Icterícia no Recém Nascido

O termo Icterícia refere-se à coloração amarelada da pele e das mucosas.

Deve-se à existência de um pigmento, a bilirrubina, que, se estiver aumentada dá essa coloração aos tecidos. Esse pigmento resulta da degradação dos glóbulos vermelhos e de alguma imaturidade que o Recém Nascido tem para lidar com esse aumento.

No período neonatal, na maioria das vezes, corresponde à chamada icterícia fisiológica e surge entre o segundo e o terceiro dias de vida. Normalmente irá desaparecendo ao longo da primeira semana de vida sem qualquer prejuízo para o recém-nascido. Factores que a podem agravar são a existência de hematomas ao nascer e a desidratação. O aleitamento materno pode prolongar a duração da icterícia fisiológica, sem aumentar a sua gravidade.

A gravidade da icterícia fisiológica depende dos níveis de bilirrubina atingidos (já que ela pode ser tóxica para o Sistema Nervoso Central) e, em caso de valores elevados, sobretudo se o RN é prematuro, poderá ser necessária a fototerapia. É um tratamento que, pela exposição à luz, a bilirrubina se transforma numa forma que já não tem essa toxicidade. Apenas cerca de 5% dos recém-nascido necessitam de fototerapia por esse motivo.

O termo Icterícia refere-se à coloração amarelada da pele e das mucosas. Deve-se à existência de um pigmento, a bilirrubina, que, se estiver aumentada dá essa coloração aos tecidos.

Se surge imediatamente ao nascer ou após a primeira semana de vida pode ter um significado mais grave e o bebé será, por isso, investigado. A causa mais frequente da icterícia precoce é a incompatibilidade Rh (grupo de sangue) entre a mãe e o bebé, situação cujo risco é identificado durante a gravidez e para a qual são tomadas medidas que podem impedir a doença no recém-nascido.

Em situações de maior gravidade o recém-nascido será vigiado e tratado e só terá alta quando a icterícia já não representar qualquer risco para o bébé.

 

Filomena Pereira, pediatra, Healthy Mommy

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Será que podemos usar as fraldas reutilizáveis desde o início de vida do bebé? Certamente que sim, pois já existem várias soluções à medida – literalmente – dos recém-nascidos.

Para muitas das nossas mães, que há 40 anos ou mais tinham de lavar diariamente uma mão-cheia de fraldas de pano, as fraldas descartáveis foram uma verdadeira conquista. Não compreendem, pois, o que faz com que atualmente as suas filhas e filhos estejam a voltar à opção das fraldas reutilizáveis.

O que é que leva, então, os pais de hoje a escolherem esta opção?

As fraldas reutilizáveis oferecem 3 boas razões: economia, ecologia e o bem-estar do bebé.

É sabido que a vida encarece depois de sermos pais. Por isso, sem dúvida que as fraldas reutilizáveis, em primeiro lugar, traduzem um orçamento familiar mais em conta, considerando que um bebé requer uma média de 8 a 10 fraldas por dia e, quando cresce, pelo menos 5 por dia. Estudos* indicam que as fraldas reutilizáveis permitem economizar, em média, mais de 600€ – do nascimento até à fase do bacio – em comparação com as fraldas descartáveis, já contemplando água, eletricidade e detergentes.

Em termos da impacto ambiental, o relatório LCA (Life Cicle Assessement), publicado em 2008, indica que as fraldas reutilizáveis são 40% mais ecológicas para o ecossistema, quando comparadas com as fraldas descartáveis – e lembremo-nos que todos os dias são usadas milhares de fraldas.

É fácil chegar a esta conclusão, se ponderarmos que, com fraldas reutilizáveis, precisa de apenas 20 a 30 fraldas até à fase do desfralde (dois anos e meio), contra mais de 4000 fraldas descartáveis (para uma média de 5 fraldas por dia).

O Bem estar do bebé

Por outro lado, no que diz respeito ao bem-estar do bebé, o contacto direto com fibras naturais, nomeadamente o algodão biológico e o bambu, permitem uma maior absorção da humidade e uma maior suavidade ao toque. Tal traduz-se em menor risco de assaduras, menor risco de alergias e propagação de fungos e bactérias – além de uma pele mais forte e saudável.

