O ser humano é um mamífero mas, a sua principal característica de mamífero, amamentar as suas crias, está em retrocesso. A Sociedade atual obriga a um ritmo de vida que para algumas mulheres torna incompatível a amamentação natural com a vida laboral. A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda que o leite Materno deve ser o alimento exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. Mas, a realidade é que a mama é facilmente substituída por biberões e por leites artificiais.  Nos dias de hoje, lamentavelmente ainda existem muitos profissionais de saúde que desconhecem os benefícios da amamentação e estratégias de apoio para mães com dificuldades em amamentar. A sociedade está cada vez mais cheia de mitos que alimentam a insegurança de muitas mães, que rapidamente optam por complementar a amamentação com leites artificiais. Quem não ouviu já as seguintes expressões: – “o meu leite é fraco”, ou “ Não tenho leite suficiente”?

A sociedade leva-nos para um caminho que nos afasta do natural. Embora, na teoria,  muitas são as mães que já tiveram acesso a informação sobre as vantagens do leite materno. Muitas na prática, desistem no primeiro obstáculo. O Leite Materno para além de alimentar,  protege o bebé contra doenças e fortalece o vinculo afectivo. Três aspectos, com que nenhum biberão poderá competir. No entanto, neste momento o biberão vai ganhando a batalha. É sabido que cerca de 90% das Mulheres, amamenta o bebé quando nasce, mas só cerca de 36%, consegue chegar aos seis meses de vida do bebé, ainda a amamentar. Os casos de amamentação prolongada são ínfimos, e a sociedade, vê esta relação entre mãe e filho, exagerada quando se prolonga para além de um ano. Estamos a perder orgulho em ser mamíferos! Somos a única espécie sobre a terra que desiste tão rapidamente de amamentar a sua cria.

A introdução de biberões ainda na maternidade, atrapalha desde logo a amamentação. O Mito que a mãe não tem leite que chegue para o bebé nos primeiros dias, e a dificuldade na pega correta do bebé, faz com que muitos profissionais de saúde ofereçam leites artificiais logo nas primeiras horas de vida.

Se isto não acontecesse e o bebé não fosse “entupido” de Leite artificial, este iria mais vezes à mama. Estas idas repetidas, à mama, estimulariam a adaptação do bebé a mama, um instinto animal, que tem de ser desenvolvido com a prática. A sucção realizada no biberão é totalmente diferente da que o bebé tem de aplicar no mamilo. Para que haja saída de leite da mama, têm de haver um esforço maior do bebé na sucção, comparando com a que este tem de fazer no biberão. Este esforço adicional, faz com que o bebé rapidamente, se desinteresse pela mama e fique fã do biberão.

Agora ,“o dedo” não pode ser apontado apenas às mães que desistem! Muitas fazem-no, pensando que estão a fazer o melhor para o seu bebé. Se a enfermeira ou o Pediatra lhe dizem que o leite não é suficiente ou que é fraco, é natural que a mãe, porque quer o melhor para o seu bebé, acabe por introduzir leite artificial na alimentação do bebé.

Não existe leite materno que não alimente! Dou-vos o exemplo de algumas mães de países subdesenvolvidos que no seu dia-a-dia passam fome. Estas mães com uma alimentação pobre e em reduzida quantidade, conseguem ter leite para alimentar os seus bebés. Então, porque pensamos que as mães com uma alimentação saudável e adequada não conseguem ter leite em quantidade e qualidade suficiente?

Amamentar um bebé em exclusivo, requer pela parte da mãe uma entrega e dedicação a 100%. Principalmente no inicio! Pois para a amamentação ser um sucesso, a mãe deve ter a mama disponível sempre que o bebé solicitar. É mais uma das informações, que nos dias hoje baralha as mães! A nossa sociedade está preparada para tudo ter um horário. Uma das perguntas mais frequentes que me fazem nas formações sobre amamentação é: – “De quantas em quantas horas deve mamar o meu bebé?”

