5 Dicas para acabar com as guerras às refeições

Os momentos das “grandes” refeições são óptimos para a criança ter os pais à sua volta, atentos, focados e preocupados. E estes momentos às vezes são tão raros! É por isso que tantos pais têm dificuldades com a alimentação dos filhos. Estes, precisam de sentir que têm algum controlo para acalmar a insegurança provocada pelo desejo de conquistar mais independência. Nada melhor do que ser “um pisco” a comer para manter os pais em alerta e poder exercer esta certa forma de “poder”.

Como ultrapassar?

  1. Tão simples e tão difícil como: “Quer comer? come. Não quer? Não come.” 
    Chegou o momento de ter coragem para se libertar daquela vozinha interior que lhe diz “mas ele/a tem que comer, se não, vai ficar magrinho/a e frágil e vai adoecer e…, e….., e…..”. Estes pensamentos insistentes, não passam de crenças enraizadas que nos levam a sentir medo, sem um verdadeiro fundamento. O primeiro passo é sem dúvida, não obrigar o seu filho a comer. Se a resistência a comer é uma forma de oposição e luta pelo poder, assim que deixar de ser uma obrigação, a “guerra” deixa de fazer sentido. Salvaguardando alguns casos que ultrapassam a “normalidade” (e esses casos devem ser devidamente avaliados e acompanhados clinicamente), a verdade é que qualquer criança vai comer exactamente o necessário para estar bem e saciar a sua fome. O meu lema é sempre: “comer tem que ser mais importante para a criança do que para os seus pais”. Quando os pais ficam muito ansiosos com a alimentação de um filho, invertem-se as prioridades. Para os pais, a prioridade é fazer a criança comer. Para a criança, a prioridade é sentir-se em controlo da situação (claro que não é uma questão consciente para ela). O papel do seu filho é o de comer porque precisa e, porque tem fome. O papel dos pais é o de providenciar as condições para que isso aconteça. O cenário ideal é que ambos colaborem para que tudo se desenrole de forma tão saudável, quanto agradável.
  2. Mude a forma de comunicação à mesa. 
    Acabe com as ameaças do tipo “vais ficar doente”. Acabe com as insistências do tipo “come mais um pouquinho”, “come a carne” ou “come os legumes”. Todos os temas e conversas são válidos durante os momentos de refeição (de preferência divertidos) desde que não se toque no assunto “filho não estás a comer nada de jeito”. Nos primeiros dias deixe que o seu filho se surpreenda com a falta de atenção que o “não comer” desperta.  Já quando acontecer o contrário, e o seu filho começar a comer mais do que o habitual, então aí sim, será interessante reforçar com um “estás a gostar?”, “ficou saboroso?” ou “parece que estavas mesmo com fome…”. Numa fase inicial, pretende que a criança desbloqueie a resistência a comer. Por isso, deixe as aprendizagens de “boas maneiras” para quando esta etapa estiver ultrapassada.
  3. Tenha em consideração os gostos do seu filho
    Pense nas coisas que não gosta de comer… Quando vai a um restaurante é isso que pede? Como seria se alguém o forçasse a comê-las? As crianças estão numa fase em que ainda estão a explorar sabores e para o fazerem de forma mais aberta e ousada, é importante que sintam que o estão a fazer porque querem. Isso vai dar-lhes mais segurança para arriscarem novos sabores. Importa sim, na medida do possível, manter uma alimentação saudável e variada. Mas essa aprendizagem virá do exemplo que houver em casa e não de obrigarmos os nossos  filhos a comer algo que não gostam.
    A minha filha, como tantas outras crianças, avalia se gosta ou não de um alimento por “olhómetro” e, só depois de passar neste primeiro teste, segue para a prova efectiva. Devo confessar que esta é uma insistência da qual ainda não me consegui libertar. Por vezes, lá dou comigo a suplicar “prova só um bocadinho… vais gostar…” e a insistir “já sabes que se não gostares, não tens que comer…”. Às vezes, por “caridade”, lá me faz o “favor”. Mas a verdade é que, quando me sento distraída a saborear qualquer coisa e me esqueço de lhe perguntar se quer provar, ela fica curiosa, aproxima-se, observa e pede para eu lhe dar um bocadinho. Foi assim que, só a titulo de exemplo, começou a comer os pêssegos com a casca (porque é assim que eu os como) e provou bolinhos de gengibre, canela e limão (que detestou claro).
    Ainda relativamente ao “gosto” e “não gosto”, é fundamental neste processo que não haja substituição do almoço e jantar por “guloseimas” como biberão, bolachas, iogurtes, etc. Essas substituições vão ter um efeito contraproducente e levarão a criança a adquirir maus hábitos alimentares. Evite também que a criança coma outras coisas antes da hora da refeição, vai reduzir-lhe o apetite e a vontade de experimentar outros sabores. Ter realmente fome quando chega a hora de comer é fundamental para que as coisas corram bem.
  4. Ajude o seu filho a desenvolver outras áreas de poder
    Se o seu filho está a sentir necessidade de se afirmar e estabelecer a sua posição na estrutura familiar, então ajude-o a passar por essa etapa de forma saudável. Incluí-lo em todo o processo que envolva a refeição vai valorizá-lo. Ajudar a pôr a mesa, escolher o prato que quer usar (quando existem vários disponíveis), dar-lhe a hipótese de escolher entre vários alimentos (sem exageros), são alguns exemplos. Envolvê-lo na compra dos ingredientes também resulta muito bem. Posso partilhar por exemplo, que as melhores sopas que a minha filha comeu até hoje foram sem dúvida aquelas em que ela é que escolheu as cebolas e as batatas. Parece que, como que por magia, isso lhes confere um sabor especial. Por outro lado, quando percebi que a A. não gostava da sopa com muita cenoura, fiz questão de lhe dizer “já vi que não gostas que eu ponha muita cenoura na sopa”. Desde então, quando me vê a fazer sopa ou quando a sirvo, pergunta-me sempre “tem muita cenoura, mãe?” e gosta de me ouvir responder “não, só um bocadinho. Porque tu não gostas quando ponho muita”. Isto fá-la sentir que o gosto dela foi tido em consideração no planeamento e na preparação do jantar.
  5. Aceite que o caos pode ser desejável, e assim, preserve a sua sanidade mental.
    Se queremos verdadeiramente desbloquear certos comportamentos nos nossos filhos, então é fundamental que possamos olhar também para nós e para as emoções e dificuldades que trazemos à situação. Tente perceber como se sente nos momentos da refeição. Tente perceber se de alguma forma, não existe também da sua parte alguma necessidade de controlo e poder. Se assim for, corre o risco de cair em braços de ferro sem sentido, em que todos ficam necessariamente a perder.
    Lembre-se que insistência gera resistência, que gera mais insistência, e segue em crescendo.
    É difícil para si ouvir o NÃO do seu filho? Aceite-se como é e reconheça as suas próprias dificuldades. Depois, respire fundo. Muitas vezes e muito profundamente. É um primeiro passo e, acredite, vai ajudar muito!
    É difícil para si ver a sua casa num pequeno caos? Acredite que no inicio, quando a criança é mais pequena, uma cozinha muito suja depois da refeição, é muito bom sinal. É sinal de que o seu filho está a explorar e autonomizar-se. Acredite que limpar uma cozinha (vezes e vezes sem conta) é bem mais fácil do que lidar com a dependência (fora de horas) do seu filho. Claro que estamos a falar de situações em que a criança explora, tenta fazer coisas novas e comer sozinha. Quando o comportamento vai para além disso, então é importante estabelecer algumas regras. Mas atenção, porque é preciso saber medir muito bem esta avaliação. Lembre-se que é normal para uma criança (que está ainda a ganhar noção do seu corpo e do espaço) derrubar acidentalmente o copo, o prato ou outras coisas, e é importante que não se sinta punida por isso. Aceite que para o seu filho, crescer sujando é mais importante do que estar sempre limpinho e com medo de fazer novas conquistas! Hoje pagará o preço de ter a casa num pequeno caos. No futuro, ganha em ter um filho autónomo, com uma boa auto-estima e seguramente mais feliz.

