Como lidar com Filhos impulsivos

Perante uma sociedade moderna com padrões cada vez mais exigentes e egocêntricos surgem crianças cada vez mais ativas e competitivas. Estas crianças estão, para além de sujeitas a exigências desmedidas, rodeadas de desenvolvimentos tecnológicos, onde há rapidez de informação – onde tudo está à distância de um clique.

Tais vicissitudes acarretam desafios e obstáculos ao comportamento das crianças. Isto porque, por um lado a sociedade impõe maiores responsabilidades e metas e, por outro lado, não as prepara para as mesmas (e.g. fazer um trabalho para a escola foi facilitado pela rapidez do clique à internet). Assim, estas crianças não apreendem ferramentas necessárias e indispensáveis para lidar com o tempo, com os fracassos e com as metas longínquas.

Comportamento impulsivo.

Não adquirem perseverança e, por outro lado, apresentam dificuldades de autorregulação e autocontrolo – assim como tudo se tornou uma questão de um clique e não aprenderam a esperar, gerir emoções e refletir sobre a melhor alternativa, também o seu comportamento se tornou um clique – comportamento impulsivo.

De forma sucinta

A criança começa por apresentar tamanha sensibilidade e desconforto com o momento presente, resultante numa tensão crescente. Neste sentido surge um planeamento de ação insuficiente e uma tomada de decisão pouco pensada e muito emotiva. Por fim, o sujeito age por impulso, sentido prazer no alívio da tensão.

Estes comportamentos impulsivos acarretam maiores riscos (e.g. agressividade, violência, comportamento social negligente e abuso de substâncias), menor discernimento e maior probabilidade de arrependimento e culpa.

Resta compreender que, apesar de a sociedade incitar a estes comportamentos disruptivos, a impulsividade consiste também num sintoma presente em várias perturbações, tendo também origem biológica. Uma perturbação, comummente referida em idade escolar, é a Hiperatividade e Défice de atenção.

Neste sentido a impulsividade deve ser, mais que controlada, trabalhada.

Aos pais de filhos impulsivos, o que fazer:

Funcionar enquanto modelo.

Perante algo indesejado, verbalize o que está a sentir e o que precisa de fazer para se acalmar.

Ensinar a criança a falar consigo mesma.

O diálogo interno ajuda a controlar os impulsos.

Ensinar a gerir emoções e esperar.

Propor pequenas recompensas imediatas ou grandes recompensas a longo prazo.

Evitar as críticas e julgamentos.

Apoiar e ajudar a repensar o que não correu como desejado, evitando as criticas que apenas aumentam as reações emocionais.

Jogos de Memória.

O controlo dos impulsos está intimamente ligado à memória a curto-prazo. Neste sentido, desenvolver as capacidades mnésicas, auxilia a criança na compreensão, interiorização e antecipação das consequências dos seus atos.

Atividades físicas.

O exercício e o movimento influenciam o foco e a atenção, melhoram a concentração e a motivação e tendem a diminuir a agitação e a impulsividade.

 

Por Catarina Lucas, Psicóloga Clínica

Quando vires uma criança com telemóvel, lembra-te

Quando vires uma criança com telemóvel a jantar num restaurante, antes de julgares, lembra-te que não sabes nada sobre aquela família.

Não sabes quando foi a ultima refeição quente daquela mãe. Quando foi a ultima conversa ininterrupta que os pais tiveram. A que horas a família se levantou, nem a que horas se vão deitar.

Não sabes se a criança come bem ou passa dias sem levar comida à boca. Ou quantas vezes os pais tiveram que sair de locais públicos para que as birras da criança não incomodem os outros.
Não sabes quantos meses se passaram, sem que fossem a lado nenhum.

Não sabes quantas horas de trabalho carregam nos ombros. Nem que tretas aturam ao longo do dia. Ou quanto ansiavam por uns momentos de sossego.

Lembra-te que não sabes nada sobre aquela família e isso tira-te o direito de julgar.

Não sabes se a criança raramente pega no telemóvel. Se os pais passam horas por dia a brincar com os filhos. Se normalmente a criança janta sem nenhum aparelho electrónico por perto (nem mesmo a TV para os pais verem as “noticias”).

Não sabes quantos livros a mãe leu à criança.

Não sabes que pais são aqueles, e que criança virá a ser a que vês.

Sabes um momento. Apenas um único momento de toda uma vida. E esse momento não vale nada!
Por isso, quando vires uma criança com telemóvel, a jantar num restaurante, pensa duas vezes antes de largares as tua pedras, lembra-te que também tens telhados de vidro, e que na verdade não sabes nada!

