A meditação na escola é cada vez mais uma prática corrente nos Estados Unidos, Canadá, Bélgica e Suécia que são países vistos como referência nesta prática e está a dar os primeiros passos em Portugal. Os estudos já são inúmeros e as vantagens também já são visíveis.

Fique a saber mais sobre esta prática e conheça as escolas portuguesas que já o praticam!

Em que consiste a meditação?

É uma prática maioritariamente associada ao yoga ou budismo, mas é na verdade comum a várias religiões. No entanto a sua prática não tem de estar, necessariamente, associada a nenhuma delas.

O seu objetivo é treinar corpo e mente a viver no momento presente para que possamos apreciar cada momento em pleno.

Quais os benefícios de meditar?

Fortalece a capacidade cerebral – Aumenta o foco e concentração, o que por sua vez, melhora o processamento de informação nas salas de aula e durante o estudo

Ajuda a que os jovens se conheçam melhor – Através da meditação, as crianças podes descobrir melhor os seus interesses, avaliar quais as suas prioridades e compreender melhor a vida e o que os rodeia

Desenvolve o sistema imunológico – A meditação regular protege contra doenças, diminuindo o stress e a ansiedade que afeta tantos dos nossos alunos

Beneficia as relações – Ao aprenderem a viver no momento presente e ao sentirem mais calma e segurança, as relações com a família, amigos e professores acabam por sair beneficiadas e mais fortes

Melhora os índices motivacionais – Vários estudos já comprovaram que os jovens que praticam meditação aumentam a sua autoestima e confiança, o que se traduz em alunos mais motivados e criativos

Exemplos de escolas portuguesas

Em Gondomar, o Agrupamento de Escolas de Valbom já iniciou esta iniciativa no ano de 2015 com a introdução de reiki como parte do projeto “Escola em Movimento”.

Com o objetivo de ajudar os alunos a terem um melhor desempenho na escola, os docentes verificaram também que esta prática tinha outros benefícios, entre os quais ser uma atividade onde os alunos podem falar abertamente sobre o que os preocupa, já que muitos demonstraram essa necessidade. Assim, esta experiência já foi alargada com a introdução de yoga, meditação e tai chi.

O Agrupamento de Escolas da Marinha Grande já iniciou também esta iniciativa de introduzir a meditação em ambiente escolar. Os alunos do ensino básico já estão a ficar habituados aos 60 segundos de silêncio e concentração na respiração que os professores praticam com eles todos os dias.

As melhorias já começam a ser visíveis e os níveis de concentração, autoestima e confiança já se fazem notar. Com alunos mais motivados a aprender e professores mais tranquilos, este projeto vai continuar a fazer parte do dia-a-dia escolar.

Conheça aqui a história.

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A Musicoterapia aplicada a crianças e jovens com necessidades educativas especiais.

O Som da Essência

A musicoterapia é a utilização da música e/ou dos seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), exercida por um técnico habilitado, em ambientes hospitalares, educativos, clínicos ou institucionais, com um ou mais pacientes, num processo relacional que facilita e promove a comunicação, a relação, a aprendizagem, a mobilização, a expressão, a organização do pensamento e outros objetivos terapêuticos relevantes no sentido de ir ao encontro das necessidades físicas, cognitivas, emocionais e sociais dos pacientes (Federação Mundial de Musicoterapia, 1996, 2011).

Em Musicoterapia, o poder da música é utilizado para atingir objetivos terapêuticos mantendo, melhorando e restaurando o funcionamento físico, cognitivo, emocional e social do indivíduo. É a partir desta relação que a Musicoterapia estabelece a sua base de trabalho. Trata-se de uma abordagem que utiliza toda e qualquer manifestação sonora para produzir efeitos terapêuticos. Através do uso da música, de sons e de movimento, estabelece-se uma relação de ajuda, onde a Musicoterapia tem como objetivo auxiliar o paciente a vários níveis, como a prevenção, a reabilitação, o desenvolvimento, bem como na melhoria da sua interação com a sociedade. A música e o som são o canal de comunicação.

A musica com fins terapêuticos

A música vem sendo utilizada com fins terapêuticos desde os primórdios da humanidade, mas estabeleceu-se como ciência somente após a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, o investimento da ciência tem sido galopante no que diz respeito à investigação sobre a relação e o impacto direto da música a vários níveis, mas, essencialmente, a nível neurológico. A Associação Portuguesa de Musicoterapia, existente desde 1996, é a entidade de referência, reconhecida pela Federação Europeia de Musicoterapia, que regula e orienta o processo da acreditação dos musicoterapeutas em Portugal.

A Musicoterapia tem inúmeras aplicações, a várias populações e tipologias, entre elas síndromes genéticas como Down, Turner e Rett, distúrbios neurológicos, distúrbios emocionais, deficiências sensoriais, visuais e auditivas, autismo, dificuldades de aprendizagem, entre outras.

