O poder da música na primeira infância

A multiplicidade de variáveis que fazem parte da espécie humana permite a construção de histórias de vida completamente distintas, e sempre únicas para cada indivíduo.

Somos seres naturalmente sociais e com uma plasticidade que é moldada todos os dias da nossa vida. Desde a interacção com as nossas redes sociais, à nossa condição económica, cultural e vital, tudo isso vai determinar as nossas características individuais, ou seja, aquilo que somos e que futuramente seremos.

A primeira infância constitui-se como uma fase crucial para o desenvolvimento das diferentes competências inerentes ao ser humano. Posteriormente, estas competencias actuarão nas suas diversas áreas de funcionamento. Desta forma, entende-se que as primeiras experiências de aprendizagem são fundamentais para o resto da vida.  

A interacção das crianças com adultos significativos e materiais ajustados às suas aptidões e necessidades funcionam como pontos-chave para a construção da personalidade, autonomia e independência.

De uma forma geral, existem diversos factores que podem contribuir para o desenvolvimento harmonioso da criança.

A importância e o poder da música na primeira infância é indubitável. Sendo reconhecida como um domínio de aprendizagem das crianças, tem-se assistido cada vez mais à sua inclusão no quotidiano familiar e nos diversos programas educativos.

A música funciona como um importante precursor no desenvolvimento das aptidões linguísticas da criança. Assim como da sua inteligência, capacidade de expressão e da coordenação motora.

Para além disto, trabalha como um “objecto intermerdiário” das relações, na medida em que promove as díades constituídas por pais e filhos. Através das suas poderosas componentes, como o ritmo, a melodia e o timbre, a música facilita o trabalho relacional da criança e consequentemente o desenvolvimento das suas competências sociais.

A voz constitui-se como um dos mais poderosos instrumentos musicais. Isto enfatiza a importância dos pais como participantes num processo que alia a música ao desenvolvimento. O modo como o bebé reage ao seu pai ou mãe que canta é distinto da forma como reage a outro adulto que cante.

Sendo assim, estes devem ser motivados a permanecer como os “veículos” da musicalidade na criança no seu quotidiano. Existe uma variedade colossal de atividades que podem ser realizadas no seio familiar,promovendo o crescimento da criança e a dinâmica entre todos.

Porque não fazer uma viagem sem sair de casa?

Basta que se desenhe quatro bolas grandes de cores diferentes numa cartolina de acordo com os pontos cardeais (Norte, Sul, Este, Oeste). Posteriormente, coloca-se uma música à escolha e dança-se livremente à volta da folha. O objetivo é incentivar a criança a ir para “dentro” de um dos pontos cardeais e a identificá-lo sempre que a música pare.

Desta forma, estimula-se a coordenação motora, a atenção, a memória visual e a aprendizagem de novos
conceitos.

Uma atividade mais simples e direcionada a crianças numa idade mais precoce passa pela construção de um instrumento musical personalizado. A criança deve encher uma garrafa de plástico com água (ou massa) até um terço e decorá-la, assim como os seus familiares.
Seguidamente, coloca-se igualmente uma música de um estilo à escolha e basta acompanhar o seu ritmo com os novos instrumentos, criando uma “orquestra” familiar. Desta forma, promove-se a coordenação visual, a escuta ativa, a concentração e o trabalho de equipa.

O poder da música na primeira infância

O poder da música na primeira infância é grande e muito importante.
Sendo considerada por muitos uma obra de arte, a música é então uma forte ferramenta a ser utilizada no desenvolvimento das capacidades criativas e criadoras das famílias. A música amplia e modela as expressões de sentimentos e as percepções do mundo.

Constituindo-se como uma linguagem abrangente, esta deve ser incutida muito precocemente para que a criança possa
usufruir do estímulo, equilíbrio e felicidade que a música propicia a todo e qualquer indivíduo.

As aulas inseridas nos diferentes programas Gymboree Play & Music estimulam o desenvolvimento das crianças e gosto pela música através de canções, exploração de materiais e atividades com danças e jogos de movimento. A descoberta de diferentes ritmos e melodias promove a aquisição de competências essenciais, nomeadamente físicas, sociais e intelectuais.

O Gymboree Play & Music, como líder mundial em programas de desenvolvimento infantil, aposta no mais variado leque de estilos musicais, como o Rock & Roll, o estilo Latino ou até mesmo o Clássico. Para além disto, aborda igualmente as diversas culturas musicais inerentes aos diferentes continentes mundiais. Assim como recorda os êxitos das melhores e mais reconhecidas bandas internacionais, como os Abba, os Beatles ou os Queen.