Existem as fraldas de pano (em algodão biológico), que requerem uma capa impermeável, e as fraldas com um sistema mais prático. Neste caso, são fraldas que já incluem uma capa impermeável e o seu interior é de bambu, tornando-a respirável,  hipoalergénica, fresca, antibacteriana e antifúngica, além de conferir uma secagem mais rápida.

Já a fralda descartável consiste, tipicamente, numa camada exterior de plástico com fechos de velcro e uma parte interior composta por material absorvente com uma camada de topo protetora. O núcleo da fralda é constituído por fibra de celulose e sódio poliacrilato, um polímero absorvente de água. A função do núcleo é a de absorver os líquidos. A camada superior é composta por um material sintético, com uma parte de fibra têxtil. As fugas são evitadas graças a uma camada de plástico. Não permitem a respiração e fragilizam a pele com o passar do tempo.

Nada como experimentar

Tire a prova dos nove: experimente tocar no interior das fraldas para poder sentir o que o seu bebé vai sentir. Da mesma maneira que nós, adultos, preferimos roupa interior macia e confortável, também os bebés se pudessem escolher, dariam preferência a uma fralda com um toque suave e respirável.

Será que podemos usar as fraldas reutilizáveis desde o início de vida do bebé? Certamente que sim, pois já existem várias soluções à medida – literalmente – dos recém-nascidos. O que realmente importa, mais uma vez, é o tipo de fibras/materiais que coloca em contato com a pele do seu bebé.

Tendo em conta todos estes fatores – economia, ecologia e bem-estar do bebé – compreendemos porque é que tantas mães e pais estão a voltar à opção das fraldas reutilizáveis. E, justiça seja feita, beneficiamos hoje em dia de um grande progresso tecnológico feito nos sistemas ecológicos das fraldas reutilizáveis, o que também vem reforçar esta decisão.

 

Por Marta Ribeiro, Organii

 

 *WEN 2008

Referências: Aumônier, Simon et al. An updated lifecycle assessment study for disposable and reusable nappies.Using Science to create a better place. Science Report – SC010018/SR2 (2008). Disponível em  https://www.gov.uk/
Close Parent UK – Pop in info and advice (2014) disponível em : www.closeparent.com
Organii Bebé. Fraldas reutilizáveis (2013). Disponível em  http://www.organii.pt/loja/product.php?id_product=833

Ecocardiograma fetal

O QUE É ?
O ecocardiograma fetal é uma ecografia ao bebé, como as outras, mas dirigida ao coração.
Em geral faz-se por via trans-abdominal e os aparelhos são os mesmos que para as outras ecografias feitas na gravidez. A diferença está em quem as executa, que não é um obstetra ou radiologista, mas um cardiologista pediátrico com formação nesta área pré-natal.
Neste exame estuda-se o coração e a função circulatória do bebé em pormenor.

Porque é que se faz?

QUAIS AS GRÁVIDAS QUE DEVEM FAZER ESTE EXAME?
O coração do bebé em formação é um bom marcador para certas doenças congénitas ou mesmo adquiridas. Junta-se assim a outros marcadores ecográficos, podendo levar a decidir sobre certas atitudes, nomeadamente a amniocentese. Os marcadores que mais frequentemente levam ao pedido de ecocardiograma fetal são a translucência da nuca aumentada na ecografia das 12 semanas, a existência de dilatação pielo-calicial ou de quistos aracnoideus. O rastreio bioquímico ou as imagens hiper-ecogénicas no ventrículo esquerdo por vezes também.

Há obstetras que pedem este exame quase por rotina, sem nenhum motivo em especial, provavelmente, para tornar o seu acompanhamento mais consistente e seguro.

Outros motivos mais concretos são:

  • Ou porque, em geral na ecografia morfológica do 2º trimestre, se não viu bem o coração do bebé, ou ficaram dúvidas se estaria tudo bem a este nível.
  • Ou porque se notaram alterações do ritmo cardíaco do bebé, e pede-se um ecocardiograma para melhor esclarecimento.
  • Ou porque o bebé tem outros problemas identificados que se podem associar a cardiopatias

.
Há factores relacionados com os pais que podem ser indicação para este exame, como
os pais ou outros irmãos terem doenças cardíacas congénitas, a mãe tomar medicamentos ou ter doenças que podem pôr em risco o bebé.

