Comunicar eficazmente com os filhos sem ferir a sua autoestima

Como transmitir ordens sem ferir a sua autoestima

Uma boa comunicação está na base de uma relação equilibrada e saudável, sendo ainda de maior relevância quando falamos na relação entre Pais e Filhos. É através dela que expressamos aos outros o que queremos, o que sentimos, o que não gostamos, do que precisamos e é graças a ela que podemos atingir a sensação de que somos realmente compreendidos e respeitados.

Um dos principais motivos que leva os Pais a frequentarem os Workshops de Parentalidade Positiva prende-se com as dificuldades em chegar aos filhos através das palavras.
Porque é que ele não me ouve?” ou “Não liga nada ao que eu lhe digo!” são frases recorrentes e que surgem nas sessões quase como desabafo, sejam os filhos crianças ou adolescentes.

Como mudar a forma como comunicamos?

Se pretende mudar o seu estilo comunicacional e falar ao seu/sua filho(a) de forma a que ele/ela o/a oiça, sugiro que comece por uma coisa muito simples – escute-se a si próprio com muita atenção. Nas próximas 24 horas esteja especialmente atento(a) ao que diz ao seu filho e à forma como o diz. Tome pequenas notas das conversas que mantém com eles e do que sentiu nessas trocas de palavras.

É comum os Pais, após a realização do exercício de tomarem pequenas notas das conversas que tiveram com os seus filhos nas últimas 24 horas, constatarem que dizem muitas coisas que não gostariam de dizer às suas crianças e adolescentes, ouvindo tantas outras com as quais também não se sentem nada satisfeitos. Também é recorrente os Pais se queixarem que, não poucas vezes, as conversas facilmente se transformam em discussões e que os seus filhos não lhes contam as coisas. 

Na verdade ouvirem-se a si próprios já representa um progresso. É o primeiro passo para a mudança. Uma vez que qualquer processo de mudança não é possível sem esforço e determinação, comece por pequenas alterações:

1.º Ouça com muita atenção e de forma empática.

Quando a criança estiver a falar consigo deixe o que está a fazer, olhe para ela e não se limite a anuir. É muito mais fácil contar os problemas a um Pai que está realmente a ouvir. Nem precisa de dizer nada. Muitas vezes, um silêncio complacente é só o que a criança precisa.

2.º Em vez de fazer perguntas e dar conselhos sobre o que a criança lhe está a transmitir, demonstre que está a ouvir.

É difícil para uma criança pensar com clareza ou construtivamente quando está a ser interrogada, acusada ou aconselhada. Um simples “Oh…”, “Hum…” ou “Estou a ver” por si só pode ser uma grande ajuda. Palavras deste tipo acompanhadas de uma atitude preocupada convidam a criança a explorar o que pensa e o que sente, e talvez a arranjar sozinha uma solução para o seu problema sem a intervenção dos pais.

3.º Não negue ou contrarie o que o/a seu/sua filho/a sente.

Uma das questões mais importantes e desafiantes na relação comunicacional Pais – Filhos, prende-se com a expressão das emoções.Imagine a seguinte situação: O seu filho, por motivos de saúde, tem que levar uma injeção todas as semanas durante um mês. Apesar de saber que o pequeno tem pavor de agulhas, também sabe que a maior parte das vezes as injeções só doem um segundo. Hoje, depois de saírem do consultório, o seu filho queixa-se amargamente. Sabendo que a cena se repetirá durante as próximas semanas, você quer acabar rapidamente com aquilo e tenta minimizar a situação dizendo coisas do género:
  • Não chores. Também não dói assim tanto.” ;
  • “Estás a fazer disto um bicho de sete cabeças” ;
  • “O teu irmão nunca se queixa quando leva injeções.”
  • “Estás a portar-te como um bebé.”
A intenção que está por trás destas observações é boa, é certo, contudo, ela só piora a situação pois, além da criança não se sentir melhor com as palavras da mãe ela fica irritada por esta não reconhecer a sua dor. Quando compreendemos o que a criança sente, ajudamo-la imenso. Fazemo-la lidar com a sua realidade interior. E quando ela percebe essa realidade, arranja força para a suportar.


