Porque nem todas as “Madrastas” são como a da Cinderela

Os meus pais separaram-se quando eu tinha quatro anos. Na altura, era muito pequena para entender o que se estava a passar, por isso, acho que até aceitei bem essa situação. A minha mãe tem uma profissão que a faz viajar muito e, naquela altura, eu fiquei a viver com o meu pai. Viver com o meu pai era como estar a viver num castelo encantado. Eu era a princesa dele, fazíamos tudo juntos: cozinhávamos, passeávamos, víamos televisão e muitas vezes dormíamos juntos. O meu pai era o meu herói! Durante anos, fomos só nós os dois e eu era muito feliz assim.  Quando tinha nove anos de idade, fomos ao jardim zoológico e o meu pai perguntou-me se podia levar uma amiga. Eu estranhei, pois o meu pai nunca me tinha falado em tal amiga, mas para ele não ficar triste, acenei dizendo que sim. Ela foi ter connosco à porta do jardim zoológico, era alta, magrinha, muito gira e tinha um sorriso enorme – parecia que ia matar saudades de alguém, facto este que não me agradou. Passámos o dia todo juntos e houve coisas que eu não “curti” nada: trocas de olhares; sorrisos; gargalhadas; vi-os a darem as mãos, coisa que eu não permiti e fui logo a correr para tentar separá-los. O dia terminou e finalmente chegámos a casa. Eu tentei entreter o meu pai com mil e uma coisas, para não ter de ouvir a única pergunta que eu tinha estado o tempo todo a evitar: “Então o que achaste da minha amiga?” Naquele momento pensei em muitas coisas horríveis para lhe responder, mas acabei por responder apenas: “É simpática, mas prefiro quando estamos só nós os dois.”

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O tempo foi passando e para minha infelicidade, o meu pai começou a levá-la para alguns passeios que fazíamos juntos. Até que um dia, convidou-a para jantar lá em casa. Ele fez a minha comida favorita (até aí tudo bem), vestiu-se como um príncipe e o jantar até correu bem, mas depois o meu pai disse para eu me sentar no sofá porque eles tinham uma coisa para me contar (como se eu não soubesse que eles eram namorados): “Eu e a… gostamos muito um do outro e estamos a pensar viver todos juntos.” O QUÊ ?! Eu pensava que me iam contar que eram apenas namorados, não que aquela “senhora” ia viver connosco.

Naquele momento, eu respondi que não queria, fui a correr trancar-me no quarto e chorei até adormecer. No dia seguinte, o meu pai foi falar comigo e prometeu-me que nada na nossa relação ia mudar.  No fim-de-semana a seguir, ela foi lá para casa e eu não reagi muito bem. O meu pai disse que nada entre nós ia mudar, mas para mim tudo estava a mudar, tudo era bem diferente. Ao contrário das minhas amigas que tinham pais separados, eu não sentia que ela ia ocupar o lugar da minha mãe e muito menos que o meu pai estaria a trair a minha mãe, até porque eu já tinha superado a situação de separação dos meus pais e a minha mãe também já tinha um namorado. O que eu senti foi que tinha perdido toda a atenção do meu pai, ou melhor, que tinha de dividir a atenção com ela. Pior, senti ainda que o meu pai já não gostava de mim como antes e isso irritou-me muito!

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A propósito do artigo aqui publicado ontem, um leitor da Up To Kids® lembrou-se deste texto do pediatra Mário Carneiro, e sugeriu a sua partilha. Com bastante pertinência, pois o tema que se debateu aqui foi a Escola enquanto modelo de aprendizagem ou local de avaliação. Fica para reflexão:

«Quando surgir um ministro que entenda que a escola não existe apenas para aprender a ler, escrever e fazer contas, talvez haja uma luz ao fundo do túnel…

A Escola é parte integrante da vida das crianças, pelo menos até cerca dos 17 anos. O seu dever é descobrir talentos e competências, detetar fragilidades, dar informação, gerar conhecimentos e, sobretudo, transmitir sabedoria que seja geral e sólida, mas respeitando a diversidade individual. Cada um tem as suas competências mas também as suas incompetências: o objetivo é dar o melhor de si próprio e atingir o máximo das suas faculdades, e não ter como meta ser “o menino do Quadro de Honra”… mal estará a noção de honra, se esse for o caso!

Outro aspeto tem a ver com os ritmos de ensino, as longas aulas em que os alunos têm de estar mudos e quedos, com professores que não toleram ser questionados, odeiam argumentação e não aceitam que possa haver estudantes que sabem mais do que o mestre, em aulas em que não se respeitam, nem a biologia, nem a psicologia das crianças. Há professores e professores. Mas ainda se registam muitos casos de “ensino à moda antiga”, com s´tores papagueando temas e veiculando informação, como se abrir a cabeça aos alunos e enchê-la de dados fosse o passaporte para uma vida feliz. A política atual do ministério, aliás, vai ao encontro desta forma bafienta de pensar, dado que a criatividade, a estética, a música, as artes plásticas ou o desporto, por exemplo, são os parentes pobres da Escola.