 

Por Sara Setoco,  Professora Gymboree

A psicomotricidade nasce com o bebé.

Ela nasce no início de tudo e acompanha-nos durante toda a nossa vida.

Está no bebé quando ele vivencia as primeiras sensações e emoções, está nos primeiros passos, na bola que é chutada com demasiada força, nos dedos e nas primeiras palavras…

A psicomotricidade nasce no corpo, na motricidade.

O corpo é um instrumento primordial na comunicação e nas primeiras experiências com o mundo externo e interno. O corpo é o meio para a actividade, para o conhecimento e as relações, sendo que as experiências corporais dos bebés interferem na sua vida mental e cognitiva, afectiva e motora.

O conhecimento do mundo começa, portanto, pelo corpo e pela sua acção.

Numa perspectiva mais prática e profissionalizante, a Psicomotricidade funciona como uma terapia de mediação corporal que é aplicada numa vertente preventiva e educativa ou mesmo terapêutica. No primeiro caso, a Psicomotricidade actua como promotora do desenvolvimento global do bebé e da criança.

Ora vejamos algumas actividades que poderão fomentar o desenvolvimento do bebé e criança, tendo por base objectivos psicomotores.

–        Com uma bola de praia, experimente rolá-la sobre o corpo do bebé. Refira os nomes das partes por onde vai passando. Esta actividade permite que o bebé vá consolidando a sua noção corporal e a noção de que é um corpo separado do da mamã.

–        Quando o bebé já é capaz de se sentar, pode ser colocado nesta posição em cima da mesma bola, estimulando o movimento de saltar, o que promove o desenvolvimento do equilíbrio dinâmico do bebé.

–        Depois do primeiro ano de idade, incentive o seu bebé a rolar a bola com intencionalidade (para si, por exemplo). Esta actividade irá aperfeiçoar as competências da motricidade global da criança, bem como a coordenação olho-mão ou olho-pé.

–        Depois dos dois anos de idade, as crianças adquirem a competência de atirar uma bola e, mais tarde, de a apanhar. Este jogo para além de ser uma excelente oportunidade para socializar com o seu filho, permite, ainda, que este desenvolva a noção espacial.

–        Fazer bolinhas de sabão é uma actividade super interessante, relaxante e que entretém todos: miúdos e graúdos! As bolinhas de sabão permitem o desenvolvimento de competências visuais, como a de acompanhar um objecto com o olhar, para os bebés até aos 8 meses. Nos bebés mais crescidos, esta actividade é excelente para estimular a coordenação olho-mão (para alcançar as bolinhas) e ainda o desenvolvimento da compreensão da relação causa-efeito, porque ‘Eu toco na bola e…oh! A bola rebenta’.

–        Mais tarde, o acto de fazer bolinhas irá incentivar as crianças a rebentá-las ou apanhá-las, estimulando, por sua vez, a sua motricidade global, bem como a sua noção corporal. Até o desenvolvimento da linguagem está presente! Utilize conceitos opostos como ‘bolas grandes e pequenas’, ‘estão lá no alto e agora cá em baixo!’.

No Gymboree não desejamos mais do que aquilo que deseja para os seus pequeninos: uma vida FELIZ.

E uma vida feliz inicia-se através de uma abordagem parental que inclua muito carinho, muitas experiências e brincadeiras, num clima sempre positivo. Até porque estudos científicos bastante recentes demonstram que o desenvolvimento do cérebro é extremamente influenciado pela qualidade e quantidade de experiências precoces que os bebés vivenciam: quando um bebé nasce, apenas 25% do seu cérebro está desenvolvido, mas, por volta dos 3 anos de idade, cerca de 90% do cérebro atinge a sua maturação! E para alcançar o seu potencial máximo, o Gymboree apresenta a sua filosofia de brincar com intencionalidade, demonstrando que a melhor forma de aprender é através do corpo, do movimento e do brincar, sendo que a Psicomotricidade tem um papel preponderante em todas estas conquistas.

Obviamente que os pais estão sempre presentes e beneficiam de toda esta abordagem. Há algo melhor do que ver o seu filho a descer um escorrega sozinho pela primeira vez ou vê-lo a sorrir quando recebe um beijinho do Gymbo?

Os pais são os primeiros e os mais importantes professores que qualquer criança pode ter. Contribuir para a sua psicomotricidade, para além de ter implicações no desenvolvimento emocional, físico e cognitivo da criança, promove, igualmente, o fortalecimento do vínculo afectivo.

