desenho é entregue a criança pre-desenhado e deve refletir amor pela natureza. Do desenho faz parte uma frase curta e demonstrativa do tema e as letras devem estar abertas em escrita de impressa para poderem ser pintadas. Este exercício é adequado para crianças dos dois aos cinco anos.

Não tens nada para dizer ao professor?

Há dias, o Miguel -7 anos, chegou à aula de Aikido. Como sempre, cumprimentou-me para, logo de seguida, ser interpelado pelo pai que nesse dia o acompanhava:

Não tens nada para dizer ao João?

Hesitou um bocado mas, sem que fosse necessário insistir, lá desembuchou:

Peço desculpa por me ter portado mal na última aula e ter ficado de castigo.

Confesso que fui apanhado de surpresa. Castigo é um termo que não costumo usar e, que me lembrasse, o Miguel não tinha feito nada de particularmente grave. 

Lembrei-me então do sucedido na aula anterior. Apesar de ser uma criança muito bem educada e bastante afectiva, o Miguel não resiste a dizer o que lhe passa pela cabeça. Depois de ter passado muito tempo a interromper a aula por tudo e mais alguma coisa, não se conteve e respondeu-me com uma piada mais atrevida a um reparo que lhe fiz. Nada de grave como já atrás referi mas, diz-me a experiência, que há alturas certas para interromper um crescendo de “criatividade” que, certamente, desembocaria em asneira…

Também não uso o conceito de castigo nas minhas aulas. O que fiz neste caso, e faço por vezes noutras ocasiões, foi pedir ao Miguel que se fosse sentar um bocadinho até eu dizer para regressar à aula. O seu regresso dependeria de um compromisso de nela querer participar. Passado um minuto, já o Miguel assumia insistentemente o dito compromisso e, portanto, regressou. Tudo bem, sem drama e com o habitual jogo no fim do treino.

Houve razão para que o pai do Miguel o obrigasse a pedir-me desculpa? Claro que não. Por duas razões: primeiro, o meu aluno não fez nada que não seja habitual em crianças de 7 anos e com que um professor, do que quer que seja, não esteja já habituado a lidar. Segundo, porque o espaço da aula de Aikido é da criança, dos seus colegas e do professor. Por mais que lhes custe, os pais devem aceitar que há espaços em que não devem interferir. Da mesma forma que não intervêm numa aula de matemática, os pais não devem intervir nas aulas ou treinos das actividades extra curriculares. É muito importante que as crianças saibam distinguir entre espaços: de casa, da escola e das outras actividades; que joguem com essas diferenças e adoptem diferentes atitudes em cada uma delas. Em cada espaço haverá regras diferentes e, se tudo correr normalmente, alguém empenhado no seu crescimento saudável e na sua felicidade. Alguma atitude menos correcta será tratada no momento; levá-la para casa será uma distorção do real valor do problema e poderá até criar resistências a um regresso no dia seguinte.

Há também os pais que não resistem a intervir durante o próprio decorrer da aula. Por norma, prefiro que os pais não estejam presentes durante o treino de Aikido, mas é razoável que por vezes gostem de assistir e não sou fundamentalista neste aspecto.

É no entanto muito importante que os pais se mantenham o mais neutros possível e não “participem”. Um pai ou mãe que constantemente interfiram na aula, alertando as crianças a partir de fora para “ter maneiras”, para ter atenção ou para estarem quietas, está não só a roubar-lhe parte de um tempo que é seu, como a transformar a hora da aula em mais uma hora igual às outras todas. Falo da minha actividade, claro, mas estou certo de que será igual em tantas mais: durante um treino de Aikido as crianças tomam decisões sozinhas, participam na organização do dito treino e são estimuladas a contribuir para o bom funcionamento do grupo.

Interferir na aula será, portanto, interferir na aquisição de instrumentos valiosos para uma educação mais completa.

A minha agenda: ATIVIDADES EXTRA-CURRICULARES? Check!

Ter uma atividade após um dia de escola é proporcionar à criança a possibilidade de poder descontrair, divertir-se, fazer algo do seu interesse, ter contato e conhecer “exercícios” diferentes, estimular outras competências (que não são desenvolvidas em período escolar), bem como alargar a sua rede social.