Para lá disso, o que se aprende na Escola tem de ser sedimentado em todos os lados. As fontes de informação, conhecimento e sabedoria são cada vez mais vastas, da casa à rua, passando pela televisão, internet, livros, amigos, vizinhos, casos reais, ficção… assim, a Escola não é “a única que ensina” e tem de ter a humildade de pensar que complementa o resto, designadamente o que é feito em casa, e não educa, mas sim desenvolve uma relação em que uns aprendem e outros ensinam, e nem sempre os protagonistas são os mesmos. Levar isto à prática faz com que se tenha de repensar praticamente tudo e abandonar alguns dos métodos de gerações anteriores. Querem melhor desafio?
É também essencial a descoberta de talentos e competências – exigirá uma revisão ampla dos objetivos da Escola e dos sistemas de classificação. Há competências sociais e humanas que não são classificáveis, mas o atual sistema é ínvio porque conduz, desde o início, à conclusão de que a performance académica é a única que interessa. Basta ser bom a matemática ou a ciências, mas pode ser-se um “bandido sem escrúpulos”. O contrário será bastante penalizador… A Escola deve estar atenta aos talentos e capacidades, para desenvolver pessoas livres e felizes, assertivas e solidárias, e sobretudo ecléticas, que vivem uma vida própria e relacional.

Uma última palavra para o ambiente, que tem de ser acolhedor, à medida dos alunos e dos professores, onde a exploração dos limites do corpo possa ser exercitada sem perigos mas com riscos controlados. Onde os alunos se sintam bem e felizes, condição indispensável para o sucesso educativo. Um ambiente de qualidade, a todos os níveis, com regras, normas e rigor, mas com humor, alegria e descontração. Uma Escola assim fará mais pelo civismo e pela cidadania, e pelo futuro dos estudantes, do que milhares de “pregações” feitas por adultos em promessas de campanhas eleitorais. » In Pais e filhos, Pediatra Mário Cordeiro

Como as crianças vêem a escola…

O meu filho entrou este ano para o quinto ano, uma nova escola, novos amigos. Passou a ir de autocarro, a ter que gerir o “dinheiro” de um cartão para comprar senhas da escola e material escolar. A adaptação fez-se de forma muito natural, porque apesar de ser considerado “especial”, o meu filho é um menino inteligente, que como todos da sua idade, gosta de experiências novas e de autonomia.

Tudo isto me deixou feliz. O crescimento causa-nos uns certos arrepios, mas também nos faz sorrir.

No início do ano, ao aperceber-se das novas disciplinas disse-me: “Vou ter Educação Visual e vou ter negativa não é mãe? Eu não sei desenhar

Senti este momento como uma bofetada na cara. Apercebi-me que o meu filho, tal como muitas outras crianças, via a escola como um local de avaliação e não de aprendizagem. Expliquei-lhe que a escola era um local onde os meninos aprendiam, que era para isso que os professores lá estavam: para ensinar, para ter paciência com os alunos, para eles enriquecerem os seus conhecimentos e que isso deveria deixa-lo feliz – afinal, ia aprender muita coisa nova. Disse-lhe que, quando tivesse dúvidas, o professor iria sentar-se e ajudá-lo, pois essa era a sua principal função.

Eu própria não estava muito confiante do que lhe tinha dito. Há professores que querem mesmo ensinar e estimular o gosto pela a aprendizagem. Mas o sistema escolar é tão estanque que mesmo estes acabam por se render e os seus objetivos passam a ser cumprir as metas curriculares  e seguir o programa.

Quanto aos pais, também não os vejo preocupados com que os filhos aprendem. Raramente se ouve um pai a dizer: “hoje, o meu filho aprendeu isto ou aquilo... ” O que ouço são pais a falarem das notas! A aferirem resultados baseados em números, em testes, e em pautas. Onde fica a verdadeira essência do ensino?

O conceito de escola devia ser muito mais abrangente, no entanto tornou-se para muitos alunos “uma seca”, um local onde se mostra o que cada um vale de uma forma muito redutora e padronizada, onde a curiosidade da criança não é tão aguçada quanto devia, onde as dificuldades e particularidades são quase vistas como deficiências. É a era da educação em massa.

A escola deveria receber todas as crianças de uma forma mais equilibrada e  acolhedora.

A escola deveria focar-se no verdadeiro ensino das matérias num modelo mais livre de aprendizagem e não tão encurralado num plano curricular. As linhas condutoras que definem as matérias deveriam ser meras orientações, em que cada professor traçava o seu caminho para lá chegar.

Os alunos deveriam poder adquirir os conteúdos propostos de várias formas e serem avaliados de acordo com a aprendizagem, o desenvolvimento, e o caminho percorrido.

As avaliações deveriam ser menos estanques e mais abrangentes a todo o percurso escolar de cada aluno.

