A esquizofrenia é uma doença mental crónica, incurável, que limita o doente ao nível escolar, profissional e das relações afectivas e sociais. O diagnóstico surge, frequentemente, no final da juventude ou da adolescência. Nos homens inicia-se, maioritariamente, entre os 15 e os 25 anos e nas mulheres entre os 25 e os 30 anos. No geral, permanece durante toda a vida, alternando períodos de melhoria com recaídas.

As causas da esquizofrenia ainda não são totalmente conhecidas. Porém, sabe-se que intervém alguns factores biológicos:

– Genes: se um dos progenitores for esquizofrénico, há uma probabilidade, de 10 a 15% de os filhos também virem a sê-lo. Se os dois progenitores tiverem a doença, o risco aumenta para 40%. Sendo os filhos gémeos, a probabilidade é de 10% para os falsos e 50% para os verdadeiros;

– Estado de saúde da mãe durante a gravidez e parto: desnutrição, infeções virais e complicações durante o parto;

– Desenvolvimento neurológico com alterações: os doentes apresentam alterações anatómicas nalgumas zonas do sistema nervoso;

– Alterações nos neurotransmissores que actuam ao nível das emoções;

– Acontecimentos de vida causadores de stress;

– Vicio de álcool ou drogas.

Sinais de alerta

Os primeiros sinais de alerta são a irritabilidade, o medo, as dificuldades de raciocínio, os sentimentos de estranheza às experiências diferentes do habitual, perturbações ao nível do pensamento, as alucinações (auditivas, visuais, cinestésicas), os delírios, o discurso confuso, pobre e incoerente, comportamento invulgar e desordenado, reduzida expressão das emoções, de menores apetências sociais, da tendência para o isolamento. A doença pode manifestar-se bruscamente, em dias ou semanas, ou pode ser gradualmente evolutiva. Neste último caso é mais problemática, porque como começou por passar despercebida, o doente não recorreu logo de início ao tratamento.

A depressão é um problema frequente dos esquizofrénicos, mas não está definida como característica desta doença. Contudo, quando existe está associada a um pior prognóstico. Considera-se que a depressão surge como reação às consequências da esquizofrenia e leva cerca de 10% destes pacientes ao suicídio.

Patologias similares à esquizofrenia

Patologias similares à esquizofrenia são:

-a doença bipolar;

-a perturbação de personalidade borderline;

-o autismo;

-algumas lesões cerebrais e doenças neurológicas, metabólicas ou infecciosas.

Para além do consumo de drogas ilegais, alguns medicamentos e intoxicações por metais pesados podem também ter efeitos semelhantes aos da esquizofrenia. Então, o primeiro passo para identificar a doença será analisar a história clínica (doenças e medicação) do doente, antecedentes familiares e dados do período fetal, consumo abusivo de álcool e drogas, exame físico e avaliação neuropsicológica, funcionamento renal, fígado e tiroide.

Comparativamente a alguns casos de autismo, na esquizofrenia – que implica um limiar de organização mental superior – não se verifica uma evolução positiva. Muitos autistas têm dificuldade em chegar a um sentimento de consciência central; os esquizofrénicos perdem esse sentimento de consciência central.

Nas idades mais jovens há maior tendência a confundir a fantasia própria da idade, com o delírio, causando alguma dificuldade ao diagnóstico. Daí a importância de não “atacarmos” o delírio, mas entendermos as inspirações e o nível cultural de retaguarda, por exemplo. Independentemente, o doente pode apresentar nível intelectual superior.

Outro alerta aos pais prende-se com o facto de uma percentagem significativa dos pacientes esquizofrénicos serem abusados sexualmente.

Tratamento

A eficácia do tratamento da esquizofrenia depende do tempo decorrido entre o aparecimento das alucinações ou delírios e o início da medicação (é preciso ter em conta que os medicamentos podem demorar 4 a 9 semanas a produzir efeito). As terapias psicossociais podem ser úteis, como complemento dos medicamentos, sobretudo para doentes com sintomas psicóticos controlados. Aqui o objectivo é ajudar o doente a relacionar-se com os outros e a controlar o stress. Aliás, todas as medidas que contribuam para reduzir o stress como a prática de desporto, podem ajudar no controlo da doença. E o apoio dos professores na integração destas crianças também é extraordinário.

Todavia, a importância da colaboração da família directa, pais ou outros cuidadores, é fundamental. Porque a criança ou jovem vive no seio de uma família, logo, teremos de intervir, também, a esse nível. Mesmo (ou sobretudo) quando antes idealizamos a infância das nossas crianças. Como defende Coimbra de Matos, não se pode fazer psicoterapia sem se fazer história. Efectivamente, há sempre uma força transgeracional, recente, familiar.

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Fui mãe, devia estar feliz… então porque me sinto assim?

