A importância do Desporto na vida das crianças

No curso prático da maternidade, a escrita é um instrumento valioso na partilha de vivências que permitem às outras mães perceber que não estão sós no mundo exigente no qual entramos quando o embrião ainda está alojado no ventre.

O crescimento dos filhos processa-se de forma acelerada e a ilusão de que com o crescimento diminuirá a preocupação que temos para com eles, aos poucos se vai desvanecendo.

Seremos sempre colo e porto de abrigo no decorrer desta viagem chamada vida!

Num pensamento fugitivo de uma mãe que escreve, tudo é motivo para desenvolver textos sobre o que me vai na alma. Alguns chegam aos teclados … outros não!

Tenho realizado algumas leituras em torno do tema Desporto, essencialmente do papel dos pais e mães na prática desportiva dos filhos.

Muitos realçam a conduta dos progenitores nos jogos, e alguns dão enfoque à aceitação do desporto como algo de base na vida dos crianças/jovens.

Desconstruindo a ideia de base, muitas crianças/ jovens não praticam uma modalidade para corresponder aos ideais dos Pais. Estes miúdos estão nas suas actividades com empenho e por conseguirem satisfazer as suas necessidades de realização pessoal, permitindo gerir o escape de emoções menos positivas, inerentes ao acto de crescer.

O desporto é essencial para desenvolver inúmeras competências físicas, sociais e académicas.

O desporto deverá ser visto como algo de positivo e não como um rebuçado que se dá e tira de acordo com o comportamento ou desempenho escolar da criança ou jovem. Não é algo que  permaneça em segundo plano. Há que aceitar que para eles é uma prioridade, constituindo a base do seu crescimento.

Não é pelo facto de se tirar os treinos, os jogos, as competições que se vão alcançar bons resultados escolares ou de comportamento. É no jogo do dá e tira, que entram em campo mais conflitos …

Há que perceber que, para os desportistas não há dias de semana e fim de semana sem luta, sem treinos e sem jogos. Não há festas de aniversário ou momentos familiares mais importantes do que o compromisso que assumem consigo e com a equipa. Continuam a gostar da família, dos amigos, da escola, do lazer, no entanto, são seres únicos capazes de se entregarem para atingir os seus objectivos de forma saudável.

O Desporto não é passatempo, é entrega, é vida e emoção!

Meditação para crianças

A meditação é uma das técnicas mais simples das terapias complementares. Durante os momentos meditativos o cérebro trabalha na sua forma mais subtil e correspondente ao estado de descanso. É neste estado mental que nos encontramos mais calmos, serenos, controlamos melhor as nossas emoções e sentimentos.

Muito breve seremos um planeta onde a regeneração será automática, o Ser humano com consciência que é ou seja, luz e energia, todos os seus habitantes deixarão de evoluir pelo sofrimento. Para que tal aconteça uma reforma implacável que pode até ser dolorosa para alguns, está já em movimento.

Respeitar a vida e ter bom controlo da sua própria vida é fundamental. Crianças que fazem Meditação trabalham o magnetismo, como resultado ficam mais fortes. É resultado do bom trabalho energético que começa a crescer e estar presente na aura. Desta forma, a criança atrai para si melhores situações e melhores pessoas.

A meditação aplicada as crianças é cada vez mais recomendada por todo o mundo. A meditação ajuda a minimizar ou mesmo transformar questões hoje tão faladas como falta de aproveitamento escolar, hiperactividade, défice de atenção, mau comportamento, distúrbios depressivos, dificuldades ou perturbações do sono e fortalecimento da auto-estima e auto-afirmação.

Sempre que o estado meditativo é exercitado, o estado criativo abre e é desenvolvido. Por este motivo além do exercício de meditação pode acontecer um conjunto de algumas actividades como construção de mandalas, pintura, moldagem, ou canto. Esta é uma área onde o Ser pode desenvolver a sua criatividade e tirar partido dela.

A respiração é vida, saúde, bem-estar, alegria e boa disposição. Aprende por isso respirar bem pois pode ser útil em situações de emergência, acidentes, medo, stress, choro, ou qualquer desorientação.