Muitas vezes, a grande questão é que atividade escolher? Nunca se esqueça, a criança deve ser sempre envolvida nesta escolha (excepto no caso de actividades recomendadas por questões de saúde e/ou prescrição médica, que deverão ser frequentadas, mesmo que as crianças não gostam tanto)! É natural que os mais pequenos escolham (ou tenham preferência por) atividades que os seus amigos frequentam e por isso lhes sejam já familiares; mas cabe aos pais, estimular os seus filhos a experimentar atividades diferentes… para que estes consigam formular a sua opinião pessoal acerca das mesmas.

Atividades com amigos é um bom ponto de partida, mas quando se torna a única fonte de motivação para as frequentar então deve conversar com o seu filho e tentar perceber o que o leva a escolher e/ou resistir a uma ocupação? Muitas vezes é apenas uma “desculpa” e os pais devem tentar perceber a verdadeira origem da resistência. A criança já tem muitas atividades e está apenas a evitar mais uma? A criança não gosta mesmo daquela atividade? A criança não gosta de nenhuma atividade? A criança tem dificuldades em experimentar/ participar em situações novas? A criança quer mais tempo para fazer outra coisa? É uma questão de insegurança e real necessidade da criança se sentir incapaz de experimentar uma situação nova, sem a presença de alguém que lhe dê suporte? E poderíamos continuar a fazer questões, porque existem muitas razões na base de um “sim” ou um “não”. Nada como conversar com o seu filho (numa atitude de abertura e aceitação), para que ele se sinta seguro para partilhar aquilo que o incomoda e que está na origem das suas escolhas. O entendimento de uma recusa é muito mais importante do que a recusa em si!

Não existe um número ideal de actividades que o seu filho pode acumular no horário semanal, nem um número ideal por faixa etária. Este número está muito mais dependente das características de personalidade, da capacidade de gestão pessoal de tempo, do interesse e valor das actividades para as crianças e do seu envolvimento com estas… do que a idade que têm. Algumas crianças podem integrar muitíssimo bem várias atividades diferentes e outras (com a mesma idade) atrapalhar-se com duas. Nunca se esqueça que a gestão de atividades após um (longo) horário escolar varia de criança para criança e é muito importante que, enquanto pai e mãe, saiba perceber, acompanhar e respeitar o ritmo e capacidade do seu filho na hora de o inscrever em várias actividades, caso contrário, torna-se muito mais penoso do que vantajoso.

Já diz o ditado “quem tudo quer, tudo perde”! O excesso de atividades pode promover crianças exaustas, sonolentas, pouco tolerantes, irritáveis, desconcentradas em sala de aula, desmotivadas… lembre-se que o objetivo é fomentar o contacto com exercícios diferentes (de forma a aproveitar todos os seus benefícios) e não um contato exaustivo, capaz de provocar uma resistência generalizada a todo o tipo de actividades.

O ideal seria que as crianças pudessem brincar a seguir à escola e depois de recuperadas energia e baterias, as pudessem canalizar para “um tempo” diferente e estimulante! Decidam em conjunto (e em conformidade com as dinâmicas familiares) os horários das atividades dos pequenos. Uma regra valiosa e que nunca deverá ser esquecida é que um dia deve contemplar:
1) tempo para estudar na escola;
2) tempo para brincar depois da escola (preferencialmente com os amigos);
3) tempo para realizar actividades diferentes (sejam desportivas, artísticas, musicais…)
4) tempo para estar com a família.

Respeitando a existência destes 4 tempos, o mais equilibradamente possível… temos uma criança feliz!

Boas atividades extra-curriculares!

 

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A música é um recurso fantástico para envolver as crianças nas aprendizagens e no desenvolvimento das suas competências globais.
Tendo presente os inúmeros benefícios da música no desenvolvimento infantil, e tendo consciente como esta ferramenta é poderosa, ao nível do desenvolvimento da linguagem e da alfabetização precoce, as nossas aulas são momentos de aprendizagem intensa, no entanto, lúdicas, descontraídas e muito divertidas. E não é assim que nos predispomos a prender? De forma motivada e feliz?
Nos primeiros anos de vida, o desenvolvimento cognitivo das crianças dispara. As ligações no cérebro das crianças são formadas a partir do envolvimento de novas experiências e atividades multissensoriais repetitivas, fortalecendo assim essas ligações, sendo este o motivo pelo qual a investigação aponta que este é o período decisivo para a aprendizagem de outra língua.
Sendo assim, antes de os oito anos de idade, as crianças que aprendem outra língua são mais propensas a falar essa língua como um nativo. De fato, crianças que aprendem a falar outra língua como o Inglês, como segunda língua, modificam o cérebro e também fortalecem as competências da linguagem materna, contrariando um mito já desmascarado.

