8 formas de reforçar a conexão com os seus filhos diariamente

A relação emocional entre pais e filhos é algo que está sempre em desenvolvimento. Constrói-se todos os dias e é feita de pequenas coisas. Por vezes, corre bem, outras vezes, nem por isso. E, nos dias em que corre menos bem, é realmente preciso reforçar a conexão.

No entanto, a parentalidade é um trabalho contínuo no qual, tanto os pais, como os filhos, aprendem constantemente.

Crianças que cresçam com uma forte ligação com os pais têm mais facilidade em relacionarem-se com as outras pessoas. Além disso, são crianças que crescem mais saudáveis e felizes.

Assistir ao crescimento dos filhos, e ao processo de se tornarem cada vez mais independentes é ótimo. Ao mesmo tempo, é um desafio, pois há que reforçar a conexão com eles, e esse é um trabalho diário.

Reforçar a conexão com os seus filhos: 8 formas de o fazer diariamente

Com todos os desafios do dia a dia, por vezes é difícil chegar a todo o lado. Contas para pagar, desafios profissionais (e nós que gerimos um centro de estudos bem o sabemos)… No meio de tantas coisas, educar um filho é um dos desafios mais importantes de uma família, mas também um dos mais difíceis.

Há várias formas de reforçar os laços e promover uma maior ligação entre pais e filhos

1 – Tempo

Dar o nosso tempo a alguém é das coisas mais importantes que podemos fazer. Passe tempo de qualidade com o seu filho, converse com ele, façam alguma atividade em conjunto, vejam um filme…

Esteja presente durante todo esse tempo, observe-o e tente conhecê-lo melhor. Não se distraia com redes sociais, e-mails ou roupa para lavar…

Este tempo, sem distrações, será muito valioso para reforçar a conexão com o seu filho.

2 – Tenha empatia

Saber ouvir e colocarmo-nos no lugar do outro é uma das características mais valiosas que o ser humano pode desenvolver.

Entenda o seu filho, os desafios pelos quais está a passar, as suas dúvidas e inseguranças, sem julgamento ou crítica.

Pode ser muito difícil para os mais pequenos exporem as suas inseguranças, por receio da reação da outra pessoa. Por isso, apenas ouça e mostre interesse.

3 – Organize-se

Se tiver uma rotina mais ou menos definida, isso irá deixar-lhe tempo para se dedicar ao que realmente importa. A organização diminui o stress e aumenta a produtividade.

Isto aplica-se a vários aspetos da vida, e a vida familiar não é exceção.

Tendo uma rotina de tarefas e atividades, será mais fácil focar-se naquilo que interessa

4 – Brinque!

Esta é uma das coisas que mais vai reforçar a conexão entre pais e filhos. Muitas vezes, os adultos esquecem-se de ser crianças, e é tão bom brincar! Desarrume, suje-se, invente e deixe a sua espontaneidade fluir, sem filtros.

Sugestão: monte um acampamento dentro de casa, ou no jardim, se o tempo permitir. Uma pequena aventura, sem sair de casa, com direito a lanternas no escuro e muitas histórias para mais tarde recordar!

5 – Respeite o espaço do seu filho

As crianças também precisam da sua privacidade. Deve manter uma relação próxima com o seu filho mas sem invadir o espaço dele. Desta forma, ele vai sentir-se mais seguro.

6 – Saia da rotina

Na tal organização, que referimos acima, é importante deixar espaço para algum plano ou atividade fora do comum.

Um passeio a algum sítio novo, por exemplo, pode ser o suficiente para reforçar a conexão entre pais e filhos e viverem novas experiências em conjunto.

Além do mais, é algo que vai ficar sempre na memória dos mais pequenos!

7 – Estimule a partilha de tarefas em casa

Desta forma, irá juntar o útil ao agradável! Talvez as coisas não fiquem tão bem feitas logo de início, talvez demore um pouco mais de tempo.

No entanto, as tarefas domésticas não têm de ser chatas. Podem até ser divertidas e ajudam no desenvolvimento da criança, que se sentirá mais útil e responsável

8 – Leia para o seu filho

Crie um momento especial e explore toda a sua criatividade neste momento de leitura, tentando interpretar as vozes e estados de espírito dos personagens.

