Enquanto mãe de três que trabalha a tempo inteiro, sinto que a gestão de tempo é essencial para conseguir fazer tudo a que me proponho.

O facto do Little Style reunir 60 marcas durante um fim de semana, possibilita a outras mães e mulheres no geral, com tão pouco tempo livre, conhecer a nova coleção e escolher os conjuntos e acessórios de que mais gostam. Roupa para o dia-a-dia, para festas, calçado, meias, laços, toucas e gorros, abrigos, colares, pulseiras e muito mais para bebés e crianças.

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Para as mães, marcas giríssimas com propostas que vão adorar, o difícil vai ser escolher.dixo

Aqui é o local ideal para fazer as compras da nova coleção outono-inverno, já que reúne num só espaço uma seleção das melhores marcas de moda, acessórios e decoração para mães e filhos, num ambiente descontraído, entre sumos naturais, comidas saudáveis e saborosas, e atividades giras para crianças e workshops pais e filhos!

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No que toca à moda infantil, o próximo outono-inverno veste-se de tons cinza e taupe, como o rosa, azul anilado, água e cru, para além do inevitável marsala. Cor em bloco, padrões com flores ou geométricos, as tendências são várias mas revestem-se de mais modernidade, menos folhos, golas e rendas.

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Para os bebés os conjuntos em malha são um must-have, uma proposta super confortável e apetitosa, que deve ser conjugada com um body de golas redondas ou Peter Pan. As toucas e gorros com pompon são também essenciais para os mais pequenos.

foto_tuchique_bebeAs crianças entre os 12 meses e os 3/4 anos continuam com propostas essencialmente clássicas, com vestidos, túnicas, calções, jardineiras, tapa fraldas, camisas de gola à padre ou capuz, casacos e camisolas de lã nos tons e padrões da estação.
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Já os mais velhos, a partir dos 5/6 anos têm cada vez mais oferta de peças práticas, descontraídas e com muita pinta, nomeadamente sweat-shirts com prints, túnicas e camisas, jumpsuits e vestidos de corte trapézio.

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Vai assim haver muito por onde escolher, não só para bebés, crianças e adolescentes, dos 0 aos 16, mas também para as mães e tias. Será um fim de semana de compras muito tentador, sendo que para as mais indecisas o ideal será assistir aos desfiles de sábado e domingo às 15h30.

Dias 3 e 4 de outubro nas Cavalariças do Pestana Palace
Sábado 10h-20h e domingo 10h-18h
Jau, 54, Lisboa

Acompanhe as novidade em Little Style

Por Filipa Cortez Faria, do  Blog My Happy Kids, para Up to Kids®
Todos os direitos reservados

Agradecimentos imagens Little Style,
D.I.X.O.,
TuChique,
Piece of paper

 

Ouvi este ditado da boca da minha mãe mais vezes dos que as que consigo enumerar.

Depois de ter tido a minha filha passei a compreendê-lo na perfeição. Como podemos não gostar de quem gosta dos nossos? Como podemos não ficar de coração cheio quando os tratam (quase J) tão bem quanto nós?

A creche da minha filha é a sua segunda casa. Foi escolhida com mil cuidados, com todo o coração, ainda não sabíamos o sexo do bebé que eu esperava.

Foi lá que a deixei com quatro meses e meio, nesse dia em que cheguei a casa e encontrei o meu bebé a dormir, cansado do dia agitado que tinha tido, e chorei. Foi a única vez que o fiz. De todas as vezes que a fui buscar à creche o meu coração encheu-se de ternura.

Na creche da minha filha todos se conhecem. De conhecer a sério, de saber os hábitos, os gostos, as manhas, as brincadeiras preferidas.

Na creche da minha filha todos se conhecem pelo nome. Mesmo os meninos mais crescidos sabem como se chamam os bebés.

Na creche da minha filha há uma horta, um jardim com árvores para trepar, relva e flores que ela adora cheirar.

Há educadoras com um colo enorme, auxiliares que dão a mão a todos, mesmo quando todos são muitos e todos querem ir de mãos dadas.

Há sempre música no ar, seja vinda da aparelhagem, seja das vozes de quem toma conta dos meninos.

Há choro, mas muitas mais gargalhadas.

Há, todos os dias, a conquista de algo (os primeiros passos, segurar os talheres e comer sozinho, pedir para ir ao bacio, lembrar-se de limpar a boca depois de comer).

Há o respeito pelo ritmo de todos.

Há paciência e amor para as pequenas falhas, entusiasmo e incentivo para que a palavra “desistir” não reine.

