Como tornar o mês de Junho mágico

Aproveite o bom tempo e saia de casa! É o último mês de aulas e todos, desde os mais pequenos aos maiores, estão a precisar de férias e de descanso.

Aqui ficam algumas dicas para aproveitar o bom tempo de uma forma mágica:

1 – Façam de turistas na vossa própria cidade e passeiem por locais não habituais. Quando estiverem cansados, sentem-se numa esplanada em que nunca tenham estado e aproveitem o sol. Não tenham pressa e conversem sem a correria habitual.

2 – Se planeiam comprar uma nova mochila no início do ano, vão buscar canetas e tintas e divirtam-se a pintar a mochila antiga. E talvez descubram que o resultado final justifica o abandono da ideia de ter uma nova!

3 – Comecem a fazer a vossa árvore genealógica com os miúdos. Eles adorarão descobrir coisas dos seus familiares e você também. Comece por entrevistar os membros mais velhos da família. É um óptimo pretexto para os mais pequenos passarem tempo com os avós e tios.

4 – Criem um barco a partir de uma barra de sabonete. É bastante fácil fazê-lo com uma colher. Usem um palito de churrasco e um pedaço de papel para fazer o mastro e a vela e vão brincar para dentro da banheira ou da piscina. Convém avisar as crianças para não limparem os olhos com as mãos após mexer no barco.

5 – Com um cortador de formas (daquelas que se encontram nas lojas de crafts) corte formas de folhas variadas que apanhem num passeio pelo campo. Façam uma grinalda para enfeitar a porta de casa ou o quarto dos miúdos.

6 – Usem roupas de cerimónia o dia todo. Torne esse dia especial e vá ao armário buscar as roupas que só usamos em ocasiões festivas.

7 – Comece um livro com as receitas que ensina às suas crianças. Cozinhem em conjunto e, de cada vez que o fizerem, escrevam a receita de modo a aumentar a vossa colecção. E podem sempre inventar coisas novas em conjunto, não se esquecendo de apontar a respectiva receita.

8 – Escreva uma carta para a sua criança. Descreva como ela é, do que ela gosta e porque gosta tanto dela. Guarde a carta num sítio escondido para que ela a possa encontrar no futuro. Não se esqueça de lhe dizer essas coisas também!

9 – Seja tolinho durante um dia inteiro de propósito! Abra os olhos de espanto e diga “oh esqueci-me de dar um “beijufa” sonora ao meu pequeno!”, agarre-o e dê-lhe um valente beijo! Deite a língua de fora e rosne ao seu filho adolescente. Comece a andar de uma forma tola. Divirta-se!

10 – Faça um Tie-Dye numa t-shirt ou outra peça de roupa das crianças utilizando guardanapos de papel e uma pistola de água. Primeiro molhe a peça de roupa. Rasgue os guardanapos e coloque-os em cima da roupa. Faça uma mistura de vinagre branco e água, encha a pistola e dispare para os guardanapos. Deixe secar. Alguns guardanapos e algumas cores funcionam melhor do que outras. Papel crepe também funciona bem.

tie dye

 

Divirtam-se, brinquem e aproveitem o bom tempo!

Boas Brincadeiras!

Dezembro é um mês muito especial!

É o mês do Natal, da família e dos amigos!

É o mês do amor, dos afectos e da partilha.

É o mês para passar tempo com o seu filho, para com ele preparar miminhos especiais para os mais próximos e para os que menos têm.

É tempo de solidariedade e de dar graças por todas as aprendizagens e coisas boas.

É tempo para nos focarmos mais na qualidade dos momentos e menos na quantidade de presentes.

Por isso, partilhamos consigo algumas sugestões de atividades criativas, que vão tornar o Natal da sua família repleto de momentos únicos.

 

6 meses +

Tesouros de memórias

Recolha alguns retratos de membros da família, imagens de animais conhecidos e preferidos e alguns objectos com significado.

Coloque em conjunto com o seu pequenino, os diferentes retratos e imagens numa caixa de cartão, como a dos sapatos.

Decore a caixa, com a impressão da mão, dos dedos e/ou do pé do bebé, utilizando para tal, uma tinta não tóxica e lavável.

Ajude o seu filho a encontrar a fotografia da mãe ou do pai, a imagem do gato e/ou do cão.

O tesouro vai ficar cheio de boas memórias e vai guardar muitos sorrisos!

 

16 meses +

Serigrafias especiais

Coloque papel de cenário no chão e disponibilize à criança lápis e canetas.