As suas palavras devem demonstrar que está mesmo a ouvir e que aceita o que a criança sente.
Por exemplo:

  • ”Isso deve ter doído” ;
  • “Hum, foi mesmo mau.” ;
  • “É daquelas dores que só desejas ao teu pior inimigo” ;
  • “Não é fácil levar estas injeções todas as semanas.
  • “Aposto que vais ficar todo contente quando acabarem.

As crianças não precisam que concordem com o que elas sentem; precisam que compreendam o que elas sentem.

Um dos muitos desafios inerentes à paternidade é a luta (quase) diária para que as crianças compreendam que nem sempre podem ter tudo o que desejam, no momento em que desejam. Fazer-lhes entender e aceitar a realidade é muitas vezes fonte de conflito, conflito esse causador de troca de palavras menos agradáveis e geradoras de mau estar na relação. Se por vezes não se consegue evitar discussões desgastantes para os Pais e também os filhos, outras ocasiões ocorrem em que, com imaginação e boa vontade as mesmas podem ser contornadas. Assim, segue mais uma estratégia comunicacional que os Pais podem usar na sua relação com as crianças:


4.º Satisfaça o desejo da criança em fantasia

Quando as crianças querem algo que não lhes podemos dar, geralmente reagimos com explicações lógicas sobre o motivo pelo qual não lhes podemos dar o que elas pedem. E estamos a falar de coisas tão díspares como o brinquedo que os amiguinhos já têm, ir brincar no parque à noite ou os seus cereais preferidos. Mas, o que acontece muito frequentemente é que quanto mais explicamos mais elas argumentam e protestam. Fazendo assim os Pais perder a paciência e irritarem-se.

O que lhe sugerimos é que, quando assim for possível, satisfaça o desejo da criança em fantasia. Por exemplo: o seu filho, que adora astronomia, pede-lhe incessantemente um telescópio novo. Tem um mas considera que  já está ultrapassado. Em vez de iniciarem uma discussão sobre o seu (caro) pedido demonstre-lhe que ouviu o seu desejo. Diga-lhe “Estou a ver que gostavas muito de ter um telescópio de 200 polegadas.” E continue: “Sabes do que eu gostava? Gostava de ter dinheiro para te comprar. Não, gostava de ter dinheiro para te comprar um telescópio de 400 polegadas. Mais, de 600 polegadas. E veríamos as estrelas e os planetas todas as noites. Seria mesmo divertido.

Por vezes, só o facto de a outra pessoa entender que queremos muito uma coisa torna mais fácil encarar a realidade.

5º. Dê ordens sem ofender ou humilhar a criança.

Não raras vezes, motivados pelo cansaço e saturação, ao chamarmos a atenção da criança para um determinado comportamento desadequado ou incumprimento de regra, juntamos palavras pejorativas ou críticas negativas à ordem, transformando-a num ataque à auto estima da criança.

Exemplificando: Apesar de estar estabelecido nas regras da família que os trabalhos de casa são para serem feitos antes do tempo de brincadeira e convívio familiar, o seu filho protela sistematicamente esta tarefa. Os pais, desgastados por terem que estar sempre a relembrar a criança que tem que fazer os deveres, acabam por proferir algo do género:
” Vai já fazer os trabalhos de casa. Todos os dias é a mesma coisa. És mesmo irresponsável!”
A criança, ouvindo estas palavras, vai sentir que está a ser atacada. Vai concentrar-se mais na crítica dos pais do que na tarefa que lhe dizem que tem que realizar. Aceitar ordens ditadas por quem nos está a pôr defeitos não é fácil e origina uma maior resistência à colaboração.

Comunicar eficazmente com os filhos sem ferir a sua autoestima

5 formas diferentes de chamar a atenção da criança sem a ofender ou humilhar. Desta forma fomenta-se um clima de respeito em que o espírito de cooperação pode começar a aumentar.

  • Descreva o que vê: “Não estás a fazer os TPC!”
  • Informe:Amanhã vais ter falta na escola porque não fizeste os TPC”
  • Comente com uma única palavra: “TPC”
  • Descreva o que sentiu: ” Não gosto de estar sempre a lembrar-te que tens de fazer os TPC”
  • Escreva um recado: Deixe um recado colado na TV: “Antes de me ligares pensa se já concluíste os TPC hoje!”