Ora a resposta mais sensata, é um bebé não tem horários, nem para comer, nem para dormir. Cumprir horários é uma função de adultos, envolvidos numa sociedade, que assim o exige. O bebé, não sabe que existem relógios, nem ainda aprendeu a ver as horas. Inicialmente o mais adequado e saudável para ele, é oferecer a mama, sempre que ele a solicita. Nos primeiros dias o estômago do bebé tem a capacidade para cerca de 5ml de Leite, é natural que encha e esvazie rapidamente. O bebé quando solícita várias vezes Leite Materno, não é sinónimo que a mãe não tem quantidade suficiente, mas sim devido à capacidade do estômago e à facilidade na digestão do leite materno. Inevitavelmente, este ritmo tão exigente, vai interferir com a vida social da mãe, que por vezes,acaba por não conseguir conciliar ambas as coisas.

Em muitas Tribos africanas, o bebé, anda sempre junto da mãe, atado com tecidos junto ao peito, isto permite-lhe que vá mamando sempre que necessite. Atualmente, não estamos preparados, para esta prática. Mas podemos continuar a permitir, que o leite materno esteja disponível e seja uma opção exclusiva durante os meses de licença de Maternidade.

Comodidade, desconhecimento e uma sociedade cheia de obstáculos, faz com que o leite materno esteja a entrar num círculo vicioso, em que, cada vez menos mães dão mama e consequentemente, perde-se um ato essencial para a vida que se aprende por imitação (somos descendentes de primatas, cuja principal forma de aprendizagem é copiar os progenitores). As filhas de mães que não deram mama, dificilmente saberão fazê-lo. A transmissão destes valores vai-se perdendo e já se vai ouvindo frases de avós que reforçam a jovem mãe a desistir em dar de mamar: – “eu não dei de mamar e tu aqui estás saudável, o bebé têm é fome! 

Será que vamos deixar de ser Mamíferos?

Por Enfermeira Célia Martins,
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“Que o teu remédio seja o teu alimento, e que o teu alimento seja o teu remédio”

Já dizia Hipócrates, o conhecido pai da medicina. E este senhor já viveu há tantos, tantos anos! Deixou-nos ferramentas que nós teimamos em só nos lembrar quando a desgraça bate à porta.

Em que século é que vivemos afinal?

  • Temos à disposição todas as informações necessárias para evitarmos gravidezes e doenças venéreas na adolescência (e não só), mas continuam a acontecer aos pontapés.
  • Vamos muito mais ao médico, mas a obesidade/tensão alta/colesterol alto/diabetes e afins, são cada vez mais frequentes nas CRIANÇAS.
  • Sabemos o que nos faz mal à saúde mas ficamos admiradíssimos quando finalmente chegam os resultados das asneiras.
    ( – A senhora está com obesidade mórbida. – Obesidade mórbida? Mas eu nem como muito… – Esta é uma clássica que todos os nutricionistas bem conhecem )

TEMOS A INFORMAÇÃO DEBAIXO DO NARIZ MAS NÃO A SEGUIMOS.

Afinal somos burros ou não estamos, nem queremos estar, atentos?

A educação alimentar faz parte daquilo que é suposto transmitirmos aos nossos filhos. É mais fácil dar-lhes um bolo numa pastelaria do que pedir uma sanduiche? Ok, eles ficam mais contentes com uma bola de berlim com creme ou outra porcaria qualquer. Mas as maiores provas de amor que lhes damos na vida é não lhes dar tudo e educá-los não só para serem felizes mas também para serem saudáveis… porque sem saúde não há pessoas felizes e com “tudo” a vida deixa de ser um desafio.

Precisamos de um programa sobre os perigos do açúcar para realizar que não nos faz falta porque está presente nos produtos naturais?

Há quem culpe os media e a forma como as marcas apresentam os produtos, muitas vezes “sem açúcar”/ “sem gordura”. Lá caímos nós nas tentações das promoções e embalagens bonitas! E porque é que há cada vez mais variedade de sumos, ice teas, iogurtes e cereais? Porque nós os compramos em barda. Por isso, não vale pôr as culpas nos “outros”! Há vários culpados, mas é um bocado como a história do ovo e da galinha, afinal quem é que foi o primeiro?

TUDO, com conta peso e medida, não faz mal! – E nós já sabíamos disso!- Não vão já cortar com tudo, até porque mudanças radicais são como as dietas altamente restritivas, de curta duração. A mudança não pode ser temporária, por isso tem que ser feita de uma forma progressiva. Fazendo pequenas mudanças e arranjando alternativas saudáveis.