Nesta fase, a criança ainda não percebe que os lápis e as canetas são só para usar no espaço da folha, no entanto, elas adoram usá-los e explorá-los.

Enquanto a criança desenha, converse com ela e procure saber o que está a desenhar.

Façam recortes das áreas pintadas e ofereçam como presente ou coloquem na árvore de Natal!

 

22 meses +

Dança cantada

Vistam roupas coloridas e escolham acessórios divertidos.

Cantem uma música de Natal, de forma divertida, alterando a velocidade e/ou o volume e acompanhem com alguns movimentos.

Apresentem a vossa música e dança ao resto da família na noite de Natal.

 

3 anos +

Mensagens de carinho

Peça ao seu filho para fazer um desenho e para pensar no que mais gosta em cada pessoa da família.

Em conjunto escrevam uma mensagem.

Coloquem as mensagens em envelopes, e decorem-nos.

Vão até aos correios e enviem as cartas para os vossos familiares!

Boas brincadeiras!
Momentos especiais!
Muita partilha!

E FELIZ NATAL PARA TODOS!

imagem@alinebarretofotografia.com.br

E se existisse um livro que além de letras para leres e imagens para viajares na história tivesse também espaço para fazeres tu os desenhos e tornavas-te no próprio ilustrador, e quem sabe até o narrador ou o escritor desta história! E se esse livro fosse composto por vários textos, várias histórias todas diferentes, sem qualquer ligação entre si?
No Livro “Histórias minhas, desenhos teus” podes finalmente ir até onde a tua imaginação te levar. Podes desenhar um OVNI recheado de extra-terrestres que desceram à terra para conhecer a tua personagem favorita! Ou podes fazer uma máquina do tempo e regressar tantos que até um DINOSSAURO aparece no teu livro.
Tudo a teu gosto. Como sempre quiseste!

SINOPSE

Os livros são objetos que eternizam momentos, vivências e sentimentos. Este livro consiste num conjunto de textos, alguns dos quais com características “non sense”, que exploram os casos especiais de leitura. Pretende-se que este livro não seja explorado de forma solitária.
É um livro, não só para ser lido, mas para ser partilhado e vivido.
Esta pode ser uma oportunidade para alunos e professores, pais e filhos, juntos, darem largas à imaginação e explorarem não só os textos, mas também as ilustrações, criando um livro que será único. 

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INSTRUÇÕES
Este livro, que agora é teu,foi começado por mim, mas foi de propósito que não o acabei.

E porquê? Perguntas tu! 

Porque eu gostava que este livro se tornasse único e nosso.

O que eu quero dizer com isto é que terás oportunidade de o acabar, dando largas à imaginação e ilustrando os textos que faltam.

Para além disso, quero desafiar-te a fazê-lo sem que utilizes os materiais habituais. 

Que tal experimentar os lápis de cera, as aguarelas ou até as canetas de acetato? Não te esqueças que a criatividade permite-nos inventar, criar e sonhar, ela não tem limites ou barreiras…aceitas o desafio?!

Todos vamos querer ver o teu livro terminado!


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FICHA TÉCNICA
Autor: Andreia Reis
Data de publicação: Junho de 2015
Número de páginas: 48
ISBN: 978-989-51-5044-1
Colecção: Literatura Juvenil
Género: Conto Infantil

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Outubro é mês de início de atividades extracurriculares, de chegada da chuva, de muitos santos, de comemoração da implantação da república, (este ano) de eleições e de Halloween!

Pelo menos desde que a tradição anglo-saxónica invadiu a Europa e inundou o nosso Dia das Bruxas de consumismo e capitalismo!

As crianças deliram, os pais nem tanto, mas a verdade é que um mês antes se começa a falar de máscaras, pinturas, festas, lanches e muitas outras surpresas arrepiantes! Na realidade, o conceito de Halloween remonta aos tempos celtas do século XVII, em que se dedicava um dia a relembrar e celebrar os mortos.

Atualmente, o conceito base alargou-se e apesar de alguma alusão a tudo o que provém de outro mundo, este dia tornou-se célebre pelas máscaras, partidas e os famosos “trick or treat” que encantam os mais novos que batem de porta em porta em busca de doces e guloseimas.

Existe uma série de lojas onde os pais podem comprar fatos e acessórios a preços acessíveis e, agora, até os hipermercados disponibilizam uma variedade enorme de opções. Contudo, não só de fatos e guloseimas se faz o Halloween. É importante estimular os sentidos dos mais novos com diferentes actividades, que lhes permitam compreender o espirito e mensagem da época ao mesmo tempo que se divertem em projectos de grupo.