A escola deveria ser vista como um local onde os alunos aprendem e não um local onde são avaliados

É importante que as crianças entrem para escola felizes por inaugurarem uma etapa onde vão aprender coisas novas, fazer novos amigos e ter novas responsabilidades, em vez de entrarem assustadas e preocupadas porque vão para um local onde irão ser avaliadas.

A avaliação é, obviamente, indispensável para que se afira resultados, mas o gosto pela aprendizagem e o empenho dos alunos deveria ser estimulado para  que se conseguisse enaltecer o melhor de cada um.

O meu filho entrou este ano para o quinto ano e embora seja um menino “especial”, vê a escola como todos os outros: um local onde o vão avaliar e não como um porto seguro para a aprendizagem!

 

 

Por Marisa Duarte, 37 anos , Economista e mãe de três filhos, para Up To Kids®

Visualize a sua casa. Estável. Estruturada. Direita. Mas ao mesmo tempo flexível, resistente e segura.

Segura de si. Segura para si.

Visualize o telhado. Consegue vê-lo? As paredes exteriores, as janelas, as portas em todos os seus detalhes. Quer seja mais antiga ou mais recente, convive harmoniosamente com a restante paisagem à sua volta. Quer tenha varandas, terraço ou apenas uma janela pequena por onde a luz pode espreitar, a sua casa e sólida. Não cai. É robusta. Não desmorona. Mesmo que surjam fissuras, ela não cai.

As paredes foram erguidas tijolo após tijolo com o suor precioso de alguém que deu o seu tempo e a sua dedicação a cada momento, a cada detalhe. Alguém que deu o seu melhor para que um dia essa fosse a sua casa. O seu lar.

Visualize agora o interior. Percorra cada divisão e aprecie como em tempos houve mãos de homens e mulheres a trabalhar arduamente para que a sua casa se fizesse. Pessoas. Como cada um de nós. Pessoas com famílias. Homens e mulheres com sentimentos, emoções, fragilidades.

Agora suba até ao telhado. O telhado foi colocado telha após telha, com vagar, arte e perícia, seguindo a técnica com que cada material precisa de ser manuseado. A madeira não se trabalha da mesma forma que o ferroou que a telha. O cimento é assentado à mão e delicadamente alisado para que as paredes consigam ficar direitas. Cada material necessita de uma manuseamento próprio para conseguir ser trabalhado.

Vários materiais podem ser aplicados simultaneamente, mas raramente com atropelos.

O telhado foi aplicado apenas após as paredes exteriores – e interiores – estarem construídas. Nunca antes. Nunca ao mesmo tempo. E caso acontecesse, os construtores teriam de voltar atrás, redefinir estratégias, gerir equipas e voltar ao processo correcto para dar estabilidade à construção. Mas SEMPRE respeitando os materiais. O que os materiais precisam. Utilizando cada uma das ferramentas que o material precisa.

Agora, ousemos ir um pouco mais profundamente. Visitemos aquele lugar que os nossos olhos não alcançam Aquele lugar que está lá e que tão raramente nos lembramos que existe. No entanto ele esta lá. Ele foi o início.

A origem a partir da qual tudo se ergueu.

Está lá de uma forma tão presente que sem ela seria impossível a nossa casa, segura e estável, se aguentar por um milésimo de segundo.

A nossa casa só se ergue durante anos, décadas ou gerações quando as suas fundações são estáveis o suficiente para lhe dar estrutura, mas flexíveis o suficiente para – em caso de um abanão forte – ela permanecer erguida.

Foi graças ao respeito pelos materiais que os construtores conseguiram edificar as nossas casas, começando por uma dedicação atenta às fundações.

Aquilo que os nossos olhos nunca vêem mas que sem elas, nenhuma casa resistiria.

E nós somos como as casas que vivemos.

A nossa infância são as nossas fundações, o lugar onde aprendemos o que partilharemos com o mundo, o que partilhamos com os nossos filhos, onde aprendemos a amar ou a castigar, a tolerar ou a julgar, a agredir ou a integrar.

Se os construtores usarem nas fundações material deteriorado, se optarem por não respeitar os materiais e insistirem em trabalhar o aço da mesma forma que trabalham a madeira, se usarem instrumentos que não funcionam para que a casa se erga de forma flexível, mas estruturada, dificilmente a casa resistirá sem colapsar. Eventualmente.

Sem fundações emocionais assentes no respeito, no amor, na tolerância – especialmente por aquilo que não conhecemos ou não entendemos – dificilmente a casa que somos se erguerá de forma saudável, preparada, sustentada para receber quem podemos tornar-nos.

A infância é onde as emoções se formam. Como pais, é da nossa responsabilidade –  tal como é da responsabilidade dos construtores das nossas casas construir as fundações das nossas casas –  formar as emoções dos nossos filhos, educá-los com compreensão, respeito e amor – em vez de reprimendas, etiquetas, críticas, castigos ou imposição de poder – dando-lhes as ferramentas que precisam para que se sintam valorizados e apoiados em todos os momentos. Desde bebés.