Este tipo de abordagem possibilita um enquadramento não-verbal através do qual as pequenas diferenças de comportamento se tornam evidentes nos processos intra ou inter pessoais em crianças com perturbações da relação e da comunicação. Essas diferenças podem ser encontradas no comportamento musical. O musicoterapeuta pode a este nível contribuir para a avaliação e diagnóstico global dos pacientes em musicoterapia ao nível da avaliação específica das capacidades sensoriomotoras, cognitivas (atenção, memória, jogos de antecipação e sequência lógica) perceção visual e auditiva e comunicação interpessoal.

Objetivos e plano terapeutico

Em Musicoterapia, existe um plano terapêutico, elaborado pelo musicoterapeuta, em consonância, ou não, com os técnicos da equipa multidisciplinar. Os objetivos gerais variam de acordo com as características do grupo ou indivíduo, das suas necessidades e peculiaridades. Contudo, alguns objetivos da musicoterapia com crianças ou jovens com necessidades educativas especiais são: Estimular a comunicação (verbal e não verbal); Estimular a expressão corporal, vocal e sonora; Melhorar a autoestima; Explorar as potencialidades e a conscientização dos próprios limites; Estimular a coordenação motora grossa e fina através de atividades musicais, utilizando instrumentos musicais de percussão simples; Desenvolver a orientação espacial e corporal através de vivências musicais; Desenvolver a capacidade de atenção e concentração; Estimular a imaginação e criatividade; Promover um melhor relacionamento intra e interpessoal.

A importancia e influencia da música nos seres humanos

A importância e influência da música e dos seus elementos sonoros no desenvolvimento do ser humano, tem-se tornado cada vez mais evidente. A investigação sobre esta temática vem comprovando a sua importância na relação simbiótica entre o indivíduo, desde a sua forma mais precoce, e o meio envolvente.

Independentemente das necessidades provenientes de cada patologia, a Musicoterapia valoriza a expressão de cada indivíduo, respeitando as suas particularidades e auxiliando-o nas suas dificuldades, como um ser global.

Por Rita Maia, Mestre em Musicoterapia, Doutoranda em Ciências da Educação, Especialização em Necessidades Educativas Especiais, Licenciatura em Educação de Infância | maia_rita20@hotmail.com

Não dizemos bom dia a toda a gente?

Esta foi das últimas perguntas que a minha filha de três anos e meio me fez.

Quis saber por que razão mo perguntava, quando era óbvio para mim que a resposta a tal pergunta era um rotundo “sim”.

– Porque quando entramos no autocarro dizes bom dia ao motorista, mas as outras pessoas não.

Olhei-a. Parei e pensei. Revi as últimas viagens que fiz. E ela tinha razão. A maior parte das pessoas passa pelo motorista e segue em direcção ao seu lugar, como se ele não estivesse ali, como se fosse invisível. Eu fui educada de outra maneira e, por isso, cumprimento toda a gente: é uma questão de educação mas também de cortesia. Os motoristas de autocarro estão a fazer o seu trabalho, dão a cara, mas mesmo assim muitas vezes não são vistos. Ou só são vistos quando têm uma condução que aborrece os passageiros. E estou a falar desta profissão como poderia falar de outras, mas a verdade é que a maior parte das pessoas não quer saber.

Imagino como será ter um emprego destes, em que se vê centenas e centenas de pessoas que só falam connosco para pedir um bilhete ou para perguntar se o percurso passa pelo sítio X. Para a minha filha é estranho e fico orgulhosa que assim seja. Cumprimenta os vizinhos no elevador (com mais ou menos vergonha), o segurança do metro, a senhora que se senta ao lado dela durante a viagem, o empregado no restaurante, a menina na caixa do supermercado, o porteiro da escola. Para ela todos são iguais, todos são pessoas, todos merecem ser tratados como tal.

Acho que à medida que vamos crescendo vamos perdendo algumas qualidades. Uma delas é a forma pura como olhamos o mundo. Acrescentamos algum cinismo e muita pressa às nossas rotinas, deixamos de prestar atenção ao que realmente importa, só olhamos para o outro quando faz algo que nos incomoda, deixamos os elogios para amanhã.

Acredito que esta geração tem os dados viciados em muitas coisas, terá dificuldades que nós não sonhamos, outras que eventualmente terão sido criadas por nós, mas sinto também que é uma geração mais “humana”. Que vê o mundo com olhos de ver. Que tem tanta informação que não se cala sem obter uma resposta satisfatória.

Espero sinceramente que as novas gerações sejam capazes de acertar onde errámos, que tenha mais bondade que ambição, seja menos céptica e mais sonhadora, menos dependente e mais audaz. Levante mais os olhos do umbigo, viva mais em comunidade e olhe o outro não como competição mas como alguém a quem pode dar a mão para chegarem, ambos, mais longe.