Venha comprovar tudo isto e ainda mais no programa Play&Learn do Gymboree!

Por Catarina Ferreira, Psicomotricista, Professora Gymboree
para Up To Lisbon Kids

As meninas são mais apegadas ao pai do que à mãe?

As mães de meninas, mais cedo ou mais tarde, podem desenvolver alguns ciúmes da forte cumplicidade que pode existir entre pai e filha.

Mas o que estará por trás disso?

“A princípio, todo bebé, independentemente do sexo, se identifica com a figura materna, que é seu primeiro objeto de amor”, afirma a psicóloga Ana Cássia Maturano. Porém, à medida que cresce, outras relações se tornam importantes na sua vida. Enquanto os meninos se identificam com o pai, as meninas espelham-se na mãe. Isto faz parte da construção da identidade masculina e feminina, respectivamente.

No entanto, entre o terceiro e o quinto ano de vida com o desenvolvimento da sexualidade, surge também uma atração pelo progenitor do sexo oposto e em simultâneo uma disputa com o progenitor do mesmo sexo.

Essa teoria, que foi descrita por Freud no século passado, é conhecida por Complexo de Édipo. Uma alusão à história da mitologia grega em que o filho se apaixona pela mãe.

“Essa preferência, obviamente, não tem conotação sexual”, diz a psicóloga. Trata-se apenas da necessidade de atenção da criança de todos que a cercam.
Os pais devem intervir explicando à criança que o casal tem outro tipo de relacionamento – e isso não significa que ela seja menos amada.

Mas e no caso de famílias onde um dos pais não está presente?

É possível que a identificação ocorra com outras figuras paternas e maternas, até mesmo fora do ambiente familiar.

O problema é quando tanto o pai quanto a mãe reforçam o sentimento inconscientemente, em vez de combatê-lo de maneira positiva. Assim, a menina torna-se  na “filhinha do papá” e o menino, no “filhinho da mamã”.

Além de motivar rivalidade e/ou competição ou entre a filha e a mãe ou o filho e o pai para o resto da vida, tal comportamento pode interferir no amadurecimento da criança. Consequentemente nos seus futuros relacionamentos”, alerta Ana Cássia.

A menina, por exemplo, procuraria a figura do pai num companheiro. Mas é claro que, teorias à parte, a ligação mais forte com um dos pais pode perpetuar-se sem qualquer motivação psicológica. Poderá ser apenas uma questão de afinidade.

 

Por Malu Echeverria, para Crescer.
Adaptado por uptokids®

A Primavera que ansiávamos chegou! Assim parece, pelo menos! Precisamos todos de arejar: as casas, os miúdos, nós próprios!

Na Primavera os dias são muito próximos dos dias ideais: calor suficiente mas não em demasia, já anoitece mais tarde, roupas leves, o sol abraça-nos o rosto e, como as flores, apetece-nos desabrochar.

E agora, o que fazer? Está na moda, é económico, muito enriquecedor e relaxante e até pode facilitar o orçamento familiar: vamos jardinar!

Não vale a pena pensar que não tem jardim porque a nossa capacidade de adaptação é cada vez maior! Se tiver jardim, melhor ainda!

Como a Primavera desperta a natureza em todo o seu esplendor, é uma excelente altura para ensinarmos aos mais novos algumas coisas sobre a natureza: flores, árvores, frutos, aromáticas, é só escolher!

As opções são várias:

  • um viveiro de plantas nesta altura é excelente e pode passar lá uma tarde à vontade;
  • uma visita a um jardim botânico é maravilhoso;
  • o Jardim Tropical na Ajuda é fantástico;
  • um qualquer jardim municipal que esteja bem recheado de flores;
  • uma horta comunitária (são cada vez mais);
  • o horto municipal.

Vá e explore! Aprenda e ensine!

Se a opção for colocar algumas coisas lá em casa, mesmo não havendo espaço, hoje é possível produzir jardins em quaisquer 20 centímetros. Basta procurar na internet e encontra imensas sugestões e dicas do estilo: “cultive os seus legumes”, “plante um jardim na vertical”, “crie as suas ervas aromáticas”…

De facto, não é preciso muito espaço nem grande investimento. Basta pensar nas garrafas e garrafões de água transformados em vaso. Qual é a grande vantagem? Para além de conseguir realmente produzir algumas das coisas que consome em casa, os mais novos tiram daqui várias lições, sem necessitarem de muitas explicações.

