Homens desistem de estudo que testa pílula hormonal masculina porque sentiram alterações de humor. Mulheres de todo o mundo – LOL

Um grupo de investigadores desenvolveu um contraceptivo masculino com uma taxa de sucesso de 96%. Os testes humanos terminaram antecipadamente porque 20 dos homens sentiram mudanças de humor.

Os contraceptivos Hormonais são incríveis. Permitem que as mulheres controlem o planeamento familiar. São inúmeras as razões que os tornam num dos mais importantes avanços médicos do séc. XX, mas sabem que mais? A verdade é que ninguém fala do elefante no meio da sala: os contraceptivos Hormonais provocam alterações hormonais, e isso é uma treta!

Ao longo dos anos as mulheres têm lidado com oscilações de peso, alterações de humor, acne e outros efeitos secundários da pílula. E ainda é um método contraceptivo altamente recomendado, claro que sim! É assumido que as mulheres aguentem a dor e algum desconforto. Está implícito na sua maneira de estar. De viver. Precisam de exemplos? Parto natural. Cólicas menstruais. Ah, e cada efeito secundário lembra-nos que somos as responsáveis por evitar uma gravidez não planeada.

Hoje em dia, a tão esperada pilula hormonal masculina, está em vias de teste. Parece que finalmente teremos um contraceptivo eficaz e que ficará à responsabilidade dos homens…Ou talvez não, porque o estudo teve de ser interrompido quando 20 dos 320 homens não conseguiram lidar com os efeitos secundários.

O estudo divulgado na semana passada revelou que uma injecção contraceptiva masculina poderia ser quase tão eficaz quanto a pilula, apresentando uma taxa de sucesso ed 96%. O estudo recrutou 320 homens com idades compreendidas entre os 18 e 45 anos. “20 homens interromperam o estudo devido aos efeitos secundários: deste 20, 6 alegaram ter mudanças de humor, 6 descontinuaram por verificar uma das seguintes situações acne, dor ou pânico na primeira injeção, palpitações, hipertensão e disfunção eréctil. 8 Homens interromperam por sentir mais de um efeito secundário, incluindo várias queixas de mudanças de humor.

No mês passado, um estudo massivo confirmou que as mulheres que tomam contraceptivos orais continuadamente são mais propensas a depressões. Mulheres que tomaram pilula contraceptiva oral combinada são 23% mais propensas a ser diagnosticadas com depressão; mulheres que tomam pílulas de progestagênio (aka “minipílula”) são 34% mais propensas a ser diagnosticadas com depressão; Na adolescência o risco de depressão aumentou 80%  nas jovens que tomaram a pilula combinada, e o dobro nas que tomaram Minipilula.

No entanto, o controlo da natalidade hormonal é amplamente acessível para as mulheres, e os efeitos como aumento de peso, depressão, mudanças de humor e acne, são considerados o preço a pagar.

Um comunicado de imprensa sobre o estudo revelou: “Segundo o novo estudo, os homens já podem tomar uma injecção para evitar engravidar as suas parceiras. Os especialistas ainda estão a trabalhar de forma a aperfeiçoar a combinação de contraceptivos hormonais de forma a reduzir os efeitos secundários leves e moderados, incluindo a depressão e transtornos de humor. Neste processo, seria bom (óptimo) se os investigadores a par das empresas farmacêuticas abordassem a saúde das mulheres de forma semelhante.

A verdade é que as mulheres têm duas vezes mais probabilidades de sofrer de depressão, e os homens precisam de uma pilula com zero efeitos secundário para que seja colocada no mercado. Será que os investigadores, a indústria farmacêutica e “o raio que os parta” pode começar a pensar, também, na nossa saúde mental?

É curioso que ainda assim sejamos constantemente consideradas o “sexo fraco”. Imaginem que eram os homem que tinham de ter os bebés: possivelmente seria a extinção da raça humana porque só estariam dispostos a engravidar se tivessem a garantia de que não teriam dores, oscilações de peso e todos os outros “brindes” que a gravidez e o parto nos trazem.

Homens desistem de estudo que testa pílula hormonal masculina porque sentiram alterações de humor? LOL

 

Por Maria Guido, publicado originalmente em Scary Mommy,

 

autorizado, traduzido e adaptado para Up To Kids®

Nunca te disse tanta coisa.

Nunca te disse que gosto de ti ou que te amo, também nunca te disse que eras o meu pai preferido ou o meu  super herói dos quadradinhos.

Nunca te disse que tenho poucas memórias da minha infância mas que das poucas que preservo há momentos que me lembro muito bem, como o dia em que quiseste andar na minha bicicleta mas ficaste sem fôlego, ou aquele dia em que fomos á praia e tu davas socos às ondas.

Há coisas que ainda bem que não te disse, como a raiva toda que sentia quando me proibias de sair à noite, quando eras casmurro, tão casmurro como uma porta, ou o que pensei  quando descobri que tu e a mãe não tinham a relação perfeita.