 

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A Maria vai cantar a solo no espetáculo de final de ano da sua escola. É um momento muito aguardado pela própria e pelos seus familiares. Ensaiou dias a fio com a professora de música, sabe cada parte da canção e a respetiva coreografia. Chegou o grande dia…entre espectadores atentos e curiosos, quando entra no palco sente um silêncio constrangedor, as suas pernas tremem e de imediato pensa que o melhor seria desistir, sair daquele espaço e correr, correr, correr sem parar, mas enche-se de força e resolve avançar. Segundos após terminar a sua atuação a plateia levanta-se, ouvem-se palmas. A Maria cruza o seu olhar com o dos seus pais, que de olhos brilhantes e sorriso rasgado aplaudem energeticamente o êxito da sua filha.

João estudou imenso para o teste de História, sente alguma dificuldade na aprendizagem dos conteúdos da disciplina, sabendo disso tem que redobrar o seu investimento. Os testes são entregues por ordem alfabética e João sente, à medida que o professor se dirige aos seus colegas, o bater do seu coração a intensificar-se. Quando recebe o seu teste, respira fundo, precisa de ganhar coragem para olhar para a classificação, não vale a pena propagar a sua ansiedade por mais tempo. Quando se enche de coragem, apercebe-se que do seu esforço resultou apenas um 9,4 numa escala de 0 a 20 valores. Sente-se frustrado e pensa que o seu esforço foi em vão.

Joana mudou recentemente de escola. Na antiga escola todos a conheciam pelo seu cabelo ruivo e pele sarapintada. Sentia-se única e especial pelas suas características, era assim que os seus colegas a faziam sentir. Nesta nova escola foi de imediato apelidada de “Pintarola” e todos os dias ouve comentários depreciativos dos seus novos colegas acerca das suas características. Cada dia que passa lhe custa mais ir para a nova escola.

Pedro trabalha há mais de 10 anos numa empresa na área da informática, colaborador dedicado, procura atualizar-se regularmente trazendo novas ideias e dinamismo para a sua equipa, faz o que gosta, dedica-se como se da sua própria empresa se tratasse. Na quinta-feira foi chamado ao gabinete do seu chefe, todos na empresa tinham uma impressão negativa acerca do superior. Pedro desconhecia o motivo de tal pedido, correu a sua memória vezes sem conta para encontrar um motivo que poderia ter desapontado o seu chefe, mas nada. No final da reunião, sentia-se bem consigo próprio e com uma maior vontade de trabalhar e fazer a diferença com o seu trabalho, o seu chefe chamou-o para lhe agradece toda a dedicação que tem mostrado ao longo dos anos, reconhecendo a importância de Pedro para o desenvolvimento da empresa.

 

Ao longo da nossa vida passamos por situações similares ou vivenciamos sentimentos idênticos aos da Maria, do João, da Joana e do Pedro. Da vivência destes momentos poderemos sair felizes e reforçados, cheios de sentimentos positivos acerca de nós próprios ou pelo contrário, poderemos sentir-nos em baixo, derrotados, considerando que não temos competências ou que tudo o que fazemos corre sempre mal. É do equilíbrio dinâmico entre as experiências e momentos positivos e negativos que ao longo das nossas vidas, com base nas relações vividas construímos  a nossa auto-estima.

Todos nós já falámos ou ouvimos falar de auto-estima. É uma palavra presente na linguagem popular regularmente tratada nos media. No entanto, embora  estejamos  mais despertos para este conceito, reconhecendo a importância do mesmo para o bem-estar psicológico do ser humano, está longe de ser um conceito recente. O psicólogo William James foi o pioneiro nesta área e já em 1890 explicou que “ a auto-estima se situa no interior da pessoa e se define pela coesão entre as suas aspirações e os seus êxitos”.

Desde William James aos nossos dias são inúmeros os estudos sobre auto-estima. Com base nesses trabalhos científicos sabe-se que a auto-estima enriquece e modifica-se há medida  das vivências e do desenvolvimento da personalidade do indivíduo, sofrendo alterações ao longo da vida.

Estudos demonstram também que a auto-estima ajuda a prevenir problemas de comportamento e de aprendizagem e protege da depressão, podendo ser vista como um factor de prevenção primário. Por outro lado, a falta de auto-estima considera-se um fator  de risco para o consumo de drogas, condutas delinquentes, suicídio e problemas de stress.