Como vê não é assim tão complicado reforçar a conexão com os seus filhos. Mas, este será um trabalho a ser realizado diariamente, pois só assim se conseguem alcançar resultados.

A educação dos nossos filhos começa em cada um de nós, pais.

“De onde tirámos a ideia louca de que para conseguirmos que uma criança seja boa, primeiro devemos fazê-la sentir-se mal?” A famosa frase da norte americana Jane Nelson, uma das mentoras da Disciplina Positiva, dá que pensar.

Vivemos um dia a dia tão frenético que nos resta pouco tempo para dedicar ao que deveria ser a nossa principal prioridade: a família. E quando os nossos filhos se “portam mal”, é mais fácil reagir com um grito, um castigo ou pior, uma palmada. E que tal começar por tentar perceber qual a razão por detrás dessa conduta? E se eu lhe disser que há alternativas, bem mais… positivas?

O que é a Disciplina Positiva?

Todas as crianças querem sentir-se importantes. E têm o desejo de pertencer.  À família, à escola, à equipa de futebol, ao grupo de amigos.

Disciplina Positiva não é mais do que um modelo educativo que permite entender o comportamento das crianças e oferece ‘ferramentas’ para actuar, sempre de forma positiva. Ou seja, com firmeza mas com afetividade ao mesmo tempo, sem autoritarismos ou controlo excessivo, mas sem permissividade. Baseia-se, pois, no respeito mútuo e na cooperação. A Disciplina Positiva permite também aos pais ajudar os mais novos a desenvolverem competências básicas para enfrentar o mundo lá fora. E um sentido de responsabilidade apurado.

Autoconhecimento, uma ‘arma’ poderosa para a Disciplina Positiva

A educação dos nossos filhos começa em cada um de nós, pais. Para podermos mudar comportamentos nos nossos filhos é preciso, primeiro, olharmos para nós próprios. E percebermos o que está mal e o que podemos mudar. Melhorar. Chama-se a isto autoconhecimento.

A maior responsabilidade de todas é clara: educar. Sem culpa, com amor, respeito, firmeza e amabilidade.

Sei que vou continuar a errar, neste caminho tão maravilhoso e desafiante da paternidade.

Mas eu aceito o desafio, e você?

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Existiu um momento da minha vida em que esta questão estava constantemente presente em mim: será que sou má mãe?

Os comportamentos do meu filho, as queixas e críticas constantes por parte da escola, os comentários e olhares reprovadores da família magoavam-me tanto que, por muito que tentasse, não conseguia reagir com ele de acordo com a intenção da mãe que queria ser. Gritava, castigava, reprovava, comparava. A seguir sentia uma culpa enorme e questionava o meu papel de mãe. Era muito cansativo. De manhã quando acordava prometia a mim mesma que ia mudar, que ia começar a ter outras atitudes e desvalorizava o episódio. E até podia aguentar alguns dias com esta esperança mas, a verdade é que pouco tempo depois, este ciclo voltava a repetir-se.

Esta situação deixava-me completamente esgotada pois existia uma discrepância enorme entre a mãe que era e a mãe que queria ser. Estava a chegar a um ponto em que o meu amor próprio estava a diminuir a olhos vistos.

Depois de um longo caminho interno, uma das coisas que percebi que me impedia de libertar-me dessa espiral era o sentimento de culpa. A culpa foi o grande obstáculo durante muito tempo à minha mudança. Porquê? Esta emoção corroía-me de tal forma que a tendência que tinha sempre que esta surgia era de fugir rapidamente. Como? Desvalorizava a reação que tinha com o meu filho ou culpava-o pela minha atitude.

Foi preciso fazer as pazes com a pessoa que era e ter consciência do caminho em que me encontrava para começar a mudança. O primeiro passo foi encarar a culpa de frente. Uma das coisas que aprendi e que se tornou um mantra para mim foi aprender a ser amável comigo: “Tu estás a fazer o melhor que podes com os recursos e consciência que tens”.