Jardim-vertical-garrafa-pet
Jardim Verical com Garrafas | @giulianaflores

 

Percebem que a natureza exige tempo e calma: nada nasce e cresce de um dia para o outro.
Aprendem o processo do semear ao colher.
Percebem que as plantas precisam de atenção e cuidado.
Percebem o ciclo da vida.
Valorizam o que semearam.
Grande vantagem final: jardinar é para toda a família, dos avós, aos tios, aos pais, aos netos!

Vamos a isso? Eu já comecei! Um vaso cheio de alfazemas que já espreitam para fora da terra porque o sol a esta a chamar!

 

imagem@romanaodontomedica

Lembro-me como se fosse hoje daquele primeiro momento, do primeiro choro e da sensação que tive quando me tiraram o S. da barriga.

O momento em que passei assumidamente a ser Mãe, aquele em que cruzámos o olhar, os primeiros minutos da vida dele e os meus enquanto uma nova pessoa.O amor pelo S. começou assim que soube que estava grávida e foi aumentando todos os dias.

Lembro-me daquele momento em que soube que era um menino, do momento a partir do qual o meu filho deixou de se chamar “bebé” e passou a chamar-se Salvador.

Lembro-me dos pontapés na barriga, dos meses que passamos juntos num só corpo e dessa preparação para o papel mais importante da nossa vida enquanto mulheres: ser Mãe.

Lembro-me de repetir todas estas sensações quando engravidei da C., da alegria e da bênção de ter exatamente aquilo que queria, primeiro um menino e depois uma menina.

Lembro-me que o amor pelos dois não se dividiu, mas em vez disso mais do que duplicou, lembro-me da felicidade que senti quando também a C. nasceu e passei a ser mãe de dois em vez de um.

Agora que sou mãe há quase 6 anos e que espero o meu terceiro filho, sinto-me ainda mais feliz. Sei que este bebé vai multiplicar a minha felicidade enquanto Mãe, e a nossa enquanto família.

Sinto menos dúvidas e mais certezas, mas ainda assim, tudo continua a ser fascinante e o amor por este terceiro filho cresce a cada dia que passa.

Não me considero uma mãe perfeita nem é isso que desejo.

Quero ser uma mãe autêntica, uma mãe que ama incondicionalmente as suas crianças, uma mãe que ouve, respeita, que educa, que põe de castigo quando é preciso, que lhes dá beijinhos e abraços só porque sim e que lhes diz ao ouvido “gosto muito de si”.

Uma mãe que sabe que não é perfeita mas que não mudaria nada mesmo que pudesse.

Porque ser Mãe é errar e aprender com os erros, é crescer também a cada dia que passa com as conquistas dos nossos filhos, é querer ser melhor e uma inspiração para eles quando crescerem.

Por isso, quando me perguntaram há uns dias o que eu mudaria enquanto Mãe, se pudesse voltar a trás, eu respondi
“sinceramente, nada”.

Por Filipa Cortez Faria,
para Up To Lisbon Kids

Fotografia de capa @shot fotografia

 FILIPA CORTEZ FARIA,32 anos, dietista de formação, especializou-se no tratamento do excesso de peso e a nutrição clínica é a sua atividade principal. Desde que foi mãe, há 5 anos, apaixonou-se pela moda infantil e pelo mundo das crianças, e foi depois do nascimento do seu segundo filho, que decidiu criar o Blog My happy kids. Um blog de moda infantil e lifestyle, onde partilha as suas escolhas e os kits da C. e do S., de 3 e 5 anos, o crescimento de ambos e aborda outras temáticas, tais como a decoração infantil e a nutrição.

 

Blog My happy kids – http://fcfkidsdesign.blogspot.pt
Facebook – https://www.facebook.com/filipacortezfariakidsdesign
Instagram  –   http://instagram.com/myhappykids
Pinterest – http://www.pinterest.com/filipacortez

Viajar com filhos – pequenos e grandes – e gastar pouco dinheiro é possível ainda que seja um verdadeiro desafio.

A primeira questão é: quando viajar?

Para conjugar férias escolares com as melhores promoções viajamos sempre nas férias do Carnaval. Este ano, por exemplo, os voos de ida e volta para Copenhaga custaram cerca de 70 euros por pessoa.

Março não é o mês ideal para visitar cidades mais frias – na Dinamarca muitas das diversões fecham até Abril, o que tem um lado positivo porque vemos por fora e não gastamos dinheiro -, mas o frio resolve-se.

Se é o único adulto para várias crianças aposte nas mochilas – uma mochila para cada filho com um livro ou um brinquedo e um lanche para a viagem, e uma mochila tipo campismo para si com a roupa.