“Se usada com bom senso a tecnologia pode ser uma ótima ferramenta… A negociação, mais do que a exigência unilateral, deve existir. O uso de tecnologias na cama é um enorme problema (presente na casa de muitas das crianças que acompanho). Pelo impacto negativo que tem no sono da criança/adolescente. “

Comecemos por refletir sobre quando deve a tecnologia ser apresentada aos mais pequenos e sob que forma…

Crianças pequenas, particularmente nos primeiros dois / três anos de vida, necessitam da exploração do mundo com as suas mãos. Necessitam da interacção social com cuidadores da sua confiança para o seu desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional. O seu cérebro é ainda muito imaturo, com competências limitadas quanto ao pensamento simbólico e à capacidade de concentração. Sendo os aparelhos digitais um fraco veículo de aprendizagens, quando comparados com as interacções com outros significativos. Nesse sentido, a exposição em idades precoces a aparelhos tecnológicos não acrescenta qualquer valor.

O contacto com os aparelhos tecnológicos deve depois ir sendo guiado, com bom senso, pelos pais e cuidadores. Evitando recorrer às tecnologias como amas tecnológicas, para manter as crianças quietas.

A melhor forma de pais e educadores conhecerem, controlarem e perceberem a adequação dos conteúdos é sentarem-se junto do filho e acompanharem o visionamento do vídeo, programa ou jogo, de modo a inclusivamente poderem dar resposta a questões que possam surgir. No caso da televisão pode ser útil limitar o acesso da criança apenas a canais cujo conteúdo seja conhecido e, à partida, ajustado ao nível de desenvolvimento da criança. No caso de sites a estratégia pode ser semelhante. Os videojogos, em princípio, serão mais fáceis de controlar dado que ou são os pais a comprar. Caso sejam oferecidos, antes de luz verde para serem usados, os pais poderão fazer uma pesquisa sobre os mesmos.

É possível que a criança não fique obcecada com a tecnologia?

Se uma criança for, desde pequena, educada no sentido diversificar os seus interesses e os seus passatempos e se a televisão e videojogos não tiverem sido usados como “amas tecnológicas” não é expectável que haja, à partida, um uso abusivo da televisão/computador/outras tecnologias. Também é importante o adulto recordar-se que é um modelo. Pelo que o uso que ele faz das tecnologias servirá de modelo à criança/adolescente. De que serve pedir que largue o telemóvel ou desligue a televisão se os pais estão “constantemente” dependentes dos mesmos?

Tecnologia no quarto? Talvez seja melhor não…

Mas tudo depende do uso que lhe é dado. Se uma televisão ou consola funcionar como uma ama tecnológica, para entreter a criança, para não incomodar os pais enquanto os pais fazem qualquer outra coisa, isso é errado. Se a criança na ausência da consola ou da TV não sabe como se entreter e fica com alterações bruscas e intensas de humor é porque algo de errado aconteceu no decorrer no processo de “apresentação” das tecnologias às crianças.

O uso ou presença de tecnologias no momento de fazer TPC é um grande problema.  

Dificultando a capacidade de concentração e diminuindo a motivação e eficácia do estudo.

O uso de tecnologias na cama é um enorme problema (presente na casa de muitas das crianças que acompanho). Pelo impacto negativo que tem no sono da criança/adolescente. Atrasa o momento de ir dormir e a luz, especialmente a radiação azul emitida pelos ecrãs, diminui a produção de melatonina, a hormona que induz o sono, controlando o ciclo sono-vígilia, dificultando o adormecer. Adicionalmente, o sono pode ser interrompido por alarmes de mensagens, por exemplo. Ora uma criança que não dorme o número de horas adequado à sua idade, ou que não descansa de forma conveniente, é uma criança com maior dificuldade em regular o seu comportamento e as suas emoções. Com maior dificuldade em concentrar-se e, consequentemente, poderá começar a manifestar dificuldades de aprendizagem.

Mas é possível haver negociações?

Se usada com bom senso a tecnologia pode ser uma ótima ferramenta. Contudo, dado que as crianças têm maior dificuldade em gerir o seu tempo e em regular os seus comportamentos é mesmo fundamental que o adulto ajude a gerir o uso das tecnologias de forma consciente e ajustada às necessidades e idade da criança. A negociação, mais do que a exigência unilateral, deve existir. A criança acaba por se sentir envolvida e mais responsável no uso das tecnologias. Havendo flexibilidade no momento de definir regras razoáveis do uso das tecnologias evita-se cair em “o fruto proibido é o mais apetecido”.

O excesso de horas de ligação à tecnologia interfere significativamente na vida dos mais novos…

Saliento três pontos:

1 – o uso abusivo, pode conduzir ao isolamento social e ao sedentarismo, com impacto na saúde física e emocional;

2 –  o uso em momentos desajustados. Como durante períodos de estudo ou na cama antes de se ir dormir, conduz a dificuldades como as anteriormente descritas;

3 – a exposição a conteúdos desadequados para o nível de desenvolvimento. Não conseguindo a criança elaborar/compreender os mesmos, pode gerar confusões, dúvidas e receios.

Com limites razoáveis e alguma flexibilidade a relação das crianças e jovens com a tecnologia não tem de ser difícil.