A minha Mãe dava-nos um bolo à nossa escolha quando íamos às vacinas. Era um momento especial e, assim, ir às vacinas era (quase) um programa bom. Tínhamos “mummy” time e uma espécie de recompensa no fim.
Vou dar um exemplo do que se passa aqui em casa:

  1. Levam um peça de fruta para comer ao lanche e, se vier de volta, vão ter que a comer assim que chegam a casa;
  2. Levam água e/ou leite nas lancheiras. Sumos só ao fim de semana e com controlo;
  3. Já não eram muito de cereais, comem pão de mistura, fruta (faço um sumo natural com uma laranja e acrescento água, ao pequeno-almoço);
  4. Não gosto de coisas a boiar na sopa!” ou o “Não como verdes!” passou à história há algum tempo. Comem a sopa e os legumes que lhes ponho no prato.

Persistência , perseverança e paciência são qualidades obrigatórias nos pais. E caso haja alguma duvida, explicamos tudo muito bem explicadinho… sendo que no limite: AQUI QUEM MANDA SOU EU! E não me venham com os traumas e “coitadinhos que passam tanto tempo longe dos pais“.

Pela saúde dos nossos filhos! Se têm dúvidas quanto à alimentação, consultem um NUTRICIONISTA.

Por Inês de Santar, autora do livro Amar-te-ei no Douro
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2014 chegou ao fim, e a Up To Lisboa Kids quer agradecer a todos os leitores por terem feito parte desta nossa aventura. Obrigada por nos lerem lido, seguido e partilhado. Obrigada por gostarem de nós. <3

Em 2015 continue connosco. Saia mais. Veja mais espetáculos. Leve os miúdos a workshops. Não perca uma exposição. Siga os programas gratuitos. Participe nos nossos passatempos. Desça um escorrega. Aplauda uma peça de pé. Vá a um concerto infantil. Passeie de elétrico. Suba ao Padrão dos descobrimentos. Perca-se em Alfama. Vá ao Planetário ao Domingo de manhã. Ande de bicicleta na promenade de Belém. Coma um pastel. Façam pizzas ao almoço. Compre mais livros. Observe as boas ilustrações. Vá ouvir um conto. Ou vá ver uma curta. Descuide a rotina. Seja espontâneo. Vá a uma exposição de banda desenhada. Dê pão aos peixes no lago à frente do Aquário Vasco da Gama. Vá a um bailado. Coma castanhas na rua. Uma fartura nos carrosséis. Grite numa peça de improviso. Salte no parque. Veja um clássico na Cinemateca Júnior. Continue connosco. Estas são apenas algumas das sugestões que irá encontrar nas nossas páginas. Inspire-se nos nossos artigos. E se gostar partilhe. Nós agradecemos.

Os nossos números e os mais lidos

Em 2014 tivemos 2 milhões e meio de visitas, ao longo de 491 posts. O post mais visto foi publicado no dia 25 Fev’14 e teve 79,349 visualizações.

Fomos lidos em 196 países do mundo, sendo Portugal o grande líder das nossas audiências, seguido pelo Brasil, Uk, Angola, Moçambique, EUA, Austrália, etc.

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Fomos convidados para ir à TV duas vezes. E fomos.

Construímos ligações, criamos parcerias, fizemos amizades.

O post mais visto teve 281,112 visualizações, e caso lhe tenha escapado ou queira reler algum artigo fica aqui a lista dos mais lidos em 2014:

7 atitudes dos pais que irão impedir os seus filhos de se tornarem lideres

Carta de um pai para a sua filha

A verdade sobre ter um terceiro filho

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

Carta às mães mais que perfeitas

A influência dos elogios no desempenho das crianças

7 segredos para criar crianças mais felizes

És definitivamente uma mãe quando

O que deve saber uma crianças de 4 anos

Esses bichinhos chamados calorias que nos encolhem as roupas dentro do armário, atacam também os armários das nossas crianças. Não há naftalina que lhes valha. São um público de risco, até nisto…

A verdade é que o Natal é uma época de desejos e devaneios e como todo o nutricionista apregoa, “as catástofres alimentares devem ser guardadas para dias festivos”.  Festa é Festa e é sinónimo de empaturranço na maioria dos casos. Se existe uma regra que é religiosamente cumprida, é esta.

