Acredita, não és má mãe.

Não és má mãe porque impões uma hora de ir para a cama.

Porque não concordas que, na escola, o teu filho passe o tempo diante de uma televisão a ver desenhos animados horas a fio.

Porque, na maior parte dos dias, não consegues chegar a horas de brincar com ele tanto tempo quanto gostarias.

Porque não lhe compras todos os bonecos que te pede no centro comercial.

Porque fazes questão que coma sopa em todas as refeições.

Não és má mãe quando a paciência se esgota e tens de respirar fundo cinco vezes antes de voltar a falar.

Quando chegas a casa e não sabes como vais arranjar energia para fazer tudo aquilo que te espera.

Quando às vezes te lembras do tempo sem filhos e sentes alguma nostalgia.

Se te questionas.

Quando vais em frente mesmo quando não tens a certeza.

Porque defendes aquilo em que acreditas.

Quando toda a gente te diz que precisas de ter calma, relaxar.

Quando tens dúvidas.

Quando não tens todas as respostas.

Porque os teus filhos deixaram de te contar tudo e os amigos deles sabem mais da sua vida que tu.

Quando tens medo.

Quando não sabes que caminho seguir.

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CARTA ÀS MÃES MAIS QUE PERFEITAS

Não és má mãe porque os teus filhos fazem coisas que nunca imaginaste.

Se o teu filho tem piores notas do que deveria (nem ele é mau filho por isso).

Quando ninguém compreende as tuas opções.

Porque insistes que os miúdos têm de ter rotinas.

Porque deixas crescer a pilha de roupa para passar a ferro.

Quando decides que precisas de um tempo para ti.

Quando o teu cérebro está tão cansado que só ouves trinta por cento do que o teu filho te diz mas fazes um esforço para reter tudo.

Não és perfeita.

És mãe e esse é o maior, melhor e mais duro trabalho do mundo.

Vais ter dias óptimos e vais ter dias terríveis. E vais ter dias que se repetem com poucas mudanças. Aproveita-os porque os miúdos crescem num tiro e tu também não estás a ficar mais nova.

E isso significa que tens sempre oportunidade de melhorar, de mudar.

Nunca serás aquilo que sempre imaginaste mas acredita que és tudo aquilo de que os teus filhos precisam. Com todas essas “falhas”. Eles amam-te como és.

E não há nada tão bom neste mundo.

imagem@weheartit

Estamos sempre a ouvir o chavão: Uma casa desarrumada é uma casa feliz. Uma casa suja implica crianças muito amadas. Se estiver desarrumado, criaram memórias. Casa limpa implica mãe chata e controladora. Sempre que ouço estas frases fico frustrada. Eu sou um bocado obcecada. Talvez um pouco mais que “um bocado”. Os meus filhos estão tão habituados ao barulho que conseguem adormecer enquanto aspiro. Eles sabem onde é que já limpei pelo cheiro a limpeza. Eles sabem que os brinquedos são para arrumar antes de sair de casa. Eles vivem numa casa arrumada e limpa. É na mesma um lar. Os meus filhos também criam memórias todos os dias! Eles são curiosos e espertos. E eu sou uma pessoa divertida!

Eu não sou perfeita. E também não sou sempre divertida. Mas sou sempre uma boa mãe. Todos nós temos abordagens diferente em relação à parentalidade, e até em relação à vida.

Há pessoas que gostam de ter coisas à sua volta. Outras preferem uma abordagem mais minimalista.

O nosso estilo de vida não afeta a quantidade de felicidade e amor na nossa casa.
O meu avô sempre disse: “Se a mãe não está feliz, ninguém está feliz”… Esperto! Esta frase não podia estar mais correta. Para mim é ter as especiarias organizadas por ordem alfabética. O chão sem uma migalha. As coisas no seu lugar. Eu fico feliz quando os brinquedos estão todos arrumados e sente-se o cheiro a detergente no ar.

Há umas semanas atrás, eu tive umas horas por minha conta. A minha melhor amiga estava tão invejosa que só queria saber o que é que eu ia fazer nesse tempo. E não ficou surpreendida quando lhe disse que ia limpar as casas de banho a fundo. Claro que limpar não é divertido, mas eu adoro o resultado final. Isso faz-me sentir feliz.

Agora que tenho as casas de banho impecáveis, eu estou no meu melhor para ir brincar com os meus filhos. Nós estamos constantemente a desarrumar tudo. Há tintas, Legos, bonecos de acção, e há um engarrafamento de Hot wheels algures por aqui. Normalmente a fila termina no pé do meu marido, quando chega a casa do emprego. Cozinhamos, a minha mesa de café está coberta de autocolantes, e divertimo-nos. A vida é boa. Brincamos. Limpamos. Os meus filhos não poderiam estar mais contentes.

