Resolver uma Birra

A cena parecia tirada de um filme. De terror. O meu filho, de 6 anos, aos gritos e a espernear na sala. Parecia possuído por um espírito maligno qualquer. Tudo por causa de um episódio de um desenho animado que ele queria ver e que eu não deixei, porque já era hora de ir dormir.

O episódio já tem algumas semanas, mas usei-o esta semana como exemplo, quando uma amiga me pediu conselhos sobre como lidar com as birras do filho, mais ou menos da mesma idade.

No momento apeteceu-me ralhar, ameaçar com um castigo se ele não parasse imediatamente com aquele comportamento. Mas, em vez disso, resolvi aplicar uma “ferramenta” que aprendi em Espanha, durante a formação que fiz para Educador de Famílias em Disciplina Positiva. E resultou.

Sair de cena… mas voltar ao assunto

Comecei por avisá-lo que eu estava a sentir-me irritado, pelo que iria sair da sala para me acalmar. E que falaríamos sobre o que aconteceu quando ambos nos acalmássemos.

Tive dúvidas sobre se resultaria. Fui até à cozinha, respirei fundo e um minuto depois estava de volta. Já não tinha vontade de o agredir verbalmente. Nem ele continuava com a birra. Sentei-me no chão à altura dele, e perguntei o que estava a sentir. E porque tinha feito aquela cena. Disse que não sabia. Tentei procurar as respostas. E encontrei-as. Disse-lhe que compreendia que se sentisse assim, mas tentei que compreendesse que já não era hora para ver bonecos. “Não achas?”, perguntei. Disse-me que sim com a cabeça, timidamente. “O que é que podemos fazer para evitar que isto se repita, filho?”, acrescentei, com a voz tranquila. “Ver os bonecos mais cedo?”, respondeu. Dei-lhe um abraço e fomos contar a história antes de dormir. E birras do género, nem vê-las desde então.
Não sabe resolver uma birra, saia de cena.

Sair de cena não é premiar!

Durante os momentos de conflito, voltamos a um estado primitivo com o nosso cérebro de réptil (e os répteis comem as suas crias!). Em que a única solução é discutir (luta de poderes) ou fugir (má comunicação).

E que tal se sairmos de cena até nos sentirmos melhor? Isto de forma a que possamos resolver o problema baseando-nos na proximidade e na confiança e não na distância e na hostilidade?

Imagino que para muitos dos pais que me estão a ler, provavelmente a maioria, é difícil imaginarem que uma solução destas resulte. “Então o meu filho está a fazer uma birra e eu vou-me embora?” Eu também achava o mesmo. Mas lá em casa resultou!

Sair de cena, mas avisando sempre que se vai fazer isso para acalmar, não é premiar ou deixar que eles “levem a melhor”. Às vezes bastam 5 segundos para nos acalmarmos e voltarmos ao nosso cérebro racional. Depois é tempo de voltar ao assunto e voltar a criar conexão, já com a cabeça mais fria. E isso faz toda a diferença.

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É importante compreender o fenómeno das birras considerando o período desenvolvimentista em que as crianças estão.

Entre os 2 e os 5 anos é expetável que surjam algumas birras, o que se justifica em grande parte pelas características cognitivas típicas destas idades. Nesta fase o pensamento das crianças é caracterizado por algum egocentrismo, isto é, tendem a perceber as situações apenas do seu ponto de vista e não se colocam no ponto de vista das outras pessoas, nomeadamente dos pais ou demais cuidadores. Experienciam a mesma dificuldade face à capacidade para anteciparem e compreenderem os sentimentos dos outros – leitura da mente. Desta forma, as crianças centram-se nos seus próprios interesses e negligenciam as regras impostas pelos adultos.

Assim, as birras fazem parte do processo de desenvolvimento e aprendizagem de uma criança, sendo necessário estabelecer regras e limites claros que permitam estruturar o seu quotidiano e compreender o mundo que as rodeia, bem como, ajudá-las a gerir o sentimento de frustração.

Assim, deixamos aqui 10 dicas para vencer as birras.

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1.Implemente regras claras

Quando se dirige a um sítio público, apresente-lhe as consequências positivas e negativas decorrentes do seu comportamento. Antes de entrar numa loja, estabeleça contacto visual com o seu filho e exponha de forma clara o comportamento que espera e o que vai acontecer como resultado: “Quando entrarmos na loja, quero que fiques ao pé de mim. Não foges para lado nenhum. Se ficares ao pé de mim, divertimo-nos e depois tens uma recompensa. Se não ficares ao pé de mim, vais fazer uma pausa para o carro.” Confirme que o seu filho percebeu as instruções, fazendo-o repeti-las.