Em que idade gestacional deve ser feito?

Este exame deve ser feito pelas 18 semanas de gestação, com uma margem das 16 às 20 semanas. É nesta idade gestacional que se obtêm melhores imagens do bebé, estando já o coração totalmente formado no seu essencial.

Quais são as vantagens deste exame?

Falemos primeiro das vantagens para o bebé.
Vantagens imediatas:

  • Situações cardíacas que podem ser tratadas logo ou quase.
    Tipicamente são as arritmias fetais graves, que põem em risco a vida do bebé.
    Um bebé com uma arritmia grave, quer seja o coração a bater persistentemente devagar a menos do que 100 pulsações por minuto (ppm) (bradicardia fetal) ou persistentemente depressa a mais de 200 ppm (taquicardia fetal) deve ser referenciado com urgência para um cardiologista pediátrico. Se administrado atempadamente, o tratamento feito a partir da mãe, resolve na maioria dos casos estas situações e o bebé deixa de correr perigo.
  • Na gravidez gemelar , por vezes passa demasiado sangue de um bebé para outro, através de comunicações dos cordões na placenta, sobretudo quando esta é única.
    É possível antever com alguma precisão se isto vai acontecer duma maneira drástica que ponha em risco a vida dos bebés. Há tratamento específico para estas fístulas, feito ainda na gravidez, cada vez com melhor resultado e menos riscos.
  • Também é possível tratar certas cardiopatias no útero, por métodos mais invasivos, de modo a evitar que a situação piore com o avançar da gravidez, minorando consequências mais graves.
  • Aos bebés com cardiopatia é aconselhável que se faça amniocentese para estudo cromossómico ou eventualmente de outras doenças.

A principal vantagem a médio prazo, uma vez conhecido o problema cardíaco que o bebé tem, é poder programar-se com tempo o parto. Isto tem a ver com o local onde o bebé irá nascer e o que deve ser feito de imediato. Requer uma equipa pluridisciplinar quer para tomar decisões antes do parto, quer para actuar no parto e depois dele.

Nem todos os bebés com cardiopatia têm que nascer longe da família, mas há bebés que não devem nascer fora dos hospitais centrais.

Para os Pais, a informação mais importante é saberem que o seu bebé está bem e não tem problemas no coração.

Nos raros casos em que esta informação não é bem assim, após serem ultrapassados os efeitos desta má notícia, são informados calmamente da realidade, das consequências e do tratamento. Antes dos pais tomarem qualquer decisão, é fundamental que sejam bem informados, e depressa… Caso seja necessária cirurgia cardíaca é importante falarem com o cirurgião que a irá fazer. Visitar as pessoas e os locais onde irá ser tratado o seu bebé, pode ser importante. Contactar com outros Pais que passaram já por esta experiência também é importante.

 

Por Dr. António J. Macedo, Médico Cardiologista Pediátrico,
em Meu pequenino coração

Foto Capa aqui

WORKSHOP | 13 Dez’14 | 15h00-18h00 | @Centro ser + | Telheiras

É no primeiro ano que o crescimento e o desenvolvimento acontecem com maior rapidez, o que suscita muitas dúvidas e preocupações junto dos recém-papás.

Uma alimentação correta é fundamental para garantir a satisfação das necessidades biológicas e fisiológicas do bebé, assegurando um futuro saudável.

  • Introdução aos alimentos
  • Alergias e Intolerâncias
  • Amamentação
  • Receitas
  • Benefícios da educação alimentar
  • Outros

 

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Por se encontrarem em fase de acentuado crescimento, as crianças são extremamente dependentes  de uma alimentação saudável e, por isso, mais sensível às carências, desequilíbrios ou desadequação alimentares.

Infelizmente, as crianças não estão dotadas de uma capacidade inata para escolher alimentos em função do seu valor nutricional. Muito pelo contrário, os seus hábitos alimentares são aprendidos através da experiência, da observação e da educação que recebe.

O papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é portanto inquestionável, assim como a escola e a sociedade.

Durante os 2 primeiros anos de vida, ocorre intenso e rápido desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social. Portanto, práticas alimentares inadequadas nessa fase da vida podem, no futuro, repercutir-se de forma negativa no desenvolvimento global das crianças.