No nosso Studio, desde bebé, que a criança poderá beneficiar de uma aprendizagem cuidada, rigorosa, de qualidade, participando nos nossos currículos bilingues, que utilizam intencionalmente a música e o movimento.

Música e Movimento? Porquê?

Porque as Atividades musicais envolvem todos os sentidos e estimulam o desenvolvimento em todas as áreas do cérebro. Independentemente da primeira língua de uma criança, cada criança fala musicalmente e a investigação mostra isso de forma positiva. A aprendizagem tem um impacto na língua inglesa, incluindo-os de três maneiras:

1. A música estimula a aprendizagem de línguas, constrói a consciência fonológica e aumenta as competências linguísticas.
2. As crianças que aprendem através do movimento revelam uma melhoria nítida na memória.
3. É divertido! (Nunca subestime o poder de diversão e da música quando se trata de envolver as crianças!)

Brain

 

Adaptado de mindsonmusic, by Kindermusik

A mãe da Maria ligou-me no início do mês. Queria saber se a filha poderia experimentar uma aula de Aikido e quais as condições do dojo no caso de ela gostar e querer inscrever-se. Perguntei a idade, para me certificar de que poderia já fazer as aulas de e dei as informações que haviam sido pedidas. No final do telefonema, a mãe da Maria sentiu-se na obrigação de me avisar: “A Maria foi diagnosticada como tendo Déficit de Atenção. Foi a professora da escola que me disse que ela deveria praticar uma arte marcial porque lhe faria bem”. Tomei nota e combinámos que a Maria viria no dia seguinte à sua primeira experiência de Aikido.

Quando chegaram fiz questão de, como faço sempre, conversar um pouco com a minha eventual aluna que, como quase sempre também, estava cheia de vergonha. “Que idade tens? Já alguma vez fizeste Judo ou Karate? Já andaste no Ballet?” enfim, fiz-lhe o tipo de perguntas que me permitem obter algumas informações importantes para poder avaliar o desempenho numa primeira aula. A Maria subiu para o tapete e aproveitei para perguntar à mãe quem lhe tinha diagnosticado o Déficit de Atenção. “Foi a professora dela”. Fiquei espantado com a resposta da mãe da Maria mas, não conhecendo a professora e não podendo avaliar as suas competências na matéria, não disse mais nada.

A aula começou. Passado pouco tempo, a futura “aikidoca” já tinha perdido a vergonha e ambientava-se bem. Tentava fazer tudo o que lhe era solicitado, lidava bem com o erro, aceitava os reparos sem frustração aparente e o desempenho físico era perfeitamente normal para um primeiro dia. Claro que por vezes a Maria se distraía, tentava brincar a meio de um exercício ou se desorientava um pouco por não perceber o movimento que lhe era pedido, mas nada que não seja comum à grande maioria das crianças que pela primeira vez tomam contacto com uma disciplina como o Aikido.

No fim, enquanto todos de mopa na mão limpavam o tapete — tarefa que é desempenhada por toda a turma e na qual prontamente colaborou — falei de novo com a mãe. Disse-lhe que o comportamento da Maria me tinha parecido perfeitamente normal e que não me parecia que houvesse nada de estranho a assinalar. “Ah, mas isso é porque eu estive a assistir à aula. Vai ver depois quando eu não estiver”, respondeu-me. Entretanto, já lá vai quase um mês e a minha nova aluna continua igual a tantos outros alunos. A padecer de alguma condição, a dela parece-me ter apenas um nome: “8 anos”…

Posso eu garantir que o comportamento da Maria na escola dela está dentro dos padrões expectáveis? Não, honestamente não posso, não estou lá. Tenho eu a certeza de que daqui a algum tempo não virá ao de cima o tal Déficit de Atenção, por ora escondido por algum factor relacionado com a novidade que ainda são as aulas? Estranharia muito mas, não sendo profissional da área, não posso ter essa certeza. Aquilo em que acredito é que o diagnóstico de uma condição como esta ou a Hiperactividade deve ser feito por um profissional de saúde e os pais não deverão aceitar como certa uma opinião que não venha de uma fonte muito credível. A ânsia de que os filhos tenham um bom desempenho escolar, poderá levar os pais a, com a melhor das intenções, aceitar um diagnóstico errado com a preocupação de tratar rapidamente do problema do filho. E isso sim, poderá vir a ser um problema para a criança.

