Muito se tem falado e escrito sobre a relação pais-filhos, no entanto, pouco ainda se sabe e se estudou, até ao momento, sobre as relações entre irmãos e nomeadamente sobre a influência dos mais velhos no crescimento e desenvolvimento físico e psíquico dos mais novos.

Será que existe uma influência? Qual será o papel dos irmãos mais velhos no crescimento dos irmãos mais novos? Em que se manifesta esta influência? É uma influência positiva ou negativa?

As relações dos irmãos são marcadas por vínculos e emoções fortes, como a amizade, a cumplicidade e/ou zangas e rivalidades. Estas relações são marcadas por diferenças individuais de personalidade e pela diferença de idades. Sendo reguladas e mediadas pelos pais, principais modelos de referência e a quem cabe o importante papel da educação, as relações entre irmãos, parecem constituir um lugar protegido e seguro, para aprender a interagir com outras crianças, aprender formas construtivas de resolver desacordos e problemas e a regular emoções positivas e negativas.

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Os irmãos mais velhos, são muitas vezes cuidadores, figuras de suporte e amigos e as relações que estabelecem com os irmãos mais novos, são mediadas pela socialização, por comportamentos de ajuda em diferentes tipos de tarefas, por actividades de cooperação e por brincadeiras e desafios que proporcionam o desenvolvimento cognitivo, social, emocional e físico.

Assim, embora muitas vezes estas relações, sejam verdadeiros desafios e por vezes, verdadeiros testes à paciência dos pais, estes devem proporcionar, desde o início, uma relação favorável entre irmãos, devendo estimular a relação, o respeito mútuo, a cooperação e a habilidade para resolver problemas.

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Termino, com o testemunho de 3 mães e também irmãs:

Carolina, 32 anos. | Irmã de dois rapazes  | Mãe de uma rapariga e de dois rapazes
“Os irmãos mais velhos “puxam” pelos mais novos. São modelos, são heróis, são mais fortes e mais capazes aos olhos dos mais novos.
Os mais novos seguem os mais velhos, vão atrás deles para brincar, seguem-nos com o olhar e correm para os apanhar, mas também lhes “roubam” os brinquedos e destroem as construções de legos.
Os irmãos são companheiros inseparáveis mas por vezes querem mesmo estar separados:)
A Leonor que é a mais velha diz muitas vezes que não quer os rapazes no quarto dela porque desarrumam tudo, mas outras vezes quer partilhar brincadeiras com o mais novo e tem paciência para emprestar brinquedos e dar-lhe sugestões de brincadeiras: “Olha leva os copinhos da Nô e faz um chá…”.
E também pede ao do meio para brincar com ela. Nesta fase em que estamos, a Leonor e o Miguel brincam mais juntos e o Francisco assalta as brincadeiras deles ou vai andando pela casa atrás da mãe:)
Os mais velhos podem ajudar os mais novos a superar dificuldades ou a desmistificar algum medo”.

Sofia, 30 anos. | Irmã de duas gémeas. | Mãe de três raparigas.
“Ter irmãos é o melhor do mundo! Crescer numa casa cheia ajuda-nos a aprender a viver com pessoas com feitios diferentes e até gostos! Há sempre alguém para brincar, para partilhar, para aprender ou ensinar, para emprestar coisas, para ajudar, para embirrar, para defender, para chatear, para dormir agarradinhos, para cantar em coro, para ter cumplicidades imensas… Ter segredos que os pais não podem saber! Ter irmãos é partilhar uma vida, uma casa e dividir as melhores memórias da infância!”

Margarida, 33 anos. | Irmã de dois rapazes. | Mãe de um rapaz e duas raparigas.
“Ter irmãos-mais-velhos…
Para além de ser o melhor presente que os Pais podem dar aos seus filhos, ter irmãos (ou irmãs) mais velhos é ter sempre, e para sempre, com quem partilhar – alegrias e tristezas, brincadeiras e birras, saltos na cama e quedas de bicicleta, bolachas e brócolos! Contas feitas, os nossos irmãos (mais velhos ou mais novos) são os nosso primeiros melhores-amigos e aqueles que nos ensinam o que é o Amor”.