A boa notícia é que o sedentarismo é característico dos adultos e não ataca a criançada. Aliás, o número de crianças presentes na sua Festa de Natal parece ser inversamente proporcional ao nível de sedentarismo presente, por isso aproveite a época e encha a casa de primos, amigos e vizinhos e deixe-os brincar, correr e saltar à vontade. Não valem as playstations, os tablets e os super telemóveis. Transpirar é a palavra chave.

De qualquer maneira, vou deixar-lhe algumas dicas para que a catástrofe alimentar seja minimamente controlada e sobretudo um conselho: Não obrigue a sua criança a comer tudo.

Se a preparação da comezaina está por sua conta, use e abuse de técnicas culinárias saudáveis.

Inicie a refeição com sopa de leguminosas como o feijão, o grão e as ervilhas que devido ao alto poder saciante faz destas sopas as melhores amigas para os dias de comilanço. Se a sua criança gosta de trincar pode oferecer umas tostinhas integrais ou pão escuro a acompanhar.

Os estufados, grelhados, assados sem gordura são ideias para a época e sempre acompanhados de legumes e saladas frescas. Porque não fazer um puré de castanhas bem aveludado para acompanhar o peitinho de peru assado no forno e uma salada? Ou um arroz com couve ou outra hortaliça a gosto. O importante é que resulte num prato muito alegre e colorido para os miúdos. Lembre-se que os olhos também comem.

Para beber experimente água, águas aromatizadas e sumos naturais em vez dos habituais refrigerantes carregados de edulcorantes e açúcares.

À Sobremesa ofereça vegetais adocicados, espetadas de fruta e sobremesas de gelatina e fruta sem açúcar.

Os pais devem ser o exemplo: comer devagar e desfrutar dos aspetos sociais, afinal de contas o que é importante é o convívio com a família e amigos e não só a comida. É muito importante que a criança aprenda este conceito. E não se esqueça de brincar com eles, é Natal e o Natal fica gravado pelos bons momentos em família.

Por Carolina Fernandes, Nutricionista e Coordenadora de Produção da Bebé Gourmet
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WORKSHOP | 13 Dez’14 | 15h00-18h00 | @Centro ser + | Telheiras

É no primeiro ano que o crescimento e o desenvolvimento acontecem com maior rapidez, o que suscita muitas dúvidas e preocupações junto dos recém-papás.

Uma alimentação correta é fundamental para garantir a satisfação das necessidades biológicas e fisiológicas do bebé, assegurando um futuro saudável.

  • Introdução aos alimentos
  • Alergias e Intolerâncias
  • Amamentação
  • Receitas
  • Benefícios da educação alimentar
  • Outros

 

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Por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, que se assinalou há umas semanas com iniciativas de ordem variada, dei por mim a pensar o quanto mudou a alimentação da minha família, após o diagnóstico da alergia alimentar do meu filho.

As mudanças começaram pela óbvia supressão do alergénio: a proteína do leite de vaca, neste caso. Eu fui a primeira a adoptá-la, pois à altura do diagnóstico ainda amamentava e tive de fazer a evicção como se eu também fosse alérgica.

Creio que ao longo do processo a maior mudança sucedeu, justament, ao nível da nossa relação com os alimentos, bem como, ao nível das experiências a eles associadas.

Do plano “isto faz bem/faz mal” mais ou menos comum a todas as famílias, passámos a escrutinar todos os rótulos e a dominar a, por vezes hermética, linguagem dos mesmos. Aos poucos, começámos a “tratar por tu” a caseína, a lactoalbumina, a lactoglobulina e afins – ainda que os seus nomes complexos remetessem para uma certa formalidade. Este escrutínio dos rótulos (incluindo os dos produtos não alimentares), passou do plano “vamos lá ver se isto tem proteína do leite”, para um outro ainda mais detalhado e, creio, foi neste ponto que sucedeu a grande mudança. Começámos a determo-nos nos gramas absurdos de açúcares e gorduras de certos produtos, na quantidade preocupante de corantes, aromatizantes e conservantes e a reflectir, seriamente, sobre aquilo que andamos a comer.