Também aqui, a língua inglesa, assume um papel fundamental: o de levar os mais novos até às raízes, origens e tradições de Halloween. Desde o vocabulário e adereços até às comidas típicas, actividades e rituais, é possível transmitir aos mais pequenos os conceitos de cultura e tradição, de uma forma inovadora e dinâmica.

Importa não só deixá-los brincar, porque são crianças e essa é a tarefa mais importante das suas vidas, mas também, ensinar-lhes a origem das coisas. É fundamental perceberem o que comemoram, porque comemoram, como devem comemorar. Seja o Halloween, a Páscoa ou o Natal, trata-se da transmissão de valores e essa é a missão mais importante de todas. Missão que educadores e professores, em conjunto com os pais, abraçam todos os dias de corpo e alma.

Claro que a época é de festa e por isso nós, adultos, devemos alinhar com os mais novos e aproveitar o (escasso) tempo que temos livre. Durante este mês, museus, bibliotecas e outros espaços comemoram o Halloween de forma animada e interactiva, tal como nos centros Helen Doron. O que interessa é que nos envolvamos em conjunto com os mais novos, seja em desfiles de máscaras, tardes de culinária, storytelling ou outras actividades que encantam todas as idades!

A oferta é vastíssima…basta escolher!

Brincar Devia Ser Obrigatório

“Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular?”

Chega o primeiro dia de aulas: choros, excitação, nervosismo, encontrar os amiguinhos, conhecer os novos, nova escola, rotinas novas. Nervos em franja, tanto para os mais pequenos como para os pais.

Depressa o tempo passa e após uma semana lá nos encontramos nas rotinas do costume. O stress de manhã, os apelos a que se despachem, não esquecer os lanches, não deixar as mochilas em casa. O trabalho para os pais, a escola para os miúdos e depois o regresso. Mas esta última viagem raramente é só da escola para casa: há que levá-los ao karaté, à natação, ao futebol, à ginástica, ao ballet, ao inglês, à música,… E depois ainda passar no supermercado para alguma coisa que nos falta das compras do fim-de-semana.

Chegados a casa, as tarefas do costume.

Fazer o jantar para os graúdos e os trabalhos de casa para os pequenos – “despacha-te a fazê-los, se queres ir brincar!”. Tomar banho, jantar, lavar dentes, vestir pijama, história e toca a dormir, que já se faz tarde. E tudo pronto para se repetir no dia seguinte. E logo, logo chega o Natal e outro ano começa, em que de entre as promessas para o novo ano se encontra o tentar passar mais e melhor tempo com as crianças.

E se tentássemos fazê-lo agora?

Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular?

Brincar devia ser obrigatório, não concordam?

Na quarta-feira (ou na segunda, ou na quinta, ou em outro dia qualquer) das 18h30 às 19h30 em vez de ir para o inglês, vai para casa brincar com os pais ou amigos. É gratuito e contribui para o bem-estar de todos. E “TPC’s” só depois da actividade, porque durante o tempo da natação também não se fazem trabalhos de casa.

Porque as actividades físicas e artísticas são importantes, mas o tempo de ser verdadeiramente uma criança em família também o é!

Fica o desafio!

Boas Brincadeiras!

Faltar para Estudar

Nas minhas aulas de Aikido para crianças, a justificação mais frequentemente apresentada para o absentismo é de longe a necessidade de ficar em casa a estudar para um teste ou exame da escola. Dou aulas a crianças com idades entre os 6 e os 14 anos, idade a partir da qual passam a integrar as classes de adultos, e a criança mais nova a dar-me esta justificação tinha 8 anos.
Confesso que não consigo deixar de ficar perplexo por uma criança desta idade, inteligente e saudável, me dizer que tem que faltar a uma semana de Aikido — no caso foi o que aconteceu — porque tem testes na escola. Que matérias são pedidas na escola do meu aluno de 8 anos que justifiquem que este precise de abdicar de duas horas semanais de uma actividade física e mentalmente estimulante para obter boas notas? Não consigo imaginar. Um outro aluno, de 12 anos, disse-me um dia ao conversarmos no fim da aula: “Os meus pais obrigam-me a estudar duas horas por dia, todos os dias. Só no dia de Natal me deixam não estudar e o que eu acho estranho é que as minhas notas são positivas mas não são muito boas!”