Esta foi uma aprendizagem poderosa porque a partir dai, sempre que a culpa surgia, em vez de tentar fugir, olhava-a de frente e perguntava-lhe: o que me queres dizer?. E em vez de começar a entrar no tal ciclo vicioso e iniciar uma série de questões que colocavam em causa a mãe que era (“sou má mãe?”), praticava a amabilidade para comigo (“tu estás a fazer o melhor que podes!”) e abraçava-me. Sim, abraçava-me! Já alguma vez se abraçaram? Podem começar Agora. Somos tão gentis para com os outros, porque não o somos com nós mesmas?

Um dos meus diálogos com a culpa foi este:

Eu – Qual a mensagem que tens para mim?

Culpa – Tens que ser mais calma e ser mais paciente com o teu filho.

Eu – Como? Estou completamente esgotada!

Culpa – O que precisas de fazer para ficar menos esgotada?

Eu – … Cuidar mais de mim.

Foi um daqueles momentos “Aha!”

Continuei a desenrolar o novelo… E percebi: inconscientemente as atitudes do meu filho, ao contrário do que poderia supor, não eram para me fazer sentir a pior mãe do mundo (sim, era o que sentia) mas sim para aprender a cuidar-me, porque, na realidade, era por essa falta de autonutrição que muitas vezes não conseguia lidar de forma serena aos desafios que o meu filho me colocava.

Hoje quero deixar-te com estas mensagens para te ajudar a romper com esse ciclo destruidor:

  • Escolhe ser amiga da culpa, não fujas dela, e pergunta-lhe: porque te estou a sentir? que mensagem tens para mim? que mudança tenho de fazer? Encara a culpa como uma mensageira.
  • Tens dentro de ti uma voz que te pode ajudar lidar com a culpa. A voz a que me refiro está muitas vezes em silêncio mas existe dentro de ti. Chama-se: amabilidade. Escolhe ser amável para contigo. Tu és uma mãe maravilhosa e estás a fazer o melhor que podes. Abraça-te!
  • O teu filho só quer que te ames incondicionalmente e vai fazer tudo para te levar a trabalhar nesse sentido. Ele vai deixar-te completamente esgotada até perceberes que tens de te amar, com tudo que és, para conseguires ter uma relação harmoniosa com ele. O que estás à espera para dar um passo nesse sentido? Qual vai ser a tua escolha?

Tu não és má mãe, tu és a melhor mãe que o teu filho poderia ter. Cuida de ti!

Por Carla Patrocínio, Coach Parental, Blog Meus filhos meus Mestres, para Up To Kids®

imagem@divany

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O equilíbrio da relação parental

Acredito que há uma relação direta entre o que fazemos como pais, os nossos hábitos, as nossas ações, e o comportamento e desenvolvimento dos nossos filhos. A forma como pensamos e nos comportamos influencia diretamente e molda o pensamento e o comportamento deles.

Acredito que o equilíbrio da relação parental e dos filhos depende em primeiro lugar, do equilíbrio e bem-estar emocional, psicológico, físico, espiritual e social dos pais.

Estas são as minhas bases.

relação parental equilibrada

Se eu estou bem, internamente e externamente, relaciono-me de forma equilibrada comigo e com os outros. Se eu estou bem, consigo manter-me presente e equilibrada nos momentos críticos e consigo assim ajudar os meus filhos a equilibrarem-se também. Se eu estou bem, os meus filhos estão bem.

Como adulto, tenho a grande responsabilidade perante mim e perante os outros de assegurar o meu próprio equilíbrio. Como Mãe tenho a tremenda responsabilidade de puder influenciar a balança da relação que tenho com os meus filhos (pelo menos até eles se tornarem aptos para funcionarem como adultos equilibrados e maduros).

Quando os meus filhos estão em desequilíbrio (estão chateados, frustrados, cansados etc.), alterando assim a nossa relação, a minha resposta é decisiva! O que penso e faço em consequência deste desequilíbrio, define para que lado vai a balança e quão grande será a oscilação dela. Ou seja:

  • Se escolho reagir de forma automática, sem pensar ou compreender a situação, deixando o meu cérebro escolher o meu comportamento por mim, normalmente com base em padrões pré-existentes (por ex. os aprendidos durante a nossa infância, com os nossos próprios pais), o resultado mais provável será desequilibrar ainda mais a balança. A intensidade da minha reação fará com que este desequilíbrio seja maior ou menor.Equilibrio filhos

     

  • Se escolho manter-me presente, observar e compreender a situação, tentar descobrir o que a provocou e procurar agir de forma que me parece mais eficaz para a resolver, ajudo a repor o equilíbrio. A calma e eficácia da minha ação podem diminuir rapidamente a oscilação da balança.Equilíbrio paisVou dar-te um exemplo:

    Fim do dia, estamos no carro, no caminho de regresso da escola para casa. A minha filha de 5 anos começa a queixar-se – ora porque o sol está sempre do lado da janela dela, ora porque está demasiado calor ou porque nunca mais toca a música que ela quer.