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imagem@the educator

É sempre uma forma de violência. Um crime que merece castigo, mas que, não raras vezes, resulta impune. Não deixa de ser uma tortura, exercida por contacto interpessoal, ou através de meios mais sofisticados, como a internet. Em inglês, o termo “bullying” derivada da palavra “bully”. Significa tirano, brutal.

O cyberbullying é um tipo de bullying que tem aumentado com a expansão das tecnologias de informação. Antes da Internet, as crianças eram vítimas de violência sobretudo na rua, na escola, na paragem do autocarro, no caminho para casa, entre outros. Mas, quando chegavam a casa, normalmente, o bullying parava. Há, todavia, casos, e não são poucos, em que as crianças são, também, vítimas de bullying por parte das próprias familias.

Agora, com as novas tecnologias, o cyberbullying pode acontecer em qualquer lugar a qualquer momento. 1 em cada 10 crianças portuguesas já sofreu ofensas através da internet. O número de casos reportados cresce ano após ano. Saiba o que fazer para proteger as crianças.

O que é Cyberbullying?

O cyberbullying caracteriza-se pelo ataque através de insultos, difamação, intimidação, ameaça ou perseguição intencional e sistemática na Internet.  Não acontece apenas entre jovens. É feito com intenção de prejudicar, recorrendo a tecnologias online.

Hoje, as crianças usam as redes sociais, mensagens de texto e e-mail para conversar com os amigos. Isto significa que o cyberbullying pode acontecer facilmente. Mensagens cruéis ou fotos pouco favoráveis podem ser enviadas a uma escola inteira com apenas um clique, de casa, na rua, a qualquer hora, dia, seja fim de semana ou feriado. O agressor costuma agir na sombra, através de um perfil falso, ou uma conta fictícia de e-mail. Fique atento.

Às vezes, o cyberbullying acontece de quem menos se espera. Não escolhe rostos, nem religiões. Uma criança solitária, por exemplo, pode transformar-se num agressor ou vítima, sem que os pais em casa sequer imaginem. Mas, o cyberbullying também, pode ser exercido por um grupo de crianças que decidem publicar textos cruéis e prejudiciais sobre outras crianças.  Rapidamente, essas mensagens multiplicam-se como um vírus pelas redes sociais e, depois…já é tarde. O mal está feito e as consequências podem ser devastadoras para as vítimas, refletindo-se ao nível do desempenho escolar e, no limite, provocar depressão e até mesmo suicídio.

O cyberbullying pode acontecer de várias formas. Eis alguns exemplos:

  • Enviar emails, textos ou mensagens instantâneas.
  • Enviar mensagens neutras a alguém até ao ponto de assédio.
  • Publicar conteúdos prejudiciais sobre alguém nas redes sociais.
  • Espalhar online rumores ou falsidades sobre alguém.
  • Denegrir a imagem de alguém através de conversas online, acessíveis a várias pessoas.
  • Atacar ou matar um personagem de um jogo online, constantemente e de propósito.
  • Fingir ser outra pessoa através de um perfil online falso.
  • Ameaçar ou intimidar alguém online ou através de mensagens de texto.
  • Tirar uma foto ou vídeo embaraçoso e compartilhá-lo sem permissão.

É importante saber que nem todos os conflitos online entre crianças são cyberbullying.

Às vezes, as crianças entram em discussões acesas nas redes sociais. A maior parte são conversas inofensivas, apenas de brincadeira, mas podem ser confundidas. Provocação e bullying são coisas diferentes.

Há maneiras de determinar se um comportamento configura um crime de bullying.  Se uma criança envia mensagens prejudiciais de propósito e de forma regular, então poderá ser considerado um ataque cibernético.

Cyberbullying e crianças com problemas de aprendizagem e atenção

Todas as crianças podem ser cibercriminadas. No entanto, crianças com problemas de aprendizagem e atenção enfrentam riscos especiais. Significa que são mais propensos a ser cibercéticos do que os seus pares.

Por exemplo, crianças que recebem apoios escolares ou estatais podem ser um alvo mais fácil, simplesmente, porque podem ser olhados de maneira diferente, quer em termos sociais como académicos.

As mensagens online podem ser complicadas para crianças com problemas de aprendizagem e atenção. A maioria das comunicações através da internet depende do texto, o que constitui uma dificuldade acrescida para alguém, por exemplo, que se debate com problemas de leitura e escrita.

Crianças com fracas aptidões sociais podem interpretar mal os e-mails ou os textos. Podem não entender o contexto de uma publicação nas redes sociais. Crianças com problemas de impulsividade ou PHDA podem reagir mal a uma mensagem.

Note que há também casos reportados de crianças com problemas de aprendizagem e atenção que, em vez de vítimas, assumem, também, o papel de vilão.