Há meninas que apanham flores e nos entregam, sem perceber como esse gesto é bonito.

Há rapazes que correm, tropeçam e disputam brinquedos mas ajudam os amigos a levantar-se quando estes caem.

Há sempre alguém ao pé destes meninos e meninas a ajudá-los a serem melhores.

Alguém que lhes conta uma história nova todos os dias.

Que brinca com eles sem olhar para o relógio ou revirar os olhos.

Que canta sem enfado.

Alguém que, mesmo que esteja a ter um mau dia, nunca o deixa transparecer.

Alguém que tem, mais do que um trabalho, uma vocação – e esta é uma das vocações mais importantes no mundo, porque só se é criança uma vez.

Estarei a descrever todas as creches do mundo? Se sim seria uma sorte. Porque considero uma sorte a minha filha estar numa creche que é uma casa, com uma “família” que cuida dela, que se preocupa, que se interessa.

As crianças são transparentes. Quando não gostam encontram maneira de o deixar bem claro. E quando gostam é impossível segurá-las. E é de coração cheio que vejo a minha filha a pedir colo às educadoras que passam pela sala para a espreitar, às auxiliares que tomaram conta dela quando ainda não tinha um único dente. É e está feliz.

Hoje entendo-te perfeitamente, mãe.

Quem a minha filha beija (todos os dias), a minha boca adoça (tranquilizando o meu coração).

 

Por Marta Coelho, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados.

 

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Este é um guia prático para pais, avós, tios ou amigos, que querem ajudar os seus pequeninos a crescer, a aprender e a desenvolverem-se enquanto brincam.

Brincadeira: O Reflexo no Espelho
Idade: 0 aos 12 meses
Como brincar?

  1. Coloque o bebé em frente a um espelho e deixe que se observe. Nesta etapa do desenvolvimento, o bebé ainda não se reconhecerá a si próprio no espelho, mas ficará fascinado com o que vê.
  2. Mostre-se também a si e enquanto conversa com o bebé, faça diferentes expressões faciais e alterações no tom de voz e na velocidade do discurso.
  3. Coloque no espelho, uma pequena bola. Role a bola pelo espelho, bata a bola e gire a bola.

Competências em destaque:

  • Consciência espacial
  • Desenvolvimento da linguagem
  • Auto-conceito
  • Discriminação visual
  • Desenvolvimento da socialização
  • Desenvolvimento da atenção

 

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Brincadeira: Copos Mágicos
Idade: 12 aos 24 meses
Como brincar?

Esta brincadeira é uma versão simples de um jogo clássico – o cu-cu.
Mostre ao bebé que está a esconder um pequeno objeto (por exemplo uma bola ou um patinho de borracha), debaixo de um copo. Depois, coloque ao lado outro copo (que nada esconde).

Onde está o objeto?

Calmamente movimente os copos e pergunte-lhe onde está o objeto.
Inicialmente a criança poderá sentir alguma dificuldades, mas experimente mover os copos muito devagar e eventualmente conseguirá acertar!

Competências em destaque:

  • Memória visual
  • Concentração
  • Permanência do objeto
  • Resolução de problemas

 

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Brincadeira: Detetive das formas
Idade: 24 aos 36 meses
Como brincar?

Faça um jogo que ajude a criança a reconhecer as formas enquanto estão em casa. Poderá começar com as imagens de um livro, pedindo à criança que encontre algo parecido com um círculo.
Aumente o desafio, para o detetive, pedindo-lhe que descubra quadrados, círculos, triângulos e outras formas, nos objetos de casa.
Poderão depois dar uma espreitadela pela janela…Que formas esconde a rua?

Competências em destaque:

  • Linguagem
  • Concentração
  • Memória
  • Discriminação

 

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Brincadeira: Sentimentos
Idade: 3 aos 5 anos
Como brincar?

Faça cartões com imagens felizes, tristes e zangadas. Dê ao seu filho lápis, marcadores ou tintas e peça-lhe para desenhar uma imagem feliz, não necessita de ser nada em particular, apenas uma que signifique felicidade para ele. De seguida, peça-lhe para desenhar uma imagem triste e zangada. Enquanto ele desenha, converse com ele sobre o que ele fez para se sentir melhor naquela situação e o que ele fez para se sentir feliz.

Estas são ferramentas de coping (como lidar ou reagir em cada situação) que o ajudará a desenvolver a competência de auto-controlo quando ele crescer.

Competências em destaque:

  • Capacidade para estabelecer relações
  • Inteligência Emocional
  • Socialização

 

Boas brincadeiras!