Se formarmos as emoções dos nossos filhos da mesma forma que os alimentamos ou vestimos, tendo como base a beleza, os sonhos, o amor, a compreensão, a integração – trabalhando ao mesmo tempo as nossas próprias emoções, as nossas próprias crenças e valores – serão casas felizes, emocionalmente bem estruturadas, acolhedoras e tolerantes.

E ao olharmos para eles daqui a uns anos, do interior da nossa própria casa – ou do nosso telhado – para a casa que eles também serão, ao vê-los serem eles também pais de pequenas fundações que se erguerão noutras casas e noutras e noutras, teremos a certeza de que cumprimos o nosso propósito. A nossa missão. E que lhes deixamos um legado de amor e de bondade.

Aquele legado que sonhámos deixar a primeira vez que imaginámos sermos pais.  E do qual o mundo precisa. E o mundo começa em nós

Já começam os preparativos para aquela que é uma das festas que teve maior ascensão nos últimos anos, em Portugal. O Halloween é um evento tradicional e cultural originário dos povos celtas, e que se celebra principalmente nos países de língua inglesa, especialmente dos EUA, que tem vindo a ganhar adeptos pelo mundo fora.

É já usual, até nas escola portuguesas, fazer-se uma festa da Halloween, onde as crianças se podem mascarar daqueles personagens que habitam os seus pesadelos, ajudando assim a espantar e demistificar os medos.

Porque não há festa sem decoração, deixamos aqui algumas das nossas sugestões, retiradas do Pinterest.

Proposta para reduzir tamanho das turmas foi aprovada

O Parlamento aprovou nesta sexta-feira um conjunto de propostas de vários partidos estipulando um número máximo de alunos por turma na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário.

“Os Verdes” (PEV), Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda (BE), CDS-PP e PS apresentaram esta sexta-feira no Parlamento projectos relativos à dimensão das turmas no ensino público e todos foram aprovados. Agora, estes diplomas vão baixar à Comissão de Educação e Ciência, para que se possa encontrar uma redacção que reúna o acordo dos vários partidos.

O PCP, o PEV e o Bloco de Esquerda apresentaram projectos de lei que estabelecem números máximos de alunos por turma, com algumas ligeiras diferenças entre eles. O texto do PEV, por exemplo, prevê um máximo de 18 crianças nas turmas do pré-escolar e, em caso de turmas com crianças com necessidades educativas especiais ou NEE (que não podem ir além das duas), o número de alunos terá de se ficar pelos 14.

Do 1.º ao 4.º ano as turmas não deverão ter mais de 19 alunos (actualmente podem ir até aos 26) e, entre o 5.º e o 9.º ano, não podem ter mais de 20. Actualmente, as turmas dos 5.º ao 12.º anos de escolaridade são constituídas por um número mínimo de 24 alunos e um máximo de 30 alunos. A proposta do PEV é semelhante à do PCP que, no entanto, admite um total de 19 alunos por docente no pré-escolar.

No projecto que “estabelece medidas de redução do número de alunos por turma visando a melhoria do processo de ensino – aprendizagem” os comunistas prevêem ainda que as turmas só com crianças de três anos, não possam ir além dos 15 alunos. Esse deverá ser também o máximo observado para as turmas com crianças com NEE (que não devem ser mais de duas), seja no pré-escolar, no 1.º ciclo, ou no 2.º ciclo. No 3.º ciclo o limite sobe para 17 alunos.

“Práticas lectivas assistidas”

O projecto de lei do Bloco também contempla 19 alunos por turma no pré-escolar (15 alunos nas turmas com crianças com necessidades educativas especiais) e 20 alunos por turma no 1.º ciclo (do 1.º ao 4.º ano). Já para as turmas entre o 5.º e o 12.º ano, os bloquistas entendem que devem ter um mínimo de 18 e um máximo de 22 alunos. Se houver crianças com necessidades especiais, em qualquer um dos níveis de escolaridade, as turmas devem ter um máximo de 18 alunos e “não mais de dois alunos nessas condições”.

O Bloco fez ainda aprovar um projecto de resolução com medidas para a promoção do sucesso escolar, “nomeadamente o desdobramento de turmas, a promoção de coadjuvações, a reintrodução de pares pedagógicos nas disciplinas de maior pendor prático”, lê-se no documento.

Foi igualmente aprovado o projecto de resolução do PS que recomenda ao Governo a “progressiva redução do número de alunos por turma a partir do ano lectivo 2017/2018”, assim como o projecto de resolução do CDS-PP, visando “a promoção do sucesso escolar através de um estratégico e adequado dimensionamento de turmas”.

No diploma os centristas pedem a “adopção de práticas lectivas assistidas (isto é, de coadjuvação), aulas de apoio, o recurso aos projectos de promoção de sucesso já existentes ou a outros a criar para o efeito”.