Se a auto-estima é uma das bases fundamentais para o desenvolvimento infantil e simultaneamente causa e efeito de um crescimento saudável,  certamente todos os pais gostariam de saber como contribuir da melhor forma possível para o desenvolvimento da auto-estima dos seus filhos. Tomo assim a liberdade de partilhar algumas noções e estratégias importantes para o desenvolvimento da auto-estima do seu filho.

Antes de mais é fundamental perceber que o que  as crianças solicitam aos pais e adultos que cuidam de si é que reconheçam a sua existência e que reconheçam o seu valor. A auto-estima do seu filho nasce da relação de vinculação que ambos estabelecem. Enquanto criança, a noção que tem de si próprio é criada através das pessoas que o rodeiam.

Há inclusive autores que defendem que antes dos 7/8 anos não se pode falar de uma verdadeira auto-estima. A auto-estima implica a capacidade da criança elaborar juízos lógicos sobre si própria e para tal é necessário desenvolver um pensamento lógico. Antes dos 7/8 anos o pensamento da criança é ingénuo e egocêntrico, por isso os pais e adultos que cuidam são a porta para o desenvolvimento desta auto-estima.

É igualmente importante que os gestos positivos do seu filho sejam assinalados. Se facilmente repreende ou chama a atenção do seu filho quando tem um comportamento desajustado, não se deve esquecer que é  fundamental reforçar os  seus comportamentos positivos. É o reforço constante das conquistas que permite que o seu filho desenvolva as crenças positivas acerca de si próprio e quando se depara com uma situação problema, a sua voz vai soar na sua cabeça e recordará que perante determinada situação lhe disse “Vês, o importante é não desistires, vai haver o momento em que conseguirás”, “quando queres consegues ser mesmo bom”. Desta forma o seu filho enquanto criança, adolescente, jovem e adulto desenvolverá uma atitude  positiva perante as adversidades da vida, procurando alternativas de resposta porque acredita em si.

Os pais têm ainda um papel fundamental em consciencializar o seu filho do seu valor. Há muitas pessoas que dão provas de grandes competências embora possam ter uma fraca auto-estima pois não têm consciência dessas competências. Não basta viver os êxitos se não se tem consciência deles.

Mas atenção, não podemos cair em excessos, o reforço positivo deve ser dado quando merecido, não é saudável, por mais que ame o seu filho reforçar positivamente cada passo que dê, se assim o fizer fará com que o seu filho desvalorize os constantes reforços ou então que os sobrevalorize considerando que é uma Super-Criança. É importante ensinar o seu filho que ninguém é igualmente competente em tudo o que empreende e desenvolver uma boa auto-estima significa ter consciência das suas forças e das suas dificuldades.

Por último, é importante ter em conta que para a criança ter êxito é fundamental que lhe proponha objetivos realistas.

Acredite que enquanto pai e mãe ou adulto cuidador, contribuir para que o seu filho tenha uma boa auto-estima é um dos maiores tesouros que este poderá levar consigo no seu dia-a –dia. Nesse tesouro estão todas as pedras preciosas que o ajudarão a enfrentar as dificuldades ao longo da sua vida, consciente do seu valor pessoal.

 

Por Ana Sofia Nobre – Psicóloga da Educação e da Orientação da Horas de Sonho, para Up To Kids®
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A Felicidade que sentimos não é diretamente proporcional a conseguirmos ou não ter um relacionamento amoroso seja ele qual for: flirt, amizade colorida, namoro ou até casamento. No entanto, inconscientemente ou até por pressão social, acreditamos que para sermos felizes é condição  “ter alguém”.

Em nome do “Amor” saímos numa busca louca e desesperada envolvendo-nos em toda sorte de situações e com pessoas que na maioria das vezes não temos nenhuma afinidade, levando-nos ao sofrimento, tristeza e carência. Quando entramos neste ciclo perigoso “de falta de nós mesmos” viramos presas fáceis para o engano, para a fuga e a ilusão.