    Eu estou a conduzir e está trânsito. Preciso de me concentrar e já estou a pensar nas próximas coisas que tenho para fazer assim que chegarmos à casa (banhos, jantar, etc.). Estou meio presente, meio ausente.

    Ao ouvi-la, posso pensar e reagir de várias formas. Para exemplificar vou concentrar-me apenas em duas essenciais:

    • Posso pensar que ela está a ser “chata” e está a incomodar-me com coisas sem importância. Este julgamento do comportamento dela vai levar-me à reagir de forma a afastar esta “melga”, dizendo de forma ríspida e pouco educada: “Pára de te queixar! Nada te agrada! Não vês que está trânsito? Preciso de me concentrar!
      Qual achas que será a reação dela? Muito provavelmente vai desatar a chorar porque se sente rejeitada, incompreendida e porque o problema dela está a ser ignorado.
    • Posso pensar que ela está realmente incomodada com algo e está a precisar de apoio para acalmar. Afinal, só tem 5 anos e acabou de passar 8h numa escola cheia de barulho e longe do seu conforto. Esta observação pode levar-me à ativar a minha concentração no momento presente, e enquanto conduzo com atenção, procurar focar a minha atenção nela. Observar, pensar, aceitar o que a está a incomodar e tentar ajuda-la calmamente. Posso dizer, por exemplo: “Oh, gostavas muito de ouvir aquela música, não é? Estás sempre a cantar quando ela toca. Queres tentar canta-la comigo?…” ou “Ah, hoje está mesmo quente, não é? Também estou cheia de calor. Gostavas de abrir um pouco a janela ou achas melhor aumentarmos o ar fresco?” Desta forma, abro à porta da comunicação e da empatia, e ela saberá que estou a ouvi-la e estou aí para a ajudar.
      Qual achas que será a reação dela? Muito frequentemente vai acalmar gradualmente, porque está a sentir-se compreendida e apoiada.

    O resultado deste momento depende, em grande parte, de mim. Depende da forma como eu o encaro, como penso sobre o que acontece, da minha presença, do meu equilíbrio e da minha disponibilidade em repor a balança no seu nível de equilíbrio, para ambas.

    Quando EU estou em desequilíbrio, o meu comportamento pode provocar o desequilíbrio da nossa relação e, consequentemente, dos meus filhos. Neste caso, não posso esperar que sejam eles a calibrarem a balança por mim, pois obviamente, do ponto de vista de desenvolvimento ainda não têm a maturidade emocional e cognitiva necessária para tal. Mas eu tenho. Ou, pelo menos, é suposto ter.

    Também acredito que a vida não é um equilíbrio constante, mas um conjunto de pequenas/grandes oscilações, pois para conseguirmos ficar em equilíbrio, temos que aprender a lidar também com o desequilíbrio.

    E, à medida que os nossos filhos cresçam, a nossa responsabilidade em assegurar a balança torna-se cada vez mais partilhada. Cabe-nos ensinar aos nossos filhos ao longo do tempo como podem equilibrar a nossa relação e como podem assegurar o seu próprio equilíbrio. Uma competência que, mais tarde, vão usar para assegurar o equilíbrio da sua própria relação parental.

 

 

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Estamos mesmo a tempo de parar e refletir sobre a nossa postura face a tudo o que nos rodeia. Parece que a almejada felicidade que todos sonhamos para nós e para os nossos filhos, passa por um caminho que podemos fazer! Precisamos de seres humanos mais positivos e, por conseguinte, mais criativos, com bom sentido de humor, mais tranquilos e capazes de identificar mais oportunidades nas suas vidas.