Por Isabel Cunha, para Up To  Kids®
Todos os direitos reservados

 

 

Como o próprio nome indica, esta disciplina não é mais do que a versão para crianças da arte marcial que dá pelo nome de Aikido. Não cabe aqui descreve-la detalhadamente, mas interessa-nos conhecer, à partida, uma ou outra característica geral desta arte que teve a sua aparição já no Séc. XX.

É quase um lugar comum, quando se fala de Aikido, descrevê-lo como “a forma de aproveitar a força do ataque de um adversário para o derrotar”. E estaria quase certo, não fossem os conceitos  de “adversário” e “derrotar”, na verdade, deslocados no contexto da prática. Mas a frase é verdadeira quando refere implicitamente a não oposição à força do ataque do “parceiro” (é esse o termo usado nas aulas) para o derrubar ou imobilizar (o que não implica uma derrota). Na fluidez de movimentos está a chave para o conseguir. O resultado de um dado ataque será a projecção ou a imobilização do atacante, sempre executadas tendo em conta a integridade física dos dois parceiros.

É importante também salientar que a originalidade do Aikido está na resposta que oferece à violência. O conflito é encarado como um processo de comunicação durante o qual não se procura a destruição do contrário, mas sim “domar” a agressividade e a libertação da espiral de violência. O método de aprendizagem em Aikido permitirá ao praticante desenvolver, para além da resistência física, aspectos como a auto-estima, confiança, concentração ou espírito de cooperação (por oposição ao espírito de competição).

Não é pois difícil de perceber os benefícios que esta prática tem para os mais pequenos. As crianças aprenderão a proteger-se sem serem agressivas e a crescer tirando partido do seu próprio esforço. As aulas são orientadas para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, tanto físicas como mentais ou sociais. O Aikido tem um curriculum próprio, que é adaptado à idade dos praticantes. Aos movimentos específicos da arte, cuja base é comum ao dos adultos, são acrescentados exercícios próprios para a idade e retirados os movimentos de luxação ou que constituem esforço demasiado para as articulações, ainda em desenvolvimento nas crianças. No Aikido, ao contrário de grande parte das artes marciais modernas, não existem competições.

A idade ideal para o início da prática do Aikido, considera-se por norma ser os seis anos. No entanto, e dada a não uniformidade no desenvolvimento psicomotor da criança, esta é só uma referência que terá de ser verificada caso a caso e as primeiras aulas serão fundamentais para avaliar a coordenação motora do aluno. Apesar de poder ser uma ajuda no desenvolvimento físico, o Aikido não poderá nunca substituir o trabalho da natureza em cada criança, pelo que um mínimo de maturidade é necessário para uma prática segura.

Quase como um resumo, diria que a pratica do Aikido para Crianças deve ser orientada em função de três factores fundamentais: a relação com o seu próprio corpo, com “o outro”, e com o mundo.

A relação com o seu corpo — Através dos movimentos circulares próprios do Aikido, a criança aprenderá a coordenar e controlar melhor os seus movimentos, bem como a descobrir as suas capacidades e limites físicos. Aprenderá a cair e levantar-se em segurança e que a queda é uma oportunidade para começar um movimento de novo. Aperceber-se-á do corpo de uma forma diferente e aprenderá a usá-lo de novas maneiras.

A relação com o outro — Os alunos perceberão, a par da sua, o valor da integridade física do parceiro de prática. Perceberão que um ataque, no Aikido, não é mais que uma oferta que alguém nos faz para podermos evoluir. Os alunos mais velhos serão encorajados a “olhar pelos mais novos” (não substituindo evidentemente a atenção do professor), e todos eles aprenderão a dosear o seu esforço em função do colega diante de si.

A relação com o mundo — Tentar-se-á transmitir à criança noções como a de que cada um tem o seu lugar no tapete e este é independente da força física, coragem ou destreza, que cair ou ser controlado não é uma derrota, que todos têm algo a ensinar ou aprender.

 

Como em qualquer outra actividade em que a formação da criança enquanto indivíduo é um objectivo, a assiduidade é um factor fundamental para que o Aikido “faça o seu papel”. Os pais têm por isso aqui um papel importante, não só de um ponto de vista logístico mas também percebendo a importância da regularidade e valorizando “cá fora” o que os mais pequenos aprenderam no dojo*. É também fundamental que acompanhem os filhos na sua primeira aula que, na maioria dos locais de prática, poderá ser feita a título de experiência. Sendo o Aikido uma arte que lida com a gestão da violência em cada indivíduo, é pois muito importante que os pais conheçam o ambiente que rodeará a prática das suas crianças.