Existem pessoas que não conseguem ficar um dia sozinhas, vivem de namoro em namoro, de casamento em casamento, de flirt em flirt. Emendam um relacionamento com outro na tentativa de curar o vazio, a solidão. Estão sempre à procura de alguém para suprir todas as suas necessidades, resolver os seus problemas e proporcionar a tão sonhada felicidade. Estão sempre a querer apoiar-se nos outros. Não se amam, não se valorizam, não se conhecem. Não conseguem enfrentar os seus desafios, amadurecer e crescer.

Outras, sustentam anos de casamento ou namoro em nome de um amor que já não existe. Entregam-se à rotina, à violência física, à tortura emocional, à bestialidade, à depreciação, às ofensas, às vinganças e às traições. Vivem de aparências e num verdadeiro inferno dentro de suas próprias famílias. Vão seguindo a vida entulhando-se de problemas e doenças, mergulhando no desrespeito mútuo, e destruindo-se a cada dia. Desistem de viver. São pessoas acomodadas e escravas do destino que escolheram.

Seguindo a viagem à procura das maravilhas do Amor, também encontramos os céticos que já não acreditam em nada e fazem tudo para não se envolver por medo de sofrer novamente. Gostam até um certo limite. Trocam de amor como quem troca de cuecas. Cultivam o amor e a desilusão. Sustentam a sua deceção por anos.

Já os românticos apaixonados amam demais e entregam-se tanto, que se anulam. Criam nas suas mentes deuses e deusas. Esperam e idealizam demais: a mágoa e a decepção são sentimentos constantes.

Tudo isto em nome do “AMOR”? Ou será para manter o STATUS? Ou será para fugir à realidade? Você é feliz? Você conhece-se? Há quanto tempo não se dedica a si próprio? Há quanto tempo não faz nada que realmente gosta? Estar sozinho não é o problema: não ser feliz com a sua vida, é que é! Nós somos capazes de superar os desafios, aprender e caminhar com as nossas próprias pernas. Todos os dias a nossa missão é procurar mais felicidade e prazer. Nascemos sozinhos, estamos sozinhos o tempo todo. Quando sofremos ou sentimos alegria estamos a sós com o nosso pensamento, coração e alma. Os amigos, a família e os amores são o conforto e o carinho que precisamos para nos dar coragem e alimentar a nossa fé. Mas o trabalho, a tempo inteiro, é somente nosso. É cada um por si! Por isso, ficar do nosso lado com carinho e paciência é um compromisso.

Ser feliz só depende única e exclusivamente de cada um, não depende de ninguém e de nada externo à própria pessoa, muito menos de um estado civil.

Todos nós queremos companhia e desejamos o amor.
Mas amar é partilhar e não se apoiar.
É conviver e não depender.
É gostar e não tornar-se escravo.
É caminhar lado a lado com companheirismo, alegria e prazer, é partilhar seu verdadeiro ser.
Ame-se, respeite-se e seja feliz!

Um amor… É consequência!

Por Mônica Dias, em Coração em Retratos
Adaptado por Up To Kids®

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Mesmo que as coisas possam correr mal, é preciso incentivar e continuar a estimular a criança. É importante mostrar à criança que não pode desistir só porque não deu resultado à primeira.

De certeza que todos já tivemos desconfortáveis e com medo de errar.

O conforto de nada fazer é, por vezes, demasiado aliciante face ao risco de as coisas poderem não funcionar como esperávamos. A confiança está ligada, por oposição, a este medo de errar que é talvez o principal fator inibidor da iniciativa e do empreendedorismo. É por estes motivos, e muito mais, que muitas vezes desistimos dos nossos sonhos e projectos.

Qual a importância da autoconfiança como competência?

A autoconfiança é crucial, pois funciona como um escudo no qual sucumbem os principais argumentos a favor da passividade e da desistência. Quantos projectos já pensámos em começar mas ficam na gaveta por falta de confiança? Todos sabemos que por vezes esses projectos são, na verdade, projectos de vida e escolhas que condicionam de forma decisiva o que fazemos e a nossa felicidade futura.

De todas as competências que consideramos importantes e fundamentais para um empreendedor, esta é a mais determinante, é aquela que garante que de facto, somos donos da nossa vida. Acreditamos que se tivermos confiança em nós somos capazes de coisas extraordinárias e impensáveis. Sim, impensáveis! Impensáveis porque com o receio e com o medo de falhar, acabamos por inibir o nosso potencial e talento pessoal e acabamos por pensar que não somos capazes de fazer alguma coisa relevante.