Acabou de ser mãe!

Vê todos felizes à sua volta, o bebé está bem, mas você não consegue sentir-se satisfeita e pensa que o seu estado não é normal? A família não entende e o marido ou companheiro não sabe o que fazer?

O nascimento de um bebé pode ser um desafio para a mãe, tanto física como emocionalmente, mesmo nos melhores momentos. A perfeição é um mito, pelo que o que se pode chegar a verificar é: a melhor gravidez possível, o melhor nascimento possível, o melhor bebé possível, os melhores pais possíveis. E tanto melhor quanto o suporte familiar for efectivo, pois também pode ajudar a mãe recente na recuperação e a desfrutar do tempo com a família.

É comum e poder-se-á admitir mesmo como natural, que tanto a mãe como o pai experienciem alterações de humor com a chegada de um filho. Quem já não sentiu ou testemunhou, nesta fase, um momento de alegria enorme logo seguido de uma angústia capaz de colocar tudo em causa?

Estes sentimentos de angústia e de tristeza sentidos nos primeiros dias após o parto são geralmente designados como “Baby Blues”. Trata-se de uma fase passageira, comum, causada apenas pelas alterações hormonais bruscas que a mulher sofre no pós-parto. Em regra, nem necessita de tratamento e os sinais costumam desaparecer, naturalmente, ao fim de 15 a 20 dias depois do parto.

Todavia, algumas mães recentes podem vivenciar uma fase mais duradoura do que o Baby Blues, com sintomas que podem ter iniciado ainda na gravidez, ou decorrem há vários meses desde que o bebé nasceu ou então surgiram até um ano após o nascimento da criança. Aí, estaremos perante “Depressão Pós Parto”.

Neste caso sente-se ansiedade, choro fácil, tristeza e irritação, exaustão, maior dificuldade em concentrar-se e em motivar-se, culpa por não estar a conseguir usufruir do bebé, alterações no apetite e no sono, inadequada para tomar conta do filho recém-nascido, falta de interesse no bebé, chega a pensar em agredi-lo ou em agredir-se a si própria, ou pensa recorrentemente em morte ou suicídio…

Embora a Depressão Pós Parto afecte mais as mães, pode também incidir sobre os pais recentes, biológicos ou adoptantes. Não é causada pela gravidez ou pelo nascimento do bebé (embora possa surgir nestas fases), nem se baseia num único antecedente mas num conjunto de factores anteriores: históricos, biológicos, de personalidade, de experiências de vida, contextuais. Contudo, contam-se como factores de risco, já se ter passado por uma Depressão antes da gravidez ou por uma Depressão Pós Parto anterior, por existir história familiar de Depressão, por se verificar suporte familiar ou social frágil, por dificuldades financeiras, stress, antecedentes traumáticos, estrutura emocional fragilizada.

Alguns designam este estado como mais uma doença da civilização moderna e do estilo de vida. Por exemplo, numa cultura onde se exige à nova mãe um regresso, o mais imediato possível ao trabalho, a pressão também tende a aumentar. Ou quando a mulher percepciona a expectativa social relativamente à felicidade da mãe perante o seu bebé.

A Depressão Pós Parto requer tratamento. Não fique sozinha nesta luta! Com ajuda profissional poderá normalizar o seu estado emocional.

No âmbito do acompanhamento psicológico, a terapia cognitivo-comportamental é indicada em sintomatologia leve a moderada. Através desta psicoterapia, consegue-se alterar pensamentos disfuncionais e, consequentemente, trabalham-se sentimentos e comportamentos, além de com ela se poder praticar alguns exercícios de relaxamento.

Simultaneamente, o investimento nas relações sociais é importante para a partilha de experiências, para aprendizagem sobre a forma mais adequada, para si, de se ajustar à nova situação, para se perceber que não é caso único e que outros já passaram ou estão a passar pelo mesmo, ainda que cada progenitor ou cada criança sejam únicos e incomparáveis.

A introdução de medicação antidepressiva servirá para os estados mais severos da doença (tendo em atenção eventual influência na amamentação), a par da psicoterapia para efeito duradouro, pois uma terapia unicamente baseada em psicofarmacos não chega para travar o “alimento” da Depressão, que são as nossas cognições e crenças disfuncionais.

O apoio e cuidado por parte de quem está próximo são também relevantes.  Para isso, ajuda que as expectativas dos cuidadores sobre a evolução do estado depressivo da mãe / parturiente sejam realistas, que demonstrem disponibilidade para ajudar a cuidar do bebé (inclusivamente, promovendo os períodos necessários de descanso para a mãe), que a sua ajuda permita a concretização de objectivos diários por parte da mãe / dos pais do recém-nascido.

Com suporte e com tratamento a Depressão Pós Parto da mãe não acompanhará o crescimento da nova criança.

