Ando fascinado com uma música. Também eu queria ter a inspiração para escrever algo do género. Gostava de escrever para a minha filha ler à medida que for crescendo.

A música é “Growing Up (Sloane’s Song)” de Ryan Lewis (feat. Ed Sheeran).

Não é, nem de perto, uma tradução, mas enquanto a ouvia, vieram-me à cabeça algumas ideias.

Querida, quando cresceres, gostava que lesses estas ideias:

Tem aqueles dois ou três amigos para a vida, mas não pares sempre no mesmo bar, na mesma rua, no mesmo grupo…abre horizontes.

Faz a tua cama sempre, mas às vezes deixa-a por fazer. Não dobres sempre o pijaminha…

Dá nova chance ao sushi, cozinha o teu salmão. Grelha, fuma (o salmão!), corta em fatias finas e come simples ou com rúcula.

Diz bom dia. Despede-te quando saíres de algum lado. Diz boa tarde. Dá flores.

Não tenhas receio de pareceres doce. Não tenhas receio de ser doce. Evita os doces.

Lembra-te que os tontos estão sempre cheios de certezas.
Lembra-te que não andamos aqui para ser perfeitos ou para agradar a toda a gente. Se fores fraturante por seres quem és, se isso for natural, não te preocupes. Não procures o consenso a todo o custo. Não abdiques de ser generosa e sensível, mas sempre sendo fiel aos teus motivos.

Lembra-te que a riqueza material parece que só faz sentido quando é o resultado de um trabalho apaixonado.

Estuda a fundo esta frase:“Tenta ser constante mas não inflexível!”. Esta frase vai ser útil para educares, por exemplo.Tenta ser constante mas não inflexível. Tenta criar uma nova forma de escrever esta frase.

Aprofunda as tuas paixões. Se gostas de uma música, descobre o nome de quem escreveu. Se gostas de um livro, tenta compreender um pouco da vida do autor. Aprende a cativar com o “Principezinho”. Aprende a colocar em causa. Aprende a não tomar as coisas como garantidas.

Escolhe bem as tuas fontes! Não vás em “teorias da conspiração”.

Escolhe bem as tuas roupas, mas veste sempre um sorriso sincero. Valoriza as curvas do teu cérebro.

Lembra-te de que quando há dúvidas, geralmente não há dúvidas. Quando é amor, vê-se logo.

Se trabalhares por conta própria, tenta adorar o que fazes. Se trabalhares para outros, tenta adorar o que fazes.

Lembra-te de que este é o dia de estreia, o ensaio geral, o último dia em cena, o rascunho e a obra de arte!
Não desperdices tempo.

imagemcapa@today.com

Mais uma vez a Coca-cola cria uma campanha diferente este Natal. Aqui é-nos dada a possibilidade de, através de um clique, podermos enviar mensagens aos nossos amigos de todo o mundo. A ideia é original, e propaga o espírito de amizade nesta época Natalícia. O processo é simples, mas giro, por podermos escolher a forma que a mensagem é enviada…

Não vamos ser estraga prazeres, experimente por si próprio!

Envie desejos de Natal aos seus amigos através do Pai Natal!
A Up To Kids adorava receber uma mensagem… contamos consigo?

 

cola2

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Eu tenho um sonho. Um grande sonho. Um grande desejo para todas as crianças. Um desejo para toda a humanidade. Um sonho que vive comigo desde que eu própria era uma criança. Um desejo que se tem agitado mais e mais e mais rápido dentro do meu coração, bem lá enraizado, no fundo do meu espírito, ao longo dos anos.

E eu estou certa, tão certa como estou de que as estrelas brilham no céu da noite escura, que este sonho, como qualquer outro sonho, é possível. Este sonho, este grande, este enorme desejo que vive comigo desde que me lembro, pode tornar-se realidade.

O universo movimenta-se tantas vezes de forma misteriosa e sempre consegue colocar diante de nós situações, pessoas e desafios para nos ajudar a evoluir. Situações, pessoas e desafios com a finalidade específica de fazer- nos crescer. De mostrar-nos uma perspectiva diferente da vida.

Situações, pessoas e desafios com a finalidade específica de ajudar-nos a colocar tudo o que vimos, acreditámos ou pensámos até agora, em causa. E é maravilhoso quando temos realmente a coragem suficiente para nos questionarmos.

Para questionarmos o que sempre considerámos certo, é preciso coragem e audácia. Somos forçados a deixar a nossa zona de conforto e dar um salto no escuro para terreno desconhecido.