Como prevenir o ciberbullying

A melhor maneira de prevenir o ciberbullying é preparar a criança para saber interagir no mundo online. Negoceie regras de utilização da internet. Se não deixamos os nossos filhos andar sozinhos na rua, que sentido faz se os deixarmos em casa com a porta da internet escancarada, sem nenhuma proteção?  Eis algumas estratégias que podem ajudar:

  • Fale com a criança sobre o que é o ciberbullying.
  • Discuta com ela o que fazer se ela alguma vez for vítima.
  • Pratique as habilidades sociais do mundo real com a criança, verá que estará a ajudá-la online.
  • Mantenha linhas de comunicação abertas com a criança.
  • Ensine o respeito e a empatia pelos outros nas redes sociais.
  • Compreenda quais dispositivos, aplicativos e tecnologia que costuma  usar, guardando, por exemplo, as passwords de acesso às redes sociais.
  • Mantenha a tecnologia fora do quarto da criança, onde, poderá ser usada sem supervisão.
  • Use um contrato de telemóvel para ajudar a gerir o uso de tecnologia por parte da criança.
  • Mude o número de telemóvel, email, passwords, sempre que suspeitar que a criança é vítima destas situações.
  • Não partilhar informação pessoal, número de telemóvel, fotos, escola e/ou locais que frequenta.
  • Nas redes sociais, adicionar só as pessoas que conhece, ao vivo e a cores, e manter o perfil restrito.

A casa da árvore foi substituída pela TV

A afirmação “as crianças já não brincam nas ruas” parece um lugar-comum que diariamente ouvimos aqui e ali ou lemos numa qualquer revista ou livro pedagógico para pais, mas a verdade é que esta frase é mesmo realidade. As crianças de hoje refugiam-se nos seus ninhos (quartos) rodeados de tecnologia onde podem criar a sua própria realidade virtual, através de jogos e da omnipresente internet. Normalmente fazem-no sozinhas. A socialização, se é que lhe podemos dar esse nome é feita a olhar para um quadrado (TV ou PC) e o desafio de arriscar, ou não, em subir uma árvore foi substituído pelo premir, ou não, de um botão do computador. Nesta alteração comportamental não existe um culpado, se existisse seria o progresso com tudo o que tem de bom e mau, contudo existem aspectos que merecem ser explanados para posterior reflexão.

tecnologia

Os pais têm naturalmente medo que os filhos brinquem nas ruas e podem favorecer um ambiente especialmente propício à individualização exagerada das suas crias, que pode contribuir para que se tornem adultos inseguros que não só desconhecem como não sabem lidar come o risco. Brincar na rua também implica fazer novos parceiros de brincadeiras de uma forma mais livre do que aquela imposta pelos recreios das escolas e arriscar mais nos próprios jogos, lidando assim com situações de desafio. Por outro lado, na rua efectivamente existem perigos, não só o excesso de viaturas, principalmente nos centros urbanos, como também os perigos que as noticias diariamente nos fazem chegar criando, desta forma, um medo justificado. Os parques são poucos e nem sempre de fácil acesso a todos, mas mesmo quando os pais levam as crianças, os seus olhos não se desviam dos seus filhos e estão lá para quase que brincarem por eles não os deixando, mais uma vez, arriscar.

A verdade é que brincar na rua contribui para o desenvolvimento cognitivo, emocional e ajuda na criação de relações entre crianças mas o tão famigerado medo e cansaço dos pais faz com que os seus filhos fiquem em casa, em silêncio, a olhar para a TV – precisamente dos poucos sítios onde não aprendem a interagir e a partilhar. “Pelo menos estão seguros”, pensarão muitos pais, ao mesmo tempo que no fundo sabem que ficarão também mais sedentários e isolados. De que segurança estamos então a falar?brincar-na-rua

Há cerca de 40 anos atrás era perfeitamente normal as crianças com 10 anos de idade irem sozinhas para a escola, algo que hoje é quase impossível. Não se trata de recuperar a velha máxima “antigamente é que era bom”, mas a verdade é que antes o ambiente circundante, principalmente nas cidades, era mais propício a estas liberdades saudáveis.

Conjecturas à parte, efectivamente o ideal seria conseguir-se o equilíbrio: um pouco de rua para ajudar a criança a conectar-se com o espaço envolvente e para exercitar-se e um pouco de tecnologia, com o devido peso e medida, para estar conectado com uma realidade imprescindível do século XXI. Por exemplo, aos fins-de-semana, ir ao parque pela manhã, um que tenha café em que os adultos possam estar calmamente a disfrutar do seu sossego e também a olhar para os seus filhos, deixando-os livres, mas com a supervisão e à tarde, ajustar uma hora ou duas para as tecnologias, permitindo-lhes criar um tempo previamente agendado com os pais para o efeito. Assim, até a noção de responsabilidade de cumprimento de agenda começa a ganhar contornos. Podemos, assim ter o melhor dos dois mundos.

O bom senso e o instinto parental são a melhor balança que se pode ter, mas isto é apenas a minha opinião até porque, eu sou “apenas” uma mãe.