Mesmo partindo do princípio de que os programas escolares possam em alguns casos ser demasiado exigentes, estou convencido de que estes casos são acima de tudo fruto de uma pressão cultural e do ambiente em que habita cada criança.

Pressão da família, da própria escola, por vezes dos amigos.

O clima de competitividade exacerbada em que vivemos será talvez o principal motor deste fenómeno, mas também o medo dos pais de um futuro incerto para os filhos pode aqui ter o seu papel. O medo de uma vida exposta aos perigos da rua, mas também de um tempo que virá em que os mecanismos de solidariedade do Estado se prevêem quase inexistentes, leva a que muitos vejam a competência nos estudos como a melhor garantia de uma idade adulta descansada.

Também a visão tipicamente ocidental do ser humano enquanto tal — uma separação clara entre corpo e mente, carnal e espiritual — contribui para este quadro. Caricaturando um pouco, é como se se considerasse que dentro de cada ser habitam duas entidades, uma regida pelo coração e outra pelo cérebro, sendo que aquela à qual é dado real valor, é a segunda. Considero esta concepção do Homem não só errada mas também perniciosa e, mesmo, filosoficamente insustentável. Nunca ouvi ninguém dizer que tinha mais amor pelo seu cérebro do que pelo coração, é certo, mas é assim que como sociedade, mesmo que de tal não nos demos conta, agimos.

Temos finalmente a evidente sub-valorização das actividades ditas físicas ou de educação física (sendo que o Aikido não é puramente nem uma nem outra) quando confrontadas com as restantes actividades académicas. A nossa sociedade coloca no topo de uma hierarquia implicitamente aceite as disciplinas das ciências e engenharias; dá um segundo lugar às humanidades; situa as artes abaixo das duas anteriores e, no fim da tabela, surgem as actividades físicas. É um sistema valorativo que tem tanto de cultural como de injusto e mesmo injustificado.

Que futuro desejamos para os nossos filhos?

À pergunta “que futuro deseja para o seu filho?”  Será muito mais provável ouvir-se respostas como “gostava que fosse médico” ou engenheiro, do que “gostava que fosse um ser humano apto para a vida”. Mesmo quem diz apenas “eu quero que ele seja feliz”, não está a grande maioria das vezes, quase de certeza, a equacionar a hipótese de o filho vir a ser profissional de Andebol ou técnico de jardinagem. E no entanto, se pensarmos bem, não há nada que nos permita relacionar directamente o grau de felicidade com os estudos que se tem. Projectar o futuro é humano e inevitável; perceber que aquilo que projectamos, mais ainda se o projectamos em função de terceiros, pode não acontecer, é desejável.

Chegado a este ponto, é preciso deixar claro que não falo neste texto de casos com necessidades específicas, sejam elas quais forem. Refiro-me apenas à grande maioria das crianças que tenho nas minhas aulas e que são em geral saudáveis e provenientes de um ambiente familiar estruturado. Há sempre casos particulares ou excepcionais. Estou convencido, evidentemente, de que uma criança mais bem preparada na escola terá à sua disposição mais ferramentas para a idade adulta; aquilo em que não acredito é que uma criança tenha um melhor desempenho académico se cortar nas actividades físicas normais para as trocar por horas de secretária. Não tenho dúvida de que há muito por onde cortar no dia-a-dia de grande parte das nossas crianças, antes de chegar às actividades físicas.

Acresce ao até agora dito, que tudo o que tenho consultado sobre a matéria é consensual no que diz respeito aos efeitos benéficos do exercício físico no desempenho escolar das crianças. A média de uma hora de actividade física diária surge, frequentemente, como desejável para que se façam sentir os seus efeitos nos resultados académicos (e na saúde em geral, embora não caiba aqui tratar esta matéria).

Os benefícios mais referidos de uma actividade física regular nos moldes acima descritos, são:

  • Maior oxigenação das células do cérebro, nomeadamente das implicadas nos processos de aprendizagem, por via de um aumento do fluxo sanguíneo a este órgão;
  • Aumento da produção das hormonas úteis no combate ao stress e para uma melhoria da disposição geral;
  • Maior capacidade de concentração.

Outro benefício geralmente referido, não directamente relacionado com questões de saúde, é o do papel da aprendizagem de regras em ambiente desportivo num melhor desempenho social das crianças (no caso do Aikido, não sendo embora um desporto, o conceito aplica-se plenamente). Um exemplo disto será a melhoria do comportamento verificado nas salas de aula.