2. Dê apoio ao seu filho

Ao entrar num local público, comece imediatamente a comentar de modo positivo o comportamento do seu filho. “Obrigado por ficares ao pé de mim. Gostei muito.” Continue a reforçar a atitude do seu filho com frequência.

3. Seja firme

As birras das crianças podem ser muito poderosas e por diversos motivos os pais são tentados a ceder. Em lugares públicos os olhares dos outros são muitas vezes motivo de incómodo para os pais. Noutras situações de maior cansaço, ou indisponibilidade emocional para “lutar” contra as birras, a saída mais fácil parece ser mesmo ceder. Tente ser firme e consistente nas regras que implementou, caso contrário, a tendência será para que a criança tente sempre contornar as regras na esperança que os pais cedam às suas vontades.

4. Mantenha calma

Pode ser muito difícil lidar com situações de birra e a calma nem sempre prevalece. É importante que não se exalte quando o seu filho faz uma birra e que lhe dê um exemplo adequado de como gerir emoções. Se queremos que a criança aprenda a lidar com a frustração e com as emoções de valência negativa, o adulto deverá constituir um modelo de comportamento.

5. Use a pausa, se necessário

Assim que o seu filho começar a violar as regras, pode pegar-lhe na mão com firmeza e levá-lo até ao carro (ou canto da loja) para uma pausa de cinco minutos.

6. Não preste atenção à birra

Na presença duma birra, o passo essencial é não satisfazer o pedido da criança. Se o fizer, estará a dizer à criança que o seu mau comportamento lhe oferece privilégios. Em vez disso, afaste-se da criança e ignore-a. Se não for capaz de tomar esta atitude, retire a criança do espaço em que se encontra. Leve-a para casa e coloque-a numa divisão da casa sem distrações, onde possa refletir acerca do seu mau comportamento. Não lhe dê atenção, nem procure dar nenhum sermão à criança nesta altura, pois o seu estado emocional de exaltação não o vai permitir.

7. Quando a birra terminar, converse com o seu filho

Explique-lhe com clareza que este tipo de comportamentos não leva a nada. Poderá aplicar um pequeno castigo, de acordo com a regra que havia estipulado. Não ameace, aplique o castigo! Seja consistente, se não o fizer, a criança poderá aproveitar-se desse facto para obter mais recompensas. Se decidir aplicar um castigo, faça-o imediatamente a seguir ao mau comportamento. Se deixar passar muito tempo, a criança deixará de associar o castigo a esse comportamento em concreto, pelo que o castigo deixará de ter o efeito pretendido.

8. Planeie de forma adequada a sua rotina

Para evitar confusões e brigas constantes, planeie a sua rotina, e evite levar o seu filho para locais onde se desestabilize frequentemente.

9. Esteja atenta ao comportamento do seu filho

Se as birras não faziam parte do comportamento do seu filho e nota que têm vindo a surgir com mais frequência, esteja atenta! Tente perceber se algo mudou na sua rotina, no seu comportamento na escola ou noutros contextos. As birras poderão ser um reflexo de instabilidade emocional provocada por outras problemáticas.

10. Procure ajuda profissional

Se as birras assumem presença constante no vosso quotidiano, a sua frequência e intensidade já ultrapassaram o que seria normativo em termos de  desenvolvimento, até já utilizou diversas estratégias aqui apresentadas e não vê melhorias no comportamento do seu filho, o melhor será mesmo procurar aconselhamento junto de um profissional, nomeadamente de um psicólogo infantil, que o poderá ajudar a compreender as causas das birras, ajudá-lo a alcançar maior estabilidade emocional e capacidade de auto-controlo, ajudando também os pais a lidar mais eficazmente com este problema e a modificar possíveis fatores de manutenção do mesmo.

 

Artigo das Psicólogas Carla Pereira e Sandra Alves

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Não era preciso um estudo para nos dar esta novidade. Mas é bom ter aparecido para termos a certeza que não somos nós que estamos a ficar malucas!

Quantas vezes deixamos os miúdos na cresce a chorar e a educadora diz que passados 5 minutos estavam óptimos? Ou vamos busca-los e conseguimos vê-los a brincar animadamente, até que dão pela nossa presença e está o caldo entornado?

Pois é, não estamos sozinhas.

O estudo da Universidade de Washington acompanhou 500 famílias. Avaliou em cada uma delas comportamentos como birras, gritos, tentativas de bater nos pais, carência e atos de começar a falar à bebé (crianças que já falam corretamente)… E  descobriram que as crianças de até aos oito meses de idade ficavam a brincar felizes de vida até verem a sua mãe chegar.

99,9% desta crianças demonstraram ter propensão para o choro e precisar de atenção imediata. Mesmo no caso de uma criança invisual que, a partir do momento em que ouviu a voz da mãe, começou a atirar coisas, e a querer lanchar (muito embora tivesse acabado de comer).