Por Rita Pablo, CEM

 

“Qual é o limite sadio entre a simples supervisão e o
controle
exagerado das atividades dos filhos?”

Geocaching: uma caça ao tesouro ao ar livre!

Em plena febre de Pokémon Go, apetece-me relembrar que há uma alternativa com já alguma idade, mas nem por isso menos divertida: o Geocaching!

O Geocaching é uma caça ao tesouro realizada ao ar livre e “no mundo real”: tendo também por base a utilização de um receptor GPS (há diversas aplicações para smartphones), o objectivo é encontrar pequenos recipientes (geocaches) colocados um pouco por todo o planeta, partilhando depois a experiência na internet (www.geocaching.com). Na sua forma mais simples, a geocache contém apenas um bloco de notas para o registo da visita, mas também pode conter itens de troca.

A actividade tem já muitos milhares de seguidores espalhados por todo o mundo e é perfeita para todo o tipo de adeptos: aventureiros ou avessos ao risco, solitários ou em família, todos poderão encontrar geocaches com grau de dificuldade a si adaptado.

E a minha sugestão é exactamente fazer passeios em família tendo por base a caça ao tesouro com o Geocaching:

  • Envolva as crianças na preparação. O seu entusiasmo e expectativas serão contagiantes!
  • Seleccione no site oficial as geocaches que pretendem encontrar, com terreno e dificuldade adequados a todos os elementos da família, e carregue as respectivas coordenadas no GPS.
  • Prepare água e comida para um piquenique.
  • Partam à aventura, tendo sempre presente que as geocaches estão escondidas em sítios visíveis e, embora possam estar camufladas, nunca estão enterradas.
  • Quando encontrarem uma geocache, assinem o livro de registos e deixem-na como a encontraram.
  • Partilhem a vossa história e fotos com a comunidade.

Um último conselho: tenham o meio ambiente em consideração e pratiquem o Cache In Trash Out, um esforço mundial de limpeza em que os praticantes de Geocaching vão recolhendo lixo que encontram em locais onde este não deveria existir.

Boas Brincadeiras!

De acordo com um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, EUA, crianças cujos pais passam muito tempo a olhar para o telemóvel, têm tendência a não desenvolver a sua atenção, tornando-se ao logo do tempo reduzida.

A pesquisa mostra que a atenção é totalmente afetada pela interação social. “Quando os pais/educadores estão constantemente distraídos, ou cujos olhos não olham para os filhos enquanto brincam, traduz-se um impacto negativo enorme na atenção dos bebés num estágio-chave do desenvolvimento”, disse o líder do estudo, Chen Yu.  “Os bebés e crianças aprendem através da observação:  como ter uma conversa, como ler expressões faciais de outras pessoas, etc. Não havendo contacto visual, as crianças perdem marcos importantes de desenvolvimento.”

Além disso, estudos mostram que as crianças se estão a tornar obcecadas  por tecnologia, devido aos exemplos das mães e pais, e isso está a começar a afetar a saúde mental e o desempenho escolar em geral.

“Há uma tendência alarmante para os pais ignorarem os filhos de todas as idades, dando mais atenção a seus telefones e tablets do que à componente social e comunicativa.”

Consequentemente, as crianças podem sentir que não estão a receber a atenção que precisam. “As crianças têm necessidade de atenção, de capacidade de resposta dos seus pais quando estão furiosos, tristes, frustradas ou felizes, e sentem que têm de competir pela atenção,  quase como se se tratasse de uma rivalidade entre irmãos. Só que o rival é um novo dispositivo eletrónico. Esta tendência, se não for controlada, pode levar a problemas psicológicos.

Uma campanha de sensibilização lançada pelo Center for Psychological Research, em Shenyang, pretende alertar sobre os efeitos e as causas do uso da tecnologia quando se está com os filhos. “Sacar do telemóvel durante uma conversa, é como erguer uma parede entre duas pessoas

campapanha

 

 

Esta campanha foi amplamente direcionada para famílias com crianças pequenas, pois as crianças são quem mais se ressentirá a curto e longo prazo:

Details

Quem tem filhos que passam horas a frente dos aparelhos electrónicos e se deu ao trabalho de observar o comportamento deles quando se “desconectam”, notou com certeza certas alterações. As crianças que veem televisão ou estão a jogar nas consolas ou nos tablets durante algum tempo seguido, sem interrupção, estão mais cansadas e mal-humoradas, respondem torto e de forma tendencialmente agressiva, e estão num estado contraditório de alta agitação e exaustão difícil de gerir.
A Victoria L. Dunckley, M.D. (psiquiatra integrativa, especialista nos efeitos dos ecrãs no desenvolvimento do sistema nervoso e autora do livro “Reinicia o Cérebro do teu Filho”) fala em 6 mecanismos fisiológicos que explicam porque os aparelhos electrónicos geram distúrbios de estado de espírito e alterações comportamentais.

