Bullying na escola, o que fazer?
Se o seu filho é repetidamente alvo de gozo, insultos ou comportamentos agressivos por outras crianças, então é provável que esteja a sofrer de bullying na escola.
Se isto se confirmar, é fundamental conhecer as medidas a tomar em caso de bullying:
- Em primeiro lugar, reúna os factos: fale com o seu filho acerca do que se está a passar, quem está envolvido, onde e quando ocorreu. Quanto mais perguntas fizer, mais informação conseguirá obter;
- Anote os dados: tente recriar uma linha do tempo com todos os acontecimentos;
- Antes de ir à escola, conte a história a alguém próximo de si ou da sua família, assegurando-se de que está a restringir-se aos factos e o mais objectivamente possível;
- Informe-se se a escola contempla alguma tipo de regra ou medidas específicas para denunciar uma situação de bullying;
- Fale primeiro com o professor titular, não vá logo para a direção. O professor é o seu maior aliado. Pergunte-lhe se ele tem algum conhecimento desta situação, conte-lhe a história de bullying do seu filho e reúna-se com ele novamente no espaço de uma semana, para tentar avaliar se a situação persiste ou se, pelo contrário, já se encontra resolvida;
- Se o bullying continuar, então sim deverá, juntamente com o professor, falar com a direção da escola. Tente averiguar de que forma a direção vai lidar com o assunto.
Mais importante ainda do que conhecer os passos a tomar perante uma situação de bullying, é fundamental capacitar o seu filho a defender-se e saber como reagir quando confrontado com uma eventual situação de bullying.
Os pais são, muitas vezes, os últimos a saber destas ocorrências, e a verdade é que não pode estar sempre presente quando o seu filho precisa de proteção, sobretudo em situações que ocorram maioritariamente dentro do recinto escolar.
Abaixo damos-lhe uma série de estratégias que poderão ajudar o seu filho a responder de forma eficaz sempre que os colegas ajam agressivamente contra ele ou contra outros:
1.Definir bullying
Use a palavra bullying em casa, encoraje o seu filho a usá-la para descrever o que o bullying verdadeiramente é. O bullying é uma coisa muito séria, um comportamento intencional que faz sofrer e que acontece repetidamente. E acima de tudo, esclareça-o de que o bullying é algo que não é aceitável.
2. Ensinar a respeitar e a ser respeitado
Relembre o seu filho de que, tal como não é aceitável que os outros gozem com ele, também não é aceitável que o seu filho goze com os outros, mesmo sob o argumento de que “toda a gente o faz” ou de que isso o faça parecer “fixe” aos olhos dos amigos.
3. Denunciar
Relembre o seu filho de que, perante uma situação de bullying, seja presencial ou on-line, ele tem sempre a possibilidade de escolher entre ser um observador passivo ou alguém que toma uma atitude. O seu filho tem a responsabilidade de denunciar os “bullies” aos adultos que podem ajudar. Diga-lhe que isto não significa ser “queixinhas”, mas sim uma atitude de compaixão e preocupação por outra criança. Isto gerará uma onda de solidariedade: quanto mais ele cuidar de outros alunos, maior a probabilidade de eles o ajudarem a defender-se contra “bullys” também.
4. Proteger e orientar
Garanta ao seu filho que ele não vai arranjar problemas ao contar a sua experiência de bullying a um adulto de confiança. Isto é válido tanto para incidentes que ocorram com ele, como para outra criança. Ajude o seu filho a perceber com quem deve falar nas diferentes circunstâncias.
5. Prevenir
Faça role-play de formas a responder ao bullying: ajude o seu filho a pensar em formas de reagir quando é gozado em diferentes circunstâncias. A quem contaria se alguém o andasse a empurrar no autocarro? O que é que ele diria a alguém que o insultou? Como é que deveria reagir se outros a alunos o excluíssem de um jogo?
Diga-lhe como agir:
- Ignorar o “bully”, sempre que possível;
- Afastar-se ou ir-se embora, se conseguir;
- Dizer ao “bully” para parar, em voz alta. Mesmo que se sinta nervoso, deve tentar falar e agir com confiança.
- Pedir ajuda a amigos e colegas;
- Tentar não se emocionar;
- Evitar responder também com bullying. Retaliação pode ser perigosa;
- Contar sempre a um adulto (professor, pais, auxiliar, etc) depois do sucedido.
Nem sempre o nosso filho é vitima de bullying. E se for o agressor, o que fazer neste caso?
O seu filho goza com outras crianças?
Tem tendência para ficar de castigo e ser advertido por problemas no recreio?
Talvez esteja a “cometer” bullying.
Estas crianças normalmente precisam de se sentir em controlo, têm dificuldade em gerir as suas emoções e em fazer amigos, por vezes podem mesmo sentir-se frustrados devido a dificuldades de aprendizagem ou atencionais. Mesmo que este tipo de comportamento possa ser explicado, é importante que o seu filho saiba que, quando goza com outras crianças, está a ser “bully”. Ensiná-lo a gerir as suas emoções e ações é a melhor forma de acabar com este tipo de comportamento:
1. Deixe claro que não aceita este tipo de comportamento
Explique ao seu filho que não acha piada, engraçado ou aceitável magoar e gozar com os outros. Isto é válido tanto para os colegas como para os irmãos;
2. Reveja os incidentes calmamente
O que fizeste? Porque é que foi uma má escolha? A quem é que as tuas ações magoaram? O que é que estavas a tentar conseguir? Da próxima vez, como podes atingir esse objetivo sem magoar outras pessoas?
3. Arranje consequências consistentes para este tipo de comportamento
Ex: O seu filho terá que pedir desculpa a quem magoou ou gozou e emendar o mal que fez. Seguidamente, terá que haver uma consequência negativa do seu comportamento: ficar sem acesso ao computador, televisão ou telemóvel, ou então não fazer as atividades que tinha planeadas durante um período de tempo. Estas consequências podem ser mudadas/ajustadas, mas certifique-se de que o seu filho toma conhecimento dessa mudança;
4. Esteja SEMPRE informado acerca do comportamento do seu filho
Com quem é que o seu filho se dá? Tente perceber o comportamento do seu filho em diferentes áreas da sua vida. Mal assista a um comportamento menos apropriado, seja assertivo e aja imediatamente Isto ajuda a criança a compreender que esse comportamento é inaceitável.
5. Transmita aos seu filho a “normalidade” de ser-se bom para os outros
Faça com que o seu filho repare no universo em seu redor, em que o “normal” é as pessoas serem simpáticas, atenciosas e generosas umas com as outras. Quando passam tempo juntos, chame a atenção quando vir alguém a agir de forma atenciosa e correta. Participem juntos em ações de voluntariado, de modo a estimular o seu filho a ajudar os outros. Valorize o seu filho, sempre que ele for atencioso ou sempre que ele consiga gerir as suas emoções de forma adequada.
Quer o seu filho esteja a ser vítima de bullying, que seja o próprio agressor ou um mero espectador, ensine-o a agir da maneira mais adequada em qualquer uma destas situações
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Quando somos mães deixamos de ser donas da nossa vida. É o lado B da maternidade. Para lá dos sorrisos desdentados, do cheirinho a bebé, das primeiras palavras toscas, dos abracinhos doces e da magia de os ver crescer, existe um lado obscuro.
Por trás de cada mãe radiante com os seus pequenos milagres, existe uma mãe esgotada, carregada de sono e com falta de tempo para cuidar dela.
Quando engravidamos deixamos de ser donas do nosso corpo, isso é logo evidente desde a primeira consulta no obstetra. Tudo o que importa é que a mãe enquanto receptáculo do ser que carrega na barriga, coma apenas o suficiente para o fazer crescer e não engordar como um rinoceronte, que não ajavarde em açúcar para não ficar diabética, que faça todas as ecografias e exames de rotina e que se habitue desde logo a não dormir.
E dormir nunca mais vai ser o mesmo. Eu abri mão desse departamento assim que o meu filho nasceu. O que (não) durmo é da exclusiva responsabilidade do meu benjamim. Os filhos decidem quantas vezes vamos ser acordados durante a noite, se ficamos deitados ao pé deles em camas minúsculas para que parem de chorar antes de acordarem os vizinhos ou se temos direito a ir para a nossa cama dormir as poucas horas que faltam para o despertador tocar.
Acordar depois das seis e meia da manhã também passa a ser uma lembrança longínqua. Quando é que isso aconteceu pela última vez? Noutra vida. Os miúdos acordam-nos antes do sol nascer, somos arrastados para a sala, sintonizamos o Canal Panda, que é particularmente irritante àquela hora da manhã, e ficamos a amaldiçoar as escolas que não estão abertas ao fim-de-semana.
A conta bancária que um dia foi nossa passa a ser a conta onde está o dinheiro para gastar com os filhos. O dinheiro que antes seria para umas calças novas, para um fim-de-semana romântico, para jantar fora ou imaginem, para poupar, é sugado para os pediatras, para as vacinas, para as fraldas, para a farmácia, para as creches, para a ginástica, para a roupa deles. O que eles precisam (e não precisam) está sempre em primeiro lugar.
E a nossa vida profissional? O que dizer dela? Fica completamente à mercê das viroses que eles apanham na escola. Se eles vão para a escola ficam doentes, se eles ficam doentes nós ficamos em casa, se nós ficamos em casa não trabalhamos, se não trabalhamos a empresa diz que não fazemos falta, se não fazemos falta… Se noutras alturas podíamos mandar tudo mais alto que as estrelas, recomeçar e arriscar, com filhos todas as decisões são tomadas em função do que é mais seguro para eles.
Com filhos não há planos a dois que resistam. Ao planearmos uma escapadinha de fim-de-semana, um jantar romântico ou uma ida ao cinema, para além de termos que encontrar uma avó ou uma tia com disponibilidade, temos também que baixar as expectativas porque, de um momento para outro, um deles, ou os dois, pode adoecer e lá se vai o romantismo. E o sexo!
As férias deixam de ser férias, porque acreditem, os pais não têm férias. Estamos sempre de serviço, prontos a servir, vinte e quatro horas por dia. As férias acabam e nós precisamos de férias sem filhos. E adivinhem? Já não temos mais férias.
Sim, não desanimem, os filhos são o melhor do mundo, mas como diz a minha filha, não é disso que eu estou a falar.
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Regras de etiqueta e boa educação para crianças
“De pequenino se torce o pepino”
Este provérbio tem origem na prática dos agricultores podarem os pepinos para que estes se desenvolvam da melhor maneira, não deixando criar uma rama sem valor que lhes dá um sabor desagradável. Da mesma forma devemos moldar o comportamento das crianças desde cedo, ensinando-lhes regras de etiqueta e boa educação.
E o que é isto de etiqueta?
Nos dias de hoje, em que o tempo é um bem escasso, há uma cada vez menor disponibilidade dos pais para “perderem tempo” com algumas questões de educação, vistas erradamente como ultrapassadas, havendo outras prioridades tidas como de “qualidade”.
Ora dar aos nossos filhos regras de boa educação é dotá-los de ferramentas e ensinamentos para a vida. Da mesma forma que escolhemos a melhor escola para que tenham um ensino de excelência, a possibilidade de fazer um desporto ou aprender música para que cresçam saudáveis, a melhor universidade para que tenham um bom emprego no futuro, devemos apostar em skills comportamentais, que lhes permitam autoconfiança e saber estar em qualquer situação. Ensinar-lhes a ser amáveis e respeitosos com os outros é afinal de contas o verdadeiro significado da etiqueta.
E haverá uma idade certa para tal?
Na opinião de diversos especialistas em etiqueta e em psicologia infantil, deveremos começar a ensinar às crianças regras básicas de etiqueta mal estas começam a falar. Agradecer e pedir licença ou, quando já tiverem idade para se sentar à mesa, começar a ensinar-lhes as boas maneiras.
15 regras de etiqueta e boa educação que qualquer criança deve aprender:
- Dizer obrigado(a) e se faz favor (os meninos dizem obrigado, e as meninas dizem obrigada)
- Cumprimentar e despedir-se das pessoas
- Estar sentado direito à mesa
- Comer de boca fechada e não apoiar os cotovelos na mesa
- Usar corretamente os talheres e o guardanapo (e não as mangas…)
- Não usar o telemóvel às refeições (atenção aos Pais e ao exemplo)
- Pedir licença para sair da mesa
- Não apontar
- Não interromper os outros quando estes estão falar
- Olhar as pessoas de frente quando se está a falar
- Ceder o lugar às Senhoras ou aos mais velhos (andamos esquecidos…)
- Tapar a boca quando se tosse ou espirra
- Bater às portas antes de entrar (os Pais devem dar o exemplo e habituar-se a fazê-lo, respeitando a privacidade dos filhos)
- Respeitar os outros
- Ajudar quem tem necessidade
Manter as tradições passadas ao longo de gerações e ensinarmos aos nossos filhos desde pequeninos regras de civilidade, não deve estar em desuso ou ser considerado “coisas do antigamente”. Saber estar e saber ser, incutir-lhes-á confiança em si mesmos e ajudá-los-á, na era global em que vivem, a quebrar muitas barreiras culturais no futuro.
Como ouvi muitas vezes dizer em pequenina, “quando tudo falha, resta-nos a educação!”
Baseado em Town and country Mag
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1.Vinagre de maçã
Misturar um copo de vinagre com um copo de água morna. A infusão pode ser aplicada no cabelo e couro cabeludo com a ajuda de um pedaço de algodão, esponja ou gaze ou pode ser colocado diretamente garantindo que todo o cabelo fica molhado, e deixando actuar 30 minutos.
Depois desse tempo, deve-se passar um pente fino por todo cabelo e lavar a cabeça com um shampoo neutro ou anti-resíduos. Por fim, é importante passar novamente o pente fino por todo cabelo.
Esta solução caseira para piolhos deve ser repetida 14 dias após a primeira aplicação, pois algumas lêndeas, que podem ter ficado no cabelo, já se tornaram piolhos, sendo mais fácil eliminá-los.
2. Vinagre e Sal
Misture sal no vinagre e aplique a combinação no cabelo para resultados rápidos.
Esta é uma combinação forte, por isso não é preciso muita quantidade. Aplique a mistura com um frasco de spray e, em seguida, use uma touca de banho para dormir. De manhã, passe shampoo e condicionador no cabelo e penteie com um pente fino.
3. Shampoo e vinagre.
Para cabelo curto use use 3 colheres de chá de shampoo e 3 colheres de chá de vinagre comum, misture bem e aplique no cabelo e couro cabeludo com uma esponja. Deixe actuar por 15 minutos e depois passe o pente fino. Sairão todos mortos. Repetir em 07 dias a mesma quantidade.
4. Azeite
Aqueça uma quantidade generosa de azeite extra virgem e quando estiver a uma temperatura suportável aplique no couro cabeludo e nas raízes depois do banho. Massage bem o cabelo, com movimentos circulares, e coloque uma touca de banho. Durma com o produto uma noite e pela manhã lave com muita água quente. Passe um pente fino. Repita o processo durante três noites seguidas. Além de ser eficaz, deixará o cabelo brilhante e sedoso.
5. Mistura de óleos
Basta aplicar em todo o cabelo e couro cabeludo uma mistura de alguns (mínimo 3) destes óleos em iguais proporções: óleo de lavanda, óleo de hortelã-pimenta, óleo de eucalipto, óleo de coco, de jasmim, de anis estrelado, de gerânio. Deixe-os actuar por pelo menos 30 minutos e vá eliminando os piolhos com um pente fino.
Notas:
- A respiração de um bebé ou criança com menos de 5 anos pode diminuir ou inclusive parar se o óleo de menta ou o óleo de eucalipto estiver muito próximo do nariz da criança, facilitando sua aspiração.
- A hipertensão arterial pode aumentar pelo óleo essencial de menta.
- A menta ou o alecrim podem ser prejudiciais durante a gravidez. Deve utilizar a receita sem o óleo que possa ser prejudicial em cada caso
6. Essência de lavanda
Aplique umas gotas da essência depois do banho, diretamente na cabeça, após enxaguar bem com a toalha, de forma a não ter o cabelo muito molhado. Para encontrar essa essência basta procurar em casas de produtos naturais. A essência tem de ser ser pura, deve ser aplicada na raiz do cabelo e depois, é preciso massagear bem a cabeça. Não se esqueça de usar luvas para isso.
7. Maionese
Embora possa parecer uma opção bastante repugnante, espalhar maionese por todo o cabelo pode ser uma das maneiras mais rápidas e mais estranhas de eliminar piolhos. A maionese sufoca com sucesso os piolhos devido à sua natureza de espessura, o coloide. Se os piolhos não são sufocados, eles são, pelo menos, atordoados, o que pode permitir que os remova facilmente com um pente fino.
8. Manteiga de amendoim
É uma solução semelhante à da maionese que pode ser aplicada da mesma forma para o mesmo efeito.
9. Álcool canforado (Borrifar)
O álcool canforado pode ser encontrado nas farmácias, mas também pode comprar apenas a cânfora em pequenos pedacinhos e depois adicionar ao frasco de álcool deixando o produto lá dentro. Basta borrifar um pouco deste álcool em todo cabelo para evitar a infestação de piolhos.
10. Infusão de alecrim
O alecrim é uma das ervas mais apropriadas para a saúde do nosso cabelo, já que limpa profundamente, fortalece e estimula o seu crescimento. Além disso, é também ideal para combater piolhos e lêndeas, já que tem uma poderosa acção contra eles.
Numa taça de água a ferver junte algumas folhas secas de alecrim. Uma vez fria, aplique em todo o cabelo e couro cabeludo. Assim como nos casos anteriores, o melhor é utilizar um pente fino eliminar eficazmente os piolhos e lêndeas
11. Chá de Arruda
Ingredientes
40 g de folhas de arruda
1 litro de água fervente
Preparação
Colocar as folhas de arruda em água a ferver e deixar em infusão por 10 minutos. Tapar, deixar arrefecer e depois coar. Pode aplicar a infusão nos cabelos com a ajuda de um pedaço de algodão ou gaze ou colocar diretamente garantindo que todo o cabelo fica molhado. A seguir deve enrolar uma toalha na cabeça e deixar a infusão de arruda agir por 30 minutos. Depois lavar os cabelos com shampoo, aplicar condicionador e não enxaguar, passando um pente fino em cada mecha de cabelo para retirar os piolhos mortos e as lêndeas.
O chá de arruda não só elimina os piolhos como acalma a comichão no couro cabeludo.
12. Spray de citronella
A citronela afasta os insetos inclusive os piolhos devido ao seu intenso aroma.
- Ingredientes
150 ml de glicerina líquida
150 ml de tintura de citronela
350 ml de álcool
350 ml de água
- Preparação
Misturar todos os ingredientes e colocar num recipiente bem fechado. Aplicar diariamente no cabelo e na raiz, deixando atuar por alguns minutos. Lavar normalmente, e passar com o pente dos piolhos para ir removendo.
Dicas:
Penteie os cabelos molhados. Use um pente apropriado para passar em toda a extensão dos cabelos molhados e com condicionador.
- Compre o pente fino numa farmácia, mercado ou outra loja.
- Molhe o cabelo e passe um creme ou condicionador para pentear mais facilmente.
- Passe o pente fino no cabelo pelo menos duas vezes em cada sessão.
- Repita o procedimento a cada três ou quatro dias por algumas semanas.
- Quando você parar de encontrar piolhos, continue a passar o pente fino no mínimo por mais duas semanas. Direcione uma luz para o couro cabeludo para iluminar o local que você estiver a pentear.
- A lupa também pode ajudar a examinar melhor a região que está a tratar.
- Penteie mechas de 2,5 cm a 4 cm começando no couro cabeludo e até as pontas. Não se esqueça de limpar o pente fino com um pano e água quente assim que terminar cada mecha.
- Limpe os utensílios domésticos. Embora os piolhos não costumem sobreviver por mais de um dia fora do couro cabeludo, é importante limpar todos os utensílios domésticos por precaução.
- Lave todos os objetos usados nos últimos dois dias pela pessoa infetada.
- Lave as roupas de cama, bichos de pelúcia e roupas de uso pessoal com água quente e sabão. A água deve estar igual ou acima de 60ºC. Passe estes artigos a ferro.
- Deixe os pentes e outros utensílios utilizados de molho em água aquecida a mais de 60 ºC durante cinco a dez minutos.
- Guarde todos os utensílios que você não puder limpar imediatamente num saco plástico selado por 48h para impedir que os piolhos e as lêndeas obtenham oxigénio.
- Passe o aspirador no chão e nos móveis estofados.
- Não se esqueça de desinfectar os assentos e cadeiras do automóvel e cadeiras de refeição (no caso dos mais novos)
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Comemorou-se dia 19 de setembro o dia europeu da psicomotricidade. E compreendo que estas informações tragam imensas perguntas associadas. A primeira e mais óbvia será: “que raio é a psicomotricidade?”. A segunda será porque temos direito a um dia e a terceira qual a importância.
Não tentarei dar a definição de psicomotricidade. Passei mais de 5 anos a estudar este assunto, escrevi dezenas de trabalhos sobre este tema e até uma tese. Realizo este trabalho diariamente e mesmo assim, não vos consigo trazer uma definição que seja larga o suficiente para lhe fazer justiça.
Claro que existem definições (muito completas) desta simples palavra, que vão desde autores conceituados como Soubiran, Ajuriaguerra ou mesmo portugueses como Vítor da Fonseca. Existem outras definições mais simples de compreender, algumas que dividem a palavra ao meio – psico + motricidade. Existem até algumas definições de terreno dadas pelos incríveis profissionais que trabalham no quotidiano. Todas elas estão certa. A questão é que a maioria das vezes estas definições não são o suficiente para esclarecer quem nunca ouviu falar de nós, e por isso é que invariavelmente, de tempos em tempos, ouvimos um: “Para que é que vocês servem mesmo?”
Por muito frustrante que seja, acontece.
Sabemos explicar perfeitamente o que é a psicologia ou para que serve um psicólogo? “Ah, é para tratar dos problemas da cabeça”, muitos dizem. Mas esta é uma definição tão lata… Os psicólogos trabalham com crianças, adultos e idosos. Com traumas passados, com dificuldades de aprendizagem ou com situações pontuais e em empresas e recursos humanos…
Para que serve um terapeuta da fala? “Ah, para falar melhor claro”, mas que é tão mais também, abrangendo problemas de deglutição ou recuperação de casos de AVC, por exemplo. Mesmo médicos, advogados e engenheiros… Definir uma profissão numa mera frase é complexo e quase impossível e se tal é o necessário para sermos considerados uma profissão, então nós somos quem ajuda a cabeça e o corpo serem um só.
Não, não será por definições que faremos com que o nosso trabalho seja reconhecido… Nós seremos reconhecidos pelo trabalho que fazemos no terreno, pelos nossos conhecimentos específicos e pelo nosso trabalho de investigação. É cada um de nós que parte de manhã para uma escola, para uma clínica, para uma creche, para uma instituição, para uma casa de repouso. É no abraço que damos e na regulação tónica que esse contacto provoca. É no darmos a mão e promovermos o equilíbrio. É no jogar à bola enquanto desenvolvemos a coordenação. É nas histórias que escrevemos enquanto observamos o trabalho grafomotor. É no apoio ao familiar quando a situação fica difícil. É na conversa com os restantes profissionais, na ajuda e partilha de estratégias.
Por isso este dia é tão importante. É uma porta que se abre e que nos permite atravessar todos juntos ao mesmo tempo. É dia de dizer: sim, sou psicomotricista, tenho orgulho e sirvo para tanto.
É dia de todos falarmos ao mesmo tempo do mesmo e tão, tão alto que um dia não será mais necessário responder a esta pergunta.
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Crianças Indigo, Cristal e Arco Íris
Crianças Índigo
- Podem ser pensadores independentes, intencionalmente fortes, que preferem fazer suas próprias coisas, ao invés de cumprir com figuras de autoridade/pais.
- Podem ter um nível de sabedoria para além de sua experiência juvenil.
- As tradicionais estratégias e disciplina parentais não parecem ser eficazes com estas crianças. Se tentar forçar um assunto, uma luta pelo poder é o resultado típico.
- Energeticamente, Índigos vibram numa frequência mais alta, para que possam mexer com energia negativa.
- Podem ser emocionalmente reativos e ter problemas de ansiedade, depressão ou raivas se não estiverem energeticamente equilibrados.
- São pensadores criativos através do cérebro direito, mas esforçar-se para conseguirem aprender num sistema de escola tradicional através do cérebro esquerdo.
- Muitas vezes as crianças índigo são diagnosticados com ADD e THDA, uma vez que aparentam ser impulsivos. O seu cérebro processa informações rapidamente e exigem movimento para ajudar melhor a mantê-los concentrados.
- Os Índigos são muito intuitivos e podem ver, ouvir ou saber de coisas que parecem inexplicáveis.
- Têm mais problemas com comida e sensibilidades ambientais, uma vez que o seu sistema é mais sensível.
- Quando as suas necessidades não são atendidas, estas crianças parecem auto-centradas e exigentes, embora isso não seja sua verdadeira natureza.
- Estas crianças têm dons e potenciais incríveis, mas podem fechar-e (retrair-se) quando não são adequadamente nutridos e aceites.
Crianças Cristal
Atributos Cristalinos Capacidades Psicocinéticas
As Crianças de Vibração Cristal têm capacidades de comunicação a vários níveis. Não só sabem ler os vossos pensamentos, como ainda, e mais importante, conseguem ver dentro dos vossos corações.
Quando aumentarem em número no planeta, vocês verão uma comunicação imediata entre elas. O seu próprio entendimento da energia e a forma como reflectem a luz do seu ser interior dar-lhes-á capacidades psicocinéticas. Conseguirão mover objectos através da mente.
Mais, terão a capacidade de reestruturar a matéria através do pensamento em pouco ou nenhum dispêndio de tempo. Para nós, isto é bastante divertido, dado que há bem pouco tempo inventaram histórias para o nosso entretenimento sobre seres do espaço dotados de poderes mentais que tomariam conta do nosso planeta. Agora aperceber-se-ão de que isso é realmente verdade, só que, afinal, estes seres são as nossas crianças…
Potenciais Desafios
Tal como mencionámos, as Crianças de Vibração Cristal têm uma estrutura cristalina que lhes permite transportar mais luz no interior do seu ser físico. É esta estrutura cristalina que os leva a reflectir aquelas coisas para as quais não têm referência. Sendo tão poderosas como são, não só reflectem as energias para as quais não possuem referência, como também, durante esse processo, amplificam essa mesma energia. Dentro de pouco mais de 150 anos, estes atributos serão considerados lugares-comuns, contudo os primeiros a trazê-los na sua forma física podem experienciar desafios consideráveis.
Autismo ou Cristal?
Deixem-nos apresentar alguns dos desafios imediatos com os quais estes seres de alta vibração se poderão confrontar. Tendo por base um sistema cristal, os seus corpos serão soltos e etéricos. Isto é, o que vocês reconhecerão como hipersensibilidade, ou seja, o segundo atributo que anteriormente descrevemos como de extrema vulnerabilidade (ou fragilidade).
Uma vez dominada essa vulnerabilidade, ela permitir-lhes-á viajar entre dimensões. Em última instância, alcançarão a capacidade de se moverem interdimensionalmente, aquilo que habitualmente designam por viagens no tempo. Todavia, aqueles que actualmente entram no planeta ainda com pequenas quantidades de energia cristal poderão encontrar-se na circunstância de, inconscientemente, serem empurrados para outras dimensões. Pode, por exemplo, acontecer aquilo a que geralmente chamam de autismo.
Estas são, na verdade, Crianças Cristal que foram empurradas para outras dimensões e não foram capazes de recuperar. Estes seres gentis são extremamente sensíveis ao ambiente que os rodeia e aos estímulos exteriores que não estejam de acordo ou em harmonia com a elevada vibração que eles sustentam. Isto confere-lhes uma aparência frágil, quando, na realidade, são seres humanos poderosos e evoluídos. Pedimos-lhes que comecem a observar e a questionar todos os estímulos exteriores, inclusive aqueles que têm vindo a ser usados para promover a saúde.
Hipersensibilidade Vibracional
Vocês também vão descobrir que as Crianças de Vibração Cristal são sensíveis a todos os estímulos vibracionais. A vibração a todos os níveis, quer seja a do som, da cor, do campo electromagnético do meio envolvente, da poluição do ambiente pode ter efeitos perturbadores nas Crianças Cristal.
A sua hipersensibilidade à vibração pode ser sentida a vários níveis, incluindo o magnético, electromagnético, ambiental, aromático, sonoro, cromático e muitas outras formas de energia vibracional. Estas crianças são hipersensíveis ao ambiente que as rodeia e são particularmente vulneráveis a todo tipo de poluição. Determinada combinações de cores têm um estranho efeito sobre as Crianças Cristal. Dizemos-lhes que mesmo aquilo que vocês referiram como “cores múltiplas” foi uma tentativa inconsciente de controlar estes estímulos a fim de baixar os níveis vibracionais. As Crianças Cristal são precisamente ultra sensíveis a estes níveis inferiores de vibração.
Uma das formas de vibração energética com a qual as Crianças Cristal estão a ter dificuldades é a electricidade.
A Electricidade é uma forma de energia que ocorre naturalmente na natureza, contudo a adaptação ao uso que fazem da corrente alterna, levará algum tempo de reajuste por parte das Crianças Cristal. É engraçado como este tipo de electricidade foi na realidade desenvolvida por alguém que transportava consigo uma enorme quantidade de energia Cristal (Nicolai Tesla).
As Crianças Cristal têm de aprender a adaptar-se a esta forma de vibração energética. Entretanto, se contactarem com um aparelho eléctrico quando estiverem descentradas, zangadas ou confusas, será altamente provável que não só devolvam essa energia, como também a amplifiquem, ao fazer a ressonância. Isto provocará, efectivamente, a paragem de vários aparelhos eléctricos de uso comum. Com a prática, as Crianças Cristal adaptar-se-ão a estas ondas energéticas produzidas pelo homem. Até lá, a vidinha caseira pode parecer bastante interessante.
Empatia Emocional
A área de maior reajuste das Crianças Cristal é a da sua hipersensibilidade às reacções humanas. Um pouco à semelhança da ausência de referencia para a emoção da culpa nas Crianças Índigo, vocês verão que a vibração das Crianças Cristal não tem qualquer referencia para a emoção humana – medo. O medo foi uma emoção muito importante para os humanos nos primórdios da sua evolução. Juntamente com o ego, ajudou a assegurar a nossa sobrevivência. O medo serviu-nos bem. No entanto, a sua utilidade chegou ao fim. A emoção do medo é predominante nos corações humanos. Esta é razão por que enfrentamos tantos medos colectivos neste momento da nossa história. Até aquilo que é visto como sendo o terrorismo no mundo, é uma oportunidade para irmos, colectivamente, além do medo.
Alérgicos ao Medo
Aqueles que vibram energia Cristal facilmente sentem o medo dentro dos corações dos que os rodeiam. O desafio chega quando sentem o medo dos outros e, inconscientemente, projectam-no de volta, na forma de emoções ampliadas. Isto causa estranhas reações nos humanos de baixa vibração. Por esta razão, os de vibração cristal caminham na luz, optando por não invocar o medo. Quando este medo é projectado de volta, pode causar reacções nocivas a toda a humanidade, na medida em que faz emergir o que de pior o ser humano tem. Por este motivo, as primeiras Crianças Cristal vão, normalmente, optar por se esconder. Serão discretas e não irão facilmente mostrar as suas capacidades em público. À primeira vista, parecem meigas, dóceis e brandas, mas não interpretem isso como sendo desprovidas de poder.
Crianças Arco-Iris
Os anjos explicaram que as crianças arco-íris são a geração após as crianças cristal. As Crianças arco-íris são altamente sensitivas, amáveis, perdoam muito facilmente e são mágicas como as crianças cristal. A diferença é que as crianças arco-íris nunca estiveram antes na Terra, portanto não tem karmas para pagar. As crianças arco-íris escolhem ambientes familiares completamente pacíficos e funcionais. Não precisam de caos ou desafios para pagar os seus karmas ou crescer.
Por este motivo, as crianças arco-íris nascem das crianças cristal mais velhas (os escoteiros ou pioneiros que inicialmente vieram para a Terra nos anos 80). E enquanto as outras crianças cristal crescem, estas irão tornar-se os pais amáveis e pacíficos que darão a luz as novas crianças arco-íris.
As crianças arco-íris que estão a nascer agora são os Escoteiros (pioneiros) e a grande quantidade de crianças arco-íris ocorrerá durante os anos 2010 até 2030. Isto segue os padrões que tenho visto previamente nos índigos que nasceram de 1970 até 1990, seguidos pelas crianças cristal de 1990 até 2010.
As crianças arco-íris são absolutamente abertas a amar incondicionalmente.
Diferentemente das crianças cristal que só demonstram afeto para as pessoas que ganham a sua confiança, as crianças arco-íris são universalmente afetuosas. Curam-nos com seus imensos chakras cardíacos e envolvem-nos com um cobertor de energia cor de arco-íris que nós tanto precisamos.
Estas crianças são literalmente anjos na Terra.
Se tem curiosidade em conhecer melhor tudo sobre crianças Índigo, Cristal e Arco-Iris visite esta página
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A esquizofrenia é uma doença mental crónica, incurável, que limita o doente ao nível escolar, profissional e das relações afectivas e sociais. O diagnóstico surge, frequentemente, no final da juventude ou da adolescência. Nos homens inicia-se, maioritariamente, entre os 15 e os 25 anos e nas mulheres entre os 25 e os 30 anos. No geral, permanece durante toda a vida, alternando períodos de melhoria com recaídas.
As causas da esquizofrenia ainda não são totalmente conhecidas. Porém, sabe-se que intervém alguns factores biológicos:
– Genes: se um dos progenitores for esquizofrénico, há uma probabilidade, de 10 a 15% de os filhos também virem a sê-lo. Se os dois progenitores tiverem a doença, o risco aumenta para 40%. Sendo os filhos gémeos, a probabilidade é de 10% para os falsos e 50% para os verdadeiros;
– Estado de saúde da mãe durante a gravidez e parto: desnutrição, infeções virais e complicações durante o parto;
– Desenvolvimento neurológico com alterações: os doentes apresentam alterações anatómicas nalgumas zonas do sistema nervoso;
– Alterações nos neurotransmissores que actuam ao nível das emoções;
– Acontecimentos de vida causadores de stress;
– Vicio de álcool ou drogas.
Sinais de alerta
Os primeiros sinais de alerta são a irritabilidade, o medo, as dificuldades de raciocínio, os sentimentos de estranheza às experiências diferentes do habitual, perturbações ao nível do pensamento, as alucinações (auditivas, visuais, cinestésicas), os delírios, o discurso confuso, pobre e incoerente, comportamento invulgar e desordenado, reduzida expressão das emoções, de menores apetências sociais, da tendência para o isolamento. A doença pode manifestar-se bruscamente, em dias ou semanas, ou pode ser gradualmente evolutiva. Neste último caso é mais problemática, porque como começou por passar despercebida, o doente não recorreu logo de início ao tratamento.
A depressão é um problema frequente dos esquizofrénicos, mas não está definida como característica desta doença. Contudo, quando existe está associada a um pior prognóstico. Considera-se que a depressão surge como reação às consequências da esquizofrenia e leva cerca de 10% destes pacientes ao suicídio.
Patologias similares à esquizofrenia
Patologias similares à esquizofrenia são:
-a doença bipolar;
-a perturbação de personalidade borderline;
-o autismo;
-algumas lesões cerebrais e doenças neurológicas, metabólicas ou infecciosas.
Para além do consumo de drogas ilegais, alguns medicamentos e intoxicações por metais pesados podem também ter efeitos semelhantes aos da esquizofrenia. Então, o primeiro passo para identificar a doença será analisar a história clínica (doenças e medicação) do doente, antecedentes familiares e dados do período fetal, consumo abusivo de álcool e drogas, exame físico e avaliação neuropsicológica, funcionamento renal, fígado e tiroide.
Comparativamente a alguns casos de autismo, na esquizofrenia – que implica um limiar de organização mental superior – não se verifica uma evolução positiva. Muitos autistas têm dificuldade em chegar a um sentimento de consciência central; os esquizofrénicos perdem esse sentimento de consciência central.
Nas idades mais jovens há maior tendência a confundir a fantasia própria da idade, com o delírio, causando alguma dificuldade ao diagnóstico. Daí a importância de não “atacarmos” o delírio, mas entendermos as inspirações e o nível cultural de retaguarda, por exemplo. Independentemente, o doente pode apresentar nível intelectual superior.
Outro alerta aos pais prende-se com o facto de uma percentagem significativa dos pacientes esquizofrénicos serem abusados sexualmente.
Tratamento
A eficácia do tratamento da esquizofrenia depende do tempo decorrido entre o aparecimento das alucinações ou delírios e o início da medicação (é preciso ter em conta que os medicamentos podem demorar 4 a 9 semanas a produzir efeito). As terapias psicossociais podem ser úteis, como complemento dos medicamentos, sobretudo para doentes com sintomas psicóticos controlados. Aqui o objectivo é ajudar o doente a relacionar-se com os outros e a controlar o stress. Aliás, todas as medidas que contribuam para reduzir o stress como a prática de desporto, podem ajudar no controlo da doença. E o apoio dos professores na integração destas crianças também é extraordinário.
Todavia, a importância da colaboração da família directa, pais ou outros cuidadores, é fundamental. Porque a criança ou jovem vive no seio de uma família, logo, teremos de intervir, também, a esse nível. Mesmo (ou sobretudo) quando antes idealizamos a infância das nossas crianças. Como defende Coimbra de Matos, não se pode fazer psicoterapia sem se fazer história. Efectivamente, há sempre uma força transgeracional, recente, familiar.
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Hoje de manhã encontrei à saída do metro um pai que participou no workshop de Disciplina Positiva que dei no início do mês.
Trocámos os bons dias e algumas palavras de circunstância, perguntei pelos filhos e quando eu me preparava para seguir caminho, percebi pela sua expressão inquieta que queria falar. Desabafar.
Não tardou a contar-me que andava a sentir-se em baixo, frustrado, desesperado. Tudo por causa dos constantes ataques de fúria do filho mais velho de 5 anos. Disse-me que já tinha tentado tudo. E que ralhar ou castigá-lo só estava a piorar as coisas.
Convidei-o para um café e expliquei-lhe que uma criança que se porta mal é uma criança desanimada. E que a melhor forma de enfrentar aquele tipo de comportamento é através do estímulo. Vi-o torcer o nariz enquanto eu falava, percebi que achou a ideia um disparate. E verbalizou-o: “Estímulo? Mas assim estarei a premiar o mau comportamento dele”. Respondi que não, que uma criança se porta melhor quando se sente melhor.
Ficou a pensar uns segundos no que lhe disse e decidiu experimentar uma sugestão que lhe dei, que tem tido bons resultados em minha casa, com os meus filhos. Combinámos falar uma semana depois, para saber como tinha corrido.
Voltámos a falar uns dias depois, como acordado. E nem foi preciso eu fazer perguntas. “Anteontem, quando o filho começou a fazer uma birra daquelas, pus-me de joelhos à altura dele e disse-lhe: ‘Preciso de um abraço!’
Perguntei-lhe como tinha reagido a criança. “Ficou surpreendido e disse-me, entre lágrimas: ‘o quê?’ Voltei a dizer-lhe que precisava de um abraço e ele, atónito, perguntou: ‘Agora?’ Respondi-lhe que sim e, a custo, lá me abraçou”.
A birra tinha terminado. E pai e filho ficaram ali, envolvidos num longo abraço.
E depois do abraço?
“E depois do abraço, o que é que faço quanto ao mau comportamento? Deixo passar?”. É a pergunta que quase todos os pais me fazem quando lhe falo desta “ terapia do abraço ”, uma das técnicas mais utilizadas na Disciplina Positiva.
Muitas vezes um simples abraço é suficiente para pôr fim, no imediato, ao mau comportamento. Mas nem sempre. Há alturas em que a criança está de tal forma alterada que não está disposta a dar ou receber qualquer tipo de estímulo. Nessas situações pode sempre arriscar dizer-lhe: “gostava que me desses um abraço, quando estiveres pronta”.
Um abraço serve pelo menos, na maioria das vezes, para criar um ambiente mais desanuviado e motivador. E pode ser a oportunidade ideal para criar conexão – ou recuperar a conexão perdida -, fazendo perguntas, dando opções limitadas, distraindo, fazendo coisas juntos… e comprometendo-se juntos a procurar uma solução para o problema.
Atenção ao castigo!
Infelizmente, são muitos os pais acham que os filhos devem sentir na pele o mal que fizeram. E a forma que encontram para que tal aconteça é fazendo com que sintam culpa, vergonha ou dor (castigo, por outras palavras). Em vez disso, pode sempre tentar dar ou pedir um abraço.
Caso este método não funcione aí em casa, não desespere. Afinal, não há uma receita única para todas as crianças. E há outras alternativas para lidar com o comportamento dos mais pequenos, de que tenho vindo a falar (e continuarei a fazê-lo) neste site.
Se acha que tem “tentado tudo” e não consegue resolver a questão, é provável que se encontre numa luta de poderes ou num ciclo de vingança com o(s) seu(s) filho(s). O que só que aumenta neles a desmotivação. Experimente partilhar os seus erros com eles. E peça-lhes ajuda para melhorar, comecem de novo. Admitir os seus erros é uma das coisas mais estimulantes que pode haver para uma criança.
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Como escolher uma arte marcial para os filhos
São muitas as razões que podem levar os pais a querer que os seus filhos pratiquem uma arte marcial. Aprender a concentrar-se, disciplinar-se, melhorar a coordenação motora ou aprender a defender-se, são alguns dos motivos mais apontados para tomar a decisão de levar os mais novos a experimentar uma aula de Judo, Karaté, Aikido ou outra actividade semelhante. Todas eles são válidos — tenho mais dúvidas quanto ao aprender a defender-se, mas disto falarei noutra ocasião — mas nem todos funcionam da mesma maneira em qualquer lugar ou com qualquer criança.
O que fazer então? Como saber onde levar os mais novos e que actividade praticar?
Antes de mais nada, é preciso ter uma ideia do que é cada arte marcial. Ao contrário da noção infelizmente ainda bastante enraizada, artes marciais não são genericamente “socos e pontapés”. Cada uma delas tem a sua história, a sua especificidade e as suas qualidades. Tirando casos felizmente raros, todas as artes marciais podem vir a ser extremamente úteis como ferramenta de apoio na educação das crianças e jovens. Os benefícios, que com o tempo se tornarão evidentes, não dependem da modalidade em si mas da qualidade do seu ensino e da sua adequação ou não à criança que a pratica. E esse é um trabalho de pesquisa que os pais deverão fazer.
Depois, é preciso conhecer bem a criança e pensar se a disciplina na qual estamos a pensar consistirá para ela um prazer ou um sacrifício. Se há muitas diferenças entre as várias artes marciais, mais diferenças existem entre crianças. Cada personalidade se adaptará de forma diferente a diferentes propostas e aquilo que é estimulante para um jovem poderá ser um constrangimento para outro.
Competição
Dentro das artes marciais, sejam elas japonesas, coreanas, chinesas ou europeias, há uma grande divisão logo à partida: o facto de serem ou não serem actividades competitivas ou desportivas. Isso fará toda a diferença para alguns dos futuros praticantes, já que nem todas as crianças são competitivas por natureza. As que o são, se bem guiadas pelo professor, tirarão o melhor partido dessa sua tendência. As que o não são, deverão ter um espaço onde praticar o movimento pelo movimento, sem ter que ganhar ou perder. É fundamental não esquecer que o prazer retirado da prática será a primeira motivação para uma criança se interessar por qualquer actividade.
A escolha
Por tudo o que escrevi acima, é fundamental que os responsáveis pelos mais novos se informem sobre que modalidades há e em que consistem. Em que é que são iguais, em que é que são diferentes, quais os seus objectivos, qual a sua história. É muito importante que tenham em conta que as artes marciais lidam, desejavelmente, com a domesticação da violência e da agressividade. Os dojo (termo japonês que designa o sítio onde se praticam as artes marciais) são por isso locais onde se lidará com relações de poder e com os seus equilíbrios. A fronteira entre a autoridade e o autoritarismo é ténue e a tentação de utilizar a força e as capacidades adquiridas é grande. Um professor não deverá fazer demonstrações de força gratuita e não deverá aceitar nunca a violência entre alunos, seja esta física ou psicológica.
É, assim, aconselhável que os pais peçam ao professor da disciplina que escolheram para assistir a uma aula antes de fazer a inscrição dos filhos. Tal será com certeza possível em praticamente todos os sítios e, se logo no primeiro dia a presença dos pais for dificultada ou impedida, isso poderá ser um mau sinal. Chamo a atenção para o facto de que me refiro apenas a assistir à primeira aula ou aula de experiência, já que na maioria dos locais de prática os pais não poderão estar presentes em todas as aulas. É também importante falar com o professor responsável e fazer as perguntas todas. Não há que ter medo de incomodar; ele estará com toda a certeza habituado a que assim seja e responderá a todas as dúvidas. É aliás do seu próprio interesse que os pais estejam devidamente informados.
Por fim, não se esqueça de que as actividades marciais poderão ser uma excelente ajuda no desenvolvimento dos mais novos, mas não substituem tudo o resto. Sem a ajuda dos pais e o interesse da criança, de pouco mais servirão do que para passar o tempo. Pondere no que cada arte marcial oferece para saber se é mesmo o que convém ao seu filho e desconfie de promessas milagrosas. A auto disciplina é desejável, mas interessará que uma criança se comporte como um militar? A prossecução de padrões de sucesso como numa empresa altamente competitiva será a melhor forma de educar? As propostas são muitas e é por vezes de facto difícil tomar a melhor opção. No fundo, tratar-se-á de de ter em conta alguns pontos para os quais tentei aqui chamar a atenção e seguir o melhor dos instintos: o de cada mãe ou pai.
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