* Maria é um nome fictíciO

Ler também Carta de um pai sobre o efeito da medicação no tratamento da Hiperatividade

Hoje em dia a Meditação está em voga! A maioria das pessoas já sabe o que é ou, pelo menos, já tem uma noção… O stress, a ansiedade, a correria do dia-a-dia leva cada vez mais adultos a procurar actividades que os ajudem a relaxar, a parar e a desligar do frenesim diário. A Meditação, o Yoga, o Mindfulness e tantas outras actividades do género acabam, por ser a tábua de salvação de gerações que têm pautado a sua vida pelo sucesso que alcançam tanto na vida profissional, como na pessoal.

No entanto, ser O MELHOR parece já não ser suficiente…

Mas, a minha questão é a seguinte: se os adultos se sentem “perdidos” no meio de tanta agitação, como se sentirão as crianças?

No meu percurso pelas escolas, colégios e ATL’s tenho encontrado crianças desorientadas, desorganizadas, agitadas e descontroladas. Com pais mais ou menos ausentes, mais ou menos conscientes, mais ou menos atentos, as crianças de hoje em dia têm muita dificuldade em gerir as suas emoções; em respirar fundo; em compreender oque sentem, o que pensam e em medir as consequências do que fazem. Agem sem pensar e pensam sem agir… Têm medo de desiludir os pais, mas não sabem ao certo oque isso significa. Têm medo de falhar, mas não sabem bem no quê… Sabem que têm de se portar bem, sem saber ao certo o que isso é. Dizem-lhes que devem ser os melhores, para terem um bom futuro! Que têm de ter boas notas (logo no 1º ciclo…), senão não serão ninguém na vida… Todas estas questões estão a provocar ansiedade e medo nas nossas crianças! Cada vez mais, encontramos crianças perdidas, revoltadas, desafiadoras, que levam aos limites pais e professores.

Como é que a Meditação as pode ajudar?

Sendo uma técnica de relaxamento e de auto-observação, a Meditação ajuda as crianças a concentrar; a identificar e a observar os seus comportamentos; a autovalorizar-se; a conhecer o seu potencial… Quando meditam estão apenas e só no momento presente! O passado já não existe e o futuro ainda não é conhecido.

Mas meditar é muito mais do que relaxar! É ter consciência de nós próprios e dos outros; dos nossos actos; do que fazemos e do que dizemos; do respeito que devemos ter por nós próprios e pelos outros; é ter consciência do que sentimos e conseguir partilhá-lo com os outros, da melhor forma possível.

Com maior ou menor estranheza, as crianças apercebem-se que o que lhes é pedido nesta actividade não é só estar sentado em silêncio… É-lhes pedido para partilhar o que sentem a cada momento, sem juízos de valor, sem expectativas de resposta, sem certos nem errados. É-lhes restituída a liberdade de expressão, de pensamento e de acção. No inicio ficam meio baralhados, pois estão habituados a que lhes seja dada a forma certa de fazer cada coisa. Mas depressa valorizam a liberdade que lhes é dada e aventuram-se a ser quem realmente são.

Aprendem a respirar conscientemente e apreendem os benefícios que essa prática traz ao seu corpo e ao seu dia-a-dia. Percebem que respirar é bem mais do que apenas sobreviver. A respirar de forma consciente conseguimos acalmar o corpo, a mente e o coração. A respirar de forma consciente conseguimos energizar o corpo, a mente e o coração. Conscientes da nossa intenção somos capazes de gerir de forma inteligente e mais produtiva as nossas emoções, acções e pensamentos. Rapidamente, as crianças começam a perceber o que sentem, porque o sentem e o que podem fazer para gerir da melhor forma esse turbilhão.

Quando começam a olhar para si próprias, as crianças começam a questionar tudo. Quem sou eu? Do que gosto? Do que não gosto? O que me faz feliz? O que gosto de fazer? Quais são os meus talentos? E desafios? A pouco e pouco começam a compreender e a conquistar o seu papel num mundo que antes lhes parecia tão louco… Agora já não têm tanto medo de crescer, pois começam a ter confiança em si e nas suas forças. Deixam de resistir pela força e começam a questionar, a escutar e a dialogar. Conscientes de si, começam a olhar para os outros com outros olhos. Uns olhos mais presentes, mais atentos e tranquilos.