Nos últimos anos têm aparecido vários estudos que alertam sobre o efeito dos gadgets no nosso cérebro e no nosso corpo, com especial nota para o caso das crianças. Os especialistas avisam que os altos níveis de excitação afetam a memória e o relacionamento, o que dá origem à dificuldades escolares e sociais em consequência.

  1. Os gadgets perturbam o sono e dessincronizam o relógio biológico

A luz dos ecrãs imita a luz do dia, o que determina o nosso corpo a suprimir a produção de melatonina, hormona que regula o nosso sono e que o nosso corpo produz na presença do escuro. Apenas alguns minutos de estimulação de um ecrã pode retardar a produção de melatonina por algumas horas e dessincronizar o relógio biológico da criança. Isso desencadeia outras relações dentro do corpo, como o desequilíbrio hormonal, uma vez que a excitação não permite ao corpo mergulhar no sono profundo e reparador que precisa para recarregar energias.

  1. Os ecrãs viciam o cérebro 

Muitas crianças ficam viciadas nos electrónicos. O acto de jogar nestes aparelhos liberta tanta dopamina (o neurotransmissor do “bem-estar” que o nosso corpo produz) que ao realizarmos uma imagem do nosso cérebro naquele momento, ela é muito semelhante a um cérebro sob efeito da cocaína. À semelhança do que acontece com os outros vícios, quando o cérebro recebe dopamina em excesso, os seus receptores tornam-se cada vez menos sensíveis e é necessário um estímulo mais intenso para sentir o mesmo nível de prazer.

No entanto, uma vez que a dopamina é fundamental para o nosso foco e motivação, é totalmente compreensível que qualquer pequena alteração na sensibilidade à esta hormona pode alterar profundamente a forma como a criança se sente e funciona.

  1. O ecrã expõe o corpo à luz durante a noite

A luz produzida pelos electrónicos tem sido associada com estados depressivos em inúmeros estudos, que demonstraram que a exposição à este tipo de luz antes ou durante o sono causa depressão, mesmo quando não se está a olhar diretamente para o ecrã.

Por vezes, os pais estão relutantes ao restringirem o uso dos electrónicos, cedendo às insistências dos seus filhos e deixando-os usarem os eletrónicos no quarto ou em qualquer lado a toda a hora. O que é um facto é que remover o acesso à esta luz especialmente no final do dia e de noite é algo que os protege de várias formas a longo prazo.

  1. Os ecrãs induzem reações de stress

Tanto o stress agudo (reações do tipo luta ou foge) como o stress crónico produzem alterações na química cerebral e geram hormonas que aumentam a irritabilidade. A produção de cortisol, a hormona do stress crónico, aparenta ser a causa e o efeito da depressão, criando um ciclo vicioso. Adicionalmente, tanto a excitação aguda e o vício suprimem o funcionamento normal do lobo frontal, a área do cérebro onde é realizada a regulação do nosso estado de espírito.

  1. Os ecrãs sobrecarregam o sistema sensorial, quebrando a atenção e gastando as reservas mentais

Os especialistas dizem que o que está frequentemente na origem de um comportamento explosivo e agressivo é a falta de concentração. Quando a atenção sofre, sofre também a habilidade de processar o que acontece interna e externamente, pelo que, as pequenas solicitações tornam-se tarefas enormes. Desgastando a energia mental com estímulos visuais e cognitivos, os ecrãs contribuem para a redução das reservas mentais. Uma forma de as aumentar temporariamente é tornando-nos agressivos, pelo que as birras são de facto um mecanismo de lidar com esta escassez.

  1. Os ecrãs reduzem os níveis de atividade física e a exposição à natureza

As investigações mostram que o tempo passado ao ar livre, especialmente em contacto com a natureza, restaura naturalmente a atenção, diminui o stress e reduz a agressão. O tempo passado à frente dos electrónicos reduz assim a exposição aos elementos que naturalmente aumentam o bem estar e o estado de espírito da criança.

No mundo de hoje, pode parecer estranho restringir o acesso aos electrónicos. As crianças estão claramente atraídas pela interatividade, pelas cores, pelo entretenimento ininterrupto. E os pais conseguem ganhar alguns minutos de sossego e descanso.

Mas quando se nota claramente que as crianças estão a manifestar comportamentos de falta de atenção e concentração, agressividade, depressão, mau-humor, não lhes fazemos nenhum favor deixando os electrónicos à mão e esperar que se acalmem usando-os com moderação.

Não funciona, mesmo!

Pelo contrário, permitindo que o seu sistema nervoso regresse a um estado mais natural, com uma abstinência completa de ecrãs, podemos dar o primeiro passo em ajudar os nossos filhos a tornarem-se mais calmos, fortes e felizes.

