8 brincadeiras sensoriais que despertam os sentidos da criança

Vivemos na era do consumismo em que muitos pais tentam aceder aos pedidos de compras de brinquedos por parte dos filhos, principalmente em dias comemorativos como o de ontem. E, quando não o podem fazer, poderão sentir alguma culpabilidade.

A notícia que temos para vos dar é boa: as crianças são felizes com tão pouco… Não é preciso aquela mota espetacular ou aquela boneca que faz tudo. Para brincar, por vezes, só é preciso aproveitar umas coisas velhas que andam lá por casa, pôr uma pitada de afecto, outra de tempo de qualidade e…magia!

As brincadeiras sensoriais que despertam os sentidos da criança e que a envolvem são óptimas:

  • Fazer massa de pão com o seu filho e deixar que ele se suje;
  • Colocar grão dentro de uma garrafa para fazer barulho;
  • Encher uma luva com farinha ou arroz e permitir que ele explore;
  • Fazer bolinhas de sabão;
  • Rasgar papel de jornal;
  • Colocar a criança sobre um cobertor e arrastá-la pela casa.
  • Deixar que a criança explore vários materiais com diversas texturas, tal como algodão, lã, plástico, esponjas.
  • Explorar a natureza, saltar nas poças, cheiras flores, mexer na terra e, novamente, sujar-se!

Todas estas são brincadeiras que podem ser feitas com os mais pequenos, desde que com vigilância, pois poderão ainda estar a conhecer o mundo com a boca, e com os mais CRESCIDOS.

O contacto com estas experiências sensoriais, desconhecidas por muitos dos pais, tem inúmeros benefícios:

  • Melhoram a capacidade de concentração, a coordenação motora fina (pequenos movimentos com as mãos) e grossa (movimentos amplos)
  • A coordenação do olho com a mão;
  • Despertam a curiosidade, a imaginação e consequentemente a criatividade.

Acresce ainda que, a estimulação de todos os sentidos, permite um melhor conhecimento do próprio corpo, das suas partes e dos seus limites, contribuindo para o autoconhecimento da criança e promovendo um melhor relacionamento com os outros.

Permite também, aumentar as conexões entre os neurónios, criando novas redes neuronais, que contribuem para a melhoria do desempenho cognitivo da criança e consequentemente para um desenvolvimento global saudável.

Criam, acima de tudo, novas experiências significativas e fortalecem a relação pais-filhos.

Para assinalar o Dia Mundial da Criança, aproveite o fim de semana e experimente fazer algumas destas brincadeiras com o seu filho e vai ver como Pequenos e CRESCIDOS vão desfrutar de um bom momento… com tão pouco!

Como diria Eduardo Sá, “a família é mais importante do que a escola e brincar é, pelo menos, tão importante como aprender”.

Mas afinal porque é que brincar é tão importante?

Os benefícios acontecem tanto a nível emocional como cognitivo e são tantos que podíamos ficar aqui até amanhã! Mas o objetivo, é que quando acabe de ler este artigo vá brincar com os seus filhos, sobrinhos ou vizinhos. Assim, vamos ser rápidos!

  • Benefício nº1: Desenvolve a criatividade e agilidade mental

É importante deixar as crianças explorarem e questionar-se sobre as coisas! É através dessas reflexões que elas vão perceber melhor o mundo e é também esta exploração que serve de inspiração para as suas fantasias.

  • Benefício nº2: Prepara para a vida em sociedade

Não é possível viver sem interações e por isso é importante que as crianças vão aprendendo como lidar com o próximo. Brincar é uma forma para aprender a confiar nos outros, a partilhar, a esperar e a trabalhar em equipa. Até mesmo a liderança e o pensamento estratégico podem ser desenvolvidos em simples brincadeiras como “O rei manda”.

  • Benefício nº3: Fortalece a relação com os pais, irmãos, amigos

Brincar é o tempo em que as crianças estão mais descontraídas e por isso estão mais propensas a estabelecer relações com quem brincam. Quem não se lembra das brincadeiras que tinha com a irmã mais velha ou os primos em casa dos avós? São estes momentos felizes que ficam facilmente na memória e que ajudam a fortalecer as relações.