Além disso, o CDS-PP pretende que se desenvolva uma discussão “alargada e fundamentada sobre quais os modelos de organização pedagógica das escolas, incluindo as tipologias e formatos de turmas” do ensino público, tomando com exemplo “experiências inovadoras já em curso noutros países”.
Os textos do PEV, PCP e BE foram aprovados com votos contra de PSD e CDS-PP e “luz verde” das demais bancadas, ao passo que no caso do PS, sociais-democratas e centristas abstiveram-se.

Já a resolução do CDS-PP pedindo a “promoção do sucesso escolar através de um estratégico e adequado dimensionamento de turmas” foi votado por alíneas, mas no final foi também aprovado.

 

Em Público, por Agência Lusa

Nota: Foram alterados os dados iniciais de acordo com a legislação em vigor

A nossa tarefa principal enquanto pais é conseguir que as nossas crianças se tornem adultos capazes de se desenvencilhar no vasto mundo que existe para além das nossas paredes. Tudo o que lhes fazemos – alimentar, vestir, proteger, mimar, educar,… -, é com esse propósito.

Queremos que elas consigam um trabalho que as sustente, que as façam felizes, que consigam ter a sua própria família (se o quiserem, claro), que se rodeiem de pessoas que lhes queiram bem e que consigam realizar tudo o que se desejam. E começamos esse trabalho, consciente ou inconscientemente, desde que elas são pequenas.

Não é uma tarefa fácil. Requerer, tantas vezes, uma paciência que achamos que não temos. É certamente mais fácil dar a comida à boca da nossa criança do que deixá-la tentar acertar sem entornar tudo.

Mas o mais espantoso é que ela rapidamente será um ás na arte de comer sozinha! E será com um grande orgulho que ela o quererá mostrar a todas as pessoas. Claro que também será com muito orgulho que ela irá querer mostrar o domínio da arte de pintura com marcadores – e aí geralmente a tela escolhida será a parede da sala…

À medida que a criança cresce, mais complexas serão as tarefas a si atribuídas, desde vestir-se, tomar banho sozinha, pôr a mesa, escolher a sua roupa, alimentar os animais de estimação, limpar o pó, pôr a loiça na máquina até ir fazer umas pequenas compras na mercearia da esquina. E deixá-la fazer tudo isso, e errar tantas vezes quantas as necessárias, é prepará-la para ser um adulto saudável. Claro que devemos sempre ter em conta sua idade e maturação e evitar dar-lhe tarefas que a frustrem demasiado ou que a possam pôr em perigo: ninguém espera que uma criança de 6 anos consiga fritar um ovo sem ajuda, da mesma forma que ninguém espera que uma de 16 anos não o consiga fazer.

Continuará a ser mais cómodo, rápido e simples fazer as coisas por elas, especialmente quando estamos atrasados, cansados, irritados, com pressa.

Mas vê-los a crescer de forma responsável e saudável, valerá, certamente, mais esse sacrifício.

Atividades para fazer em casa com os miúdos num dia de chuva

Agora que os dias de chuva começam a aparecer deixamos uma série de atividades divertidas para entreter os miúdos em casa, sem que o fim de semana de chuva se torne num verdadeiro pesadelo!

20 Atividades para fazer em casa com os miúdos num dia de chuva

  1. Sessão de cinema, às escuras, com sumos e snacks

    Com a facilidade que há em alugar vídeos diretamente sem sair de casa, escolha um filho com os miúdos, façam umas pipocas, uns snacks e uma limonada ou uns batidos de fruta. Baixem os estores, e diga: “Senhoras e senhores, a sessão vai começar!”

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  2. Desenhar as próprias sombras

    Coloquem folhas grandes no chão (Ex.Rolo de papel do Ikea), se necessário coladas com fita-cola e deitem os miúdos um por um no chão. Com um marcador faça o contorno de cada um dos filhos (Como fazemos quando desenhamos mãos) Passe o contorno com caneta grossa preta. Depois, preencham o interior com tintas, colagens, papel de jornal, etc. No fim, terão as sombras dos miúdos desenhadas e pintadas em tamanho real! Recorte e cole numa parede do quarto!

  3. Fazer um bolo, crepes ou panquecas (Receita deliciosa aqui)  com a ajuda dos miúdos

    Todas as crianças adoram dar uma mão na cozinha. Façam umas panquecas para o vosso lanche em conjunto, ou um bolo para a sobremesa do jantar. bolochocolate

  4. Marcar o jogo da macaca com fita cola colorida e jogar de meias

    Simples e divertido. O facto de poderem jogar em casa um jogo de rua já ficam todos entusiasmados. Mais a questão de construírem, neste caso colarem a brincadeira no chão, aquilo é uma festa.