 

 

imagem@bolsademulher

Repitam comigo: “no meu tempo não era assim”. E notem que não era mesmo. Do que falo? Bom, de ter alunos em sala de aula, com nove anos, a perguntarem-me se tenho instagram. E a olhar para a minha camisola, com um passarinho azul (o Larry) e a dizer: “tens uma camisola com twiter”. Vai-se a ver e os pais deles seguem a  minha página no facebook e estão agora, do lado de lá do écran, a ler este texto.

No meu tempo não era assim. As redes sociais estão aí, fazem parte da nossa vida, miúdos e graúdos e todos nós devemos utilizá-las de forma segura e com moderação. Há professores e educadores que o fazem de forma inteligente e divertida, potenciando as boas práticas em sala de aula.

Ler também Com as novas tecnologias, onde fica o convívio social?

Eu tenho por hábito fotografar sempre o quadro da sala onde trabalho. Confesso que preciso muito do quadro, durante as aulas ou as oficinas de filosofia. Quando não tenho esse recurso, uso folhas para tomar notas e registar, de certa forma, o fluxo do nosso pensamento.  E sabem como é: no final da aula há sempre alguém que pede para apagar o quadro.  Nos primeiros tempos eu tinha que pedir encarecidamente para nunca apagarem o quadro sem que eu tirasse a fotografia. Agora são eles que perguntam “já tiraste a fotografia para eu apagar o quadro?”.  O meu telefone está sempre comigo em sala de aula, no bolso das calças, em cima da mesa, ao pé do quadro. Os alunos sabem que fotografo os trabalhos do pensar – no quadro ou nos seus cadernos. Às vezes pedem-me para tirar selfies.  E perguntam-me se tenho jogos, no momento em que há tempo livre. Falam com muita naturalidade do facebook . Discutem os modelos dos smartphones com um conhecimento e propriedade tais que nesse momento eu sinto que sou a aluna.

Para esta nova geração o mundo tem tudo aquilo com o qual eu me habituei a crescer – e  écrans, de tamanhos diferentes, com possibilidades de trabalho, de brincadeira que nós nem imaginamos.

Os alunos de hoje estão a ser preparados para profissões que talvez nem existam. Falo por experiência própria: quando tinha 9 anos não tinha sequer a noção de que poderia ser professora de filosofia para crianças ou community manager (outra das minhas ocupações profissionais).

Preocupa-me sempre a utilização que possa ser feita deste mundo  à distância de um click, de um sign in, de um like, retweet ou share. E essa preocupação relaciona-se com a ilusão de proximidade que possa criar – nos miúdos e também nos graúdos. Numa conversa que tive com a escritora Alice Vieira – e que ficou registada na Revista Gerador #7 – falamos sobre “as maquinetas a que [as crianças] têm acesso” e da sensação que temos de que os vidros é que as estão a educar.

Há dias fui almoçar com um amigo num restaurante. Olhei à minha volta e o cenário era o seguinte: numa mesa, dois adultos e uma criança a comer. Os adultos conversavam e a criança olhava para uns desenhos animados, num tablet poisado de forma hipnótica à sua frente (a verdade é que a criança não conseguia não olhar para ali). Outra mesa: Dois adultos e duas crianças, sem dispositivos móveis em cima da mesa, a conversar e a almoçar, tranquilamente. E ainda uma criança e dois adultos: estes teclavam nos seus telemóveis (estariam a fazer like na fotografia que o outro publicou do almoço que estava mesmo à sua frente?) e a criança olhava para cada um deles e puxava a camisola, a chamar a atenção. E isto são coisas que me obrigam a parar para pensar, sem rotular uns ou outros de maus ou bons pais. No meu tempo eu levava livros para os restaurantes, para me entreter. Nessa altura não havia tablets ou smartphones. O resultado é que hoje vos escrevo num escritório de trabalho onde há sete armários com livros de cima a baixo. E a verdade é que, no tablet, também se podem ler livros.  AH! E também podemos partilhar os livros que estamos a ler nas redes sociais – e quem sabe se isso não é o início de uma bela conversa com a pequena Clara, que “esteve a ver-me no instagram” durante as férias da páscoa?

As mudanças na educação continuam a avançar rapidamente. No Brasil e no mundo.

A Revolução Digital, as novas formas de trabalho e as necessidades da geração digital forçam-nos a reformular, a ajustar e a criar novas maneiras de ensinar e de aprender.

Este movimento é só o inicio de uma grande reformulação na educação em todo o mundo.

O Playground da Inovação reuniu  6 tendências da educação para 2016 :

1 – Ensino Híbrido e Uso de Tecnologias mais avançadas
As formas offline de ensino andarão cada vez mais de mãos dadas com as novas tecnologias que surgem a todo momento. Serviços claud, realidade aumentada, Internet das Coisas, aprendizado através do smatphone, “Traga o seu próprio aparelho” (BYOD- Bring your own device), tecnologias vestíveis, criação de blogs pelos alunos e produção de vídeo são alguns exemplos das inúmeras maneiras como a internet e as novas tecnologias permearão o quotidiano dos alunos e professores dentro e fora da escola.

