A Felicidade secundária ou pequenos prazeres da vida

As emoções positivas que procuramos nas nossas vidas, são, algumas vezes, consideradas como “felicidade de segunda”.

A maioria das vezes são os grandes marcos (casamento, nascimento dos filhos, ganhar um prémio monetário grande,…) que referimos como “os momentos” da vida.

E pela negativa, é semelhante. Dizemos que os piores momentos são os funerais, os divórcios…

Há algo perigoso nesta consideração.

Os chamados “pequenos prazeres” têm uma grande importância!

Claro que não estou a falar dos (maus) atalhos…drogas duras, sexo à balda ou comida em exagero. No entanto, aquela refeição de sushi que nos custou a conseguir (porque trabalhámos para ter verba para a pagar), o escorrega com os sobrinhos ou filhos…o treino onde superámos a nossa marca pessoal, baseado no trabalho dos treinos passados…o encontro com o amigo ou com a amiga…as conversas louquinhas à “Gato Malhado e Sinhá” em que cada um se aplica. E se dá. Com alma.

O importante é que estes prazeres depois não tragam “mal ao mundo”, como se costuma dizer.

Sabemos distinguir.

Não estamos a fazer apologia ao hedonismo, pelo hedonismo. Estamos a elogiar o prazer que vem quando, com esforço, com empenho, fazemos algumas tarefas simples. Até podem ser sem planificação. Sem premeditação. Mas há esforço. Um esforço positivo, claro. Não é estar apenas de corpo presente. É levar a alma que referi acima.

Estas emoções positivas têm lugar na vida. Óh se têm. Olhemos para elas como uma força motriz.

Como algo que nos diferencia. Como algo que melhora o mundo.

Caminhemos então no parque (em ocasiões especiais, às vezes temos mesmo pressa) olhando para a verdade das cores.

Vivamos o afeto de um abraço (que deverá ser sempre especial) como uma experiência capaz de dizer: vale a pena viver!

Passeemos no jardim, testemunhando a nossa própria presença. Como se fôssemos o nosso próprio sol.

Usufruamos de um amigo, de um sol, de uma lua, de um segredo, de uma pequena paixão,… As pequenas experiências, serão somadas na conta da nossa felicidade. E são elas que vão levar o nosso legado a bom porto.

Oremos. A sério. Como uma roda que nos eleva. Sem frases feitas ou lugares comuns. Com fé.

Só podemos trabalhar felicidade a longo prazo, a tal realização, a passagem de testemunho, a obra e a capacidade de ajudar, se olharmos para a delicada importância das emoções positivas do dia-a-dia.

Agora, começa a chuva. Há quem use guarda-chuva. Capa.

Há investigação científica que mostra que as emoções positivas também têm efeito protetor. Com consciência, joguemos-nos então neste mar misterioso de bons e saudáveis pequenos prazeres.

Isso faz de nós (mais e melhores) humanos.

 

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6 Alimentos para hidratar o corpo e combater os dias de calor

Hidratar de forma adequada é imprescindível para mantermos o corpo e a mente sãos!

Os picos de calor conduzem frequentemente a situações de desidratação, que por vezes se confundem com cansaço ou irritabilidade.

Eis alguns alguns alimentos top que devem ser consumidos regularmente de forma a evitar o desconforto na época mais quente do ano:

1. Água

Nada mais simples para hidratar de forma equilibrada. Ter atenção à natureza, qualidade da água, características próprias no funcionamento do sistema renal, historial clínico.
O mais sensato será variar no tipo de água, escolher águas de boa mineralização, alterando com águas de nascente de menor mineralização, dessa forma não sobrecarregamos os rins nem criamos descompensações.

2. Sumos naturais (água de coco, gengibre, lima)

De sabor agradável e de elevado conteúdo em eletrólitos, são óptimos re-hidratantes. Importante não adicionar açúcar.

3. Infusões

(hibisco, rooibos, cavalinha, urtigas, hortelã,…)

Podem ser ingeridas como refresco ou como alternativa é possível fazer agradáveis e refrescantes gelados.