Um bebé de oito meses ainda se sente parte de sua mãe, o vínculo é fortíssimo. O fato de essa criança chorar, atirar as coisas ou “chamar a atenção” ao ouvir o som de sua mãe, é uma tentativa de voltar para perto de si!

Depois dos 2 anos, ou ainda nos 3 anos – idade da formação da sua própria identidade – as crianças tendem a confrontar mais aqueles em que eles têm maior apego e vêem como porto seguro, os pais, na procura das sua própria personalidade ainda em formação e ainda não conhecida por completo por eles. É algo complexo!

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O estudo revelou ainda que, nada mais nada menos do que a totalidade destas crianças se revelaram mais sensíveis às instruções passadas num tom de voz normal se provenientes de alguém que não a sua mãe. Para receber resultados comportamentais semelhantes, as mulheres tiveram de falar num tom de voz muito alto, como se alguém tivesse a ser atacado por um animal feroz.

Paul Olsen, pai de três crianças e participante no estudo, ficou chocado com os resultados.  “Eu nunca percebi porque é que a minha mulher nunca conseguia fazer nada quando estava com os miúdos: ela é literalmente o íman e a kriptonite deles. No entanto, comigo eles são totalmente diferentes.”

 

Artigo de momsnewdaily, adaptado para Up To Kids®

 

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Eu não li os livros todos de psicologia infantil, nem fiz nenhum curso de como evitar/interromper/acabar com uma birra. Mas à conta de episódio passado com a minha filha de 5 anos, aprendi uma “fórmula” para contornar as birras dos nossos filhos.

A minha filha entrou na escola e andava um bocado ansiosa.

Nas primeiras semanas percebemos que estava bastante nervosa e esse comportamento acabou por se refletir em casa: fazia birras com facilidade, até por coisas sem importância. De repente, tudo era um drama. Por indicação da escola, procuramos uma psicóloga infantil, para que a Alice pudesse falar sobre o que se estava a passar e percebermos o que podíamos fazer para ultrpassar esta fase.

De entre as várias dicas que a psicóloga Sally Neuberger nos deu, houve uma que retive exactamente por ter achado fantástica, e é sobre ela que vou aqui falar.

A psicóloga explicou-me que a criança tem de se sentir respeitada. Ou seja, devemos dar valor ao que está a sentir, mesmo que nos pareça uma birra pura. Assim, no momento de uma crise, uma criança a partir dos 5 anos de idade precisa de que a ajudemos a pensar e obter uma resposta sobre o que se está a passar.

Esta nossa valorização sobre o que a criança está a sentir e ao mesmo tempo o facto de incluí-la na solução da questão desmonta a birra em si.

Como desarmar uma birra com uma pergunta

No momento da birra – seja porque o braço da boneca saiu, porque está na hora de ir para a cama, porque os TPCs não correram com esperava ou porque não queria realizar uma tarefa – devemos olha-la nos olhos e perguntar num tom calmo :

“Isto é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?”

Esta frase tornou-se mágica aqui em casa. E sempre que faço a pergunta e a minha filha me consegue responder. Em conjunto conseguimos encontrar uma solução para o problema.

Se for um problema pequeno é rápido e tranquilo de resolver.

Um problema médio, muito provavelmente será resolvido mas não nesse momento imediato e ela vai entender que há coisas que precisam de tempo para acontecer.

Se o problema for grave – e obviamente que grave na cabeça de uma criança não pode ser algo a ser desprezado mesmo nos pareça algo sem importância – talvez seja preciso mais conversa e mais atenção para que a criança entenda que há coisas que não correm exatamente como nós queremos.

 

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As birras fazem parte do crescimento, hão-de existir  sempre.

Não havendo uma fórmula para as evitar na totalidade, há formas de lidar com as crianças. Ensinando-as a gerir melhor as emoções conseguem  acalmar as suas próprias ansiedades.

Ficam três dicas simples que o vão ajudar:

  1. Antecipar

Antecipar alguns momentos do dia-a-dia é fundamental para que tudo aconteça duma forma mais tranquila. Se vai a casa dos avós e tem de sair mais cedo explique-lhe o que vai acontecer de preferência antes de sair de casa. Planeie o dia para que o seu filho não seja apanhado de surpresa. Quanto mais as crianças tiverem o seu dia planeado, também elas gerem melhor o que sentem. Caso contrário, vai estar a brincar com os primos e, de repente, os pais dizem: “vamos embora”. Para a criança é um atentado à diversão e gera-se um problema. No entanto, se já estiver preparada irá lidar melhor com o que sente e mesmo que faça uma birra, não sente que foi uma traição dos pais.