Citando George Orwell, “Ver aquilo que temos à frente do nariz, requer uma luta constante”.

No caso da alimentação, não poderia ser mais verdade.

Por Marlene Pequenão, Autora do blogue Copinho de Leite
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Por se encontrarem em fase de acentuado crescimento, as crianças são extremamente dependentes  de uma alimentação saudável e, por isso, mais sensível às carências, desequilíbrios ou desadequação alimentares.

Infelizmente, as crianças não estão dotadas de uma capacidade inata para escolher alimentos em função do seu valor nutricional. Muito pelo contrário, os seus hábitos alimentares são aprendidos através da experiência, da observação e da educação que recebe.

O papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é portanto inquestionável, assim como a escola e a sociedade.

Durante os 2 primeiros anos de vida, ocorre intenso e rápido desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social. Portanto, práticas alimentares inadequadas nessa fase da vida podem, no futuro, repercutir-se de forma negativa no desenvolvimento global das crianças.

Estamos aqui para auxiliá-lo na escolha de algumas receitas equilibradas do ponto de vista nutricional e muito saborosas, para que o seu mais-que-tudo crie hábitos de alimentação saudável, ao mesmo tempo que desfruta de uma refeição apelativa.

Acompanhe-nos aqui, onde disponibilizaremos receitas semanais, com a assinatura da Bebé Gourmet.

É sempre uma fase de grandes dúvidas e de muitas incertezas em relação à alimentação que as mães devem ter para nada faltar ao seu filho.

O que é natural. Afinal que mãe é que não quer gerar um filho saudável?

É importante referir que não existe uma formula mágica de “alimentação para grávidas”.Cada mãe é diferente e tem necessidades diferentes, daí a importância de ser acompanhada por um profissional de Nutrição que a irá orientar desde a concepção até ao pós-parto, para que nada lhe escape e nenhuma insegurança apareça.

As Vitaminas que não podem faltar na concepção e gravidez são:

  1. Vitaminas Lipossoluveís
  •  Vitamina A: Ajuda no desenvolvimento da visão, melhora o sistema imunológico, expressão genética e na integridade da pele e das mucosas. está presente em alimentos de origem animal, principalmente em fígado, gema de ovo, lacticínios. Também é encontrada nos vegetais de folhas escuras e nas frutas e hortaliças alaranjadas (como cenoura, abóbora, manga, mamão, entre outras), por serem ricas em betacaroteno, que é percurso da Vitamina A
  • Vitamina D: Na mãe pode prevenir a pré-eclampsia. No bebé melhora a saúde óssea, imunológica e neurológica. Encontra-se na exposição do corpo ao sol, Peixes gordos e Ovos, ou suplementação, fazendo previamente o exame à 25-Hidroxivitamina D.
  • Vitamina E: É um antioxidante. A deficiência pode causar anemia hemolítica em prematuros e anormalidades neuro-musculares. Alguns estudos sugerem sua ação na prevenção do aborto. Encontra-se no abacate, salmão e oleaginosas.
  • Vitamina K2: É necessária para a coagulação sanguínea. A especificidade da vitamina K, durante a gestação, é indeterminada, contudo, por vários fatores de imaturidade do recém-nascido, este pode desenvolver a “doença hemorrágica do recém-nascido”. As fontes são: agrião, espinafre, alface, ervilhas, brócolos, fígado de bovino, couve, repolho.

2. Vitaminas Solúveis

  •  Vitamina B9 (Ácido Fólico): Formação do Sistema nervoso do feto. Está presente nos legumes de folha verde escura, leguminosas e gema do ovo
  • Vitamina B8 (Colina): Papel igual ao Ácido fólico e cada vez mais estudado neste sentido, da importância na concepção e gestação. A principal fonte é a gema do ovo.
  • Vitamina B12: Funcionamento das células, particularmente da medula óssea, trato intestinal e sistema nervoso. As principais manifestações de carência desta vitamina são: anemia megaloblástica e distúrbios neurológicos. Presente em fontes de origem animal
  • Vitamina C: Produção de colagénio; Importante na cicatrização e reações alérgicas; Melhora a absorção de ferro, logo juntar ao consumo de alimentos ricos em ferro uma fonte de Vitamina C deve ser tido em conta (ex: bife de peru com rodelas de laranja). Obtém-se a partir do Kiwi, Laranja, Papaia, Abacate, Legumes de folha verde escura

Uma alimentação variada e colorida é a principal forma da mãe conseguir todos os aportes, não necessita de comer por dois, não é a quantidade mas sim a qualidade que é importante.