Para as mães desarrumadas que há por ai, não tenham medo. Chamem-lhe Karma, ou gozem comigo. O meu filho de 2 anos é o miúdo mais desleixado do planeta. A sério. Uma vez dei-lhe feijão preto ao jantar. Só uma vez, porque nunca darei de novo. Eu não sabia o que era possível, mas ele pintou cada palmo do seu corpo com feijão. Quando ele não está a comer, rasga  páginas dos livros, despeja caixas de lego, etc.

Ele é um super-heroi na desarrumação. Eu peço a Deus que me dê forças para abraçar esta personalidade que é tão diferente da minha. Ela é assim. E e é que sou a freak das limpezas. Os meus filhos aprenderão a lidar com as minhas manias e eu com as deles. E enquanto eles são novos, eles gostam de ter uma mãe, que muitas vezes comparada à Monica do “Friends” , é um grande exemplo de que uma casa (super) limpa e criar memórias com as crianças são acções que podem coexistir.

Eu sempre fui assim. Quando era criança, eu fazia uma jogo para convenceras minhas amigas a ajudarem-me a arrumar o quarto. E elas ajudavam. Assim é que são as amigas.

Com a maternidade, esta necessidade de arrumação e limpeza tornou-se mais intensa. Além desses “chavões amorosos” sobre o facto de casas desarrumadas serem ideais para as crianças, há inúmeras dicas a informar as mães recentes que, uma vez que se tem crianças em casa, se pode dizer adeus à arrumação e abrir caminho para a desordem, o caos e cheiros incontroláveis.

Quando me apercebi disto pensei “desafio aceite”. Eu vou mostrar às mães como é. E foi o que fiz. Eu estou sempre a limpar. Nem sequer consigo relaxar se há pó em cima das mesas. Claro que os miúdos tornam este feito num desafio quase impossível. Especialmente o meu. Ele consegue transformar qualquer espaço num campo de batalha. Hoje de manhã enfiou a mão dentro da minha chávena de café. Sujou tudo. Menos mal, não estava quente. E sim, eu bebi o que sobrou e estava delicioso na mesma.

Por isso, lamento mães desarrumadas, mas nós também somos felizes. E também somos divertidos e patetas. Criamos memórias todos os dias, como vocês. A quantidade de amor não é definida pela altura da pilha de roupa por passar, e as memórias criadas em família não são sobre gavetas cheias demais e a transbordar tralhas.

Se calhar esses “chavões amorosos” deveriam dizer “Arrumado ou desarrumado os nossos filhos estão a viver o sonho”, porque tal como nas casas desarrumadas a nossa casa limpa e organizada é divertida, calorosa e memorável. Ah, e as casas de banho estão limpas!

Por Erin Paron, para Scary Mommy,
Traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®

imagem@goodmother

Era domingo de manhã, eu tinha uma reunião importante no escritório na segunda-feira, e minhas unhas estavam um lixo. Eu não havia conseguido tempo para ir à manicure desde a semana anterior, enrolada entre trabalho, e vida de mãe/esposa/dona de casa. No sábado preferi passar o dia me divertindo com o meu filhote e o maridão.

Arrisquei, então, telefonar para o salão no domingo mesmo, quem sabe estaria aberto… Para minha surpresa, atenderam! Marquei um horário com minha manicure de sempre.
Chegando lá, perguntei a ela:

– O salão fecha amanhã (segunda-feira)?
– Não, abre todos os dias.
– E que dia você tira folga?
– Nenhum. Trabalho todos os dias.
– Mas você não tem uma filhinha de 2 aninhos? Você nunca fica com ela?
– Não, ela fica com minha mãe enquanto trabalho.
– Você está endividada?
– Nada, moro com minha mãe, mas quando saio para o serviço, e quando chego, minha bebê está dormindo.
– Você está juntando dinheiro para comprar carro ou a casa própria? (insisto, tentando decifrá-la, com a esperança de não ouvir o que vinha a seguir…)
– Não… É que prefiro mesmo trabalhar do que ficar com a minha filha, não levo muito jeito com criança e não tenho muita paciência.

Choquei. Nem sei que cara eu fiz, tentando disfarçar o quão desconsertada fiquei. Não sei bem explicar se o que me chocou mais foi a sinceridade da moça ou o fato de ela realmente não querer ficar com a filha, seja por amor, por culpa ou por responsabilidade/consciência da importância que a presença dela tem para a vida da criança.