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Síndroma do Ninho Vazio

O tempo parece passar por nós mais rápido do que o desejado. Parece que é insuficiente para usufruímos de todos os momentos em que os nossos filhos são pequenos e indefesos e num ápice eles já leem, já privilegiam mais o tempo com o grupo de amigos do que com os pais, já entraram para a universidade, para o mundo do trabalho, aventuram-se num país estrangeiro, namoram, partem para uma relação conjugal… Enfim, quando damos conta eles cresceram e tornaram-se autónomos.

Diz-se que “é a vida”, que os filhos “não são nossos, são do mundo”… é, na perspectiva integrativa, a função biológica de mãos dadas com a função social.

Contudo, apesar de se concordar que faz parte da vida, a aceitação nem sempre se verifica e aquando da independência dos filhos, muitos pais sentem-se menos importantes na vida dos descendentes, abandonados e tristes. Não raramente, o silêncio e a solidão passam a predominar na casa paterna.

Quando os filhos saem de casa

A Síndroma do Ninho Vazio surge dessa auto-centralização, desse sentimento de dependência e de perda do papel da função de pais, dessa tristeza que os pais começam por experienciar e que pode transformar-se em depressão.

Estatisticamente, estes sintomas afectam mais a mãe do que o pai. Geralmente coincidindo com a fase de menopausa e com o turbilhão de emoções associado, a mulher sente a sua função reprodutora esvanecer, sente-se envelhecida, com o seu papel tradicional enquanto cuidadora da família a perder importância, com auto imagem e auto estima reduzidas.

O investimento numa vida mais dedicada aos outros do que a si própria gera também uma conjuntura propícia à patologia e, consequentemente, afecta as relações familiares.

No entanto, tal não significa que os homens também não vivenciem os mesmos sentimentos e demonstrem vulnerabilidade durante este período de adaptação. Podem é reagir de forma diferente da mulher, acomodando-se à nova situação mais facilmente (o que, por outro lado, também pode agudizar os conflitos conjugais).

Características da personalidade medeiam também o modo como pai e mãe lidam com a separação dos filhos.

No geral, verifica-se que indivíduos mais auto vitimizados, histriónicos, sugestionáveis, dramáticos são os que sofrem mais com a situação. Por outro lado, factores externos como o motivo da saída do filho podem igualmente minimizar ou maximizar a intensidade do sofrimento e a adaptação. Se os pais sentirem que a separação traz mais-valias a mesma é melhor elaborada e portanto, torna-se menos dolorosa e mais tranquila.

Esta passagem por um processo mais ansiogénico e de dualidade de sentimentos faz parte do ciclo de vida. A transição para um estado de (re)estruturação familiar consegue-se através da aceitação dos períodos de crescimento, de maturidade e de declínio, inerentes a qualquer ciclo vital e que em si incluem perdas e ganhos biológicos e sociais. Enfrentando um estado que sabemos ser natural, porque no passado também fomos actores da mesma mudança e as gerações anteriores a nós igualmente, que tal assumirmos a nossa (boa) parte, enquanto pais, na educação para a independência dos filhos e também gozarmos esses louros?

A Síndroma do Ninho Vazio é pontual, logo, mais facilmente pode ser superada.

Se o nosso papel enquanto pais muda e se torna mais distante (mas não desaparece), então, há que proceder a ajustamentos da nossa parte, como por exemplo:

– Partilhando o que sente, para mais facilmente identificar soluções;

– Permitindo-se sentir as próprias emoções (tristeza, alegria, receio, optimismo …);

– Ouvindo e apoiando o/a parceiro/a;

– Promovendo momentos e acções que contribuem para o nosso bem-estar;

– Realizando projectos que vinham sendo adiados, sozinho, com o/a companheiro/a e encontrando novos prazeres;

– Listando actividades pessoais prazerosas que há muito gostaria de fazer e foi adiando;

– Retomando o papel de mulher para além do papel de mãe;

– Cultivando as relações sociais;

– Usufruindo do contacto com o ar livre e a natureza;

– Apostando na melhoria contínua da relação com o filho, na qualidade da comunicação, nos afectos, no apoio, sem ser invasivo.

Excepto quando os objectivos são difíceis de definir, quando o filho se “esquece” dos pais e a tristeza destes se prolonga podendo adquirir contornos de depressão, a dor sentida termina quando a ordem familiar é refeita e os aspectos sociais da vida são restabelecidos. A Síndrome do Ninho Vazio resume-se a um problema temporário psíquico com cunho emocional-social, sem necessidade de medicação para o que não chega a ser fisiológico.