  1. Olhos nos olhos

Quanto tempo consegue falar com o seu filho a olha-lo nos olhos? Sem as distrações do telemóvel, da televisão, da máquina da roupa ou o jantar para fazer? Criar o hábito de ter um espaço de conversa com o seu filho vai dar-vos uma oportunidade de se conhecerem melhor, de partilharem o que pensam e sentem e, acima de tudo, vai passar a mensagem ao seu filho de que se preocupa com ele. Quanto mais cedo na relação houver este espaço mais fácil será a comunicação entre os dois. Se a criança for muito pequena, esta conversa pode ser uma brincadeira com um simples brinquedo, de forma a que a atenção não seja exclusiva para o brinquedo mas sim para a relação entre os dois.

  1. Atenção

Se o seu filho está a fazer uma birra porque quer um brinquedo, uma ida ao parque ou a casa dos avós, está a exigir atenção. A melhor forma de o fazer entender que não é possível satisfazer o seu desejo nessa altura é baixar-se, colocar-se ao nível dele, olhá-lo nos olhos e falar com um tom de voz calmo.

Lembre-se que se responde com frustração ou impaciência vai gerar ainda mais frustração. O que o seu filho lhe está a dizer é “nunca olhas para mim, nunca queres saber de mim, só fazes o que tu queres”. Mantenha-se calmo e devolva-lhe aquilo que ele sente. “Eu sei que estás chateado comigo porque queres ir ao parque, mas neste momento não vai ser mesmo possível porque tens de ir tomar banho e jantar”.

Não prometa ir no dia seguinte porque os imprevistos acontecem e as crianças não se esquecem do que lhes foi prometido.

Este tema surge muitas vezes nas sessões de psicologia com os pais. As birras são uma situação recorrente nas famílias e de difíceis contornos quando já está instalada. Isto provoca um desgaste emocional muito grande para todos. As birras são naturais, a não ser que se tornem muito repetitivas e persistentes. Nesse caso poderão ser um sintoma de que algo está a correr menos bem.

O mais importante é apostar na relação de confiança e partilha. Garantir que os pais são o adulto na relação (muitos pais acabam por ceder às birras cabendo no fim o poder de decisão à criança), ter calma suficiente para lidar com os imprevistos, e incluir o seu filho nos planos preparando-o para a dinâmica dos vossos dias.

 

 

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Se o seu filho de dois anos é um anjo a quem faltam apenas as asas, se a única vez que levanta a voz são duas octavas acima do desejável quando espirra e se é tão bem comportado que a emociona, este texto não é para si. Ou talvez seja, se for daquele tipo de pessoas que gosta de passar por um desastre e ficar a olhar, pela incapacidade de fazer o contrário.

Ora bem… Sou adepta da parentalidade positiva. Sou adepta do diálogo, de respeitar os ritmos, algumas vontades, de não comprar guerras desnecessárias. Mas também tenho uma filha de dois anos, que atravessa a fase comumente apelidada de “terrible two”. Tenho de dizer mais? Então aqui vai.

A minha filha é um doce, meiga, imaginativa, tem um sentido de humor ímpar, é inteligente e atenta, mas tudo isso se dissolve de vez em quando. Começa a chorar porque sim (indo este “porque sim” desde ao “ohhhhhh, o sol está escondido”, ao “o Mickey é um rato?” ou simplesmente sem razão aparente). Não quer tomar banho e esperneia. Não quer lavar a cabeça. Não quer secar o cabelo. Não deixa pôr creme no corpo. Não quer vestir o casaco à saída da escola nem o bibe à chegada. Não quer essas bolachas, quer as outras. Não quer ir a pé, quer o colo. Não quer o livro, quer as plasticinas. Não quer a mãe, quer o papá. Não quer o papá, exige a mãe. Manda as coisas para o chão. Empurra o prato. Descalça-se. Nem pensar que vai vestir essas collants. Não quer essa camisola. As cuecas, deixa cá ser ela a escolher. Arranca o gancho da cabeça. (Mãe da criança exemplar dos dois anos, ainda está aí? Valente!). Quer carregar no botão do elevador que já está selecionado. Quer ver vídeos no telemóvel seja a que horas for. Deita-se no chão a rebolar e a chorar. Grita.

Podia continuar durante horas, mas penso que todas nós já encontrámos pelo menos duas coisas em comum.

Nenhuma destas coisas lhe foi passada como sendo aceitável. Nunca cedemos a birras. Nunca a deixámos pensar que se se comportar como um selvagem leva a melhor, nem que seja pela vergonha que nos faz passar. Às vezes custa muito. Dói. Penso onde foi que errei. O que poderia ter feito melhor. Que para a próxima tentarei uma nova estratégia.

Converso, explico, levanto a voz, desespero.

Já cheguei a ir o percurso de escola a casa todo a chorar sem ela ver.