Estamos aqui para auxiliá-lo na escolha de algumas receitas equilibradas do ponto de vista nutricional e muito saborosas, para que o seu mais-que-tudo crie hábitos de alimentação saudável, ao mesmo tempo que desfruta de uma refeição apelativa.

Acompanhe-nos aqui, onde disponibilizaremos receitas semanais, com a assinatura da Bebé Gourmet.

Às vezes choro por ti, meu querido.

Choro porque o mundo é tão grande e tu és tão pequeno que fico preocupada. Sim…, como eu me preocupo com a tua pequenez neste mundo imenso.

Choro porque és tão grande e eu sou tão pequena e quanto maior te tornas para mim, mais pequena eu me torno para ti e fico preocupada. Oh meu Deus, como eu me preocupo com a minha pequenez no teu mundo imenso.

Às vezes choro porque este amor é tão grande e o meu coração tão pequeno. E um coração repleto de amor, estranhamente, sofre  como um coração partido.

Às vezes choro porque fico emocionada com a tua beleza. Choro porque fico emocionada com a tua força.

Às vezes choro porque desde que tu existes eu desisti de uma parte de mim e embora, mesmo que pudesse eu não mudasse nada, às vezes sinto-me completamente perdida.

Choro porque a tua pele é tão macia e os teus olhos tão brilhantes e a tua alma é tão nova e o teu coração é tão aberto e eu sinto-me triste. Sinto-me triste porque eu sei que a essa inocência vai desaparecer de dia para dia enquanto cresces e passas por episódios estúpidos e desnecessários que eu não posso prevenir, porque és dolorosamente humano, como todos nós.

Às vezes choro porque precisas de ajuda e não há nada ao meu alcance que possa fazer.

O sentimento de impotência nos pais, é pior do que uma tortura, um pesadelo interminável ou o pior filme de terror de sempre.

Às vezes choro porque tenho de vestir a pele de adulta todos os dias. Porque a mãe, agora sou eu. E ser adulta e lidar com o sentimento de impotência ao mesmo tempo não é nada confortável!

Às vezes choro porque me sinto tão estupidamente cansada, não é com sono, mas sim cansada, que não consigo fazer nada. Nem sequer dormir.

Às vezes eu choro, porque sinto Deus sempre que te ouço a rir.

Choro porque o simples facto de existires é tão maravilhosamente bom, que não há risos nem gargalhadas que expressem a felicidade que sinto.

Às vezes choro porque todas estas coisas – as preocupações, as tristezas, a beleza, o ser adulta e tudo o resto, por vezes, é areia a mais para a minha camioneta. É muito mais do que eu consigo lidar. E tem de transbordar por algum lado.

Então, às vezes choro por ti. E por mim. E por este mundo imenso. E por milhares de outras terríveis e maravilhosas razões que não irás perceber até teres filhos. E te tornares um Pai.

Às vezes choro por ti, meu querido.

Mãe

 

Por Annie Reneau para Scary Mommytraduzido e adaptado por Up To Kids®

 

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Nota:

Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela UptoKids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

O assunto já não é novidade e tem sido polémico pelos vários cantos do planeta: amamentar em público ainda incomoda muita gente?

No ano de 2011, foi registado um caso numa na loja Target, no Texas, em que uma mãe foi impedida de amamentar no corredor. Os funcionários aproximaram-se e pediram que fosse amamentar para dentro de um provador, para que não incomodasse ninguém. 

Com base neste episódio, dois estudantes de design da University North of Texas, Wenske Jonathan e Kris Haro criaram uma campanha para apoiar a lei HB1706 do Texas, que concede direitos à amamentação em qualquer espaço público, e tentam sensibilizar as pessoas através da frase: “Comerias aqui?”

Desta forma, a campanha pretende levantar a discussão sobre os locais em que as mães são obrigadas a dar de mamar quando não lhes é permitido fazê-lo em público.

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Lei HB1706 do Texas

“The legislature finds that breast-feeding a baby is an important and basic act of nurture that must be encouraged in the interests of maternal and child health and family values. (…)

A mother is entitled to breast-feed her baby in any location in which the mother and the child are otherwise authorized to be.  A mother’s authority to be in a location may not be revoked for the sole reason that she begins to breast-feed.”