Afinal como diz o filósofo Agostinho da Silva:

Ninguém reprovará o seu irmão por ele ser o que é; mas com paciência e persistência, com inteligência e com amor; procurará levá-lo ao nível mais alto”

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A importância de ter irmãos mais velhos! ? #uptohappykids www.uptokids.pt

Um vídeo publicado por Up to Kids (@uptokids) a

imagens@babybulletblog

A infância é uma fase crucial de aquisição de diversas competências motoras, cognitivas e sociais. Competências que permitirão, a seu tempo, inúmeras conquistas pessoais e profissionais.

Neste sentido, a infância é a fase em que os pais devem estar mais atentos a todas as conquistas da criança, conseguindo assim despistar discrepâncias no seu desenvolvimento. É tão simples quanto observá-lo, de forma informada, enquanto brinca, come ou experimenta o ambiente que o rodeia, tendo em conta alguns aspetos que vamos abordar.

A monitorização do desenvolvimento infantil é uma ferramenta chave para identificar se a criança está a adquirir as competências previstas em cada etapa do desenvolvimento. Este controlo, além de permitir a resolução de atrasos identificados, é também tranquilizante para os pais que, observando o seu filho conscienciosamente, vão adquirir um conhecimento aprofundado sobre as suas capacidades.

Para promover um desenvolvimento infantil saudável para o seu filho deve ter em atenção:

  1. Ritmo
    Cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento. Esse ritmo deve ser respeitado para uma eficiente aquisição de cada competência. Para adquirir competências a criança tem de passar por várias passos – observar/sentir necessidade, imitar/experimentar, realizar e compreender – e em cada passo a criança precisa do seu tempo para o poder ultrapassar, não se podendo saltar ou acelerar o processo.
  1. Sequência
    A criança deve atravessar cada etapa de desenvolvimento segundo uma sequência regular. Isto significa que as fases de desenvolvimento são sequenciais.
    Esta sequência ocorre pela complexidade crescente das ações a realizar, que implicam a aquisição prévia de competências mais simples.
    É difícil conceber que alguém consiga aprender a atar os sapatos sem antes dominar a preensão dos atacadores apenas com o polegar e o indicador.
  1. Dependência vs Autonomia
    Para a criança ter um desenvolvimento saudável tem de vivenciar uma dinâmica de dependência e autonomia. Experimentar a segurança que a resposta dos pais às suas necessidades lhe aporta, sem prejuízo da necessária autonomia que lhe possibilitará explorar, tentar e errar.
    É fundamental encontrar um equilíbrio entre a necessidade da criança de descobrir o mundo que a rodeia e de se sentir segura de que nada de grave lhe acontecerá.
    A pergunta que se deve fazer neste caso é: o risco é demasiado grande ou devo deixar o meu filho correr, explorar e eventualmente ter uma pequena queda?
  1. Estímulos
    O desenvolvimento infantil dá-se à medida que a criança vai crescendo e se vai desenvolvendo de acordo com o meio onde vive e os estímulos que dele recebe. Através destes e da interação com os objetos, com os outros e com o meio, a criança descobre, interpreta e compreende o mundo, ao mesmo tempo que desenvolve as suas capacidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais. A criança, ao não ser estimulada ou motivada no devido momento, terá mais dificuldades na aquisição das competências adequadas à sua faixa etária.
  1. Afeto
    Por último, mas da maior importância, é o afeto.
    A qualidade das relações na primeira infância é a base para todo o desenvolvimento da criança enquanto ser humano. São o fundamento para o ser. É assim que a criança ganha confiança e auto-estima e por conseguinte coragem para experimentar o mundo que a rodeia.
    Crianças a quem não é dado um ambiente familiar afetuoso e a quem não seja dado um reforço positivo quando realizam uma tarefa, têm tendência a ser mais tímidas e inseguras. Por outro lado, as crianças a quem é dito “boa, fizeste um bom trabalho” têm tendência a ser confiantes e a enfrentar desafios de forma mais autónoma.

É importante manter-se atento ao desenvolvimento do seu filho, monitorizando-o para que não tenha ansiedades e receios desnecessários.