Eu só tenho uma filha mas há quem lide com isto ao mesmo tempo que tem de fazer malabarismos com filhos mais velhos e mais novos.

E é muito complicado.

Injusto.

Ingrato.

Mas depois, como se bastasse uma brisa de ar, tudo muda e a nossa criança volta a ser alguém que reconhecemos como nossa.

Que sabe o que pode e deve fazer (dentro das limitações da sua idade), que testa os limites de forma um pouco mais racional, que não desespera face às primeiras frustrações.

E é nesse momento que tento lembrar-me que o que fazemos, o “trabalho” que temos com ela, não é em vão.

E que não estou sozinha.

Que mesmo que tivesse sido e fosse a mãe perfeita (estou longe disso), a minha filha passaria por esta fase.

Porque aqui não há culpas. Talvez haja apenas a da falta de paciência para lidar com algumas destas situações de vez em quando, mas humana me confesso. Quem lida com tudo isto com um sorriso no rosto e a tranquilidade no olhar? Poucos de nós.

Esta fase tem sido uma lição. Já consigo contornar algumas situações e até antecipar outras, de forma a evitá-las. Outras estão fora do meu controlo.

E estou a aprender a lidar melhor com isso. A aceitar.

Porque é mais uma lição, mais uma aprendizagem.

Que cansa, mas que no fim vale a pena.

Porque esta fase “terrível” vai passar e dará lugar a outras com os seus desafios.

E ser mãe é estar pronta para aceitar as fragilidades dos filhos e ter força suficiente para lhes indicar o caminho, os guiar e dar a mão para que saiam da bolha de infelicidade e frustração em que por vezes entram.

Se já passou por algo semelhante ou está a passar, estamos juntas.

Não desespere.

Se precisar, peça ajuda.

Não está sozinha (escrevo no feminino, mas vale para o masculino também).

Vai passar, vai melhorar.

Não desanime.

Agarre-se às coisas boas e, convenhamos, são tantas!

Seja feliz.

Ajude os seus filhos a serem felizes.

Por vezes basta estarmos lá e fazê-los sentir que não estão abandonados nos seus momentos de imperfeição. Que confiamos neles para encontrarem soluções adequadas à sua idade, subindo um degrau de cada vez.

Em relação aos terrible two? Lamento, mas não serás tu a transformar-me numa má mãe nem a fazer-me perder a fé na minha filha.

Somos muito maiores e melhores que tu.

 

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Então, estragaste o teu filho com mimo?

Dar mimo é uma das melhores coisas que podemos dar aos nossos filhos. Transmite-lhes segurança, autoconfiança, ensina-os a ser afectuosos e a aceitar o afecto. Anima-os nos dias tristes e dá-lhes aconchego para a noite. Segundo o pediatra Mário Cordeiro, “não há mimo a mais” O mimo é sempre positivo. No entanto é importante saber distinguir o mimo de outras situações que muitos pais recorrentemente confundem com mimo. Falamos de chantagem emocional, de subornos, de promessas em troca da realização de qualquer tarefa que seria suposto a criança realizar sem contrapartidas. Esta situação permite que a criança ganhe força, e se torne num pequeno Hitler dentro da sua casa. Manipula os pais para comer, para se vestir, para tomar banho e para ir dormir. E os pais, cansados, acabam por ceder porque só querem que as coisas fiquem feitas e que o menino seja feliz.

“Não há mimo a mais” | Pediatra Mário Cordeiro

Se não há mimo a mais, podemos (e devemos) andar com os nossos bebés ao colo, dormir com eles, dar-lhes banhos prolongados, ler e cantar para eles até adormecerem, beija-los nos pés e nas pálpebras sempre que quisermos sem os “estragar de mimo.” Mas como é óbvio, não podemos fazer isso quando eles tiverem 16 anos. Nem 6. Porque a nossa função de pais, além de criar crianças felizes é criar adultos capazes. E para isso, a autonomia tem de começar desde cedo a ser trabalhada. Com a autonomia as regras, os limites e as responsabilidades. Sempre com muito amor e muito mimo, mas com firmeza para não descambar. Porque nos arriscamos a que o nosso bebé se transforme numa criança malcriada.

É fácil apontar os miúdos “mimados” na escola ou no parque, mas conseguiremos ter um olhar crítico sobre os nossos filhos?

A Pop Sugar fez uma lista de 10 sinais evidentes para perceberes se o teu filho é “um mimado”?

  1. Faz birras por tudo e por nada
    Já todas passamos por uma birra em casa ou no supermercado, mas se o teu filho usa este trunfo sempre que quer alguma coisa quer dentro de casa, quer na rua, então este é um bom indicador de que possa ser um mimado.

    birras

  2. Nunca está completamente satisfeito
    As crianças mimadas não ficam satisfeitas com o que têm e querem sempre ter o que vêem nos outros.