Já dizia aquela frase “Se queres chegar rápido, vai sozinho. Se queres chegar longe, vai acompanhado”.

E, às vezes, tudo começa com um “bom dia”.

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A importância do Desporto na vida das crianças

No curso prático da maternidade, a escrita é um instrumento valioso na partilha de vivências que permitem às outras mães perceber que não estão sós no mundo exigente no qual entramos quando o embrião ainda está alojado no ventre.

O crescimento dos filhos processa-se de forma acelerada e a ilusão de que com o crescimento diminuirá a preocupação que temos para com eles, aos poucos se vai desvanecendo.

Seremos sempre colo e porto de abrigo no decorrer desta viagem chamada vida!

Num pensamento fugitivo de uma mãe que escreve, tudo é motivo para desenvolver textos sobre o que me vai na alma. Alguns chegam aos teclados … outros não!

Tenho realizado algumas leituras em torno do tema Desporto, essencialmente do papel dos pais e mães na prática desportiva dos filhos.

Muitos realçam a conduta dos progenitores nos jogos, e alguns dão enfoque à aceitação do desporto como algo de base na vida dos crianças/jovens.

Desconstruindo a ideia de base, muitas crianças/ jovens não praticam uma modalidade para corresponder aos ideais dos Pais. Estes miúdos estão nas suas actividades com empenho e por conseguirem satisfazer as suas necessidades de realização pessoal, permitindo gerir o escape de emoções menos positivas, inerentes ao acto de crescer.

O desporto é essencial para desenvolver inúmeras competências físicas, sociais e académicas.

O desporto deverá ser visto como algo de positivo e não como um rebuçado que se dá e tira de acordo com o comportamento ou desempenho escolar da criança ou jovem. Não é algo que  permaneça em segundo plano. Há que aceitar que para eles é uma prioridade, constituindo a base do seu crescimento.

Não é pelo facto de se tirar os treinos, os jogos, as competições que se vão alcançar bons resultados escolares ou de comportamento. É no jogo do dá e tira, que entram em campo mais conflitos …

Há que perceber que, para os desportistas não há dias de semana e fim de semana sem luta, sem treinos e sem jogos. Não há festas de aniversário ou momentos familiares mais importantes do que o compromisso que assumem consigo e com a equipa. Continuam a gostar da família, dos amigos, da escola, do lazer, no entanto, são seres únicos capazes de se entregarem para atingir os seus objectivos de forma saudável.

O Desporto não é passatempo, é entrega, é vida e emoção!

Viajar sozinha com miúdos e sobreviver para contar a história

Quando o meu marido me disse que ia estar ausente em Fevereiro, fiquei no meu modo habitual de sofrimento por antecipação e à beira de um ataque de nervos, (não que as ausências sejam uma novidade), mas porque esta ausência ia coincidir com o aniversário do meu marido, que perante o meu espernear lançou calmamente a bomba atómica:

– Já está tudo pensado, no dia do meu aniversário vens com os meninos ter comigo.

Juro que pensei que o meu marido me queria matar. Ele sabe que eu sofro dos nervos.

– Eu, que fico com as pernas a tremer só de trazer o carro para Lisboa, (suburbana forever), vou conduzir mais de 380 km sozinha com os miúdos? Nem pensar.

Eu explico. Eu adoro conduzir, não se enganem, poucas coisas me dão tanto prazer como pegar no carro e ir, conduzo bem, também não se enganem, mas tirei a carta há quatro anos depois de a minha filha nascer, nunca tinha feito uma viagem tão longa e já é difícil trazer os miúdos da escola para casa sem berrar vinte vezes quanto mais meter-me nesta viagem.

A verdade é que seria impensável não celebrarmos juntos os quarenta anos do meu marido e eu soube logo naquele momento que sim, que eu iria fazer aquela viagem com os miúdos. Por isso, depois do choque inicial, respirei fundo, fui ver o percurso, reservei a casa para o fim-de-semana e não pensei muito no assunto até ao próprio dia.

Viajar sozinha com miúdos

O dia chegou e a primeira aventura começou mal fechei a porta de casa. Eu, os miúdos, as malas e como é que raio vamos descer três andares sem elevador? Vocês sabem, sair à rua com os miúdos para ir ao parque já é o que é, agora imaginem a quantidade de roupa para três dias. E se o miúdo se suja dez vezes por dia como é habitual? E se estiver muito frio? Se calhar é melhor levar mais um casaco para cada um. A minha roupa, sapatos, fraldas, toalhitas, produtos de higiene, medicamentos, brinquedos, comida e água para a viagem. Seja o que Deus quiser e foi tudo arrastado pelas escadas abaixo.