Todos os dias, seja a nível pessoal ou profissional, debatemo-nos com esta competência, ou porque somos demasiado confiantes ou porque falta-nos confiança.

Nem sempre é fácil encontrar a dose certa de confiança!

Todos nós gostamos de ser valorizados! Aliás, é importante! Faz com que nos sintamos apreciados e sentimo-nos bem connosco próprios.

E uma criança?

Nas crianças, como nos adultos, é importante começar por valorizar quem faz, quem arrisca, quem sai da sua zona de conforto. Mesmo que as coisas possam correr mal, é preciso incentivar e continuar a estimular a criança. É importante mostrar à criança que não pode desistir só porque não deu resultado à primeira. Há que continuar, continuar e continuar até encontrarmos a solução ideal. A perseverança e a resiliência são fundamentais para manter o rumo. E só um espírito confiante e determinado tem a capacidade de resistir a todas as contrariedades.

Em tenra idade os pais e educadores têm um papel fundamental na regulação e promoção da autoconfiança nas crianças, seja para o bem ou para o mal. Aquilo que dizemos ou não dizemos, a forma como reforçamos e estimulamos a criança, influenciam a construção da sua autoconfiança.

Estimular a autoconfiança é essencial para o desenvolvimento das crianças. É o alicerce de tudo: do que fazem, do que são, do que pensam…Podemos até dizer, que a autoconfiança é o alicerce do futuro. Se começarmos a desenvolver e a estimular esta competência nas crianças, desde cedo, estaremos a contribuir para adultos mais felizes e mais autoconfiantes.

Criar confiança todos os dias

Como pai/mãe/educador é importante ter uma atitude constante de incentivo à iniciativa, mesmo quando corre mal. Aplauda sempre que o seu filho ou educando tenta fazer alguma coisa pela primeira vez, independentemente do resultado final.

Grande parte do medo de errar que encontramos nos adultos nasce de uma educação que chamamos de “caça ao erro”. Onde pais, professores ou colegas estão constantemente à espreita para poder apontar o dedo ou chamar a atenção à primeira escorregadela, ao primeiro erro, ao primeiro passo errado que damos. As crianças percebem, desde muito cedo, se é mais cómodo não fazer nada ou fazer um disparate de vez em quando. Em termos práticos, “fazer um disparate de vez em quando” significa dar autonomia e liberdade à criança, o que acaba por ter implicações ao nível da rapidez com que os próprios adultos executam determinadas tarefas. Pense, contudo, nesse tempo adicional como um investimento que faz no futuro dos seus filhos ou educandos.

Como estimular a autoconfiança na criança?

Leve o seu filho ao supermercado e:

– Delegue à criança, a responsabilidade de fazer a lista de compras antes de sair de casa;

– No supermercado peça-lhe para procurar alguns produtos;

– Ao chegar à caixa, faça um jogo e pergunte-lhe quanto acha que vão custar às compras. Entre no jogo e quem se aproximar mais do valor final, recebe um prémio;

– Dê-lhe 1€ para gastar no que quiser, deixe-o fazer escolhas. Dê-lhe a moeda para a mão e deixe o seu filho passar numa caixa sozinho. Ensine-o a cumprimentar, pagar, receber o troco e agradecer, tudo de forma independente.

É possível, em qualquer situação do dia-a-dia, partilhar tarefas com as crianças.

Ao fazê-lo está a permitir que experimentem coisas novas e que aprendam com elas.
Não pode esperar, porém, que façam tudo exactamente como o adulto faria, lembre-se que é uma criança, por isso não critique! Aplauda, incentive, elogie e celebre cada pequena vitória. Faça-o sentir valorizado e um vencedor.

Partilhe outras tarefas com o seu filho! Verá que muitas das coisas que faz sozinho, podem ser partilhadas com os seus filhos. Pode aproveitar tempo de qualidade com o seu filho e ainda está a contribuir para a sua autoconfiança e responsabilidade.

Explique à criança que a auto confiança é uma competência importante que leva ao sucesso.

Para empreender eu acredito que sou capaz!

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Um dos alicerces para uma parentalidade bem-sucedida é o “brincar com os filhos”.

