Como reagir se o seu filho disser: “Não quero ir à escola”

A recusa em ir à escola é entendida na maioria das vezes como um ato momentâneo de preguiça e na maioria dos casos não passa disso mesmo. Mas a frase “não quero ir à escola” pode esconder um pedido de ajuda para o qual os pais devem estar atentos.

Antes de pensar castigar, ou obrigar, tente perceber o que leva o seu filho a acordar sem vontade de ir às aulas.

É normal que uma vez ou outra uma criança mostre vontade de ficar em casa, muitas vezes, na expectativa de ficar mais tempo com os pais. Mas se a recusa se repete é preciso ler para lá dos sinais.

AS DESCULPAS

“Doí-me a cabeça”, “doí-me a barriga”, são desculpas a que os mais pequenos recorrem com frequência quando não querem ir à escola. Por vezes o mal estar físico tem sintomas que são visíveis pelos pais como febre ou vómitos, mas que não encontram uma justificação médica. São os chamados sintomas psicossomáticos.

Uma reação do corpo a problemas que podem ser de natureza psicológica ou emocional. É importante perceber que o seu filho pode não estar a mentir quando se queixa de uma dor de barriga para a qual o médico não encontra resposta.

A criança pode ter dificuldade em expor e até compreender o que sente.

A dor é a porta que o corpo encontra para pedir ajuda.

RAZÕES PARA NÃO QUERER IR À ESCOLA

São vários os motivos que podem levar uma criança a rejeitar a escola de um dia para o outro.

Tente conversar com o seu filho perguntar-lhe o que tem de melhor e de pior na escola.

Esteja atento aos sinais.

Bullying

Há crianças que recusam levar determinadas roupas ou objetos para a escola, outras que acabam por admitir que “os meninos são maus”. São por vezes sinais de que são vítimas de agressões físicas ou psicológicas, o chamado bullying. Se for esse o caso dê confiança ao seu filho. Mostre-lhe que não está sozinho e que juntos vão resolver o problema. Tente identificar quem são os agressores e marque uma reunião com o professor ou o diretor de turma. Sugira também uma conversa em conjunto com os pais dos meninos responsáveis pelo bullying e tentem em conjunto encontrar uma solução.

Dificuldades de aprendizagem e/ou atenção

Uma chamada para ir ao quadro ou para ler um texto em voz alta, para algumas crianças não passa de um desafio mas para outras pode ser um enorme fator de ansiedade.

O medo de cair no ridículo, de ser gozado pelos restantes, é habitual entre os mais pequenos, sobretudo quando existe uma dificuldade de aprendizagem de forma geral ou em determinadas matérias.

É importante estar atento, falar com o seu filho ao final de cada dia.

Se ele diz que “a escola é muito difícil, veja para lá do óbvio.

Talvez sinta vontade de dizer que tem de trabalhar mais porque a vida é dura e exige esforço. Mas o caminho deve ser outro. Pergunte-lhe que matérias acha mais interessantes na escola e em quais tem mais dificuldades. Elogie as capacidades que revela e mostre que o irá ajudar a superar os temas mais difíceis. Poderá também recorrer à sua experiência pessoal para lhe dar alguns exemplos de como superou determinados problemas.

Medos

“Não quero ir à escola”, pode querer dizer “quero ficar em casa”.

Na prática parece dar no mesmo, mas não é.

Por vezes o problema está no seio da família e não no ambiente escolar.

Há crianças que, por diversas razões, alimentam uma dependência pelo pai, ou a mãe e sentem receio sempre que se afastam. Acontece, por vezes, quando há uma perda ou um distanciamento. Em caso de morte, por exemplo, ou de divórcio. Se o seu filho perdeu a avó ou o avô, é natural que se questione que pode um dia perder os pais. Um receio que se pode traduzir em ansiedade e medo de sair de casa, de se afastar dos que mais gosta. Falamos de pessoas, mas pode acontecer também quando há a perda de um animal de estimação. Uma vez mais o diálogo é essencial para compreender e ajudar o seu filho.

Os motivos que podem levar uma criança a rejeitar a escola são muitos e podem ocorrer em simultâneo.

A boa notícia é que, na maioria das vezes, o problema é passageiro. Esteja atento. No final de cada dia, conversem, faça perguntas. O que aprendeu na escola? Que disciplinas gostou mais? Será que sentiu dificuldades nalguma matéria? E os amigos? Quem são? A que brincaram nos intervalos?

Não desespere e, acima de tudo, não castigue antes de saber a real razão do problema.

A criança precisa de sentir que é entendida.

Tente a via do diálogo. Reforce a importância dos estudos para a vida futura, mas realce também o lado mais lúdico da escola.

E já agora, avalie se o seu filho dorme horas suficientes. Será que não tem uma agenda demasiado preenchida com atividades escolares e extra-escolares.

Por vezes, algum cansaço pode ser a resposta que procura.

Lembre-se, poderá não acertar na melhor estratégia à primeira, tente uma vez mais, mas não hesite em procurar ajuda especializada, de um psicólogo, por exemplo, se entender que o problema persiste.

Este é um tema que gera muitas divergências de opinião. Se por um lado temos os defensores que acham que são uma tarefa bastante importante, por  outro temos os opositores, que acham que não ajudam em nada.

Mas para que servem os trabalhos de casa?

Quem defende, diz que o objetivo é consolidar os conhecimentos adquiridos ao longo do dia, encontrar um método de estudo, e promover a responsabilidade.

Esta prática, já antiga, conhecida por todos nós, que no entanto, nunca chegou a ser atualizada.

Hoje em dia, as crianças têm um horário mais prolongado, com muitas atividades, acabando por chegar a casa cansadas e sem qualquer motivação para se debruçar sobre os trabalhos de casa.

Esta tarefa, que deveria ser realizada com alguma estabilidade e motivação, acaba por ser executada com cansaço e consequentemente  encarada como um sacrifício.

As crianças, rapidamente ganham alguma aversão, e dificilmente criam empatia pela tarefa, e os resultados acabam por ser desastrosos.

Os pais, que por sua vez também estão cansados, vêem-se aflitos para conseguir ajudar os seus filhos, não conseguindo acompanhar da devida forma.

O ideal seria existir um equilíbrio. Trabalhos de casa, sim, aos fins-de-semana. Por exemplo, sob forma de responsabilizar a criança, fazendo com que possa consolidar os seus conhecimentos, mas em doses equilibradas.

É importante perceber que uma criança, precisa de brincar, precisa de ter tempo para ser criança, precisa de se sentir feliz e motivada.

Trabalhos de casa, podem ir muito além das fichas de trabalho. Podem ser feitos através de uma pesquisa, uma conversa com um adulto sobre um tema, a leitura de uma história, uma expressão dramática, uma ida a um supermercado.

Creio que existe uma grande preocupação em depositar conhecimentos numa criança, e não em ensiná-la nas suas mais variadas vertentes de uma forma mais prática e com empatia.

Uma das melhores maneiras de acompanhar o seu filho na escola é vigiar e rectificar a mochila do seu filho. É importante perceber o que é que se passa no seu dia-a-dia, conhecer a sua letra, se há ou não recados, se há trabalhos de casa, que matérias estão a dar, para que ele perceba que é importante ter essa responsabilidade incutida.
Desta forma, os pais estão mais presentes na educação escolar do do seu filho.

5 dicas de um Estudante para te ensinara estudar!

Ninguém pode saber tão bem o que é ser um estudante com trabalhos de casa para fazer, testes para fazer na semana que vem e livros para ler, como outro próprio estudante. Aqui estão algumas estratégias dos verdadeiros especialistas para adolescentes sobre como…

…usar o tempo com sabedoria!

Se és um estudante, já sabes que o tempo que tens nos testes é fundamental para demonstrares o teu conhecimento. Mas não pares por aí. Se sabes que o tempo nos testes é importante, há uma forte probabilidade de o tempo nas tarefas de casa ser importante também. Estas dicas podem ajudar:

Dica 1:

Divide os grandes trabalhos em partes menores e menos intimidantes. Tens um trabalho de três páginas para fazer em uma semana? Define datas para trabalhar em pequenas tarefas relacionadas com o trabalho como:

  • escolher um assunto,
  • fazer pesquisas,
  • escrever um primeiro rascunho.

Não tenhas medo de pedir a um adulto para te ajudar.

Dica 2:

Dá a ti mesmo tempo suficiente para trabalhar devagar e com cuidado. Não queres te precipitar ou acabar por saltar alguma parte de uma tarefa!

Dica 3:

Faz o que é devido primeiro. Se te deparares com uma longa lista de tarefas curtas, é muito fácil agarrar em todas de uma vez e começar a trabalhar em ordem aleatória. Mas essa não é a abordagem mais eficaz.

Reserva um minuto para estabelecer prioridades de acordo com o que é esperado primeiro e o que provavelmente levará mais ou menos tempo para ser concluído. Estuda hoje para o teste que tens amanhã, não para o teste que está marcado para a próxima semana.

Dica 4:

Não caias na armadilha “hoje não tenho de estudar”. Se a tua agenda estiver atualizada, olha em frente para ver o que está por vir: uma questão de aula para o final da semana ou uma ficha de consolidação para quinta-feira?

Usa esse tempo livre para começares a estudar no trabalho que precisas entregar mais tarde.

Dica 5:

Descreve a tarefa antes de começares.

Para um projeto sobre o crescimento de plantas, que materiais vais precisar de reunir?

Quantos dias vais precisar para que o feijão brote?

Quanto tempo vais precisar para escrever os teus resultados?

Pensa pela tua cabeça e descobre as etapas que tens de percorrer para saberes o que precisas e quanto tempo vais precisar para que isso seja feito.

Estas dicas ajudam-te a gerir o teu tempo, e a trabalhar duro também, mas é essa ética de trabalho que te ajudará no futuro, não importa o que decidires fazer na vida. Se és um estudante, “Usa o tempo com sabedoria!” e, em breve, “Abraça ferramentas simples!”.

Creme para crianças retirado do mercado pelo Infarmed

O Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização e a retirada de todas as unidades existentes no mercado do creme para crianças Barral BabyProtect Creme de Rosto.

A autoridade Nacional do Medicamento, refere que o creme de rosto infantil da Barral

Não cumpre com o Regulamento (CE) n.º 1223/2009, de 30 de novembro, devido à identificação laboratorial de Phenoxyethanol não declarado na lista de ingredientes, bem como à utilização de conservantes não autorizados...”

Alerta ainda que, os consumidores que possuam este cosmético não o devem utilizar. Quanto àsentidades que disponham de embalagens deste produto refere que não as disponibilizem para venda, devendo proceder à sua devolução.

O Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização e a retirada de todas as unidades existentes no mercado do creme para crianças Barral BabyProtect.

 

Nos produtos “INCA Creme hidratante Limão” e “INCA Creme hidratante de Frutaso Infarmed detetou “laboratorialmente a presença da mistura de conservantes “Methylchloroisothiazolinone (and) Methylisothiazolinone” e verificou que todos os cosméticos da mesma marca foram colocados no mercado sem que a pessoa responsável garanta o cumprimento das obrigações previstas, pelo que o Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado nacional de todos os produtos da marca INCA.”

Refere ainda que “A utilização desta mistura de conservantes é proibida em produtos cosméticos não enxaguados e pode colocar em sério risco a saúde humana, por induzir alergia de contacto.”

Como elogiar os nossos filhos

O elogio, sentido e verdadeiro, está na base da construção de uma auto-estima sólida e duradoura.

Como as primeiras testemunhas das pequenas conquistas dos nossos filhos, é da nossa boca que ouvem os incentivos que mais importam.

Uma criança que cresce sentindo que os seus actos importam será um adulto mais consciente não só das suas capacidades, mas também do mundo que o rodeia: mais aberto a sentir-se como parte de um todo, uma parte importante e construtiva.

Sou adepta do elogio, mas acredito que nem todo o elogio é benéfico e é por isso que devemos pensar antes de o proferir.

Por exemplo, dizer constantemente aos nossos filhos como são inteligentes pode passar-lhes a sensação de que isso lhes basta. De que como são inteligentes não terão de se dar ao trabalho de fazer certas coisas porque já têm como dado adquirido essa característica intelectual. No caso acho mais responsável elogiar o esforço, o trabalho e perseverança que a criança teve para alcançar o objectivo.

Devemos exaltar a sua coragem quando têm de ultrapassar um obstáculo.

Elogiar a forma como ficam bem vestidos, mas deixar claro que não é a forma como estão vestidos que faz deles pessoas mais ou menos bonitas.

Incentivar a empatia, elogiar a amabilidade para com o próximo.

Promover a partilha e dirigir sempre uma palavra de apreço quando essa partilha acontece sem intervenção externa.

Evitar expressões como “sabes tudo” porque naturalmente, apesar das nossas boas intenções, está longe de ser verdade e pode passar-lhes uma sensação de superioridade em relação aos outros que não é saudável.

Elogiar a dedicação que aplicam a uma tarefa, mesmo que os objectivos não sejam alcançados – na vida importa muito mais sermos humanos que máquinas, que competem entre si e acabam por se perder no caminho, esquecendo-se que na maior parte das vezes o mais importante é aproveitar a viagem.

Este é um trabalho em construção que faço diariamente com a minha filha.

Dou por mim a pensar antes de falar e, algumas vezes, depois de já o ter feito, tentando analisar o impacto que as minhas palavras possam ter nela.

Porque as eles lhes escapa pouco. Ainda ontem me dizia “mãe, aquele senhor tem sapatos de salto alto, são sapatos de menina”. E eu, atenta às questões de género e à importância da liberdade de expressão, respondi ”vou-te contar um segredo: os rapazes podem usar os sapatos que quiserem e as meninas também podem usar os sapatos que quiserem. O importante é estarem confortáveis com quem são e serem felizes”. Respondeu-me ela “Ai é? Então por que é que de manhã não me deixas usar os sapatos que eu quero?”. ?

Eles são atentos, eles ouvem e absorvem, eles imitam-nos, eles aprendem connosco.

Neste crescimento contínuo entre pais e filhos a nossa missão é a de ensinar o melhor que sabemos.

E isso também passa por saber quais as palavras que os servirão melhor no futuro.

Um futuro que todos queremos que seja brilhante. Seja lá o que isso for para cada um de nós.

Sempre que alguma partícula estranha (microorganismo, poeira, líquido, expectoração, …) chega aos brônquios ou pulmões, a primeira resposta do organismo é tentar eliminá-la.
Para isso, é desencadeado o reflexo da tosse. Em que ocorre uma saída de ar forçada pela boca, a alta velocidade, arrastando consigo o que conseguir.

Tosse
Na maior parte das vezes é causada por infecções respiratórias e, apesar de surgir em poucas horas, demora muito mais tempo a desaparecer. De um modo geral, dura cerca de 2-3 semanas, período ao longo do qual vai melhorando lenta e progressivamente.

Características e tempo de evolução da tosse

No início surge, habitualmente, uma tosse seca e irritativa, seguida ao fim de 3-4 dias por tosse produtiva e com expectoração. Ao fim de cerca de uma semana a tosse volta novamente a ser seca e só depois vai desaparecendo.
É muito importante conhecer estas características e tempo de evolução da tosse. Só assim se consegue distinguir uma evolução típica de uma evolução atípica, sendo que esta última implica sempre observação médica e, eventualmente, realização de exames para investigação.

O que fazer?

Uma vez que se trata de um mecanismo de defesa, não requer tratamento na maioria das vezes. De qualquer forma, há alguns procedimentos que devem ser adoptados e que podem ajudar a aliviar o desconforto provocado pela tosse, tais como:
  • Fazer uma boa higiene nasal. Com ajuda de soro fisiológico ou um spray de água do mar e, eventualmente, utilizando também um aspirador nasal;
  • Fraccionar as refeições nos casos em que as crianças vomitam com a tosse. Ou seja, dar mais vezes de comer, mas menos quantidade de leite/alimentos em cada refeição.
De um modo geral, a administração de medicamentos para “parar” a tosse deve ser evitada. Estes acabam por retirar alguma capacidade de resposta do organismo e boicotar a principal forma que temos de limpar os pulmões.
Já em relação aos remédios mais tradicionais ou “caseiros”, tais como os xaropes de cenoura ou mel, a sua eficácia é, no mínimo, bastante duvidosa e devem também ser evitados, uma vez que possuem demasiado açúcar e podem ser mais prejudiciais do que benéficos.

SINAIS DE ALARME

A tosse é muito frequente e todas as crianças têm vários episódios em que tossem durante o ano.
A maior parte dessas situações são “comuns” e pouco graves.

Mas há alguns sinais de alarme que os pais devem conhecer, tais como:

– mau estado geral da criança
– febre alta, difícil de controlar
– falta de ar
– sinais de dificuldade respiratória. (o nariz a abrir e fechar ou a pele entre as costelas a ir “para dentro e para fora” durante a respiração)
– tosse com mais de 3 semanas de duração, sem noção de melhoria
– vómitos persistentes
– dificuldade na alimentação
– guincho inspiratório entre acessos de tosse
É muito importante estar atento a estes sinais, porque a sua presença implica sempre uma observação médica mais urgente.

O novo ano letivo já arrancou e por isso, enquanto pais, devemos começar já a acompanhar os nossos filhos. Em casa, na escola nas atividade, aqui ficam

6 formas simples de preparar o seu filho para o novo ano letivo

A emoção e a angústia são mais notórias no início do novo ano escolar. Para muitos pais e filhos o regresso às aulas depois das longas férias de Verão, é sinónimo de dificuldades: novos professores e alunos, horários fixos e maior exigência.

Mudanças que se afiguram particularmente difíceis, sobretudo para crianças e adolescentes com problemas de aprendizagem, de falta de atenção e com baixa capacidade de organização.  Há a necessidade de as preparar com antecedência para as novas obrigações académicas. Não desespere!

Há formas simples de as ajudar na transição para o novo ano letivo e que dependem apenas de si:

1- Ensine o seu filho a ser organizado.

Uma organização/calendarização das atividades eficaz, pode facilitar os primeiros dias de escola, aumentar os níveis de confiança e autoestima e serenar o habitual nervosismo. Organize o material escolar, livros, canetas e a mochila. Defina, por exemplo, as tarefas domésticas diárias em função dos horários escolares. Estabeleça períodos para as atividades extracurriculares e para o estudo em casa.

É importante que o seu filho tenha horários pré-definidos para a realização dos trabalhos de casa. Um local arrumado e silencioso para realizar as tarefas escolares pode ser determinante para obter a desejada concentração e os bons resultados no final dos três períodos letivos.

2 – Estabeleça rotinas de sono.

O descanso é fundamental para uma boa aprendizagem e melhora o desempenho escolar. Imponha horários para o seu filho ir para a cama durante o ano letivo. As necessidades e os padrões de sono variam em função da idade da criança. Não dormir o número de horas necessárias pode também ter consequências graves aos níveis emocional e comportamental.              

3 – Converse diariamente com o seu filho sobre a escola.

Mantenha uma comunicação aberta sobre as atividades curriculares, a aprendizagem e as relações com colegas e professores. É importante que os pais se envolvam nas rotinas escolares. Incentive o seu filho a partilhar os medos e receios. Identificar um problema é a primeira forma de o resolver.

4 – Motive o seu filho para a aprendizagem.

Não há sucesso escolar sem motivação. Esteja atento aos progressos e às dificuldades. Elogie os bons resultados e reforce o esforço aplicado na aprendizagem. Se o fizer estará a contribuir para promover a motivação e a confiança do seu filho. Não estabeleça objectivos demasiado elevados. Expectativas não cumpridas podem ter um efeito negativo no rendimento escolar. Ensine o seu filho a acreditar em si próprio.  Concentre-se nos seus pontos fortes e dê-lhe ferramentas para lidar com os desafios escolares de forma mais eficaz.

5 – Estabeleça estratégias para o estudo no novo ano letivo

É preferível uma hora diária de estudo a várias nas vésperas das avaliações. Comece pelas disciplinas que o seu filho tem maiores dificuldades. Deixe as que ele considerar mais fáceis para o fim. Os níveis de concentração são mais elevados no início da realização dos trabalhos de casa. Ensine o seu filho a fazer apontamentos da matéria sobre a qual incide o estudo. Em caso de necessidade pode sempre aproveitar o fim-de-semana para rever conhecimentos e pôr a matéria em dia.

6 – Ensine o seu filho a ser autónomo e responsável.

É importante que os alunos percebam que as boas avaliações dependem de si próprios, dos níveis de concentração nas aulas e do trabalho em casa. As crianças devem ser estimuladas e orientadas para estudar de forma autónoma. Isto não significa que os pais devam “estudar” pelos filhos. É um erro comum que só promove a dependência e a falta de confiança das crianças. Supervisione diariamente as atividades letivas em casa, sobretudo nos primeiros anos de escolaridade. Apoie, esclareça mas incentive-o a estudar sozinho.

 

 

 

 

A minha filha tem fúrias

Faço esta pergunta como mãe e ainda estou à procura de respostas.

A minha filha tem 4 anos, é um amor, carinhosa e preocupada mas também tem fúrias. Há alturas em que passa para o lado de lá da força e nessas alturas vai tudo à frente.

Há uma tendência de os pais ficarem incrédulos porque não foi assim que educaram os filhos. Ou porque simplesmente foram crianças tão diferentes deles.

Cresci a ouvir dizer que nunca tinha feito uma birra e, bem, digamos que não somos minimamente iguais.

Conheço a minha filha como ninguém mas isso não significa que saiba tudo sobre ela ou que consiga perceber tudo o que está a sentir.

Tento, é esse o meu papel, e tento também orientá-la dentro da raiva e fúria que está a sentir, a frustração que transmite no seu comportamento.

Tento que perceba que pode comunicar de outra maneira.

Uma das estratégias que encontrei foi pedir-lhe que me tente explicar o que está a sentir usando palavras. Sei que isto, para quem está fora de si, dá vontade de chutar o balde e mandar o outro para um certo lugar. E às vezes não resulta. Noutras resulta e ela vai verbalizando e eu vou tentando ajudar a falar, a exprimir, a explicar.

Mas há alturas em que nem ela sabe já o que a deixou assim e, por isso, esta estratégia não resulta.

Já fiz este mundo e o outro e tento seguir o meu instinto no momento.

É cansativo, suga-me a alma e muitas vezes acabo derrotada e a chorar por dentro (até que posso chorar para fora), mas procuro fazê-la perceber que não é assim que se resolvem conflitos ou se manifesta tristeza ou raiva. Não deveria ser.

Já li que as crianças só têm maturidade emocional por volta dos 5 anos e estou a contar os dias para lá chegar, para provar a teoria, sabendo à partida como todas as crianças são diferentes e como os timings variam de umas para outras.

Quero que sinta que se pode exprimir. Mas que entenda que nesse processo não pode magoar os outros, verbal ou fisicamente – e não se pode magoar a si.

Este processo de não desistir dela e de não a deixar por sua conta dá-lhe a segurança de sentir que, apesar de às vezes errar, não está sozinha.

Porque não está e canso-me de lho dizer.

Às vezes termina a pedir-me desculpa e a dizer “vamos voltar a ser amigas”.

Explico-lhe que nunca deixei nem deixarei de ser sua amiga porque ela age de maneira errada comigo. Porque sou sua mãe e estou aqui para a ajudar. Mas faço questão de dizer que para as outras pessoas isto pode não ser válido, porque quero que compreenda que não se pode fazer tudo aos amigos. Há coisas que simplesmente não têm perdão e não podemos esperar que nos aceitem depois de errarmos. Podemos desejá-lo, trabalhar para isso, mas não exigir isso dos outros.

Porque este amor incondicional pertence aos pais. E nós somos os primeiros a terem de ser tratados como tal.

Se desse lado também há dias cinzentos, muita força. Às vezes temos de atravessar a tempestade de mãos dadas para conseguirmos chegar juntos até ao arco-íris.

O que é a Psicomotricidade?

A Psicomotricidade é uma prática de mediação corporal que permite à criança reencontrar e desenvolver o prazer sensório-motor através do movimento e da regulação tónica, possibilitando depois a apropriação dos processos simbólicos, com forte acentuação da componente lúdica.

Que tipos de intervenção psicomotora existem?

  1. Preventiva: estimulação e promoção do desenvolvimento, em crianças sem problemáticas de desenvolvimento;
  2. (Re)Educativa: estimulação do desenvolvimento psicomotor e do potencial de aprendizagem;
  3. Terapêutica: intervenção nos problemas de desenvolvimento, de aprendizagem e/ou do comportamento.

Para que crianças?

A intervenção psicomotora, de carater reeducativo e terapêutico, é dirigida a casos em que os processos do desenvolvimento e da aprendizagem estão comprometidas e em que estão frequentemente implicados problemas psicoafectivos, de base relacional.

O Psicomotricista intervém essencialmente com crianças com perturbações do desenvolvimento e aprendizagem, que resultam, essencialmente, de condições, como:

  • perturbação da coordenação motora e outras limitações do movimento;
  • perturbações do espetro do autismo;
  • défices da comunicação verbal e não-verbal;
  • deficiência intelectual;
  • dificuldades na aprendizagem dos processos simbólicos (leitura, escrita e aritmética);
  • dificuldades na gestão dos processos de atenção (seleção, focalização e coordenação de estímulos);
  • problemas de memória e perceção (identificação, discriminação e interpretação de estímulos visuais, auditivos ou tácteis); mutismo seletivo;
  • perturbação da hiperatividade e défice de atenção;
  • perturbação da oposição ou conduta; problemas emocionais (instabilidade emocional, baixa autoconfiança, baixa tolerância à frustração);
  • problemas de autorregulação do comportamento (impulsividade, agitação, desinibição, agressividade, oposição) ou outras funções executivas (capacidade de planeamento, capacidade de síntese e analise) e problemas psicomotores propriamente ditos. Por exemplo, dificuldades na regulação tónica, no equilíbrio, na estruturação espácio- temporal, na noção do corpo, na lateralidade, na motricidade global, na motricidade fina e na oculo-motricidade).

Quais os objetivos gerais de intervenção?

A intervenção psicomotora tem como objetivo promover a vivência harmoniosa da criança no seu corpo, com os outros e com o meio envolvente, estimulando e facilitando o desenvolvimento global da criança e, consequentemente, os processos de aprendizagem.

Os objetivos de trabalho irão variar de acordo com a idade, o tipo e a gravidade da situação, sendo que se salientam alguns objetivos gerais:

  • Motivar as capacidades sensoriomotoras através das sensações e relações entre o corpo e o exterior;
  • Desenvolver a capacidade preceptiva através do conhecimento dos movimentos e da resposta corporal;
  • Organizar a capacidade dos movimentos representados ou expressos através de sinais, símbolos, e da utilização de objetos reais e imaginários;
  • Ajudar a mobilizar os seus recursos individuais, reforçar a sua identidade para reconquistar a sua autoconfiança;
  • Fazer com que descubram e expressem as suas capacidades, através da ação criativa e da expressão da emoção;
  • Melhorar as suas respostas motoras e a sua interação pessoal, fortalecer a aquisição de estratégias de resolução de problemas, de acordo com as suas capacidades e potencialidades;
  • Criar segurança e expressar-se através de diversas formas.

Que atividades/técnicas são utilizados?

Pode recorrer-se a:

  • Jogos de exercício, funcionais ou motores, com função de harmonizar os gestos e aumentar a sua eficácia;
  • Jogos simbólicos ou de imaginação, que favorecem a passagem do nível sensório-motor ao nível da representação;
  • Jogos de construção, que têm a sua fonte nos jogos simbólicos e evoluem para uma adaptação mais precisa à realidade;
  • Jogos de regras caracterizados por determinadas obrigações comuns permitindo o desenvolvimento da cooperação.

Em suma, o objetivo da prática de Psicomotricidade centra-se na globalidade da criança, tendo em conta quer os aspetos funcionais, quer os relacionais.

 

Por Mariana Silva, Psicomotricista

PHDA: O meu filho tem hiperatividade ou é apenas irrequieto?

“Sempre que crianças ou jovens revelem alguns dos sinais de alerta relacionados com a PHDA, pais e professores devem procurar quanto antes uma avaliação mais detalhada junto de técnicos especializados”

À medida que crescem, é expectável que as crianças vão ganhando cada vez mais controlo sobre o seu comportamento, tornando-se mais capazes de regular e controlar as suas reações ao que lhes acontece. Por exemplo: numa situação de frustração ou de zanga, a criança aprende a responder de forma menos impulsiva e/ou agressiva; num contexto em que seja necessário esperar, a criança aprende a ter mais paciência e a aguardar pela sua vez.

No entanto, esta aprendizagem não é automática.

Pelo contrário, e tal como em qualquer outro tipo de aprendizagem, a criança evolui através de tentativa e erro, isto é, cometendo erros e aprendendo com e através destes. Só assim poderá compreender profundamente aquilo que dela é esperado, e como deve comportar-se nas diversas situações. Tais erros correspondem, muitas vezes, àquilo a que tipicamente se designa por “maus comportamentos”. Crianças mais irrequietas e/ou curiosas tendem a “portar-se mal” com mais frequência, e a ter mais comportamentos desafiantes e de oposição.

Distinguir claramente estes maus comportamentos de comportamentos hiperativos nem sempre é fácil; por um lado, uma criança impulsiva que age e fala sem pensar pode ser facilmente confundida como tendo falta de disciplina na sua educação. Por outro lado, uma criança mais lenta e passiva pode ser interpretada como meramente desmotivada. De igual modo, é mais fácil reparar no comportamento disruptivo de uma criança impulsiva e/ou com hiperatividade, em comparação a uma criança que seja mais discreta e que passe muito tempo alheada de tudo, a “sonhar de olhos abertos”.

Como distinguir uma coisa da outra?

O que é a Hiperatividade?

As principais características de uma criança com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) – falta de atenção, hiperatividade e impulsividade – aparecem cedo na sua vida. Dado que muitas crianças podem também, ocasionalmente, apresentar estes sintomas, cuja origem pode também estar noutras causas – como a depressão e a ansiedade – o diagnóstico da PHDA não é fácil de fazer.

Para ser diagnosticada com PHDA, a criança tem de apresentar, simultaneamente, as seguintes características:

1) Irrequietude motora;

2) Reduzido controle sobre a sua impulsividade;

3) Comportamento de oposição;

4) Dificuldades de atenção e concentração.

Alguns dos sinais de alerta mais importantes são:

  • Dificuldade de concentração;
  • Dificuldade em prestar atenção a detalhes;
  • Dificuldade em prestar atenção ao que lhe é dito;
  • Dificuldade em cumprir regras e seguir instruções;
  • Tendência para desviar a sua atenção para outras atividades diferentes da que está a realizar;
  • Tendência para não concluir as diferentes tarefas/atividades que inicia;
  • Tendência para ser desorganizado;
  • Tendência para evitar atividades que exijam da sua parte um esforço cognitivo continuado e persistente;
  • Tendência para distrair-se frequentemente com coisas alheias àquilo que está a fazer;
  • Tendência para esquecer-se de compromissos e tarefas previamente estabelecidos;
  • Tendência para esquecer-se e aborrecer-se facilmente com tarefas que considera demasiado complexas;
  • Tendência para apresentar agitação motora (por exemplo, mexer os pés e/ou as mãos), mesmo quando se encontra sentado;
  • Dificuldades em ficar sentado por períodos de tempo mais longos;
  • Tendência para mexer-se demasiado em situações inapropriadas (por exemplo, na sala de aula, à mesa das refeições, entre outros);
  • Sensação interna de inquietude;
  • Tendência para ser demasiado barulhento em atividades de lazer;
  • Tendência para ser excessivamente agitado;
  • Tendência para falar em excesso e para não pensar antes de falar;
  • Tendência para responder a perguntas antes de as ter escutado até ao fim;
  • Dificuldades em ser paciente e esperar pela sua vez;
  • Tendência para interromper as pessoas, e intrometer-se em conversas alheias ou jogos nos quais não está a participar.

Para ser considerada PHDA, estes sintomas têm de verificar-se de forma consistente, isto é, em todos os contextos da vida da criança – em casa, na escola, a brincar com os amigos, em contextos familiares, etc. – e não apenas de forma esporádica, despoletada por fatores ou situações específicas.

O que fazer se o meu filho apresentar sinais de alerta de hiperatividade (PHDA)?

Sempre que crianças ou jovens revelem alguns dos sinais de alerta relacionados com a PHDA, pais e professores devem procurar quanto antes uma avaliação mais detalhada junto de técnicos especializados, dado que o sucesso da intervenção será tanto maior quanto mais cedo forem detetadas e intervencionadas estas situações. O diagnóstico e a intervenção na PHDA são realizados por psicólogos clínicos, psicopedagogos, psicólogos educacionais e neuropediatras. A avaliação consiste geralmente numa entrevista inicial aos pais, seguida de três sessões com a criança e de uma entrevista aos seus professores. Nesta fase de decisão é fundamental ter-se em conta os diferentes fatores que estão a provocar o comportamento inerente ao quadro de PHDA para posteriormente se decidir pela intervenção terapêutica mais adequada às necessidades de cada criança.