Tentei ser generosa com a manicure e justificar tudo isso pela sua idade/imaturidade. Afinal, ela tem apenas 21 anos, não deve ter planejado a gravidez e nem viveu plenamente toda a sua juventude…

Ok, ela nem é tão novinha. Mas, ainda assim, em vez de julgá-la, parei para refletir e me dei conta que, quer saber, ela não é a única. Lembrei de uma colega de trabalho, muito menos sincera (ou menos sem noção) do que minha manicure, que vive se sentindo culpada durante a semana porque passa pouco tempo com a filha de 3 anos, mas todo sábado à tarde ela começa a disparar mensagens desesperadas reclamando: “minha filha tá impossível hoje, vou surtar, o que você está fazendo? Vamos combinar algo? Não aguento mais ficar sozinha com ela!”.

Claramente, minha colega não suporta ficar nem meio período do dia com a filha – apesar de dizer morrer de saudade ao longo da semana.

Diversas outras mães sentem o mesmo. Uma amiga psicóloga que faz estágio em clínica que presta atendimento gratuito para famílias humildes me contou que um problema comum por lá são mães que recorrem à ajuda profissional para se tratar porque estão com uma vontade incontrolável de abandonar o filho e até mesmo com pensamentos recorrentes de planejar o assassinato deles.

Estes podem ser casos mais graves, claro. Mas não duvido que haja diversas mães comuns por aí que preferem trabalhar ou fazer qualquer outra coisa para fugir dos pequenos. Afinal, vamos combinar que cuidar de uma criança não é nada fácil. É um dia inteiro de trabalho, requer um estoque bem grande de energia para brincar, muita criatividade para tornar todos os momentos lúdicos, jogo de cintura para lidar com imprevistos constantes, bom humor e conhecimentos de psicologia para saber lidar com as birras. Enfim, cansa. É estressante.

Às vezes muito mais estressante do que um longo dia de 12 horas em frente ao computador, escalonado por reuniões, telefonemas incessantes e pressão para entregar um documento no prazo.

Não estou defendendo mães que não assumem sua responsabilidade, estou apenas tentando desmistificar a aura de “santidade” e o romantismo que existe em torno da maternidade. Talvez resida aí – nessa visão distorcida do que é a maternidade – a origem do problema.

Ainda há uma pressão social e cultural – atualmente implícita – de que toda mulher de verdade deve querer ser mãe um dia. E a verdade é que nem todas se identificam com a função. E aí sempre tem aquela desavisada que ama seu estilo de vida solteira/alta executiva/baladeira mas resolve entrar para o irreversível mundo da maternidade. E verifica que não é para qualquer um. MESMO.

Mas, espera aí, o amor materno não é incondicional? Uma vez que o bebê nasce, as mulheres não ficam perdidamente apaixonadas por ele?

Há 30 anos já foi provado que isso é mito (vide o livro O mito do amor materno, de Elizabeth Badinter, publicado em 1985).

A mais pura verdade, e nisso não há controvérsias, é o amor incondicional que um bebê sente pela mãe (se preferir, pode chamar de necessidade incondicional). O contrário nem sempre é verdadeiro.

O filme brasileiro Que horas ela volta?, tem esse título justamente porque apresenta filhos eterna e ansiosamente à espera de suas mães.

Crianças pobres e ricas que estão sempre aos cuidados de uma terceira pessoa que não quem as pariu. Enquanto essas mães ausentes tocam suas vidas – com mais ou menos tranquilidade -, os filhos vão cultivando seus irreversíveis traumas e buracos na alma.

Esse cenário não é característico apenas da vida moderna, nem do Brasil. Mães abastadas sempre tiveram amas de leite para amamentar seus próprios rebentos. E, por mais que não trabalhassem em séculos passados, tinham escravas (ou babás, dependendo do país) que tomavam contas de seus filhos. Já as mães pobres, bem, essas sempre tiveram de trabalhar e largar seu filho com… qualquer um!

O que é, sim, característico da atualidade, é a culpa materna. A cobrança que as mães se fazem de amamentar seus bebês pelo menos durante seus seis primeiros meses de vida, e de acompanhar pessoalmente seu desenvolvimento durante a infância, surgiu com a difusão da Psicologia, que divulgou a importância do amor materno para a criação de crianças minimamente saudáveis.

Como estamos todas no mesmo barco, ninguém tem coragem de condenar mães que trabalham fora e passam um tempo ínfimo com seus pequenos.
Desde que sofram, e se sintam culpadas.
Por Bárbara Semerene, em BrasilPost
na Up To Kids®

 

Foi amor à primeira vista. Se for rigorosa apaixonei-me por ti quando ainda tinhas apenas alguns milímetros mas já a força de mudar tudo à tua volta. Não me fiz de difícil, deixei-me arrebatar a cada mudança – e ainda o faço hoje, sou fácil e sei-o.