Há coisas que devia ter-te dito. Devias saber que houve alturas em que preferia que me tivesses batido, em que desejei que me tivesses  dado uma palmada porque as tuas palavras ardiam-me no peito.

Há tanta coisa que devia ter-te dito.

Como aquela primeira vez que te vi desaparecer na névoa, tive medo, muito medo. Que valeu a pena a espera mais longa da minha vida só porque te vi acordar novamente. Que passaria por tudo isso alegremente, sem hesitar um segundo e que trocaria as minhas horas por mais dias contigo.

Queria ter-te dito que nunca perdi a esperança. Que nunca me custou ver-te fraco, porque nunca te senti tão forte. Nunca te disse que foste o melhor exemplo de coragem, de força e determinação que eu já vi até hoje. Nunca te disse que espero ser metade mulher daquilo que foste homem.

Nunca te poderei dizer que tenho saudades tuas, que há dias que custam a passar, que há cheiros e sítios que ainda me lembro como teus.

Nunca te poderei dizer tudo o que não te disse, tudo o que devia ter dito, tudo o que calei dentro de mim, mas posso dizer às minhas filhas que a coragem vem de dentro de nós, que as batalhas são  para vencer com humildade, para travar sem medo de perder, e no final  aceitar a derrota como aceitaríamos a vitória, com a certeza que demos tudo de nós para vencer.

Isso eu posso dizer que foste tu que me ensinaste.

image@tumblr

Leram o artigo que publicamos ontem, e agora pensavam que não havia nada para os pais? Se sim, estavam certos, por isso, hoje a nossa redação apressou-se a fazer esta lista para os nossos “PAItásticos”. Espero que gostem.

  1. PAIsana
    É aquele pai separa a vida profissional da pessoal de tal maneira que, no escritório, ninguém sabe que tem filhos. É workaholic e no fim do dia tem sempre tempo para um copo com os clientes como se não tivesse ninguém à espera em casa. É o mestre dos disfarces no que toca a parentalidade.
  2. aPAIxonado
    É aquele pai babado que quando está com os filhos não os larga: ora são umas cócegas, ou uns beijos bem aviados nas bochechas ou umas festas calorosas pelo cabelo. Quando está sem os miúdos, não há tema senão os filhos dele!
  3. aPAIziguador
    É o pai que desculpa tudo. Sempre que os miúdos fazem asneira ele está lá para meter a água na fervura! Releva tudo! Parece que tem a idade dos filhos e faz caixinha com eles para apaziguar as asneiradas!
  4. PAIteta
    Não sabe fazer nada sozinho. Não sabe das fraldas, não sabe dos biberons, não sabe preparar o leite, não sabe as medidas, não sabe da água, não sabe nada. Precisa de ajuda da mãe para tudo. E quando tem todo o material à mão para mudar uma fralda pergunta “Já que estás aqui não queres mudar tu, que fica melhor?” Pedir já sabe, não é?
  5. ComPAInheiro
    Acompanha os filhos a todo o lado. É o pai companheirão quer-queiras-quer-não. Vai com os filhos à explicação e espera lá fora, assiste a todas as aulas de natação e judo, senta-se no banco de trás nas aulas de conduçã, e só não vai aos jantares com as namoradas, porque há limites! (mesmo para o Compainheiro!)
  6. DesesPAIrado
    Este pai apercebeu-se que está casado há 10 anos e está desesperado por se sentir um jovem outra vez. Está desesperado por sair à noite, desesperado por beber uns copos, desesperado para não ter horários, nem crianças para levar à escola, desesperado por uma vida que não é a dele!
  7. PAIcifico
    Este é o aquele pai tranquilo, zen. Leva os filhos para todo o lado, andam descalços sempre que podem, acampam na praia e comem o que houver, desde que seja biológico! Tudo é tranquilo, e faz questão da passar esse estilo de vida aos filhos.
  8. DePAIprado
    Está sempre de rastos. Trabalha imenso é mal pago e chega tarde a casa. Às vezes pensa em atirar tudo para trás das costas, mas quando olha para os filhos lembra-se do motivo pelo qual engole sapos todos os dias! E então faz tudo sentido!
  9. PAItinho
    Acredita em tudo o que os filhos lhe dizem. Vai ser sempre enganado na quantidade de gomas comidas, nas notas dos testes, e nas horas a que chegaram a casa na noite anterior. Mas é feliz porque nem sequer desconfia.! (Coitado…)
  10. CamPAIão
    Este pai é o melhor em tudo. Tem tempo para tudo. Trabalha, brinca com os miúdos, ensina-os a andar de bicicleta, leva-os ao cinema e adora fazer programas e lutas de almofadas. Nos momentos mortos dá banho a toda a gente, veste-lhes os pijamas entre cantorias e brincadeiras, É o Herói lá de casa. Até mesmo aos olhos da vizinhança!!