Após o momento do parto poderá sentir um alívio e felicidade imenso, sendo também este um período de intensas alterações, nomeadamente a nível da sua rotina diária, onde apareceu mais uma pequena pessoa com quem partilhar o seu espaço e o do seu companheiro. É normal que se sinta ansiosa, insegura e com alterações repentinas de humor e disposição durante as primeiras semanas após o parto. Assim, para que estas mudanças sejam realizadas da forma mais harmoniosa é importante que tenha em atenção alguns aspectos.

Trabalho – Poderá realizar trabalhos ligeiros uma semana após o parto. Deverá evitar trabalhos pesados, nomeadamente levantamento de pesos, pelo menos durante as primeiras três semanas após o parto. É aconselhável que não volte ao emprego pelo menos durante as três primeiras semanas, sendo melhor para a sua saúde e podendo aproveitar os primeiros dias do seu bebé.

Descanso – Deverá planear pelo menos um período de descanso por dia e tentar uma boa noite de sono. Poderá descansar durante o dia enquanto o seu bebé está a dormir.

Cuidados com Episiotomia –  Uma episiotomia é uma incisão no períneo, área entre o ânus e a vagina, para alargar o espaço de saída para o bebé, quando aconselhável, para evitar que a sua pele rasgue durante o nascimento. Os médicos realizam este procedimento porque é mais doloroso a pele rasgar e a cicatrização é mais lenta do que um corte cirúrgico que depois é suturado. Na maioria das mulheres, a cicatrização processa-se sem complicações, pudendo levar várias semanas. Os pontos da sutura não necessitam de ser estraídos porque o seu corpo os absorverá.

Normalmente a dor da episiotomia melhora diariamente. Assim, imediatamente após o parto existe um edema, sendo recomendado o uso de gelo para que exista uma diminuição do mesmo. Deverá colocar gelo durante 10 a 15 minutos de 4 em 4 horas. Deverá também lavara os seus genitais várias vezes ao dia, trocar as toalhas sanitárias com frequência e manter a área em redor das suturas limpa e seca, o que inclui usar roupa interior de algodão  Muitas mulheres referem que se sentem mais confortáveis se apertarem os glúteos, aguentando a contracção quando se sentam. É importante manter o períneo seco. Os exercícios de Kegel deverão ser iniciados os mais rapidamente possível.

Para aliviar a dor e o incomodo poderá tomar um banho quente (mas nunca antes de 24 horas após o parto) e usar cremes ou sprays analgésicos. O uso de tampões, as relações sexuais, ou qualquer outro tipo de actividade que posso romper as suturas só deverão ser retomadas aproximadamente depois de um mês.

Cesariana – Se realizou uma cesariana tem de ter em atenção outros aspectos. Assim o nível de actividade deverá ser mantido baixo até o profissional de saúde responsável indicar o contrário. Isto inclui não levantar nada mais pesado do que o seu bebé e manter o tempo fora da cama no mínimo. O seu corrimento vaginal irá sofrer alterções sucessivas durante o tempo e poderá aumentar com a actividade e mudanças de posição. A sua cor passará com o tempo para um vermelho escuro ou rosada e posteriormente para uma cor amarelada ou clara. Verifique a sua cicatriz periodicamente e contacte um profissional de saúde se houver alterações estranhas.

Higiene – Os cuidados de higiene pós-parto são importantes para o seu bem-estar e para acelerar a cicatrização do períneo . Deverá continuar a aplicar qualquer creme que tenha sido receitado para a área perineal. É importante tomar banho diário, manter limpa a zona genital limpar o períneo da frente para trás e mudar com muita frequência (de quatro em quatro horas) os pensos higiénicos. Os pontos perineais deverão ser absorvidos dentro de dez dias.

Relações Sexuais –  o coito é seguro assim que a cicatriz da episiotomia estiver sarada (normalmente na primeira semana após o nascimento). As células vaginais poderão estar ainda frágeis devido aos desequilíbrios hormonais que ocorreram durante a gravidez, podendo não ter voltado completamente ao normal. A utilização de uma espuma contraceptiva ou um gel lubrificante aumentará o conforto.