As escolas têm, claro, uma oferta desportiva própria. Não só a incluída nos horários regulares, mas também a que algumas já hoje oferecem como actividades extra curriculares e que vão do Judo à Canoagem. Acontece que é tudo ainda muito insuficiente. A carga horária semanal da disciplina de Educação Física, variando conforme o ano, não andará muito longe das duas horas, duas horas e meia. Os intervalos não chegam para compensar e grande parte dos edifícios escolares não tem sequer boas condições para que tal pudesse acontecer. É por isso fundamental que as crianças complementem a sua actividade com disciplinas fora do horário académico, sejam elas na própria escola ou fora dela.

Não falei aqui, deliberadamente, dos benefícios próprios do Aikido. Fi-lo porque já escrevi sobre isso noutros locais e porque pretendo que este artigo sirva fundamentalmente para chamar a atenção dos pais para o erro que penso ser cortar nas actividades físicas dos mais novos a favor de muito pouco em estudo para testes ou exames. Não sendo um profissional de saúde infantil, estou profundamente convencido de que uma criança plenamente formada física e mentalmente é a condição essencial para um adulto apto para a vida. Cortar num dos factores será prejudicar o seu futuro.
A chave estará antes numa boa organização do tempo que, apesar da vida complicada dos nossos dias, estou convencido ser possível.

 

imagem@isshindojo

Carta aberta às mães de crianças sem alergias alimentares

Queridas mães de crianças sem alergias alimentares,

Eu, que não me recordo de alguma vez ter invejado alguém (excluindo, talvez, a primeira menina da minha rua a ter a Bota Botilde), dou por mim a sentir um bocadinho de inveja vossa.

Gostava de, tal como vós, ter o à vontade para entrar em qualquer restaurante e sentar-me, descontraidamente, a saborear uma refeição com a minha família.

Gostava de, depois de um dia extenuante de trabalho, poder comprar uma refeição já feita e não ter de ir directa para o fogão (sem passar pela casa de partida!). Adorava que uma refeição fosse somente isso mesmo e não tivesse de estar, constantemente, com o “radar ligado”.

Adorava ir de férias sem a despensa atrás e ter de, invariavelmente, cozinhar todos os dias (ainda que de biquini).

Tal como vocês, quando o meu filho tosse ou lhe aparecem umas borbulhas, gostava apenas de constatar: “está com tosse” ou “apareceram-lhe umas borbulhas” e não listar mentalmente tudo o que ele comeu/contactou nas últimas horas/dias e ficar na dúvida se aquilo se trata, ou não, de uma reacção alérgica.

Quando recebo convites para as festas de aniversário dos vossos filhos fico sem pinga de sangue, mas não é porque esteja a pensar no presente que terei de comprar ou porque seja anti-social (bem, talvez só um bocadinho). Na verdade, uma festa de aniversário infantil é a mais radical das experiências para mim. Numa mesa onde há cupcakes, cake-pops, guloseimas variadas e bolos de toda a espécie, eu vejo cianeto, arsénico, antrax… não é uma visão lá muito festiva pois não? E se há azar?

Dirão que estou sempre a falar no mesmo. Sim, é verdade. Estou sempre a falar no mesmo, mas, se o faço, é porque conto convosco para me ajudarem a manter o meu filho em segurança. Se vissem uma criança lançar-se a uma movimentada estrada tratariam de a impedir, não é? As consequências poderiam ser terríveis. Aqui, passa-se exactamente o mesmo.

Por último, mas não menos importante, quero que saibam que isto não é uma escolha nossa, não é uma moda, não é uma dieta de exclusão maluca que nos lembrámos de fazer.

É uma condição clínica, potencialmente mortal.

LER TAMBÉM…

Início das aulas: AEIOU para pais de crianças com alergias alimentares

Dez tipos de mães de crianças com alergias alimentares

A alergia alimentar não é contagiosa, a empatia sim

 

 

2014 chegou ao fim, e a Up To Lisboa Kids quer agradecer a todos os leitores por terem feito parte desta nossa aventura. Obrigada por nos lerem lido, seguido e partilhado. Obrigada por gostarem de nós. <3