Três mudas de roupa, escovas e pasta de dentes, um gel de banho multiusos e um bom creme hidratante (a melhor proteção para o frio).

Aposte num bom casaco,luvas e gorro (ou chapéu se o destino tiver sol). Se tiver filhos com menos de três anos leve um sling ou um carrinho tipo bengala para os momentos de cansaço e para algumas sestas.

Onde ficar?

Há imensos sites onde pode alugar apartamentos particulares
airbnb, homelidays, homeaway -, ou opte por apartamentos nos sites de reservas – como o booking.

As vantagens são todas: têm cozinha, têm máquina de lavar roupa, têm espaço, são mais baratos e têm quase sempre internet.

A desvantagem é não terem direito a pequeno almoço buffet, mas os miúdos dão sempre lucro ao hotel.

Escolha um alojamento no centro da cidade, aquilo que poderá ter de mais caro é o que vai poupar em transportes.

No primeiro dia, em jeito de reconhecimento do território, dê um pequeno passeio à volta de casa e vá ao supermercado. Faça compras como se estivesse em casa, a ideia é tomar um bom pequeno almoço e um jantar quente em casa, sair cedo e regressar cedo, aproveitando a luz do dia.

Nas mochilas tem que haver sempre comida: fruta descascada, cenouras cruas, bolachas sem ingredientes que sujem, ovos cozidos, sandes e água.

O que visitar?

As crianças não pagam nos museus e todas as cidades têm museus fabulosos. Andem a pé pela cidade e observem a arquitetura e os pormenores.

Arranje vários mapas grátis e deixe que os miúdos risquem os percursos e escolham lugares onde querem ir.

Antes da viagem faça uma lista dos sítios onde quer ir, mas tenha em conta que é apenas uma referência porque viajar com miúdos – e o segredo serve para tudo na vida – implica baixar as expectativas.

Não vamos conseguir ver a cidade como faríamos se estivéssemos sozinhos, com amigos ou em casal, mas vamos ter experiências inesquecíveis.

Cá em casa já sabem que nem sequer entramos em lojas. Mas o mais velho pôde escolher uma recordação para comprar.

Da Dinamarca veio a garrafa de uma bebida tradicional e uma pedra. Não veio mais porque , apesar de as pedras serem grátis , ele sabe que tem de transportar o que compra na sua mochila.

É outra regra a contribuir para a poupança.

 LUA_9987CATARINA BEATO | Dias de uma princesa

Nascida em Lisboa. Criada em Almada, no “lado esquerdo do Tejo, no lado certo da vida”. Aluna de cadernos irrepreensíveis e um medo irracional que me passassem a bola. Cheia de certezas absolutas, perdidas na idade adulta. Trabalhei em (quase) tudo. Trabalhei muito. Fui estagiária e escrevi legendas. Viajei e escrevi manchetes. Perdi-me , reencontrei-me, voltei a perder-me. Fiquei desempregada. Decidi (re)aprender a viver.Produzo conjugações de caracteres com muitas formas. Alimento um diário que se tornou público e que me aquece aquilo a que chama alma [Dias de uma princesa]. O que mais gosto: escrever histórias. Histórias de amor. Seja qual for a forma de amar.Sou mãe, apaixonada, orgulhosa, galinha e chata, de dois rapazes. Sou a mesma miúda de Almada que ouvia músicas em repeat num quarto desarrumado com vista para o Tejo. Sou suburbana, mimada e menina-do-meu-pai. Sou mãe. É essa a minha essência.

 

Muito se tem falado e estudado, nos anos mais recentes, sobre a estimulação precoce e sobre o desenvolvimento infantil. Contudo, será a estimulação um tema assim tão importante?

Quando falamos em estimulação falamos, sobretudo, na criação de condições facilitadoras para a aquisição de determinadas competências, de modo a evitar ou minimizar atrasos no desenvolvimento global, ou simplesmente para que a criança adquira as suas competências na sua totalidade e da forma mais plena. Por outro lado, a falta de estimulação pode ter efeitos muito nefastos para o desenvolvimento, podendo resultar até mesmo na não aquisição de competências fundamentais.