Agora, é avançar com segurança e determinação.

Se está efectivamente a pensar implementar um novo sistema, fale disso com a sua família. Explique apenas que o mais importante é que se sintam todos bem e que os momentos de refeição possam ser de alegria. Acima de tudo, confie nas suas escolhas e lembre-se que vai precisar de calma e paciência. Será uma conquista gradual para pais e filhos mas, sem dúvida uma que irá beneficiar toda a família num futuro próximo, quando começarem a ter momentos agradáveis de refeição em família, cheios de respeito, cumplicidade e muitos sorrisos.

Estímulos a mais Concentração a menos. Estamos a enlouquecer os nossos filhos

Vivemos tempos frenéticos. A evolução, sobretudo tecnológica, tem sido tão rápida que quando olhamos para há dez anos atrás parece que passaram 30. A distância existente entre hoje, e a forma como vivíamos nessa altura é abismal. E não é só a nível empresarial. É a todos os níveis.

O mundo infantil foi atingido em cheio por esta evolução. As mudanças são totais: já não se educa, brinca, alimenta, veste, entretém, cuida, consola, protege, ampara e satisfaz crianças como antigamente: os gadgets, por exemplo, são agora companheiros imprescindíveis nas refeições de milhares de crianças; Em muitas casas as televisões (sim, plural…) ficam ligadas o dia inteiro nos canais infantis  – naqueles cujo volume aumenta consideravelmente durante os intervalos – mesmo que as crianças estejam a almoçar com o iPad  à mesa;

Muitas e muitas crianças têm atividades extra curriculares pelo menos três vezes por semana, somando, por vezes, cerca de 50 horas semanais entre escola, cursos, desportos e explicações.

Existe, em quase todas as casas, uma profusão de brinquedos, aparelhos, recursos e pessoas disponíveis a tempo inteiro para garantir que a criança “evolua” e não “morra de tédio”;

O ensino pré-escolar apresenta, em muitas escolas, metodologias de ensino  idênticas às do 1ºciclo.

Estamos a educar para que no fim, possamos ocupar, aproveitar, espremer, sugar, potencializar, otimizar e capitalizar todo o tempo disponível para impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “sucesso”.

O ambiente familiar onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tal é a pressão que as crianças sofrem para desenvolverem estas competências competitivas.

No entanto, o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize o seu pensamento e os seus actos: o ambiente é muito disperso e os sinais que chegam ao cérebro são confusos e superficiais. A criança muitas vezes não consegue descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.

Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão a ser descuradas. As crianças não sabem conversar, não olham os interlocutores nos olhos. Não conseguem focar –se numa brincadeira ou atividade só – tendência é estarem a ver televisão e a brincar ao mesmo tempo, por exemplo. São impacientes, não sabem esperar. Não conseguem ler um livro, por mais pequeno que seja. Não reconhecem a autoridade, e nem respeitam as regras.

A concentração, a comunicação, a interacção, o afeto, o respeito, a autonomia de acção e a organização, são algumas das competências  fundamentais na construção de um ser humano íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa nas suas rotinas do dia-a-dia.

Há que parar e olhar à volta.  Tirar as mãos do telemóvel  e do volante do carro, e pôr as mãos na consciência: estamos a enlouquecer os nossos filhos e a impedi-los de aprender a lidar com as suas vontades, as suas qualidades e talentos. Estamos a roubar o tempo precioso que os nossos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informação e de estímulos que nós e o mundo lhes estamos a dar.

Há que ter calma. A parentalidade não é uma corrida. Temos de parar de entregar gadgets aos nossos filhos sempre reclamam ou que dizem que “não têm nada para fazer”. O “tédio”, não é mais que a oportunidade de estarmos em contato connosco, de estimular o pensamento, a fantasia e a concentração. As crianças precisam de aprender a entreter-se. A ser criativas e brincar ao faz de conta. A ler um livro.

Um dos problemas é que os nossos filhos lêem cada vez menos. Muitos livros infantis já estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, paulatinamente formando frases e sentenças e finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.

Cerquem os vossos filhos de livros e leiam com eles, por amor. Deixem que se esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar.

Mais tempos livres, mais criatividade, mais livros e por favor, menos obrigações, menos tecnologia, menos avaliações, menos resultados e menos competições. Vamos desligar os estímulos excessivos e usufruir de uma tarde improvisada em família, neste dia de chuva. Vai ver que valerá a pena!

O ambiente de casa agradece!

Adaptado do texto original de  , em Pais que educam

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Querida filha,

Sei que te educámos para acreditares em nós, para nunca pores em causa o que dizemos, mas… às vezes dou por mim a perguntar como é que é possível que as crianças não deixem de confiar nos adultos.

Dizemos-vos que o Pai Natal e o Menino Jesus existem, que quando cai um dente vem a Fada dos Dentes, que na Páscoa o Coelhinho anda todo contente a esconder ovos de chocolate pelo jardim. Vais acabar por perceber que o Pai Natal não existe, o menino Jesus é uma conversa que dá pano para mangas, a fada dos dentes somos nós e o coelhinho da Páscoa é uma invenção dos gulosos.

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O mesmo acontece com outras coisas simples, como por exemplo:

– Passamos meses a fio a apontar para as pequeninas coisas, a chamar a atenção para elas. Quando vocês crescem um pouco e começam a esticar o dedinho para que sejamos nós a vê-las apressamo-nos a dizer “não se aponta, que é feio”.

– Quando dizemos que não, a justificação às vezes é simplesmente “porque eu estou a dizer que não”, mas quando é a vossa vez de o fazer não aceitamos um não como resposta. Queremos justificação, queremos argumentos, mas no fim acabamos por não os aceitar. Quando é ao contrário exigimos que sejam aceites sem a menor hesitação.

– Cantamos para que comam mais depressa, “come a papa, Joana, come a Papa” e tantas outras variações, mas se na hora da sopa começam a cantar lá terão de ouvir o “não se canta à mesa”.

– Insistimos e voltamos a insistir que só se atravessa a estrada com o sinal verde, só se passa para o outro passeio pela passadeira e depois, à primeira oportunidade, olhamos para um lado e para o outro (com sorte) E avançamos sem medos.

Sei que nós, os adultos, às vezes fazemos coisas estranhas. Outras vezes regemo-nos pelo “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”, porque temos de vos passar a mensagem certa quando ela ainda é absorvida sem filtros.

Agimos por bem, sempre.

Só queremos que cresçam para serem pessoas educadas e atentas ao que se passa à vossa volta.

Que sejam imaginativos, criativos e que questionem muito – faremos o melhor para responder a todas as perguntas (mesmo que as nossas ainda não tenham sido todas respondidas).

Se podem confiar em nós?

Podem e devem.

Porquê?

Porque a mãe está a dizer que sim e pronto.

São já muitos os pais que ouviram falar nos “Terrible Twos”. Uma fase, que diz-se, pode acontecer entre os 18 meses e os 3 anos de idade. Diz a literatura, que corresponde a um período em que a criança começa a desenvolver comportamentos de oposição, desafiando deliberadamente as solicitações dos pais. Diz-se também, que é normal e que praticamente todas as crianças passam por isso, ainda que de forma mais, ou menos suave. Alguns pais esperançosos, lançam o desafio ao universo dizendo “eu não acredito que as birras existam!” e atribuem as mesmas a erros de interpretação por parte dos pais, outros a falta de “pulso” e “limites”.

Afinal o que são os “terrible twos?” e serão assim tão temíveis?

Imagine o que é acordar de manhã e ter uma pessoa à sua volta a vesti-la, a escolher o seu pequeno almoço, a dizer-lhe para estar sossegado(a), para se despachar para não haver atrasos, a lavar-lhe os dentes, a pentear-lhe os caracóis (sim, sem dúvida um grande desafio!), a pô-lo(a) a fazer xixi (a horas certas), ou a trocar-lhe a fralda, enquanto tem expectativas de que tudo isso corra de forma tranquila e sem grande percalços. Aceitaria passivamente que lhe escolhessem a roupa? O que comer? O que fazer e como fazer? Acredite que se para o bebé, até esta altura, tudo isto fazia parte da rotina, agora, para o bebé criança, tudo mudou. Esta é uma fase de grande transformação para os nossos filhos, é um período muito desafiante tanto para eles como para nós. Por um lado, queremos vê-los crescer bem e saudavelmente, por outro, não queremos “perder” o nosso bebé. Da mesma forma, os nossos filhos sentem que estão a crescer e que têm cada vez mais poder sobre a sua própria vida, e são cada vez mais capazes de fazer coisas, e mais ainda, de dizer coisas (aceitar, recusar, escolher…). No entanto, percebem que isso não é fácil, nem sempre é promovido ou apoiado pelos pais e, também não deixam de querer continuar a ser o nosso bebé.

A confiança é o segredo

O segredo? O segredo passa por confiar e compreender. Primeiro confiar que ajudar o nosso filho a crescer não implica perder o nosso bebé, mas antes pelo contrário, corresponde a vê-lo a ganhar e conquistar cada vez mais coisas para si. Por outro lado, compreender que este processo não só não é fácil para ele, como vai desencadear uma série de conflitos internos, difíceis de gerir, e que isso, por vezes, vai desencadear momentos de grandes e intensas “birras”.

Se eu confio e compreendo as necessidades do meu filho naquele momento, então o que é que eu faço? Dou-lhe aquilo que está a precisar. Maior autonomia. Então a estratégia passa por descobrir tudo aquilo que os nossos filhos já são capazes de fazer, tudo aquilo que não são capazes mas acreditam ser, e começar a atribuir tarefas e ensinar o que for possível. Comer sozinhos, escolher a roupa (ou parte), ajudar no supermercado, ajudar com pequenas tarefas, são apenas alguns exemplos que fazem toda a diferença. Com acompanhamento, ensinando e dando cada vez mais margem de manobra, as crianças sentem que as suas necessidades de autonomia (tão importantes nesta fase) estão a ser correspondidas e em certa medida “saciadas”. Sentem também que o seu crescimento está a ser validado e que continuam a ser acompanhados. Crescer é afinal prazeroso e não implica perder a proximidade dos pais, e isso, é profundamente reconfortante.

No entanto, as receitas não são milagrosas, e por vezes, as emoções são muitas e a capacidade de as gerir ainda é pouca. É fundamental que se deixe sair a confusão, a zanga, a frustração, a tristeza, através de alguns momentos de intenso choro, que podem ocorrer a propósito das mais despropositadas coisas (pelos menos aos nossos olhos). O nosso papel, é estar lá, acompanhar, esperar, manter a mais doce das firmezas, e aguardar que o nosso filho permita, no final, aquele abraço reparador. Um abraço importante, mas que não aceita o comportamento a todo o custo e sem limites (mesmo que com o “descontrolo” da birra, não permito nunca que a minha filha me magoe), mas que compreende as emoções que o desencadearam. Depois da minha filha se acalmar, gosto de lhe dizer, “então, já te sentes melhor? Já te posso dar um abraço?“.

Os “terríveis dois anos” são apenas mais um desafio no meio de tantos. Com serenidade e muito amor, podemos abrir espaço para descobrir o quanto esta fase pode ser tão saborosa. As conquistas dos nossos filhos, em grande medida, são também nossas. E nada mais delicioso do que ver os nossos bebés a crescer felizes, e mais ainda, a serem capazes de nos dizer isso mesmo, através das suas próprias palavras e acções.

 

Artigo da parceira  Ana Guilhas Psicóloga

 

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Passamos tanto tempo a receber e a transmitir informações através da linguagem escrita que esta nos parece quase tão espontânea como a comunicação oral. No entanto, não há nada de natural na leitura. Não existe no cérebro nenhuma região especialmente dedicada à descodificação de símbolos que representem palavras. Trata-se de uma habilidade tão complexa que o nosso cérebro tem de se adaptar, criando um circuito que envolve as áreas – visual, auditiva e de linguagem.

A maior parte dos adultos não se lembram de como foi lento e trabalhoso o processo de aquisição da capacidade de leitura.

O facto é que essa transformação no cérebro não acontece e nem pode acontecer de um momento para o outro. É um trabalho de desenvolvimento e aquisição de conhecimentos por etapas que, por ansiedade dos pais e muitas vezes incentivo dos educadores, tem vindo a ser antecipado.

Não seria lógico concluir que, por se tratar de algo complexo, quanto mais cedo aprendessemos a linguagem escrita, melhor e mais fácil seria?

Sim e não: se considerarmos que o contacto com os livros, as brincadeiras de consciência fonológica, as histórias e as rimas recitadas e cantadas criam ligações no cérebro que serão importantes para a aquisição da capacidade de leitura, então este processo deveria começar cedo. Mas seria só mesmo esta fase em que se desenvolvem as conexões necessárias para que a leitura possa ser entendida com maior facilidade.

Já a alfabetização propriamente dita, para acontecer com tranquilidade e sucesso, deve esperar que as etapas anteriores estejam muito bem construídas e assimiladas. No entanto, grande parte das escolas (e muitos pais) esperam que as crianças cheguem aos 6 anos a saber ler e escrever.

Nessa idade, regra geral, as crianças ainda não estão neurologicamente prontas para começar a ler. Há áreas do cérebro envolvidas na leitura, como o giro angular, que não estão suficientemente desenvolvidas para que a descodificação faça algum sentido.

Por volta dos 4 anos muitas crianças memorizam letras e sílabas, reproduzem palavras inteiras e escrevem o seu nome – o que não significa que estejam a compreender o processo de leitura. Trata-se de memorização simples. Na verdade, nessa idade elas têm uma memória excelente, mas regra geral, não estão maduras para entender a linguagem escrita.

Maturidade da criança

Estudos mostram que essa maturidade, geralmente, ocorre entre os seis e os sete anos, quando acontece o que o neurocientista cognitivo Stanislas Dehaene chama de “revolução mental” no seu livro Os Neurónios da Leitura , da Penso Editora.

A “Revolução mental” é a fase em que a criança começa a perceber que a palavra pode ser dividida em diferentes fonemas. No entanto, não existem dois cérebros iguais, e haverá sempre variações na facilidade com que cada um se familiariza com a linguagem escrita, o que traz à escola o desafio de conhecer e respeitar o ritmo de cada aluno.

Assim, antes de estabelecer a chamada consciência fonológica, forçar a alfabetização é uma perda de tempo.

Este período de tempo pode ser muito bem aproveitado – as crianças em idade pré-escolar estão em pleno desenvolvimento da consciência metalinguística e ampliam diariamente o seu vocabulário.

Estudos mostram que, aos 3 anos de idade, as crianças têm a capacidade de absorver  a até 20 palavras novas por dia, enquanto assimilam naturalmente as complexas regras gramaticais. Em vez de forçar um cérebro ainda imaturo a relacionar letras a sons, estes miúdos podem (e devem) exercitar a linguagem oral e suas habilidades metalinguísticas de forma a familiarizarem-se com a complexidade das construções sintáticas que o seu idioma oferece.

Muito mais importante do que começar a ler cedo, é começar a associar a leitura a algo agradável e prazeroso e não a um desafio penoso. Para isso, é necessário que os pais e educadores respeitem o ritmo e a maturidade de cada criança para que possam então, iniciar a alfabetização com sucesso.

 

Artigo de Michele Müller, Jornalista especialista em neurociências e neuropsicologia, publicado em Brasilpost

 

imagem@AIA Austin

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Proteja o seu filho das principais causas de morte de crianças em Portugal

As lesões e traumatismos na sequência de acidentes continuam a ser primeira causa de morte nas crianças e jovens em Portugal, o que preocupa a Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Há pequenos pormenores que podem salvar a vida a uma criança. É estritamente necessário que todos estejamos atentos e cientes dos perigos que nos rodeiam para que possamos proteger os nossos filhos, e ensiná-los a tornarem-se autosuficientes nos que se refere à sua segurança.

Ficam algumas dicas de como proteger o seu filho das principais causas de morte, organizadas por faixas etárias.

Até 1 ano de idade

Os bebés com menos de uma ano, estão a aprender a controlar os seus movimentos e respiração, sendo que as principais causas de mortes nessa faixa etária por acidente são engasgamento, asfixia, aspiração de corpos estranhos, intoxicações e queimaduras.

Como evitar estes acidentes?

  • Os Bebés devem dormir em berços certificados e com colchão firme, virados de barriga para cima, tapados até a altura do peito e com os braços para fora.
  • Não deixe brinquedos dentro da cama
  • Corte e/ou esmague os alimentos em pedaços pequenos quando der refeições.
  • Mantenha fora do alcance das crianças objetos pequenos como botões, peças de brinquedos, berlindes, moedas, pilhas e pionaises. (Especialmente tudo o que é metálico, pilhas e baterias)
  • Retire todos os restos de plástico de balões rebentados do chão.
  • Use cancelas de proteção nas escadas e redes de proteção nas janelas.
  • Não deixe móveis perto de janelas – podem servir de apoio para a criança subir e ter acesso ao perigo.
  • Não deixe o bebé sozinho, em instante nenhum, em cima de um sofá, fraldário ou mesa.
  • Tranque todos os armários de acesso a detergentes e produtos químicos
  • Mantenha os sacos de plástico fora do alcance das criançasPara se aperceber dos perigos mais eminentes na idade certa do seu filho, faça um tour pela sua casa colocando-se à altura dos seus olhos. Gatinhe, deite-se no chão, ande de joelhos e perceberá a quantidade de perigos apelativos que  tentam diariamente o seu filhos.

De 2 a 4 anos

A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) lança anualmente uma campanha de prevenção contra a morte por afogamento – “A Morte por Afogamento é Rápida e Silenciosa”. Ao longo dos últimos quatro anos, o afogamento a par com as quedas, asfixia, engasgamento, afogamento, intoxicações, choques elétricos e traumatismos tem sido a principal causa de morte em acidentes doméstico, nas crianças entre 2 a 4 anos
Nesta idade as crianças estão mais autónomas e aventuram-se a experimentar o espaço que as rodeia livremente. É obrigatório a supervisão de um adulto, pois as crianças ainda não têm consciência do perigo.
Estas são as dicas para evitar acidentes nesta idade. Não devem ser descartadas ainda as soluções de segurança aplicadas até um ano de idade.

  • Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água. As crianças mais pequenas podem afogar-se tanto na praias, piscina, rios, lagos e barragens, como em qualquer recipiente com muito pouca água ou outros líquidos, quer seja uma banheira, pia, alguidar, balde, etc
  • Para evitar afogamentos, o colete salva-vidas adaptado à idade é o equipamento mais seguro. Braçadeiras e outros equipamentos insufláveis dão-nos uma falsa noção de segurança – se a criança ainda não souber dominá-las podem virar a qualquer momento, tornando o retorno à tona da água muito difícil.
  • Nunca guardar detergentes, lixívia, inseticidas, pesticidas ou desinfetantes dentro de garrafas de água ou refrigerantes de plástico já usadas.
  • Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para que não caibam na boca, e suficientemente resistentes para que não possam ser mordidos (lascas)
  • Mantenha objetos afiados como facas, tesouras e chaves de fendas, entre outros, fora do alcance das crianças.
  • Proteja os cantos das mesas e arestas vivas, especialmente aquelas que vão estar exatamente ao nível dos olhos do seu filho quando começar a aquisição de marcha

Details

Quando os meus filhos eram mais novos, eu questionava-me o que tinha eu feito para merecer crianças com tanta personalidade. Eu olhava para as outras famílias e os filhos eram tão fáceis de agradar e de lidar. Os meus filhos sempre foram muito vivos. Muitas vezes eram mesmo desobedientes. Testavam constantemente a minha paciência. Ou as coisas corriam à maneira deles, ou não havia maneira possível – quando obrigados, faziam birras, gritavam e esperneavam até conseguirem o que queriam. Cheguei a questionar-me se esta vontade própria toda seria genética, e a quem é que eles teriam saído?

Num domingo, à saída da missa, o meu filho Andrew de 3 anos na altura, estava particularmente agitado. Enquanto ele gritava, uma senhora mais velha veio ter comigo e disse-me: “Os seus filhos são muito queridos

Olhei para o meu filho aos gritos, e perguntei se estava a falar com a pessoa certa.

“Eles são muito destemidos, o que significa que vão alcançar muito na vida”

Eu disse-lhe que esperava que ela tivesse razão, e confiante, a senhora assegurou-me que sim.

Confesso que, o que mais me surpreendeu foi o timming dela. Todos os domingos me via com os meus filhos na missa a debater-me com o comportamento deles, semana após semana. Ela sabia que passei mais tempo de pé a tentar controlá-los do que a ouvir os sermões. Não percebi porque é que escolheu aquele momento em particular para falar comigo. O meu filho estava aos gritos, a minha paciência praticamente a explodir e foi nesse momento que a senhora me veio dizer que eles tinham um potencial imenso.

Eu sabia que esta senhora não era uma mulher qualquer. Ela tinha criado 5 filhos fantásticos. Era daquelas pessoas que falava pouco, mas quando abria a boca os restantes paravam para ouvir, porque era a personificação da sabedoria. Quem me dera ser como ela!…

E lá ficou, ao meu lado, a dizer-me que estes momentos avassaladores com os meus filhos iriam passar. Ela sabia da luta interna que eu estava a viver: sabia que me questionava se valia a pena leva-los à igreja ou sobre o que poderia fazer para os educar melhor.

Eu quis desesperadamente acreditar nela. Mas como é que podemos ter certezas? Na verdade ela nem sequer conhecia os meus filhos!

Enquanto me ia embora, continuei a pensar nas suas palavras até que o meu coração se encheu de esperança e os olhos de lágrimas. Eu queria muito acreditar que esta senhora sabia de algo que eu não sabia. Aliás, eu acho que ela sabia MUITAS coisas que eu nem sequer sonhava. E quem sabe, talvez fosse a resposta às minhas preces. Uma garantia de que esta fase não duraria para sempre e que os meus filhos, aparentemente impossíveis, tinham tanta personalidade porque iriam precisar dela um dia mais tarde. Isto deu-me algum conforto na altura.

Tenho pensado muito nas suas palavras desde então. Eu lembro-me delas cada vez que estou a passar por momentos mais difíceis. Eu lembro-me delas sempre que uma fase destas a se transforma numa fase de crescimento e compreensão mutua. Eu lembro-me delas sempre que vejo crianças “impossíveis” a tornarem-se em adolescentes motivados e conscientes, cuja personalidade forte e a força de vontade se enraizou de forma a fortalece-los e fortalecer os que os rodeiam.

Hoje em dia, não tenho qualquer dúvida de que, há uns anos atrás, aquela senhora sabia exactamente o que estava a dizer. Ela sabia, e só agora é que eu estou a aprender que a personalidade forte numa criança não deve ser algo que nos assusta porque é uma excelente qualidade.

É claro que estas crianças precisam de orientação e exigem paciência extra. Estas crianças precisam de pais exigentes, lideres fortes que, gentilmente mas com firmeza, lhes lembrem que têm muito que aprender. E que o caminho que escolhem nem sempre é o melhor. Estas crianças exigem pais que lhes ensinem a canalizar a força de vontade em actividades construtivas, o que para elas, pode ser avassalador.

Houve momentos em que me senti a falar para uma parede. Houve momentos em que senti  a andar para trás e não para a frente. Houve momentos em que só me apeteceu baixar os braços e desistir e por vezes acabei mesmo por fazê-lo. Mas também houve momentos em que me senti o aluno e não o professor. Houve momentos que me sentei e fiquei a observar maravilhada a genica e a convicção dos meus filhos. Nestes momentos consegui visualizar a grandeza deles, ainda num processo de casulo.

Eu sei que tenho muito a aprender com os meus filhos. Até com o mais velho de 15 anos. E sei que faltam muitos anos para ver o resultado do meu trabalho com os meus filhos. Sei que por mais que me esforça, nada me garantirá que se tornarão em adultos respeitáveis e felizes. No entanto estou num ponto em que confio nas palavras daquela senhora, cuja sabedoria excedia largamente a minha, ainda hoje em dia. Estas palavras deram-me a força que precisei para superar as fases mais difíceis.

Talvez também consigas encontrar conforto e força nas palavras dela. Confia nelas, como eu confiei, quando não conseguires guiar-te na floresta. Confia nelas quando te questionares se a lagarta algum dia se vai transformar em borboleta. Apoia-te nelas quando a tua paciência for levada ao extremo e quando tiveres a certeza de que, um único dia a mais vai acabar contigo.

Confia nestas palavras. A minha amiga sabia o que dizia.

 

Artigo publicado originalmente em Simplyforreal

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Cada Ser humano, animal, vegetal e mineral, ou outro possui um padrão único de vibração na Mente de Deus.

Cada corpo tem um efeito de  ressonância o que torna possível o nascimento, o desenrolar de eventos e experiências na vida terrena e por fim a morte ou transcendência para outros planos. Este sistema é perfeito e se houver conhecimento do programa será mais fácil crescer, aprender e ser bem sucedido.

Nos somos  programados para efetuar um processo evolutivo, dentro de moldes pré fixados pela nossa consciência.

Este estudo ajuda a perceber um pouco mais sobre o caminho.

Visão deste trabalho
Cada Ser humano, independentemente da sua educação ou credo, deve ter acesso a uma educação baseada no seu ser espiritual e emocional desde muito cedo uma vez que assim será possível que faça melhores escolhas quer pessoais quer sociais.

Objectivos possíveis se alcançar
Desenvolvimento do auto conhecimento e das capacidades inatas, propósito e missão de vida, tomada de decisão mais assertiva e inteligente, desenvolvimento da resiliência em momentos difíceis, escolhas adequadas a todos os níveis e com resultados de qualidade, características internas e como utilizá-las da melhor maneira, auto valor, força e auto estima, índices de diferenciação como factores de sucesso no dia a dia da criança.

Resultados práticos
Perceba a missão, interna ou externa, pessoal ou social, a sua personalidade vinculada e adquirida, a vocação ou inclinação para determinadas áreas ocupacionais, os pontos fortes e frágeis e por fim, o equilíbrio da energia masculina e feminina.

Poupar é uma ciência também no que diz respeito à educação dos filhos. A School Embassy foi buscar a sabedoria dos mais poupados para o ajudar a fazer face às despesas de mais um ano lectivo:

  1. Comprar no momento certo
    Comprar roupa ou calçado nos saldos para o ano seguinte é uma das práticas com mais sucesso entre os pais que querem conter despesa. É certo que os miúdos crescem sem darmos por isso, pelo que antecipar as compras só traz benefícios. Também não precisa de esperar por Agosto e muito menos pelo início de Setembro para comprar material escolar. Compre em Junho e de preferência antes de acabar o ano lectivo. É possível que encontre preços bastante atractivos, descontos e excedentes de stock nas prateleiras. Se esperar pelo começo das aulas para adquirir todo o material escolar irá pagar mais caro, encontrar produtos esgotados e ainda enfrentar a confusão típica do regresso às aulas;
  2. Fazer uma lista e segui-la
    Tente manter-se fiel às reais necessidades dos seus filhos fazendo uma lista do material necessário. E quando eles lhe pedirem tudo novo, responda: Eu sei que queres, mas precisas? É nesse momento eles vão perceber que comprar aquele lápis não faz sentido, quando há outros dois no estojo. Com esta prática desencoraja os seus filhos a acumularem objectos desnecessários em casa, ao mesmo tempo que lhes ensina noções de educação financeira.
  3. Títulos de compensação salarial
    Provavelmente a empresa onde trabalha já lhe falou deles. Hoje já pode usufruir de Ticket como compensação salarial e pagar quase todas as despesas relacionadas com educação, usufruindo de benefícios fiscais: mensalidades, livros, material escolar, apoio ao estudo, escolas de línguas etc. Faça um cálculo anual das despesas com a educação dos seus filhos e surpreenda-se: é bem possível que a poupança gerada ao longo dos anos pelo uso destes vales possa vir a pagar-lhes a universidade.
  4. Uniformes a preço justo
    A escola do seu filho é mesmo impositiva quanto à compra do uniforme? Provavelmente não. Repare que a maioria dos estabelecimentos de ensino apenas sugere a compra da farda em determinado local. Isto quer dizer que pode comprar o polo branco obrigatório numa loja da sua confiança, provavelmente a preços bastante mais acessíveis. Algumas instituições optam até por fornecer aos pais o logótipo da escola para aplicar no vestuário. Se não perguntar, nunca vai saber.
  5. Quanto pode custar uma escola?
    Já falamos sobre isto: o valor a pagar por uma escola, especialmente se falarmos de colégios privados, vai muito para além da mensalidade. Faça contas a quanto terá que pagar pela totalidade do serviço durante um ano (é provável que tenha que usar uma folha de cálculo). Os custos devem incluir deslocações, uniforme, prolongamentos de horário, alimentação, visitas de estudo, pagamento com vales educação, inscrição anual. Compare com outras escolas na mesma área, e só então decida. Se precisar de ajuda, contacte um especialista School Embassy.
  6. Lanches baratos e saudáveis
    A moda das lancheiras veio para ficar, para pequenos e graúdos. Em vez dos lanches da manhã e da tarde pesarem na mesada que dá ao seu filho, opte por incentivá-lo a preparar a sua própria comida de véspera. Lembre-o que esta é uma alternativa bem mais saudável e barata que a comida processada que vende o bar da escola. Com uma pesquisa simples na internet encontrará receitas rápidas para lanches deliciosos, que podem ajudar a dar largas à imaginação lá por casa. 
  7. Partilha de viagens
    Quantos vizinhos frequentam a mesma escola que os seus filhos? Se pensar um pouco, também eles desejam que os miúdos cheguem à escola a horas e em segurança, assim como poupar no tempo e nas despesas. Mesmo assumindo que os vizinhos não têm entre si uma relação tão próxima como antigamente, não há razão para adiarem o quebra-gelo. Conversem sobre a partilha de viagens com o intuito de levar/buscar os miúdos à escola. Uma semana ou um dia cada um – é irrelevante. Quando começar a funcionar, as vantagens serão inegáveis: mais tempo livre, menos combustível, mais ecológico e ainda faz novas amizades. Porque não? 
  8. Encarar a educação como um investimento
    Os custos com a educação vão avolumar-se à medida que filhos crescem. Não é surpresa que as suas despesas vão crescer por altura da universidade. Para evitar desequilíbrios nas contas familiares, é importante começar desde cedo a planear e a poupar com vista a suportar esses encargos. A educação é um investimento. E, no caso dos filhos, é uma despesa para a qual é importante estar preparado. Em países como os EUA, a criação de um fundo de poupança para a educação de cada filho é uma prática comum na qual pode inspirar-se para fazer um pé-de-meia.

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Era tão bom que a vida fosse como nos ensinaram quando éramos crianças, quando pegávamos no dente-de-leão e soprávamos para pedir um desejo.

Quando éramos crianças, tínhamos sonhos guardados no bolso e os dentinhos debaixo da almofada para a fadinha dos dentes os levar.

Quando éramos crianças, vivíamos despreocupadas no mundo cor-de-rosa do faz de conta. Ontem, era uma princesa. Hoje, já podia ser a cabeleireira.

Quando éramos crianças, o vento tocava no cabelo, enquanto descíamos de bicicleta a rua da casa da avó.

Quando éramos crianças, sorriamos de forma tão sincera que, por dentro, sentíamos raios de luz.

Quando éramos crianças, adorávamos o sabor do tulicreme, num pão daqueles pequeninos, enquanto assistíamos aos desenhos animados da altura. As gargalhadas eram sonoras, sem vergonhas. Vivíamos despreocupados com o que outros pensavam.

Quando éramos crianças, os pirilampos eram mágicos e as cores tinham mais vida. Não havia horas contadas, nem preocupações que não nos deixassem dormir.

Dizem que o mundo é das crianças e eu acredito que sim. Acredito tanto que sim, na inocência aliada a uma sinceridade, num mundo faz de conta que é tão verdadeiro.

Tenho saudades. Saudades de calçar os saltos altos da minha mãe e de correr pela casa a fazer de conta que era adulta. Hoje, sou adulta e só quero calçar uns ténis confortáveis e fazer de conta que sou uma criança a viver aventuras num mundo de imaginação.

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