Ler também 10 tipos de mãegnificas

Por Up To Kids®, baseado no texto 10 tipos de mãegnificas
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Acordas um pouco antes do despertador tocar. Um momento apenas. Chegas a mão ao telefone e constatas que, afinal, são duas da manhã. Estás sozinho na cama. A ausência dela, revela que os sons sentidos (mais do que ouvidos) eram da bebé a chorar. Ela já lá foi. Acalmá-la. Ou dar de mamar…talvez sejam sinónimos. Custa-te. A tentativa de voltares a dormir tranquilo é vã, mas a frase não te sai da cabeça: “Que noite horrível! Não pode ficar pior!”

O resto já não é sono, é uma espécie de nada. Um par de horas mais tarde, o do meio (ai o tanto para dizer sobre o filho do meio…) acorda mal disposto. Levantas-te e dás-lhe água. Ainda ficas na dúvida. Pode ser medo. Estás de volta ao quarto e ouves o barulho que te faz voltar para trás. Chegas e percebes que o teu filho vomitou. “Uns choram, uns vomitam…o que vão fazer mais?!”

O resto já não é noite, é uma espécie de manhã antecipada.

Sais para o trabalho depois de constatares que a balança não ajudou nessa manhã. Culpas a retenção de líquidos. Culpas os genes. Culpas a noite mal dormida. Culpas os miúdos. Talvez pela falta de segurança, não cativas as pessoas com quem te cruzas no trabalho. Sentes que não gostam de ti. “Estes não estão mesmo a ir com a minha cara…

Enfrentas o dia de trabalho no teu pior. Com sono. Cansado. Com olheiras. Com calor. Com um frio no estômago, causado pela dúvida sobre a causa da má disposição do teu filho do meio. Dás por ti a deixar o carro descair, quase batendo no de trás. Os pensamentos estão num turbilhão. Em vez de teres a cabeça “limpa” para chegar bem para apanhar o teu filho, aumentas as probabilidades de não chegares por teres um acidente.

Apanhas o miúdo e ainda chegas a casa com mais vontade da corridinha da ordem. Nada te vai impedir. Os miúdos já têm lá a mãe, já podes. Sais disparado. Sentes uma fisgada no gémeo. Voltas para casa lesionado. O miúdo continua mal disposto. A bebé chorou na Escola. A tua companheira tem um aspirador para andar a tiracolo. Achas estranho. Gritas com todos!

Pegas no copo de vinho e sabe mal. Está quente. Ou frio. A culpa deve ser também da retenção de líquidos. A bebé parece estar especialmente rabugenta. O rapaz, bem, o rapaz, passou o dia a vomitar…pede para vestir um pijama de inverno e nem está frio. Também deve ter febre. Ou é friorento. Deve ser dos genes, dado que também lhe custa um pouco levantar, como à mãe.

Voltas à questão base: Será que sei viver? Será que sei educar? Será ?! Precisas virar o jogo. Ou ir dormir. O que podes fazer?

Há duas saídas. Ou deixas o dia andar, e vais-te deitar. Ou arriscas. Ou sonhas. Ou tentas brilhar. Tentas sorrir. Podes telefonar àquela pessoa, podes dar um beijo prolongado à pessoas que amas, podes pedir um abraço de grupo ou podes falar com a tua mãe. Também podes pegar no teu livro. Ou ouvir a tua música. Podes ir para a rua tentar conhecer alguém. A sério. Podes arriscar. Foi o que eu fiz. Guardo para mim os pormenores da opção que escolhi, mas o risco fez-me viajar até às questões essenciais. E as frases, as respostas, nem sempre vêm completas. Por vezes, há uma frase misteriosa capaz de catapultar um bom sentimento.

 “Se ouvires essa música com atenção, vais encontrar um pouco da nossa história.”

Pus a música a tocar, e assim relembrei que a vida tem a cor que tu lhe dás. Sete cores de um arco-íris imaginado.

