Geocaching: uma caça ao tesouro ao ar livre!

Em plena febre de Pokémon Go, apetece-me relembrar que há uma alternativa com já alguma idade, mas nem por isso menos divertida: o Geocaching!

O Geocaching é uma caça ao tesouro realizada ao ar livre e “no mundo real”: tendo também por base a utilização de um receptor GPS (há diversas aplicações para smartphones), o objectivo é encontrar pequenos recipientes (geocaches) colocados um pouco por todo o planeta, partilhando depois a experiência na internet (www.geocaching.com). Na sua forma mais simples, a geocache contém apenas um bloco de notas para o registo da visita, mas também pode conter itens de troca.

A actividade tem já muitos milhares de seguidores espalhados por todo o mundo e é perfeita para todo o tipo de adeptos: aventureiros ou avessos ao risco, solitários ou em família, todos poderão encontrar geocaches com grau de dificuldade a si adaptado.

E a minha sugestão é exactamente fazer passeios em família tendo por base a caça ao tesouro com o Geocaching:

  • Envolva as crianças na preparação. O seu entusiasmo e expectativas serão contagiantes!
  • Seleccione no site oficial as geocaches que pretendem encontrar, com terreno e dificuldade adequados a todos os elementos da família, e carregue as respectivas coordenadas no GPS.
  • Prepare água e comida para um piquenique.
  • Partam à aventura, tendo sempre presente que as geocaches estão escondidas em sítios visíveis e, embora possam estar camufladas, nunca estão enterradas.
  • Quando encontrarem uma geocache, assinem o livro de registos e deixem-na como a encontraram.
  • Partilhem a vossa história e fotos com a comunidade.

Um último conselho: tenham o meio ambiente em consideração e pratiquem o Cache In Trash Out, um esforço mundial de limpeza em que os praticantes de Geocaching vão recolhendo lixo que encontram em locais onde este não deveria existir.

Boas Brincadeiras!

Já é um hábito para os pais, a agitação constante de todos os Natais. Todos os anos o ciclo se repete, e a busca pelo presente perfeito parece um caminho interminável.

Uns gostam mais de carrinhos e pistas para voar sem sair do chão. Outros preferem brinquedos científicos e descobrir comos e porquês. As meninas preferem os Nenucos e as Barbies, os peluches e as casinhas de bonecas. Mas… Sabia que o que as crianças preferem mesmo é brincar com os pais?

Segundo um estudo recentemente revelado pela Imaginarium, o desejo de todas as crianças é ter mais tempo para brincar com os pais. Brincar é sempre uma diversão, mas brincar com os pais, de uma maneira plena e sem pressas, é o verdadeiro prazer de viver.

Este estudo surge a propósito da comemoração do Dia Internacional dos Direitos da Criança, e reveste-se de especial importância, não só a propósito deste dia, mas a propósito de uma reflexão constante que fazemos todos os anos por esta altura: qual o melhor presente que podemos dar às nossas crianças, todos os dias? A resposta é fácil: estar perto, estar atento, estar presente.

Ser pai, mãe ou professor é uma tarefa dura, recheada de dias difíceis e birras intermináveis mas também é muito gratificante. Significa resistir e saber estar presente em cada momento, dar liberdade para brincar, protestar e perdoar.

Mais do que um brinquedo, um videojogo ou outro bem material que possamos oferecer, este Natal, importa que ofereçamos o nosso tempo: enquanto pais, irmãos, tios, primos, educadores, porque todos nós temos uma missão clara e doce.

Para 31,2% dos pais portugueses, à semelhança do que acontece em outros países do Sul da Europa, aquilo que os faz mais felizes no seu dia-a-dia é estar com a família. Por isso, mais importante do que escolher o brinquedo certo, por ser mais apropriado a cada idade, por ser fácil de utilizar ou por ter sido o preferido das crianças, o importante é que este Natal, pense no tempo que vai dedicar a partilhar esse momento com os seus filhos.

As crianças são felizes enquanto brincam. Aprendem enquanto brincam e divertem-se aprendendo! Mas aquilo que os faz realmente felizes é que os pais façam parte desse momento.

Também aqui, métodos de ensino e formas de educar se fundem, ao permitir que pais e filhos partilhem momentos de absorção e aprendizagem de conhecimentos, em conjunto. Sentar no chão, ouvir canções, repeti-las infinitas vezes, rir e chorar, fá-los compreender que o caminho se constrói em conjunto e que a peça mais importante do puzzle da vida são os pais, que a cada momento estiveram por perto.

Brincar com os filhos torna os pais especiais!

Por isso, este Natal seja especial, dedique-se aos mais novos, volte a ser criança e desfrute da actividade mais vital, divertida e essencial de levar a vida: a brincar!

Descalço ou em chinelos ele está a chegar. O Natal. Já repararam? Até já há marcas a aproveitarem-se dele, para vender os seus produtos! E ainda estamos em Novembro. Mas o tempo passa, voa, por vezes, impiedosamente. Principalmente se já estamos a caminhar para os “entas”.