 

*Dojo: Local onde se estudam as artes marciais. Do japonês local (jo) da via (do).

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Faltar para Estudar

Quando eu era criança, os pais esforçavam-se para sustentar as suas famílias e pouco mais. Com ostentação ou sem, as pessoas eram mais preocupadas com o trabalho do que com ser feliz. Talvez por isso, já que filhos querem  fazer sempre tudo diferente dos pais, agora a principal preocupação dos pais é fazer os filhos felizes.

Isso explica os valores escandalosos que se paga hoje em dia por uma festa de aniversário, a quantidade de brinquedos que as crianças têm e a ida, quase obrigatória, à Disney em família.

Claro que existe a culpa de muitos pais que trabalham demais e tentam compensar os filhos de alguma forma. Mas reflexo da culpa ou não, as crianças de agora nasceram para ser felizes. Será que estamos a agir corretamente?

Vamos pensar na nossa infância. Eu pelo menos, era muito feliz. Brincava com a minha amiga que morava na casa ao lado, passávamos horas a pentear o cabelo uma da outra, ou a fazer papas com as plantas do jardim. A maior aventura de que me recordo era brincar à apanhada com o meu cão.

Muito básico para si? Acontece que meu cão se transformava numa puma que na verdade era uma Medusa, e com um simples olhar, podia transformar-nos em pedras. Por isso estávamos sempre equipadas com frascos de shampoo que enchíamos de água e explodiam como granadas quando caiam ao chão. Pois é, as crianças trazem a imaginação do berço . Por isso não é preciso ir a Orlando ou Paris ver os espetáculos de fogos de artifício para ficarem maravilhadas. Aliás, cá entre nós, já estive na Disney 3 vezes (2 em Orlando e 1 em Paris) e nunca vi tantas crianças tristes num parque. Cansadas, a chorar, angustiadas, com as mães e os familiares stressados. Claro, já viu o tamanho do Parque? E a quantidade de informação? E de sorrisos maquilhados, brilhos e purpurinas, e alegria explosiva? Somos humanos. Isto não é um filme. É a vida real. Não somos super heróis, nem princesas. O seu filho vai comer um cachorro quente naquela roullote linda com várias coisas a girar, e pode ser que passe mal. E depois? Ninguém pode passar mal na Disney! Têm de aproveitar. Têm que ser felizes.

Eu trabalhei para a Disney como tradutora durante 4 anos. Adoro a empresa e o negócio em si. Gosto de lá  ir porque moro a 300Km de distância e temos o passe anual. Para nós, é um programa barato num lugar super organizado e bonito na maioria das vezes. Só estou a usar o exemplo porque sei que é uma viagem muito cara para se fazer do Brasil, mas isso não está a impedir cada vez mais brasileiros de fazerem. A minha pergunta usando este exemplo é: será que precisamos fazer tanto pelos nossos filhos? (Viagem de 8 horas de avião, filas intermináveis, Km e mais Km de parque de diversão) Eu suponho que não. E considero errado os pais sentirem que são responsáveis por fazer dos filhos, pessoas felizes.
De onde tiramos essa ideia maluca?

O que eles precisam na verdade é de adultos para educá-los. E como adultos, é claro que, estamos ocupados. Com a família, com o trabalho, com as funções da casa. Se nesta lista se somar “a felicidade dos meus filhos” alguém vai ficar muito sobrecarregado e frustado. Talvez seu filho, talvez você, talvez toda a gente. É chato tentar e não conseguir. Pense como se sentem os pais que pagaram a viagem em 6 prestações, passaram 8 horas no vião tipo sardinha em lata, mais 1 hora num brinquedo se o filho sair do brinquedo aos gritos e a chorar?

Uma vez eu li o livro Encantador de Cães e fiquei fascinada com o raciocínio simples que o genial Cesar Millan escreve ali: ele diz que os  cães só obedecem quem respeitam. E para ganhar respeito, é preciso ser a autoridade, é preciso impôr ordem antes do amor. Agora tente trocar a palavra “cães” por “filhos”, dá no mesmo. A autoridade é o contrário de democracia. Os pais não podem estar sempre abertos “o que querem comer?, o que vamos fazer hoje?, onde vamos passar as férias?”. Compreende como é complicado para a criança ouvir isso? Sentir que não existe uma ordem? Ela no auge dos seus 4 anos (ou por volta disso) é que precisa saber, querer e lidar com seus desejos.