  • Nem sempre dizemos aquilo que queremos dizer. Nem sempre as nossas palavras, a nossa linguagem, consegue expressar tudo aquilo que estamos a sentir. E o outro, o que nos ouve, também vai interpretar à sua maneira. É a complexidade da comunicação a perigar o nosso bem-estar.
  • Por vezes, também dizemos para nós mesmos coisas que não devíamos dizer. Somos vítimas do nosso pensamento. Vítimas de um mau diálogo interior. “Que noite horrível! Não pode ficar pior!” Esta frase, estas palavras, estes pensamentos, fizeram-me bem? Ajudaram a minha mulher? A minha família? E, já agora, ninguém vomita por querer.
  • “ Estes não estão mesmo a ir com a minha cara…”. E depois? Será que todos têm que gostar de mim? Claro que não. E mesmo os filhos, se eu estiver no bom caminho, vão ter momentos em que “não gostam de mim”. Agradar a todos não é para todos. Talvez não seja para ninguém. Há-que tirar da cabeça o querer “agradar a gregos e troianos”.
  • Pensar leva a agir. E pensar no momento errado nas coisas erradas leva a más ações. Em alguns momentos, deves agir (guiar com calma, com assertividade) para colocar o cérebro a pensar no essencial. A ação repetida também leva a modificações nos sentimentos e nos pensamentos. Concentra-te nas mudanças, nos pedais, na estrada…
  • Pede desculpa. Tão simples quanto isto. Se gritaste com alguém que não tinha culpa, pede desculpa. Assume que erraste. E, se for rotura muscular, coloca gelo. Lembra-te sempre: Quando o casal está bem, os filhos estão também, por isso, pede desculpa.
  • Arranja um despertador para os miúdos. Um para acordarem e, porque não, um com um alarme para a hora de deitar! Se lhe custa levantar, pode ser sono. Pode ter dormido pouco.
  • Completa os enigmas que a vida te apresenta. “Se ouvires essa música com atenção, vais encontrar um pouco da nossa história.” Se leres com atenção o que escrevi, vais encontrar algumas das tuas perguntas. Sim, perguntas. São, quase sempre, mais importantes do que as respostas.

E assim, o dia terminou. Mais do que perfeito.

 

Por Alfredo Leite, para Up To Kids®
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imagem@jenny.gr

Se lhe dessem um hipótese para fazer algo que sempre quis, mas que teria de começar nesse exato momento, qual seria a sua reação?

Michael, um pai de três filhos, num dia igual a tantos outros, foi levar a sua filha à dança e deparou-se com a oportunidade de fazer, juntamente com Lauren de 10 anos, algo inesquecível!

Aceitou o desafio, e juntos surpreenderam a mãe Lynne, naquilo que podemos chamar um verdadeiro espetáculo público Pai/filha.

Veja o vídeo. <3

Há um fenómeno conhecido por gravidez histérica, ou psicológica, em que os sintomas da gravidez se manifestam numa pessoa não grávida. É mais comum em animais como cães ou ratos, mas também ocorre em mulheres e homens.

Eu não tive uma gravidez histérica. Espero eu, até porque passei nove meses a beber álcool pelos dois, o que faria de mim uma péssima grávida histérica. Mas, em retrospectiva, é bem possível que tenha tido uma ligeira depressão pós-parto histérica. Mesmo sem que a minha mulher tenha tido depressão pós-parto. É que é difícil explicar algumas atitudes que tive naqueles meses iniciais.

A verdade é que, durante os primeiros meses de vida do meu filho, esta casa não foi só pós-grávidas emotivas, mamilos em sangue e um bebé que dormia mal. Também havie eu. Um tipo cujas faculdades de bom senso se desvaneceram no ar. Sim, esse tipo era eu, e estas são as seis maneiras em que, tenho de admitir, me comportei como um atrasado mental nessa altura:

#1 – Anunciar que não queria ter mais filhos

Não há nada de chocante em alguém dizer que só quer ter um filho. A não ser que sejamos extremamente católicos, ou extremamente patrióticos, mas, nos tempos que correm, numa perspectiva pró-natalista, ter só um filho ainda é melhor do que não ter nenhum.

Sempre que era obrigado a ter a conversa dos filhos, eu concordava que, se fosse para ter, preferia ter mais do que um. Sempre se entretém um ao outro. Mas é possível que essa opinião se tenha alterado temporariamente passadas umas semanas depois de ser pai. E que essa opinião tenha sido transmitida à minha mulher, com ar de lunático e certeza maníaca, em palavras não muito distantes de É QUE NEM PENSAR QUE VAMOS TER MAIS FILHOS NÓS NÃO VAMOS CONSEGUIR PASSAR OUTRA VEZ POR ESTES TORMENTOS E ANSIEDADES CONSTANTES  É IMPOSSÍVEL E A RESPONSABILIDADE? IMPOSSÍVEL! OUVISTE? IMPOSSÍVEL!

E também é possível que esta demonstração de profundo terror pela ideia da paternidade não fosse a coisa mais inteligente, sensível e humana de transmitir a alguém que estava a viver a maternidade de forma apaixonada e natural (e que não sabia ter casado com um lunático).

#2 – Ser irritante com a desarrumação da casa

O regresso ao trabalho depois do primeiro mês não foi fácil. Ter de passar a maior parte do dia longe do filho e da mulher, depois de quatro semanas em que se começa a criar a primeira ideia de uma família maior que dois, é duro.