Não temos, ainda, o que se costuma chamar de um namoro longo.

Começou há treze meses (mais as trinta e nove semanas em que te carreguei dentro de mim) e, tal como nos namoros onde há amor, a cada dia que passa apaixono-me mais um bocadinho. Vamo-nos conhecendo cada vez melhor e temos sido exímias em comunicar sem palavras. Estas começam agora a chegar aos poucos e vejo-te ganhar asas para começares a voar.

Há alguns dias ficaste em casa por causa da febre desses quatro dentes que escolheram nascer todos ao mesmo tempo para te provocar. Houve rabugice, sono, brincadeira e muito mimo. Quando adormeceste na sesta fiquei a olhar-te na penumbra e deitei-me ao teu lado no sofá. Vi com o deleite que só uma mãe sente o teu peito subir e descer compassadamente, inspirei o cheirinho do teu cabelo encaracolado que me faz cócegas no nariz. Acho que nunca tinha visto algo tão bonito, tão pacífico, tão repleto de ternura. Fiquei assim, a ver-te, a sentir-te perto, a fazer-te festinhas, como quando eras recém-nascida e as horas eram todas nossas.

Estás a crescer e queres mimo, mas também queres outras coisas. Desafias, aprendes, erras, cais, levantas-te, acompanhas a música com a tua cabeça, experimentas brinquedos e brincadeiras novas. Eu entendo essa curiosidade, essa vontade de sugar o mundo e tento que esta fase de encantamento contigo não atrapalhe a tua crescente independência.

O nosso namoro sabe-me bem. Há alturas em que puxo por ti, outras em que és tu que o fazes por mim. Desejo que possas olhar para trás e lembrar a tua infância como a soma de momentos mágicos, repletos de afectos. És mimada, não com o mimo que deixa “danos” mas com o mimo que devia ser obrigatório todas as crianças receberem.

Vamos ultrapassando obstáculos um abraço de cada vez, até que os abraços não sejam suficientes e tenhamos de encontrar novas soluções.

Vou estar aqui para descobrir tudo isso contigo. Afinal é um namoro, não é? Com os seus altos e baixos, as surpresas, o tirar o fôlego, a saudade e a partilha.

Ainda vais ver tanto mundo, amar de tantas maneiras, sentir coisas fantásticas. Subir às árvores, fazer perguntas difíceis, correr de braços abertos, fazer “bombas” na piscina. Dançar com os teus amigos, ouvir uma música que te lembra algo bom.

Tudo começou quando tinhas apenas alguns milímetros e ainda tens tanto para crescer. Vai ser bom. Vai ser tão bom!

Promessa de mãe.

 