    Crianças instisfeitas

  3. Não ajuda nem que ajudar nas tarefas.
    São poucas as crianças voluntariosas nas tarefas domésticas. Mas a partir de uma certa idade já devem estar habituados a ajudar a arrumar os seus brinquedos e quartos entre outras coisas. Um mimado não quer ajudar em tarefa nenhuma, e se for preciso usa o trunfo birra para se escapar a esta obrigação.

    Tarefas domésticas e as crianças

  4. Tenta controlar os adultos
    As crianças mimadas não distinguem os pares dos adultos e esperam controlar os pais como muitas vezes controlam os pares.Controlar os pais
  5. Não partilham
    A partilha é um conceito difícil para uma criança adquirir, mas a partir dos 4 anos, e aprendendo através do exemplo, as crianças devem estar aptas e gostar de partilhar com os amigos e irmãos.
    Crianças que não partilha
  6. Tens de implorar para que realize uma tarefa
    Os pais são figuras de autoridade a quem as crianças devem obedecer quando lhes é feito um pedido. Não é suposto implorares ao teu filho para que realize uma tarefa.

    Implorar aos filhos

  7. Ignora-te
    Nenhuma criança gosta de ouvir a palavra “não”, mas se o teu filho te ignora não é bom sinal.ignorar os pais
  8. Recusa-se a brincar sozinho
    Aos 4 anos, uma criança deve estar disposta (e capaz) de brincar sozinha por um período de tempo. Exigir sempre a presença de um pai ou amigo para brincar nem que seja por 5 minutos demonstra sua necessidade de atenção.Crianças mimadas
  9. Tens de suborna-lo
    Os pais não devem ter que subornar os filhos quer seja com dinheiro, brinquedos, ou doces para que realizem tarefas rotineirasSubornar s filhos
  10. Envergonha propositadamente os pais em público
    Um deslize aqui e ali é normal, mas quando uma criança envergonha propositadamente os pais em público para obter atenção, a situação vai para lá de um ato isolado passando a ser uma atitude manipuladora de criança mimada.

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São já muitos os pais que ouviram falar nos “Terrible Twos”. Uma fase, que diz-se, pode acontecer entre os 18 meses e os 3 anos de idade. Diz a literatura, que corresponde a um período em que a criança começa a desenvolver comportamentos de oposição, desafiando deliberadamente as solicitações dos pais. Diz-se também, que é normal e que praticamente todas as crianças passam por isso, ainda que de forma mais, ou menos suave. Alguns pais esperançosos, lançam o desafio ao universo dizendo “eu não acredito que as birras existam!” e atribuem as mesmas a erros de interpretação por parte dos pais, outros a falta de “pulso” e “limites”.

Afinal o que são os “terrible twos?” e serão assim tão temíveis?

Imagine o que é acordar de manhã e ter uma pessoa à sua volta a vesti-la, a escolher o seu pequeno almoço, a dizer-lhe para estar sossegado(a), para se despachar para não haver atrasos, a lavar-lhe os dentes, a pentear-lhe os caracóis (sim, sem dúvida um grande desafio!), a pô-lo(a) a fazer xixi (a horas certas), ou a trocar-lhe a fralda, enquanto tem expectativas de que tudo isso corra de forma tranquila e sem grande percalços. Aceitaria passivamente que lhe escolhessem a roupa? O que comer? O que fazer e como fazer? Acredite que se para o bebé, até esta altura, tudo isto fazia parte da rotina, agora, para o bebé criança, tudo mudou. Esta é uma fase de grande transformação para os nossos filhos, é um período muito desafiante tanto para eles como para nós. Por um lado, queremos vê-los crescer bem e saudavelmente, por outro, não queremos “perder” o nosso bebé. Da mesma forma, os nossos filhos sentem que estão a crescer e que têm cada vez mais poder sobre a sua própria vida, e são cada vez mais capazes de fazer coisas, e mais ainda, de dizer coisas (aceitar, recusar, escolher…). No entanto, percebem que isso não é fácil, nem sempre é promovido ou apoiado pelos pais e, também não deixam de querer continuar a ser o nosso bebé.

A confiança é o segredo

O segredo? O segredo passa por confiar e compreender. Primeiro confiar que ajudar o nosso filho a crescer não implica perder o nosso bebé, mas antes pelo contrário, corresponde a vê-lo a ganhar e conquistar cada vez mais coisas para si. Por outro lado, compreender que este processo não só não é fácil para ele, como vai desencadear uma série de conflitos internos, difíceis de gerir, e que isso, por vezes, vai desencadear momentos de grandes e intensas “birras”.