O que também não foi fácil foi ter sido precisamente nesse fase de transição que o meu eu obcecado por limpezas (um indíviduo que nunca tinha tido o prazer de conhecer) fizesse questão de aparecer. Aparentemente, o choque de voltar a trabalhar, chegar a casa cansado, e deparar-me com um cenário apocalíptico de roupa, fraldas e toalhitas, sujas ou não sujas, e outros objectos espalhados por cadeiras, móveis e sofás, provocou em mim um trauma de alguma severidade. Como naqueles filmes toscos dos anos 80 em que alguém batia com a cabeça e mudava de personalidade, fez surgir em mim um obsessivo compulsivo que, sempre que chegava a casa, fazia questão de passar a primeira hora a apontar objectos e coisas fora de sítio.

Este tipo obcecado nem me deixa perceber que o melhor era deixar-me de merdas, e entender que estar sozinho em casa com um bebé um dia inteiro é um actividade esgotante e que o tinha de fazer era aproveitar aqueles momentos para estar em paz e sossego com a sua família. Ainda que fosse no meio da porcaria.

#3 – Pensar que o bebé veio matar todos os sonhos que nunca tive

A crer pelos argumentos de alguns filmes e pela conversa de bêbado de alguns amigos meus, há muitas pessoas que casam com  a sensação de não terem aproveitado a vida ao máximo, de terem ainda coisas para viver e experienciar, sonhos e projectos incompatíveis responsabilidades e compromissos duradouros.

Não tive nenhuma dessas sensações quando casei, mas como o cérebro é um crápula que nos ataca sem aviso essas sensações apareceram logo na altura da paternidade. E como aos 33 anos já não tinha idade para poder sonhar com uma carreira de sucesso como desportista, músico ou youtuber juvenil, o meu cérebro decidiu lamentar coisas bizarras, como já não poder viajar como um nómada pelo mundo inteiro, coleccionando experiências de vida e tendo pensamentos profundos.

E este é o mesmo cérebro que, nas vezes em que cheguei a viajar sozinho, se entretinha a passar os dias a encher-me a cabeça de estupidezes a tal ponto que voltava dessas viagens sempre farto de mim. Isto para não referir que discutíamos sempre ao jantar, eu e o meu cérebro, nestas viagens solitárias (hoje em dia, com smartphones, a coisa fica mais fácil).

#4 – Achar que tinha direito a dormir noites inteiras

O acordar durante a noite nunca foi uma questão muito relevante dado o facto do Mexicano a) ser amamentado, b) ter completo e total desprezo pelos padrões naturais de sono, e  c) ter completo e total desprezo  pelos padrões naturais de sono dos pais. Isto implicava que a mãe tivesse de estar muito mais atenta ao choro nocturno, excepto se fosse claro e necessário que o problema implicasse uma mudança de fralda ou outra coisa que não fossem seios lactantes.

Sabendo disto, a poucos dias de regressar ao trabalho, houve um dia em que eu resolvi escalar um nível de anormalidade a tudo o que já aqui foi exposto, e anunciei solenemente à minha mulher que: “Agora que vou voltar a trabalhar, é apenas justo e natural que fiques tu e somente tu responsável por qualquer actividade que implique sair da cama à noite”. Vejam só a moral de um tipo que passa o ano a dormir uma média de 5 horas por semana para depois querer acordar às 13 horas de um Domingo, se virar para uma mulher que está a passar pelo que é provavelmente um dos meses mais exigente da sua vida, onde depois de uma sessão de tortura de oito horas que culminou com a expulsão de uma espécie da cabaça através da bacia óssea, se vê mergulhada em várias semanas de privação de sono.

#5 – Culpar a minha mulher por se sentir cansada

O facto de ser um idiota não quer dizer que não seja bem-intencionado, mas um idiota bem-intencionado não deixa de ser um idiota.

Perante a imagem de uma mulher sujeita às duras realidades da privação do sono, incapaz de dormir mais do que três (quatro numa boa noite) horas seguidas, e condicionada ao longo do dia por uma roleta russa de sestas que oscilavam entre os 15 minutos e uma hora, achei por bem partilhar – mais do que uma vez – a seguinte pérola de sabedoria: “é natural que te sintas cansada, não estás a aproveitar os momentos em que ele dorme para aproveitares para dormir também!”.

O que, no fundo, também poderia querer dizer: “além de implicar que consegues adormecer sempre que for necessário, tens de abdicar que qualquer momento que possas querer reservar para ti, seja para tomar banho ou fazer o almoço, ou consultar o facebook, e passá-lo a dormir para recuperar o tempo perdido – É LÓGICO!

#6 – Comportar-me como um vilão de telefilme de domingo à tarde

Quando estava a falar à Ana nas ideias principais deste post, entre risos (mútuos) e pedidos de desculpa reiterados (meus), ela relembrou-me um episódio de que eu tinha feito todos os possíveis para apagar da memória (não em lembrava mesmo dele), e que é bem capaz de significar o ponto alto destes processos de tumultos mentais. Eu estava no computador a tentar perceber em quantas facturas de atraso é que já ía o Meo, e a Ana pediu-me para segurar o Mexicano  com alguma urgência, porque tinha de fazer qualquer coisa, ao que eu respondi que não podia porque estava ocupado.

