E por falar em cuidados com a pele do bebé… Sabia que, nos primeiros dias de vida, os bebés têm contacto com cerca de 35 produtos cosméticos? São sabonetes e gel duche, cremes para corpo e rabinho e até perfumes dos adultos com quem convivem.

Hum…Tão bom o cheirinho do bebé!

As crianças ensinam-nos muita coisa.

Vão mostrar-nos, ao longo do tempo, que são de facto indivíduos únicos, com vontades e necessidades únicas. É importante, pois, assegurar o ambiente em que estão envolvidas, até porque, tendo em conta essa individualidade, tudo o que podemos fazer é zelar para que o  ambiente em que a criança vive seja de amor, higiene, conforto e segurança, sobretudo nos primeiros anos de vida, que vão definir muito do que a criança será em adulta.

Cuidados a ter com o bebé

Um dos maiores cuidados a ter inicialmente é com a sua higiene diária. A pele do bebé possui, como a dos adultos, uma fina camada de oleosidade, de qualidade insubstituível. Devemos, portanto, mantê-la diariamente. Primeiro que tudo deixar a pele absorver o vérnix inicial com que o bebé nasce evitando o banho nos 2 primeiros dias.

Depois disso, podemos optar ou  por uma limpeza diária do rosto, pregas da pele e rabinho ou por um banho curto com pó de trigo ou óleo de banho. Será suficiente dar banho três a quatro vezes por semana.

Nas zonas onde houve contacto com xixis, cocó, ou vomitados, muitas vezes bastará lavá-las com água limpa. Se a pele for muito sensível, é natural que faça reação ao cloro da água da torneira e, por isso, pode sempre usar produtos que não necessitem de ser removidos com água na limpeza do rosto ou da zona da fralda. Os resíduos de cremes ou fezes podem ser removidos com óleo 100% natural, para uma melhor absorção e hidratação da pele do bebé.

Em relação aos óleos cutâneos infantis, os mais adequados são os que contêm calêndula, camomila, argan ou amêndoas, por serem muito calmantes e semelhantes à pele do bebé.

Na hora de ir para a rua não esquecer os muito versáteis toalhetes. Mas atenção,  use sempre toalhetes biológicos para serem muito suaves para a pele.

Os bebés e os produtos cosméticos

E por falar em cuidados com a pele do bebé… Sabia que, nos primeiros dias de vida, os bebés têm contacto com cerca de 35 produtos cosméticos? São sabonetes e gel duche, cremes para corpo e rabinho e até perfumes dos adultos com quem convivem.

Pois é, a ideia é deixar os bebés limpos e cheirosos, mas, infelizmente, esses  cosméticos não fazem bem à saúde do seu filho. A maioria contém químicos que são nocivos para a saúde do bebé e podem causar alergias, irritações e até cancro. A pele da criança é tão fina que a absorção dessas substâncias incluídas nos cosméticos é maior. Estima-se que a sua pele delicada possa absorver 6 vezes mais do que a pele de um adulto. Agora, imagine a quantidade de químicos que o seu bebé vai acumular no organismo se usar diariamente champô, cremes, óleos…

Existem 6 ingredientes considerados tóxicos que deve evitar e que normalmente se encontram nos cosméticos para bebés:

1. Lauril sulfato de sódio

Ingrediente utilizado na maior parte dos produtos de higiene pessoal para fazer espuma, eliminando o excesso de oleosidade tanto na pele como no cabelo. No entanto, a sua utilização prolongada pode provocar irritações na pele e nos olhos e, em casos mais graves, diarreia e dificuldades respiratórias. Até aos 6 anos deve ser evitado porque contribui para os dentes ficarem mais amarelados.

2. Óleo mineral

Sabia que os óleos para bebé são, na maioria, óleos minerais com fragrâncias? E que o óleo mineral é feito a partir de petróleo? Por isso, evite os óleos à base deste composto, que impedem a pele de respirar e libertar toxinas, uma vez que criam uma espécie de “capa” sobre a pele.

3. Propilenoglicol

Composto químico que funciona como diluente de outras substâncias (usado em fábricas onde os trabalhadores têm de usar proteção quando manuseiam este produto).  Permite ter texturas mais cremosas e uniformes. O seu uso pode causar alergias, irritações e afetar os rins e o fígado.

4. Perfume

Feito à base de petróleo, este composto pode ser, na verdade, feito a partir de quase 4 mil ingredientes químicos. De acordo com alguns testes, este composto contém alérgenios, desreguladores de hormonas e toxinas que podem causar danos cerebrais e distúrbios comportamentais.

5. DEA, TEA e MEA

Desreguladores hormonais que podem provocar cancro. Compostos facilmente absorvidos pela pele.