Sabemos que pessoas mais positivas e felizes são mais produtivas nos seus trabalhos, estabelecem relações mais profundas e estáveis com os outros, são mais solidárias e saudáveis.

Vamos, então, ajudar os mais novos a combater a negatividade que tanto limita o nosso potencial de crescimento e afeta as relações que estabelecemos com o mundo. Não é preciso inventar a roda, para sermos mais positivos precisamos apenas de encher o nosso dia-a-dia com boas experiências, das pequeninas às maiores, tudo conta para que grão a grão encha a galinha o papo!

Eis um cérebro negativo:

1

Se reparar, neste cérebro cheio de “negatividade”, não existe espaço para boas experiências. É tão versado em situações negativas que se torna especialmente hábil a ver apenas negativo à sua volta e as boas experiências não só não têm lugar, como dificilmente são reconhecidas na sua linha de horizonte.

E agora, um cérebro positivo:

2

De forma inversa, um cérebro carregado de experiências positivas limita o espaço para experiências negativas e fica muito mais apto a encontrar oportunidades, onde outros avistam fracassos.

Posto isto, escolher entre viver o positivo ou sobreviver ao negativo é uma escolha que acarreta, ainda assim, algum esforço pessoal, uma vez que herdamos dos nossos antepassados uma tendência negativista que nos molda o cérebro. A necessidade constante de estar alerta para os perigos e antecipar onde estariam os tigres escondidos foi fundamental na proteção e sobrevivência da espécie. Contudo, nos dias de hoje, esta tendência negativista é muito mais  bloqueadora do que promotora de potencial evolutivo. A parte positiva é que, com trabalho, podemos contraria-la!

Positividade ​a la carte:

1) Agradecer: é relativamente comum estarmos focados naquilo que não temos e darmos por adquirido aquilo que temos; quando assumimos esta posição é também fácil sentir permanente insatisfação e negatividade, porque a galinha da vizinha é sempre maior que a minha! Apreciar e valorizar tudo aquilo que temos e conseguimos até ao momento cria em nós um sentimento de harmonia e reduz a sensação de estarmos sempre com algo em falta. Ajude o seu filho a pensar e a enumerar as muitas coisas que tem e já conseguiu, seja uma cama fofinha onde dormir à noite, uma refeição quente quando tem fome, um copo de água quando tem sede, a possibilidade de correr, a capacidade de imaginar um mundo de brincadeiras infinitas, o facto de ter uma família que o ama e faz tudo para que seja feliz… a lista pode ser mesmo infindável quando olhamos com o nosso “cérebro verde”, ao invés de um “cérebro vermelho”.

2) Rir: recomenda-se para todas as ocasiões e não, apenas, para quando o rei faz anos! Quantas vezes por dia comunica através do riso? Afogados na correria do dia-a-dia, muitas vezes esquecemos de rir e tornamo-nos demasiado sérios. Quando rimos estamos a emitir uma expressão positiva, a aliviar a tensão muscular, a diminuir o stress e a ansiedade, a reforçar o nosso sistema imunitário e até a diminuir a dor. Sempre que rimos o nosso sistema cardiovascular ativa-se, pelo que tanto a frequência cardíaca como a pressão arterial aumentam, o que eleva o fluxo de oxigénio no sangue, bem como o fluxo sanguíneo nos órgãos; depois das artérias tanto dilatarem, a pressão arterial e a tensão muscular diminuem até que perdemos a força de tanto rir! Lembra-se da sua última barrigada de riso? Ensine o seu filho a rir, a rir dos seus próprios erros, a rir com as suas dificuldades, a rir de momentos embaraçosos… o riso torna a vida mais leve, para além dos múltiplos benefícios para a saúde em geral. Sempre que ri pinta o seu cérebro de verde!

3) Ajudar: dar sem esperar nada em troca, oferecer um sorriso, um abraço ou mesmo uma mãozinha é mesmo muito gratificante. É nestes laços solidários que vamos criando com as pessoas (pertençam ao nosso mundo de conhecidos, como ao mundo dos desconhecidos) que constatamos muitas vezes o nosso valor, pelo que, quando cuidamos dos outros, estamos igualmente a cuidar de nós e da nossa existência. Ensine o seu filho a fazer diariamente algo por alguém… seja ouvir com atenção alguém está ávido de falar, seja ceder o lugar a alguém com menos vitalidade, seja fazer um recado importante, seja carregar um saco de compras a alguém que está muito carregado… é no detalhe que o seu 3 filho se evidencia por fora mas, sobretudo, cresce por dentro. É neste crescimento interno que semeamos mais positividade no cérebro.