Perante a insistência dela e aquele tipo de pergunta meio incriminadora de ”podes por favor pegar no teu filho?”, eu terei – alegadamenteexclamado vociferado algo do género: “não, agora não posso porque o meu filho não paga contas!”.

É verdade que nunca me tinha sentido muito preparado para ser pai, mas lembro-me de ter passado os nove meses da gravidez a interiorizar que muita coisa ia mudar, que os primeiros meses iam ser terríveis, dramáticos, repletos de privação de sono e ânimos sensíveis. Mas o que acabei por subestimar foi mesmo o impacto emocional da paternidade. O peso de um amor que começa por tomar uma forma mais instintiva do que pessoal (no meu caso), e o peso de uma responsabilidade brutal que também vem amplificar angústias, medos e fragilidades do ser humano.

Eu também gostava de não pensar tanto nas coisas, mas há alturas em que é mais difícil . Só que depois o miúdo espirra, ri-se ou estende os braços na nossa direcção, e percebemos que há mais uma enorme razão no mundo para que tentemos ser o melhor de nós próprios, e é uma razão que nos enche de coragem, força e calma. E há uma pessoa ao nosso lado que nos percebe, e nos ajuda. Não tenho dúvidas de que passámos (e sobrevivemos) estes dias, que também tiveram muitos bons momentos, mais fortes, mais unidos. Como uma família

Por André Lapa, originalmente postado em à Paisana,
autorizado para publicação em Up To Lisbon Kids®

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Relativamente ao texto aqui publicado intitulado O Pai Perfeito, da autoria da Joana Paixão Brás, um leitor da Up To  Kids®, João Pinhel, quis partilhar connosco a sua experiência de pai.

Perfeito ou não, aqui fica o seu testemunho.

É uma mera opinião pessoal de quem passou (e ainda passa) pela experiência de ser Pai e Mãe ao mesmo tempo. O que escrevi foi um desabafo muito reduzido e um pouco atabalhoado (foi mais um “dump” de imagens e situações convertidas em texto) de 16 anos de três vidas sem a minha amada esposa.

Ser Pai é muito mais que o descrito no texto e como tal, aqui ficam seis pontos importantes para se poder classificar um Pai Perfeito, porque há muito, mas muito mais do que isto…

1. A Educação
Matriculas, reuniões de pais, comprar os livros e o material escolar. Ajudá-los nas matérias, estudar com eles e ajudá-los a tirar as dúvidas. Antes de dormir, ter que arranjar tempo para ir à net ver determinadas matérias para os ajudar a tirar as dúvidas no dia seguinte. Fazem os TPCs enquanto estamos na cozinha a fazer o jantar e temos que estar atentos aos tachos e à matéria! Verifico os deveres logo após levantarmos a mesa e colocarmos a loiça na máquina.

2. O Vestuário
A roupa: lavar, estender, passar a ferro ao fim de semana. Cotoveleiras, joelheiras, coser botões arrancados, arranjar fechos partidos, nódoas terríveis que nem com SuperPop, Supergel ou Vanish saem. Sapatos que de mês a mês, com a velocidade com que crescem, deixam de lhes servirem.
3. Os Hábitos (de Casa e de Higiene)
Os filhos não duram só 1 a 2 anos. Habituá-los a lavar os dentes todos os dias, várias vezes, ensinar-lhes a usar o fio dental, a usarem o elixir. Ensiná-los a lavarem-se, a limparem-se bem, a cortar as unhas. Levá-los ao Barbeiro ou ao cabeleireiro para cortar o cabelo.

Elas crescem e vêem as “coisas das Senhoras”: temos que ensiná-las e ajudá-las. A eles, temos que ensinar-lhes a fazer a barba.
E não podemos esquecer-nos da mudanças das roupas (das camas e dos banhos), os Sábados de manhã a limpar a casa e os serões de sábado de volta do ferro e dos remendos,  e os domingos, enfiados no supermercado a reabastecer as falhas da lista que está pendurada no frigorífico.  Talvez dar um passeio familiar ensinando-os a andar de bicicleta ou levá-los às festas de aniversário, jantares de amigos, cinema,etc.
Ah, e as limpezas grandes da primavera, claro que, em gozo de Férias.