  • Benefício nº4: Melhora a motricidade fina e capacidade motora

Brincar pode e deve ser didático e instrutivo, mas como em tudo na vida é preciso um equilíbrio. As crianças não podem só estar habituadas a jogar PlayStation e jogos educativos. É preciso correr, sair, pular, andar de bicicleta, pintar! Todas estas atividades melhoram os seus movimentos e tornam-nos mais “desenrascados”!

  • Benefício nº5: Aumenta a imunidade

É saudável as crianças saberem brincar sozinhas, mas a maioria das vezes a brincadeira é com outras crianças e muitas vezes não é no ambiente conhecido da própria casa. Ao ir para um jardim, para casa de um amigo ou para a escola e ao estar em contacto tanto com pessoas diferentes, mas também com ambientes diferentes, a imunidade acaba por ser reforçada.

E então, já se está a preparar para uma boa brincadeira?

Não são precisos grandes brinquedos nem muito tempo! É preferível ter meia hora de brincadeira por dia do que duas horas só ao fim de semana. E quanto aos brinquedos, às vezes nem são necessários, a verdade, é que qualquer coisa serve para brincar desde que exista interesse e criatividade!

  • Esteja presente!

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A brincar na creche a criança cresce

“O brincar escapa aos adultos que frequentemente o vêem como algo separado do aprender,  o que  é não só absurdo como abusivo e cruel.” – João dos Santos in “A Caminho de uma Utopia…Um Instituto da Criança”

Se, por um lado, o brincar é uma actividade humana e social que parece fazer parte da nossa existência, por outro, nem sempre as brincadeiras têm sido as mesmas, nem a infância vista da mesma forma.

Hoje o brincar é visto como uma actividade essencial ao desenvolvimento global infantil, estando associada a várias competências físicas e psicológicas, para além da promoção relacional com o outro, seja ele par ou adulto.

Vários autores afirmam que a brincadeira inicia-se pelo simples facto de proporcionar prazer à criança, mas esta é também uma actividade que permite a criança interagir com os outros e explorar o ambiente ao seu redor.

Muitas vezes as crianças têm dificuldade em expressar os seus sentimentos e não conseguem verbaliza-los. Através do faz de conta, ela organiza o seu pensamento, elaborando o seu mundo real através das vivências simbólicas e elaborando os conflitos internos e emoções, por vezes angustiantes. Os brinquedos e os materiais expressivos como a plasticina, barro, etc. servem assim, de mediadores emocionais. É através da projecção nas brincadeiras que as crianças conseguem estruturar o seu pensamento, expressar as suas emoções e, progressivamente, modificar os seus comportamentos.

O brinquedo é efectivamente um instrumento de extrema importância. Muitas vezes, coisas simples e a que não damos grande valor, podem ser úteis para a crianças utilizarem no seu faz de conta. Através da brincadeira ou do jogo, a criança assimila o mundo à sua maneira e aprende a socializar.

A brincar na creche a criança cresce

Na creche a criança expande a sua imaginação e as suas competências a brincar. É através do brinquedo e das brincadeiras que vai desenvolvendo a sua capacidade de comunicar e interagir no mundo e com os outros. Brincar, é por isso, fundamental para que a criança tenha um desenvolvimento cognitivo, social, afetivo e motor, mais saudável.

A creche assume assim um papel fundamental em todo o processo de crescimento e aprendizagem, em particular nas primeiras etapas do desenvolvimento infantil, pois a brincar na creche, a criança cresce!

“Então as aulas acabam as 16.30, correto?”

“Sim, mas depois ele segue para o ATL”

“Certo, e se marcássemos a sessão para as 18.00 então?”

“Não pode ser, ele a essa hora está a ir para a natação…”

“Então, a que horas poderia ser?”

“Não sei, mas provavelmente entre a aula, o balneário e o trânsito… Por volta das 19.30?”

“A essa hora o serviço já está a fechar e possivelmente fica muito tarde para depois o menino sair daqui as 20.30 e ainda ir jantar, brincar um pouco e dormir… Se calhar a outro dia da semana, o que acha?”