No entanto, para mudar, para evoluir, temos de ser fortes e corajosos. Todos nós podemos aceitar e abraçar a mudança, se estivermos dispostos a mudar por dentro.

Eu tenho um sonho. Um sonho que orienta a minha jornada ao longo da minha passagem. Um sonho que toma diariamente controlo total da minha vida. Um sonho que cresce a cada dia de cada vez que eu abro os olhos de manhã. E é ainda maior quando fecho os olhos para dormir. Um sonho que me trouxe aqui. Até hoje. Até este momento. Até estas palavras. Até si.

E não há sonho que se possa tornar realidade de forma mais rápida do que o meu sonho. Porque é um sonho de paz. É um sonho de amor. E todos nós possuímos essas qualidades dentro dos nossos corações. Nós todos temos paz e amor dentro de nossos corações.

Ninguém nasce com o potencial para qualquer outra coisa, a não ser para o amor. Ele pode estar escondido ou ainda não ter sido descoberto. Mas ele está lá. Eu sei que ele está lá. Basta olhar para dentro de nós mesmos para encontrá-lo.

Eu tenho um sonho.

Um sonho para que a paz reine em cada casa e em cada espaço onde crianças estejam presentes. Um sonho de ver as crianças livres de desrespeito, agressividade e violência. De qualquer espécie. De todos os tipos. Total e completamente livres. Um sonho de ver sorrisos nos olhos que não escondam dor, vergonha ou mágoa, mas sorrisos nos olhos que irradiem felicidade, paz e cabeças limpa de despojos.

Eu sonho que todos os adultos aprendam a baixar a voz e a guardar as mãos para si de todas as vezes que estejam na presença de uma criança. Eu sonho que cada criança seja educada com respeito pela sua individualidade. Para que cada criança seja criada com amor.

Eu desejo a todas as crianças do mundo uma educação pacífica. Eu sonho apagar os danos, a dor e o constrangimento das mentes, corpos e almas de todas as crianças. Eu sonho para que todos os adultos aprendam a parar, a admirar, a honrar, a respeitar, a confiar, a ser compassivos, tolerantes e solidários para com as  crianças. Porque é isso que é o amor.

Estou certa de que este sonho pode tornar-se realidade tão rapidamente como cada um de nós está disposto a fazer uma mudança no nosso próprio espírito. No nosso próprio coração. Na nossa própria casa. A cada acordar. A cada adormecer. A cada palavra. A cada gesto.

O meu sonho pode tornar-se realidade tão rápido quanto estivermos dispostos a crescer e a fazer a diferença na vida dos nossos próprios filhos. Apesar dos desafios. Independentemente das contingências. Apesar das condições ou das situações da nossa vida.

Nós somos os únicos responsáveis ​​por criar almas, mentes e corpos saudáveis ​​e seguros, conscientes de que cada uma das nossas acções, cada uma de nossas palavras têm uma repercussão sobre toda a formação emocional das crianças. E nós somos responsáveis ​​por passar um legado de amor às novas gerações.

Vamos abraçá-lo como nosso dever. Como o nosso propósito de vida. Independentemente de tudo o que possa surgir no caminho.

Que Todos Os Seus Sonhos Se Concretizem,

Filha:

Cresce devagarinho, leva o teu tempo.

Faz as tuas asneiras, reclama quando as coisas não te correm de feição, tenta colocar o triângulo na devida forma quantas vezes tiveres capacidade, até conseguires.

Não sabes mas a sociedade é feita de exigências. Espera-se que uma menina aja de certa forma, que um rapaz tenha determinadas atitudes. Sim, é verdade, estamos quase em 2020 mas a tua geração tem ainda um longo caminho pela frente. Depois, na escola, quando estiveres quase a entrar para a primária nem imaginas quais são os objectivos que deves cumprir.

Serás uma criança com deveres de gente grande. E a partir daí é uma bola de neve.

Na tua profissão, se tiveres sorte, poderás encontrar pessoas que são razoáveis, mas ainda existe muito a mentalidade dos pequenos poderes, das pessoas que pisam porque podem, das que não respeitam quem está abaixo de si porque se o fizerem perdem a força (tirânica) que os alimenta.

Mas nem tudo é mau, apesar de eu ter pintado um cenário um pouquinho escuro. Em abono da verdade, só queria com isto pedir-te que sejas criança enquanto és criança.

Que brinques tanto que te esqueças que, a brincar, também estás a aprender.

Tens tempo para reconhecer as cores, para saberes quanto é dois mais dois, para aprenderes a ler.

