O amor de um pai contribui tanto – e às vezes mais – para o desenvolvimento da criança que o amor de uma mãe. Esta é uma das muitas descobertas de uma pesquisa realizada em grande escala sobre o poder de rejeição parental e aceitação na formação de nossas personalidades quando crianças e na vida adulta.

“Em meio século de investigação internacional, não se encontrou nenhum fator que tenha um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e desenvolvimento da personalidade de um individuo, como a rejeição durante a infância, especialmente pelos pais“, diz Ronald Rohner da Universidade de Connecticut, co-autor do novo estudo no Personality and social Psychology. –“Crianças e adultos de todo o mundo – independentemente das diferenças de raça, cultura e género – tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados pelos seus pais e outras figuras de apego.”

Com base em 36 estudos realizados em vários países do mundo e que envolveram mais de 10.000 participantes, Rohner e o co-autor Abdul Khaleque constataram que, em resposta à rejeição pelos seus pais, as crianças tendem a sentir-se mais ansiosas e inseguras, bem como mais hostis e agressivas. A dor da rejeição – especialmente quando esta ocorre ao longo de um período de tempo na infância – tende a arrastar-se até a idade adulta, tornando-se mais difícil para estes indivíduos formar relações seguras e estáveis enquanto adultos. Os estudos foram realizados em crianças e adultos com base no grau de aceitação ou rejeição dos pais durante a sua infância, juntamente com inquéritos que permitem formar um perfil psicológico de cada inquirido e avaliar a personalidade de cada um deles.

Além disso, décadas de pesquisa em psicologia e neurociência  revelam que as partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitados são as mesmas que quando experimentam a dor física. “No entanto, ao contrário de dor física, as pessoas podem psicologicamente reviver a dor emocional da rejeição ao longo de toda a vida”, diz Rohner.

ARTIGO RELACIONADO | O PAI PERFEITO

Quando se trata do impacto do amor de pai versus o amor de mãe, mais de 500 resultados do estudo sugerem que, embora  o mesmo individuo ao longo do crescimento experimente mais ou menos o mesmo nível de aceitação ou rejeição de cada pai, o impacto da rejeição de um dos pais – especialmente do pai – pode ser muito mais relevante que do outro. Uma equipe de psicólogos que trabalham no Projeto Internacional para a Aceitação e Rejeição Parental desenvolveu pelo menos uma explicação para esta diferença: as crianças e jovens adultos tendem a prestar mais atenção ao progenitor que entendem como o de maior poder interpessoal. Assim, se uma criança entende o seu pai como o elemento de maior prestígio, este poderá ter mais influencia na sua vida, do que a mãe da criança.

A mensagem importante a reter desta pesquisa, é que o amor paternal é fundamental para o desenvolvimento saudável e estável de uma pessoa. A importância do amor de um pai deve ajudar a motivar muitos homens a envolverem-se mais na promoção dos cuidados dos seus filhos. O reconhecimento generalizado da influência dos pais sobre o desenvolvimento da personalidade de seus filhos deve ajudar a reduzir a incidência do cliché  comum de culpar a mãe por qualquer fragilidade, insucesso, ou inadaptação dos filhos. “O grande ênfase dado ao papel de Mãe e à maternidade em geral na América, levou a uma tendência inadequada para as culpar mães de quaisquer problemas de desajuste e comportamento das crianças, quando na verdade, os pais são muitas vezes mais acometidos no desenvolvimento de problemas como esses.”

Em medicalxpress, traduzido e adaptado por Up To  Kids®

Todos os direitos reservados

Passo metade do ano a dizer aos meus botões que preciso de mudar algumas coisas no meu dia-a-dia para que possa ter mais tempo e mais qualidade de tempo com os meus filhos. Fui escrevendo algumas notas que agora compilo aqui numa lista de resoluções simples, que acredito que irão tornar o nosso ano melhor ainda.

Deixo-vos as minhas 15 resoluções de mãe para 2017. Querem acrescentar algumas à lista?