Pensar em avaliar o desenvolvimento do seu filho pode ser um pouco assustador. Porém, é na avaliação do desenvolvimento infantil que é possível determinar se está tudo a correr dentro da normalidade ou se é preciso ter atenção em relação a algum dos fatores de desenvolvimento.

A avaliação formal pode ser realizada após os pais terem identificado alguma discrepância no desenvolvimento normal da criança ou pode resultar apenas do desejo de que a monitorização do desenvolvimento do seu filho seja feita por um profissional.

Mas convém ter sempre presente que os pequenos atrasos no desenvolvimento, além de poderem não ter significado, podem ser rapidamente corrigidos por uma boa estimulação e um ambiente positivo.

Por Ana Ferreirim Lopes, Psicomotricista na +Eu Desenvolvimento Humano

 

Como promover competências chave para a preparação para o 1º ciclo?

A entrada para a escola é uma realidade obrigatória para todas as crianças a partir dos 6 anos de idade, porém, o mesmo não acontece com algumas crianças em idade pré-escolar, que por opção dos pais, por falta de vagas na escola pública e/ou por impossibilidade financeira de recorrerem ao ensino privado, optam ou são obrigados a encontrar alternativas para os seus filhos.

A não frequência da escola em idade pré-escolar, não é, no entanto, sinónimo de não educação ou de não preparação da criança para a entrada no ensino formal.

Sabemos que o cérebro da criança nos primeiros 5 anos de vida está particularmente activo, atingindo 90% do tamanho adulto. Como tal, em casa ou na escola, é fundamental estimular o desenvolvimento global da criança, através da promoção de competências sociais, emocionais e intelectuais, consideradas chave para a vida adulta e para a entrada no ensino formal. É por isso, importante, envolver a criança em actividades que estimulem estas competências chave.

Se para a maior parte dos profissionais da área da educação, estes são fundamentos inerentes à sua prática profissional diária, para os pais, avós ou outros adultos que ficam responsáveis a tempo inteiro pela criança, nem sempre é assim tão simples.

Por este motivo, aqui ficam algumas dicas, que o vão ajudar a promover na criança, as competências necessárias à sua entrada no ensino formal. São estas as competências chave para a preparação para o 1º ciclo:

Competências Intelectuais de preparação para o 1º ciclo:

⁃ Ler histórias

⁃ Cantar e ensinar cantigas, rimas e/ou lenga-lengas

⁃ Ensinar uma letra – mostrar à criança palavras e objectos começados por uma letra, de preferência palavras com significado para a criança – (exemplo: Letra A – Água, Árvore)

⁃ Ensinar a criança a contar – (exemplo: contar os brinquedos, ou os carros que passam na rua)

⁃ Ensinar as cores – (exemplo: “Vamos procurar a cor verde!”);

⁃ Brincar às construções

⁃ Brincar ao faz de conta – (exemplo: fingir que somos cozinheiros e vamos preparar o almoço; fingir que somos animais, etc.)

Competências sociais de preparação para o 1º ciclo:

⁃ Levar a criança ao parque infantil

⁃ Levar a criança ao café, ao supermercado, etc.

⁃ Participar em workshops ou espetáculos para crianças

⁃ Proporcionar o convívio e a interacção com outras crianças e adultos

Competências artísticas de preparação para o 1º ciclo:

⁃ Desenhar, pintar com diferentes objectos (pincéis, esponjas, escovas de dentes, etc.), fazer colagens, brincar com plasticina.

Competências musicais de preparação para o 1º ciclo:

– Dar um concerto com a criança e explorar diferentes sons e ritmos – usar tachos, colheres, embalagens, etc.

⁃ Ouvir e dançar diferentes tipos de música.

Competências Físicas de preparação para o 1º ciclo:

⁃ Correr

⁃ Andar de baloiço e escorrega

⁃ Saltar

⁃ Dançar

⁃ Nadar

A par destas actividades, os adultos devem estimular regras e rotinas. Estas vão fazer parte do dia a dia da criança quando entrar para a escola, por isso, porque não começar aos poucos a introduzi-las na sua vida?