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A importância da arte na educação infantil

Enquanto profissional em Educação de Infância, questiono-me várias vezes no quanto é importante o investimento no trabalho que me proponho realizar, pelo prazer em ensinar crianças, pela satisfação em sentir que o contributo educativo terá os seus frutos…!

Numa das minhas reflexões, ponderei na importância da arte na educação infantil, visto que o meu trabalho direto, é uma forma de expressão artística em pleno!

4 RAZÕES PELAS QUAIS A ARTE É TÃO IMPORTANTE NA EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA

“As crianças adoram música, dançar, pintar, jogar, e expressar-se de formas criativas. Adoram dar sentido ao mundo ao seu redor.

No entanto, como se essas razões não fossem suficientes para incluir componentes como arte e música na educação infantil, a pesquisa indica que as artes, incluindo a educação musical para as crianças, têm impactos significativos no desenvolvimento cognitivo, aumenta a autoestima, e envolve ativamente todos os agentes envolvidos na aprendizagem: as crianças, os pais e os professores!

As artes criativas envolvem as crianças através de um ensino multissensorial

É importante que a criança tenha oportunidade de aprender num formato multissensorial, tais como a música e as artes visuais. Isto porque, cada um dos cinco sentidos (visão, olfato, audição, tato, paladar), ativam neurónios específicos no cérebro.

Para as crianças, atividades multissensoriais proporcionam mais oportunidades de aprendizagem do que as atividades individuo-sensorial, uma vez que o cérebro se torna envolvido no processo de apreensão da “matéria”. Por exemplo, numa aula de música, as crianças experimentam a aprendizagem multissensorial quando ouvem e imitam sons de animais, quer seja vocalmente ou através de um instrumento, quando vêm os animais na história, e depois se movimentam como eles.

Atividades de arte, podem estimular o sentido do olfato e do paladar através de obras de arte comestíveis, como por exemplo fazer um arco-íris em cereais coloridos ou mesmo usar tintas de dedo comestíveis para as crianças mais jovens. Além do mais, as experiências que integram vários sentidos simultaneamente são responsáveis por impressões duradouras e com maior retenção.

Atividades musicais estimulam o desenvolvimento em todas as áreas do cérebro.

Enquanto a aprendizagem multissensorial envolve crianças e proporciona maior retenção, a educação fornece benefícios cognitivos comprovados pela investigação. Incorporando música e movimento na rotina de aprendizagem da criança consegue-se estimular todas as áreas do cérebro, incluindo a visão, o equilíbrio, a audição, a fala, o comportamento, a sensação, a cognição, o movimento e as emoções

Deixo este vídeo que aborda de forma acessível, quais os benefícios para o cérebro da reprodução musical.

Aulas de arte e música ensinam as crianças a gostar de aprender e da escola.

Professores e pais concordam. Todos queremos crianças a adorar a escola e a aprender.
Quando perguntamos:
Qual foi a coisa que mais gostaste na escola hoje,”  – a arte e a música são consistentemente classificadas no topo da lista para as crianças. Por quê? Porque é divertido!

Com o passar dos anos, as crianças carregam o amor e o interesse em aprender e ir à escola, para os anos elementares e superiores. Além disso, as matérias aprendidas nas aulas de música podem ser aplicadas ao longo do dia. As crianças que participam ativamente em aulas de música coletivas, aprendem a trabalhar em equipa, a partilhar, a ouvir e a incorporar as ideias dos outros. Aprendem o valor das suas próprias ideias! Além disso, as atividades musicais podem ajudar as crianças a aprender a autorregulação, a capacidade de regular pensamentos, sentimentos e ações.

Estas competências traduzem-se em estar pronto para aprender e ter sucesso na escola.

 

Adaptado de mindsonmusic,
by Kindermusik para Up To Kids®

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Como o próprio nome indica, esta disciplina não é mais do que a versão para crianças da arte marcial que dá pelo nome de Aikido. Não cabe aqui descreve-la detalhadamente, mas interessa-nos conhecer, à partida, uma ou outra característica geral desta arte que teve a sua aparição já no Séc. XX.