6. Parabenos

São agentes de conservação conhecidos por irritarem a pele e os olhos. São causadores de alergias de contacto. Alguns parabenos são suspeitos de causarem cancro, desde a publicação de estudos que mostravam a presença de parabenos em tumores do peito, por exemplo. A toxicidade reprodutiva dos parabenos já foi demonstrada.

Então o que fazer?

Procurar cosméticos biológicos, sem produtos sintéticos ou derivados do petróleo e muito ricos em substâncias calmantes e regenerantes para a pele do bebé.

imagem fornecida pelo autor

Comprar o enxoval para o bebé é uma das tarefas que a futura mãe adora fazer e para que nada fique esquecido o melhor mesmo, é fazer uma lista detalhada de tudo o que tem a comprar. Depois do enxoval comprado e antes do bebé nascer todos as roupas e acessórios devem ser cuidadosamente lavados. Os bebés têm a pele muito delicada e por isso irritações e alergias podem surgir, se a roupa não for devidamente lavada, portanto lavar a roupa é tarefa obrigatória!

A roupa deve ser confortável, simples e prática para que o bebé se sinta bem e se possa movimentar à vontade.

Como cuidar do enxoval do bebé

Como lavar as roupas

Antes de as lavar é importante cortar as etiquetas, podem irritar a pele sensível do bebé.

As peças de roupa devem ser preferencialmente de fibras naturais, como o algodão, porque são materiais mais absorventes e mantêm a pele do bebé seca. 

Deverá lavar separadamente as roupas claras e escuras.

Hoje em dia as roupas podem ser lavadas na máquina, mas com detergentes especiais próprios para roupa de bebé, sem muitos aditivos químicos. Há no mercado uma variedade de detergentes antialérgicos e dermatologicamente testados, que deixam a roupa bem lavada, macia e super cheirosa. Se tiver dúvidas quanto ao detergente ou se deve ou não lavá-las na máquina, pergunte a opinião do pediatra ou em último caso, opte por lavá-las à mão.

Dê uma enxaguadela extra na roupa, para ter a certeza que não ficou nenhum detergente.

Não convém usar amaciador nas roupas.

Lave as roupas numa lavagem para roupa delicada.

Utilize sacos de rede para lavar roupa mais pequena.

Não lave a roupa do bebé juntamente com a dos adultos, para evitar contaminação de bactérias e fungos.

Nunca use lixívias, podem ser nocivos para a pele sensível do bebé.

Ler também Alimentação bebé | 1º ano de vida

Como secar as roupas

As roupas brancas podem ser secas ao sol, mas as de cor devem ser secas à sombra, para não desbotarem.

As roupas devem secar num lugar ventilado.

Ponha-as a secar viradas do avesso.

Como passar a ferro

Passe a ferro com vapor a roupa do bebé, numa temperatura média/alta.

Passe a ferro do lado do avesso, para fazer a esterilização. O ferro elimina ácaros e bactérias.

imagem@mumjuction

Como adormecer o bebé

Após o nascimento, durante os primeiros dias de vida, um bebé dorme bastantes horas por dia, acordando para a alimentação e logo volta a adormecer. As noites são, normalmente, a pior altura do dia. Pautadas pelas cólicas, o acordar constante do bebé, entre outros fatores que fazem com que o descanso dos pais passe para terceiro plano.

Após várias noites sem dormir e algum cansaço acumulado é quando a criatividade dos pais começa a dar os seus frutos, inventando mil e um truques para adormecer o bebé e, assim, poderem finalmente descansar. Os truques são vários: colocar o bebé no carrinho e andar com ele pela casa, cantar para o bebé e embalá-lo, ligar o secador do cabelo e até gravar o batimento de um coração e colocá-lo como se de uma canção de embalar se tratasse.

Este é um tema bastante discutido entre familiares, amigos e mesmo entre o casal.

Atualmente, a psicológica foca de duas maneiras muito distintas como solucionar esta situação.

Por um lado temos o método o Dr. Estivill, com o seu famoso livro “Método Estivill: Um guia rápido para os pais ensinarem os filhos a dormir”.  Este método consiste em ensinar os bebés, a partir dos 6 meses de idade, a dormirem sozinhos. Este autor refere-nos também que os bebés adquirem hábitos incorretos de sono e acostumam-se ao que os pais lhes “ensinam”. Por exemplo, se o bebé se habitua a que antes de dormir tem de ser embalado pela mãe com uma determinada canção, quererá adormecer sempre dessa maneira. Caso a mãe algum dia não o possa adormecer desta maneira, ou não possa estar presente durante o processo de adormecer o bebé, este irá com certeza chorar e será muito mais difícil que adormeça.