Se eu confio e compreendo as necessidades do meu filho naquele momento, então o que é que eu faço? Dou-lhe aquilo que está a precisar. Maior autonomia. Então a estratégia passa por descobrir tudo aquilo que os nossos filhos já são capazes de fazer, tudo aquilo que não são capazes mas acreditam ser, e começar a atribuir tarefas e ensinar o que for possível. Comer sozinhos, escolher a roupa (ou parte), ajudar no supermercado, ajudar com pequenas tarefas, são apenas alguns exemplos que fazem toda a diferença. Com acompanhamento, ensinando e dando cada vez mais margem de manobra, as crianças sentem que as suas necessidades de autonomia (tão importantes nesta fase) estão a ser correspondidas e em certa medida “saciadas”. Sentem também que o seu crescimento está a ser validado e que continuam a ser acompanhados. Crescer é afinal prazeroso e não implica perder a proximidade dos pais, e isso, é profundamente reconfortante.

No entanto, as receitas não são milagrosas, e por vezes, as emoções são muitas e a capacidade de as gerir ainda é pouca. É fundamental que se deixe sair a confusão, a zanga, a frustração, a tristeza, através de alguns momentos de intenso choro, que podem ocorrer a propósito das mais despropositadas coisas (pelos menos aos nossos olhos). O nosso papel, é estar lá, acompanhar, esperar, manter a mais doce das firmezas, e aguardar que o nosso filho permita, no final, aquele abraço reparador. Um abraço importante, mas que não aceita o comportamento a todo o custo e sem limites (mesmo que com o “descontrolo” da birra, não permito nunca que a minha filha me magoe), mas que compreende as emoções que o desencadearam. Depois da minha filha se acalmar, gosto de lhe dizer, “então, já te sentes melhor? Já te posso dar um abraço?“.

Os “terríveis dois anos” são apenas mais um desafio no meio de tantos. Com serenidade e muito amor, podemos abrir espaço para descobrir o quanto esta fase pode ser tão saborosa. As conquistas dos nossos filhos, em grande medida, são também nossas. E nada mais delicioso do que ver os nossos bebés a crescer felizes, e mais ainda, a serem capazes de nos dizer isso mesmo, através das suas próprias palavras e acções.

 

Artigo da parceira  Ana Guilhas Psicóloga

 

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Respira fundo, tu consegues.

Eu sei que o teu filho está a gritar no meio do supermercado, mesmo depois de ter lanchado, dormido e brincado. Estás no lugar daquela mãe que sempre juraste que nunca virias a ser e, para piorar, sentes que fizeste tudo bem.

Ou que se mandou para o chão no jardim a meio de uma brincadeira.

Ou que entrou no quarto, viu alguma coisa de que não gostou e começou a chorar copiosamente.

Eu sei que estás a falar com calma, até estares a falar com menos calma do que gostarias.

Eu sei que o teu filho não está a ouvir-te, apesar do esforço monumental que estás a fazer.

Que estás a olhá-lo nos olhos e à espera que isso seja suficiente para o lembrar que estás ali, com toda a paciência do mundo, mesmo ele não estando a demonstrar uma grande solidariedade para contigo.

Eu sei que te apetece virar costas e fingir que não é nada contigo.

Que parece que mais vale dizer “desisto” e deixar que ele se canse.

Que já te baixaste para falar ao mesmo nível que ele, que não levantaste a voz nem a mão e, mesmo assim, não parece ter resultado.

Eu sei que perdeste a paciência e acabaste por o puxar por um braço para o canto para, pelo menos, as pessoas deixarem de olhar para ti como quem sabe tudo, como quem resolveria aquilo num ápice.

Eu sei que sentes culpa por não conseguir sempre dar a volta à situação.

Que gostavas que a tua voz tivesse um efeito calmante imediato.

Que o teu filho fosse tão teu amigo nessas situações como tentas ser amiga dele.

Sei que gostavas que o caminho não tivesse sobressaltos. Ou pelo menos que os sobressaltos não te deixassem com a cabeça à roda, a dizer o que não querias, a sentir-te menos do que deverias.

Sei disso tudo e sei que tentas.

Que dás o teu melhor.

Que às vezes achas que não és capaz.

Que choras sozinha no duche ou ao adormecer.

Que partilhas o que sentes, mas desvalorizas e brincas com a situação para não te doer mais no peito.

Que juras que para a próxima vez já tens a solução mágica, já sabes o que vais fazer e dizer.

O que tu não sabes é que não és a única.

Todas as mães sofrem destes sintomas, por este ou por aquele motivo.

Não há filhos perfeitos e mesmo os mais bem comportados, os melhores alunos, os mais espertos, levantam desafios inimagináveis.

