5 Dicas para acabar com as guerras às refeições

Os momentos das “grandes” refeições são óptimos para a criança ter os pais à sua volta, atentos, focados e preocupados. E estes momentos às vezes são tão raros! É por isso que tantos pais têm dificuldades com a alimentação dos filhos. Estes, precisam de sentir que têm algum controlo para acalmar a insegurança provocada pelo desejo de conquistar mais independência. Nada melhor do que ser “um pisco” a comer para manter os pais em alerta e poder exercer esta certa forma de “poder”.

Como ultrapassar?

  1. Tão simples e tão difícil como: “Quer comer? come. Não quer? Não come.” 
    Chegou o momento de ter coragem para se libertar daquela vozinha interior que lhe diz “mas ele/a tem que comer, se não, vai ficar magrinho/a e frágil e vai adoecer e…, e….., e…..”. Estes pensamentos insistentes, não passam de crenças enraizadas que nos levam a sentir medo, sem um verdadeiro fundamento. O primeiro passo é sem dúvida, não obrigar o seu filho a comer. Se a resistência a comer é uma forma de oposição e luta pelo poder, assim que deixar de ser uma obrigação, a “guerra” deixa de fazer sentido. Salvaguardando alguns casos que ultrapassam a “normalidade” (e esses casos devem ser devidamente avaliados e acompanhados clinicamente), a verdade é que qualquer criança vai comer exactamente o necessário para estar bem e saciar a sua fome. O meu lema é sempre: “comer tem que ser mais importante para a criança do que para os seus pais”. Quando os pais ficam muito ansiosos com a alimentação de um filho, invertem-se as prioridades. Para os pais, a prioridade é fazer a criança comer. Para a criança, a prioridade é sentir-se em controlo da situação (claro que não é uma questão consciente para ela). O papel do seu filho é o de comer porque precisa e, porque tem fome. O papel dos pais é o de providenciar as condições para que isso aconteça. O cenário ideal é que ambos colaborem para que tudo se desenrole de forma tão saudável, quanto agradável.
  2. Mude a forma de comunicação à mesa. 
    Acabe com as ameaças do tipo “vais ficar doente”. Acabe com as insistências do tipo “come mais um pouquinho”, “come a carne” ou “come os legumes”. Todos os temas e conversas são válidos durante os momentos de refeição (de preferência divertidos) desde que não se toque no assunto “filho não estás a comer nada de jeito”. Nos primeiros dias deixe que o seu filho se surpreenda com a falta de atenção que o “não comer” desperta.  Já quando acontecer o contrário, e o seu filho começar a comer mais do que o habitual, então aí sim, será interessante reforçar com um “estás a gostar?”, “ficou saboroso?” ou “parece que estavas mesmo com fome…”. Numa fase inicial, pretende que a criança desbloqueie a resistência a comer. Por isso, deixe as aprendizagens de “boas maneiras” para quando esta etapa estiver ultrapassada.
  3. Tenha em consideração os gostos do seu filho
    Pense nas coisas que não gosta de comer… Quando vai a um restaurante é isso que pede? Como seria se alguém o forçasse a comê-las? As crianças estão numa fase em que ainda estão a explorar sabores e para o fazerem de forma mais aberta e ousada, é importante que sintam que o estão a fazer porque querem. Isso vai dar-lhes mais segurança para arriscarem novos sabores. Importa sim, na medida do possível, manter uma alimentação saudável e variada. Mas essa aprendizagem virá do exemplo que houver em casa e não de obrigarmos os nossos  filhos a comer algo que não gostam.
    A minha filha, como tantas outras crianças, avalia se gosta ou não de um alimento por “olhómetro” e, só depois de passar neste primeiro teste, segue para a prova efectiva. Devo confessar que esta é uma insistência da qual ainda não me consegui libertar. Por vezes, lá dou comigo a suplicar “prova só um bocadinho… vais gostar…” e a insistir “já sabes que se não gostares, não tens que comer…”. Às vezes, por “caridade”, lá me faz o “favor”. Mas a verdade é que, quando me sento distraída a saborear qualquer coisa e me esqueço de lhe perguntar se quer provar, ela fica curiosa, aproxima-se, observa e pede para eu lhe dar um bocadinho. Foi assim que, só a titulo de exemplo, começou a comer os pêssegos com a casca (porque é assim que eu os como) e provou bolinhos de gengibre, canela e limão (que detestou claro).