Tracto urinário – Após o parto pode sentir alguma dificuldade em esvaziar a bexiga e sentir ardor quando urina. Esta sensação de ardor é devida à sensibilidade da vagina e será passageira. Algumas mulheres podem ter dificuldade em sentir quando têm necessidade de urinar, porque a bexiga está dormente devido ao parto. Felizmente a sensação normal volta rapidamente. Dar à luz afecta toda a área que rodeia o útero. Quer tenha tido um parto vaginal ou não, o seu tracto urinário foi apertado pelo seu bebé durante os últimos meses de gravidez. Se teve um parto vaginal, o colo do útero dilatou-se por completo. Isto torna-a mais vulnerável a infecções.

Foi publicado por Miquelutti e colaboradores, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Campinas no Brasil, um estudo sobre o impacto no exercício físico no bem estar da grávida e do recém nascido.

Miquelutti MA and all: Avaliação de um programa de preparação para o parto na dor lombar e pélvica, incontinência urinária, ansiedade e actividade: um estudo controlado randomizado (BMC Pregnancy and Childbirth, 2013 Jul 29;13:154)

Apresenta-se o resumo da publicação:

São recomendados em todo o mundo programas de preparação pré-natal para promover uma gravidez saudável e uma maior autonomia no trabalho de parto e no parto, evitar o desconforto físico e altos níveis de ansiedade.

O objectivo deste estudo foi avaliar a eficácia e segurança de um programa na diminuição da dor lombar e pélvica , da incontinência urinária e da ansiedade,  no aumento da atividade física durante a gravidez. Comparou-se, ainda, os seus efeitos sobre os resultados perinatais , comparando dois grupos de grávidas nulíparas.

O estudo incluiu 197 grávidas nulíparas de baixo risco com idades entre 16 a 40 anos , e idade gestacional superior ou igual a 18 semanas. Dividiram estas mulheres aleatoriamente em dois grupos:

PPP. GRUPO DE ESTUDO: 97 Mulheres
GC. GRUPO DE CONTROLO: 100 Mulheres

A intervenção foi realizada nos dias de consultas pré-natais, e consistiu de exercícios físicos, actividades educativas e instruções sobre exercícios a serem realizados em casa.

O Grupo de Estudo  participou num programa de preparação para o parto. O grupo controle seguiu uma rotina de pré-natal comum.

CONCLUSÕES
Foram avaliados resultados no que refere à incontinência urinária, dor lombar e pélvica, actividade física e ansiedade. Foram também analizadas as variáveis peri-natais.

O risco de incontinência urinária em participantes do grpo de estudo, PPP foi significativamente menor às 30 semanas de gestação (PPP 42,7%, CG 62, 2%), assim como às 36 semanas de gravidez (PPP41,2% , CG 68,4% ) .

A participação no PPP incentivou as mulheres à actividade física durante a gravidez.

Curiosamente não houve diferença entre os grupos em relação ao nível de ansiedade ou de queixas dolorosa. Não houve também diferenças no tipo ou duração de parto nem no peso ou vitalidade do recém-nascido.

O Programa de Preparação para o Parto foi eficiente no controle da incontinência urinária e incentivou as mulheres à actividade física durante a gravidez, sem efeitos adversos para as mulheres grávidas ou para os recém-nascido.

Ler estudo completo aqui

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Muito se tem falado e estudado, nos anos mais recentes, sobre a estimulação precoce e sobre o desenvolvimento infantil. Contudo, será a estimulação um tema assim tão importante?

Quando falamos em estimulação falamos, sobretudo, na criação de condições facilitadoras para a aquisição de determinadas competências, de modo a evitar ou minimizar atrasos no desenvolvimento global, ou simplesmente para que a criança adquira as suas competências na sua totalidade e da forma mais plena. Por outro lado, a falta de estimulação pode ter efeitos muito nefastos para o desenvolvimento, podendo resultar até mesmo na não aquisição de competências fundamentais.