4) Reciclar pensamentos: nada como centrifugar pensamentos negativos, até porque pensamentos são processos electroquímicos que acontecem na nossa cabeça e, muitas vezes, de forma bastante diferente da realidade. Deixar ser, ao invés de pensar como deveria ser… uma vez que pensar de forma negativa é muito mais corrosivo do que benéfico! Quantas vezes nos focamos apenas nos detalhes negativos das situações, generalizamos situações como se fossem a base de toda a realidade, tiramos conclusões precipitadas, amplificamos experiências ou vivemos aprisionados com os “deves” e “não deves”? Ensine o seu filho a reciclar pensamentos e a libertar-se do tóxico: sempre que for assaltado por um pensamento negativo, registe e tentem reformular em conjunto, acrescentado algo positivo. Ex. “Eu não sou capaz de...” para “Eu tenho tido dificuldade em fazer___, mas vou continuar a tentar e aos poucos conseguirei sempre fazer melhor… afinal se fosse fácil todos o fariam!”.

5) Desbloquear problemas: por vezes ficamos encalhados numa situação que nos cega a racionalidade, esconde soluções e paralisa a nossa ação. Lembre-se que existe sempre um caminho para seguir perante um problema: comece com uma pausa, respire profundamente e, quando estiver mais calmo, esboce um plano de hipóteses para começar a dissolver o problema. Aqui o objectivo é mudar o foco do nevoeiro negativo que paira na nossa cabeça, para um olhar atento na procura de soluções. Ajude o seu filho a definir problemas, criar planos, implementar os diferentes passos e depois a avaliar resultados. A excessiva preocupação não impede a ocorrência de problemas, apenas limita a vivência positiva e quando algo acontece, é na busca ativa de soluções que cultivamos positividade.

6) Assumir o comando da vida: percebendo que temos um papel ativo na nossa vida (podemos mudar e criar) e abandonando o nosso lado passivo que sofre pelo infortúnio do destino. Encontrar culpados para os nossos problemas, ou dificuldades, apenas serve para nos vulnerabilizar e limitar no nosso potencial de transformação da realidade. Não deixe de lembrar o seu filho que é ele quem escolhe a forma como sente e reage a realidade, bem como, também é ele que pode fazer algo para a mudar algo negativo para positivo. Se podemos escolher… porque não escolher o positivo?

7) Experimentar coisas novas: aumentando o nosso repertório de bem-estar ou identificando facilmente aquilo que não nos faz bem e não queremos repetir. Muito mais positivo do que um conjunto de bens materiais novos é o impacto de experiências na nossa vida. Vivenciar experiências é criar memórias, um álbum de fotografias que faz a diferença na hora de ver e sentir o mundo que nos rodeia. Estimule a vivência de novas experiências na vida do seu filho: um passeio num local desconhecido, o contacto com artes diferentes, uma conversa com alguém de outra cultura, a criação de algo fora da sua 4 zona de conforto, a participação num projecto social, a conquista de um desafio jamais imaginado… várias são as possibilidade de colorir o positivo dentro de nós.

8) Apreciar as experiências: o mindfulness, ou a consciência momento-a-momento, é a arte de saborear profundamente tudo aquilo que fazemos. Dirigindo a nossa atenção para o momento presente, sorvemos plenamente o aqui e o agora, retirando um partido único da atividade com que estamos implicados e intensificando a memória da experiência, quando ela já faz parte do passado. Ajude o seu filho a usar todos os seus sentidos sempre que experiencia algo. Como seria ver​, reparando em todos os pormenores, cores e efeitos; como seria tocar sentindo todas as texturas, temperatura e peso; como seria cheirar tentanto decifrar todos os aromas; como seria ouvir discriminando todos os sons e melodias; como seria degustar sentindo todos os sabores, temperaturas, consistências… já pensou em aplicar a atenção plena às boas experiências, amplificando o impacto do positivo que elas nos proporcionam?