Estas são apenas algumas sugestões, de actividades simples e acessíveis a todos, que promovem a aprendizagem e que preparam a criança para a entrada na escola e para a vida adulta.

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A importância da arte na educação infantil

Enquanto profissional em Educação de Infância, questiono-me várias vezes no quanto é importante o investimento no trabalho que me proponho realizar, pelo prazer em ensinar crianças, pela satisfação em sentir que o contributo educativo terá os seus frutos…!

Numa das minhas reflexões, ponderei na importância da arte na educação infantil, visto que o meu trabalho direto, é uma forma de expressão artística em pleno!

4 RAZÕES PELAS QUAIS A ARTE É TÃO IMPORTANTE NA EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA

“As crianças adoram música, dançar, pintar, jogar, e expressar-se de formas criativas. Adoram dar sentido ao mundo ao seu redor.

No entanto, como se essas razões não fossem suficientes para incluir componentes como arte e música na educação infantil, a pesquisa indica que as artes, incluindo a educação musical para as crianças, têm impactos significativos no desenvolvimento cognitivo, aumenta a autoestima, e envolve ativamente todos os agentes envolvidos na aprendizagem: as crianças, os pais e os professores!

As artes criativas envolvem as crianças através de um ensino multissensorial

É importante que a criança tenha oportunidade de aprender num formato multissensorial, tais como a música e as artes visuais. Isto porque, cada um dos cinco sentidos (visão, olfato, audição, tato, paladar), ativam neurónios específicos no cérebro.

Para as crianças, atividades multissensoriais proporcionam mais oportunidades de aprendizagem do que as atividades individuo-sensorial, uma vez que o cérebro se torna envolvido no processo de apreensão da “matéria”. Por exemplo, numa aula de música, as crianças experimentam a aprendizagem multissensorial quando ouvem e imitam sons de animais, quer seja vocalmente ou através de um instrumento, quando vêm os animais na história, e depois se movimentam como eles.

Atividades de arte, podem estimular o sentido do olfato e do paladar através de obras de arte comestíveis, como por exemplo fazer um arco-íris em cereais coloridos ou mesmo usar tintas de dedo comestíveis para as crianças mais jovens. Além do mais, as experiências que integram vários sentidos simultaneamente são responsáveis por impressões duradouras e com maior retenção.

Atividades musicais estimulam o desenvolvimento em todas as áreas do cérebro.

Enquanto a aprendizagem multissensorial envolve crianças e proporciona maior retenção, a educação fornece benefícios cognitivos comprovados pela investigação. Incorporando música e movimento na rotina de aprendizagem da criança consegue-se estimular todas as áreas do cérebro, incluindo a visão, o equilíbrio, a audição, a fala, o comportamento, a sensação, a cognição, o movimento e as emoções

Deixo este vídeo que aborda de forma acessível, quais os benefícios para o cérebro da reprodução musical.

Aulas de arte e música ensinam as crianças a gostar de aprender e da escola.

Professores e pais concordam. Todos queremos crianças a adorar a escola e a aprender.
Quando perguntamos:
Qual foi a coisa que mais gostaste na escola hoje,”  – a arte e a música são consistentemente classificadas no topo da lista para as crianças. Por quê? Porque é divertido!

Com o passar dos anos, as crianças carregam o amor e o interesse em aprender e ir à escola, para os anos elementares e superiores. Além disso, as matérias aprendidas nas aulas de música podem ser aplicadas ao longo do dia. As crianças que participam ativamente em aulas de música coletivas, aprendem a trabalhar em equipa, a partilhar, a ouvir e a incorporar as ideias dos outros. Aprendem o valor das suas próprias ideias! Além disso, as atividades musicais podem ajudar as crianças a aprender a autorregulação, a capacidade de regular pensamentos, sentimentos e ações.

Estas competências traduzem-se em estar pronto para aprender e ter sucesso na escola.

 

Adaptado de mindsonmusic,
by Kindermusik para Up To Kids®

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Nós somos as mães dos homens de amanhã: educar para a igualdade de género

Criamos hoje os homens de amanhã. É uma realidade. Será que estamos a criar os homens de amanhã na igualdade de género? Fica a reflexão e algumas notas de ação.