“É um pouco indiferente sabe, é que tem a natação as terças e quintas, depois tem o futebol às quartas e sextas, e tem dias em que depois ainda tem o piano e a explicação… Normalmente só estamos a jantar as 21… E é sempre uma correria, fica impossível a correr de um lado para o outro… Estar na cama às 22.00 é sempre um desafio…”

“Então quando é que ele brinca?”

Silêncio…

Esta conversa não é nenhuma conversa em particular, mas podia ser tanta conversa que tenho tido com diversos pais neste início do ano. Praticamente todos. Quase todos os pais que contactei no início deste ano letivo me disseram que o horário que preferiam seria o horário das 19.00 às 20.00, dado à indisponibilidade das crianças.

Então decidi fazer algumas contas: a maioria das crianças está na escola a ter aulas entre as 8.30 e as 16.00, sobrando depois o lanche que dura até as 16.30. Após este período costumam ir diretos para o centro de estudos ou para o ATL onde ficam, de novo a estudar, a fazer TPC ou outras tarefas académicas, até as 18.00. Após este período quase todos eles costumam ter atividades desportivas ou culturais que se prolongam até as 19.30. Se analisarmos bem estamos a pedir às nossas crianças que tenham um dia de trabalho entre as 8.30 e as 19.30. Isto significa 9 horas de trabalho intensivo, a crianças que frequentemente não têm mais do que 10 anos.

Pior, ainda pedimos isto às nossas crianças obrigando as mesmas a estar a maioria do tempo em silêncio, paradas e concentradas. E quando no final do dia a energia extravasa questionamos sobre o porquê.

A realidade é que algures no tempo nos esquecemos do que significa ser criança e da sua principal obrigação: brincar. Hoje tenho crianças em consulta que não sabem escolher uma brincadeira, que não sabem dizer qual o seu jogo preferido ou qual a parte da semana que gostaram mais.

Apesar de termos anos de investigação em educação e desenvolvimento infantil, continuamos a querer a toda a força que as nossas crianças sejam pequenos adultos que obedecem a horários laborais.

Compreendo e aceito perfeitamente a necessidade de praticar atividades extracurriculares. Aliás, enquanto terapeuta até aconselho diversas segundo o perfil das crianças e comprometo-me a falar deste tema com mais calma futuramente.

Mas temos de nos lembrar que estas atividades, junto com um ATL e uma escola não podem roubar o tempo de exploração de uma criança. Como já aqui disse, a criança aprende a explorar o ambiente, e esta estará altamente condicionada se  não lhe for permitido sair para o meio envolvente.

Outro problema prende-se com a formação da personalidade da criança. A criança precisa de não fazer nada. Este tempo é fundamental para que ela aprenda a tomar decisões sobre o que quer fazer. É preciso deixar as crianças aborrecerem-se para que estas mesmas crianças aprendam do que gostam de fazer e o que gostam de explorar, sem que isto lhes seja imposto por um horário rígido e sem tempo para ela própria.

Ainda, é impossível pedirmos a crianças que aprendam quando o cérebro delas está constantemente em esforço. A nós adultos acontece o mesmo. Quando temos um dia inteiro de frente para um ecrã torna-se altamente difícil estar concentrado e ser produtivo e nós já temos mecanismos que nos permitem lidar com esse tipo de frustração. Mas se para nós é difícil, imaginem para uma criança que ainda está a aprender a regular-se.

Sei que as obrigações do quotidiano e dos nossos horários condicionam os das crianças. Mas vamos permitir que as crianças tenham o direito a ser crianças, ou teremos uma geração de adultos que não vai compreender o quão bom é brincar.


Veja o vídeo: Melhores recreios, melhor rendimento escolar!

Geocaching: uma caça ao tesouro ao ar livre!

Em plena febre de Pokémon Go, apetece-me relembrar que há uma alternativa com já alguma idade, mas nem por isso menos divertida: o Geocaching!

O Geocaching é uma caça ao tesouro realizada ao ar livre e “no mundo real”: tendo também por base a utilização de um receptor GPS (há diversas aplicações para smartphones), o objectivo é encontrar pequenos recipientes (geocaches) colocados um pouco por todo o planeta, partilhando depois a experiência na internet (www.geocaching.com). Na sua forma mais simples, a geocache contém apenas um bloco de notas para o registo da visita, mas também pode conter itens de troca.