O mote para este artigo foi dado através de um vídeo. Nesse vídeo, convidam-se as crianças a escrever para o “Pai Natal” e elas pedem todo o tipo de brinquedos. Depois, pede-se que escrevam para os Pais. Elas hesitam, pensam e quando avançam, colocam os Pais a chorar. Porque o que lhes pedem é o mais simples!

Porque há consciências pesadas.

Porque o simples, pode ser o mais difícil.

Arrisco esta lista porque aprendi há muito tempo: O que é do senso comum, não é assim tão comum!

O que as crianças verdadeiramente querem (e precisam) neste Natal:

  • Uma história contada pelos Pais, mesmo que sem muito jeito;
  • Uma brincadeira sem pressas com os Pais;
  • Um jogo que inventem com os Pais;
  • Um segredo que partilhem com os Pais;
  • Um beijinho dado pelos Pais ao deitar que demore 15 preciosos minutos;
  • A construção de uma trotineta com os Pais;
  • Descer uma rua (Ai o transito! Ai o perigo!) com essa trotineta;

Que coragem! Num mundo consumista e, porque não assumir, capitalista, quantos foram os corajosos que tentaram espalhar uma mensagem diferente?

Esta coisa de nos queixarmos porque “vivemos uma crise de valores” mas depois pouco fazemos para melhorar, deve acabar! Vamos pensar mais, vamos pensar melhor.

Pai, este Natal faça algo original…bonitas palavas, não? Mas não são apenas palavras. Ainda ontem a minha mulher dizia:

O ano passado o pai participou na elaboração do Calendário do Advento. Este ano vamos fazer aquela atividade da vela. Apagamos a televisão e ficamos a olhar para a chama, Conversamos e contamos histórias. Falamos sobre o que é o Natal para a nossa família.

Foi lindo ver os meus filhos com a boca entreaberta. Apagar a televisão ? Olhar para uma vela? Advento?

Com estes pequenos passos vamos fazendo história.

Já que falamos em histórias, ficam algumas ideias para a “época natalícia”:

  • Temos uma excelente oportunidade para contar a história do Natal. Porque existe Natal? Não vá um dia acontecer eles só conhecerem o nome do gerador do Natal, por ter o nome de um treinador de futebol…
  • “Se os meninos não brincam, eles ficam diminuídos em suas possibilidades de manifestação” diz Lydia Hortélio, professora de música e pesquisadora. Por isso, podemos fazer da preparação, do presépio, das lâmpadas, uma brincadeira.
  • Quantos presentes os Reis Magos levaram de acordo com a tradição ? Três? Então, porque não reduzir a esse número os presentes que as crianças podem receber?
  • Todas as pessoas celebram o Natal? Esta pode ser uma excelente ocasião para promover a tolerância e falar dos diferentes costumes. Os miúdos adoram
  • Qual foi aquela história caricata que aconteceu na sua peça de teatro sobre o Natal? A família vai adorar saber que se enganou no texto, ou que houve um ator que caiu em pleno palco. Estas histórias humanizam a época.
  • Quais as melhores recordações dos seus Pais? As melhores recordações que guarda deles nesta época? Iam ver aquela Árvore de Natal montada na rua? Comiam castanhas?
  • Qual a sua lista “O que as crianças (verdadeiramente querem e precisam) neste Natal”?

Bom Natal.

Brincar Devia Ser Obrigatório

“Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular?”

Chega o primeiro dia de aulas: choros, excitação, nervosismo, encontrar os amiguinhos, conhecer os novos, nova escola, rotinas novas. Nervos em franja, tanto para os mais pequenos como para os pais.

Depressa o tempo passa e após uma semana lá nos encontramos nas rotinas do costume. O stress de manhã, os apelos a que se despachem, não esquecer os lanches, não deixar as mochilas em casa. O trabalho para os pais, a escola para os miúdos e depois o regresso. Mas esta última viagem raramente é só da escola para casa: há que levá-los ao karaté, à natação, ao futebol, à ginástica, ao ballet, ao inglês, à música,… E depois ainda passar no supermercado para alguma coisa que nos falta das compras do fim-de-semana.

Chegados a casa, as tarefas do costume.

Fazer o jantar para os graúdos e os trabalhos de casa para os pequenos – “despacha-te a fazê-los, se queres ir brincar!”. Tomar banho, jantar, lavar dentes, vestir pijama, história e toca a dormir, que já se faz tarde. E tudo pronto para se repetir no dia seguinte. E logo, logo chega o Natal e outro ano começa, em que de entre as promessas para o novo ano se encontra o tentar passar mais e melhor tempo com as crianças.

E se tentássemos fazê-lo agora?

Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular?

Brincar devia ser obrigatório, não concordam?

Na quarta-feira (ou na segunda, ou na quinta, ou em outro dia qualquer) das 18h30 às 19h30 em vez de ir para o inglês, vai para casa brincar com os pais ou amigos. É gratuito e contribui para o bem-estar de todos. E “TPC’s” só depois da actividade, porque durante o tempo da natação também não se fazem trabalhos de casa.