Gostar e estimar o corpo físico, comendo bem, dormindo bem e tendo cuidado com uma disciplina regular de exercício é fundamental para que se sinta bem consigo mesmo. Na meditação são explicadas algumas técnicas de postura que facilitam a concentração e reduzem o stress. Para respirar bem e manter o corpo saudável este deve ter uma postura correcta e direita para que a coluna vertebral seja respeitada.

As crianças precisam de exemplos activos e de boa consciência. Nascem mais inteligentes que nunca. Com maior visão e sabem enquanto almas mais do que os pais e professores. A Meditação pode colocar todos no mesmo patamar de conhecimento e consciência facilitando assim o processo de relacionamento.

É difícil para uma criança conseguir meditar por muito tempo seguido. Meditar por breves momentos mas regularmente é mais eficaz. O importante é a aprendizagem da disciplina e saber respeitar momentos de interiorização e de silêncio. O esforço do adulto em acompanhar a criança vale imensamente a pena. A criança torna-se mestre de si, da sua vida, fica mais independente e mais alegre.

O desenvolvimento gradual que ocorre com as aulas de Meditação tornam o carácter da criança mais sólido e ajuda por isso a que ela atinja mais facilmente os seus objectivos. Um Ser que consegue atingir os objectivos que o faz feliz e que são necessários, como boas notas na escola é mais confiante e tem mais tempo para criar e pesquisar outras actividades ou conhecimentos.

Crianças que Meditam encontram dentro de si a segurança e a firmeza de propósitos já não dependem tanto dos adultos. Torna-se mais independentes e mais sábia nas suas escolhas. Ouve a sua intuição com facilidade por esse motivo estão mais protegidas. O amor desenvolve-se à medida que temos mais confiança, mais estabilidade.

As crianças reagem por medo ou por reconhecimento. O reconhecimento marca, tal como o medo, mas pela positiva. Fazer Meditação pode ser em casa, no jardim, na escola. São viagens a tua procura e para a tua educação. Mergulhos no escuro que se faz claro.

As crianças precisam de disciplina e parâmetros para saber como viver neste planeta, esta é a função do adulto. A Meditação pode trazer esta educação e funcionar ainda como uma excelente forma de auto conhecimento.

Saber quais as suas reais capacidades e fazer uso delas, aperfeiçoar o que é mais difícil, não só o torna um Ser mais completo, como constrói a auto estima e magnetismo.

Na escola

A escola é um local de crescimento e criatividade deve por isso ser um aparelho flexível e enquadrar novas formas de pensar e de trabalhar. Quem orienta as linhas de organização da educação deve meditar e recordar como foi quando era criança. Professores devem meditar e assim alcançar paz para conseguir novos dias, novos métodos uma renovação que aguarda dias de criatividade e boa vontade para nascimento de uma nova escola.

Em conclusão…

Todos são unânimes em dizer que vivemos momentos de crise mundial. Momentos de crise tornam o homem mais sábio, mais responsável, mais criativo. O interior de uma criança é suave e original, momentos de sabedoria para quem está atento. Aprenda com eles. Faça Meditação em família, aprenda a ouvir os mais novos, cresçam em conjunto e deixe-se contagiar.

 

Todos precisamos de avançar. É a vida que é curta, o mundo em mudança abrupta, as exigências das relações interpessoais cada vez maiores, e, como um rio, nós devemos avançar.
A natureza do ser humano é forte. O poder dessa natureza é incrível. Avançar faz parte de nós.
Na empresa, os trabalhadores têm que avançar. Em casa, os Pais precisam continuar a ser pessoas e precisam avançar. Nos casais, a relação deve avançar. As crianças devem ver o raciocínio e competências avançar.
Faz sentido? Espero que sim.
Exercer a parentalidade exige avanço. Ser mulher, homem, amiga, colega, ser cidadão ativo, necessita de capacidade para avançar.
Parar não é nada. Parar é…isso mesmo que está a pensar…
Apresento Trinta e três obstáculos ao seu desenvolvimento pessoal. Pode ser que reconheça alguns, e que isso o ajude a avançar!
Preparado? Diga trinta e três…

1 – Tira um dia de folga só porque sim. Não preparou nada. Todos tiram. Fica em casa e…nada.