A actividade tem já muitos milhares de seguidores espalhados por todo o mundo e é perfeita para todo o tipo de adeptos: aventureiros ou avessos ao risco, solitários ou em família, todos poderão encontrar geocaches com grau de dificuldade a si adaptado.

E a minha sugestão é exactamente fazer passeios em família tendo por base a caça ao tesouro com o Geocaching:

  • Envolva as crianças na preparação. O seu entusiasmo e expectativas serão contagiantes!
  • Seleccione no site oficial as geocaches que pretendem encontrar, com terreno e dificuldade adequados a todos os elementos da família, e carregue as respectivas coordenadas no GPS.
  • Prepare água e comida para um piquenique.
  • Partam à aventura, tendo sempre presente que as geocaches estão escondidas em sítios visíveis e, embora possam estar camufladas, nunca estão enterradas.
  • Quando encontrarem uma geocache, assinem o livro de registos e deixem-na como a encontraram.
  • Partilhem a vossa história e fotos com a comunidade.

Um último conselho: tenham o meio ambiente em consideração e pratiquem o Cache In Trash Out, um esforço mundial de limpeza em que os praticantes de Geocaching vão recolhendo lixo que encontram em locais onde este não deveria existir.

Boas Brincadeiras!

Como tornar o mês de Junho mágico

Aproveite o bom tempo e saia de casa! É o último mês de aulas e todos, desde os mais pequenos aos maiores, estão a precisar de férias e de descanso.

Aqui ficam algumas dicas para aproveitar o bom tempo de uma forma mágica:

1 – Façam de turistas na vossa própria cidade e passeiem por locais não habituais. Quando estiverem cansados, sentem-se numa esplanada em que nunca tenham estado e aproveitem o sol. Não tenham pressa e conversem sem a correria habitual.

2 – Se planeiam comprar uma nova mochila no início do ano, vão buscar canetas e tintas e divirtam-se a pintar a mochila antiga. E talvez descubram que o resultado final justifica o abandono da ideia de ter uma nova!

3 – Comecem a fazer a vossa árvore genealógica com os miúdos. Eles adorarão descobrir coisas dos seus familiares e você também. Comece por entrevistar os membros mais velhos da família. É um óptimo pretexto para os mais pequenos passarem tempo com os avós e tios.

4 – Criem um barco a partir de uma barra de sabonete. É bastante fácil fazê-lo com uma colher. Usem um palito de churrasco e um pedaço de papel para fazer o mastro e a vela e vão brincar para dentro da banheira ou da piscina. Convém avisar as crianças para não limparem os olhos com as mãos após mexer no barco.

5 – Com um cortador de formas (daquelas que se encontram nas lojas de crafts) corte formas de folhas variadas que apanhem num passeio pelo campo. Façam uma grinalda para enfeitar a porta de casa ou o quarto dos miúdos.

6 – Usem roupas de cerimónia o dia todo. Torne esse dia especial e vá ao armário buscar as roupas que só usamos em ocasiões festivas.

7 – Comece um livro com as receitas que ensina às suas crianças. Cozinhem em conjunto e, de cada vez que o fizerem, escrevam a receita de modo a aumentar a vossa colecção. E podem sempre inventar coisas novas em conjunto, não se esquecendo de apontar a respectiva receita.

8 – Escreva uma carta para a sua criança. Descreva como ela é, do que ela gosta e porque gosta tanto dela. Guarde a carta num sítio escondido para que ela a possa encontrar no futuro. Não se esqueça de lhe dizer essas coisas também!

9 – Seja tolinho durante um dia inteiro de propósito! Abra os olhos de espanto e diga “oh esqueci-me de dar um “beijufa” sonora ao meu pequeno!”, agarre-o e dê-lhe um valente beijo! Deite a língua de fora e rosne ao seu filho adolescente. Comece a andar de uma forma tola. Divirta-se!