 

Prefira produtos de origem biológica e consuma em casa, assim garante a higiene dos mesmo. Quanto aos ovos consuma sim, mas faça sempre o teste do ovo (ver imagem) para saber se está em condições para consumo, não custa nada e salvaguarda-a de um problema sério.

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Por Dr.ª Neide Rangel, Nutricionista
para Up To  Kids®

Hoje em dia, ter uma alimentação equilibrada é muito importante, não só para compensar todos os “malefícios ” a que sujeitamos o nosso organismo, mas também para nos sentirmos melhor!

Se é como São Benedito, “que não come nem bebe e está sempre gordito”, então estas dicas também são para si, e esperamos que as transmita. Afinal não é assim tão difícil ter uma alimentação equilibrada, basta ter em conta estas pequenas dicas.

Como o título de hoje indica, quanto mais cedo aprender, maior a probabilidade de ficar para sempre.

1. Deixe os seus filhos fazerem parte da aventura na cozinha, é saudável que desde cedo comecem a interessar-se por aquilo que comem, qual a origem e o que é saudável ou não.

Não se esqueça que a “Cenoura faz bem aos olhos”; que ”não só de pão vive o Homem” e que “nós somos aquilo que comemos”.

2. Fazer entre 5 a 6 refeições durante o dia, no máximo de 3 em 3 horas, atenção que com isto pressupõe-se que o tamanho da dose seja equilibrado e não vale saltar refeições.

3. Comer fruta, legumes e verduras TODOS os dias e dar preferência aos da época. Além de serem mais ricos nutricionalmente e com melhor sabor, são também os mais baratos.

4. Ao cozinhar legumes, prefira o sistema “a vapor”, pois este ajuda a preservar melhor os nutrientes e ainda evita a adição de gorduras. Se optar por cozinhar os legumes em água, faça-o em pouca quantidade para reduzir a perda de alguns minerais e vitaminas. A água utilizada na cozedura de vegetais dever ser aproveitada para outros preparos, como arroz, cuscus, sopas, estufados, etc.
É uma inteligente e económica maneira de enriquecer os pratos.

5. Tanto para os mais pequenos como para os graúdos, é importante retirar a pele das aves, de preferência antes de as cozinhar. A pele das aves é muito rica em gorduras que aumentam o colesterol e as calorias. São gorduras saturadas que de benéficas têm muito pouco. Se aos graúdos são prejudiciais imagine aos pequenotes. Opte por cozinhar sem a Pele, porque assim evita que a gordura derreta e seja incorporada na carne ou nos acompanhamentos. Se usa a Pele nos assados como cobertura para proteger a carne do calor, saiba que o papel de alumínio faz exatamente o mesmo mas sem “engordurar” o prato.

6. Evite as frituras em geral. São melhores e muito mais saborosos os alimentos cozidos, assados e estufados(sem adição de gorduras) e grelhados.

7. Evitar a ingestão de produtos como salsichas, salames, presuntos, mortadelas, entre outros. Sempre que possível comer carnes brancas, frango ou peixe (assado, cozido ou cru), em vez de carnes vermelhas.

8. Preferira margarina vegetal ou azeite, contêm menos gorduras saturadas e menos colesterol.

9. Evite refrigerantes e sumos concentrados. Opte por água natural, sumos naturais de fruta fresca, e se possível, evitar líquidos durante as refeições, pois estes contribuem para a distensão do estômago. Ingerir água diariamente (aproximadamente 1.5 litros) para melhorar o funcionamento do intestino, parar hidratar o organismo, facilitar a filtração do sangue e desintoxicar o organismo.

10. Evite a adição de sal em excesso nos alimentos, 5g/dia é a quantidade adequada de sal. De igual forma, evite o açúcar da alimentação, e se necessário, substitua-o por adoçante. As frutas já contêm açúcar em quantidade suficiente.