Este método foi fortemente criticado e é de difícil aplicação devido às questões emocionais inerentes e que afectam os recém-papás. É certo que durante a aprendizagem o bebé poderá chorar mas os pais deverão manter-se firmes e não ir logo a correr ter com ele.

No outro extremo deste tema temos uma corrente da psicologia que defende a criança natural e a educação baseada no cuidado e no carinho. Nesta vertente podemos encontrar autores como Carlos González, com o seu livro “Bésame Mucho, Como Criar os Seus Filhos com Amor”. Este autor refere que se o bebé chora não é por manipulação mas sim porque precisa dos pais. Se estes estiverem sempre presentes, a abraçar e mimar o bebé dar-lhe-à mais confiança e segurança.

Esta é uma forma de satisfazer as necessidades do bebé em todo e qualquer momento. Neste método não se pensa nas necessidades da mãe ou do pai.

Pretendemos conforto nas nossas vidas? Ou queremos sacrificar-nos durante um período de tempo?

Existem decisões que são difíceis de tomar.

As noites sem dormir e o cansaço acumulado fazem com que os pais não saibam muito bem o que fazer. É recomendável que os futuros pais, antes de se depararem com esta situação, tenham bem claro de que maneira irão educar o seu bebé para dormir. Deverão ler sobre o tema e tirar as suas próprias conclusões.  Assim prevenirão algumas  inseguranças nas futuras longas noites que estão por vir. Aquelas que terão como música de fundo o choro do seu bebé.

Ser pais é um caminho de constante aprendizagem e que começa com a gravidez. É nesta etapa que os futuros pais ainda possuem tempo disponível que posteriormente não vão dispor. Desfrutar do mesmo é importante. Mas não se esqueça de si. É também importante ler um pouco sobre puericultura de modo a ajudar a entender melhor o bebé que aí vem.

 

A gravidez é um dos períodos mais bonitos para uma mulher. No entanto, implica uma série de alterações que para muitas mulheres podem ser difíceis.

Durante os primeiros meses de gravidez, as mudanças físicas começam a ser evidentes. A roupa deixa de servir e começa a despontar um pouco uma barriguita que não se sabe muito bem se é de um bebé ou de ter comido uma bela feijoada. Mas o que mais afecta a futura mamã são as alterações hormonais que, em alguns casos, pregam uma partida e levam a que a sensibilidade aumente consideravelmente.

Para ultrapassar estas situações, pode ajudar a futura mamã oferecer um mimo a si própria de vez em quanto, pensar no bebé e inclusive, ver a sua carinha antes de nascer fará sentir que tudo o que está a passar é por um bom motivo. Além disso, pode desabafar com o médico, com uma amiga ou com a sua mãe, mas quem pode de facto fazer a futura mamã mais feliz é o seu companheiro.

O companheiro é o apoio da futura mamã: quando toca na barriga, quando a deseja do mesmo modo que antes de estar grávida, quando cuida e relembra como a mamã está bonita todos os dias. Assim, tudo será mais fácil.

Felizmente, cada vez mais o homem do século XXI entende de uma forma mais profunda qual é o sentido de ser pai e que, uma vez tomada a decisão, deve ser assunto a 3: a mamã, o papá e o bebé. Frequentam as aulas de preparação para o parto, acompanham a futura mãe ao obstetra e sentem mais interesse pelo estado da sua companheira neste momento. Mas quantos papás acariciam a barriga? É comum ouvirem-se comentários do género “Tenho oportunidade de falar com o bebé, quando nascer. Agora não me ouve”.

Estudos científicos têm vindo a demonstrar que o facto do papá falar para a barriga leva a que o bebé comece a reconhecer a sua voz e até pode responder com um pontapé. Além disso, estes bebés quando nascerem, ao ouvirem a voz do papá tranquilizam-se e bebem melhor o leite.

Ser pai é toda uma experiência e essa experiência começa desde o momento da concepção. Antes pensava-se que os bebés não sentiam, no entanto, as novas investigações trazem muitas informações e uma delas é que o bebé pode ouvir desde a semana 16.

A maior parte do que o bebé ouve é o fluxo de sangue através do sistema circulatório, o movimento dos intestinos e o batimento do coração da mamã, os quais proporcionam uma espécie de mantra tranquilizante e claro, também ouve a voz da mãe e outros sons externos.

Não devemos subestimar o bebé, nem pensar que ele não reage perante diversos sons ou sensações da mãe, já que o bebé está a aprender para poder sobreviver no ambiente novo que o espera e no interior da barriguinha da sua mãe está a desenvolver todos os seus sentidos: olfacto, paladar, tacto, visão e audição.