10 – Faça um Tie-Dye numa t-shirt ou outra peça de roupa das crianças utilizando guardanapos de papel e uma pistola de água. Primeiro molhe a peça de roupa. Rasgue os guardanapos e coloque-os em cima da roupa. Faça uma mistura de vinagre branco e água, encha a pistola e dispare para os guardanapos. Deixe secar. Alguns guardanapos e algumas cores funcionam melhor do que outras. Papel crepe também funciona bem.

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Divirtam-se, brinquem e aproveitem o bom tempo!

Boas Brincadeiras!

Hoje em dia há, cada vez mais, pais, educadores e profissionais a defender a importância do Brincar para a criança. A criança precisa de tempo para brincar. Brincar ajudará a criança a desenvolver várias aptidões e competências que se tornarão de extrema importância para um futuro equilibrado, tranquilo e feliz.

Este é um tema que queremos privilegiar neste inicio do ano letivo, para que os pais se lembrem que uma criança que brinca no seu tempo livre, poderá obter os mesmos resultados e apresentar o mesmo desempenho a nível escolar que uma criança que passa o tempo a realizar fichas de atividades.

Hoje destacamos os 7 direitos da criança a brincar, por Eduardo Sá:

« 1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.

2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.

3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fabula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!brincar

4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.

5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.

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6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.

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7. As crianças têm direito a brincar para sempre
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar. » 
Eduardo Sá, para revista Pais & Filhos, publicado a 01.06.2012

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Brincar Devia Ser Obrigatório

“Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular?”

Chega o primeiro dia de aulas: choros, excitação, nervosismo, encontrar os amiguinhos, conhecer os novos, nova escola, rotinas novas. Nervos em franja, tanto para os mais pequenos como para os pais.

Depressa o tempo passa e após uma semana lá nos encontramos nas rotinas do costume. O stress de manhã, os apelos a que se despachem, não esquecer os lanches, não deixar as mochilas em casa. O trabalho para os pais, a escola para os miúdos e depois o regresso. Mas esta última viagem raramente é só da escola para casa: há que levá-los ao karaté, à natação, ao futebol, à ginástica, ao ballet, ao inglês, à música,… E depois ainda passar no supermercado para alguma coisa que nos falta das compras do fim-de-semana.

Chegados a casa, as tarefas do costume.

Fazer o jantar para os graúdos e os trabalhos de casa para os pequenos – “despacha-te a fazê-los, se queres ir brincar!”. Tomar banho, jantar, lavar dentes, vestir pijama, história e toca a dormir, que já se faz tarde. E tudo pronto para se repetir no dia seguinte. E logo, logo chega o Natal e outro ano começa, em que de entre as promessas para o novo ano se encontra o tentar passar mais e melhor tempo com as crianças.

E se tentássemos fazê-lo agora?

Será que não poderíamos pensar o tempo de brincadeira em família como uma actividade extra curricular?

Brincar devia ser obrigatório, não concordam?

Na quarta-feira (ou na segunda, ou na quinta, ou em outro dia qualquer) das 18h30 às 19h30 em vez de ir para o inglês, vai para casa brincar com os pais ou amigos. É gratuito e contribui para o bem-estar de todos. E “TPC’s” só depois da actividade, porque durante o tempo da natação também não se fazem trabalhos de casa.

Porque as actividades físicas e artísticas são importantes, mas o tempo de ser verdadeiramente uma criança em família também o é!

Fica o desafio!

Boas Brincadeiras!

Este é um guia prático para pais, avós, tios ou amigos, que querem ajudar os seus pequeninos a crescer, a aprender e a desenvolverem-se enquanto brincam.

Brincadeira: O Reflexo no Espelho
Idade: 0 aos 12 meses
Como brincar?

  1. Coloque o bebé em frente a um espelho e deixe que se observe. Nesta etapa do desenvolvimento, o bebé ainda não se reconhecerá a si próprio no espelho, mas ficará fascinado com o que vê.
  2. Mostre-se também a si e enquanto conversa com o bebé, faça diferentes expressões faciais e alterações no tom de voz e na velocidade do discurso.
  3. Coloque no espelho, uma pequena bola. Role a bola pelo espelho, bata a bola e gire a bola.