11. Procure fazer atividade física regular. Não precisa de ser federado num desporto para ser um atleta. Mexer-se é o essencial. E ressalvo aqui as crianças. Atualmente, as brincadeiras infantis já não fazem suar, já não fazem correr, saltar e sujar. Reserve os brinquedos eletrónicos para dias especiais. Nos restantes, ensine-os a brincar às escondidas, a saltar a corda, a andar de bicicleta, a jardinar, etc.
Ensine-os a mexer-se.

12. E por fim, nunca tratar de assuntos do quotidiano durante as refeições, uma vez que estas devem ser feitas num lugar tranquilo, longe da televisão, mastigando bem e com calma os alimentos. Não deixe que as crianças tragam brinquedos para a mesa. A hora de comer deve ser para comer com todas as atenções viradas para isso mesmo e sem pressas.

Comer devagar, promove uma boa mastigação e uma boa mastigação promove uma fácil digestão e uma melhor absorção dos nutrientes.

Espero que estas pequenas dicas vos tragam Grandes benefícios!

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Dificuldades alimentares na 1ª infância

Lanches saudáveis e práticos para as lancheiras da escola

Alimentação do bebé | 1º ano de vida

 

 

É considerado vegetariano todo indivíduo que exclui de sua alimentação todos os tipos de carnes, aves, peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar lacticínios ou ovos. As três principais dietas vegetarianas mais conhecidas são:

  1. Dieta ovolactovegetariana, baseada em grãos, vegetais, frutas, legumes, sementes, oleaginosas, lacticínios e ovos;
  1. Dieta lactovegetariana, que exclui o ovo bem como carne, peixe e frango;
  1. Dieta vegetariana restrita ou vegan, que exclui ovos, leites e outros produtos de origem animal.

Os Pais que optam por uma alimentação vegetariana, frequentemente, incutem à criança esse mesmo estilo de alimentação, uma vez que são eles os responsáveis pela alimentação dos mais pequenos.

Os estudos demonstram que quanto mais atípica for a dieta (e mais restrita) e quanto mais nova for a criança, maior o risco de deficiências nutricionais. Globalizando, a má nutrição é quase sempre detetada primeiro em crianças, uma vez que apresentam maiores necessidades energéticas por quilograma de peso ponderal.

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Para a American Dietetic Association e para a Amercian Academy of Pediatrics, é perfeitamente possível que uma dieta vegetariana seja adequada e que suprima todas as necessidades nutricionais de uma criança em idade de crescimento, desde que muito bem planeada. É, portanto, conveniente e importantíssimo que os pais e educadores, estejam bem informados e orientados quanto ao equilíbrio da alimentação e da necessidade de suplementação.

Alguns cuidados devem ser tomados especialmente na dieta vegan para garantir o fornecimento adequado de nutrientes. As Proteínas carregam o maior peso no que toca a receios e com razão: a quantidade de aminoácidos presentes nos vegetais não será suficiente para suprir as necessidades proteicas e a digestibilidade da proteína vegetal é bastante deficiente quando comparada com a digestibilidade da proteína animal. O equilíbrio é possível por meio de uma maior variação e maior ingestão de fontes proteicas vegetais, como leguminosas e cereais diversos. Os vegetais não são bons fornecedores de vitamina B12. A deficiência desta vitamina pode desencadear anemias megaloblásticas e distúrbios neurológicos, portanto para crianças em idade de crescimento, mais vale nem arriscar. A suplementação é neste caso a melhor opção.

O Ferro é outra grande preocupação. A sua deficiência desencadeia anemias ferropénicas ou ferroprivas que afetam o desenvolvimento psicomotor da criança. O ferro presente nas plantas é significativamente menos biodisponível para o organismo Humano por ser bioquímicamente diferente do Ferro presente em fontes animais.

Outros nutrientes como o Cálcio, a Vitamina D são também casos de preocupação.

As crianças adeptas do vegetarianismo e respetivos pais, devem ter acompanhamento da evolução do crescimento, do ganho ponderal e do desenvolvimento psicomotor como parte da avaliação nutricional. Além disso, é importante ter um histórico detalhado da dieta dos pais e da criança para poder fazer um aconselhamento adequado e suplementação correta.