4. A Comida
Não é só fazer Sopa e Papas. Há tudo o resto à volta disso. Os biberons, o leite anti-regurgitante (ou não), a esterilização, as compras, a loiça, lavar tudo ao redor depois de borrifarem, lançarem, espalharem, esborracharem, espatifarem e mais uma data de coisas que fazem à comida. Preocuparmo-nos em variar a alimentação deles, depois tudo o que isso implica, fazer mais pratos, picar carne, desfiar frango, separar grumos, cozer fruta. Isso das papas e da sopa passa rápido e os de frasco não são lá muito saudáveis.
5. As Doenças e os acidentes
Marcar o pediatra, o dentista, e ir às consultas com eles. Ir às Urgências, aos Centros de Saúde. Não esquecer das horas da medicação, passar noites acordado para que a febre baixe, lá ando eu de madrugada a dar-lhes o banho com água tépida, a icterícia e a colher de chá de água das pedras, os dentes a nascer e o bucagel, os vaporizadores para os brônquios entupidos, os sapatos ortopédicos, as quedas, os sustos, os pontos.
6. O Amor
E o último mas o mais importante para se ser um Pai Perfeito, o amor de Pai.
Levá-los para a cama quando se deixam dormir na sala (enquanto não pesam!). 
Ir de Férias e levá-los sempre connosco, não é despejá-los em casa dos Tios, dos Avós ou de Vizinhos.
Ler-lhes uma história antes de dormirem. Não esquecer todas as noites de ir vê-los ao quarto.
Ser o confidente deles mas ao mesmo tempo saber respeitar a privacidade deles q.b., tentar ser o amigo em quem confiam e o ombro onde podem desabafar.
Estarmos sempre dispostos a escutá-los e a aconselhá-los.
Ser discreto na vida deles, mas sempre atento e presente. A Adolescência é a fase mais complicada. Há que saber gerir… não há fórmulas mágicas.

Classificar um Pai Perfeito como o Pai dos 2 primeiros anos, minimiza (e muito!!) a quem é Pai a tempo inteiro e que já passou por toda a experiência de o ser. Com 43 anos, viúvo há 16, Pai de uma Mulher de 19 e de um Rapaz de 17.

Posso não ser um Pai Perfeito, mas sei o que é Ser simplesmente Pai.

P.S.: Ah! E ainda temos que ir trabalhar todos os dias!!

Por João Pinhel, para Up To Kids®

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É sabido que, quando se fala de assuntos relacionados com a maternidade e parentalidade há sempre opiniões divergentes relativas às opções de cada mãe/pai.

Há quem defenda a amamentação até aos 523 meses, há quem opte por amamentar até aos 6 meses, e há quem opte por não amamentar. Há quem queira amamentar e não pode ou não consegue.

Há quem dê colo a vida toda, outros defendem que não se deve dar colo.

Há quem deixe os bebés a chorar até “aprenderem” a dormir sozinhos, há adeptos do co-sleeping.

Há mães que optam por ficar em casa com os miúdos. Há mães que não estão para ai viradas. Há mães que queriam ficar em casa e não podem.

Há quem diga que “uma palmada na hora certa nunca fez mal a ninguém!”, há (cada vez mais) pais contra a palmada, considerando ser um ato de violência física e emocional para as crianças.

Poderíamos continuar a listar as 1001 diferenças entre pais e mães de todo o mundo, mas no fim, o que todos queremos é o bem estar dos nossos filhos. E apesar das diferenças, os Pais, são um dos grupos mais compreensivos e consequentemente cooperantes quando se trata do bem estar dos nossos filhos, ou dos filhos alheio!

Porque, independentemente das opções dos pais, uma criança é sempre uma criança.
E independentemente das nossas opções, em primeiro lugar somos pais!

 

 

Aprendi que:

1 – Por mais preparado que eu esteja, por mais conhecimento que tenha da psicologia do desenvolvimento, por mais palestras que dê, por mais conferências que frequente, nunca estou preparado para a ver triste. Custa tanto. Peço-lhe para falar, para colocar por palavras os sentimentos. Sugiro um diário para desabafar. Acabo por pedir ajuda à mãe e às avós.

2 – Nem sempre a vou poder proteger. Por mais maturidade que eu tenha, ainda me passou pela cabeça ir à escola dizer ao rapaz que a deixou assim, que é um grande parvo. Não tenho a certeza mas cheguei a dizer algo como “Vê lá se queres que o pai vá lá escola!”. Que vergonha…

3 – Ela vai forçar-me a fazer coisas de que poderei vir a arrepender-me. Como este artigo, por exemplo…tanta confissão…

4 – O tempo passa tão depressa, mas tão depressa. Algumas áreas da vida passam a correr. Nasceu ontem! Hoje já tem onze anos. E ainda por cima, parece que tem mais. Está tão alta! E está mesmo, não são os olhos do pai. Bem, talvez seja um pouco.

5 – Há coisas que ela só fala com a mãe. Mas há sentimentos que só a mim me faz sentir. Como a vergonha de ter os lábios lambuzados com batom, apenas porque lhe fiz a vontade numa brincadeira.

6 – Essas brincadeiras, esses momentos em que a adormeci ao colo com uma música pirosa a tocar, momentos em que a mãe estava tão cansada e com sono e era só no meu colo que ela adormecia, esses momentos passaram a correr. Acho que repeti o ponto quatro…

7- A teoria do psicólogo Satoshi Kanazawa, cujos estudos apontam para o fato de pessoas bonitas terem mais filhas, serve apenas para picarmos os nossos amigos.