Quando eu era criança, a minha mãe interrompia a brincadeira e trazia uma bandeja com limonada fresca e bolachas Maria. Lembro-me sempre desta cena (que aconteceu várias vezes) e na minha memória,  ela aparece iluminada como uma fada. O que eu sentia era: a mãe é mágica! Como é que a mãe sabe que estamos com fome e com sede? Teria sido bem diferente se  tivesse aparecido e perguntado: querem lanchar? vão querer gelado ou podem ser bolachas Maria? Estava a pensar  fazer uma limonada, vocês vão querem? Ou é melhor eu trazer um sumo de laranja?

Infelizmente não estou a escrever isso por já ter aprendido a lição. Ainda estou a aprender. E só estou escrever sobre isso porque descobri que tenho errado bastante. Desde que nos mudamos para Miami, fico com pena e compaixão por qualquer expressão de sofrimento que meus filhos tenham. Porque sei que é difícil para eles. E até me esqueço que é difícil, também, para mim. Minha vida mudou completamente. Mas nem penso nisso. Só penso neles. A consequência? A minha filha de 4 anos todos os dias faz uma coisa para me irritar. Percebi que, também eu, a ando a irritar . E porque? Porque estou disposta todos os dias a ouvi-la, e a tentar perceber o lado dela. Não parece errado a princípio. Mas está errado. As crianças precisam de um adulto, alguém que tenha um norte, e ela sente-se frustrada porque percebe que estou a tentar adaptar-me também. A vida é para evoluir. Vamos tentar evoluir como pais antes que eles cresçam. Imagine como deve ser frustrante a adolescência de uma criança que tem sempre várias pessoas a responder aos seus pedidos?

Educar dá mais trabalho do que servir o gelado antes do jantar, já que seu filho quer tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 prestações da viagem mágica. Educar é para adultos. Deve ser por isso que as crianças não podem ter filhos. Porque os filhos precisam de adultos. Aparentemente esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos. Outro dia vi um post sobre a crise dos 25 anos. Nem queria acreditar! A maioria das pessoas que conheço estão nessa crise aos 35 ou 40 anos. Está na hora de dar esse passo. Parar de focar só na diversão e na felicidade e evoluir, amadurecer. Todo grande passo na vida acontece quando fazemos aquilo que é desconfortável. Já aprendemos muito sobre diversão e entretenimento, que tal agora aprender a viver?

Por Cristina Leão, Blog Antes que eles Cresçam
Adaptado por Up To Kids®

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Pais esclarecidos são necessariamente pais mais tranquilos

A IMPORTÂNCIA DA CONSULTA PRÉ-NATAL

O seguimento de uma criança deverá iniciar-se ainda antes do nascimento com a consulta pré-natal com o pediatra. Nos últimos meses da gravidez os futuros pais começam a consciencializar-se da nova realidade e estão disponíveis para se prepararem para a chegada do bebé.

Nesta consulta os pais conhecem o médico que escolheram para o seguimento do bebé contribuindo para a aquisição de competências na resposta às necessidades do recém-nascido no pós-parto e primeiros dias de vida. Têm nesta consulta a oportunidade de partilharem as suas dúvidas e preocupações.

Deverá realizar-se idealmente entre as 32 e as 35 semanas de gestação uma vez que à medida que se aproxima a data prevista para o nascimento aumenta a preocupação com a experiência eminente do parto em si. É fundamental que o pai e a mãe estejam presentes e participem activamente na consulta tomando consciência da importância de cada um na prestação de cuidados ao recém-nascido.

O médico irá efectuar uma história clínica detalhada dos pais e da gestação para que se identifiquem factores de risco para o bebé que vai nascer e se antecipem os problemas mais comuns relacionados com o recém-nascido, no parto, pós-parto e primeiros dias de vida. Será por isso muito importante levar para a consulta o Boletim de Saúde da Grávida com as informações acerca da gravidez.

Nesta consulta abordam-se temas de grande relevância dos quais são exemplo: a alimentação do recém-nascido, leite materno e amamentação, cuidados de higiene, o sono e posição de dormir, vacinação na maternidade, transporte do recém-nascido, relação com os irmãos e outros assuntos que os pais considerem importantes e que vão ao encontro das necessidades de cada família em particular.

Após a consulta, com a discussão de temas tão fundamentais e a troca de ideias acerca das expectativas e receios nesta nova etapa da vida, estabelece-se sem dúvida o início de uma relação proveitosa na resposta às necessidades da criança e ao exercício exigente da parentalidade.

Raquel Marta, Pediatra, Passo a Passo | Centro de desenvolvimento

Já reparaste como o tempo passa a voar, meu amor? Como ainda ontem dormias a maior parte do dia e hoje lutas contra o sono por já perceberes como é tão bom estar acordado?

Quero estar ao teu lado ao longo das descobertas que fores fazendo na tua vida. Primeiro a segurar-te a mão, depois a deixar-te seguir o teu caminho e a acompanhar tudo um pouco mais ao longe, como faz parte, sem tristeza e com muito orgulho. Sei que vai ser um caminho longo e é por isso que te peço umas quantas coisinhas…

Promete-me que vais olhar sempre para o mundo com esses teus olhos de azeitona, sedentos de tudo.

Que nos vais ouvir quando te dizemos que não podes fazer isto e que tens de fazer aquilo. É para o teu bem.

Promete-me que vais olhar para os dois lados antes de atravessar a rua.

Que vais estar com atenção nas aulas, o suficiente para aprenderes o que precisas – porque sei que te corre nas veias um gene conversador (eu também o fui e mesmo assim dei-me bem na escola).

Que vais tirar tempo para brincar e ler os teus livros preferidos, praticar o exercício que mais gostares e fazer muitos amigos.

Que não vais ficar triste quando um dos teus amigos te disser que já não o quer ser mais, que vais seguir em frente com a certeza de que amigos desses não fazem falta alguma.

Que vais perceber que às vezes terás de te esforçar mais, que em outras terás de ser menos dura contigo mesma.

Que vais tentar amar-te sempre, independentemente das pequenas inseguranças que vás sentindo.

Que te vais rodear de boas pessoas, de bons exemplos. E que quando escolheres menos bem, isso não te leve demasiado para longe de ti mesma nem te leve a fazer coisas irremediáveis.

Que te vais apaixonar sem medos. Que vais amar a sério pelo menos uma vez.

Que não vais deixar que ninguém te maltrate e que te vais afastar das situações pouco saudáveis – quer seja nas relações de amizade, amor, trabalho, contigo mesma…

Que vais tentar ser independente, pouco carente mas sempre com um coração enorme.

Promete-me que vais ligando, mesmo quando a vida se tornar muito agitada e estiveres a descobrir lugares e coisas que te deixam pouco tempo para pensares em nós.

Que vais conduzir com cuidado.

Que vais ser uma boa amiga. Uma boa filha. Eventualmente uma boa mãe.

Que se fores mãe não vais deixar os teus medos sufocarem os teus filhos, nem os vais prender demasiado a ti, tanto que tenham medo de voar sozinhos. Que nessa altura vás compreender algumas das atitudes que o pai e eu fomos tomando.

Que tentes dar mais aos outros do que recebes.

Que aprendas lições e as deixes fortalecerem-te.

Promete-me que vais tentar ser feliz, mesmo que os tempos não sejam fáceis.

Que vais ser optimista, que o teu nome do meio seja “sorriso”.

Que vais abraçar muito, que vais deixar-te abraçar.

Mas, acima de tudo, promete-me que te vais permitir viver. Com as tuas limitações, conhecendo-te e lidando com o facto de não seres perfeita. Permitindo-te ter os teus momentos maus, os teus erros, as tuas falhas, alturas em que devias ter estado melhor. Que tentes ter uma vida equilibrada, mas onde pese sempre mais o amor.

Foi nessa equação que prometi tentar criar-te. Por isso, enquanto o amanhã não chega, dá-me a tua mão e vamos. Multiplicando o amor a cada passo. Sempre.

Por Marta Coelho, para Up To Kids®

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Recentemente, um pai dizia-se assustado, porque o colégio do filho (neste caso seguidor da pedagogia Waldorf) deixava as crianças subirem às árvores. Contudo, dizia conseguir compreender que era uma forma das crianças aprenderem com a queda. Reflectindo um pouco sobre esta questão, é fácil entender o registo em que nós, pais, ainda vivemos. Seja porque a deixamos subir para cair, seja porque não a deixamos de todo subir, assumimos à partida que a criança não consegue. Aparentemente, o sentimento que está na base da nossa escolha, enquanto educadores, é o de que a criança não é capaz. E assim lidamos com os nossos filhos, como se tivéssemos a certeza do seu fracasso ou incapacidade de viver determinadas situações.

E se pudéssemos olhar para as coisas num outro ponto de vista? Algo me diz que, se naquela escola se levasse uma criança ao hospital semanalmente, as coisas seriam diferentes. E se aceitarmos que, na realidade, as crianças podem subir às árvores, porque os educadores acreditam, pura e simplesmente, que elas são capazes de o fazer sem se magoarem? E, de repente, já não se trata de ensinar ou proteger, mas sim, libertar as crianças para que elas possam fazer o que verdadeiramente já são capazes de fazer. Nós ainda acreditamos que o nosso papel é, essencialmente, o de limitar e impedir. Nós ainda acreditamos que ensinar é pela negativa. A lógica ainda é a de que, se subir à árvore, a criança vai cair, e por isso vai aprender. No entanto, cada uma daquelas crianças está, sozinha, a aprender a subir, a agarrar-se bem,  a colocar os pés nos sítios certos (ou seja a proteger-se), a superar-se, a conhecer as suas potencialidades e capacidades, a acreditar em si mesma e, com isto tudo, ainda se diverte!

Nós, pais, dificilmente conseguimos deixar tudo isto acontecer, porque limitamos o mundo das nossas crianças, à partida e de acordo com os nossos próprios medos. Uma árvore é hoje assustadora, e falo por mim, que ficaria com o coração nas mãos se visse a minha filha a subir a uma árvore (ainda que o tivesse feito eu mesma, na infância). Mas na verdade, esta dificuldade dos pais em confiarem nas capacidades dos seus filhos, vai muito além – “Não corras que cais”, “não subas no banco”, “ainda não consegues comer sozinho”, “não sabes… não podes…”, são frases frequentes.

Há relativamente pouco tempo, a minha filha de 3 anos, disse-me “eu entro sozinha na banheira, mãe“, eu respondi-lhe, claro, para ela esperar um bocadinho que eu já a ajudava (assumindo à partida que ela ainda não conseguia). Quando me virei, já ela estava dentro da banheira e, com um sorriso enorme disse-me “vês mãe, eu consigo, eu disse-te”. Se dependesse de mim, estaríamos as duas mais uns valentes meses sem saber que ela já era capaz. Noutra situação, seguíamos na rua, com chuva, e ela decidiu passar entre dois postes mais apertados. Apressei-me logo a dizer-lhe, “filha, não consegues passar aí com o chapéu de chuva, anda por aqui…”, ela olhou em frente, parou, girou o chapéu e passou. Olhou para mim, feliz com o seu sucesso e lá me disse “eu consigui, mãe”. E eu pensei para mim mesma, “perdeste uma oportunidade de ficar calada…“. Deve ser muito estranho para uma criança ouvir um adulto dizer-lhe que ela não consegue fazer uma coisa, quando ela acredita, e sente, que consegue.

Em contrapartida, a minha filha começou a andar aos 9 meses porque acreditámos e deixámo-la experimentar. Logo depois, decidiu que andar não tinha piada e começou a correr para todo lado. Coração de mãe sofre, mas não lhe podia dizer que ela não era capaz! Começou a comer de talheres muito cedo, porque eles sempre estiveram lá, para quando ela quisesse experimentar. Deixo-a experimentar bastante, mas tenho plena consciência de que ainda a limito muito, baseada na minha crença (muitas vezes errada) de que ela ainda não é capaz sozinha.

As crianças não precisam de aprender a ser crianças, nós é que estamos a aprender a ser pais. Por isso é que vivemos tantas vezes inseguros e assustados. Por isso, os limites devemos impô-los a nos mesmos e estes devem ser definidos por uma auto-análise cuidada dos nossos receios (por vezes infundados), e da nossa necessidade de controlar a realidade dos nossos filhos. Porque a crença de que os estamos a proteger e a ensinar, esconde muitas vezes o medo que temos de falhar na sua protecção, e o medo de não sermos pais suficientemente bons. E com isto, pecamos muitas vezes pela sobre-protecção, e por nos substituirmos a eles na sua experiência da vida e do mundo.

Deixar o nosso filho correr para a estrada? Claro que não, somos adultos e perfeitamente capazes de usar o bom senso. Precisamos, acima de tudo, de perceber quais são os limites que fecham os nossos filhos numa sensação de incapacidade contínua, e distingui-los daqueles que efectivamente lhes permitem perceber que nós estamos cá para os proteger. O nossa responsabilidade não é só de impedir. É, muito mais ainda, de permitir e promover as conquistas. Precisamos, acima de tudo, de confiar nas nossas crianças, para que elas não acabem por perder a confiança que lhes é inata.

Por Ana Guilhas para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

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Um dia quando fores crescida…

Hoje conversámos sobre a velhice. Disseste-me que vais ser minha amiga para sempre. Que vais cuidar de mim nessa época em que eu já não terei mãe para o fazer. Fizeste-me uma festinha na cara e eu prometi-te que serei uma velhinha fixe. Sempre tua amiga. Tal e qual como somos agora. Só que nessa altura terei muitas rugas e tu serás grande, tão grande como só tu saberás ser. “O que são rugas, mamã?“ Explico-te que são as pequenas marcas que a vida vai deixando no rosto das pessoas à medida que envelhecem.

Falaste dos filhos que irás ter um dia. Perguntei-te se poderei ajudar a tomar conta desses seres de amor e luz que estão por vir e tu sorriste e respondeste que sim…
Que há tantas coisas que eu posso vir a fazer para ajudar. Olhaste para os lençóis que nos embrulhavam e lembraste-te que posso fazer a cama dos teus bebés. Beijei esse teu narizinho pequenino. Como eu gosto de beijar esse teu narizinho e de te fitar enquanto o coças e afastas os cabelos dos olhos.
Fecha os olhos, meu amor… Dorme só um bocadinho aqui ao meu lado…” Lembrei- me de mim própria há muitos anos atrás. A tua avó a querer que eu dormisse a sesta e eu, com tanto caminho pela frente, com tanta pressa para me fazer à estrada, fosse para saltar de pés juntos para o meio das poças de água ou para levantar poeira na terra seca, pensava que não havia nada pior para se fazer ao tempo do que dormir.
Abraçámo-nos. Viajas comigo até às minhas primeiras recordações enquanto me deixas espreitar esse futuro cheio de possibilidades de encanto que hás de viver. E é uma paz que sentimos…

É sábado à tarde e hoje podemos ficar neste sossego. Não tarda a vida terá passado por nós e acordaremos deste sonho doce. Fecha os olhos, meu amor. Mas antes tira uma fotografia a este momento tão nosso. Fixa as cores, os tons da luz que entram pela janela e o perfume da cama feita de lavado. Sente o calor do nosso abraço, o toque da minha mão e a ternura em cada beijinho que te dou. O tempo vai passar por nós e vai deixar as suas marcas nos nossos rostos e nos nossos corações. Mas sempre que sentires muitas saudades do que ficou para trás, podes fechar os olhos e regressar a este quarto.

Estarei aqui à tua espera para te abraçar.

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Ожидая / Waiting from Vera Myakisheva on Vimeo.

Por Susana Pedro, Blog Coração da minha vida, fundadora da Sociedade do Bem
para Up To Kids®

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As dificuldades de comunicação aparecem muitas vezes na base de conflitos que acontecem na adolescência. Muitas vezes não criamos espaços de comunicação e disponibilidade para ouvir o outro. As emoções e os afectos precisam de tempo e de espaço para se poderem expressar.  Ouvir as diferentes opiniões e negociar regras é essencial em todas as faixas etárias, mas com especial enfoque na adolescência. Converse, converse sobre tudo, sobre as coisas que rodeiam o seu filho. Podem ser coisas aparentemente simples, sem grande carga de seriedade. Verdadeiramente importante é estar presente e disponível.

A falta de tempo que parecemos ter, nos dias que correm, para estar em família deixa os jovens muitas vezes em auto-gestão e entregues a pequenas e grandes decisões para as quais não possuem a maturidade suficiente. As consequências desses desafios para os quais não possuem recursos são imprevisíveis.

Alguns jovens vão conseguindo, como forma compensatória, os ténis da moda que desejavam, o último modelo de telemóvel, o jogo para o computador que todos os amigos jogam… Na realidade fazia mais falta aquele abraço forte e protector, aqueles 15 minutos de conversa, aquele apoio que diz “apesar de não concordar contigo, gosto muito de ti filho(a)!”.

São essencialmente as pequenas coisas do dia-a-dia que desgastam as relações e afastam pessoas. Mesmo entre pais e filhos. Quando os pais têm um envolvimento emocional que lhes  permite a construção de uma ligação afectiva com os seus filhos e, simultaneamente, sabem definir limites de um modo consistente, os seus filhos têm uma adolescência mais fácil, porque está muito mais orientada – na sua ausência, o adolescente sente-se perdido e desinvestido pelos próprios pais.

É conhecido de todos que os adolescentes têm uma necessidade muito grande de testar limites, bem como desafiar tudo e todos, o que faz desesperar muitos pais! No entanto, crescer e aprender não é fácil.

Enquanto pais, a missão passa por ajudar o adolescente a autonomizar-se com estabilidade e segurança, o que implica ajustamentos da sua relação com ele e do tempo que lhe dedica.

Como está a sua relação com o seu filho adolescente?

Vera Lisa Barroso, Psicóloga Clínica, Equipa Mindkiddo – área infanto-juvenil, Oficina de Psicologia
para Up To Kids®

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