2 – Irrita-se com um colega de trabalho porque ele “deu graxa” ao chefe. Fala disto a um Amigo. O Amigo afinal é apenas um amigo e concorda com tudo o que você disse. Não levou a nada.
3 – Ralha com as crianças que o rodeiam. Ralha outra vez. E outra. E nada. Não serviu de nada…
4 – Entedia-se com aquele jogo que tem no telefone. Continua a jogar.
Já sabe: esse jogo não o leva a lado nenhum!
5 – Diz que “segunda é que é”. E segunda…fica parado…
6 – Encontra um amigo numa rede social. Diz que têm que ir jantar. Mas passado um tempo, desativa as notificações, porque a ideia não levou a nada.
7- “Zorro! Este ano, no carnaval, volto a mascarar-me. Recupero a criança que há em mim.” Chega o carnaval e fica parado no sofá. Sem máscara, sem nada.
8 – Mente quando questionado sobre os planos profissionais. Diz que vai mudar de emprego, mas não procura.
9 – Inicia uma dieta da moda. Mas não conclui.
10 – Nega estar parado no tempo. Nega sugestões de quem o interpela. Prefere os interlocutores com discursos redondos.
11 – Utiliza a televisão para tempo em família.
12 – Tira a loiça especial só no Natal.
13 – Olha para os irreverentes com pena. Pode ser inveja. Inveja não leva a nada.
14 – Suspira ao olhar para as capas das revistas.
15 – Pede desculpa por tudo e por nada.
16 – Orienta-se só pelos mapas. Não arrisca sair sem gps.
17 – Ri-se da desgraça alheia.
18 – Dúvida das suas capacidades.
19 – Inicia um Workshop de zamba (uma mistura de zumba com samba) mas era só em sonho.
20 – Atrapalha-se perante situações novas.
21 – Pensa no pior. Atrai o pior. Deseja o pior.
22 – Atira-se de cabeça. Mas com capacete, joelheiras, seguro, plano de proteção…e é para a cama.
23 – Realiza sonhos dos outros.
24 – Acaba os dias exausto.
25 – Prefere esperar por “melhores dias” para começar algo diferente.
26 – Engasga-se ao falar de amor. E de sexo.
27 – Não idealiza um futuro melhor.
28 – Sabe mas não faz. Só saber, não leva a (quase) nada.
29 – Atura as birras sem fazer nada.
30 – Ri dos sonhadores, dos otimistas e dos utópicos.
31 – Enfrenta cada dia como apenas mais um.
32 – Mostra-se interessado em assuntos aborrecidos, para ser politicamente correto.
33 – Manter tudo como está parece-lhe perfeito.
E agora, como prometido, apresento uma solução para ultrapassar estes obstáculos.
Tento ser o mais claro possível.
As iniciais maiúsculas deste texto (a começar no nº 1 e contando com as destas linhas finais) são a:
Solução…

 

Nos anos 80 do século passado, uma série de televisão marcou uma geração. O Sport Billy era um rapaz extraterrestre que tinha um saco desportivo muito especial. A sua nave gigante em forma de despertador, ainda faz parte das minhas memórias.

Hoje, se pudesse reescrever esta história de modo a passar uma mensagem pedagógica aos meus filhos, colocaria outro tipo de ferramentas nesse saco mágico. E em vez de salvar os desportos, gostaria que a sua missão fosse: Salvar a capacidade de Ser Feliz.

Assim, neste Sport Billy reinventado, a inimiga, em vez de ser a Rainha Vanda, seria a Rainha Zanga. Estar zangado com a vida é uma verdadeira perda de tempo.

O Sport Billy tinha dois ajudantes, uma rapariga chamada Lily e um cão de nome Wily. Este cão, até porque falava, seria substituído pela voz da consciência. A rapariga Lily (em homenagem a uma amiga chamada Liliana, que acaba de ficar noiva – parabéns! – ) representaria os amigos de qualidade.