Para contextualizar, percebamos que o desenvolvimento está dependente não apenas das potencialidades, como também de processos pré-determinados, que devem ter o seu surgimento naquilo a que chamamos de “períodos críticos”. Estes referem-se ao período ideal para a aquisição de determinada competência; por exemplo, o bebé tem o instinto de sucção ao nascimento, mas apenas passa pela aquisição da marcha perto dos 12 meses de vida. Ambos os conceitos estão relacionados, pois um pode levar ao outro, isto é, as potencialidades da criança podem ser reforçadas por serem estimuladas nos seus períodos críticos, de modo a que todos os parâmetros do desenvolvimento (motor, cognitivo, afectivo, emocional, social) sejam adquiridos no período em que estas competências estão prontas a atingir o seu potencial máximo.

Hoje em dia, já estamos longe da teoria do The Alarm Clock Theory, na qual se acreditava que nascíamos com um despertador biológico, que acordava as nossas competências no tempo certo, sem a necessidade de estimulação. Muito pelo contrário, hoje sabemos que o cérebro necessita de estímulos e que a privação desses estímulos poderá trazer dificuldades específicas em áreas fundamentais.

Competências como a motricidade fina (que permite que a criança, com o tempo, aprenda a pegar na colher para comer sozinha, e, no futuro, é esta a competência que a vai permitir pegar numa caneta da forma correcta, de modo a poder escrever, desenhar e pintar) a resolução de problemas, a aquisição da linguagem e a percepção visual (não só a própria competência visual, como também a atenção e a memória) são competências que o bebé e a criança só adquirem através da aprendizagem, que surge pela estimulação. Outro exemplo de uma competência fundamental é o gatinhar ou o arrastar-se, nos bebés antes da aquisição da marcha. Esta é uma competência fundamental do desenvolvimento motor, que, se não for atingida no seu período crítico, pode ter consequências negativas ao nível da leitura ou da visão (pois o cérebro não formou as conexões necessárias para a aquisição da competência do gatinhar, as quais são necessárias para a aquisição de outras competências futuras).

Não menos importante, é necessário levar em consideração que cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento e que nem todas as crianças adquirem as competências com a mesma idade. Até porque, quando uma competência se está a desenvolver, por regra uma outra está “à espera da sua vez”. Seja como for, a criança desenvolve-se, na sua natureza, pelo exemplo. Ela vê e quer imitar. Para exemplificar, questione-se: seria possível uma criança aprender a falar, se nunca tivesse ouvido palavras? Provavelmente, balbuciaria sons, mas falaria com intenção?

Assim, a melhor forma de estimular o seu filho é por ser o seu melhor modelo.

Para que ele fale e converse, seja o primeiro a conversar com ele. Para que ele brinque, seja o primeiro a brincar com ele. Para que ele aja com um objectivo e intenção, mostre-lhe que também o faz intencionalmente e por um motivo. Para que ele seja equilibrado e calmo, estabeleça rotinas saudáveis.

Assim, percebemos que, quanto mais estímulos recebidos, mais sinapses o cérebro fará e, por sua vez, quanto mais sinapses, mais inteligente será o bebé, a criança e o futuro adulto. Sim: os pais podem contribuir para que os seus filhos sejam mais inteligentes.

As relações e as experiências que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança, pois o cérebro está mais activo nos primeiros três anos, nos quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto. É, assim, fundamental que os pais e cuidadores promovam o desenvolvimento da criança durante esta fase.

 

Por Cláudia Machado, Psicomotricista, Professora Gymboree

 

O programa de aprendizagem do Gymboree é um meio por excelência para apoiar este desenvolvimento. Com mais de 30 anos de experiência, este programa centra-se na criança como um todo, com o objectivo de as ajudar a adquirir as competências chave – capacidades motoras, sociais e de auto-estima – de que irão necessitar para se tornarem adultos confiantes, felizes e bem-sucedidos. Lembre-se: o responsável pela estimulação do seu filho é você mesmo, e é em casa que tudo começa. Brincar é a melhor forma de pesquisa e, enquanto o seu pequenote estiver motivado, ele estará a aprender.

“Never forget that when you are giving a child visual, auditory, and tactile stimulation with increased frequency, intensity, and duration that you are actually physically growing his brain.

How does the brain grow? The brain grows by use. Just like the biceps, the brain grows by use. Those who use their biceps very little have small, undeveloped, weak biceps. Those who use their biceps an extraordinary amount have extraordinary biceps. There is no other possibility. The same is true of the brain, because the brain grows by use.” [Glenn Doman]