Em primeiro lugar, é necessário compreender que o maior princípio de igualdade é que se trata de forma igual o que é igual e diferente o que é diferente. Pode parecer óbvio mas nem sempre é claro na educação das nossas crianças.

As diferenças de género são inquestionavelmente saudáveis e naturais. Não podem é ser motivo de discriminação. Ora o combate à discriminação de género começa em nossa casa:

Exemplo

Se o pai nunca lava a louça e mãe nunca leva o carro à oficina, é difícil induzir atitudes de igualdade. O exemplo familiar é que mais influência tem na aprendizagem das crianças. Por isso, não adianta falar se não se praticar.

 

Tarefas iguais para meninos e meninas

  • É simples: meninos e meninas ajudam na cozinha; meninos e meninas jogam futebol.

Libertar as brincadeiras

  • Não é por uma menina brincar com carros que vai diminuir a sua feminilidade! Não é porque o menino gosta de brincar na casinha que vai diminuir a sua masculinidade!

Combater o preconceito

  • O combate ao preconceito e ao estereótipo tem que ser feito no momento: é o azul para o menino e o rosa para a menina. É a boneca e a bola. É o carro e a cozinha. Porque não verde, amarelo e laranja para todos? E bonecas, bolas, cozinhas, carros, camiões, legos, bicicletas!

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Como criar um Quarto Montessoriano

As crianças são amadas desde que são um feijão na barriga da mãe. Os pais aguardam ansiosamente a chegada do bebé, e enquanto esperam vão preparando tudo o que será necessário para a criança nos primeiros meses de vida. Compram ou fazem roupa, preparam a família, especialmente os irmãos, deixa-se feita a mala da maternidade, e até se monta todo o quarto do bebé.

O quarto é a divisão da casa onde o bebé passará mais tempo: é um quarto de dormir e de brincadeira, um sítio onde pode relaxar, brincar, dormir, mas acima de tudo, onde podea crescer e desenvolver-se livremente e em segurança.

Os pais podem escolher a decoração do quarto do seu filho, apenas, seguindo uma questão estética/funcão, ou podem seguir algum método como aquele que iremos falar a seguir, o Método Montessoriano.

O Método Montessoriano

Apenas para esclarecer, o Método de Montessoriano, como o nome indica foi criado e desenvolvido por Maria Montessorimédica, educadora e primeira mulher italiana diplomada em medicina.

Este método propõe a criação de um ambiente adequado e produtivo para o desenvolvimento da criança. Pela filosofia de Maria Montessori, o quarto das crianças deve ser montado e estruturado de acordo com a ótica da criança e não do adulto, de maneira que os miúdos circulem livremente e em segurança no seu ambiente e explorem as coisas que estão ao seu alcance.

O ponto mais importante do método não é apenas a escolha dos materiais ou sua prática, mas a possibilidade de libertar a verdadeira natureza do indivíduo, promovendo o desenvolvimento da educação com base na evolução da criança.

Num local rico e estimulante, a criança torna-se capaz de aprender sozinha através das suas próprias experiências, desenvolvendo-se de forma espontânea, criativa e saudável!

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Deixamos aqui os tópicos a ser levados em consideração ao montar um quarto Montessoriano são:

1) Colchão no chão

O berço é um limitador de movimento, logo é substituído por um colchão no chão ou uma cama bem baixinha, para que a criança tenha mais independência para se levantar e se deitar. Ao lado do colchão, pode-se colocar um elemento que além de amortecer uma possível queda, proporcionará estímulos sensoriais diferentes. Pode ser um colchão de campismo, almofadas variadas, um tapete felpudo, etc.

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori

2) Tudo ao alcance das crianças

Os  brinquedos, livros, jogos e fotos das crianças devem ficar ao alcance das próprias, organizados em prateleiras baixas. Experimente gatinhar no quarto dos seus filhos para perceber o quanto as alturas das coisas estão desajustadas às suas necessidades.
Toda a decoração deverá, também, ser colocada ao nível dos olhos da criança.