Como se tudo isto fosse pouco, ainda existem certas hormonas, como o cortisol (hormona do stress), ou pelo contrário, as endorfinas (hormonas da felicidade) que podem atravessar a barreira da placenta e afectar o bebé de um modo ou de outro. Portanto, o estado da mãe, a sua felicidade, ansiedade, pode chegar até ao bebé.

Hoje em dia, sobretudo no mundo desenvolvido, dá-se bastante importância ao controlo pré-natal, mas em muitas ocasiões se esquece de cuidar ou controlar os estados emocionais. A futura mamã está a viver um momento único, mas também delicado, em que as suas emoções, em certas ocasiões, a pode controlar.

Há muitas formas de envolver o companheiro, mas a melhor opção é enviar mensagens de amor, tentando que se ria e que se sinta feliz. Assim conseguir-se-à um melhor bem-estar para o futuro bebé que está a caminho. Um caminho longo e por vezes complicado, que necessita de muito carinho, paciência e compreensão.

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O sorriso é o primeiro comportamento social óbvio do bebé. Mas como começa esse sorriso e será ele sempre social?

Logo nos primeiros dias após o nascimento conseguimos observar certos tipos de sorrisos nos recém-nascidos. Estes sorrisos primitivos envolvem a boca e a face, mas parecem não chegar aos olhos e à fonte, parece faltar-lhes o caráter afetivo e emocional do verdadeiro sorriso. Este sorriso é espontâneo e podemo-lo observar durante o sono do bebé, ou seja, quando este não está desperto para os estímulos do mundo exterior.

Por volta da segunda semana de vida, este sorriso torna-se mais específico, verificando-se, na maior parte dos casos, na presença de pessoas.

Na terceira semana os sorrisos são mais “verdadeiros”, mas não duram tanto como os autênticos sorrisos sociais. São provocados por estímulos do mundo exterior e já não parecem espontâneos, sendo o estímulo mais efetivo o da voz feminina.

Às seis semanas, o bebé sorri ao rosto humano. Este estímulo parece ser o mais eficaz de todos os estímulos possíveis para provocar o sorriso de um bebé de seis semanas, ultrapassando já a voz.

Este grande progresso do sorriso também evolui com o desenvolvimento cognitivo do bebé, sendo que o sorriso vai indicando um prazer intelectual, um prazer em descobrir algo acerca da estrutura causal do mundo e um prazer em controlar uma parte desse mundo.

A ausência do sorriso torna-se um grande alerta em termos de avaliação do desenvolvimento emocional e cognitivo adequado do bebé. Este instrumento tão potente nas relações humanas permite-nos perceber a ligação do bebé ao mundo exterior e torna-se um veículo, entre outros, para a relação pais-bebé.

 

Por Marta Russo, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta

imagem@mundodastribos

Portugal deve prolongar a licença de maternidade paga até aos seis meses para apoiar a amamentação exclusiva dos bebés, segundo recomendam os autores do relatório da Iniciativa Mundial sobre Tendências do Aleitamento Materno.

“Prolongar a licença de maternidade paga para apoiar o aleitamento materno exclusivo durante seis meses, tal como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, é uma das propostas do relatório ontem divulgado pela Iniciativa Mundial sobre Tendências do Aleitamento Materno.

A licença parental é atualmente de 120 a 150 dias, podendo ser gozada por ambos os progenitores.

Esta Iniciativa Mundial sobre Tendências do Aleitamento Materno, que documenta a aplicação de estratégias e políticas para esta área em cada país, é coordenada em Portugal pela pediatra e ex-ministra da Saúde Ana Jorge.

No que se refere à proteção da maternidade, o documento, a que a agência Lusa teve acesso, sugere que os empregadores passem a ter zonas específicas para que “as mães possam amamentar os seus bebés e/ou extrair e armazenar leite materno”.

Globalmente, o relatório dá pontuação positiva a Portugal em vários indicadores, especialmente no caso das políticas e programas para assegurar que as mães com VIH/sida tenham apoio para cumprir as práticas recomendadas de alimentação de lactentes.

Contudo, a pontuação de Portugal é baixa no que se refere à duração média do aleitamento materno e ao uso do biberão.

A duração mediana do aleitamento materno (não em exclusivo) é de seis meses, com os autores do relatório a considerarem este resultado baixo e que aumentar este valor deve ser “uma prioridade”.

Quanto ao uso do biberão, quase 80% dos bebés amamentados dos 0 aos 12 meses recebem alimentos ou bebidas (incluindo leite materno) através de biberão, um valor considerado demasiado elevado.

De acordo com o relatório, falta em Portugal uma campanha nacional específica pró-aleitamento materno e é ainda recomendada a criação de um Comité de Aleitamento Materno, com um coordenador nacional, e que reúna representantes de vários setores.