Para contextualizar, percebamos que o desenvolvimento está dependente não apenas das potencialidades, como também de processos pré-determinados, que devem ter o seu surgimento naquilo a que chamamos de “períodos críticos”. Estes referem-se ao período ideal para a aquisição de determinada competência; por exemplo, o bebé tem o instinto de sucção ao nascimento, mas apenas passa pela aquisição da marcha perto dos 12 meses de vida. Ambos os conceitos estão relacionados, pois um pode levar ao outro, isto é, as potencialidades da criança podem ser reforçadas por serem estimuladas nos seus períodos críticos, de modo a que todos os parâmetros do desenvolvimento (motor, cognitivo, afectivo, emocional, social) sejam adquiridos no período em que estas competências estão prontas a atingir o seu potencial máximo.

Hoje em dia, já estamos longe da teoria do The Alarm Clock Theory, na qual se acreditava que nascíamos com um despertador biológico, que acordava as nossas competências no tempo certo, sem a necessidade de estimulação. Muito pelo contrário, hoje sabemos que o cérebro necessita de estímulos e que a privação desses estímulos poderá trazer dificuldades específicas em áreas fundamentais.

Competências como a motricidade fina (que permite que a criança, com o tempo, aprenda a pegar na colher para comer sozinha, e, no futuro, é esta a competência que a vai permitir pegar numa caneta da forma correcta, de modo a poder escrever, desenhar e pintar) a resolução de problemas, a aquisição da linguagem e a percepção visual (não só a própria competência visual, como também a atenção e a memória) são competências que o bebé e a criança só adquirem através da aprendizagem, que surge pela estimulação. Outro exemplo de uma competência fundamental é o gatinhar ou o arrastar-se, nos bebés antes da aquisição da marcha. Esta é uma competência fundamental do desenvolvimento motor, que, se não for atingida no seu período crítico, pode ter consequências negativas ao nível da leitura ou da visão (pois o cérebro não formou as conexões necessárias para a aquisição da competência do gatinhar, as quais são necessárias para a aquisição de outras competências futuras).

Não menos importante, é necessário levar em consideração que cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento e que nem todas as crianças adquirem as competências com a mesma idade. Até porque, quando uma competência se está a desenvolver, por regra uma outra está “à espera da sua vez”. Seja como for, a criança desenvolve-se, na sua natureza, pelo exemplo. Ela vê e quer imitar. Para exemplificar, questione-se: seria possível uma criança aprender a falar, se nunca tivesse ouvido palavras? Provavelmente, balbuciaria sons, mas falaria com intenção?

Assim, a melhor forma de estimular o seu filho é por ser o seu melhor modelo.

Para que ele fale e converse, seja o primeiro a conversar com ele. Para que ele brinque, seja o primeiro a brincar com ele. Para que ele aja com um objectivo e intenção, mostre-lhe que também o faz intencionalmente e por um motivo. Para que ele seja equilibrado e calmo, estabeleça rotinas saudáveis.

Assim, percebemos que, quanto mais estímulos recebidos, mais sinapses o cérebro fará e, por sua vez, quanto mais sinapses, mais inteligente será o bebé, a criança e o futuro adulto. Sim: os pais podem contribuir para que os seus filhos sejam mais inteligentes.

As relações e as experiências que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança, pois o cérebro está mais activo nos primeiros três anos, nos quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto. É, assim, fundamental que os pais e cuidadores promovam o desenvolvimento da criança durante esta fase.

 

Por Cláudia Machado, Psicomotricista, Professora Gymboree

 

O programa de aprendizagem do Gymboree é um meio por excelência para apoiar este desenvolvimento. Com mais de 30 anos de experiência, este programa centra-se na criança como um todo, com o objectivo de as ajudar a adquirir as competências chave – capacidades motoras, sociais e de auto-estima – de que irão necessitar para se tornarem adultos confiantes, felizes e bem-sucedidos. Lembre-se: o responsável pela estimulação do seu filho é você mesmo, e é em casa que tudo começa. Brincar é a melhor forma de pesquisa e, enquanto o seu pequenote estiver motivado, ele estará a aprender.

“Never forget that when you are giving a child visual, auditory, and tactile stimulation with increased frequency, intensity, and duration that you are actually physically growing his brain.

How does the brain grow? The brain grows by use. Just like the biceps, the brain grows by use. Those who use their biceps very little have small, undeveloped, weak biceps. Those who use their biceps an extraordinary amount have extraordinary biceps. There is no other possibility. The same is true of the brain, because the brain grows by use.” [Glenn Doman]

10 aventuras de sonho para fugir da rotina com os miúdos

Apetece-lhe pegar nos miúdos e fugir da rotina?

Parta à aventura!

Portugal tem tanto por descobrir: pegue no mapa, escolha uma área geográfica, nem que seja a 5 minutos da sua residência, e descubra!