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori
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3) Minimalismo

A decoração deve ser minimalista, apenas com mobiliário essencial para que a criança possa explorar tudo o que tem no quarto. Para que essa exploração possa ser feita de forma segura, é bom abusar de materiais que proporcionem segurança aos pequenos, como tapetes de borracha, ou felpudos..
Evite acumular muitos brinquedos. Evite guardá-los em caixas, gavetas ou roupeiros sem que estejam sempre disponíveis. O ideal é ter brinquedos sempre à vista, para que a criança sinta vontade de brincar e possa escolher com o que brincar. Pode criar um sistema rotativo, em que tem meia dúzia de brinquedos à vista, e depois troca, para que a criança não se farte.

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4) Proporção

Todo o quarto deve ser proporcional à criança. É uma questão de escala: para que as coisas estejam ao alcança da criança, também os móveis devem ser mais pequenos, as mesas baixas, as cadeiras apropriadas a crianças etc.

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5) Escolha Autónoma

Ter menos brinquedos faz com que a criança conquiste maior autonomia de escolha. A criança conseguirá com facilidade escolher, entre meia dúzia de brinquedos, aquele com que lhe apetece brincar. Se houver muita oferta será mais difícil de optar, acabando a criança por não valorizar nenhum especificamente.

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6) Estímulos

Segundo Maria de Montessori, nos primeiros anos de vida a criança elabora os próprios conceitos pela ação e pelo contato com o mundo em que vive. A criança actua pela ‘mente absorvente’ e os órgãos sensoriais são os captadores das informações necessárias.

Espelho: O espelho serve para que a criança se possa conhecer e entender que é uma pessoa distinta da mãe. Quando ainda não gatinha, esse espelho pode ser instalado na horizontal, ao lado da cama. Mais tarde, pode ficar na vertical, noutra parede. Para garantir a segurança dos pequenos, é importante que o espelho seja de acrílico e fique bem preso à parede.

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Musica: Para o estímulo auditivo, músicas ou sons de violão ou flauta são uma boa pedida. Músicas de compositores clássicos em geral são adoradas pelos pequenos.

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Móbile: no início, o recém-nascido não consegue focar coisas que estão muito longe, por isso, o móbile deve estar a 30 cm do bebê. Além disso, no primeiro mês, o ideal é que o objeto seja preto e branco, com diferentes formas e padrões. Mais tarde, podem ser introduzidas outras cores. Os bebés novinhos adoram móbiles feitos com formas geométricas e cores fortes. Após os 3/4 meses, que a criança já agarra objetos, deve-se tomar cuidado para que o móbile não seja alcançado muito facilmente, por uma questão de segurança

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Por Up To Kids®, baseado nas seguintes fontes Lar Montessori, Just Real Moms, Mimo Infantil 

 

imagens@Minha Casa Minha Cara, blogdanique, Maternar e Brincar

Os blocos escalonados são óptimos para brincar e para aprender. Tratam-se de blocos de construção coloridos e de vários tamanhos, existentes em quantidades iguais. Permitem desenvolver a criatividade, competências matemáticas, nomeadamente de lógica, cálculo e proporção, desenvolver o raciocínio, e tudo isto enquanto a criança brinca.

Ora aqui ficam algum exemplos de Jogos que se podem fazer com os blocos de contrução escalonados. Lembre-se que a criatividade não tem limites, e as crianças poderão criar as suas próprias brincadeiras.

Jogo 1 | Vamos contar unidades de medida
O comprimento dos blocos individuais pode ser utilizado para exemplificar diferentes exercícios de somar.
Por exemplo: um bloco 8 vermelho escuro é igual em comprimento ou altura a oito vezes o bloco 1 Azul Claro ou a um bloco 4 Amarelo e dois blocos 2 Verde.
Tente encontrar o máximo de exercícios possível para cada tamanho de bloco. Pode começar por encontrar o número equivalente de blocos 1 para cada comprimento dos outros blocos e simplesmente contar os números.