Acredito que estes dois elementos serão fundamentais para o futuro dos meus filhos: Amigos de qualidade e a gestão da sua própria voz interior. Estes elementos, em articulação com algumas ferramentas, farão a diferença.

Então e que ferramentas colocaria eu nesta história reescrita à luz da psicologia?

Ferramenta 1 – Perante uma situação negativa, o herói iria ao saco e retirava uma ferramenta capaz de o fazer viver melhor essa experiência negativa. As experiências negativas são inevitáveis. E até serão úteis, porque a frustração faz parte da vida. Gerir essa frustração é fundamental. Neste episódio imaginado, a Rainha Zanga cria um momento negativo, um acontecimento desagradável, e o herói aplica essa ferramenta especial que o ajuda a entender:

  • O que posso aprender com esta situação ?
  • Quais as soluções ?
  • O que posso fazer para resolver o problema?

Ferramenta 2- Neste outro episódio, a Rainha Zanga, instalou o caos numa situação de rotina do nosso herói. Daquelas situações que todos vivemos nas nossas vidas agitadas. É hora de jantar e tudo parece desmoronar-se. Há um a chorar, o outro entorna o sumo, outro ainda não veio para a mesa, a comida parece estar a arrefecer…

O herói pega no seu saco e retira uma ferramenta que o ajuda a lembrar-se dos momentos calmos de outros dias. Essa calma está dentro de cada um. Basta lembrarmo-nos dela, tentarmos respirar fundo, e, aos poucos, o caos vai dando lugar à ordem.

Ferramenta 3- Desta vez a Rainha Zanga veio com uma arma de destruição poderosa. O sermão. O sermão tira energia, seca a alma, aborrece, o sermão corta a criatividade. Ligeiro, o herói pega na mala e retira o antídoto. Um ponto de interrogação bem colocado. Qual foi a parte do teu dia que gostaste mais? Como podes ajudar o teu colega de escola? Quais são as marcas positivas que temos cá em casa? Temos uma jarra de beijinhos? Onde está o nosso quadro de fotografias de momentos alegres?

Ferramenta 4- A Rainha Zanga parece ter desistido. A última ferramenta (a pergunta positiva colocada no momento certo) parece que a fez desistir. Está calma. A dormir. Parada. Que engano ! Afinal era manha dela! Neste episódio, assim que o herói é alertado pela amiga, ele vai ao saco mágico e retira a ferramenta que o faz avançar no desconhecido. A Rainha Zanga estava a deixá-lo adormecido, mole. É urgente sairmos dos nossos sofás. Arriscar é um imperativo. Devemos ler livros novos, conhecer pessoas novas, viver experiências novas.

Os bons amigos empurram-nos para isso.

Ferramenta 5- O nosso herói está demasiado crítico consigo mesmo. A Rainha Zanga aproveita para colocar na cabeça dele, algumas “minhocas”. Minhocas são pensamentos ruminantes, cíclicos, tristes, negativos…é hora de ir buscar ao saco uma ferramenta especial. Nós temos que ser os nossos melhores amigos. Se a nossa consciência não nos ajuda, se temos um mau diálogo interior, há que trabalhar para o alterar.

Ferramenta 6 – A rotina começa a fazer marcar negativamente o dia-a-dia do nosso herói. Ele começa a sentir-se aborrecido. As rotinas não podem acabar. Elas fazem parte. Por isso, o saco tem a ferramenta que ajuda a resolver as questões:

  • Quais são as rotinas mais aborrecidas que temos?
  • O que podemos fazer para as tornar mais divertidas?
  • Vamos fazer um acordo familiar para tornarmos as rotinas momentos divertidos!

Ferramenta 7 – A Rainha Zanga conhece as suas características. Ela é pouco corajosa, não gosta de agradecer. Não sabe elogiar. Ela é injusta e não tem sentido de humor. Mas o nosso herói tem mérito. Ele tira tempo para refletir sobre as suas próprias Forças.  Quem conhece as suas Forças, quem pensa sobre elas, tem mais facilidade em exercitá-las de forma consciente. Este é mais de meio caminho para a Felicidade. Esta é uma ferramenta determinante para ter no saco.