Por Marta Coelho, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

Mães há muitas, mais que muitas aliás! E porque todas são fantásticas e merecem ser celebradas, aqui estão as descrições de 10 tipos de mães que andam por aí!
  1. Mãeravilhosa
    Sempre impecável, cabelo no sítio, unhas arranjadas,  assim como os filhos que estão sempre limpinhos e penteadinhos. Comem em mesas impecavelmente postas com talheres de prata e baixela de porcelana. Os filhos não usam babete porque nunca se sujam. Este tipo de mãe encontra-se apenas em fotos (ou acompanhada de muita ajuda, nomeadamente maquilhador, cabeleireiro  e babysitter permanente)!
  2. Mãe-natureza
    Teve parto normal, sem epidural e em casa numa banheira ao ar livre, melhor, num lago natural. Amamenta até os filhos irem para a faculdade e só comem produtos que não estão embalados. Não usam roupa tingida porque os corantes fazem mal. Encontra-se em lojas de produtos biológicos.
  3. Mãedricas
    Têm sempre medo de estar a fazer tudo mal. Confirmam 10 vezes a temperatura da água do banho com 5 termómetros diferentes e no fim chamam o pai para ter a certeza que está boa. Encontra-se sempre na net para tirar dúvidas sobre tudo o que acontece.
  4. Mãeteiga
    Derrete-se com tudo o que acontece com os seus filhos ou os filhos dos outros. “Oooh que lindo cocó”. Acha tudo lindo e maravilhoso. Encontra-se sentada no sofá a chorar com o anúncio das fraldas.
  5. Dramãe
    Tudo o que acontece a esta mãe ou aos seus filhos é um drama, que conta detalhadamente a todos que encontra até ao mais ínfimo pormenor. Nunca tentem contar nada que vos tenha acontecido a esta mãe, porque ela tem sempre uma história muito pior. Encontra-se em qualquer sitio onde haja quem oiça as suas histórias.
  6. Mãelhor que tu
    O filho começou a andar com 3 meses, já fala e aliás, já recita os lusíadas de trás para a frente. Tudo o que tu achas que era novidade esta mãe já faz há séculos, e tudo o que tu compraste ultimo modelo esta mãe tem 10x melhor. Encontra-se a treinar o filho para o triatlo, só não vai ganhar a medalha porque não existe a categoria para 18 meses.
  7. Mãeciclopedia
    Sabe tudo sobre os filhos. Sabe que dormiram 4h23 minutos e depois fizeram um coco de volume moderado e voltaram a dormir mais 94 minutos, que comeram 232 ml de sopa e 33 ml de agua e bolçaram 12 ml. Sabe em que dia disseram mamã, papá e nau catrineta. Encontra-se a registar tudo numa aplicação especial para o efeito.
  8. Mãeventureira
    Faz tudo parecer fácil. Sai com os filhos e só com uma fralda no bolso. Faz tudo o que fazia antes de ter filhos. Viaja com 5 filhos e 1 mala de cabine. Também conhecida por mãeguyver. Encontra-se no topo do machu pichu.
  9. Mãe-Sport Billy
    Tem tudo o que é preciso na sua mala mágica : duas mudas de roupa, comida, fraldas, brinquedos, bolas, smartphone, carrinho bengala, casaco para ela e para o marido e uma sanita portátil. Encontra-se na lista telefónica de todas as mães de quem vai em socorro quando se esqueceram das toalhitas.
  10. Super-mãe
    Trabalha todo o dia, leva os filhos à escola, ao ballet e ao teatro, faz o jantar digno da capa da teleculinária e uma sobremesa à masterchef e ainda faz o almoço para os filhos levarem para a escola no dia seguinte. Faz as roupas para os filhos levarem para o Carnaval, halloween e todas as festas da escola, e os cupcakes para as festas dos amigos. Borda o nome dos filhos no interior das roupas e corta todas as etiquetas. Tem a roupa arrumada por cores e tamanhos. Tem a comida etiquetada (e o marido também!). Encontra-se dez km à tua frente.
Eu tenho um bocadinho de todas, e vocês? E mais tipos de mãe?
AMR, do Blog Mães que muitas
S
ugerido para Up To Kids®
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(Advertência: Este texto não deve ser lido por todas as pessoas! É exclusivo e recomendado só para aquelas que serão, muito provavelmente, as melhores mães do mundo.)

Não, não é verdade que as mães sejam serenas, macias e bucólicas, quase sempre. E que, seja diante do que for, reajam num tom ameno, almofadado e cheio de açúcar, sem sequer gritarem, esbracejarem e esconjurarem todos os descuidos que, sempre que elas são dedicadas e atentas, abundam numa casa. As mães saudáveis têm o direito (milenar!) a esganiçar-se, sim senhora! (Aliás, mães esganiçadas são um património imaterial da Humanidade; como se sabe.) E têm o direito a ameaçar que, um dia, se vão embora e “aí sim, vocês vão ver a falta que vos faço!”. E por mais que não esperem que ninguém as leve a sério, como é óbvio, agradeciam que toda a gente da família ficasse, pelo menos, em… estado de choque (!!!) diante de um grito como esse, em vez de permanecer em silêncio – entre o divertido e  uma atitude do género: “Ela fica tão gira quando está com mau génio!” – como se nada, na gritaria duma mãe, valesse para o que quer que fosse! Aliás, as mães (saudáveis, é claro) estão fartas e saturadas da sua função de mãe nunca ter nem domingos nem feriados! Nem ser considerada para efeitos de reforma, de banco de horas – a reverter em seu favor, aos fins de semana – ou com mais dias de férias, como devia ser!

Afinal, quem é que levanta as crianças, todos os dias, e se dispõe ao papel (maléfico!) de as proibir de dormir mais cinco minutos, e se esgadanha contra os seus dedos papudos que reclamam “mais desenhos animados já!”? E quem é que as apressa a vestir e as obriga a engolir o pequeno almoço, quase sem respirar? E quem é que as intima a lavar os dentes (depressa!), antes de as ameaçar que vão de cuecas para a escola se não descerem (a correr!) para o carro para que, depois de esbracejarem contra o trânsito, irem numa correria deixar a miudagem, que cansa, só de ver? E quem é que deve sofrer de dupla personalidade e, depois dos ataques de nervos  de todas as manhãs, passa da fúria de leoa à maior de todas as ternuras e pespega um beijo inimitável, e dá um sorriso cheio de luz, e abraça, e diz “a mãe ama-te tanto!!!!”, enquanto aconchega os caracóis, e chama “príncipes” e “princesas” a crianças normais e ensonadas?  As mães!