Os especialistas sugerem ainda que mais unidades sejam abrangidas pela iniciativa ‘hospitais amigos dos bebés’ (que promove a amamentação), frisando que a percentagem de aderentes é ainda reduzida e que não há unidades privadas acreditadas por esta iniciativa.

O documento critica a ausência de vigilância das autoridades quanto ao cumprimento da lei sobre publicidade e marketing dos substitutos de leite materno (fórmulas infantis), aconselhando a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) a criar um órgão próprio para este fim.

Sobre a alimentação de lactentes durante emergências, a Iniciativa Mundial do Aleitamento Materno lembra que não existe informação disponível para os serviços de emergência nem para o público sobre como lidar com a proteção do aleitamento materno em situações de desastre natural.

A Rede Internacional Pró-alimentação Infantil (IBFAN, na sigla inglesa) considera que Portugal “teve pontuação positiva na sua primeira avaliação internacional” no âmbito desta iniciativa.

“Como representante da iniciativa em Portugal, estou ansiosa para trabalhar em estratégias com os parceiros nacionais relevantes para colmatar as lacunas identificadas no relatório para que possamos ter melhores resultados na próxima avaliação, que será em 2018”, referiu Jacqueline de Montaigne (do IBFAN), em declarações à Lusa num comentário ao relatório.

Sabemos que a necessidade de sono de um bebé não é a mesma que a de um adulto.

Quando nasce, o bebé passa muito tempo a dormir, mas também tem necessidade de acordar para se alimentar, mudar a fralda, receber carinho e aconchego, etc.

Há dois factos importantes a reter no que respeita ao primeiro ano do bebé: o crescimento físico (o peso da criança aumenta cerca do triplo) e o desenvolvimento (cognitivo, metabólico, motor).

O crescimento acontece durante o sono, ao passo que o desenvolvimento é estimulado enquanto a criança está acordada. No entanto, são complementares: a vivência do bebé enquanto está desperto é assimilada pelo organismo, repercutindo-­se pelo sono. É enquanto se alimenta e movimenta que os órgãos se desenvolvem; o que os órgãos assimilaram durante o período de atividade vai refletir-se durante o sono do bebé, promovendo o seu crescimento físico. Dada esta equação, torna-­se salutar conseguir um equilíbrio entre ambas as partes.

Até ao primeiro ano de vida deverá estar estabelecido um equilíbrio entre o ritmo dia/noite. Este vai verificar-­se pelo bom funcionamento dos órgãos e no desenvolvimento em geral.

Mas, e se a criança não dorme como devia? Dorme pouco, leva muito tempo a adormecer, ou tem interrupções no sono?

Podemos procurar dar resposta a algumas questões:

• Qual é o estado geral da criança de dia e de noite?

• Terá fome?

• O bebé sente frio ou calor? Está a usar roupa adequada? A fralda precisa de ser mudada?

• Como é o ambiente que rodeia a criança? A cama, o quarto, a família, o ritmo, a casa… há ruído, frio, organização, confusão?

• Tem cólicas ou prisão de ventre, comeu alimentos de difícil digestão?

• Estão a chegar os primeiros dentes?

• Existe um ritmo estabelecido?

• Como está a mãe? Satisfeita, cansada, alegre, ansiosa, frustrada?

Após observarem a criança e refletirem sobre as várias possibilidades, quando os pais descobrirem o que pode estar a gerar a instabilidade do sono, a pergunta seguinte é: o que fazer?

Se o bebé tem fome, naturalmente é alimentá-­lo. Numa primeira fase com leite materno (preferencialmente), tendo a mamã cuidado na sua alimentação para não tornar a digestão do bebé mais difícil.

Quanto à roupa escolhida para o bebé, uma boa opção será a lã merino, dado que regula a temperatura corporal. Em época de frio, um body de lã e seda garante que a criança permanece quente.

A própria caminha da criança deverá ser confortável e simples, transmitir conforto através de lençóis que respirem, 100% algodão, ou simplesmente um saco de dormir macio e confortável que mantém o bebé tapado. O berço deverá ter poucos bonecos ou distrações, para que o bebé entenda claramente que é um lugar para dormir. O quarto deverá ser arejado, limpo e organizado, de maneira a promover um ambiente acolhedor.

Se o problema for cólicas ou prisão de ventre, apostamos numa boa alimentação, onde os alimentos sejam pouco processados, em especial se o bebé vai dormir de seguida. Também um óleo próprio para massagem pode ajudar, aplicado na barriguinha em movimentos suaves e circulares, no sentido dos ponteiros do relógio. Posteriormente, uma bolsa de caroços de cereja aquecida, aplicada sob o abdómen do bebé, será também muito útil.