  1. Vou parar de me comparar com as outras mães. Cada uma faz o que pode e como pode, e eu faço o meu melhor.
  2. Vou organizar a festa de pijama que prometi à minha filha há mais de um ano. Mesmo que não seja com as amigas todas, pelo menos com 4 delas. Ou duas. Ou vestimos pijamas aos bonecos, acampamos na sala a comer marshmallows e a contar histórias assustadoras!
  3. Vou identificar a roupa TODA dos meus filhos. Ir aos perdidos e achados todas as semanas e ver dezenas de casacos de capuz iguais é desesperante.
  4. Vou ensinar os meus filhos a serem sempre pontuais, e para isso vou deixar de me atrasar.
  5. Vou responder a todos os convites para as festas de anos antes que os miúdos desapareçam com eles.
  6. Vou ler, pelo menos, cinco livros que não sejam infantis. E vou continuar a ler os livros infantis sempre que me pedem mesmo sabendo que já os podem ler sozinhos, porque qualquer dia deixam de pedir e sabe Deus as saudades que teremos desses serões.
  7. Vou fazer mais programas ao ar-livre no inverno. Vou agasalhar os miúdos e habituá-los a não serem controlados pela meteorologia (a não ser que haja alerta, pelo menos, laranja)
  8. Vou comprar ou costurar os fatos de Carnaval pelo menos duas semanas antes do entrudo.
  9. Vou começar a fechar a porta dos quartos ou mesmo a fechar os olhos quando eles estão felizes a brincar no meio de um campo de batalha de brinquedos. Isso significa que eles estão felizes e eu estou por minha conta!
  10. Vou deixar de ser uma control freak das arrumações e passar a brincar mais tempo com os miúdos e de forma mais espontânea e despreocupada. Há-de haver sempre coisas para limpar, mas os momentos com eles são cada vez menos.
  11. Vou substituir as pilhas aos brinquedos todos. Por mais que me custe ouvir os Furbys a falar um com o outro, o carro dos bombeiros em alerta de incêndio e mil e uma luzes que transformam qualquer quarto de criança numa experiência noturna em Las Vegas, sei que todo este aparato os faz mais felizes.
  12. Vou mudar os id-passes dos i-gadgets. As apps aparecem-me como ervas daninhas e acredito que, neste caso, tenho de cortar o mal pela raiz.
  13. Vou deixar de trazer trabalho para casa. Não há nada mais saudável numa mãe que desligar o botão trabalho e ligar o botão família quando chega a casa!
  14. Vou andar, ainda, com mais lenços de papel na mala. Estou farta de limpar narizes com a ponta dos dedos e cantos da boca com o dedo polegar.
  15. Vou (continuar a) agradecer diariamente o momento em que aconchego os meus filhos na cama e lhes dou um beijinho de boa noite. Nesta rotina diária apercebo-me que eles estão a crescer, eu estou a envelhecer e somos uns sortudos porque nos temos uns aos outros.

 

Up To  Kids® | Todos os direitos reservados

imagem de capa@serendipity

 

2014 chegou ao fim, e a Up To Lisboa Kids quer agradecer a todos os leitores por terem feito parte desta nossa aventura. Obrigada por nos lerem lido, seguido e partilhado. Obrigada por gostarem de nós. <3

Em 2015 continue connosco. Saia mais. Veja mais espetáculos. Leve os miúdos a workshops. Não perca uma exposição. Siga os programas gratuitos. Participe nos nossos passatempos. Desça um escorrega. Aplauda uma peça de pé. Vá a um concerto infantil. Passeie de elétrico. Suba ao Padrão dos descobrimentos. Perca-se em Alfama. Vá ao Planetário ao Domingo de manhã. Ande de bicicleta na promenade de Belém. Coma um pastel. Façam pizzas ao almoço. Compre mais livros. Observe as boas ilustrações. Vá ouvir um conto. Ou vá ver uma curta. Descuide a rotina. Seja espontâneo. Vá a uma exposição de banda desenhada. Dê pão aos peixes no lago à frente do Aquário Vasco da Gama. Vá a um bailado. Coma castanhas na rua. Uma fartura nos carrosséis. Grite numa peça de improviso. Salte no parque. Veja um clássico na Cinemateca Júnior. Continue connosco. Estas são apenas algumas das sugestões que irá encontrar nas nossas páginas. Inspire-se nos nossos artigos. E se gostar partilhe. Nós agradecemos.

Os nossos números e os mais lidos

Em 2014 tivemos 2 milhões e meio de visitas, ao longo de 491 posts. O post mais visto foi publicado no dia 25 Fev’14 e teve 79,349 visualizações.

Fomos lidos em 196 países do mundo, sendo Portugal o grande líder das nossas audiências, seguido pelo Brasil, Uk, Angola, Moçambique, EUA, Austrália, etc.

annual-report-

 

Fomos convidados para ir à TV duas vezes. E fomos.

Construímos ligações, criamos parcerias, fizemos amizades.

O post mais visto teve 281,112 visualizações, e caso lhe tenha escapado ou queira reler algum artigo fica aqui a lista dos mais lidos em 2014:

7 atitudes dos pais que irão impedir os seus filhos de se tornarem lideres

Carta de um pai para a sua filha

A verdade sobre ter um terceiro filho

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

Carta às mães mais que perfeitas

A influência dos elogios no desempenho das crianças

7 segredos para criar crianças mais felizes

És definitivamente uma mãe quando

O que deve saber uma crianças de 4 anos

Um dos alicerces para uma parentalidade bem-sucedida é o “brincar com os filhos”.

Brincar beneficia de várias formas o crescimento das crianças, proporcionando-lhes oportunidades para aprender sobre quem são, o que podem fazer, e como se podem relacionar com o mundo que as rodeia.

Brincar com os filhos é importante porque contribui para construir uma reserva de sentimentos e experiências positivas, que poderá ser útil em momentos de conflito, ou apenas para criar uma relação próxima, com fortes laços afetivos entre os membros da família. O adulto, através do brincar, ajuda a criança a resolver problemas, a experimentar ideias, a explorar a imaginação, a comunicar os seus pensamentos, a interagir socialmente, a partilhar e a estimular os sentimentos de autoestima.

Ser pai ou mãe, nos dias de hoje, não é tarefa fácil, porque ambos estão sobrecarregados de obrigações e têm pouco tempo para momentos de diversão, partilha e jogo, com os filhos.

É importante pensarmos na qualidade do tempo que passamos com as crianças, tendo em conta que elas precisam de tempo, de espaço, de parceiros, mas sobretudo que no seu ambiente familiar se reconheça a importância de pais e filhos brincarem juntos.

Pretende-se com esta chamada de atenção reforçar que através de uma educação modelada pela sensibilidade, pela atenção, e pela competência, se estimulam comportamentos sociais positivos nas crianças, bem como o aumento da sua autoestima.

Por Verónica Pereira, Enfermeira especialista Diretora do Crescer com Afeto – Saúde Pais e filhos,

Eu nunca te quis aqui. Aliás, nunca fizeste parte dos meus planos. Cresci e sonhei com a minha família, mas nunca estiveste fizeste parte do plano. Nunca quis a ajuda de outra mulher para criar a minha filha. O meu plano era uma família que incluísse a mãe, o pai e os filhos. Não uma madrasta.

Eu duvido que alguma vez me quisesses na tua vida. Eu duvido que tenhas planeado ser mãe de uma criança que não cresceu na tua barriga. Aposto que o teu plano para a tua família eras tu, o pai e os teus filhos. Não era eu e minha filha. Quase que aposto que quando sonhavas em vir a ser mãe, imaginavas o dia em que se rebentavam as águas, ias para a maternidade e que o teu filho ia nascer. Aposto que não planeavas tornar-te mãe no dia em que te casaste com o teu marido.

Eu tenho certeza de que tu nunca planeaste eu estar aqui.

Mas Deus tem planos que se sobrepõem aos nossos… quando a minha família se desmoronou e formou duas pequenas famílias, eu sabia que, mais cedo ou mais tarde ias aparecer.

Imaginava que serias alguém sem qualquer interesse e que a minha filha nunca te iria aceitar! Imaginava-te pouco atraente e fútil, e que a minha filha nunca te daria uma chance. O pai dela ia acabar por ter de se contentar com esta situação. No fundo eu estava em negação, porque nunca quis encarar o fato de que, outra mulher tomaria o papel de mãe da minha filha, na minha ausência.

Então tu apareceste.

Quando te conheci, vou admitir que não eras, de todo, o que tinha em mente e senti uma ponta de ciúmes. Pensava que eras uma bruxa nojenta de meia-idade, meio repugnante. Mas afinal és jovem. E gira!

Fiquei um bocado frustrada.

Percebi pelo teu olhar que para ti foi tão difícil como para mim conhecermo-nos. O meu coração ficou mais calmo. Eu tinha realmente pensado em odiar-te. Como é que arruinaste o meu plano? Eu queria ter ressentimentos, ser rancorosa mas esses sentimentos rapidamente se desvaneceram, e eu senti-me grata por existires!

Teres aceite a nossa filha desde o início e ama-la de forma incondicional foi um verdadeiro presente para todos nós. Incluis a nossa filha em tudo que fazes e por isso ela sente-se amada e aceita-te de braços abertos. Consegues pôr a relação dela com o pai acima da tua e apenas uma mulher de armas sabe como fazer isto com tanta elegância.

Eu sabia que a partir do momento que decidimos divorciar-nos e começamos a viver separados, haveria momentos em que ela ia precisar da mãe e eu não ia estar lá. Estou tão agradecida por estares lá na minha minha ausência. Obrigada por teres paciência para aturar uma pré-adolescente e nunca a rejeitares. Ela precisa de uma mãe em casa e e tu está a fazer um trabalho incrível com ela.

Respeitaste a minha posição de mãe desde o início. Agradeço a forma como te preocupas em confirmar sempre comigo se estás a tomar a decisão certa com ela. Eu sei que a nossa relação é rara. É raro uma mãe e uma madrasta trocarem mensagens de texto sobre a filha, que reforcem a relação de respeito e confiança mutua. Tu foste e és uma bênção.

Por tua causa e pela coragem de seres mãe da nossa filha da mesma maneira que eu sou, ela vai ser uma mulher melhor. Ela vai crescer com mais amor que eu jamais poderia ter imaginado. Ela não tem culpa de ter pais divorciados. Eu também nunca quis isso para a minha filha, mas agora, eu sinto-me feliz que tenha quatro pais que a amam e respeitam. E também se respeitam mutuamente. Ela cresce a saber que quando se fecha uma porta abre-se uma janela.

Eu não te vejo apenas como a pessoa que preenche um espaço quando eu não estou lá. A vossa relação vai para lá dos dias em que ela está no pai. Ela fica animada para te telefonar e contar histórias quando está em minha casa e isso faz-me saltar o coração do peito de alegria. Encho-me de orgulho quando nos encontramos e me apertas num abraço genuíno e amoroso.

Tenho a noção de como é a vida de uma criança quando uma mãe não aceita emocionalmente a madrasta de seu filho na sua vida. A sensação de gratidão transborda em mim por sermos capazes de superar qualquer coisa assim e fazer o que é realmente certo para a nossa filha. Obrigada por tua maturidade e pelo empenho em criar a nossa filha.

Comprometo-me a respeitar sempre o teu contributo para com a nossa filha. Prometo nunca menorizar o papel que tens na sua vida ou fazer com que não te sintas como mãe dela. Comprometo-me a ser sempre agradecida por sermos duas mulheres fortes e corajosas na vida dela, pois temos a coragem de sermos mãe ao mesmo tempo. Apesar na nossa situação ser tranquila, eu rezo a Deus para que ela não passe por isto na sua vida adulta, mas se por acaso isso acontecer,  eu prometo dar-lhe o exemplo de como criar um filho de pais separados.

Mulheres como tu, não há muitas.

Obrigada, e Deus te abençoe.

Por Candice Curry: Women with Worth
Traduzido e adaptado por Up To Lisbo Kids®

Nota: Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Lisbon Kids® têm a a autorização do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

Todos os direitos reservados

WORKSHOP | 13 Dez’14 | 15h00-18h00 | @Centro ser + | Telheiras

É no primeiro ano que o crescimento e o desenvolvimento acontecem com maior rapidez, o que suscita muitas dúvidas e preocupações junto dos recém-papás.

Uma alimentação correta é fundamental para garantir a satisfação das necessidades biológicas e fisiológicas do bebé, assegurando um futuro saudável.

  • Introdução aos alimentos
  • Alergias e Intolerâncias
  • Amamentação
  • Receitas
  • Benefícios da educação alimentar
  • Outros

 

unnamed

Sei que há pais capazes de melhorar. Acredito, porque confio nos estudos e porque já vi com os meus próprios olhos. Há pais capazes de aprender. Chama-se a isto mudança. Evolução. Não é fácil, não é rápido, também traz dor, mas é possível. Certo?

Um passo em direção a essa evolução é a reflexão. Felizmente há muitos pais capazes de refletir sobre as suas práticas:

Porque educo assim?
Onde aprendi?
Quem imito?
O que me fez ser o pai que sou ?

No entanto, também há pessoas incapazes de olhar para si próprias e de fazerem auto avaliação. Se no campo profissional isso pode custar um despedimento, quando educamos alguém isso pode significar educar para a infelicidade. Esta capacidade de nos vermos ao espelho é fundamental.

Quem consegue fazer uma lista das suas características como pai? Quantos conseguem fazer uma lista dos defeitos que têm enquanto educadores? Quem tem essa coragem?

Sou fã de quem conhece pelo menos alguns dos seus defeitos. E não me venham com a conversa de que o defeito é “ser teimoso”. Todos sabemos que isto é uma resposta pronta e uma espécie de qualidade.

Parece fácil culpar os outros, descobrir-lhes defeitos e apontar culpas. É fácil fazer a lista dos defeitos dos outros pais. A começar pelos vizinhos de cima, passando pelo nosso cunhado e acabando no casal que vimos no café. E é fácil listar os defeitos dos nossos filhos. Para isso há pais a fazer fila.

Os pais podem concentrar-se em três palavras para educar, ainda, melhor.

A primeira: Reflexão.
Pode refletir sozinho ou com base na análise de alguém. Peça a um amigo de confiança, àquele amigo sincero e capaz de dizer verdades para listar alguns defeitos que lhe deteta. Podemos ter aqui uma boa base para exercitar a humildade. Sei que parece simples, mas também sei que nem sempre fazemos o que é simples. Como lavar as mãos depois de ir à casa de banho, por exemplo.

Se está a ler este texto é porque deseja melhorar. Já ouviu muitas birras. Já tentou várias estratégias. Já apartou muitas discussões. Então pode precisar de um empurrão para mudar alguma coisa. Tenho esperança de poder ser esse empurrão com este artigo.

Depois de refletir, depois de analisar passe para a próxima palavra:  Ação.
O que pode fazer para aplicar mudanças positivas? Que estratégias pode implementar? Que teorias deseja colocar em prática? Com passos pequenos vai conseguir. Uma mudança aqui, outra ali, um avanço hoje, um recuo amanhã.

Por fim: Persistência.
Sem ela, nada feito. Tem que ser constante na sua prática parental. E vai sê-lo. Desde que se empenhe e não desista à primeira dificuldade.

Os seus filhos merecem esse esforço. E, mais do que isso, precisam. As escolas estão a viver dificuldades, há desmotivação, falta de pessoal entre outros problemas.  O clima que vivemos não é bom. São crises, prisões, guerras…e eles absorvem. Como esponjas. Como não os queremos colocar numa redoma, como não é assim que se resolvem problemas, temos que ser cada vez melhores!

E acabar com as desculpas como “ninguém é perfeito!”. Isso toda a gente sabe. O que é determinante é sabermos quais os defeitos presentes na nossa forma de educar e quais queremos melhorar.

Resumindo, para educar, ainda, melhor os seus filhos:

  1. – Faça uma lista de defeitos que tem como pai;
  2. – Vá a um Workshop, leia um livro ou imite um pai que faz bem e passe à ação;
  3. – Seja obstinado.

Por Alfredo Leite, Mundo Brilhante
para Up To Lisbon Kids®

Todos os direitos reservados

imagemdecapa@MaisEquilibrio.br

Com a entrada no 1º ciclo, muitas são as dúvidas e expetativas dos pais em relação ao desempenho escolar dos seus filhos.

Não há dúvida que todos os pais querem o melhor para os seus filhos e com a escola não é exceção, também aqui esperam que os seus filhos não só venham a ser bons alunos como também alunos dedicados.

Mas por vezes quando as matérias começam a complicar e exigem maior concentração e dedicação por parte dos alunos, o cenário altera-se e é aqui que fica difícil perceber o que fazer para inverter a situação.

Antes demais, enquanto pais devem desde cedo proporcionar um ambiente de estudo adequado em suas casas.

É importante, mesmo quando eles ainda são pequeninos – 4/5 anos –, habituarem-se a ter um espaço em casa para aprender coisas novas e que o reconheçam como tal no futuro. Quando a criança chega à idade escolar, vai com certeza escolher esse local como o ideal para fazer os trabalhos da escola ou estudar. Claro está, que é sempre importante que os pais o acompanhem nesse processo e acreditem que as dificuldades são muitas vezes ultrapassadas, ou até mesmo evitadas, se desde tenra idade os pais explicarem a importância de estudar para a vida futura da criança. Assim, vão crescer e valorizar a importância da escola.

Ler também Muito estudo e pouco resultado? Estratégias para desenvolver com o seu filho/aluno

Quando ainda assim, as dificuldades persistem, não desistam dos vossos filhos:

  • Conversar com o seu filho para perceber o porquê das dificuldades: “O que é que se anda a passar para andar mais distraído?”; “Aconteceu alguma coisa na escola?”; etc;
  • Fazer uma retrospectiva da vossa vida nos últimos tempos a fim de perceber se houve algum acontecimento que possa ter desencadeado essa falta de atenção, falta de interesse;
  • Entrar em contacto com o Professor Titular ou com o Diretor de Turma e marcar uma hora de atendimento – lembrem-se que o envolvimento escola/família é fundamental;
  • É importante evitar o castigo, a punição, valorizem sempre a Educação pela Positiva – procurem sempre recompensar o esforço através de elogios, do reconhecimento, de pequenos prémios como mais 15min de T.V. (em vez de a “tirar” por completo), um passeio no fim de semana ao local preferido dele, ser ele a escolher o jogo para jogar em família, ser ele a escolher a comida na 6f , entre outros.

Para além de tudo isto, é fundamental darem o “exemplo” aos vossos filhos. Ou seja, não os queiram pôr a estudar, principalmente os mais pequeninos, enquanto assistem a um filme ou um jogo na televisão, por exemplo. Nessa altura, arranje qualquer coisa para fazer (organizar contabilidade, porque não; ou ler um livro/jornal) e sente-se com ele, vai ver que atitude muda completamente.

“Aprender” é desenvolvermo-nos, é tornarmo-nos adultos mais capazes.
Ajudem os vossos filhos a olhar para a escola de uma forma mais positiva.

imagem de capa@social.ukmedia.cz

Márcia Fidalgo, Professora de Educação Especial

Pais que protegem demais aumentam os riscos dos filhos se tornarem vítimas de bullying

É uma ideia de senso comum que negligenciar uma criança é prejudicial ao seu desenvolvimento.

Contudo, o que se começa a compreender é que a proteção em excesso pode ser tanto ou mais perigosa quanto a negligência.

A comunidade de psicólogos compreendeu que uma criança cujos pais não sejam suficientemente atentos pode desenvolver algumas problemáticas emocionais, mas tende a readaptar-se para se proteger e manter equilibrada. Já as crianças cujos pais são excessivamente protetores podem acabar por não conseguir desenvolver-se adequadamente de todo.

A questão do bullying Dieter Wolke, Ph. D, Professor de Psicologia do desenvolvimento da Universidade de Warwick no Reino Unido e autor deste estudo, dá-nos um exemplo prático das consequências:

“A sobreproteção pode aumentar o risco das crianças se tornarem vítimas de bullying”.

De acordo com esta revisão de 70 estudos que englobam 200 mil crianças, pais que protegem os seus filhos de experiências negativas tornam-nos mais vulneráveis. Pais atentos e que acompanham a vida diária dos seus filhos previnem o bullying. Pais que protegem demasiado os seus filhos, aumentam os riscos destes se tornarem alvos mais fáceis.
O objetivo dos pais, segundo o Dr. Wolke, é o de tornar as crianças competentes, efetivas e autónomas. As crianças precisam de lidar com doses controladas de stress e de experiências negativas para que possa desenvolver estratégias para lidar futuramente com situações de perigo/ desgaste mais acentuados.

5 aspetos a considerar (para pais e professores):

1. Ensine às crianças formas de resolver os seus problemas;

2. Mostre-lhes a importância de saber gerir os conflitos com os outros, recorrendo à lógica, à empatia e à sua capacidade de dialogar;

3. Ajude-os a desenvolver a inteligência emocional – a IE permite-nos tornar-nos mais auto-conscientes, conseguir gerir as nossas próprias emoções, ser socialmente consciente e gerir a relação com os outros. A IE desenvolve a resiliência;

4. Ensine-os a definir e a gerir expetativas;

5. Não faça por eles. Ensine-os a fazer por si próprios.

Agora é convosco, pais e professores, o que acrescentariam a esta lista?

 

LERE TAMBÉM…

Pais atentos, Crianças seguras

Proteger os seus filhos do divórcio

Mães e Pais têm licença poética para serem ridículos

 

 

Márcia Fidalgo, Professora de Educação Especial Centro Ser Mais,
Para Up To Kids®

Todos os direitos reservados

imagem capa@Hugh Kretschmer for TIME

1“ O que somos hoje deve-se em grande parte, ao impacto que os nossos pais tiveram (e ainda) tem, nas nossas vidas”.

Provavelmente esta não será a primeira vez que está a ler esta frase, já pensou o que o que ela significa, verdadeiramente?

Consegue medir o impacto que o seu legado familiar tem, nas suas ações diárias, enquanto pai/mãe?

Será que esse legado está de alguma forma a condicionar o desenvolvimento do seu filho?

A verdade é que temos a tendência para refletir nas nossas vidas atuais valores, pensamentos, práticas e crenças que os nossos pais tão consistentemente incutiram em nós. Algumas boas que merecem ser perpetuadas outras menos boas que devem ser erradicadas.

No passado dia 4 de agosto, ouvi uma entrevista do meu colega, Psicólogo, Eduardo Sá, onde este referia que:

“… Quando somos pais , misturam-se os pais que nós tivemos (…), misturam-se os filhos que nós fomos e somos e às vezes fica tudo tão baralhado, tão confundido entre os nossos filhos e nós que de repente queremos que os nossos filhos sejam uma versão melhorada de nós(…) queremos que eles sejam mais troféus do que filhos, queremos que eles sejam tão exemplares tão exemplares que não lhes damos tempo para serem filhos e queremos que eles de repente recuperem muitos aspetos da nossa personalidade que nós fomos desmazelando a cada dia (…) muitas das vezes os filhos são mais empurrados para desempenhar um papel do que serem  eles próprios. É importante descentrarmo-nos de nós e centrarmo-nos neles, quanto mais isto acontece melhores pais são…”

O impacto que os nossos pais têm sobre nós e que por sua vez nós temos sobre os nossos filhos vai do evidente ao profundamente subtil, do sólido e sonante ao doentio e destrutivo. Surpreendentemente são talvez as influências mais subtis, as menos óbvias, aquelas que imperceptivelmente mais se entranham em nós, nos nossos pensamentos, sentimentos, crenças e comportamentos.

Acredito que irá encontrar provas destas influências subtis, em manias físicas, palavras ou expressões que são iguais à dos seus progenitores.

É muito importante que a educação por si recebida ocupe um lugar central na sua consciência, de modo a que possa lidar ativamente com esta questão e deixe de educar os seus filhos em piloto automático.

Por isso proponho-vos um desafio:

Identifiquem ao pormenor quais os valores, crenças, características, traços e comportamentos que herdaram do convívio com os vossos pais. Só depois de identificarem e isolarem os elementos do vosso legado familiar poderão criar uma lista de medidas práticas que levem a uma transformação positiva. O truque é concentrarem-se e separarem as influências negativas das positivas, de modo a poderem estimular as boas e erradicarem as más.

A Anny@Home, dispõe de ferramentas que permitem fazer esta avaliação e descobrir se a educação por si recebida ocupa um lugar central na sua consciência. Se a sua família é importante para si- e eu sei que é- vai empenhar-se de corpo e alma neste desafio.

Contacte-nos, nós ajudamo-lo a superar este desafio com sucesso.

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar, Anny@Home
Para Up To Lisbon Kids