Malas no porta-bagagens, miúdos nas cadeirinhas, o destino no GPS, as recomendações para se portarem bem e não me enervarem, e cá vamos nós. A gritaria começou ainda não estávamos na Ponte Vasco da Gama e durou toda a viagem. Toda. Ela queria o brinquedo que ele tinha, ele queria o brinquedo que estava no chão, ela não queria a música que estava a dar na rádio, ele queria que eu lhe desse a mão.

– A sério, filho, como é que eu te vou dar a mão?

Chegamos a Lisboa e o GPS dá cabo de tudo, manda-me para um sitio que não era aquele que eu estava a contar, dou umas voltas inesperadas com as pernas a tremer e a amaldiçoar a ideia de estar a fazer aquela viagem, mas quando dou por mim já estou onde quero, rodeada de trânsito selvagem, camiões e carrinhas por todo o lado, confiante que afinal vai correr tudo bem, enquanto ignoro a confusão que vai lá atrás.

Não fossem os gritos deles, as birras, as dores de barriga da minha filha, os pedidos para eu apanhar coisas do chão ou para meter o CD do Marco Paulo (a minha filha é fã) enquanto conduzo e a viagem tinha sido suave, sem percalços. Mas quando fizemos a primeira paragem em Santarém a minha cabeça estalava e ainda faltavam mais de três horas daquilo.

À primeira paragem, outra dificuldade: irmos os três à casa de banho. Eu e o pânico de todas as mães numa casa de banho:

– Não toquem em nada!

Enfim, eles tocam em tudo. É esperar que não metam as mãos na boca ou nos olhos antes de as lavarmos. Primeiro foi ela, depois mudei-lhe a fralda a ele e finalmente eu e os miúdos enfiados no cubículo da casa de banho e a indignação da minha filha, como se em casa não passassem a vida enfiados na casa de banho comigo:

Mas, agora temos que estar aqui a ver-te a fazer chichi?

Seguimos viagem. A minha filha finalmente adormeceu. O meu filho não dormiu um segundo. A viagem estava a correr bem, sem muito trânsito e eu penso em não fazer a segunda paragem, para aproveitar que ela estava a dormir e ele relativamente calmo, ou seja, sem gritar. Enquanto penso, o meu filho chama-me e vejo que tirou os braços do cinto. Raios partam o miúdo. Fiquei em pânico, a mais de 10 km da próxima estação de serviço e o miúdo sem cinto. Eu grito, digo-lhe para se encostar, para meter os braços dentro do cinto, eu grito cada vez mais, a irmã acorda e estamos as duas a gritar e ele a rir-se. Foram os 10 km mais longos de sempre. Quando parei em Estarreja, dei-lhe um raspanete, vulgo palmada, ele riu-se, apertei-lhe o cinto o mais que consegui, ele riu-se, respirei fundo e continuei a viagem.

Quando chegámos ao Porto senti-me a maior, caraças, eu tinha conseguido, estava quase. Para contrariar este meu sentimento maravilhoso, a minha filha começou a gritar com dores de barriga. O meu filho começou a enfiar os dedos na boca. Apesar de todos os meus pedidos, a viagem até à Póvoa de Varzim foi feita com esta banda sonora: a mais velha aos gritos e o mais novo a agoniar-se.

A minha vontade foi meter os quatro piscas, parar o carro, sair e dar uma palmada a cada um. Não o fiz. Ignorei o mais que consegui, o meu filho acabou por tirar os dedos na boca e a minha filha, bem, a minha filha, a duzentos metros de chegarmos ao destino, disse-me que não aguentava mais e vomitou o carro todo.

Cheguei ao pé do meu marido exausta, descabelada, com a cabeça a estalar, a paciência toda rebentada e com o carro vomitado, mas voltava a fazer esta viagem de doidos outra vez. Acho eu.

6 de Março – Dia Europeu da Terapia da fala

Acontece com alguma frequência receber pais de crianças que procuram Terapia da fala por identificarem sinais no seu filho/a de um desenvolvimento “atípico”, “diferente do dos meninos da sua escola”. Assim, é percetível que a Terapia da fala está a expressar a sua importância de dia para dia e que há preocupação na partilha de informação sobre a sua importância.

Sejam adultos ou crianças o Terapeuta da fala pode ajudar a melhorar a sua condição de vida. Se ainda existem dúvida sobre o seu papel ou em que áreas intervém é no dia de hoje “Dia Europeu da Terapia da fala” que desmistificamos o tema.

O Terapeuta da fala

Profissional responsável pela avaliação, diagnóstico, prevenção e tratamento das perturbações da comunicação humana, linguagem oral e escrita, compressão e expressão da linguagem. Engloba também outras formas de comunicação não-verbal, voz e deglutição. A Terapia da fala abrange indivíduos de todas as idades, desde os recém-nascidos aos idosos. Em bebé presta cuidados neonatais desenvolvendo competências comunicativas e de alimentação. Nas crianças promove competências de comunicação, linguísticas, vocais entre outras perturbações. Nos jovens ou crianças em idade escolar, tende a intervir em perturbações da leitura e da escrita. Na idade adulta interfere maioritariamente em perturbações de linguagem adquiridas ou deglutição.