Entretanto, surgem os primeiros dentes, fase sobejamente conhecida e não pelos melhores motivos.

A maioria das crianças sente grande desconforto nesta altura, devido às dores provocadas pelo crescimento dos dentes, às vezes acompanhadas de febre.

Um mordedor dará uma ajuda, de preferência também de borracha natural como a chucha, e um bálsamo adequado para os primeiros dentes que acalme a dor.

No que respeita ao ritmo, é evidente: tentar, tanto quanto possível, fazer as mesmas coisas à mesma hora, transmitindo assim tranquilidade ao bebé (além de ser bom também para os pais, que poupam energia). Convém ter em mente uma das regras de ouro em relação aos distúrbios persistentes do sono: o sono da mãe é sagrado. Ela – e eventualmente o pai – deverá garantir um período de sono suficiente. Se assim não for, como poderá manter­se paciente e até presente nas várias horas de trabalho diário? A mãe deverá, pois, levantar­se o mínimo possível de noite.

Até perto do primeiro ano a mão que consola a criança no berço é uma boa solução. A criança sente-­se segura e volta a dormir. Pode também dizer, com tanta calma exterior e interior quanto possível, algo como: “Dorme bem, a mamã também vai dormir”. A mamã é o primeiro modelo que a criança imita, portanto se conseguir efetivamente deitar-­se e dormir também, tanto melhor. E mesmo que o bebé pequeno não entenda ainda o significado das palavras, ela capta a intenção do discurso.

Em situações em que seja necessário tomar alguma medida, como por exemplo levar a criança para a cama dos pais, é importante que apenas um dos adultos (mãe ou pai) a execute, porque a instabilidade tende a aumentar quando dois adultos têm o sono interrompido e, pior, se entrarem em conflito entre si.

Há outros fatores que podem contribuir para um relaxamento e assim promover um sono mais tranquilo, nomeadamente:

• um banho reconfortante numa banheira pequena em que possa ficar sentado como no útero;

• a técnica swaddle ­ durante os 2 primeiros meses sensivelmente, o bebé vai agradecer se o embrulhar em forma de crepe numa manta que fique justa. Existem mantas próprias para o efeito.

• um boneco de conforto – conhecido por doudou ou ó­ó – de preferência com lã por dentro,

uma vez que a lã absorve o cheiro facilmente, podendo reter o cheiro da mãe, que acalma o

bebé;

• uma chucha de borracha natural (a preferida da maioria), que estimula a sucção tão

característica e apaziguante nesta fase;

• uma massagem suave;

• fraldas à base de bambu, pois são mais frescas e absorvem mais, evitando muitas

mudanças da fralda durante a noite.

Entretanto, em casa ou na rua, leve o seu bebé junto a si, vai ser bom para ambos. Pode transportá­-lo num pano ou uma mochila ergonómica. Esta é uma excelente medida para ter um bebé relaxado, confiante, calmo e sem cólicas. Além disto, pode fazer as restantes tarefas sem ter de se preocupar em ir ao quarto de cinco em cinco minutos ver se o bebé está a respirar, ou sem ficar sob stress porque tem de carregar a cadeirinha/ovo e os sacos das compras.

O grande segredo é ter um bebé relaxado e descontraído para conseguir adormecer. Ritmo e rituais de relaxamento é tudo o que é necessário para todos terem um sono tranquilo.

Finalmente, a boa notícia para as super mães que se sentem super cansadas é: as noites mal dormidas são apenas uma questão de tempo, vai passar! Até lá, aproveitem os momentos em que, cheias de sono, se levantam para alimentar o bebé no silêncio da noite, porque têm-­no só para vós.

 

Por Marta Ribeiro, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

 

A ti, que estás grávida pela primeira vez.

Isto é o que te quero dizer. A ti, que estás grávida. Grávida pela primeira vez.

Estás linda. Com mais 9 ou mais 18 quilos. Com barriga pequena ou grande. Empinada ou redonda. Com pés inchados e um rabo que não acaba nunca, ninguém quer saber. A beleza do que significa estares grávida é o que todos vêem.

Chora. Deixa-te levar por essa lamechice que não te larga, chora tanto com um anúncio parvo como com o maior romance. Deixa-te descontrolar por essas hormonas. Tu podes.

Dorme. Enquanto conseguires. Deixa-te levar pelo sono, sonha muito, dorme de manhã, à tarde e à noite, sempre que o desejares e sempre que puderes. Lá para as 30 semanas já não vais conseguir dormir grande coisa. Nem depois das 40. Pelos melhores motivos.