    Ainda relativamente ao “gosto” e “não gosto”, é fundamental neste processo que não haja substituição do almoço e jantar por “guloseimas” como biberão, bolachas, iogurtes, etc. Essas substituições vão ter um efeito contraproducente e levarão a criança a adquirir maus hábitos alimentares. Evite também que a criança coma outras coisas antes da hora da refeição, vai reduzir-lhe o apetite e a vontade de experimentar outros sabores. Ter realmente fome quando chega a hora de comer é fundamental para que as coisas corram bem.
  4. Ajude o seu filho a desenvolver outras áreas de poder
    Se o seu filho está a sentir necessidade de se afirmar e estabelecer a sua posição na estrutura familiar, então ajude-o a passar por essa etapa de forma saudável. Incluí-lo em todo o processo que envolva a refeição vai valorizá-lo. Ajudar a pôr a mesa, escolher o prato que quer usar (quando existem vários disponíveis), dar-lhe a hipótese de escolher entre vários alimentos (sem exageros), são alguns exemplos. Envolvê-lo na compra dos ingredientes também resulta muito bem. Posso partilhar por exemplo, que as melhores sopas que a minha filha comeu até hoje foram sem dúvida aquelas em que ela é que escolheu as cebolas e as batatas. Parece que, como que por magia, isso lhes confere um sabor especial. Por outro lado, quando percebi que a A. não gostava da sopa com muita cenoura, fiz questão de lhe dizer “já vi que não gostas que eu ponha muita cenoura na sopa”. Desde então, quando me vê a fazer sopa ou quando a sirvo, pergunta-me sempre “tem muita cenoura, mãe?” e gosta de me ouvir responder “não, só um bocadinho. Porque tu não gostas quando ponho muita”. Isto fá-la sentir que o gosto dela foi tido em consideração no planeamento e na preparação do jantar.
  5. Aceite que o caos pode ser desejável, e assim, preserve a sua sanidade mental.
    Se queremos verdadeiramente desbloquear certos comportamentos nos nossos filhos, então é fundamental que possamos olhar também para nós e para as emoções e dificuldades que trazemos à situação. Tente perceber como se sente nos momentos da refeição. Tente perceber se de alguma forma, não existe também da sua parte alguma necessidade de controlo e poder. Se assim for, corre o risco de cair em braços de ferro sem sentido, em que todos ficam necessariamente a perder.
    Lembre-se que insistência gera resistência, que gera mais insistência, e segue em crescendo.
    É difícil para si ouvir o NÃO do seu filho? Aceite-se como é e reconheça as suas próprias dificuldades. Depois, respire fundo. Muitas vezes e muito profundamente. É um primeiro passo e, acredite, vai ajudar muito!
    É difícil para si ver a sua casa num pequeno caos? Acredite que no inicio, quando a criança é mais pequena, uma cozinha muito suja depois da refeição, é muito bom sinal. É sinal de que o seu filho está a explorar e autonomizar-se. Acredite que limpar uma cozinha (vezes e vezes sem conta) é bem mais fácil do que lidar com a dependência (fora de horas) do seu filho. Claro que estamos a falar de situações em que a criança explora, tenta fazer coisas novas e comer sozinha. Quando o comportamento vai para além disso, então é importante estabelecer algumas regras. Mas atenção, porque é preciso saber medir muito bem esta avaliação. Lembre-se que é normal para uma criança (que está ainda a ganhar noção do seu corpo e do espaço) derrubar acidentalmente o copo, o prato ou outras coisas, e é importante que não se sinta punida por isso. Aceite que para o seu filho, crescer sujando é mais importante do que estar sempre limpinho e com medo de fazer novas conquistas! Hoje pagará o preço de ter a casa num pequeno caos. No futuro, ganha em ter um filho autónomo, com uma boa auto-estima e seguramente mais feliz.