O Google Expeditions Pioneer Program é um exemplo claro de como a tecnologia pode ampliar os horizontes de aprendizado nas escolas. Através do Google Cardboard, uma espécie de óculos de papelão onde se encaixa um smartphone, é possível baixar aplicativos que nos proporcionam experiências incríveis como uma viagem a Marte ou ao fundo do mar. Algumas escolas no Brasil já começaram a utilizar este recurso, este ano.

No futuro próximo a tecnologia estará totalmente embrenhada e invisível no nosso quotidiano. Por isso, as novas gerações vão precisar de entender melhor como funciona a lógica computacional. Iniciativas voltadas para o ensino de programação nas escolas estão a crescer a um rápido ritmo com o objetivo de formar cidadãos mais independentes, com maior pensamento crítico e capazes de lidar com os desafios tecnológicos dos próximos tempos.

Para saber mais sobre Tecnologia na Educação leia o artigo do pelo site Porvir.

2 – Competências para o século XXI
Que habilidades são necessárias para lidar com a vida e com o mercado de trabalho? Como enfrentar tantas transformações no mundo? Estas perguntas têm desafiado pais, professores e empregadores de todo o mundo. Um conjunto de capacidades que engloba resolução de problemas, flexibilidade, tomada de decisão, gestão das emoções, empatia, colaboração, entre outras, é fundamental para navegar no mundo de hoje e será cada vez mais indispensável no futuro.

Por isso, o tema das habilidades socioemocionais ou competências para o século XXI está a ganhar um lugar especial em vários programas e políticas educacionais desde a educação infantil até a educação corporativa. Países como Estados Unidos, Canadá e Finlândia merecem destaque nesta área.

Para saber mais sobre este assunto e conhecer iniciativas ao redor do mundo acesse o infográfico “As Gerações Digitais e a vida no século 21″ do Playground da Inovação e o Especial Socioemocionais feito pelo Porvir.

3 – Formatos de ensino mais integrados com a realidade do mundo
Ensino focado em serviços, Ensino baseado em problemas, Ensino baseado em projetos são maneiras que favorecem uma maior integração entre os conteúdos ensinados em sala de aula com os problemas reais vivenciados pelas comunidades. Temas centrais são utilizados para ensinar as matérias do currículo tradicional de um jeito integrado. Estas estratégias de ensino, cada uma com a sua característica, aproximam o quotidiano da escola com o mundo atual, desenvolvem competências para o século XXI, promovem um senso maior de comunidade e cidadania, criam maior consciência sustentável, além de trazerem mais sentido para a experiência de aprender.

Um bom exemplo  de ensino baseado em serviços é a escola Montpelier High School nos Estados Unidos. Um dos objetivos é desenvolver um projeto voltado para sustentabilidade e produção de alimentos. Conheça melhor esta inciativa no vídeo abaixo do site Edutopia (em inglês):

4 – Aprendizado mais divertido
Gamificação, uso de jogos de tabuleiros, de jogos digitais e de ambientes mais lúdicos são abordagens mais divertidas e que têm se mostrado muito eficientes para engajar os alunos e os professores.

Cresce também a consciência da necessidade de brincar como ferramenta poderosa de aprendizagem e de criatividade. Não só na educação infantil, mas principalmente em outras fases da vida. Empresas, universidades e escolas com grande foco em inovação têm usado abordagens mais lúdicas como recursos para geração de ideias, para criação de novos produtos e serviços e para resolver problemas complexos. Por exemplo, o MIT criou uma iniciativa chamada Lifelong Kindergarten ( “Jardim da Infância para toda a vida”) para facilitar a criação de tecnologias através do brincar e para estimular a criatividade das pessoas.

5 – Movimento Maker
Atividades “mão na massa” com foco na fabricação de objetos e produtos tornaram-se moda e vieram para ficar. Conhecidos como Fab Labs – os espaços especialmente criados para estas atividades contém impressoras 3D, kits de robótica, máquinas de corte a laser entre outros materiais e estão pipocando em vários países. Escolas como a PlayMaker em Los Angeles e empresas como a Renault têm investido nestes ambientes apostando na inovação e na eficácia do ensino.

6 – Ensino Personalizado
Trabalhar o aluno como um indivíduo com limites e talentos únicos não é uma visão nova mas agora ela se torna mais possível através do uso de tecnologias que personalizam o ensino de forma muito precisa e eficaz. As plataformas adaptativas de ensino, já utilizadas em várias escolas do mundo e em alguns colégios no Brasil, proporcionam um feedback constante do aprendizado do estudante e serão cada vez mais difundidas e experimentadas nas escolas em 2016. Entenda melhor sobre este tema e conheça iniciativas relevantes nesta área no post atualizado  “Educação sob medida: personalizando o ensino”.

Fontes: OECD, EdSurge, Edutopia, Mindshift, ARedeEduca, Porvir, Playground da Inovação

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