Em 2015 continue connosco. Saia mais. Veja mais espetáculos. Leve os miúdos a workshops. Não perca uma exposição. Siga os programas gratuitos. Participe nos nossos passatempos. Desça um escorrega. Aplauda uma peça de pé. Vá a um concerto infantil. Passeie de elétrico. Suba ao Padrão dos descobrimentos. Perca-se em Alfama. Vá ao Planetário ao Domingo de manhã. Ande de bicicleta na promenade de Belém. Coma um pastel. Façam pizzas ao almoço. Compre mais livros. Observe as boas ilustrações. Vá ouvir um conto. Ou vá ver uma curta. Descuide a rotina. Seja espontâneo. Vá a uma exposição de banda desenhada. Dê pão aos peixes no lago à frente do Aquário Vasco da Gama. Vá a um bailado. Coma castanhas na rua. Uma fartura nos carrosséis. Grite numa peça de improviso. Salte no parque. Veja um clássico na Cinemateca Júnior. Continue connosco. Estas são apenas algumas das sugestões que irá encontrar nas nossas páginas. Inspire-se nos nossos artigos. E se gostar partilhe. Nós agradecemos.

Os nossos números e os mais lidos

Em 2014 tivemos 2 milhões e meio de visitas, ao longo de 491 posts. O post mais visto foi publicado no dia 25 Fev’14 e teve 79,349 visualizações.

Fomos lidos em 196 países do mundo, sendo Portugal o grande líder das nossas audiências, seguido pelo Brasil, Uk, Angola, Moçambique, EUA, Austrália, etc.

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Fomos convidados para ir à TV duas vezes. E fomos.

Construímos ligações, criamos parcerias, fizemos amizades.

O post mais visto teve 281,112 visualizações, e caso lhe tenha escapado ou queira reler algum artigo fica aqui a lista dos mais lidos em 2014:

7 atitudes dos pais que irão impedir os seus filhos de se tornarem lideres

Carta de um pai para a sua filha

A verdade sobre ter um terceiro filho

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

Carta às mães mais que perfeitas

A influência dos elogios no desempenho das crianças

7 segredos para criar crianças mais felizes

És definitivamente uma mãe quando

O que deve saber uma crianças de 4 anos

DURAÇÃO | Para escrever os recados secretos: cerca de 20 minutos. Para os partilhar: Todo o dia!

MATERIAL
1. Cartões /cartolina cortada em pedaços
2. Canetas de cores.

OBJETIVO
Valorizar-nos mutuamente e deixar mensagens simples que demonstrem afecto e reforcem a importância dos diferentes membros da família.

COMO REALIZAR
Escrever em diferentes cartões, recados que queremos deixar para a mãe, para o pai, para os irmãos. O mesmo se aplica aos pais, ao escreverem para os filhos.

Depois, escolher um por dia e colocar na mala, na mochila, na lancheira, ou na carteira da mãe, do pai, dos filhos, para que sejam encontrados durante o dia como surpresa! Por exemplo, num dia de teste pode escrever um recado secreto:  “Bom dia minha princesa! Que o dia seja calmo e o teste corra muito bem! Beijinho grande do Pai”.

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Será mesmo?!

Se é daqueles que considera que o Património é algo velho, sem graça, cheio de pó ou inacessível, guardado em redomas de vidro e que poucos o conseguirão entender, muito menos os seus filhos, desengane-se!

O Património está cada vez mais vivo, através de um conjunto de acções que reforçam o seu potencial histórico e educativo. Seja para crianças, adultos ou famílias, é possível visitar o melhor do nosso Património de uma forma extremamente lúdica, onde o prazer se alia ao ócio, onde se cumpre a missão de cada entidade que gere esse bem patrimonial, isto é, conhecer para preservar.

Mas será assim tão importante levar os mais novos a conhecer o Património?

Nós acreditamos que sim. Nós sabemos que sim. Criando esta aproximação ao Património, as crianças crescem com valores de protecção e salvaguarda de um bem que é delas. Conhecer é também compreender; é fazer a ponte com tudo o que aprendem na Escola, sustentando o conhecimento que aí adquirem. É também fazer a ponte com o presente e com o futuro, projectando-se na salvaguarda da sua própria história.

O Património é fixe?

Não somos só nós que o dizemos. As nossas crianças, após conhecerem histórias e truques do dia-a-dia da boca de um pastor; de conhecer como é confeccionado o pão, sentido-lhe o sabor após ter sido cozido em forno a lenha; de descobrir a arte da pintura a fresco, escondida em igrejas cuja chave é preciosamente guardada por uma senhora da aldeia; ou a arte dos azulejos nos edifícios, que praticamente nos passa despercebida, tal é a rotina das pessoas que vivem nas grandes cidades; ou o prazer e surpresa que têm ao lançar o pião, outrora jogado pelos pais e avós; são elas que nos dizem: o Património é fixe!

Por Patrícia Azevedo, Programadora Cultural do MAPA,
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