Agora, é avançar com segurança e determinação.

Se está efectivamente a pensar implementar um novo sistema, fale disso com a sua família. Explique apenas que o mais importante é que se sintam todos bem e que os momentos de refeição possam ser de alegria. Acima de tudo, confie nas suas escolhas e lembre-se que vai precisar de calma e paciência. Será uma conquista gradual para pais e filhos mas, sem dúvida uma que irá beneficiar toda a família num futuro próximo, quando começarem a ter momentos agradáveis de refeição em família, cheios de respeito, cumplicidade e muitos sorrisos.

Uma das queixas e preocupações mais frequentes dos pais, prende-se com a regurgitação do leite no bebé, que se chama vulgarmente de “bolsar”.

Mas afinal, o que significa exactamente bolsar? O que acontece na realidade quando a criança bolsa? E será que é prejudicial para o bebé? Porque Bolsam afinal os bebés?

Um fenómeno muito frequente nos bebés saudáveis, que acontece muitas vezes ao longo do dia, prende-se com o refluxo gastro-esofágico, ou seja, a passagem de conteúdo do estômago (no caso dos bebés, o leite) para o esófago. Este fenómeno é muito frequente e normal nos bebés porque o seu estômago ainda é muito imaturo e não tem capacidade de manter o conteúdo sem que exista refluxo, para além de ser uma cavidade ainda pequena e que enche com facilidade durante a mamada.

Quando o refluxo chega até à boca do bebe, e ele deita o leite para fora, chama-se de regurgitação, ou o tão conhecido “bolsar”.

É perfeitamente normal, e não é prejudicial para a criança.

Existem obviamente bebés que bolsam mais e outros que bolsam menos, mas, nao existindo sinais de alarme, não tem qualquer problema. E é normal parecer que existe um agravamento desta situação nos primeiros 3 a 4 meses de vida do bebé (porque nesta altura o bebé tem maior capacidade de sucção), sendo que, habitualmente, desaparece entre os 12 e os 14 meses de vida.

Existem no entanto alguns sinais de alarme a que os pais deve estar atentos:

– Episódios de vómitos. Atenção que o bolsar é diferente do vomitar. O bolsar não implica qualquer esforço da criança, enquanto o vomitar é um acto voluntário, que implica esforço da criança e contracção dos músculos da barriga. Quando existe um episódio de vómito, habitualmente o conteúdo sai em maior quantidade e em jacto, no entanto as coisas podem não ser assim tão lineares e pode ser bastante difícil para os pais tentar distinguir entre o bolsar e o vomitar;

– Recusa alimentar persistente;

– Má evolução do peso da criança (que será de valorizar principalmente se existir perda de peso no bebé sem razão aparente);

– Criança com diminuição do estado geral, prostrada, constantemente irritável ou com choro inconsolável;

– Perda de sangue pela boca ou pelo ânus;

Sempre que os pais identifiquem sinais de alarme, será mais prudente consultar o médico. No entanto, como referido, a grande maioria das situações em que o bebé bolsa, mesmo que seja em grande quantidade, é perfeitamente benigna e normal.

Por isso pais, não se preocupem excessivamente com o bolsar dos vossos bebés. E como já lá diz o velho ditado:

“Criança bolsada, ao ano está criada!”

A maioria das crianças não gosta de comer na exacta proporção que a maioria dos adultos  adora. Por isso, as refeições para as crianças são quase sempre um grande problema. Se não forem doces, claro. Porque doces até repetem, várias vezes: “Vou buscar aqui mais um pratinho de marshmallows, que estão óptimos”.

Sim, porque também não podem ser quaisquer doces. Têm de ser sempre os piores, os mais maléficos. Por exemplo, uns brócolos cristalizados as crianças não papam. Talvez lambessem a parte do “cristalizado”, mas o brócolo… come-o tu.

Instala-se portanto, muitas vezes, a crise à mesa das famílias, seja em casa ou seja fora. É tudo a convencer o menino ou a menina a comer. Começa-se com a diplomacia: “Vá, tem de ser, temos de nos alimentar senão ficamos fraquinhos”. Vem depois a política: “Só mais esta, prometo”. Depois a corrupção: “Se queres ir ao parque tens de comer a sopa”. Chega então a coacção: “Não me obrigues a levantar-me”. E a partir daqui tem de se recorrer ao uso da força. Vem tudo. O pai, a mãe, os tios, amigos, vizinhos e até os bombeiros de Samora Correia. Tudo a abrir a goela à criança. Só os avós estão contra: “Se não quer comer é porque não tem fome, não vês que está com um peso tão bom? Tira o macaco pneumático dos maxilares do menino, Carlos Alberto!?”.

Na verdade, os avós têm alguma razão. Se uma criança estiver com o peso bom e controlado, não me parece necessário proceder a uma espécie de cirurgia doméstica para a alimentar.

Mas esse nem é para mim o ponto essencial desta questão. Verdadeiramente patético é nós estarmos sempre a dizer que se deve comer várias vezes ao dia, contra aquela ideia de enfardar às refeições, mas depois queremos que as crianças enfardem às refeições. E se não enfardam a bem, enfardam a mal.

Tenhamos consciência de uma coisa. A alimentação é talvez a coisa mais básica num animal; e nós, embora cada vez mais evoluídos, ainda não perdemos aquelas raízes mais selvagens. A verdade é que começamos a comer sozinhos ainda na barriga das nossas mães. E naquele período mais estúpido do ponto de vista intelectual, em que comunicamos por berros, também sabemos pedir mama. Há horários indicados pelo pediatra, sim, mas o recém-nascido não deixa ninguém dormir se tiver fome.

O que leva então os papás a pensar que a criancinha que não quer comer está em processo de autodestruição e portanto temos de agir rapidamente e em força!?

“Sim, mas é que o Zézinho não come às refeições e depois quer comer porcarias” – desabafam. Pois, mas então o problema não é do Zézinho, é de quem lhe dá porcarias depois. Se a criança não come ao almoço, é claro que passado uma hora ou duas tem fome. É a tal natureza. Mas porque razão lhes damos pão, papas ou iogurtes? Comam a sopa. Se já têm fome, comem a sopa e a pescadinha.

“Não, não, não e não” – responde o Zézinho, muito zangado, porque já foi habituado a almoçar cereais a meio da tarde. Mas se ele diz não, é porque não tem mesmo fome, porque o Zézinho não se deixa sucumbir. “Venha de lá essa sopa” – dirá, mais minuto, menos minuto.

Uma coisa é certa: Quando obrigamos as crianças a encher o bandulho, independentemente da fome, só porque são horas de “encher o bandulho”, não estamos a cuidar delas, estamos só a cuidar de que elas cometam os nossos erros, particularmente no campo da alimentação. “Que maravilha de sopa. Há mais?” – Perguntou entretanto o Zézinho.

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Parece que este ano é ano de nascimentos. Dizem as notícias que os jovens cansaram-se de esperar e que as próximas cegonhas já estão lotadíssimas de bebés gorditos. Por todo o lado vejo barrigas, na fila do multibanco, nos restaurantes, nas livrarias, cabeleireiros e foi mesmo aí que ouvi uma barrigona partilhar as suas mágoas porque há 9 meses que não come enlatados com medo de uma intoxicação alimentar (botulismo).

As minhas sirenes internas dispararam e a minha atenção (e compaixão) virou-se toda para esta pobre criatura que está a salivar por dois pares de sardinhas encostadas e amputadas a nadar em azeite e uns chispes apertadinhos com feijões numa lata. Apesar da minha veia de nutricionista (reles) os condenar, a minha recente experiência com uma barriga cheia como a lua e umas hormonas em festa constante, estendi-lhe o meu melhor sorriso misericordioso.

Lembro-me que, desde que a minha barriguinha virou barrigona, fui sendo aconselhada a abolir da minha alimentação uma série de alimentos sob os mais diversos pretextos, capazes de deixar em pé os cabelos de qualquer recém-mamã.

Um certo dia, vesti a minha faceta de grávida aventureira e depois de meia dúzia de voltas nas lojas de um centro comercial, resolvi parar para almoçar. Grávida de sete meses e a tentar manter a escalada do peso em níveis aceitáveis, coloquei-me na fila de uma loja que vendia sopa e salada. Quando chegou a minha vez, a amável colaboradora adiantou-se e proibiu-me de comer a salada porque tinha alface e uma grávida, ao que parece, não come alface. Optei pela sopa e fui novamente desaconselhada porque tinha couve e pelo que consta, uma grávida também não come couve. Também não pude comer feijão nem o caldo verde com o chouriço… No embalo e antes que eu me lembrasse de sugerir, disse-me que a coca-cola descola placentas……. SOCORRO!!!!!! Uma pessoa quer comer o mundo mas tem dias que é difícil!

Não quero com isto desvalorizar os cuidados alimentares que uma gestante deve ter, até porque se justificam e na grande maioria das vezes o risco não compensa. O botulismo, a listeriose e a toxoplasmose são infeções sérias transmitidas por alimentos contaminados a pessoas, sejam elas grávidas ou não grávidas. A questão é que numa pessoa saudável seriam fáceis de resolver mas que numa gestante é um pouco mais complicado. Por isso, tão importante quanto saber o que não deve comer, é porque não deve comer. Comer em casa ou fora, o importante é garantir que a higiene não foi descuidada em nenhum ponto. Aproveito para relembrar alguns tópicos que me parecem mais importantes e básicos, tome nota:

  • Hortofrutículas devem muito bem lavados e desinfetados, ou retirada a casca;
  • Carne principalmente aves, devem ser muito bem cozinhadas e sem qualquer vestígio de sangue,
  • Ovos muito bem cozidos ou utilize os UHT assim como nada de sobremesas cruas (adeus ovos moles);
  • Evitar (não é abolir) peixes grandes e que se encontrem nos níveis superiores da cadeia alimentar porque acumulam muito metilmercurio;
  • Álcool: zero, niente, nicles, nada!

Não se deixe ir na conversa popular ou na experiência baseada na tese “a amiga de uma amiga minha”. Pergunte porquê, investigue o assunto e tenha olhar crítico e científico. Se achar que o risco não pode ser reduzido, não coma. Se achar que o risco é o mesmo para si e para uma pessoa “sem barrigona” e que tem confiança na preparação higiénica, então avance e mande as hormonas hibernar.

Por Carolina Fernandes, para Up To Kids®
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Já quase todas se cruzaram umas com as outras a determinada altura das suas vidas: na sala de espera de um médico, nas urgências, num internamento, num teste de provocação oral, na farmácia, numa loja de alimentação adaptada, num workshop de culinária, num hipermercado a estudar rótulos, num grupo de apoio presencial, num grupo de discussão na Internet.
Mas quem são estas mães? Como reconhecê-las? Até que ponto a condição clínica dos seus filhos as define? O que podemos esperar delas?

10 tipos de mães de crianças com alergia alimentar:

1 – A Mãe a “apanhar do ar”
Esta mãe ainda não percebeu bem onde está metida. Geralmente sai das consultas médicas mais confusa do que quando entrou. É frequente vê-la colocar à consideração dos seus pares cibernéticos, pareceres médicos e análises clínicas.

2 – A Maratonista
A mãe maratonista já andava farta de “correr”, mesmo antes do running se tornar numa moda. Antes de sair de casa para ir trabalhar, já cozinhou tudo o que o seu filho comerá naquele dia. Aproveita a hora do almoço para dar um salto ao supermercado, enquanto confere no telemóvel as últimas tendências em termos de substitutos do ovo. Para que o seu filho possa participar em segurança no próximo jantar de família, compromete-se a confeccionar o menu completo… para 27 pessoas.

3 – A Veterana
A mãe veterana já percorreu o verdadeiro “caminho das pedras”. Outrora mãe de criança com alergia alimentar é, agora, mãe de adolescente ou adulto com alergia alimentar.

É a mãe que qualquer iniciante nestas andanças deveria conhecer. Foi confrontada com um diagnóstico numa altura em que a oferta de alimentação adaptada era escassa ou inexistente, não se falava do assunto, não havia Internet, nada!
Ela pode afirmar, com toda a propriedade, “são muitos anos a virar frangos… sem alergénios!

4 – A Calimera
À mãe calimera acontece de tudo e esta, pura e simplesmente, não consegue ultrapassar o registo lamurioso. Queixa-se essencialmente por dois motivos: por tudo e por nada.

5 – A Empreendedora
A mãe empreendedora vê, definitivamente, o copo meio-cheio. Organiza sessões de esclarecimento informais no prédio onde vive, na escola dos filhos, distribui panfletos, cria negócios, dá workshops de alimentação adaptada. Em suma, transforma uma dificuldade numa oportunidade.
6 – A Resolvida
A mãe resolvida assume com desassombro que isto das alergias alimentares é um aborrecimento, mas há que lidar com isso da melhor maneira possível. É tão resolvida, que às vezes sente que deveria fazer terapia para apurar se tamanha aceitação é normal.

 7 – A “Mea Culpa”
A mãe “mea culpa” ainda se recrimina por aquela sandes de queijo que comeu, no dia da concepção. Basicamente, sente-se culpada por tudo: pelos genes que transmitiu ao filho, pelo pão sem glúten que fica sempre rijo que nem uma pedra, pela indiferença da sociedade, pelo buraco na camada de ozono.

8 – A Verborreica
A mãe verborreica está sempre a falar sobre alergias alimentares. Às vezes, até a ela lhe escapa o que terá dado azo à conversa. No outro dia, disse “boa tarde” à vizinha do rés-do-chão e, a seguir, sem saber bem como, já estava a falar sobre anafilaxia.

 9 – A “Douta”
A mãe douta gosta de discorrer sobre hipersensibilidades mediadas por IGE, linfócitos T e atopia. Às vezes a coisa corre bem, outras nem por isso.
Tem no grupo das “mães a apanhar do ar” o seu público favorito.

10 – A Pessoana
A mãe pessoana tem em si todas as outras mães acima descritas. Pode acordar meio calimera ao lembrar-se dos tempos em que andava a apanhar do ar, mas depressa passa ao registo maratonista, não sem antes ter tido um ataque de douta verborreia, o que lhe causa culpa. Aspira a ser empreendedora, a ser cada vez mais resolvida e torce os dedos para não chegar a veterana.

Por Marlene Pequenão, para Up To Kids®
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A Pirâmide dos Alimentos, que nos fornece as indicações essenciais para ter uma alimentação saudável, foi pela primeira vez em 15 anos, alterada na Austrália. E, pela primeira vez, a pirâmide prevê alimentos como quinoa, cuscuz, tofu, aveia ou bebida de soja ou arroz. E retira outros como o açúcar ou as gorduras saturadas.

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Coma quinoa, cuscuz e cereais integrais. Os alimentos provenientes das plantas devem ocupar diariamente a maior porção da nossa alimentação, cerca de 70% daquilo que comemos. Estes alimentos (fruta, vegetais, leguminosas e cereais) contêm uma enorme variedade de nutrientes tais como, vitaminas, minerais e antioxidantes e são também a maior fonte de carbohidratos e fibras da nossa alimentação.

O grupo dos cereais deve conter maioritariamente cereais como quinoa, cuscus, arroz integral, aveia, diferentes variedades integrais de pão, massas, cereais de pequeno almoço, em vez dos alimentos processados e refinados.

No topo da pirâmide estão as gorduras saudáveis que são necessárias em pequenas quantidades todos os dias para uma boa atividade cardiovascular e para as nossas funções cerebrais. Devemos priviligiar o consumo de azeite e óleos provenientes de sementes, mas também poderemos optar pelo consumo de abacate, avelãs, nozes, sementes e peixes gordos de onde poderemos também obter gorduras boas e saudáveis.

Não adicione açúcar e sal aos alimentos! Já estão naturalmente presentes nos alimentos e, por isso, não devem ser acrescentados quando cozinha ou quando os consome. A Nutrition Australia, que elaborou a nova Pirâmide dos Alimentos, recomenda que todas as pessoas verifiquem os rótulos dos alimentos embalados que compram no supermercado – e evitem todos os que têm sal ou açúcar adicionados. O sal e o açúcar são responsáveis pelo aumento do risco de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 ou alguns tipos de cancro e hipertensão.

Use ervas aromáticas e especiarias. Se não consegue comer os alimentos sem uma pitadinha de sal ou um pouquinho de açúcar, as ervas aromáticas e especiarias são a solução. Elas são as responsáveis por dar aos alimentos uma enorme variedade de sabores e aromas muito mais saudáveis e com várias propriedades benéficas para o nosso organismo. Cozinhar com ervas aromáticas frescas, secas ou com especiarias é uma forma saudável e fácil de criar pratos saborosos, aromáticos e coloridos, sem ter que usar sal.

Consuma leite magro ou bebidas de soja, arroz ou amêndoa. Na camada do meio da pirâmide, estão os lacticínios e as proteínas, que devem ser consumidos moderadamente. E aqui há novidades. Escolha sempre produtos lácteos magros, para evitar as gorduras saturadas. Ou então substitua-os por alternativas como a bebida de soja, de arroz ou de cereais, desde que tenham, pelo menos 100 mg por cada 100 ml de cálcio adicionado.

Pode substituir a carne e o peixe por leguminosas. Carnes, de preferência magras. Os vegetarianos podem ter uma alimentação equilibrada se substituírem o peixe e a carne por ovos, tofu ou leguminosas ( lentilhas, feijão e grão) que são grandes fontes de proteínas.

Escolha sempre beber água, que é a melhor bebida para se manter hidratado e é essencial para muitos outras funções essenciais do nosso corpo. Opte por ser a água a sua bebida de eleição e evite bebidas açucaradas, gaseificadas, energéticas, etc…

Inspire-se numa alimentação saudável com as sugestões desta nova pirâmide.

Fontes aqui e aqui

Por Vanessa Amaral da Costa,
para Up To  Kids®

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– Experiência para fazer com os pais –

Precisas de:

  • 1 clara de ovo
  • 300 g de açúcar em pó (icing sugar)
  • 1 tigela
  • 1 garfo
  • 1 colher
  • 1 peneira
  • 1 prato ou travessa
  • papel de cozinha
  • microondas

Procedimento:

1 – Com um passador peneira o açúcar para que não fique com torrões duros.

2 – Coloca a clara de ovo numa tigela e bate-a levemente com um garfo.

3 – Mistura as duas coisas e mexe até ficar tudo ligado e com a consistência de uma massa moldável (quase plasticina).

4 – Faz bolinhas com um tamanho um pouco mais pequeno que uma noz.

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5 – Cobre um prato ou uma travessa que possa ir ao microondas com uma folha de papel de cozinha. Põe as bolinhas bem espaçadas sobre o papel. Num prato raso normal não podes por mais que 3 bolinhas.

6 – Leva ao microondas cerca de 1 minuto. (Depende da potência do microondas, tem atenção!)

7 – Vê como as bolinhas cresceram.

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Vamos perceber o que aconteceu?

É comum pensar-se que o aumento de volume de uma dada preparação, por exemplo, um suflê, é provocado pela dilatação do ar ao ser aquecido. No entanto, não é bem assim.
Isso pode ser demonstrado através da preparação de suspiros no micro-ondas.
Ao fazer suspiros as claras não são batidas e não se introduz ar. É uma massa compacta e moldável, composta por clara de ovo e açúcar que quando aquecida, vai dar origem a suspiros muito leves e volumosos.
O responsável por fazer crescer os suspiros é a água!
Devem estar a pensar que não juntaram água, mas juntaram clara de ovo, que tem muita água. Foi a água da clara de ovo que, quando aqueceram a mistura dos suspiros, evaporou e fez com que os suspiros crescessem assim.

 

Por Vanessa Amaral da Costa,
para Up To Lisbon Kids®

O ser humano necessita de aprender a comer tal como aprende a andar, a falar ou a ler.
A idade escolar é a etapa da vida dedicada à aquisição de conhecimentos, que desenvolve capacidades e que favorece a aprendizagem de hábitos alimentares saudáveis.
Aos pais cabe educar a criança, também no que toca à alimentação. Conhecer os alimentos, o seu nome e apreciar o seu gosto, requer um processo de aprendizagem.
Uma forma de aumentar a adesão das crianças a alimentos saudáveis é dar o exemplo: se os filhos virem os pais comer diariamente legumes – em sopa, cozidos ou crus em salada – é muito provável que também os comam com naturalidade.
Mas é difícil convencer uma criança quando os legumes estão afastados do prato dos adultos…
E nada melhor do que fazer as refeições em família para esses bons exemplos passarem de pais para filhos: quando assim é, pais e filhos fazem muito mais do que alimentar-se – conversam, riem, partilham momentos e reforçam laços.
Não é um processo fácil, mas há algumas regras preciosas:
• Evite deixar petiscos e alimentos calóricos e doces acessíveis, pois a criança acaba por ir comendo entre refeições, o que lhe diminui o apetite à hora da refeição principal.
• Evite as ameaças com castigos se a criança não comer – pois pode aumentar a sua repulsa em relação à comida, considerando-a assim como algo negativo.
• Evite as promessas de guloseimas ou outras recompensas em troca de deixar o prato “limpo”. Nunca utilize a comida como castigo ou prémio. Esta solução é apenas aparente não os ajudando a aprender a tomar opções saudáveis e de longo prazo. Pelo contrário fará a criança pensar que tem o ‘direito’ a uma recompensa sempre que está a optar por um alimento saudável!
• Evite as cedências se ela disser que não gosta sem provar – insista com paciência e não desista. Se não for nesse dia será noutro.
• Seja um exemplo para os seus filhos e partilhe com eles vários alimentos que lhes apresenta. Evite a expressão muitas vezes usada pelas crianças: “Se tu não comes, por que é que eu tenho de comer?”
• Evite criar outro interesse no ambiente que não a comida. Televisão, histórias, cantilenas, farão com que a criança se distraia e coma sem perceber e sem desfrutar do prazer de comer, diminuindo o seu interesse nos alimentos.
• Evite refrigerantes e sumos durante a refeição – além do elevado teor em açúcares, as bebidas gaseificadas criam uma falsa sensação de saciedade e a criança acaba por comer menos.
• Ofereça alimentos diversificados, no sabor e na textura, prepare com eles pratos coloridos e divertidos que estimularão o seu apetite. Porque os olhos também comem!
• Dê-lhes um papel ativo na preparação das refeições. Fazê-los sentir parte integrante das tarefas rotineiras na preparação e confecção dos alimentos, ajudá-los-á a compreender todo o processo que uma refeição implica e ter noção das várias possibilidades (muitas delas mais saudáveis) que existem ao nosso dispor quando fazemos as compras e cozinhamos. Deixe que eles participem na elaboração dos pratos, a fazer uma salada, a por a mesa, assim vão sentir-se cada vez mais interessadas e motivadas a alimentar-se melhor e de forma equilibrada.
• Use atitudes positivas, explicando, que os alimentos a tornam forte e bonita, e ajudam a crescer, tornam o seu coração mais forte, os alimentos saudáveis ajudam a afastar os micróbios no corpo, poucas gorduras ajudam a manter o coração saudável, etc.
Elogie sempre todos os progressos que ela faça em relação à alimentação. Seja paciente, dê o exemplo.

Por Vanessa Amaral da Costa,
para Up To Lisbon Kids®

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O açúcar é a nova droga do século XXI

«O açúcar não tem qualquer valor nutricional e é directamente nocivo para a saúde (…) o açúcar é veneno para o metabolismo.» – Dr. Robert C. Atkins, cardiologista e autor de “A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins”

Dizem que é um veneno, comparam-no a uma droga, culpam-no pelo aumento da obesidade, da diabetes, das doenças cardiovasculares, das cáries que assaltam os dentes das crianças. O açúcar, que transforma refeições sem interesse em iguarias, actor principal de sobremesas, usado na nossa gastronomia em doses elevadas à centenas de anos, passou a estar na lista negra dos alimentos. Multiplicam-se os estudos, as teorias, a literatura. Os consumidores mostram-se cada vez mais preocupados e a gigante indústria alimentar procura alternativas para adoçar a comida e manter as vendas.

Mas a culpa não é dele. É dos excessos.

No final do século XX, começou o consumo desenfreado e camuflado de refrigerantes, molhos processados, caldo de legumes, bolos, cereais, leites para crianças, ketchup, pão, comida para bebés, produtos embalados e enlatados … não há quase nada em que a indústria alimentar não ponha açúcar. Funciona para realçar sabor, preserva e é barato. Este é que é o verdadeiro problema, o excesso de açúcar nos alimentos.

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O açúcar é a nova droga do século XXI. O açúcar causa dependência, tal como a cocaína, a heroína, a nicotina e o álcool. Já se desconfiava disto há algum tempo mas parece que faltava a evidência científica. Em 2008, Nicole Avena, do Center for Addiction Research & Education da Universidade da Florida, publicou dados que confirmam que o açúcar afecta os receptores de ópio e dopamina do nosso cérebro, causando, portanto, adição.

A comida de plástico foi inventada para causar dependência e não tem qualquer valor nutricional. O açúcar presente nos refrigerantes é um autêntico veneno. Uma coca- cola e qualquer outro refrigerante de 33 cl tem cerca de 12-15 colheres pequenas de açúcar e o efeito que isso tem no nosso corpo é simplesmente devastador. Precisamos de 32 copos de água para anular o prejuízo de apenas um refrigerante!

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Este excesso de açúcar em tantos alimentos é também o motivo porque vemos crescer a obesidade e os diabetes nas crianças.

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A coca-cola tem um estimulante e um diurético (faz-nos perder água) que se chama cafeína. Tem também outro componente chamado sódio (sal). O que acha que acontece quando comemos alimentos demasiado salgados? Ficamos com mais sede!

Porque acha que a coca-cola tem tanto açúcar? Para esconder o sal e o ácido fosfórico presente que a torna mais ácida que o vinagre ou o limão. A quantidade de açúcar é tão grande que nem notamos o sal, nem o ácido!

E desengane-se se pensa que os produtos light ou zero calorias são mais saudáveis como tentam vender. Tudo o que é light é enriquecido com adoçantes artificiais como o aspartame (fenilanina), acesulfame K, sacarina, sucralose (E-955), xarope de glucose, isto só para citar os mais conhecidos. Além de obesidade e diabetes, estes produtos podem causar perturbações no sono, disfunção sexual, cancro, esclerose múltipla, lúpus, diabetes e outras doenças degenerativas.

É urgente e de grande importância para o nosso futuro, para o futuro das nossas crianças, que se leiam os rótulos dos alimentos comprados, que se reduza ao máximo o consumo de açúcar, de doces, de alimentos processados, que haja mais informação, para que haja mais consciência dos erros cometidos e se possam mudar maus hábitos, passando a fazer escolhas mais saudáveis, aumentando o consumo de frutas e vegetais, pela sua SAÚDE.

 

Fontes Público e Pedro Correia Training

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Açucar em pó 100g
Leite vegetal (usei de aveia) 120 ml
Ovos 3
Farinha tipo 65 500g
2 pacotes de 4,6g de fermento seco (ou uma de 11g)
2 colheres de chá de fécula de batata (ou uma batata pequena cozida e esmagada)
90g de margarina vegetal amolecida (usei cerca de 60g de soja)
1 colher de café de sal

Preparação:

  • Pulverizar o açucar até ficar em pó e juntar os ovos e o leite. Programar V2, 37º, 2 Min; Juntar a farinha e o fermento e amassar na Velocidade Espiga durante 4 minutos; Pelo bocal, juntar a margarina, o sal e a fécula de batata. Programar mais 5 minutos, Velocidade Espiga; Deixar levedar até ao topo. Amassar e dividir em bolas (esta receita rendeu-me 11) e deixar levedar novamente já no tabuleiro de ir ao forno; Cozinhar em forno pré-aquecido a 180º durante 20 a 25 minutos;Nota 1: Levedar é a palavra de ordem nesta receita. Sem pressas, ok?Nota 2: Pode polvillhar-se com açucar em pó ou até fazer um glacé, mas eu optei por eles simples.Nota 3: Esta receita foi inspirada nos brioches portugueses da Clara de Sousa.

Por Marlene Pequenão, Autora do blogue O Copinho de Leite
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