Ferramenta 8 – O herói descobre uma nova anti-arma. Todas as noites ele adormece com pensamentos bons. Todas as noites antes de adormecer, vai ao saco mágico e há uma ferramenta que o ajuda a rever os momentos mais bonitos e vibrantes do seu dia. Durante o sonho, o nosso herói vai alimentando um dia mais produtivo. A Rainha Zanga bem tenta trazer tristeza para os últimos momentos do dia. Mas as ferramentas ajudam o herói a entender:

  • Se adormecermos com ideias positivas, a noite corre melhor;
  • Pensar no que correu mal, pode ser positivo, desde que seja para ver uma solução;
  • Planear a aplicação da solução é uma excelente ideia positiva.

Ferramenta 9 – A Rainha Zanga consegue arranjar uns parceiros. São maus como ela. Ela está forte com esta ajuda. O saco mágico (que não tem nada de mágico, como já reparou!) resolve a situação. O nosso herói tem uma ferramenta que faz com que as pessoas à volta dele entendam:

  • As crianças são muito sensíveis aos exemplos dos adultos;
  • As crianças são muito atentas;
  • A capacidade de atenção das crianças surpreende os adultos.

Ferramenta 10 – Ela não conseguiu vencer, por isso está a juntar-se ao nosso herói. Já o elogia. Ele é bonito. Ele é forte. Ele é esperto. O herói quase vai na cantiga. Alcança o saco e retira uma ferramenta capaz de dividir os elogios em bons e maus. Elogiar é uma arte. Elogie o esforço, a determinação, em vez de elogiar a inteligência.

Eu elogio o seu esforço por ter lido com atenção até aqui. Parabéns.

Nota final (ou será um começo?): Este artigo é inspirado numa mítica sessão de (trans) Formação dinamizada pelo Educadoras Brilhantes em Santa Catarina da Serra (Fátima). Educadoras de Infância, Professoras, Pais e Psicólogos, encheram a Sala da Junta de Freguesia para uma manhã de reflexão sobre a Educação para a Felicidade. A impulsionadora desta iniciativa positiva foi a Drª Susana Laranjeiro. São pessoas assim, que arriscam, que avançam destemidas e capazes de mudar o mundo, são pessoas assim, a fonte da inspiração, o pináculo da integridade, o exemplo e a esperança. São pessoas assim que vão fazendo as Escolas locais positivos e a educação dos nossos filhos tão significativa quanto possível.  

Vamos fazer do mês de Maio,  o mais positivo de sempre. Visite Maio mais Positivo de Sempre.

Complicamos o início da semana quando:

…não entendemos que um elogio, não é um elogio. Há elogios e elogios. Não só pelo forma, mas sobretudo pelo tipo emissor!

Não devemos buscar o elogio daquele que só sabe dizer mal. Até pode acontecer uma análise verdadeira sair da boca destas pessoas, só que esse tipo de pessoas só estão bem a dizer mal. É um (mau) hábito que têm (muito) entranhado na alma.

Às segundas-feiras estas pessoas estão com o sentido do bota abaixo ainda mais exacerbado.

Como terá sido o seu domingo? Vibrante ? No aconchego do mar? Ouvindo o doce reboliço das crianças? Na brisa do lar? Praticando um desporto, principalmente por estar a chover? Duvido. Geralmente o domingo deles foi triste…

Por vezes, reconheço-os logo. Ai o preconceito, Alfredo…ai o preconceito…

Usam os óculos como se fossem o fim e não o meio. Os olhos são mortiços.Têm mãos frias. São todos frios. Franzem a testa e esperam que sejam os outros a dizer bom dia.

Sentem-se mais importantes (máscara!) do que os outros.

Quando são homens, usam a roupa a combinar, mas fazendo de conta que não ligam ao que vestem. Usam uma ganga antiga. Por vezes, também usam barriga. Outras vezes, são incrivelmente magros.

Têm sempre muitos anos. Ou de vida, ou de experiência, ou de vitórias…

São muito bons a ficar sentados de longe à espera que o caldo entorne. Guardam muitos papéis.