No entanto, tem sempre como objetivo geral otimizar capacidades perdidas ou não adquiridas do indivíduo, melhorando, assim, a sua qualidade de vida (ASHA, 2007).

O papel do Terapeuta da fala na escola

Em contexto escolar o trabalho desenvolvido pelo Terapeuta da Fala centra-se na promoção da comunicação, intervenção em perturbações da linguagem oral, expressão escrita, perturbações da fala, perturbações da voz e Motricidade Orofacial.

Vejamos:

  • Perturbações da linguagem oral
    Atraso de desenvolvimento da linguagem, perturbação específica a linguagem, dificuldades de aprendizagem
  • Expressão Escrita
    Dislexia, disgrafia, disortografia
  • Perturbações da fala
    Articulação, gaguez, apraxia, disartria
  • Perturbações da voz
    Disfonia, afonia
  • Motricidade Orofacial
    Sucção, mastigação, respiração e a fala

Áreas de intervenção

 

Teoria das inteligências múltiplas. Todos diferentes, todos especiais. Inteligência Corporal-Cinestésica

Acabo todas as minhas aulas com a frase “Eu sou única(o). Eu sou especial!” Porquê? Porque as crianças precisam de repetir várias vezes esta frase, para nunca esquecerem o quão valiosas são, tal como são! Nascemos únicos e especiais, com todas as nossas virtudes e, também, com todos os nossos desafios. Somos perfeitos na nossa imperfeição.

Hoje em dia fala-se muito em rankings escolares, em testes de aptidão, em quoeficiente de inteligência, em ter bons resultados escolares para se ser alguém na vida, alimentando a competição e a comparação… Mas, no fundo, o que isso significa?

Seremos todos iguais, ao ponto de sermos medidos e analisados através de testes, exames e afins, que nada mais medem senão o nosso lado racional? Não haverá vida para além do intelecto? Faz sentido haver apenas um tipo de inteligência?

Se somos todos diferentes fará sentido aprendermos todos da mesma forma?

Estas mesmas inquietações levaram o psicólogo Howard Gardner, juntamente com uma equipe de investigadores da Universidade de Harvard, a analisar e a descrever melhor o que é a inteligência. Partindo do pressuposto que a vida humana requer o desenvolvimento de vários tipos de inteligências, Gardner desenvolveu a Teoria das Inteligências Múltiplas, onde identificou e definiu mais sete tipos de inteligência, para além da lógico-matemática, que é amplamente estudada e analisada nos testes de QI.

Pela primeira vez, ouvimos falar de Inteligências Corporal-Cinestésica, Linguística, Musical, Espacial, Interpessoal, Intrapessoal e Naturalista.

“Somos todos geniais. Mas, se julgarmos um peixe pela sua capacidade de subir uma árvore, ele vai passar toda a sua vida a acreditar que é estúpido.”  Albert Einstein

A Teoria das Inteligências Múltiplas reforça a ideia de que todas as pessoas nascem com o potencial dos oito tipos de inteligência. No entanto, o ambiente onde crescem (família, amigos, escola, cidade, país…) e as experiências que vivem estimulam mais um ou dois tipos de inteligência em detrimento dos outros. Por exemplo, na maioria das escolas, as inteligências linguística e lógico-matemática são mais valorizadas do que as restantes. Convém relembrar que os oito tipos têm a mesma importância e que não há uma inteligência mais valiosa. Todas são importantes e todas nos ajudam no dia-a-dia. Interessante será identificar o nosso tipo dominante de inteligência e procurar estratégias que nos ajudem a desenvolver.

A Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner:

inteligências múltiplas

Inteligência Corporal-Cinestésica

Numa altura em que se fala tanto em crianças hiperactivas e em excesso de energia, decidi explorar com mais detalhe a Inteligência Corporal-Cinestésica. 

Como se expressa no corpo, como ajudar crianças com este tipo de inteligência e como  potenciá-la naquelas que não a têm desenvolvida.

A Inteligência Corporal-Cinestésica localiza-se no hemisfério esquerdo do cérebro e define-se como a capacidade para realizar actividades ou resolver problemas utilizando todo o corpo, com grande precisão. É a habilidade para usar a coordenação grossa ou fina em desportos, artes cénicas ou plásticas, no controlo dos movimentos do corpo e na manipulação de objectos com destreza. A capacidade intuitiva da inteligência corporal é utilizada para expressar sentimentos através do corpo.

Crianças deste tipo de inteligência precisam movimentar-se, tocar e construir para aprenderem, pois processam o conhecimento através das sensações corporais. Conseguem comunicar muito bem através de gestos e da linguagem corporal.