E quem é que sai mais cedo do trabalho e, cidade acima/cidade baixo, anda numa “roda viva” entre a escola, a piscina, o inglês, o futebol e a música, e transforma o porta-bagagens dum automóvel numa parafernália de mochilas, flautas, chuteiras, lanches, touca, toalha e óculos, e ainda tem tempo para as perguntas mais tolas que só as pessoas bondosas conseguem fazer (como, por exemplo: “Como é que correu a escola?” ou “O que foi o almoço”) e – oh canseira! – fica parecida com a Cruela sempre que uma criança responde: “correu bem” ou “não me lembro”?… As mães!

E quem é que, depois do trabalho, barafusta o tempo todo contra os trabalhos de casa mas que, ainda assim, franze a sobrancelha e – com um orgulho mal disfarçado – diz, num tom solene mas, todavia, aconchegado: “Eu não sei como é… Se eu não estiver sempre ali ao pé, ele não faz nada!…”?
As mães?

E quem é que tem a mania de dizer: “O meu filho não gosta de ser contrariado!” para justificar as 200 vezes que se chama uma criança para saltar para o banho, as outras 200 que são precisas para a convencer a deixar os desenhos animados para vir jantar, não esquecendo mais 200 suplementares em que  repete, devagarinho: “Come a sopa!” e acaba a ribombar: “Despachas-te ou não?…” antes de lhe dizer: “Abre lá essa boca, já!” (enquanto despeja as últimas colheres de sopa pelas goelas dum filho)? As mães!

E quem é que, diante do lado mais demagógico duma criança (quando diz “Eu não sei” ou – “à Calimero” – se lamenta: “Eu não faço nada bem feito”) começa devagarinho: “Oh, meu pequenino: não sejas pateta… Vá… A mãe gosta tanto de ti!…” e, quando os interessados esperariam que em direitos adquiridos nunca se mexesse, e insistem só com mais um “não sou capaz” (é só mais um…) acaba a berrar, num tom amigo dos trovões: “Mas onde é que tu tens a cabeça?…” As mães!

E quem é que faz o jantar, e tem a mania de achar que a sopa é importante, e que o peixe torna as crianças inteligentes, e que os vegetais fazem os meninos crescer, e as cenouras tornam os olhos bonitos, e as batatas fritas não prestam, e que a Coca-Cola torna as crianças mais redondinhas, e que o açúcar faz cair os dentes, e não deixa comer bolachas antes do jantar, nem pizza dia sim/dia sim?
As mães!

E quem é que, enquanto apanha os brinquedos que se atropelam pelo chão, mais a roupa que se amontoa na cadeira, mais a outra que se escondeu, (por iniciativa própria, logo se vê…) atrás do armário, e fiscaliza a mochila e os cadernos, e põe a roupa, esticadinha, para o dia que lá vem, e descobre pacotes de leite vazio onde não deviam estar, e embalagens de bolachas que – vá lá saber-se porquê – se refugiam no quarto das crianças, e enquanto arruma tudo, um dia atrás do outro, repete e repete e repete:  “Mas será que tu nunca arrumas nada, é?..”   E quem é que nos seus piores dias de arrumadeira, pergunta, com um desvario quase sindical:  “Mas achas que há empregadas cá em casa, é?…”
As mães!

E quem é que vai à escola e, enquanto conversa com as outras mães sobre os caprichos das crianças (como se fossem toques muito pessoais que a personalidade “muito vincada” de cada uma as leva a ter) se prepara para ser repreendida, por alguns professores, e tem de ouvir: “ Mas… está tudo bem lá por casa?” (sempre que as crianças acham enfadonhas muitas aulas, por exemplo) ou, nas alturas de pior karma, é advertida para a necessidade de dar mais apoio à pequenada “porque eu tenho 28 alunos e não chego para tudo?…” As mães!

E quem é que não perde a compostura e, antes de fingir que deita os olhos para a televisão, enquanto pestaneja, ainda se esparrama na cama e conta histórias e, para se desintoxicar do papel de “chata oficial lá de casa”, sente que aqueles minutos de namoro, antes do sono, são os únicos em que não tem de ser mandona e refilona e tudo o mais que toda a gente espera que só as mães consigam ser e, quando dá conta, adormeceu, mais outra vez, na cama de um dos filhos, e é repreendida (e muito bem…) por esse desvario? As mães, claro.