Jogo 2 | Vamos somar
Encontrar o resultado correcto para um determinado exercício de soma. Seleccione dois ou três blocos cuja soma seja dez ou menos. Coloque os blocos em cima uns dos outros e tente construir ao lado uma torre de blocos 1 que tenha o mesmo tamanho. Conte o número de blocos.

Jogo 3 | Desmantelar um número
Também pode explicar e mostrar números acima de 10 colocando os blocos uns sobre os outros. O número 15, por exemplo, pode ser exemplificado com um bloco 8 vermelho escuro e um bloco 7 vermelho ou por cinco blocos 3 verdes claros.

Jogo 4 | Contar Histórias
Aprender a contar usando histórias é pura diversão!
Por exemplo:
“Hoje é um dia ensolarado de Verão e, portanto, vamos fazer uma visita à gelataria. A Susana quer duas bolas de gelado, o Simão quer uma e a Andreia quer três bolas.”
Cada criança terá de colocar no centro do tabuleiro a combinação de blocos equivalente ao número de bolas de gelado que quer.

Jogo 5 | Resolvendo Problemas
“O pequeno caracol rasteja lentamente até a árvore. Após 2 cm, faz uma pausa, rastejando depois mais 4 centímetros antes de nova paragem. Qual a distância total que o caracol já percorreu?”
A criança pode escolhe os blocos correspondentes e colocá-los em linha, lendo facilmente o resultado.

Jogo 6 | Aprender a multiplicar
Pode utilizar os blocos para demonstrar multiplicações.
Exemplos:
Cinco blocos 2 verdes juntos são iguais em comprimento a um bloco 10 azul, porque 5×2=10.
E 4×4=16, porque quatro blocos 4 amarelos juntos têm o mesmo comprimento que um bloco 10 azul + um bloco 6 vermelho claro. Ou são iguais em comprimento a um bloco 10 azul + seis blocos 1 turquesa.

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Jogo 7 | Dividir é partilhar?
Pode utilizar os blocos para demonstrar divisões.
Exemplo:
Um bloco 9 roxo necessita de ser dividido em três partes iguais. A criança pode experimentar diferentes opções, mas apenas três blocos 3 verdes juntos têm o mesmo tamanho que o bloco 9 roxo, porque 9:3=3.

FICHA TÉCNICA
Marca: Grimm’s
Referência: GM-22
Disponibilidade: Em breve
Dimensões: 23.00cm x 11.00cm x 23.00cm
Comprar aqui

 

Os blocos de construção são uma forma lúdica e divertida de desenvolver diversas capacidades das nossas crianças. De facto, inúmeros estudos têm demonstrado que a sua utilização nas brincadeiras dos mais novos (e não só) contribui para o desenvolvimento de várias competências cognitivas e sociais. E podem ser muito divertidos!

Eis algumas vantagens de brincar com blocos de construção:

Estimulam a imaginação
Este tipo de brinquedo é frequentemente usado para a construção de cenários nas brincadeiras de faz-de-conta, estimulando a imaginação, aumentando a capacidade de resolver problemas e ajudando ao processamento de emoções.

Promovem a percepção espacial
Ao brincar com blocos, as crianças testam relações espaciais entre objectos, desenvolvendo a consciência do espaço disponível. Além disso, também as capacidades de planeamento são colocadas à prova.

Desenvolvem competências matemáticas
Para além das subtis operações matemáticas presentes durante uma actividade lúdica livre com blocos de construção, existem inúmeros exercícios que podem ser realizados durante uma brincadeira estruturada.

Aumentam a capacidade de resolver problemas
Uma vez que os blocos de construção podem ser colocados de diversas formas, ao brincar com eles a criança está a exercitar a sua capacidade de desenvolver problemas divergentes, ou seja, que podem ter várias soluções diferentes.

Estimulam o trabalho em equipa
Quando utilizados por um grupo de crianças, os blocos de construção podem ser uma forma muito divertida de incentivar ao trabalho de equipa, desenvolvendo capacidades sociais e de interacção.

Acima de tudo, os blocos de construção podem proporcionar horas de diversão. E não são só para crianças: experimente juntar-se à brincadeira!

Boas brincadeiras!