Ama. Ama cada mudança no teu corpo, cada pontapé, cada pormenor. Vais ter saudades.

Faz o ninho. Muito provavelmente vais gostar de passar a roupa pela primeira vez. Cheira os babygrows acabados de lavar, alinha as roupinhas por tamanhos, arruma os primeiros livros e os primeiros peluches.

Cuida de ti. Toma um banho mais demorado de espuma, acaricia a tua barriga com cremes, delicia-te com o teu reflexo no espelho.

Aproveita todos os minutos. Essa luz que ilumina cada poro da tua pele, que se sente a léguas, essa luz é única.

Faz promessas de amor eterno. Conversa com o teu bebé, ele ouve-te. Canta para ele. Conta-lhe como vão ser felizes.

Apaixona-te todos os dias pelo pai do teu filho. Espreita-o a dormir, segreda-lhe ao ouvido. Promete-te que nunca te vais esquecer de que, antes de serem três, eram dois.
Lê, vê, escuta. Prepara-te da forma que achares que precisas para te sentires confiante. O saber não ocupa espaço. Mas, acima de tudo, relaxa. Vais ser a melhor das mães. Basta ouvires o teu coração.

Não tenhas medo. Vai tudo correr bem. Mesmo que não corra como esperas. Mesmo que não seja fácil. Mesmo que te sintas desprotegida, frágil, insegura. Vai passar. Vai acabar por correr bem. Vais dar conta de tudo. De tudo o que é realmente importante.

Prepara-te. Vais ser Mãe.
Não te prepares. Não vale a pena. Esse Amor não se aprende nem se prevê. Apanha-te completamente desprevenida. Deixa-te paralisada ao mesmo tempo que te faz estremecer. É um Amor arrebatador, maior do que TU, maior do que os homens.

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Cá em casa, não acreditamos na velha máxima de que “chorar é bom para os pulmões” (há com cada ideia!).
E, por isso, respondemos ao choro da nossa bebé com amor, prontidão e, mais ou menos paciência – somos humanos e nem sempre temos a disponibilidade mental e emocional que gostaríamos.
Não será isso que qualquer pai faz? Não será o choro do bebé biologicamente programado para ser tão difícil de suportar que qualquer pessoa se sente impelida a reagir de imediato?
 A verdade é que há muita literatura, ora de autores desconhecidos ora de pediatras de renome, que defende que não podemos responder sempre aos “caprichos” dos bebés, ensinando até métodos para treinar o seu choro.
Eu decidi escrever este texto há uns dias atrás, quando uma amiga que está grávida, me falou entusiasmada de um destes métodos. Seria qualquer coisa deste tipo: de cada vez que o bebé chorasse, dever-se-ia aumentar o tempo de resposta e gradualmente o bebé deixaria de chorar “sem razão” e aprenderia a autocontrolar-se.E porque é que não concordo com isto?

Em primeiro, porque não acredito que um bebé chore sem razão.  O choro é a sua forma de nos comunicar as suas necessidades, por vezes, depois de já ter tentado fazê-lo através de outros sinais, sem ter sido compreendido ou correspondido. E, por necessidades entenda-se fome, fralda suja, sono, ou qualquer outra coisa (igualmente importante) de que sinta falta ou que o esteja a incomodar.
Quantas vezes a minha bebé chora com verdadeiras lágrimas a escorrerem-lhe pela cara, parando de imediato e substituindo-as por um rasgado sorriso quando a seguro ao colo? Algumas! Chorava sem razão? Não! Chorava porque sentia saudades do meu abraço, ou queria sentir o meu calor, ou estava farta de estar na espreguiçadeira e queria ver o mundo da minha perspetiva, ou porque tinha uma dor qualquer que desapareceu quando se distraiu, ou porque… Enfim, na maior parte dos casos não o saberei. Mas sei que alguma coisa foi e, mesmo que a mim não me pareça importante, para ela sê-lo-á certamente e merece ser respeitado.

Em segundo lugar, não acredito que um bebé aprenda a autocontrolar-se. Acredito que deixe de chorar por cansaço e para não despender mais energia num comportamento que não está a ter resposta.
No caso especifico da minha bebé, se não houver resposta ao seu choro, este tem tendência a aumentar. Penso que com os outros bebés seja semelhante. Para um método desses resultar, creio que será necessário muito sofrimento da parte do bebé.
Imaginem-se na pele de um bebé. Desconfortáveis, e sem saber quanto tempo esse mal estar poderá durar.  Ou até se será para sempre. Esta dependente de outra pessoa para tudo deve ser terrível!