Um dia, vi um destes entrar numa sala e uma flor murchou à sua passagem. A sério.

As vitórias deles são pessoais. Deviam ter sido de grupo!

O mundo para eles evoluiu mal. Deviam era adaptar-se!

As crianças para eles, têm que estudar e pronto. Os pais deles tiveram oportunidade de os pôr a estudar num bom colégio.

Tentemos então “agradar” aos bons. Aos puros. Aos dinâmicos. É urgente termos locais de trabalho à altura das mudanças no mundo. Levar uma flor e melhorar o ambiente, levar um bolo e melhorar a alma. Impedir que os bota abaixo passem junto da flor para não a matar.

Se trabalharmos para pessoas, se melhorarmos as atividades significativas, se surpreendermos, elas melhoram e nós melhoramos também.

Quantas vezes o colega de trabalho “mais difícil”, não é também o mais inseguro? Ai velho do restelo, como andas por aí!

Quero ouvir elogios dos bons. Aos frios, algum desprezo. Alguma dureza. Não tenho medo. Pode ser pedagógico.

Há pessoas lindas que precisam da nossa energia. Vamos gastá-la com os cínicos?

A importância da arte na educação infantil

Enquanto profissional em Educação de Infância, questiono-me várias vezes no quanto é importante o investimento no trabalho que me proponho realizar, pelo prazer em ensinar crianças, pela satisfação em sentir que o contributo educativo terá os seus frutos…!

Numa das minhas reflexões, ponderei na importância da arte na educação infantil, visto que o meu trabalho direto, é uma forma de expressão artística em pleno!

4 RAZÕES PELAS QUAIS A ARTE É TÃO IMPORTANTE NA EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA

“As crianças adoram música, dançar, pintar, jogar, e expressar-se de formas criativas. Adoram dar sentido ao mundo ao seu redor.

No entanto, como se essas razões não fossem suficientes para incluir componentes como arte e música na educação infantil, a pesquisa indica que as artes, incluindo a educação musical para as crianças, têm impactos significativos no desenvolvimento cognitivo, aumenta a autoestima, e envolve ativamente todos os agentes envolvidos na aprendizagem: as crianças, os pais e os professores!

As artes criativas envolvem as crianças através de um ensino multissensorial

É importante que a criança tenha oportunidade de aprender num formato multissensorial, tais como a música e as artes visuais. Isto porque, cada um dos cinco sentidos (visão, olfato, audição, tato, paladar), ativam neurónios específicos no cérebro.

Para as crianças, atividades multissensoriais proporcionam mais oportunidades de aprendizagem do que as atividades individuo-sensorial, uma vez que o cérebro se torna envolvido no processo de apreensão da “matéria”. Por exemplo, numa aula de música, as crianças experimentam a aprendizagem multissensorial quando ouvem e imitam sons de animais, quer seja vocalmente ou através de um instrumento, quando vêm os animais na história, e depois se movimentam como eles.

Atividades de arte, podem estimular o sentido do olfato e do paladar através de obras de arte comestíveis, como por exemplo fazer um arco-íris em cereais coloridos ou mesmo usar tintas de dedo comestíveis para as crianças mais jovens. Além do mais, as experiências que integram vários sentidos simultaneamente são responsáveis por impressões duradouras e com maior retenção.

Atividades musicais estimulam o desenvolvimento em todas as áreas do cérebro.

Enquanto a aprendizagem multissensorial envolve crianças e proporciona maior retenção, a educação fornece benefícios cognitivos comprovados pela investigação. Incorporando música e movimento na rotina de aprendizagem da criança consegue-se estimular todas as áreas do cérebro, incluindo a visão, o equilíbrio, a audição, a fala, o comportamento, a sensação, a cognição, o movimento e as emoções

Deixo este vídeo que aborda de forma acessível, quais os benefícios para o cérebro da reprodução musical.

Aulas de arte e música ensinam as crianças a gostar de aprender e da escola.