É quase um lugar comum, quando se fala de Aikido, descrevê-lo como “a forma de aproveitar a força do ataque de um adversário para o derrotar”. E estaria quase certo, não fossem os conceitos  de “adversário” e “derrotar”, na verdade, deslocados no contexto da prática. Mas a frase é verdadeira quando refere implicitamente a não oposição à força do ataque do “parceiro” (é esse o termo usado nas aulas) para o derrubar ou imobilizar (o que não implica uma derrota). Na fluidez de movimentos está a chave para o conseguir. O resultado de um dado ataque será a projecção ou a imobilização do atacante, sempre executadas tendo em conta a integridade física dos dois parceiros.

É importante também salientar que a originalidade do Aikido está na resposta que oferece à violência. O conflito é encarado como um processo de comunicação durante o qual não se procura a destruição do contrário, mas sim “domar” a agressividade e a libertação da espiral de violência. O método de aprendizagem em Aikido permitirá ao praticante desenvolver, para além da resistência física, aspectos como a auto-estima, confiança, concentração ou espírito de cooperação (por oposição ao espírito de competição).

Não é pois difícil de perceber os benefícios que esta prática tem para os mais pequenos. As crianças aprenderão a proteger-se sem serem agressivas e a crescer tirando partido do seu próprio esforço. As aulas são orientadas para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, tanto físicas como mentais ou sociais. O Aikido tem um curriculum próprio, que é adaptado à idade dos praticantes. Aos movimentos específicos da arte, cuja base é comum ao dos adultos, são acrescentados exercícios próprios para a idade e retirados os movimentos de luxação ou que constituem esforço demasiado para as articulações, ainda em desenvolvimento nas crianças. No Aikido, ao contrário de grande parte das artes marciais modernas, não existem competições.

A idade ideal para o início da prática do Aikido, considera-se por norma ser os seis anos. No entanto, e dada a não uniformidade no desenvolvimento psicomotor da criança, esta é só uma referência que terá de ser verificada caso a caso e as primeiras aulas serão fundamentais para avaliar a coordenação motora do aluno. Apesar de poder ser uma ajuda no desenvolvimento físico, o Aikido não poderá nunca substituir o trabalho da natureza em cada criança, pelo que um mínimo de maturidade é necessário para uma prática segura.

Quase como um resumo, diria que a pratica do Aikido para Crianças deve ser orientada em função de três factores fundamentais: a relação com o seu próprio corpo, com “o outro”, e com o mundo.

A relação com o seu corpo — Através dos movimentos circulares próprios do Aikido, a criança aprenderá a coordenar e controlar melhor os seus movimentos, bem como a descobrir as suas capacidades e limites físicos. Aprenderá a cair e levantar-se em segurança e que a queda é uma oportunidade para começar um movimento de novo. Aperceber-se-á do corpo de uma forma diferente e aprenderá a usá-lo de novas maneiras.

A relação com o outro — Os alunos perceberão, a par da sua, o valor da integridade física do parceiro de prática. Perceberão que um ataque, no Aikido, não é mais que uma oferta que alguém nos faz para podermos evoluir. Os alunos mais velhos serão encorajados a “olhar pelos mais novos” (não substituindo evidentemente a atenção do professor), e todos eles aprenderão a dosear o seu esforço em função do colega diante de si.

A relação com o mundo — Tentar-se-á transmitir à criança noções como a de que cada um tem o seu lugar no tapete e este é independente da força física, coragem ou destreza, que cair ou ser controlado não é uma derrota, que todos têm algo a ensinar ou aprender.

 

Como em qualquer outra actividade em que a formação da criança enquanto indivíduo é um objectivo, a assiduidade é um factor fundamental para que o Aikido “faça o seu papel”. Os pais têm por isso aqui um papel importante, não só de um ponto de vista logístico mas também percebendo a importância da regularidade e valorizando “cá fora” o que os mais pequenos aprenderam no dojo*. É também fundamental que acompanhem os filhos na sua primeira aula que, na maioria dos locais de prática, poderá ser feita a título de experiência. Sendo o Aikido uma arte que lida com a gestão da violência em cada indivíduo, é pois muito importante que os pais conheçam o ambiente que rodeará a prática das suas crianças.

 

*Dojo: Local onde se estudam as artes marciais. Do japonês local (jo) da via (do).

imagem@sayanouchi

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