Então mas a minha bebé nunca chora? Isso era o sonho de qualquer pai (ou vendo bem, talvez não, pois seria sinónimo de que algo não estava bem na capacidade de comunicação do bebé)… Chora.
E eu consigo sempre evitar que o faça? Não. Há situações, em que pela força das circunstâncias, é inevitável.
Se a coloco no ovinho e não vou logo para a rua, chora. Contudo, eu tenho de fazer aquelas coisas necessárias antes de sair de casa, que não me são possíveis com ela ao colo.
Se estamos a jantar e ela chora, comemos num ápice, levantamo-nos à vez para tentar distraí-la, mas ainda assim durante esses instantes ela chora. Estou desejosa que se possa sentar numa cadeira da papa para nos acompanhar nas refeições, pois esta é uma situação muito recorrente…
Quando lhe coloco a fralda, às vezes, ela sente-se incomodada e chora. Mas eu não posso, ou pelo menos ainda não me convém, deixá-la andar de rabo ao léu!

Acredito que respondendo às suas necessidades, estou a criar uma criança mais confiante. Confiante na sua forma de comunicar com os outros, e se for compreendida antes do choro tanto melhor, o que terá impacto na forma como estabelecerá relações. Confiante no mundo que a rodeia, sentindo-o como um lugar bom, o que terá repercussões na sua curiosidade e capacidade para atuar sobre ele…
E uma criança confiante tem já meio caminho percorrido para ser uma criança feliz! Não é isso que todos queremos?

Sofia, do blog Cá em casa somos três, para Up To Kids®

Desde o útero da mãe, o bebé experiencia movimento. Além de mudar a sua posição, ele acompanha os movimentos internos e externos da mãe. Depois de nascer, continua a precisar de movimento através, por exemplo, do embalo, que o tranquiliza.

Para a mãe, os novos meses de gravidez e a experiência do parto têm um forte impacto no seu corpo, pelo que pensar na sua rápida recuperação é, por vezes, um dos maiores motivos de ansiedade. Por outro lado, as alterações físicas e hormonais sentidas a seguir ao nascimento do bebé podem produzir grande instabilidade emocional. Este período de maior fragilidade associado à nova rotina familiar que se instala, leva a um desgaste físico e emocional acentuado, levando à acumulação de tensões físicas. Nesse sentido, é fundamental que a mãe cuide do seu corpo.

O exercício físico no período pós-parto tem benefícios para a saúde da mulher, permitindo a recuperação dos músculos do pavimento pélvico, prevenindo a incontinência urinária, a tonificação dos músculos abdominais, a recuperação do peso e da forma física, o aumento da consciência corporal e a melhoria da postura, a prevenção da dor muscular e/ou articular e, não menos importante, a obtenção de inúmeros benefícios psicológicos, como a redução do stress e o aumento da autoestima.

Mas, sendo este um momento de entrega completa ao bebé, muitas vezes as mães descuram o seu próprio bem-estar em prol da atenção dada ao novo ser que trouxeram ao mundo. No entanto, a sua saúde e o seu estado emocional são tão importantes quanto os do seu bebé. E porque não juntar o útil ao agradável?

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Experienciar uma recuperação com afeto

A integração do bebé na prática do exercício físico da mãe traz inúmeros benefícios para ambos. Além de todos as vantagens do exercício físico já referidas para a mulher, o bebé beneficia da experiência e vivência do movimento na primeira infância, estimulando positivamente o seu desenvolvimento sensório-motor. Este estímulo associado à interação com a mãe vai permitir que o bebé se divirta, fique mais relaxado, contribuindo para a melhoria da qualidade do seu sono, bem como para o alívio de desconfortos comuns, tais como as cólicas e a obstrução nasal.

Por outro lado, estes momentos proporcionam um fortalecimento do vínculo afetivo mãe-filho, reduzindo a probabilidade da mulher vivenciar o fenómeno baby blues e consequentemente, evitando uma depressão pós-parto. A possibilidade de interagir com outras mães e bebés, através da partilha de experiências e conhecimentos, contribui também para o aumento da autoconfiança e do autocontrolo da mulher.

Relembrando alguns dos benefícios físicos desta prática, é importante observar que o peso do bebé favorece o aumento da carga/intensidade dos exercícios, contribuindo para o fortalecimento de todos os grupos musculares e preparando a mulher para os novos desafios posturais que se impõem nesta fase, como pegar no bebé ao colo, mudar a fralda ou amamentar.

É, no entanto, fundamental que as mães no período pós-parto pratiquem exercício físico orientado por profissionais especializados, sempre de acordo com a sua condição física. O exercício físico adequado às necessidades e objetivos da mulher irá contribuir para que esta se sinta com mais energia para brincar, cuidar e mimar o seu bebé.

Por Nelma Paiva, Fisioterapeuta

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