Professores e pais concordam. Todos queremos crianças a adorar a escola e a aprender.
Quando perguntamos:
Qual foi a coisa que mais gostaste na escola hoje,”  – a arte e a música são consistentemente classificadas no topo da lista para as crianças. Por quê? Porque é divertido!

Com o passar dos anos, as crianças carregam o amor e o interesse em aprender e ir à escola, para os anos elementares e superiores. Além disso, as matérias aprendidas nas aulas de música podem ser aplicadas ao longo do dia. As crianças que participam ativamente em aulas de música coletivas, aprendem a trabalhar em equipa, a partilhar, a ouvir e a incorporar as ideias dos outros. Aprendem o valor das suas próprias ideias! Além disso, as atividades musicais podem ajudar as crianças a aprender a autorregulação, a capacidade de regular pensamentos, sentimentos e ações.

Estas competências traduzem-se em estar pronto para aprender e ter sucesso na escola.

 

Adaptado de mindsonmusic,
by Kindermusik para Up To Kids®

imagem@googleplus

“Quando olho um corpo humano, pergunto: Que história esse corpo me conta? O que essa postura, essa voz, esse ritmo, esses gestos, esse olhar e essa expressão querem dizer?” Pashupati

A Psicoterapia Corporal é uma linha da psicologia, que olha para o ser-humano, como uma unidade psicossomática. É uma abordagem, na qual, técnicas verbais e não-verbais são utilizadas para ajudar as pessoas no seu percurso de vida e no seu desenvolvimento pessoal. O que afecta a mente afecta o corpo e o que afecta o corpo afecta a mente. Baseamo-nos na leitura corporal, ouvimos a história que a pessoa conhece e consegue contar e também deduzimos a história que ainda não conhece, a partir daquilo que o corpo mostra. A proposta é possibilitar, através do contacto com o corpo enquanto organismo vivo e expressivo, revivências de carácter emocional e afectivo, acompanhadas de uma tomada de consciência capaz de dar suporte à reorganização do vivido.

Foi Wilhelm Reich (1897 – 1957) que lançou as bases da psicologia corporal, é ele o pai de todas as terapias actuais. Ainda enquanto psicanalista Reich descobriu que o corpo contém a história de cada indivíduo e é por meio dele que devemos procurar resgatar as emoções mais profundas. Com isso, desenvolveu a técnica da Análise do Carácter, como forma de substituir a tradicional análise do sintoma proposta pela psicanálise. Passou a analisar o carácter do paciente como um todo, num trabalho mais rápido, dinâmico e profundo.

A psicoterapia corporal permite iniciar um processo de identificação das nossas defesas principais, defesas que serviram para sobrevivermos a determinadas situações ao longo do nosso processo de desenvolvimento, mas que agora nos dificultam a vida e não nos possibilitam vivê-la de forma aberta, livre, experimentando o prazer, a vivacidade e a vitalidade. As nossas defesas, ao tornarem-se habituais, podem inibir-nos de experimentar não apenas o sofrimento, mas também sentimentos de alegria e expansão. Muitas vezes, estamos enredados num processo de contracção física e emocional que nos impede de viver plenamente o nosso quotidiano. Essas defesas emocionais reflectem-se no corpo e na maioria de nós geram um “congelamento”, uma contracção crónica, que não é mais do que um pedido de ajuda do nosso corpo em resposta ao nosso passado ferido. Um passado, que pode impedir-nos de estar completamente disponíveis para o presente. Esses congelamentos ou bloqueios, não permitem que a nossa energia vital circule de forma plena, e mantêm as pessoas agarradas a determinados padrões de comportamento, que já não nos fazem sentido, mas que não conseguem alterar sem um trabalho profundo ao nível das nossas memórias celulares. O que acontece é que algumas das situações traumáticas são vividas na primeira infância, época à qual a nossa memória intelectual não consegue aceder, o que torna o trabalho apenas ao nível do verbal bastante limitado. O nosso corpo tem inscrito em si mesmo, toda a nossa vida, desde a fase intra-uterina e transporta uma memória celular que só pode aceder à consciência, através do trabalho corporal e do desbloqueio dos nossos sete anéis principais. São insights que o nosso corpo nos dá e que muitas vezes nos permitem compreender algo que até à data nos parecia incompreensível.