Para tudo há um tempo e o teu tempo é o de pedir colo e tê-lo. De ouvir histórias ao pé do ouvido. De cheirar as flores nos canteiros, de dançar sem qualquer vergonha quando o pai põe a tua música preferida a tocar. De cumprimentar as pessoas que não conheces quando passas por elas na rua. De reparar como as árvores são altas e as formigas parecem pontinhos que se movem. De apontar para o ouvido e depois para o céu quando identificas um avião a aproximar-se. De pedir para ficar um bocadinho mais dentro do mar. De chapinhares dentro da banheira na hora do banho. De ficares triste quando partes o teu boneco preferido. De pedir pão quando nos vês a comê-lo. De não esconderes a alegria que sentes quando reencontras alguém que já não vias há alguns dias.

Aos poucos (seria bom que não, mas é natural que sim…) irás moldar-te a ser menos espontânea, a seres mais discreta, a teres mais noção de quem está à tua volta e dos julgamentos que te dirigem.

Por isso, repito: não tenhas pressa.

Cresce ao teu ritmo, a ver o mundo com os teus olhos.

Este tempo é teu e nada nem ninguém te pode roubá-lo. Estamos aqui para garantir isso mesmo.

Vive como até agora, na tua inocência.

És feliz. Que isso se perpetue para sempre.

imagem@Weheartit

A Felicidade que sentimos não é diretamente proporcional a conseguirmos ou não ter um relacionamento amoroso seja ele qual for: flirt, amizade colorida, namoro ou até casamento. No entanto, inconscientemente ou até por pressão social, acreditamos que para sermos felizes é condição  “ter alguém”.

Em nome do “Amor” saímos numa busca louca e desesperada envolvendo-nos em toda sorte de situações e com pessoas que na maioria das vezes não temos nenhuma afinidade, levando-nos ao sofrimento, tristeza e carência. Quando entramos neste ciclo perigoso “de falta de nós mesmos” viramos presas fáceis para o engano, para a fuga e a ilusão.

Existem pessoas que não conseguem ficar um dia sozinhas, vivem de namoro em namoro, de casamento em casamento, de flirt em flirt. Emendam um relacionamento com outro na tentativa de curar o vazio, a solidão. Estão sempre à procura de alguém para suprir todas as suas necessidades, resolver os seus problemas e proporcionar a tão sonhada felicidade. Estão sempre a querer apoiar-se nos outros. Não se amam, não se valorizam, não se conhecem. Não conseguem enfrentar os seus desafios, amadurecer e crescer.

Outras, sustentam anos de casamento ou namoro em nome de um amor que já não existe. Entregam-se à rotina, à violência física, à tortura emocional, à bestialidade, à depreciação, às ofensas, às vinganças e às traições. Vivem de aparências e num verdadeiro inferno dentro de suas próprias famílias. Vão seguindo a vida entulhando-se de problemas e doenças, mergulhando no desrespeito mútuo, e destruindo-se a cada dia. Desistem de viver. São pessoas acomodadas e escravas do destino que escolheram.

Seguindo a viagem à procura das maravilhas do Amor, também encontramos os céticos que já não acreditam em nada e fazem tudo para não se envolver por medo de sofrer novamente. Gostam até um certo limite. Trocam de amor como quem troca de cuecas. Cultivam o amor e a desilusão. Sustentam a sua deceção por anos.

Já os românticos apaixonados amam demais e entregam-se tanto, que se anulam. Criam nas suas mentes deuses e deusas. Esperam e idealizam demais: a mágoa e a decepção são sentimentos constantes.

Tudo isto em nome do “AMOR”? Ou será para manter o STATUS? Ou será para fugir à realidade? Você é feliz? Você conhece-se? Há quanto tempo não se dedica a si próprio? Há quanto tempo não faz nada que realmente gosta? Estar sozinho não é o problema: não ser feliz com a sua vida, é que é! Nós somos capazes de superar os desafios, aprender e caminhar com as nossas próprias pernas. Todos os dias a nossa missão é procurar mais felicidade e prazer. Nascemos sozinhos, estamos sozinhos o tempo todo. Quando sofremos ou sentimos alegria estamos a sós com o nosso pensamento, coração e alma. Os amigos, a família e os amores são o conforto e o carinho que precisamos para nos dar coragem e alimentar a nossa fé. Mas o trabalho, a tempo inteiro, é somente nosso. É cada um por si! Por isso, ficar do nosso lado com carinho e paciência é um compromisso.

Ser feliz só depende única e exclusivamente de cada um, não depende de ninguém e de nada externo à própria pessoa, muito menos de um estado civil.