    Dicas: usem uma régua, e marquem com pequenos pedaços de fita cola as orientações.
    A nossa 1ª cá em casa ficou… curva!
    macaca

  5. Fazer um Jarro da Calma

    É uma atividade ótima para fazer ao fim da tarde. Se já tem pouco tempo para fazer qualquer coisa com os miúdos, o Jarro da calma faz-se com alguma rapidez e facilidade, e ainda tem o poder de deixar os miúdos tranquilos a seguir! Veja aqui como fazer

  6. Plantar um pé de feijão

    Todas as crianças acabam por plantar um na escola, mas em casa é diferente porque é uma coisa só da família. O Nosso pé de feijão. O dia que plantam não aparenta ser grande animação ou uma atividade para durar muito tempo, por isso, siga as nossas dicas:  Em primeiro lugar, há que escolher feijões vencedores. Deitem um monte de feijões numa taça e escolham feijões diferentes: um mais gordo, um pequenino, um mais castanho, às vezes há uns com formas um pouco estranhas. Mostre-lhes que, tal como as pessoas, também os feijões são todos diferentes. E depois, verifique que uns crescem mais depressa do que os outros. Cada feijão tem o seu tempo, independentemente de ser pequeno, grande ou diferente.
    pede-feijao

  7. Fazer plasticina caseira.

    Esta é uma atividade que os miúdos adoram porque tem duas fases: a de fazer, e a de brincar. Veja aqui uma receita para fazer a sua plasticina.

  8. Ver fotografias e filmes de quando eles eram bebés na TV ou computador

    Nós adoramos ver as fotografias os nossos filhos… e eles também gostam de ser ver! É um excelente programa para fazer em família! Aproveite para lhes contar as histórias correspondentes às fotos e vídeos que virem. Eles vão amar!
    ver-videos-bebes

  9. Sessão fotográfica

    As sessões fotográficas mesmo em casa são um ótimo entretém para toda a família. Liguem várias luzes para que as fotografias fiquem mais coloridas, coloquem acessórios diversos, como óculos de piscina, cachecóis, gorros, máscaras de heróis ou princesas, balões de fala feitos em folhas de papel ou quadros de ardósia.
    O resultado é divertido e eles nunca se esquecerão dessa tarde.

  10. Sessão de jogos de tabuleiro

    Esta é aquela dica básica mas que tantas vezes nos esquecemos: tire os jogos do baú e façam uma sessão de jogos de tabuleiro!
    jogos-de-tabuleiro

  11. Caça ao tesouro com mapa e tudo.

    O tesouro pode ser um prémio como uma guloseima ou algo que não costumem ter acesso normalmente. Desenha-se um mapa numa folha de papel, e queimam-se as pontas no fogão (Esta parte são os pais que fazem) O mapa deve ter um ponto de partida, orientações como número de passos (que podem ser representados por bolinhas caso ainda não saibam ler) e pontos estratégicos, ondde devem encontrar vários objetos (brinquedo) que os pais deixaram escondido. Quem chegar ao fim com mais objetos acumulados, ganha o prémio!  Cá em casa, há sempre um prémio para cada lugar!

  12. Construir com caixas de cartão

    Quando tiver caixas grandes em casa, desmanche e guarde. Num dia de chuva, pode ir buscar as caixas e fazer casas, castelos, carros, cozinhas, etc. Tudo o que a imaginação e a quantidade de cartão permitir.

    castelo-papel
    Casa de Cartão
    cozinha
    Cozinha de Cartão

     

  13. Fazer um vídeo dos seus filhos a falarem para o seu “eu” do futuro.

    As crianças gostam de fazer filmes e de ser filmadas. Proponha-lhes falara para si próprios, para verem quando forem crescidos. Os pais podem ajudar com dicas como: “Onde vais estar quando tiveres 30 anos? ” “O que vais fazer?”

  14. Teatro de fantoches feitos com meias.

    Sabe aquele saco de meias sem par que tem guardado há meses e que não pára de crescer? Escolha uns pares coloridos e divertidos. Precisa de Olhos Divertidos (À venda na Tiger) ou botões, banda eva ou feltro (compra em qualquer loja chinesa e se calhar os olhos também) e outras coisas que possa utilizar, como stickers para decorar, purpurinas para colar, cola glitter, restos de lãs, etc.
    Corte uma elípse em banda eva ou feltro cuja parte mais longa tem o comprimento do pé. Depois cola na parte debaixo do pé para fazer a boca. A seguir cola os olhos e decora de acordo com a personagem que está a criar. Fantoches criados, faz-se um teatrinho!
    fantoches

  15. Fazer uma tenda com mantas e almofadas e acampar na sala

    Qual é a criança que não gosta de montar barracas entre sofás e fingir que acampa? Se estiver a precisar de entreter os miúdos enquanto realiza outras tarefas quaisquer em casa, ajude-os a montar uma “tenda”, ponha-lhes umas almofadas no chão, e deixe-os acampar com uns pratos de cereais para petiscar. Verá que a criatividade os levará a muito tempo de brincadeira.

  16. Construir uma cidade de lego

    Não é uma cidade profissional e cheia de pormenores como aquelas que vemos nas lojas Lego.