8 – Ouvir “Daughters” de John Mayer, tem um significado completamente novo desde que ela nasceu. Como é completamente novo ler “A Fada Oriana”ou contar histórias de princesas quase até fartar. Mas muito antes de nos fartarmos já temos saudades. É o ponto quatro outra vez.

9 – Há outras meninas, cada uma delas com as suas características próprias de meninas. Umas não passam sem o seu boneco, outras fazem filas de bonecos para verem juntos um programa na televisão, outras colocam brincos desde cedo, outras transformam em real o lugar comum que as coloca dentro dos saltos altos da mãe.

10 – Aprendi que as meninas choram. Claro que eu já sabia, mas era um saber com letra minúscula. O mundo está em mudança abruta e constante. Nunca é demais lembrar. A família tem cada vez mais configurações. Havendo amor, entrega, paciência e persistência entre os seus membros, qualquer configuração é legítima. Não há famílias sem problemas, nem perfeitas, nem estáticas. E não há pais que não tenham perguntas sobre o futuro das filhas. Será que o casamento vai fazer parte da sua vida? Terá ela os seus próprios filhos? Irá adotar? E a profissão? Será capaz de descobrir os seus talentos? Esta tristeza de hoje passa amanhã?

Do meu lado tudo farei para estar. Estar. Irei reler este artigo para me ajudar a lembrar do quão é importante estar. Quero ser amigo dela. Não no mau sentido. Não naquele sentido errado. Os pais têm que ser pais. Mas quero que ela saiba que pode contar comigo, que pode desabafar, ir comigo ver o clube do nosso coração e um ou outro concerto. Estarei sempre aqui para receber as colegas dela, para sofrer se ela está triste e para ser lamechas e piroso se tiver de ser.

Tentei escrever para a tristeza desvanecer-se um pouco. Ela já está melhor, desabafou com a mãe. Chorou na escola. E ela é tão linda. Lembrar-me de que o sofrimento faz parte da vida ajuda-me um pouco. Lembrar-me que ela é linda dá-me ainda mais força. Ter confiança no futuro dela rasga-me o sorriso. Escrever ajudou-me.

E agora já posso telefonar a um amigo para brincar com ele sobre aquele estudo. Pais mais bonitos têm filhas. Ao nascer o rapaz perdi um pouco o argumento. Mas vem aí a Maria. Outra menina.

Por Alfredo Leite, Mundo Brilhante
para Up To Lisbon Kids®

imagemdecapa@onekind

As meninas são mais apegadas ao pai do que à mãe?

As mães de meninas, mais cedo ou mais tarde, podem desenvolver alguns ciúmes da forte cumplicidade que pode existir entre pai e filha.

Mas o que estará por trás disso?

“A princípio, todo bebé, independentemente do sexo, se identifica com a figura materna, que é seu primeiro objeto de amor”, afirma a psicóloga Ana Cássia Maturano. Porém, à medida que cresce, outras relações se tornam importantes na sua vida. Enquanto os meninos se identificam com o pai, as meninas espelham-se na mãe. Isto faz parte da construção da identidade masculina e feminina, respectivamente.

No entanto, entre o terceiro e o quinto ano de vida com o desenvolvimento da sexualidade, surge também uma atração pelo progenitor do sexo oposto e em simultâneo uma disputa com o progenitor do mesmo sexo.

Essa teoria, que foi descrita por Freud no século passado, é conhecida por Complexo de Édipo. Uma alusão à história da mitologia grega em que o filho se apaixona pela mãe.

“Essa preferência, obviamente, não tem conotação sexual”, diz a psicóloga. Trata-se apenas da necessidade de atenção da criança de todos que a cercam.
Os pais devem intervir explicando à criança que o casal tem outro tipo de relacionamento – e isso não significa que ela seja menos amada.

Mas e no caso de famílias onde um dos pais não está presente?

É possível que a identificação ocorra com outras figuras paternas e maternas, até mesmo fora do ambiente familiar.

O problema é quando tanto o pai quanto a mãe reforçam o sentimento inconscientemente, em vez de combatê-lo de maneira positiva. Assim, a menina torna-se  na “filhinha do papá” e o menino, no “filhinho da mamã”.

Além de motivar rivalidade e/ou competição ou entre a filha e a mãe ou o filho e o pai para o resto da vida, tal comportamento pode interferir no amadurecimento da criança. Consequentemente nos seus futuros relacionamentos”, alerta Ana Cássia.

A menina, por exemplo, procuraria a figura do pai num companheiro. Mas é claro que, teorias à parte, a ligação mais forte com um dos pais pode perpetuar-se sem qualquer motivação psicológica. Poderá ser apenas uma questão de afinidade.

 

Por Malu Echeverria, para Crescer.
Adaptado por uptokids®