Por Vilma van Harten, para Up To Kids®
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E porque hoje, é o dia Europeu do Terapeuta da Fala, publicamos um vídeo que tão bem retrata o trabalho diário deste profissional de saúde

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=0onES_nhu-A]
Este vídeo foi elaborado pela nossa associação – APTF e, retrata muito bem o trabalho do TF em todas as suas áreas de intervenção.

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imagem de capa@glbing

Combater o insucesso escolar constitui uma tarefa complexa e desafiadora para Pais/Cuidadores, Educadores e Professores. É emergente compreender o porquê destas dificuldades e procurar alternativas que possam minimizar e adequar todo o processo de aprendizagem de cada aluno.

Uma das grandes lacunas no êxito na aprendizagem deve-se a alterações linguísticas significativas – alterações no processo de desenvolvimento da compreensão e expressão oral e/ou escrita. Por isso, a necessidade de prevenção/vigilância do desenvolvimento linguístico da criança/adolescente evita posteriores sequelas educacionais, comportamentais e até sociais.

No entanto, a origem destas dificuldades é diversa e pode envolver outros fatores, como: orgânicos, intelectuais/cognitivos, emocionais e sensóriomotores, ocorrendo na maioria das vezes uma inter-relação entre todos eles. Além destes, deve-se ter em conta influências externas, como: diferenças culturais, ensino insuficiente ou inapropriado.

Atualmente os estudos apontam que as dificuldades de aprendizagem estão estreitamente relacionadas com um historial de défice na aquisição da linguagem, mas ainda, e não menos importante, em alguns casos, um possível défice na discriminação auditiva.

Salienta-se que défice na discriminação auditiva é distinto de défice auditivo. É comum que os despistes auditivos estejam adequados mas o aluno não discrimine sons muito idênticos (ex: /f/ e /v/) e que estas trocas também possam ocorrer na escrita. Quanto ao processo de aquisição da linguagem, e bastante aglomerante, este inclui quatro sistemas interdependentes: o pragmático (uso comunicativo da linguagem num contexto social); o fonológico (perceção/produção de sons das silabas e palavras); o semântico (respeito pelo significado das palavras) e o morfossintático (respeito pelas regras sintáticas e morfológicas que vão designar se a palavra e a frase está organizada e coerente).

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Dentro de uma análise contextual, há necessidade de compreender que, mesmo na presença de uma pedagogia eficaz, as dificuldades de aprendizagem podem ocorrer e por vezes não chegam a desaparecer ao longo do processo de aprendizagem. Na prática, geralmente apresentam uma ampla variedade de queixas académicas e comunicativas, onde se inclui:

  • Dificuldades em cumprir ordens orais
  • Pobre desempenho em testes cognitivos verbais (orais), quando comparados com testes cognitivos não-verbais (escritos)
  • Dificuldades na leitura e no ditado
  • Dificuldades na interpretação da leitura
  • Dificuldades na expressão de sentimentos e acontecimentos (orais/escritos)
  • Erros de escrita significativos após a finalização do 2º ano
  • Dificuldades na manutenção de um diálogo
  • Dificuldades na produção, discriminação e segmentação de sons, sílabas e palavras
  • Dificuldades em manter a atenção, com e sem ruído

De forma sucinta são crianças/adolescentes que, frequentemente, solicitam repetição de informação, apresentam-se distraídas e consequentemente uma panóplia de prejuízos académicos.

Para finalizar e deixar claro uma reflexão atual da aprendizagem, devemos, acima de tudo, saber que não só de aquisições intelectuais caracteriza o bom aluno. Torna-se essencial entender que cada dificuldade de aprendizagem que o aluno apresente, deverá ser analisada minuciosamente. Cada caso merece uma intervenção, por vezes, distinta, e elaborado por uma equipa multidisciplinar. Porque também, e não menos importante, desenvolver as suas aquisições motoras em simultâneo com as restantes aquisições são o meio mais eficaz para atingir as funções mentais de atenção e memória, tão importantes no processo de aprendizagem.

Por Patrícia de Sousa Teixeira, Terapeuta da Fala colaboradora How To…
para Up To Lisbon Kids®

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