Sei que às vezes queres fechar os olhos por mais de dez segundos e fazer o ruído desaparecer… Mas não te esqueças que à tua frente está uma criança a aprender como se deve agir enquanto adulto. E tu és o seu adulto de referência.

Por isso, respira fundo. Tu consegues.

Afasta o mau humor, o mau feitio (teu ou dele), as energias negativas e tenta.

Não deixes de tentar porque nisto da maternidade às vezes é o teu filho que aprende contigo, noutras és tu que aprendes com ele.

E serão mais os dias em que adormeces a lembrar-te de como cantou aquela música pela primeira vez sem ajuda. Em que no supermercado te ajudou a escolher os legumes. Em que no duche reparou que te tinhas esquecido dos chinelos e tos levou até à banheira.

Se precisares, tira nota: os dias maus existem para que possas dar (sempre) mais valor aos bons.

15 Razões para as crianças de 2 anos serem tão rabugentas

As crianças têm uma má reputação. Vivem rodeadas de pessoas que, simplesmente, não entendem que elas precisam de ter as suas sanduiches cortadas em triângulos perfeitos e que o sumo tem de ser servido no copo azul… quer dizer, no encarnado, não na verdade, no azul. A vida é dura para estes ditadorezinhos porque, às vezes, eles precisam de saber qual o som dos cereais a estalar debaixo das solas dos seus sapatos, e toda a gente lhes quer tirar estes prazeres.

Claro que os miúdos ficam irritados. Quem não ficaria?

  1. As crianças estão sempre a cair
    Já reparaste quantas vezes cai uma criança de dois anos por dia? Não há estatísticas que comprovem, mas nós sabemos que são muitas vezes. Eu também ficaria irritada se estivesse sempre a tropeçar!
  2. As mães não acertam uma
    Nem sequer é assim tão difícil: as mães deveriam adivinhar quais são as roupas que picam ou apertam, ou se o seu filho quer entrar no carro sozinho ou ao colo. Se quiser entrar sozinho, o mundo terá de esperar!
  3. Eles têm literalmente mer** nas calças
    E ir ao bacio é para meninos!
  4. Ninguém entende o que eles dizem
    Falar é difícil, e gritar até parece uma boa solução!
  5. Toda a gente os repreende
    Se eles querem gritar histericamente porque não os deixaram tocar no botão do elevador, quem somos nós para lhes dizer qualquer coisa?
  6. Ninguém dá valor às suas conquistas
    Eles não querem ajuda para calçar os sapatos. Só querem que lhes dês um milhão de anos para se calçarem sozinhos!
  7. As calças são o verdadeiro opressor das gerações, e ninguém parece entender isso
    As crianças entendem! As pernas estão preparadas para sentir as diferenças climatéricas das 4 estações!
  8. Os castigos servem tanto como condenar um inocente
    As crianças funcionam por impulso! E o impulso delas diz-lhes para gritarem NÃO sempre que lhes é feita uma pergunta!
  9. Toda a gente quer pô-las a dormir uma sesta
    As crianças não precisam de uma sesta. Precisam apenas de poder pintar o corpo todo com canetas para ficarem de melhor humor!
  10. Até parece que andar nu no meio a rua é um problema
    As crianças gostam de inovar, e no fundo sabem que a nudez será a próxima moda!
  11. Dá-me a mão”, “Não corras na rua”, “Não comas pilhas”, “Não mordas o gato”!
    Tantas ordens! Estas coisas trazem pequenos momentos de felicidade às crianças e os adultos só querem estragar tudo!
  12. As crianças sabem que as escolhas que lhes damos não oferecem opção de escolha
    Sim é verdade. Podem escolher entre dormir a sesta agora ou daqui a 10 minutos! Elas sabem reconhecer uma emboscada quando a vêem.
  13. Há uma série de tarefas que têm de cumprir rotineiramente, e os adultos estão sempre a empurra-los para as realizarem
    Todas as crianças de 2 anos deviam ter um body com o horário escrito! É disso que se trata, cumprir horários!
  14. As crianças não conhecem os pais há muito tempo, por isso precisam mesmo de testá-los até ao limite.
    É uma espécie de experiencia científica chamada: “Quanto tempo a mãe aguenta até se passar”
  15. As Birras são óptimas para destressar
    De acordo com alguns peritos de dois anos. “É melhor do que meditar ou fazer exercício”

Por isso, da próxima vez que vires uma criança de dois anos a perder a cabeça no supermercado, na rua ou em casa, lembra-te que está apenas a tentar viver a sua vida genuinamente. Em vez de tentares controlá-la e contrariá-la, deves ficar a assistir e dar-lhe um valente aplauso. E já agora, um saco de gomas!

 

Por JOELLE WISLER publicado em ScaryMommy
Traduido e adaptado por Up To Kids®

Imagem@Shutterstock