Preparativos:

registe-se nos mais diversos sites de alojamento e aproveite as promoções. Vai ver que existem campanhas fantásticas todos os fins-de-semana!

Não se esqueça da máquina fotográfica.

Em viagem:

Peça aos miúdos para anotarem no mapa os sítios que vão conhecendo. Para eles é sempre divertido e é pedagógico! A geografia agradece.

Desligue o telemóvel, o tablet … desligue-se e a si e aos miúdos! Todos sem tecnologia. Será que consegue? É difícil mas tente!

Escolha uma aventura:

1. Dormir num moinho!

Já experimentou? Tem que experimentar! Há moinhos por todo o país e uma noite no moinho pode ser um momento de romance a dois ou um grande divertimento em família: dos mais rústicos aos 360º, com vistas deslumbrantes, encontra de tudo! É só procurar! E com preços bem competitivos! Para os miúdos é uma experiência inesquecível.

2. Subir a serra!

Portugal tem imensas paisagens fantásticas perto de qualquer localidade. Veja qual a serra mais perto de si e subam a serra: andem, descubram a Primavera, façam os trilhos indicados, fotografem, ou então, aproveitem apenas para esvaziar os pensamentos e sentir o poder relaxante da natureza.

3. Seguir um rio!

Escolha um rio e sigam o seu trilho da nascente até à foz! Imagine o Mondego, da Serra da Estrela à Figueira da Foz, encontra a beleza da montanha, a cidade de Coimbra com a sua história, os arrozais de Verride, a praia em Buarcos… Num fim-de-semana ou num só dia, consegue fazer um percurso fantástico, com atracções para todos os gostos: da gastronomia, aos museus, passando pelo sol … Tudo aqui tão perto!

4. Visitar um Parque Temático!

São tantos e tão diferentes. Com os miúdos, a opção pelos animais é sempre certa! Lousã, Lisboa, Gaia, Alentejo… de Norte a Sul, não tem desculpa! Passe um dia no Jardim Zoológico!

5. Atirar-se à água!

A água satisfaz os mais diferentes gostos. Num parque aquático encontra a adrenalina máxima ou simplesmente relaxa junto à piscina. As opções também já são imensas por todo o país. Tenha em atenção a segurança e passe um dia extraordinário!

6. Navegar na cidade!

A pé, de bicicleta ou de transportes públicos, deixe o carro em casa e desfrute a cidade: os museus, os cinemas, os teatros, as lojas, as esplanadas, os terraços, os jardins … a cidade tem tanto prazer para lhe oferecer!

7. Apanhar o barco!

Nos rios, nas rias, nas ilhas, no mar, Portugal oferece-lhe diversas formas de embarcar, por uma tarde, um dia ou uma semana. Deixem-se embalar pelas águas e aproveite a beleza das paisagens, do Douro, ao Farol, passando por Lisboa. Já não tem desculpa! Há sempre um passeio de barco perto de si!

8. Passear na praia!

A praia não é só toalha estendida e um enorme escaldão. Vão à praia mais cedo e comecem com uma caminhada revigorante logo pela manhã. Aproveitem as horas e os minutos! Ou então, opte pelo sunset tão na moda e desfrute de um pôr do sol como só cá temos! Sintam o aroma das dunas ou da maresia. Vivam a praia com os cinco sentidos!

9. Viver outra época.

Se o cansaço tomou conta de si, procure um sítio bem recolhido, sem carros, sem barulhos, sem horas… vai ver que os encontra para todas as bolsas. Descubra um Palace Hotel e viva noutro ritmo, por uns dias! Na segurança dos muros dos jardins, deixe que os miúdos se percam e explorem todos os recantos livremente. E faça só aquilo que lhe apetecer! É um direito seu! Aproveitem ao máximo!

10. Mimar-se no SPA.

Este é o dia  só para si! Deixe os miúdos com o pai, a mãe, a tia, os avós, uns amigos e dedique um dia só a si. Pensa que é um luxo só para os outros? Desengane-se! Os Spa’s têm ofertas promocionais todos os dias. É só estar atento e aproveitar! O importante é reservar um dia só para si!

 

Actualmente sabemos que muitas crianças resistem à escola e aos trabalhos de casa. Aliás, este não é um problema dos dias de hoje, mas talvez seja mais evidente agora, pelo pouco tempo que existe em termos diários para fazer outras coisas divertidas.