Competências em destaque:

  • Consciência espacial
  • Desenvolvimento da linguagem
  • Auto-conceito
  • Discriminação visual
  • Desenvolvimento da socialização
  • Desenvolvimento da atenção

 

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Brincadeira: Copos Mágicos
Idade: 12 aos 24 meses
Como brincar?

Esta brincadeira é uma versão simples de um jogo clássico – o cu-cu.
Mostre ao bebé que está a esconder um pequeno objeto (por exemplo uma bola ou um patinho de borracha), debaixo de um copo. Depois, coloque ao lado outro copo (que nada esconde).

Onde está o objeto?

Calmamente movimente os copos e pergunte-lhe onde está o objeto.
Inicialmente a criança poderá sentir alguma dificuldades, mas experimente mover os copos muito devagar e eventualmente conseguirá acertar!

Competências em destaque:

  • Memória visual
  • Concentração
  • Permanência do objeto
  • Resolução de problemas

 

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Brincadeira: Detetive das formas
Idade: 24 aos 36 meses
Como brincar?

Faça um jogo que ajude a criança a reconhecer as formas enquanto estão em casa. Poderá começar com as imagens de um livro, pedindo à criança que encontre algo parecido com um círculo.
Aumente o desafio, para o detetive, pedindo-lhe que descubra quadrados, círculos, triângulos e outras formas, nos objetos de casa.
Poderão depois dar uma espreitadela pela janela…Que formas esconde a rua?

Competências em destaque:

  • Linguagem
  • Concentração
  • Memória
  • Discriminação

 

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Brincadeira: Sentimentos
Idade: 3 aos 5 anos
Como brincar?

Faça cartões com imagens felizes, tristes e zangadas. Dê ao seu filho lápis, marcadores ou tintas e peça-lhe para desenhar uma imagem feliz, não necessita de ser nada em particular, apenas uma que signifique felicidade para ele. De seguida, peça-lhe para desenhar uma imagem triste e zangada. Enquanto ele desenha, converse com ele sobre o que ele fez para se sentir melhor naquela situação e o que ele fez para se sentir feliz.

Estas são ferramentas de coping (como lidar ou reagir em cada situação) que o ajudará a desenvolver a competência de auto-controlo quando ele crescer.

Competências em destaque:

  • Capacidade para estabelecer relações
  • Inteligência Emocional
  • Socialização

 

Boas brincadeiras!

Por Isabel Cunha, para Up To  Kids®
Todos os direitos reservados

 

Os blocos de construção são uma forma lúdica e divertida de desenvolver diversas capacidades das nossas crianças. De facto, inúmeros estudos têm demonstrado que a sua utilização nas brincadeiras dos mais novos (e não só) contribui para o desenvolvimento de várias competências cognitivas e sociais. E podem ser muito divertidos!

Eis algumas vantagens de brincar com blocos de construção:

Estimulam a imaginação
Este tipo de brinquedo é frequentemente usado para a construção de cenários nas brincadeiras de faz-de-conta, estimulando a imaginação, aumentando a capacidade de resolver problemas e ajudando ao processamento de emoções.

Promovem a percepção espacial
Ao brincar com blocos, as crianças testam relações espaciais entre objectos, desenvolvendo a consciência do espaço disponível. Além disso, também as capacidades de planeamento são colocadas à prova.

Desenvolvem competências matemáticas
Para além das subtis operações matemáticas presentes durante uma actividade lúdica livre com blocos de construção, existem inúmeros exercícios que podem ser realizados durante uma brincadeira estruturada.

Aumentam a capacidade de resolver problemas
Uma vez que os blocos de construção podem ser colocados de diversas formas, ao brincar com eles a criança está a exercitar a sua capacidade de desenvolver problemas divergentes, ou seja, que podem ter várias soluções diferentes.

Estimulam o trabalho em equipa
Quando utilizados por um grupo de crianças, os blocos de construção podem ser uma forma muito divertida de incentivar ao trabalho de equipa, desenvolvendo capacidades sociais e de interacção.

Acima de tudo, os blocos de construção podem proporcionar horas de diversão. E não são só para crianças: experimente juntar-se à brincadeira!

Boas brincadeiras!

Por Vilma van Harten, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados