Amei-te na primeira vez que te vi.

Quando te segurei junto ao peito e fechei os olhos, agradecida por teres chegado.

Quando apertaste o meu dedo entre as mãos e senti o cliché que é saber que me procuravas para te saberes segura.

Amei-te quando tinha de te acordar para comeres, porque estavas mais interessada em descansar.

Quando deste o primeiro sorriso, quando me viste realmente pela primeira vez.

Quando vi o amor que do pai te enchia o coração.

Cresceste e amei-te sempre, cada dia, todos os dias.

Amei as tuas conquistas, os teus medos, o teu olhar.

Amei-te com todas as minhas forças quando me chamaste mãe.

Quando me ensinaste a ver melhor, a ser melhor, a parar. Para reparar, para sentir, para ponderar, para agradecer.

Quando me fizeste sentir que não estava à altura do papel que se materializou graças a ti.

Quando percebi que estar à altura é querer sempre o melhor, é corrigir o que está errado, é não exigir o que não é possível. É simplesmente amar.

Quando me ensinaste a apaziguar os meus receios.

Quando tornaste os meus dias bons só por existires.

Quando me fizeste esquecer os problemas com um sorriso.

Quando ouvi as gargalhadas que dás, tão genuínas e puras que procuramos que as repitas uma e duas vezes… (serão sempre umas trezentas, aqui entre nós).

Amei-te quando me desafiaste.

Quando fizeste a tua primeira frase completa, quando agradeceste e pediste desculpa.

Quando perguntaste porquê.

Quando aceitaste as minhas respostas, mesmo que não te satisfizessem a curiosidade.

Quando acreditaste em tudo o que te disse.

Quando te riste da minha piada.

Quando me deste um beijinho de todas as vezes que me magoei, para passar mais depressa.

Quando me “obrigaste” a voltar a ler a mesma história pela quarta vez.

Quando pediste ao pai que voltasse atrás quando estava de saída porque não me tinha dado um beijinho de até logo.

Quando choraste à noite e te perguntei o que se passava e foste sincera: “nada. Queria a mãe”.

Quando ralhei contigo e começaste a chamar o pai para interceder por ti. (às vezes ainda não compreendes que somos mais que uma equipa, somos uma frente unida, mas enternece-me de todas as vezes que chamas um ou outro como advogado de defesa. Em breve aprenderás que tens de te defender sozinha e enfrentar quem quer que te esteja a ralhar e perceber o porquê do que está a acontecer).

Quando me deste a mão à mesa, só porque sim.

Amei-te sempre.

Amar-te-ei para sempre.

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4 atitudes que enfraquecem o vínculo emocional com os filhos

Ser pai, mãe, avô, avó e um educador eficaz, não é fácil. Cada criança chega ao mundo com necessidades próprias que devemos saber atender (e entender), com virtudes a serem potencializadas e emoções que devem ser incentivadas, orientadas e desenvolvidas.

Educar não é somente ensinar as crianças a ler ou mostrar como se  faz uma pesquisa no computador. Ser pai ou mãe não é oferecer telemóveis nos anos, nem garantir que os cintos de segurança estão postos antes de arrancar com o carro. É tudo isto e muito mais.

Educar também é saber dizer “Não” e ao mesmo tempo, dizer “Sim” com o olhar, porque educar não é apenas proibir, mas abrir o coração aos nossos filhos e reforçar cada dia o vínculo emocional que temos com eles, dando a entender que estamos juntos em cada instante para proporcionar-lhes maturidade como pessoas felizes e capazes.

No entanto, muitas vezes, embora conheçamos a teoria não a aplicamos na prática. Além de pais e mães, também somos um casal, somos empregados, empresários ou pessoas que querem trocar de emprego e que, possivelmente, ainda querem atingir novos objetivos profissionais. Tudo isto acontece concomitantemente no nosso quotidiano e, sem saber como, começamos a cometer erros na educação dos nossos filhos.

Todos os pais já foram filhos, e se pensarmos no nosso passado, conseguimos perceber aquilo que valorizamos mais nos nossos pais ou aquilo que mais sentimos falta na nossa infância. Se a sua infância não foi especialmente feliz, entenderá quais os aspectos que romperam este vínculo emocional com os seus pais, e esses erros são exatamente aqueles que não quererá repetir com os seus filhos

Deixamos aqui, para reflexão, as 4 atitudes que enfraquecem o vínculo emocional com os filhos

 

1. Não saber ouvir/escutar

As crianças falam (muito) e fazem muitas perguntas. Apanham-nos de surpresa e fazem 1000 perguntas sobre o mundo, e  centenas de comentários, muitas vezes, nos momentos mais inoportunos. Querem saber, experimentar, querem partilhar e compreender tudo que acontece à sua volta.
Se as mandar ficar sossegadas, se as obrigar a ficar em silêncio ou se em vez de lhes dar as respostas tão esperadas lhes falar severamente ou de forma agressiva, isso fará com que, a curto prazo, a criança deixe de se dirigir a si. E irá encontrar os seus próprios espaços de solidão, atrás de uma porta fechada esperançada que o pai ou a  mãe não a descubram.

2. Castigos

São muitos os pais que relacionam a palavra educação com punição, com proibição, com um autoritarismo firme e rígido em que tudo se impõe e qualquer erro é castigado. Este tipo de conduta educativa resulta numa baixa autoestima, na insegurança e, ao mesmo tempo, uma ruptura do vínculo emocional com os nossos filhos.

Se castigamos não ensinamos. Se nos limitamos a enfatizar tudo o que a criança faz de errado, jamais saberá como fazer algo bem. Não lhe estamos a dar medidas ou estratégias e limitamo-nos a humilhá-la. Esta atitude irá gerar raiva, rancor e insegurança.

3.Comparar e rotular

São poucas as atitudes que podem ser mais destrutivas do que comparar duas crianças para lhes dar a entender as suas escassas aptidões, as suas falhas, ou a sua falta de iniciativa. Um erro que muitos pais cometem é falar em voz alta à frente das crianças como se elas não os ouvissem.

“É que o meu filho não é como o teu, é mais lento…”. Expressões como estas são dolorosas e geram um sentimento negativo na criança que causará não apenas revolta e mágoa em relação aos pais, mas também um sentimento interior de inferioridade.

4.Gritar e apoiar-se mais nas ordens do que nos argumentos

Excluindo os maus tratos físicos, que não há pior forma de romper o vínculo emocional com uma criança do que cometer esse acto imperdoável, temos de estar conscientes de que existem outros tipos de maus tratos implícitos, quase igualmente destrutivos. É o caso do abuso psicológico, no qual se arruína a personalidade da criança por completo, sua autoimagem e a confiança em si própria.

Há pais e mães que se dirigem constantemente aos filhos a gritar. Levantar a voz sem razão justificável provoca um estado de euforia e stress contínuo nos filhos; eles não sabem em que se apoiar, não sabem o que fizeram de errado. Os gritos contínuos enfurecem e são extremamente negativos já que não há diálogos, apenas ordens e críticas.

Deve-se ter muito cuidado com estes aspectos básicos. O não escutar, o não falar e o não demonstrar abertura, compreensão ou sobrepor a sanção ao diálogo são modos de afastar aos poucos as crianças dos pais. Nestes casos, as crianças começam a encarar os pais como inimigos dos quais se devem se defender e assim se rompe o vínculo emocional com eles.

Educar é uma aventura que dura a vida toda em que ninguém é um verdadeiro especialista. No entanto, se nos apoiarmos nos pilares da compreensão, do carinho e num apego saudável que proporcione a maturidade e a segurança a estes seres que são parte de nós, é meio caminho andado para criar crianças felizes!

 

Adaptado de artigo publicado em A mente é maravilhosa

 

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Uma Mãe nunca falha quando dá tudo, quando reflete, quando se interroga.

Uma Mãe nunca falha quando sente o laço. Essa magia em farrapos que vive no peito.

Uma Mãe nunca falha quando partilha as suas dores, as suas amarguras os seus “porquês”.

Uma Mãe que pede ajuda é uma Mãe mais próxima do coração dos seus filhos. É uma super lua repousada na janela do carinho, do orgulho, da suprema sensação de dar tudo.

Aquela criança que a Mãe já foi, por vezes ainda chora à noite. Aquela criança está em cada suspiro escondido, em cada inquietação natural.  mae-nunca-falha

Uma Mãe que elogia a vida, procura sentir uma teoria como uma ferramenta. E se não a souber usar? Tenta outra vez. 

Uma Mãe que se arrepende, não falha.

Talvez o papel da Mãe seja apoquentar-se quase sempre. 

A vida passa. Os olhos dos filhos também já não têm o brilho de antes. 

Ninguém nos ensinou sobre a vida. Poucos nos falaram nos impostos. Ninguém explicou a morte. Não sabemos lidar com a saudade. Falamos pouco de sentimentos.

Mas não queremos falhar! Não podemos! 

Vamos dar tudo. Vamos partilhar. Vamos pedir ajuda e perdoar também a criança que já fomos, porque ela teima em não ir embora…

A vida passa. Nada tem o brilho de antes. Só o futuro.

Tentamos outra vez? O laço, ninguém nos tira. Talvez seja propositado ele ser em farrapos. 

 #Manifesto às Mães#

Um adeus ao meu filho

Passei pelo quarto do meu filho e vi-o a dormir. Entrei para desligar a luz, e quando alcancei o interruptor, olhei para a pessoa que estava deitada na cama e percebi: ele já é um jovem. Já não é um miúdo, é um jovem com tamanho de adulto.

Calma. Pára, respira. Precisei de um segundo para me recompor. Precisei de um momento para me despedir. Para dizer adeus.

Eu sei que não posso parar o tempo e, que aquele miúdo que ainda vivia preso entre o mundo infantil e a adolescência, ia crescer. Tem sido sempre assim. De um bebé pequenino que cabia de corpo inteiro na palma de uma mão, a uma criança sorridente que para onde ia queria levar o Comboio Thomas ou o Faísca McQueen, até ao estudante robusto que andava sempre em corridas, e que me provocou ataques cardíacos consecutivos – eu amei cada fase da maternidade, cada estágio da sua infância, e chorei muitas vezes a perda do que deixamos para trás.

Saber crescer, saber envelhecer

Há pouco tempo, eu pedi a Deus que me desse mais um verão com ele enquanto criança. Eu precisava só mais uns meses do meu filho pequenino. E aconteceu. Ainda tive um verão perfeito com o meu filho criança mas pouco depois, inevitavelmente, ele cresceu. E eu cresci com ele. Não temos escolha. Ou crescia, ou ficava para trás.

E mesmo agora, eu vejo como tudo tem sido maravilhoso. Eu vejo o adolescente incrível em que ele se está a tornar. Há tantas mudanças diárias na vida dele. Parece que cresceu 20 cm numa semana, e de repente tem uma voz profunda e um riso diferente. Até a maneira de pensar mudou. Discutimos politica, por-amor-de-Deus, e ele sabe o que diz.

Ele está a crescer, a seguir em frente, a deixar a infância para trás e a alcançar o todo o seu potencial. Tal como é suposto. E eu estou a fazer alguma coisa bem, porque o meu filho é uma pessoa incrível. Vai ser um homem magnífico.

Eles crescem e a saudade fica

Eu acho que vou sempre ter saudades daquele miúdo de 6 anos com um sorriso apaixonante, com ideias mágicas, e coração de ouro. Ao dizer adeus a cada fase sua, eu despeço-me do que vou deixar para trás mas preparo-me para o que vem a seguir. O meu filho está a crescer e é maravilhoso, é mágico. Ainda temos tantas aventuras pela frente.

Tenho sorte porque ele ainda me acha divertida na maior parte do tempo. Ou, pelo menos finge. E ainda quer sair comigo. Ainda é o meu companheiro de aventuras, mas agora, é ele que sugere os programas. Ele sai com os amigos, mas dar-me sempre um beijo de despedida antes de sair de casa e responde-me  “eu também” sempre que lhe digo que o adoro, independentemente de quem estiver por perto.
Ele ainda me pede opinião, e depois forma a sua própria.

Às vezes ainda me dá a mão ao atravessar a estrada. Só não sei se é para se sentir seguro, ou para me proteger. Seja qual for a razão, eu dou sempre de volta.

 

Wendy Del Monte, para ScaryMommy,
autorizado para, traduzido e adaptado por Up To Kids®

 

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Meu amor, eu prometo.

Prometo lembrar-me sempre de como te desejei ainda antes de saber se eras menina ou menino.

Prometo nunca perder as forças quando precisares mais de mim.

Não me desiludir ao ponto de não te reconhecer.

Acreditar em ti e na capacidade que tens e terás para compreender, mais tarde ou mais cedo, o que é melhor para ti.

Ajudar-te, mesmo que seja ao longe, a encontrar o teu caminho.

Não perder a esperança se a vida nos afastar de uma forma que pareça irremediável.

Nunca te atirar à cara seja o que for que tenha sido eu a decidir e que possa ter mudado a nossa vida.

Prestar sempre atenção, não deixar que o mundo à nossa volta me engula e me distraia de ti.

Prometo fazer os possíveis e os impossíveis para teres as melhores memórias de mim.

Não te culpar nem te deixar culpares-me pelas infelicidades que encontraremos certamente no caminho.

Cantar-te baixinho ao ouvido se isso te ajudar a adormecer.

Decorar os nomes de todos os teus amigos e seguir as histórias que contas sobre eles.

Nunca faltar aos teus momentos importantes.

Não desvalorizar os teus sentimentos.

Recordar-te de como és fruto do sentimento mais nobre: o amor.

Não cobrar por toda a dedicação que tenho.

Ouvir-te, mesmo que não concorde com as tuas palavras.

Fazer por ti o que precisares, mesmo que me apeteça seriamente fazer outras coisas no momento.

Não matar os teus sonhos.

Nunca deixar de brincar contigo.

Aceitar as verdades, a tua verdade.

Receber-te sempre com um sorriso.

Ensinar-te o melhor de mim.

Contar-te os meus erros, para que percebas que sou humana.

Pedir perdão.

Aceitar as tuas desculpas.

Abraçar-te sempre que tiver oportunidade.

Lembrar-te como és amada.

Não deixar de te amar, num todo. As tuas características, os teus defeitos, a tua personalidade, as tuas acções.

Prometo nunca deixar de ser a tua mãe.

Prometo.

 

imagem@Elliott Erwitt (American, b. France 1928), New York, New York, 1953. Gelatin silver print, 26.5 x 40.6 cm (image), disponível em weheartit

A mãe é…

Mãe cuida, mãe canta, mãe sonha, mãe faz planos, mãe ajuda.

Ouve, corre, apanha do chão, arruma na prateleira, cozinha, aprende.

Mãe chora, partilha, dorme pouco e sorri muito.

Preocupa-se, lê alto, pensa baixo, explica vezes sem fim.

Mãe pergunta, pesquisa, lê para si, faz acontecer.

Faz malabarismos, ginástica literal e metafórica, toma notas, esquece-se, atrasa-se, chega antes da hora.

colo, partilha a comida do prato, dá a provar, prova antes de dar.

Beija, abraça, cura com beijinhos, relembra vezes sem conta os momentos mais marcantes, repreende, dá espaço, dá trela, dá a mão.

Mãe acredita, finge que acredita, mãe confia.

Brinca, tira pedras do caminho, facas da mão, afasta do fogo e das escadas altas, protege no elevador e nas escadas rolantes.

Ensina, impressiona-se, ilude-se, mima.

Mãe é montanha, é mar, é terra.

É avião, submarino, é torre de controlo.

Motorista, passageiro, comandante.

É galinha, elefante, leoa, é touro.

Mãe é formiga, é cigarra, é canguru.

Mãe repete, aconselha, fotografa e pede mais.

Mãe é luz, é esperança, saudade, é caminho.

É fuga, abrigo, enciclopédia.

Mãe questiona, desafia, desafia-se.

Mãe supera.

Mãe.

Mãe é feita de mundo.

No outro dia, estava com a Luísa num centro comercial, uma senhora de uns 60 anos veio ter comigo e disse-me: “não me leve a mal….” (pronto, ela aí vem) “mas não devia estar a pegá-la ao colo assim. Ela é muito pequenina, faz-lhe muito mal às costas.” Sorri e agradeci. Acredito veementemente que a intenção era excelente, mas é chato. É chato ter sempre alguém que nos chama a atenção para o que – hipoteticamente – estamos a fazer mal, é chato termos de estar sempre a pôr em causa o que fazemos e como fazemos, é chato ter o mundo sempre a validar o nosso papel de mãe. Acho que o facto de sermos mães (jovens?) parece dar aos outros legitimidade para opinarem. Parece que quando há bebés e crianças ao barulho, as pessoas se esquecem do que é socialmente aceitável. Duvido que se eu estivesse somente sozinha a comer um bife com batatas e arroz, alguém me fosse dizer “não me leve a mal, mas sabe que é redundante estar a comer na mesma refeição arroz e batatas, ambos hidratos“. Ou caso estivesse de saltos altos finos “não me leve a mal, mas seria menos mau usar cunha e compensado, porque assim reduz muito a estabilidade do contacto do pé com o solo e altera a posição do joelho, da anca e da coluna lombar, o que a médio prazo lhe vai fazer muito mal à sua saúde.” Quando temos uma criança na barriga, nos braços, no carrinho ou no canguru, ficam com um sentimento de pertença qualquer (já alguém dizia “as crianças são do mundo“…) e acham que podem e devem aconselhar, questionar, sugerir, comentar TUDO o que lhes diz respeito.
– é menino? /é menina?/ mas tem cara de menino, não tem?/ ah é tão bonito, parece mesmo uma menina!/ agora tem de ir ao menino. /um casalinho, que bom, fica já despachada! /assim TEM de ir ao terceiro… /ainda vai à menina.- mama?/ não mama?/ porque já não mama, se não é indiscrição (é, é indiscrição!)?/ tão gordinho!/ tão magrinha!/ tão pequenina!

– anda no carrinho?/ e gosta?/ anda sempre ao colo? habitua-se mal/ cuidado com as perninhas/ coitadinho fica todo amassado / ele assim fica moído / ele assim no carrinho não vê a rua, vire-o para a frente / ele consegue ir no carro contra a marcha?

– que menino tão feio, a fazer birra/ tão bem comportadinho, espere pelos 4 anos, são os piores/ ele tem de ouvir “não” / olhe que assim fique mimado

– oh tadinho, essas modernices das comidas saudáveis / eles têm de provar de tudo / eles não podem comer isso com essa idade / olhe que se vai engasgar, o meu sobrinho…

– está a transpirar muito, tadinha, veja se se constipa / está muito frio aqui, cuidado que ele está a apanhar vento na cabecinha / eles têm de ter uma camada de roupa a mais que nós / eles têm exactamente o mesmo calor e frio que nós temos

 

enfim, tudo o que envolva o sono, transporte, hábitos, brinquedos, saúde, sapatos, televisão e novas tecnologias, horários, sol, passeio, comida, etc, etc, etc.
Larguem as mães!

Agradece a sorte que tens

Agradece a sorte que tens por teres os teus filhos perto de ti.

Agradece essa sorte mesmo que, por circunstâncias da vida, não os tenhas perto tanto quanto gostarias.

Agradece a sorte que tens por o teu filho ter saúde, mesmo que esta não seja perfeita.

Agradece por o teu filho comer bem e se comer mal agradece o facto de teres comida para lhe oferecer.

Agradece a sorte que tens por o teu filho ser educado, mesmo que algumas vezes não percebas de onde tirou aquele comportamento que faz duvidar se não foi criado por selvagens.

Agradece o facto de teres oportunidade de ver o teu filho crescer, mesmo que à distância.

Agradece a sorte de o teu filho dormir bem, seja em que escala for.

Agradece a sorte de teres o teu filho a cantar em voz alta vezes sem conta nas alturas menos apropriadas, mesmo que isso signifique que não consegues ouvir a notícia que passa nesse momento na rádio – não vai ter essa leveza de espírito para sempre.

Agradece o facto de o teu filho te chamar repetidamente, mesmo que com isso deixes queimar um pouco o jantar – em breve não será a ti que vai chamar quando precisar de alguma coisa.

Agradece o facto de o teu filho perguntar infinitas vezes pela avó, pelo tio, pela prima, pelo periquito.

Agradece o facto de o teu filho te lembrar o pai algumas vezes e, de outras, te fazer a ti parecida com a tua própria mãe.

Agradece a sorte de receber beijinhos e abraços sem os pedires e de ainda poderes fazer o mesmo sem ser enxotada.

Agradece o facto de o teu filho existir, Deus sabe quantas pessoas vivem com a dor de não poder dizer e viver o mesmo.

Agradece a sorte que tens. Ponto.

Aceita e agradece a tua vida.

Muda o que está ao teu alcance, mas nunca deixes de ser uma boa mãe porque achas que tens falta de sorte.

Afinal… Já te deste conta da sorte que tens?

 

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Há coisas que só as mães é que sabem

Ser mãe é uma experiência única na vida de uma mulher. Não só porque passas a ver para além do teu umbigo, a entender o que de facto significa o amor, mas também porque “sentes na pele” coisas inimagináveis para uma mulher que não tem filhos. Passas a compreender que “saltar-te a tampa” é na verdade parte honrosa do mundo da maternidade e que por mais que dês o teu melhor, é impossível proteger um filho de tudo o que gostaríamos.

Tudo isto muda a tua maneira de ser e a forma como passas a olhar para as outras mães.

Porque há coisas que só as mães é que sabem.

Só nós é que sabemos o que são os enjoos “exagerados” de uma grávida. Há um dia que não te consegues levantar da cama sem passar pela casa da partida, neste caso pela casa de banho mesmo. E passas a manter um prato de bolachas na cabeceira, mesmo sabendo que não as vais aguentar muito tempo no estômago.

Só nós é que sabemos o que é ter medo do parto (mas se tantas mulheres já pariram, por que a preocupação?).

Só nós é que sabemos o alívio que é ouvir o filho a chorar depois de nascer e de contar cinco dedos em cada mão e pé.

Só nós é que sabemos o que é ficar uma noite sem dormir. Aliás, uma não, várias! E percebes como és uma pessoa completamente diferente, infelizmente, mais chorona e depressiva, depois de passares por fases de privação de sono.

Só nós é que sabemos que as mães não sabem sempre o que fazer com os filhos. O teu filho passa duas horas a chorar sem que consigas acalma-lo e isso não acontece uma, nem duas, mas muitas vezes no primeiro ano do seu filho.

Só nós é que sabemos o que é gastar mais do que a conta, porque quando se trata dos filhos não queremos que lhes falte nada.

Só nós é que sabemos que mais dia, menos dia, vais gritar com o teu filho. E não porque consideras a melhor forma de resolver o assunto – simplesmente porque não encontraste uma forma melhor de lidar com a birra ou crise de choro!

Só nós é que sabemos que fazer uma refeição quente é um verdadeiro luxo! E sentes saudade de engolir qualquer coisa acabada de sair do forno (porque a única forma de não comer comida gelada é aquecendo no microondas – mas o cansaço é tanto, que preferes comer frio e não teres que te levantar de novo da cadeira).

Só nós é que sabemos que se só houver tempo para uma coisa – comer ou dormir – tu dormes.

E que se na altura da escolha o teu filho estiver com febre, vais buscar forças ao fundo da tua alma e ficas acordada ao lado do berço.

Só nós é que sabemos que as mães que trabalham fora choram porque não podem estar mais tempo com o filho. E as que ficam em casa dariam tudo para estar sozinhas de vez em quando.

Só nós é que sabemos para que é que serve a festa de um ano do bebé. Claro que ele não se vai lembrar, mas tu nunca te vais esquecer!

Só nós é que sabemos que há alturas em que só o ombro de outra mãe será um lugar confortável para chorares as tuas dores. E se esse ombro for o da TUA mãe, melhor ainda!

Só nós é que sabemos de cor todos os defeitos que achavas que os teus pais tinham. Porque fazes tudo igualzinho, principalmente se o objetivo for o de proteger a cria.

Só nós é que sabemos que não há motivos para julgar a mãe que deixa o filho usar o tablet ou comer uma guloseima para ter cinco minutos de sossego. Que atire a primeira pedra a mãe que nunca fez isso!

Só nós é que sabemos que há poucas coisas mais irritantes do que um palpite mal dado. E há poucas mais gratificantes do que uma ajuda dada de coração aberto.

Só nós é que sabemos que depois do primeiro susto (“não, eu não vou ter mais filhos NUNCA mais!), dás contigo a pensar em ter um segundo filho.

Só nós é que sabemos que colo de mãe cura muitos males. E beijo de filho também.

Só nós é que sabemos que cada criança é única! E mesmo assim comparas o teu filho aos dos outros. Até teres provas concretas de que cada um tem seu tempo e que te preocupaste para nada!

Só nós é que sabemos que os livros sobre bebés ou resultam com o teu filho (e recomendas a toda a gente), ou  simplesmente são uma merda!

Só nós é que sabemos que as tuas amizades serão influenciadas pelo grupo de amigos do teu filho. E que também acabarás por influenciar as suas escolhas quando se refere às companhias.

Só nós é que sabemos que aquela história de que o tempo passa a voar é mesmo verdade!

Por isso não vale a pena abdicares do tempo com os teus filhos por dinheiro nenhum do mundo.

Só nós é que sabemos que não existe amor maior do que o de uma mãe/pai pelo filho. Nem sequer o que ele sente por ti é igual. E que quando nasce um bebé, nasce também uma razão pela qual se viver e lutar.

Só nós é que sabemos o que é que sentes quando o teu filho está infeliz. Como te salta o coração do peito se o põem de parte. Como tocarias de lugar com ele (sem hesitar) sempre que está doente. Como a preocupação te rói por dentro se o teu instinto te diz que algo não está bem. Como oras à noite, sendo ou não crente, quando ele se desvia do caminho.

Só nós é que sabemos que, mesmo que o mundo esteja a desabar à tua volta, se o teu filho estiver bem, tu estás feliz.

 

Baseado no artigo de Dicas de mãe, Blogger Nívia

O teu filho ama-te.

Quando te vê no teu pior a perder a paciência com ele, o teu filho ama-te.

Se lhe dizes que faça algo e ele decide simplesmente ignorar-te.

Quando exige de ti o que achas impossível dar.

Se chega a casa e murmura um “olá” e se vai fechar no quarto, ele ama-te.

Quando repete vezes sem conta que não entendes, que nunca compreenderias.

Se percebes que não te conta toda a verdade.

Mesmo quando vês que procura outros portos de abrigo, ele ama-te.

Se se esquece de enviar a mensagem quando chega ao pé dos amigos à noite.

Se não agradece teres-lhe arranjado as calças preferidas que achava estarem arruinadas para sempre.

Se cada vez sabes mais dele através das redes sociais do que conversando à mesa ao jantar.

Mesmo que faça o contrário do que sempre te prometeu que faria.

Quando te conhece todos os defeitos e, ainda assim, te ama.

O teu filho ama-te pelo simples facto de saber que, haja o que houver, estarás sempre lá. Mesmo que falhe, que não esteja sempre no seu melhor, mesmo que não estejas tu sempre no teu melhor. Têm a relação mais sagrada do mundo e essa relação tem fases. Fases de proximidade, fases em que mal conseguem comunicar, fases em que comunicam como ninguém mesmo em silêncio. O vosso amor pede calma, pede paciência, tem de existir sem pressas. Mesmo quando não acontece como deveria, acabará por voltar aos eixos. Mas não durmas à sombra da bananeira – esta relação sagrada só resistirá se deres, se a regares, se a acarinhares e se a respeitares pelas suas características.

Vai valer a pena.

Por isso, nos momentos em que sentires que podia ser diferente, lembra-te do mais importante: ele ama-te. Incondicionalmente. (E foste tu quem primeiro o ensinou a amar, podes ficar descansada).