  17. É algo simples e divertido, e que dará noções de organização espacial aos miúdos. Poderá usar fita-cola colorida para marcar os caminhos no chão, e cada um vai construindo casas, lojas, quiosques, etc para montar a cidade!
    cidade-de-lego
  18. Jogar à Mimica

    Um ótimo exercício para gastar energia aos miúdos e poupar os pais. As crianças gastam imensos recursos físicos a explicar qualquer coisa por gestos. Uma atividade divertida que reune a família, e não requer materiais nenhuns!
    Como jogar:
    Fazem-se duas equipas sendo que os adultos têm de estar distribuídos. Escolhem um tema, por exemplo animais. A primeira equipa diz a um elemento a 2ª (em segredo) qual o animal que deve representar. O elemento da segunda equipa tem de fazer mimica até os restantes elementos adivinharem. Podem também usar uma ampulheta para limitar o tempo de jogo de cada pessoa.
    Se a família é constituída por 2 ou 3 elementos, podem Imprimir desenhos de animais da internet, desenhar cartões com animais, recortar das revistas, etc. Juntam num monte, um elemento tira ao calhas para que o outro descubra. Aqui não há equipas vencedoras, mas o divertimentos é o mesmo!
    mimica

  19. Batalha de Sumo com almofadas

    Especialmente para quem tem filhos rapazes que gostam de lutas, estas batalhas são o máximo! Vistam-lhes uma t-shirt do pai ou da mãe, e equipem-nos bem com almofadas nas costas e na barriga. Cá em casa fomos um bocadinho mais longe, e nas calcas de pijama enfiamos almofadas chouriço em cada perna! Nenhum dos miúdos conseguia dar um passo sem se desequilibrar! Começa a batalha, e o primeiro a ir ao chão perde! No fim, normalmente quando se desmonta o equipamento ainda há tempo para uma simples luta de almofadas!sumo

  20. Pinturas de monstros e extraterrestres com palhinhas

    Se os seus filhos gostam de artes manuais vão adorar fazer estas pinturas. Fazem-se pingas de linta liquida no papel, e depois com as palhinhas sopra-se para a tinta de forma a ficar espalhada em várias direções. Depois de secar, pode-se acrescentar uns contornos a caneta, olhos, bocas e braços. Se tiver olhos divertidos em autoculante, poderá colar para ser mais divertido.
    pintura-palhinhas pintura-palhinhass

  21. Fazer matraquilhos artesanais

    Pegue numa caixa de sapatos e faça duas aberturas do mesmo tamanho nas extremidades, serão as balizas. Precisa de quatro varetas do mesmo tamanho, onde prenderá molas da roupa para fazer de jogadores. Cada equipa terá direito a 5 jogadores e poderá criar a sua estratégia de jogo: a única regra é que não pode haver uma vareta sem jogador. Cá em casa usamos uma bola saltitona pequena para jogar!
    matraquilhos-artesanais

Espero que tenham gostado das nossas sugestões! Deixem ideias nos comentários sobre as atividades para fazer em casa com os miúdos num dia de chuva

As tarefas domésticas são atividades essenciais na educação de crianças independentes, organizadas e responsáveis. Ao incluir os seus filhos nestas tarefas desde pequenos está a educá-los para a vida, ensinando-lhes a importância da organização e da cooperação.

Os benefícios de envolver as crianças nas tarefas domésticas vão desde a disciplina à solidariedade – aprendem a trabalhar em equipa, com os pais ou irmãos, para o objetivo comum que é manter a casa organizada. E ao ser-lhes atribuída uma responsabilidade relacionada com tarefas fora do universo infantil, as crianças também ganham autoconfiança e desenvolvem a sua autoestima.

Dependendo da idade, há diferentes tarefas que podem ser introduzidas no quotidiano de uma criança.

2 a 3 anos

São crianças ainda pequenas, mas já podem começar a ajudar com as tarefas mais simples. Os pais precisam apenas de estar disponíveis para lhes ensinar todos os passos com calma e de ter alguma paciência.

  • Arrumar os brinquedos, livros e jogos depois de usados.
  • Ajudar a fazer a cama.
  • Limpar o pó de móveis ao seu alcance.
  • Varrer a cozinha com uma vassoura pequena.
  • Ajudar a limpar bebidas entornadas ou comida espalhada.

tarefas domesticas crianças

4 a 5 anos

Nesta idade as crianças já começam a assimilar melhor a importância da organização e limpeza. Os pais podem introduzir, além das tarefas anteriores, outras tarefas de mais responsabilidade e que as crianças possam fazer com menos supervisão.

  • Ajudar a alimentar e a cuidar dos animais de estimação.
  • Pôr e levantar a mesa às refeições.
  • Colocar a roupa suja dentro da máquina de lavar.
  • Ajudar a lavar o chão com uma esfregona.
  • Ajudar a guardar as compras do supermercado.

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6 a 8 anos

Estas crianças já estão na escola, já começam a saber ler e escrever e precisam de tarefas domésticas mais estimulantes, que possam iniciar e terminar sozinhas, para não perderem o interesse em ajudar os pais em casa.