Porque é que eu reajo desta maneira? Porque é que eu preciso tanto do reconhecimento por parte dos outros? Porque é que, por mais que faça e que os outros me façam, nunca me sinta verdadeiramente vista? Porque é que eu descarrego na comida todas as minhas frustrações? Enfim, um conjunto de questões que pertencem invariavelmente a fases pré e intra-uterinas e primeiros anos de vida, às quais não conseguimos chegar sem toda a informação que está retida no corpo. O corpo esforça-se por nos dar essas informações, por vezes de forma delicada, outras através de somatizações, mas nós não estamos preparados para sentir e ouvir essa forma de comunicação que nos é desconhecida e negligenciamos esta via preciosa no nosso percurso de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

É um processo de intensa mudança e limpeza emocional, que proporciona o relaxamento das estruturas físicas contraídas e resgata a capacidade de sentir, aumentando o fluxo de energia e ampliando a percepção.

O processo psicoterapêutico corporal facilita entre outras:

  • A consciência do corpo e das emoções;
  • A possibilidade de acesso a memórias de períodos não-verbais;
  • O alívio emocional e físico, seguido do aumento no fluxo de energia;
  • Mudanças nos padrões de defesa habituais que afectam a saúde;
  • Transformações globais de longa duração.

“A era Cartesiana que separava corpo e mente entrou finalmente em mudança, é agora absolutamente necessário integrar pensamento, emoção e acção. Harmonia na vida é a dança adequada entre o que penso, sinto e faço” (David Boadella).

Eu sou, tu és, ele é (agressivo)!

Quando tomamos a decisão de ser pais não nos passa pela cabeça que o nosso filho possa ser uma criança daquelas que chega ao jardim-de-infância e bate em todos os colegas.

Educar crianças não é uma tarefa fácil. Com a agravante que não existem receitas únicas e totalmente eficazes, mas a atitude parental é importantíssima no desenvolvimento da personalidade e dos comportamentos, nomeadamente, na agressividade.

As crianças em idade pré-escolar têm ainda alguma dificuldade em dominar as suas emoções e quando são contrariadas não têm maturidade emocional para se controlarem, acabando por ser agressivas, por exemplo, quando querem o mesmo brinquedo que o seu amigo. Aos poucos a sua capacidade de suportar frustrações vai aumentando e, consecutivamente, diminuem as respostas agressivas.

As crianças e os comportamentos agressivos

Quando esses comportamentos agressivos vão acompanhando o crescimento da criança, a situação deve ser analisada para tentar perceber a sua causa. A agressividade é, sobretudo, uma forma de comunicação. Ainda que não seja a mais correta, por vezes é a única que as crianças conseguem utilizar para mostrar a sua angústia, tristeza ou ansiedade.

Para que o seu filho cresça emocionalmente saudável, tem de sentir-se amado e valorizado pelos pais, que devem combinar a afetividade com o rigor. Não basta “dar mimo”, é de extrema importância que sejam interiorizadas as regras transmitidas pelos pais, que devem estar em sintonia, tanto na forma como as comunicam, como no seu conteúdo. Não é positivo quando o pai diz uma coisa que a mãe não concorda, que esta aja de forma contrária, em particular na ausência deste, ou vice-versa. Ou seja, os pais devem ensinar pelo exemplo e devem, também eles, cumprir os limites estabelecidos.

Se pretende que o seu filho não seja agressivo, então não o ignore. Ele precisa da sua atenção e do seu carinho e isso passa por:

  • não o humilhe; repreender é diferente de humilhar. As crianças ficam mais recetivas e entendem mais facilmente se explicar o que esteve certo e errado;
  • não grite, fale com calma; eles aprendem pelo exemplo e se os pais gritam porque não poderão eles gritar?

Por ultimo, as chamadas de atenção e os castigos são importantes quando eles agem de forma incorreta, mas as atitudes positivas devem ser as mais valorizadas, para que eles percebam que ação gera reação e que os seus comportamentos têm consequências, mais ou menos boas.

 

 

imagem@growingyourbaby