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Quando o corpo se torna um lugar de sofrimento

A doença crónica na criança traz alterações no dia-a-dia, com repercussões psicológicas como: angústia, sentimento de anormalidade em relação a outras crianças, culpa sobre os pais, ou mesmo depressão. Com efeito, toda a doença crónica, na criança ou no adulto, coloca questões psicológicas importantes que influenciam e também são influenciadas pelo somático (corpo).

Na doença crónica o corpo torna-se lugar de sofrimento e menos de prazer. É objecto de preocupação e vigilância constantes que implicam alterações de hábitos quotidianos e de qualidade de vida, impacto financeiro, social, escolar, ocupacional e, mais ansiogénico, eminência de morte.

Aquando do diagnóstico da doença, as crianças podem ter diferentes reacções:
– dissociam-se da doença no seu conjunto;
– dissociam-se do que está doente no seu corpo;
– revoltam-se contra a situação que estão a viver e recusam os cuidados (muitas vezes, em negação do seu estado de saúde);
– recebem a terapêutica passivamente, refugiando-se até no sono e mesmo na falta de acção;
– tornam-se mais dependentes dos pais e dos técnicos de saúde;
– assumem a doença, integrando tanto as causas como os efeitos e o respectivo tratamento.

O que de um modo geral se acaba por verificar é que todos estes mecanismos de defesa ou estratégias tendem a atenuar-se aos poucos e estas crianças acabam por encontrar um equilíbrio entre a aceitação do seu estado inevitável e a adaptação (o menos dependente possível), a um elemento novo.

Em termos cognitivos e afectivos verifica-se também empobrecimento da capacidade imaginativa e intelectualidade mais diminuída, o que deriva essencialmente de:
-maior agressividade e dependência por desejo de retorno à figura materna;
– a figura masculina (habitualmente identificada com a autoridade) tende a causar maior ansiedade e inibição na criança;
– relação menos concisa com a imagem corporal;
– incerteza relativamente ao futuro.

A primeira rede de acolhimento, de suporte e de alívio da dor, serão os pais. A criança esperará dos seus progenitores elos de segurança, presença física, amor, tolerância, capacidade de escuta, contenção para a sua angústia.

Então, é expectável que a doença crónica na criança atinja não só esta mas também a sua família. E surgem assim modificações e novas exigências no contexto familiar. Daí que a terapêutica deva prever as relações entre criança – família – técnicos de saúde.

Na criança, a doença crónica (seja ela qual for) pode ser sentida pelos pais como agressão, culpa e até potencial elemento reactivador de (outros) problemas pessoais. Decorre daqui, frequentemente, estados depressivos relacionados com essa decepção, auto acusação, falha narcísica (o bebé / criança imaginário para os pais é substituído pelo bebé / criança real comprometendo, nas suas crenças, a transgeracionalidade).

Igualmente no geral consideram-se as seguintes fases de adaptação psicológica à doença, por parte da família:
– negação da doença no momento do diagnóstico;
– desorganização da família e consequente necessidade de reajustamento familiar às novas rotinas;
– adaptação à doença e aos seus efeitos tendo em conta as características da doença, questões de doenças na família, idade da criança, características da sua personalidade.

Torna-se relevante assumir que a forma como a criança vai lidar com a própria doença depende também da forma como os pais transmitem a sua angústia. Daí muitos autores defenderem que o ajustamento da criança à doença pode depender mais do funcionamento familiar do que da doença em si.

Na fase dos tratamentos é habitual verificar-se uma alteração na relação entre a criança e os pais, uma vez que aquela passa a encarar os médicos e restante pessoal de saúde como figuras de dependência, papel que antes estava só atribuído aos progenitores. Mais uma vez, tal pode exaltar a vivência de problemas de cariz narcísico por parte dos pais.

Estudos revelam que, estatisticamente, são as mães que mais frequentemente acompanham a doença da criança, as que sentem mais as exigências da criança doente e as que se sentem menos apoiadas pelos parceiros e também são elas que, de um modo geral, deprimem mais frequentemente. Ainda considerando as estatísticas, no ajustamento psicológico à doença de um filho, os pais envolvem-se menos (por questões ocupacionais ou por estratégia) e têm níveis de ansiedade mais baixos.

Do lado da criança, na fase do tratamento, esta não deixa de passar por situações potencialmente ou efectivamente traumáticas, sendo aconselhável a presença dos familiares junto da criança.

Já na fase de estabilidade ou de restabelecimento, continua a ser importante o estilo securizante por parte dos pais, o que, sabe-se, nem sempre é fácil conseguir-se, pois estes também necessitam de tempo para adaptação à sua criança restabelecida, além de que a preocupação com o fantasma da repetição do quadro de doença possa levar a comportamentos de oposição do lado dos pais. Nesta altura, a aposta deverá ser a merecida retoma da criança à sua vida do mesmo modo que as outras crianças e privilegiando-se a independência.

Alice Patrício, Psicóloga Clínica, para Up to Kids®

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