9) Modelar: a melhor forma de ensinar o seu filho a ser positivo é ser positivo! 🙂 Se implementar a positividade no seu dia-a-dia vai contagiar os que estão à sua volta, nomeadamente o seu filho, que cresce rodeado de boa energia e percebendo que a felicidade é um caminho e não uma meta; é um processo que se constrói passo a passo, em pequenas coisas, todos os dias!
Um pensamento positivo pela manhã pode mudar todo o seu dia, uma mudança diária pode mudar toda a sua vida…
Seja positivo, fica o desafio a toda a família!
Por Vera Barroso, para Up To Kids®
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O Poder do Exemplo

Os pais têm o maior super-poder de todos: O poder do exemplo.

O modelo mais poderoso na vida de qualquer criança são os próprios pais. Através da observação direta, com eles aprendem o melhor e o pior: observam, imitam comportamentos, ações, valores, crenças e até mesmo expressões.

A aprendizagem profunda das crianças é desenvolvida com base na observação do comportamento e da constatação das consequências das ações de outras pessoas.  As crianças observam como reagem os familiares mais próximos. Tanto nas experiências positivas como nas menos positivas.  Estas experiências tornam-se parte dos “ficheiros de referência” a que recorrem para saberem como viver as suas próprias vidas.

O melhor de tudo é o facto de os pais se encontrarem numa posição de extremo poder no que diz respeito à capacidade de influenciar o desenvolvimento dos filhos. Os pais têm o maior super poder de todos: O poder do exemplo.

A questão agora é a seguinte: “Como é que estamos a aproveitar esta oportunidade? “

Sob quantas formas está o seu comportamento a influenciar o desenvolvimento da personalidade do seu filho?

Os pais desempenham um papel fundamental durante toda a vida. Nos primeiros anos os filhos admiram-nos como se fossem os melhores do mundo. Isto é muito positivo porque eles precisam realmente de alguém que possam admirar e que os guie e ajude a superar os obstáculos.

Os modelos são importantes porque é através deles que  as crianças aprendem os valores que orientarão as suas vidas.

As ações dos pais ensinam os filhos a assumir responsabilidades pelos próprios comportamentos, escolhas, ações, pensamentos e sentimentos.

Educar crianças perfeitas seria muito simples se os pais fossem perfeitos, por isso, têm de fazer o melhor que podem, sem nunca esquecerem de que estão a ser observados a cada minuto que passa.

  • Se quiser que os seus filhos aprendam a exprimir-se, tem de criar conversas em família
  • Se quiser que os seus filhos sejam saudáveis e estejam em forma, os pais têm de ter cuidados de alimentação e fazer exercício físico.
  • Se quiser que eles lidem devidamente com a raiva, então não deve insultar o tipo que lhe roubou o lugar no estacionamento

Através das suas ações, palavras e comportamento poderá orientar os seus filhos na direção pretendida. Mostre-lhes como podem ser adultos felizes, equilibrados e realizados. Mas lembre-se que os seus filhos irão também imitar as suas imperfeições.

Os filhos podem espelhar as suas piores características, vulnerabilidades e fraquezas. Apesar do modelo mais poderoso para a maior parte dos jovens ser o progenitor do mesmo sexo, as crianças não deixam de observar muito de perto a forma como o progenitor do outro sexo trata o próximo.

Como está a sair-se como modelo?

Consegue controlar o seu próprio comportamento e as suas emoções? Está a ensinar os seus filhos a controlar os deles?

Este video fantástico ilustra muito bem tudo o que escrevi sobre o poder do exemplo dos pais.

Desafio

Aproveite esta oportunidade para refletir um pouco sobre as suas ações.  Tem de ser muito honesto consigo mesmo acerca daquilo que está a demonstrar aos seus filhos. Não pode alterar aquilo que não assumir.

Rejeite todas as atitudes negativas. Acabe com todos os padrões de comportamento auto-destrutivos e aumente as atitudes positivas. As crianças precisam que os pais as orientem o caminho e os pais têm tudo o que é preciso para serem grandes modelos para os filhos.

Nunca é tarde, basta querer!

 

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar
Para Up To Kids®

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