Mas, afinal, o que é querem mais das mães? Que elas não se esgotem? Que não exijam ter o direito a ser mimadas e, por mais que ninguém diga isso, que queiram, pelo menos, mais um miligrama de amor e outro de carinho do que aqueles que as crianças dão ao pai? E que não sejam vaidosas? E que sejam discretas e se anulem com se o aquilo que mais desejassem é que ninguém desse por elas?

Por isso mesmo, que em relação a tudo o resto seja “ano nova, vida nova”, ainda vá. Mas em relação ao jeito muito especial de todas as mães eu espero é que nada deixe de ser como é. É claro que ninguém tem dúvidas que as mães “estragam” as crianças, sim! Mas que não haja quem ouse imaginar que as queremos doutro modo. Nós – os filhos, os pais e os avós, todos juntos, adoramos – no fundo – que elas sejam assim!

Por Prof. Eduardo Sá, na revista Pais & Filhos, em 9.06.15

imagem@sonhosedevaneios

Dias em que, de repente, dás meia volta e desces da cama sem pedir ajuda, sem grandes alarmes.

Dias em que, de repente, passas a dormir sestas grandes, como os outros meninos da tua sala.

Em que quando chego à creche estás na sala dos meninos maiores a brincar com eles de igual para igual.

Em que tentas calçar os teus ténis e consegues.

Em que, no banho, descobres a maravilha de te levantares e voltares a sentar e as ondas que provocas.

Em que, de noite, choramingas só porque te destapaste e arrefeceste.

Em que acabas a sopa e ficas a pedir mais.

Em que descobres um livro que tinhas escondido na horizontal na estante e ficas radiante como se fosse a primeira vez que o tens na mão.

Em que percebes que, tal como tu, também os teus bonecos têm nariz, mão, pé e alguns também usam sapatos.

Em que me vês triste e viras a cabecinha, como se espreitasses para dentro de mim para perceber o que está errado.

Em que saltamos em cima da cama e ficamos com a barriga a doer de tanto rir – e tu com soluços.

Em que falas na tua língua misteriosa com os bonecos e te observo ao longe, imaginando o que se passa dentro da tua cabeça.

Em que cantas, sem te aperceberes.

Em que faço uma brincadeira esquecida (“eu mexo um dedo, diguidi, diguidi”) e me surpreendes com a coreografia da música.

Em que testas os limites, tentando subir à mesa de centro.

Em que estás tão cansada que adormeces na cadeira de refeições.

Em que a música de um anúncio na televisão te faz parar de brincar para veres de que se trata e dançares.

Em que mordes um balão (que ainda anda cá por casa depois da tua festa de anos) sem qualquer medo de que possa rebentar e assustar-te.

Em que pedes pão como uma menina crescida.

Em que andas pela casa a 50 km/h como se há um mês não fosses bebé de gatinhar apenas.

Há dias em que descobres o mundo e em que eu descubro mais mundo dentro do meu.

És tu, minha filha, meu amor, a causadora das maiores descobertas da minha vida, do reconhecimento das minhas limitações mas também das minhas maiores vontades.

Há dias difíceis, mas contigo aqui, com a tua inocência e a tua ternura, não trocava estes dias por nada.

Por Marta Coelho, para Up to Kids®
Todos os direitos reservados

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Sabemos que todas as mães se queixam por uma ou outra coisa na maternidade.
Algumas queixam-se por tudo e por nada. E poucas são as que não têm quaisquer queixas.

Vamos lá fazer catarse.

Sugiro um momento de desabafo colectivo.

Quero saber: o que vos chateia e custa/custou mais na maternidade?

 

1) Dormir aos bochechos

2) Aos bochechos era bom, era. Não dormir!!!

3) Discutir mais com o marido/esposo/companheiro/namorado

4) Não ter grande ajuda de ninguém

5) Ter de deixar a criança na creche

6) Demorar uma hora a adormecê-la

7) Ter de cozinhar comida saudável todos os dias

8) Ter rotinas muito fixas

9) Não conseguir ir ao cinema/teatro/jantar fora (basicamente não ir a lado nenhum)

10) Ter a casa sempre em pantanas e roupa por passar a chegar ao tecto

11) Não conseguir tomar banho ou fazer cocó descansada

12) Ter os Caricas e companhia na cabeça o dia todo

13) As birras dos filhos

14) Ter dificuldade em amamentar

15) Ter tido uma excursão no quarto nos dias depois do parto

16) Ter vozes sempre à nossa volta a opinarem

17) Não ter grande vontade de fazer amor

18) O corpo ter mudado muito

19) Estarem doentes semana sim, semana sim

20) Ouvir que os filhos estão magrinhos

21) Acharem que a licença de maternidade são umas férias

22) ____________________ (complete)