Hoje proponho algumas actividades que podem ser feitas em família. São actividades que podem ser feitas por qualquer criança em idade escolar, sendo particularmente eficazes com crianças que têm dificuldades de aprendizagem ou que estão claramente desmotivadas para a escola.

Naqueles dias em que os nossos filhos têm que treinar para um ditado, ou têm que ler textos em casa para treinar a leitura, mas não conseguimos que parem quietos um segundo para fazer os exercícios, proponho alterar um pouco a forma como lhe apresentamos os trabalhos.

Sabemos que todas as crianças também aprendem quando brincam, puxam pela criatividade, e sobretudo, se estiverem motivadas e directamente envolvidas na tarefa, mais fácil se torna a aprendizagem.

Aqui ficam algumas “brincadeiras” que estimulam a leitura e a escrita, sem serem demasiado formais.

Caça ao Tesouro: Parece complexo e aparentemente dá um trabalhão, mas é muito simples. Basta fazer 5 ou 6 papelinhos com perguntas (ex: Diz o abecedário a cantar; Escreve 3 palavras em que se usem /ss/; Lê a frase “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia”; Diz 4 nomes próprios, etc). Depois escondemos por exemplo no quarto e vamos dando pistas (quente ou frio). Se não houver tempo para darmos pistas, pedimos que venham ter connosco cada vez que encontrarem um papelinho e nos dêem a resposta. O prémio final pode ser apenas a brincadeira em si. E se eles o quiserem fazer para os pais encontrarem, porque não? E se for mais apelativo colocar perguntas que não têm nada a ver com a escola, também se podem colocar pelo meio, para que não sintam pressão no jogo.

Concurso de Televisão: Este é normalmente um dos preferidos. Também parece difícil, mas é muito fácil. Pegamos numa cadeira e colocamos à frente um “botão” encarnado, simulando uma campainha em que se carrega para dar a resposta (ex: pode ser uma peça de lego, ou qualquer outro objecto parecido). Depois apresentamo-nos como sendo o apresentador de televisão e eles são os concorrentes (pode ser feito com um só concorrente). Perguntamos que idade têm, o que estão ali a fazer e se estão prontos para começar. E assim começa, dizemos que têm que ganhar, por exemplo, 10 pontos, e nós próprios vamos dizendo quanto vale cada pergunta (ex: agora esta pergunta vale 2 pontos, esta vale 1 ponto) e vamos somando. As perguntas colocadas podem ser acerca de conteúdos escolares, sobre palavras começadas por determinada letra, ou ler uma breve história. Muito importante para garantir o entusiasmo, é ser obrigatório carregar no botão e fazer o barulho de campainha, antes de dar qualquer resposta. Quando chegam aos pontos estipulados como objectivo, podemos apenas simular um prémio, na brincadeira. Mais uma vez, a brincadeira em si pode constituir o próprio prémio.

Memória de Palavras: Este jogo dá mais trabalho, mas pode ir sendo feito pela própria criança, e quando estiver pronto, começamos a jogar. A ideia é trabalhar a memorização visual de palavras e diminuir os erros ortográficos, ao mesmo tempo que estimula a leitura de palavras e se joga um jogo. Assim, cada vez que a criança erra numa palavra, escreve-a em dois papéis do mesmo tamanho. Vai fazendo isto, até que tem cerca de 10 pares de palavras. Depois é só avançar com o jogo da memória. Tal como existe o jogo da memória com imagens ou cartas de jogo normal, aqui a ideia é encontrar o par da palavra que errou. Quando vira um papel, deve ler a palavra em voz alta. O objectivo deste jogo é fazer o maior número de pares de palavras possível. É um jogo para ser jogado em conjunto.

O essencial nestas “brincadeiras” é criar um ambiente positivo e de interacção, num registo de trabalho, mas divertido e apelativo.

Penso que qualquer criança gostaria de por vezes ter a oportunidade de fazer os trabalhos de casa desta forma… Vamos experimentar?

Este é um daqueles vídeos que todos concordamos que deveria tornar-se viral. Não só nas redes sociais e nos media, mas especialmente nas nossas cabeças.

Para que não sejamos levados pela corrida do dia a dia, que insiste em deixar-nos sem tempo para o que é realmente importante: os valores humanos.
Vamos utilizar, mais ainda, estas frases. Traduzi-las nos valores que refletem, e ensiná-los aos nossos filhos.

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Vamos espalhá-los em casa, na rua, no local de trabalho, na escola. E aí sim, pode ser que se torne viral. Não o vídeo, mas a forma como as pessoas vivem e encaram o seu dia a dia.

 

 

Up To Lisbon Kids

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