Todos nós queremos companhia e desejamos o amor.
Mas amar é partilhar e não se apoiar.
É conviver e não depender.
É gostar e não tornar-se escravo.
É caminhar lado a lado com companheirismo, alegria e prazer, é partilhar seu verdadeiro ser.
Ame-se, respeite-se e seja feliz!

Um amor… É consequência!

Por Mônica Dias, em Coração em Retratos
Adaptado por Up To Kids®

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Há quem não goste da época natalícia.

Há quem arranque cabelos, porque além de tudo o que já há no dia-a-dia, ainda surge a tarefa de comprar os presentes de Natal. Para ajudar à festa os orçamentos são cada vez menores para estas despesas extras! Anda quase tudo numa roda-viva, atropelos e discussões pelo melhor lugar no parque de estacionamento do centro comercial.

A pergunta que se impõe é: Vale mesmo a pena?

Eu acho que não.

Ainda esta semana a J. perguntou-me:

Senão houvesse presentes na terra havia Natal?

Respondi-lhe que sim e frisei:

O Natal não são só presentes. Mesmo sem presentes o Natal tem de existir e é bom. O Natal é para celebrar a família e o amor.

A resposta não podia ter-me enternecido mais:

Ainda bem. Eu gosto muito da nossa família toda.

Este foi um momento em que senti que não estou a desempenhar mal o meu papel de mãe.

Eu sempre adorei o Natal e, apesar das más memórias (que ficaram de há dois anos com a L. a ficar doente), continuo a adorar o Natal, a emocionar-me, a acreditar naquilo que ele representa: Paz e Amor.

Quando chego a esta altura do ano viajo para a infância onde me lembro do calor das brincadeiras com o meu avô, da sua leitura da Bíblia, do momento em que cantávamos o “Noite Feliz”. Para mim, era sem dúvida, uma das noites mais felizes do ano. Acreditava tanto no Pai Natal que cheguei a ver, da janela da cozinha da minha avó, o trenó com o Pai Natal a desaparecer no céu.

A MAGIA de acreditar em algo que não existe, e que surge numa noite em que todos queremos sentir FELICIDADE, é o melhor mote que podemos dar aos nossos filhos para a vida. Para a deles e para a nossa.

ACREDITAR que na vida há MAGIA, é o que nos pode dar alento e ajuda, nos desafios que temos de enfrentar e nos momentos menos bons.

Talvez por isso se diga que o Natal é quando o Homem quiser.

Eu desafio-me e a todos (os que me lerem) a levarmos esta MAGIA e este ACREDITAR para 2015.

FELIZ NATAL cheio de Amor e em 2015… Acreditemos na MAGIA.

Por Irina Gomes,
para Up To Lisbon Kids®

Todos os direitos reservados®

Faria hoje 7 anos.
Parece que foi há 10!…
Era uma menina! 25 anos… Carregada de sonhos e sem saber nada da vida. Jurei perante Deus constituir família e amar aquela pessoa até ao fim da minha vida.
Dois anos depois do fim, adoro a vida que tenho hoje. Esta adolescência adulta de poder voltar a viver coisas com outra cabeça e com outra disposição. Confesso que me sabem a mel os fim‑de‑semana sem filhos onde posso descansar e divertir-me à vontade. É a vantagem que tenho em relação às mães casadas. Sem horas, sem ter de dar satisfações a ninguém, com amigos ou sozinha. Conversar, beber, comer, flirtar ou mesmo namorar. Aos 30 sabe bem melhor do que aos 20.
Mas hei de carregar para sempre a sensação de falhanço e a frustração por não ter conseguido levar a promessa até ao fim. Era o meu projecto de vida. Bem mais importante do que o trabalho. Casar, ter filhos, formar uma família feliz! Nunca pensei vir a ser uma mulher divorciada e há algum tempo atrás, essa expressão tinha uma carga bem maior e mais negativa do que hoje em dia. Talvez por isso diga que sou solteira. Mas com filhos!
O melhor de tudo, e não foi nada fácil lá chegar, foi que percebi que afinal, o meu projecto de vida passa por me fazer feliz a mim mesma antes de fazer feliz outra pessoa. E só assim, depois de aprendermos a olhar para nós próprios, de gostarmos de nós próprios e de sabermos ser felizes sozinhos, poderemos fazer outra pessoa feliz. Como é que eu conseguia viver sem saber isto?

(Pelo menos não passámos pela crise dos 7 anos!!)

 

  KIKI | FAMÍLIA DE 3 E 1/2
 Delírios de uma mãe! Louca pelos filhos! Que adora viver! E tem sempre uma opinião a dar! Mesmo que a  mesma não seja consensual… E que às vezes solta umas bojardas pela boca fora!