Muitas crianças com este tipo de inteligência são sinalizadas como crianças com PHDA, pelas dificuldades em ficar sentadas durante muito tempo, sossegadas e atentas…

Como ajudar estas crianças?

Potenciando a aprendizagem através de jogos cooperativos, de actividades manuais e artesanais, educação física, de experiências e de materiais tácteis. Precisam de respostas corporais, da dança, do teatro, de visitas de estudo, etc. Estas crianças precisam de todas as actividades onde o corpo possa expressar-se sem tensões nem resistências.

Como estimular a inteligência corporal-cinestésica em crianças onde este tipo de inteligência não está tão desenvolvida?

Encorajando-as a praticar desportos que ampliem a sua consciência corporal; a participar em jogos mais físicos; a fazer atividades manuais como lego, plasticina, barro, etc.; a praticar natação, dança, teatro, yoga, meditação mindfulness, artes marciais

Desportistas, ginastas, bailarinos, atores, carpinteiros, artesãos, costureiros, maquinistas, cirurgiões, etc. Estes são exemplos de profissões que possuem este tipo de inteligência, porque todos precisam usar racionalmente as suas capacidades físicas.

“Podemos ignorar as diferenças e supor que todas as nossas mentes são iguais. Ou podemos aproveitar essas diferenças.”
– Howard Gardner –

Qual será a sua escolha, sabendo que todos somos diferentes e especiais?

A nossa filha já foi alvo deste comentário várias vezes. Geralmente vira a cara, encosta-se a mim e tente ignorar o interlocutor; são claros os seus sinais de desconforto. Para muitos, estes sinais são interpretados como um incentivo para continuar pois estão a ter na criança o efeito desejado.

Acredito que a maior parte das pessoas profere este género de comentários com a melhor das intenções, querem que a criança se livre da chucha e acreditam que ao repreenderem-na estão a ajudar os pais nesta árdua tarefa. Contudo, tal não funciona.

Irei dividir as minhas observações em duas partes: 1) Para os outros; 2) Para os pais.

1) Para os outros

Quantas vezes fumaram um cigarro e alguém vos disse que deviam “largar isso pois faz mal à saúde”?; quantas vezes vos disseram que se deviam afastar daquele/a amigo/a pois é uma má influência nas vossas vidas?; quantas vezes comerem fast food e alguém vos alertou que dessa forma iriam engordar? Em termos concretos, que resultados isso provocou em vocês? Atiraram o cigarro fora e nunca mais fumaram? Enviaram uma mensagem ao/à amigo/a dizendo que pretendiam terminar a amizade? Cuspiram o alimento que estavam a ingerir e desde então detestam-no? Provavelmente não. Nada mudou com os comentários que vos foram feitos ou eventualmente ainda se ligaram mais “ao fruto proibido” exactamente por isso.

Não existe mudança sem motivação e esta última tem de ser intrínseca, isto é, tem de partir do próprio, caso contrário a mudança será temporária. Comentários negativos, que muitas vezes enfatizam a incapacidade de auto-controlo da pessoa e mexem com a sua auto-estima (como quando dizemos a uma criança que é feia por determinado comportamento) podem conduzir à manutenção do comportamento por o outro se sentir incapaz de mudar.

“Devo então incentivar ou ignorar?”, perguntarão alguns. Nem uma, nem outra; podemos encaminhar para a mudança num registo positivo. Quando eu digo: “acredito que vais ser capaz, levarás o teu tempo mas acredito que irás conseguir”, sobretudo quando é dito em frente aos outros, estou a deixar uma semente potente de expectativa que o outro se sentirá tentado a concretizar; mostro que o aceito, que o compreendo, que não o irei pressionar e que confio nas suas capacidades (afago-lhe a auto-estima).

Criticar de forma negativa sem deixar uma linha orientadora ou é improfícuo ou pura maldade.

2) Para os pais

Sejamos sinceros, a maior parte dos comportamentos dos nossos filhos, sobretudo quando são pequenos, resultam de escolhas nossas, ainda que nos arrependamos delas ou que não as reconheçamos a 100%, estamos na origem.

A nossa filha não escolheu usar chucha, na verdade quando nasceu ela até a rejeitava. Acabei por insistir por sentir que isso a iria acalmar e servir de consolo. Hoje, com 2 anos e meio, não a quer largar, se eu permitisse passava o dia todo com ela na boca.

Temos conversado sobre o assunto, sem pressões. Não a comparo com o menino x ou y que não usa chucha pois ela também não me compara com a mãe x ou y Mostro-lhe que vários desenhos de que ela gosta não usam chucha (sem comparar), digo-lhe que não percebo o que ela diz com a chucha posta, explico que a chucha precisa de descansar e por vezes guardamo-la.

Em momentos de crítica em público eu JAMAIS me junto ao outro para a criticar/fazer troça dela. Geralmente coloco-me ao nível dela e respondo que um dia, quando lhe apetecer, irá largar a chucha e evidencio os esforços que já faz: “ela tem usado muito menos, noutro dia até a guardou no quarto durante a manhã toda, fiquei mesmo feliz! Em breve iremos conseguir passar menos tempo com a chucha na boca, vamos com calma”; se tiverem dito que ela é feia, ainda acrescento um “estás tão crescida e LINDA, filha!”.

Não acho que tenhamos sempre de defender os nossos filhos, eles erram tal como nós. Não obstante, acredito que os assuntos se resolvem entre nós e ainda que possa dar razão à pessoa que o repreende, não é saudável juntar-me a ela numa sessão de linchamento público.

Como referi, a nossa filha não queria usar chucha, foi um hábito criado também por mim. Assim, assumo essa responsabilidade, aceito que sou parte activa na sua resolução e defendo a nossa filha de qualquer julgamento exterior feito em tom negativo, mostrando que este não é um problema só dela, é nosso, e como tal iremos resolvê-lo JUNTAS, ao nosso ritmo.

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Chumbar de ano, falhar e errar!

Sinónimos do ponto de vista dos pais, habitualmente. E isto porque pais, filhos e escola é uma relação triangular que envolve receios e, por norma, muitas expectativas.

Como forma de reduzir os receios parentais, aumenta-se a necessidade de que os filhos tenham uma carreira académica de sucesso. Isto é, quando os filhos brindam os pais com boas notas constantes, além do orgulho sentido, os pais vivem uma preocupação a menos (já que educar vai suscitando sempre algumas). E isto, do ponto de vista dos filhos, traz por norma a carga das expectativas. Os filhos vão sendo muito elogiados pelos resultados, a família e amigos próximos reforçam os elogios e, sem que muitas vezes uns e outros se apercebam, já todos têm a expectativa da manutenção daquele estatuto e o próprio aluno vai percebendo que “este registo agrada… se vacilar e baixar as notas, agradarei ou não…”.

Afinal, que representação acarreta, emocionalmente, uma carreira académica brilhante, desde cedo?

Sucessos sucessivos e consequentes reforços positivos podem facilmente conduzir ao medo de falhar – o medo de errar. Os famosos “chumbos”!

No fundo, os filhos tendem a sentir sempre alguma expectativa sobre a sua prestação escolar. Uns esforçam-se por corresponder a essa expectativa e podem até vivê-la com ansiedade, bailando ao som da falha como possibilidade legítima (e evitando-a a todo o custo, mas sem desistir); outros a quem a possibilidade de não corresponder à expectativa os trava, logo na casa de partida, e nem tentam a sorte “ao jogo”.

Falhar e tentar de novo, faz parte do percurso de vida de todas as pessoas. As falhas têm a vantagem de nos ensinar novos caminhos, permitindo-nos renovar experiências e, com isso, crescer e criar autonomia emocional. Incutir aos filhos o trajeto das boas notas; o objetivo do quadro de honra é enviesar a realidade.

Na vida real, o caminho não é sempre sereno, as surpresas não são todas agradáveis, os objetivos não são todos cumpridos e os resultados das circunstâncias vividas nem sempre serão um fruto apetecido. Logo, permitir aos filhos espaço para falhar sem zangas, é criar a oportunidade de se confrontarem com essa frustração, originando um trabalho de gestão interna de tolerância ao erro, com consequente aprendizagem. É, acima de tudo, retirar-lhes o medo de errar!

Pode, depois, criar-se a dúvida sobre onde fica o limite de não exigir boas notas, mas ensinando que tem de haver empenho e algum esforço. E a resposta a essa dúvida é a atitude. A atitude de exigir responsabilidade, no entanto sem demonstrar reatividade emocional aos resultados académicos obtidos:

  1. As notas são a única e necessária recompensa que os filhos têm como fruto do esforço investido no estudo.

Os pais devem demonstrar que a felicidade/orgulho sentido, é consequência daquilo que o próprio filho sente. Exemplo perante uma boa nota: “Que bom que estás contente! Fico tão feliz quando estás assim. E sei que é muito bom vermos o nosso esforço glorificado. Estudaste, conseguiste!”.

Perante uma nota negativa: “Como é que te sentes com o teu resultado?” (esperar a reação) “O que achas que podes fazer (ou “podemos fazer”, de acordo com a idade ou nos casos em que os pais possam sentir assim) para mudar este resultado?”

Evitar demonstrar preocupação com os resultados negativos, para controlar o sentimento (dos filhos) de “eu não agrado”, que muitas vezes conduz a um outro sentimento destrutivo “eu não sou capaz”.

  1. O desinvestimento escolar dos filhos, que culminará no insucesso escolar, não é necessariamente uma decisão voluntária.

Os pais devem lembrar-se disto, como forma de evitar rótulos (nomear defeitos). A esta atitude, segue-se tensão na dinâmica familiar, sem quaisquer alterações desejadas no que é sentido como o foco do problema.

É necessário um auxílio especializado para auscultar as razões.

  1. Relembrar sempre que o inverso de alunos “quadro de honra” não são maus alunos e, acima de tudo, não são maus filhos, nem filhos problemáticos.

Podem, simplesmente, ser filhos que não focam nas matérias escolares toda a sua energia, podendo isso até ser uma mais valia. Um foco absoluto no estudo, retirará tempo e capacidade para desenvolver outras áreas tão ou mais importantes na nossa condição de humanos: como a área emocional, onde está implicada a necessidade e capacidade de comunicação e relação com o outro.

  1. Alunos não devem ser reforçados pelas suas notas positivas ou negativas

As boas notas são o único reforço positivo necessário ao investimento de tempo implicado no estudo.

As más notas, ou mesmo negativas, deverão ser motivo de reflexão entre pais e filhos, sem que implique reações emocionais desagradáveis. Isto evitará a criação de expectativas e, sobretudo valorizará a crença de que, além de os pais serem interessados, atentos e envolvidos nas vidas dos filhos, as notas não têm qualquer influência no amor incondicional pelo qual se pauta a relação pais-filhos.

Os filhos devem estudar porque esse é o seu trabalho e porque os ajudará a conseguir com maior facilidade assimilar a matéria que virá a seguir. E esta é a única exigência-base que os pais devem colocar na relação, em termos do percurso académico.

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Nunca fui uma pessoa que ambicionasse muito ser mãe. Não me via no papel de cuidadora, talvez por ter sido a filha mais nova e estar habituada a que tratassem de mim. Nunca gostei de brincar com bebés nem tão pouco aos pais e às mães. Gostava de aventuras, brincadeiras e ação. Obviamente que não tinha noção do que era ser mãe.

Hoje sou mãe de quatro. A aventura que tanto prezava em criança está claramente presente no meu dia-a-dia e não trocava um minuto da minha vida com com os meus filhos por nada deste mundo.

Tornamo-nos mães quando engravidamos. Não há nada que nos prepare melhor para a maternidade do que aqueles 9 meses de estágio onde percebemos que não só ficamos com uma barriga (muito) maior, mas que com ela cresceu também o nosso coração. Porque o coração de mãe é tão grande que cabe nele amor infindo.

Conforme o bebé vai crescendo na nossa barriga, uma mãe vai crescendo dentro de nós. Começamos a pensar por dois e alterar os nossos hábitos diários pondo sempre as necessidades e bem-estar do nosso filho em primeiro lugar!

Quando vemos o nosso filho a primeira vez e o põem junto ao nosso peito, descobrimos que é possível chorar por amor. Damos-lhe um beijo e sussurramos entre lágrimas que o vamos fazer feliz.

Ser mãe não se aprende na escola, nos cursos de preparação ou nos livros. Ser mãe aprende-se com os filhos, que nos orientam através das suas necessidades. Mas ser mãe não é só mudar fraldas, dar papas, e ajudar com os TPC até que sejam autónomos e saiam de casa.

É sorrir quando nada corre como previsto. É sentir o vazio quando os deixamos na escola nos primeiros dias. Ser mãe é nunca mais estar sozinha, nem nos nossos pensamentos. É querer proteger os filhos e querer que os filhos se tornem autónomos e custar-nos tanto que sejam.

Ser mãe é ter de ouvir conselhos (e até palpites!) mesmo sem nunca os pedir. É ter jogo de cintura para lidar com a opinião alheia.

Ser mãe é saber sempre como resolver as questões dos filhos dos outros e não saber o que fazer quando é com os nossos.

Ensina-nos a gerir o tempo, uma casa, uma família. Ensina-nos a lidar com birras e choros. Aprendemos a esconder legumes na comida, a montar legos e a tirar nódoas da roupa. Tornamo-nos mais altruístas para estar com os nossos filhos. Tornamo-nos capazes de enfrentar obstáculos pelos nossos filhos.

Ser mãe é voltar a jogar ao elástico, a brincar à apanhada, a inventar músicas patetas e dançar com os miúdos quando ninguém está a ver. É ter uma casa cheia de sorrisos e de brinquedos e pedir ora que os nossos filhos cresçam, ora que fiquem para sempre bebés.

Porque sabemos que a fase em que estamos é exigente, mas poderá ser a melhor da nossa vida.

 

Nota importante: O leite materno é a nutrição ideal para a seu bebé. Blédina é uma marca  que comercializa alimentos infantis, para alimentação complementar após os 4 meses de idade. Informe-se sempre com o seu Profissional de Saúde sobre a melhor forma de alimentar o seu bebé, em particular, sobre quando e como iniciar a alimentação complementar. 

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