Porque as actividades físicas e artísticas são importantes, mas o tempo de ser verdadeiramente uma criança em família também o é!

Fica o desafio!

Boas Brincadeiras!

Este é um guia prático para pais, avós, tios ou amigos, que querem ajudar os seus pequeninos a crescer, a aprender e a desenvolverem-se enquanto brincam.

Brincadeira: O Reflexo no Espelho
Idade: 0 aos 12 meses
Como brincar?

  1. Coloque o bebé em frente a um espelho e deixe que se observe. Nesta etapa do desenvolvimento, o bebé ainda não se reconhecerá a si próprio no espelho, mas ficará fascinado com o que vê.
  2. Mostre-se também a si e enquanto conversa com o bebé, faça diferentes expressões faciais e alterações no tom de voz e na velocidade do discurso.
  3. Coloque no espelho, uma pequena bola. Role a bola pelo espelho, bata a bola e gire a bola.

Competências em destaque:

  • Consciência espacial
  • Desenvolvimento da linguagem
  • Auto-conceito
  • Discriminação visual
  • Desenvolvimento da socialização
  • Desenvolvimento da atenção

 

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Brincadeira: Copos Mágicos
Idade: 12 aos 24 meses
Como brincar?

Esta brincadeira é uma versão simples de um jogo clássico – o cu-cu.
Mostre ao bebé que está a esconder um pequeno objeto (por exemplo uma bola ou um patinho de borracha), debaixo de um copo. Depois, coloque ao lado outro copo (que nada esconde).

Onde está o objeto?

Calmamente movimente os copos e pergunte-lhe onde está o objeto.
Inicialmente a criança poderá sentir alguma dificuldades, mas experimente mover os copos muito devagar e eventualmente conseguirá acertar!

Competências em destaque:

  • Memória visual
  • Concentração
  • Permanência do objeto
  • Resolução de problemas

 

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Brincadeira: Detetive das formas
Idade: 24 aos 36 meses
Como brincar?

Faça um jogo que ajude a criança a reconhecer as formas enquanto estão em casa. Poderá começar com as imagens de um livro, pedindo à criança que encontre algo parecido com um círculo.
Aumente o desafio, para o detetive, pedindo-lhe que descubra quadrados, círculos, triângulos e outras formas, nos objetos de casa.
Poderão depois dar uma espreitadela pela janela…Que formas esconde a rua?

Competências em destaque:

  • Linguagem
  • Concentração
  • Memória
  • Discriminação

 

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Brincadeira: Sentimentos
Idade: 3 aos 5 anos
Como brincar?

Faça cartões com imagens felizes, tristes e zangadas. Dê ao seu filho lápis, marcadores ou tintas e peça-lhe para desenhar uma imagem feliz, não necessita de ser nada em particular, apenas uma que signifique felicidade para ele. De seguida, peça-lhe para desenhar uma imagem triste e zangada. Enquanto ele desenha, converse com ele sobre o que ele fez para se sentir melhor naquela situação e o que ele fez para se sentir feliz.

Estas são ferramentas de coping (como lidar ou reagir em cada situação) que o ajudará a desenvolver a competência de auto-controlo quando ele crescer.

Competências em destaque:

  • Capacidade para estabelecer relações
  • Inteligência Emocional
  • Socialização

 

Boas brincadeiras!

Por Isabel Cunha, para Up To  Kids®
Todos os direitos reservados

 

Um dos alicerces para uma parentalidade bem-sucedida é o “brincar com os filhos”.

Brincar beneficia de várias formas o crescimento das crianças, proporcionando-lhes oportunidades para aprender sobre quem são, o que podem fazer, e como se podem relacionar com o mundo que as rodeia.

Brincar com os filhos é importante porque contribui para construir uma reserva de sentimentos e experiências positivas, que poderá ser útil em momentos de conflito, ou apenas para criar uma relação próxima, com fortes laços afetivos entre os membros da família. O adulto, através do brincar, ajuda a criança a resolver problemas, a experimentar ideias, a explorar a imaginação, a comunicar os seus pensamentos, a interagir socialmente, a partilhar e a estimular os sentimentos de autoestima.

Ser pai ou mãe, nos dias de hoje, não é tarefa fácil, porque ambos estão sobrecarregados de obrigações e têm pouco tempo para momentos de diversão, partilha e jogo, com os filhos.

É importante pensarmos na qualidade do tempo que passamos com as crianças, tendo em conta que elas precisam de tempo, de espaço, de parceiros, mas sobretudo que no seu ambiente familiar se reconheça a importância de pais e filhos brincarem juntos.

Pretende-se com esta chamada de atenção reforçar que através de uma educação modelada pela sensibilidade, pela atenção, e pela competência, se estimulam comportamentos sociais positivos nas crianças, bem como o aumento da sua autoestima.

Por Verónica Pereira, Enfermeira especialista Diretora do Crescer com Afeto – Saúde Pais e filhos,