 

Por Joana Paixão Brás, em A Mãe é que sabe

Quando regressei a Portugal no final de Outubro passado, desconhecia este fado canção da fadista Marisa.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=9kmwY1Z3YNY]

Confesso que não sou muito amante daquele que é o nosso Património Oral e Imaterial da Humanidade, e que só ouvi esta música, pela primeira vez, na festa de Natal da escola da minha filha. Ilustrava um vídeo sobre amizade e retive o refrão sem associar à fadista.
O tempo não parou de passar e entre a correria do dia-a-dia e mil e uma coisas, não mais voltei a ouvir a mesma música até ao mês passado, quando a minha filha foi representar a escola numa festa do agrupamento, e de novo passou o vídeo com a música.
Emocionada que estava por ter visto a performance da minha pequena “artista”, à noite, fiz parar o tempo e fui ao youtube pesquisar.
Surpresa a minha descobrir que era da Marisa e afinal o tempo para mim passa a correr depressa demais e escapam-me, algumas destas coisas.
Nesse dia bebi um copo de vinho e ouvi a música vezes sem conta.
Desde então que a tenho na cabeça. E mais ainda, no último mês, quando fiquei mais assoberbada de trabalho e com menos tempo diário, para partilhar com a minha filha.
Dou por mim a pensar na letra da música e a repensar o dia-a-dia e os fins-de-semana, de modo, a que mesmo que o tempo não pare o consiga aproveitar ao máximo com ela.
O meu bebé já e uma menina… e num piscar de olhos, será uma adolescente, mais interessada nas amigas e nos namorados do que nos mimos da mãe, que agora reclama.
Hoje, mais uma vez, cheguei tarde. Mas hoje fiz o tempo parar. Fiquei na beira da sua cama de mãos dadas até ela adormecer.
Enquanto lhe fazia festas no cabelo e ela se rendia ao cansaço do dia e adormecia… permiti-me respirar fundo e contemplá-la.
Parei o tempo que não para, para poder olhar para ela.
E voltei a pensar na letra da canção: Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo para olhar para ti.
Afinal é o que todos nós, pais e mães, queremos no meio desta loucura que é a vida moderna.
Paremos o tempo pelo menos uma vez por semana, para os ver sorrir ou, pelo menos, para os ver adormecer.

O Tempo Não Para

Eu sei
Que a vida tem pressa
Que tudo aconteça
Sem que a gente peça
Eu sei

Eu sei
Que o tempo não pára
O tempo é coisa rara
E a gente só repara
Quando ele já passou

Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui

Cantei
Cantei a saudade
Da minha cidade
E até com vaidade
Cantei
Andei pelo mundo fora
E não via a hora
De voltar p’ra ti

Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui

Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui

Por Irina Gomes,
para Up To Lisbon Kids®

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 imagem capa@mentirinhas.com

Muito se tem escrito sobre as mães e o amor incondicional que nutrem pelos seus filhos. Fui filha, hoje sou mãe e também avó e o amor que me liga aos meus filhos e neta é tal e qual um “cordão umbilical”, que jamais conseguirei cortar.
Mas … preciso de afirmar com gritos de alma que as mães nunca envelhecem e muito menos… morrem.

Permanecem em nós por toda a eternidade manifestada nos momentos em que as incertezas nos assaltam e aí …
São elas que estão, permanentemente, esperando por nós para nos orientarem com a sua experiência vivencial através do tempo, nos darem colo e afagando a nossa cabeça com palavras recheadas de magia, que nos devolvem o “está tudo bem“, amparando-nos para que possamos ganhar novamente equilíbrio, sentindo que nunca estamos sozinhas.

As mães vão colecionando anos, às vezes, enganando o tempo com uma alma feita de alegria, outras vezes, vestem-se de um “está tudo bem“, porque …uma mãe sabe de cor como apaziguar o coração dos seus filhos.

São as mães que orientam os seus filhos na arte de amar e penso, que toda uma vida será escassa para essa aprendizagem.
Uma vida inteira não chegaria para (des)escrever o meu sentir, sempre que pronuncio “minha mãe“.
De todas as vezes que nos perdemos nos questionamentos da vida, na escuridão das dúvidas, são sempre elas que nos abrem as portas necessárias para encontrarmos as respostas.

Para ti, mãe, mesmo ausente, continuas a ter o teu lugar em mim, aquele lugar especial onde te coloquei no primeiro sopro de vida e que é exactamente igual àquele aonde me tens a mim.

Por Inês Climaco
para Up To Lisbon Kids®

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