Brincar beneficia de várias formas o crescimento das crianças, proporcionando-lhes oportunidades para aprender sobre quem são, o que podem fazer, e como se podem relacionar com o mundo que as rodeia.

Brincar com os filhos é importante porque contribui para construir uma reserva de sentimentos e experiências positivas, que poderá ser útil em momentos de conflito, ou apenas para criar uma relação próxima, com fortes laços afetivos entre os membros da família. O adulto, através do brincar, ajuda a criança a resolver problemas, a experimentar ideias, a explorar a imaginação, a comunicar os seus pensamentos, a interagir socialmente, a partilhar e a estimular os sentimentos de autoestima.

Ser pai ou mãe, nos dias de hoje, não é tarefa fácil, porque ambos estão sobrecarregados de obrigações e têm pouco tempo para momentos de diversão, partilha e jogo, com os filhos.

É importante pensarmos na qualidade do tempo que passamos com as crianças, tendo em conta que elas precisam de tempo, de espaço, de parceiros, mas sobretudo que no seu ambiente familiar se reconheça a importância de pais e filhos brincarem juntos.

Pretende-se com esta chamada de atenção reforçar que através de uma educação modelada pela sensibilidade, pela atenção, e pela competência, se estimulam comportamentos sociais positivos nas crianças, bem como o aumento da sua autoestima.

Por Verónica Pereira, Enfermeira especialista Diretora do Crescer com Afeto – Saúde Pais e filhos,

Tem circulado pela Internet um texto sobre as 11 regras de vida proferidas por Bill Gates num discurso numa escola secundária nos EUA. Diz-se que chegou de Helicóptero entrou na sala, e em menos de 5 minutos, leu as onze notas que teria escrito no seu notebook A plateia teria aplaudido de pé ao longo de 10 minutos sem parar. Bill Gates teria agradecido e abandonado a sala.

Na verdade, essas regras foram escritas por Charles Sykes, autor do livro “50 Rules – Kids Won’t Learn in School”, um educador preocupado em preparar os nossos filhos para um futuro real. Charles Skyes defende que a proteção excessiva das crianças e o ensino politicamente correto normalmente aplicado nas escolas, tem criado uma geração de crianças sem noção da realidade e acredita que devemos prepará-los-los para o fracasso no mundo real.

Transcrevemos aqui as 11 regras de vida (das 50 regras) que Charles Sykes recomenda que ensinemos aos nossos filhos:

  1. A vida não é justa, habitua-te…
  2. O mundo não está preocupado com a tua auto-estima. O mundo espera que alcances objetivos independentemente de te sentires bem ou não contigo próprio.
  3. Não vais ganhar 40 mil €/ano quando acabares o curso. E não vais ser vice-presidente de uma empresa e ter carro de serviço, a não ser que trabalhes para os merecer.
  4. Se achas que o teu professor é mau, espera até teres um chefe. Este sim, não terá pena de ti.
  5. Virar frangos ou hamburgueres nas férias não é nenhuma vergonha. Os teus avós chamavam a esses part-times oportunidades!
  6. Se fizeres asneira e fracassares em qualquer objetivo da tua vida, os teus pais não têm a culpa. Não te queixes dos teus erros, assume-os e aprende com eles.
  7. Antes de nasceres, os teus pais não eram tão chatos como agora. Eles só ficaram assim depois de terem contas por pagar, depois de terem de arrumar o teu quarto e ouvir-te dizer o quão idealista és. Antes de tentares salvar a floresta virgem, experimenta arrumar primeiro o teu quarto.
  8. Na faculdade tentam minimizar as diferenças entre vencedores e perdedores, mas na vida real não é bem assim. Na faculdade dão-te o máximo de oportunidades até conseguires a resposta certa, a nota positiva, o passar de ano. Podes até ter de repetir um ano. Na vida real, se errares és despedido.
  9. A vida não é dividida em semestres. Não terás sempre os Verões livres, e muito poucos (ou nenhuns) empregadores estarão interessados em ajudar-te a “encontrares-te”. Faz isso na idade certa.
  10. O que vês na televisão é completamente diferente daquilo que acontece na vida real. Na vida real, as pessoas têm que sair do café e ir trabalhar.
  11. Sê simpático com os Nerds. Há uma grande hipótese de vires a trabalhar para um deles.

Traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®. Todos os direitos reservados