  • Separar a roupa suja. (Pode consultar os símbolos de lavagem na Cleanipedia.)
  • Dobrar e guardar a roupa lavada.
  • Arrumar e ajudar a limpar o quarto.
  • Ajudar a preparar refeições (fazer sandes, lavar legumes, fazer bolos).
  • Deitar o lixo fora.
  • Ajudar a lavar a loiça.

tarefas-criancas

9 a 12 anos

Nesta fase as crianças sentem-se mais independentes, confiantes e orgulhosas de partilhar as tarefas domésticas com os adultos. E como são mais velhas requerem uma aprendizagem mais avançada, por isso os pais já podem ensiná-las a trabalhar com alguns eletrodomésticos, por exemplo.

  • Aprender a usar a máquina de lavar roupa e a de lavar loiça.
  • Mudar os lençóis da cama.
  • Ajudar a estender e a apanhar a roupa.
  • Ajudar a limpar a cozinha e a casa de banho.
  • Ajudar a lavar o carro.

E se precisa de mais dicas para estimular a organização nos seus filhos leia Como estimular a organização nas crianças!

 

Por Joana Teixeira para Up To Kids®

Imagens@pixbay/stocksnap

A minha agenda: ATIVIDADES EXTRA-CURRICULARES? Check!

Ter uma atividade após um dia de escola é proporcionar à criança a possibilidade de poder descontrair, divertir-se, fazer algo do seu interesse, ter contato e conhecer “exercícios” diferentes, estimular outras competências (que não são desenvolvidas em período escolar), bem como alargar a sua rede social.

Muitas vezes, a grande questão é que atividade escolher? Nunca se esqueça, a criança deve ser sempre envolvida nesta escolha (excepto no caso de actividades recomendadas por questões de saúde e/ou prescrição médica, que deverão ser frequentadas, mesmo que as crianças não gostam tanto)! É natural que os mais pequenos escolham (ou tenham preferência por) atividades que os seus amigos frequentam e por isso lhes sejam já familiares; mas cabe aos pais, estimular os seus filhos a experimentar atividades diferentes… para que estes consigam formular a sua opinião pessoal acerca das mesmas.

Atividades com amigos é um bom ponto de partida, mas quando se torna a única fonte de motivação para as frequentar então deve conversar com o seu filho e tentar perceber o que o leva a escolher e/ou resistir a uma ocupação? Muitas vezes é apenas uma “desculpa” e os pais devem tentar perceber a verdadeira origem da resistência. A criança já tem muitas atividades e está apenas a evitar mais uma? A criança não gosta mesmo daquela atividade? A criança não gosta de nenhuma atividade? A criança tem dificuldades em experimentar/ participar em situações novas? A criança quer mais tempo para fazer outra coisa? É uma questão de insegurança e real necessidade da criança se sentir incapaz de experimentar uma situação nova, sem a presença de alguém que lhe dê suporte? E poderíamos continuar a fazer questões, porque existem muitas razões na base de um “sim” ou um “não”. Nada como conversar com o seu filho (numa atitude de abertura e aceitação), para que ele se sinta seguro para partilhar aquilo que o incomoda e que está na origem das suas escolhas. O entendimento de uma recusa é muito mais importante do que a recusa em si!

Não existe um número ideal de actividades que o seu filho pode acumular no horário semanal, nem um número ideal por faixa etária. Este número está muito mais dependente das características de personalidade, da capacidade de gestão pessoal de tempo, do interesse e valor das actividades para as crianças e do seu envolvimento com estas… do que a idade que têm. Algumas crianças podem integrar muitíssimo bem várias atividades diferentes e outras (com a mesma idade) atrapalhar-se com duas. Nunca se esqueça que a gestão de atividades após um (longo) horário escolar varia de criança para criança e é muito importante que, enquanto pai e mãe, saiba perceber, acompanhar e respeitar o ritmo e capacidade do seu filho na hora de o inscrever em várias actividades, caso contrário, torna-se muito mais penoso do que vantajoso.

Já diz o ditado “quem tudo quer, tudo perde”! O excesso de atividades pode promover crianças exaustas, sonolentas, pouco tolerantes, irritáveis, desconcentradas em sala de aula, desmotivadas… lembre-se que o objetivo é fomentar o contacto com exercícios diferentes (de forma a aproveitar todos os seus benefícios) e não um contato exaustivo, capaz de provocar uma resistência generalizada a todo o tipo de actividades.

O ideal seria que as crianças pudessem brincar a seguir à escola e depois de recuperadas energia e baterias, as pudessem canalizar para “um tempo” diferente e estimulante! Decidam em conjunto (e em conformidade com as dinâmicas familiares) os horários das atividades dos pequenos. Uma regra valiosa e que nunca deverá ser esquecida é que um dia deve contemplar:
1) tempo para estudar na escola;
2) tempo para brincar depois da escola (preferencialmente com os amigos);
3) tempo para realizar actividades diferentes (sejam desportivas, artísticas, musicais…)
4) tempo para estar com a família.

Respeitando a existência destes 4 tempos, o mais equilibradamente possível… temos uma criança feliz!

Boas atividades extra-curriculares!

 

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