4. Melancia, meloa, melão, uvas, maçãs, pêras, pêssegos (aproveite a maior variedade de fruta desta época).

Óptima opção para um lanche prático fora de casa ou para uma agradável passeio, basta preparar a fruta numa caixa e  podemos assim desfrutar de um snack saboroso e nutritivo e hidratar o nosso corpo em simultâneo.

5. Alface, germinados, courgette, pepino, saladas.

Para uma refeição ligeira, são óptimos ingredientes, para além de hidratarem de forma eficaz.

6. Sopa de gaspacho

Pode compor uma refeição leve e surpreendentemente refrescante e que desperta os sentidos pela riqueza dos ingredientes (tomate, pimentos, ervas, especiarias).​

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Estarei a meio?

Estarei a meio da vida? Não estou a par das mais atuais indicações sobre a esperança média de vida. Acredito que rondará os 90 anos…

A minha idade vezes dois, aproxima-se deste número!

E agora? Que reflexão poderei fazer?

Por vezes, sinto-me menos tolerante para conversas vazias. Para dias sem gelo na bebida ou sem gindungo no prato.

Estarei a “ficar velho” no mau sentido, ou estarei mais exigente?

Será que já começo a apreciar melhor a vida, como vaticinaram outras pessoas com quem falei sobre envelhecimento?

Gostava de ir à praia mais vezes. No inverno, principalmente.

Não sei onde guardei as cartas de amor, mas vou socorrer-me delas para trazer o jovem sonhador que fui.

Ser sonhador está fora da moda? É piroso?

Piroso é querer estar na moda.

Os miúdos estão crescidos. Preciso estar mais com eles. Pensamos que crescem e pronto, mas não. Não há pronto. Há paciência para exercitar. E persistência.

Posso estar a meio, só que, sinceramente, não sinto.

Mas sinto que, demasiadas vezes, quem diz “sinceramente” está a mentir.

Preciso abrir um buraco mais fundo no meu coração para descobrir os diamantes que serão as minhas forças e virtudes. Assim, poderei alinhar a vida que falta. Alinhar nesta direção. Na direção das situações onde me sinto pleno.

Assim, estar a meio não vai assustar.

Não me assusta.

Sinceramente.

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“Tenho tanto para aprender e o tempo passa ora muito rápido, ora lento e penoso.
Por vezes gostaria de encontrar um atalho para saber mais sobre a vida, e admito, sem egoísmo, continuo a perseguir um significado para minha própria existência e isso tem um custo elevado, às vezes me sinto já sem crédito, usando uma forma onerosa de cheque especial, já sacando a descoberto.
Essa busca não é resultado de uma crise qualquer, é bem mais antiga, remonta à minha consciência, quando comecei a perceber que havia algo além do meu quintal.
Admiro as pessoas que conseguem viver e se preocupar apenas com o dia presente, que por si só, nesse tempo onde tudo é tão rápido e complexo, já é muito.” – Paulo Afonso de Barros

 

 

Ultimamente tenho notado que já tenho mãos de “senhora”.

Vejo-as expostas, a provocar-me, paradas no computador enquanto escrevo ou no volante enquanto conduzo, velhas e cheias de rugas.

Fico a pensar: “Quando é que isto aconteceu? Foi uma coisa gradual ou de um dia para o outro? Como é que eu não reparei até agora?” Olho para as minhas mãos e tento perceber.

Não as adoro. Não parecem minhas. Mas não as odeio.

Penso no que estas mãos já fizeram.
Estas são as mãos que abraçaram inúmeras chávenas de chá e café à procura de calor e conforto para a alma.
Estas são as mãos que limparam tudo o que se possa imaginar, de rabos a lágrimas, e limparam este raio desta casa de cima a baixo milhares de vezes para passados poucos minutos estar tudo de pantanas, outra vez.
São as mãos que seguraram vários copos de vinho à procura de paz, conforto, e especialmente de um momento de descanso.
São as mãos que lutaram desesperadamente por coisas que eu sabia já ter perdido: antigas paixões, a minha infância, a minha mãe. São as mãos que por vezes acenaram tarde demais e que gesticulavam no ar enquanto eu tentava encontrar as palavras que não me saiam.

São as minhas mãos, e estão a ficar mais velhas. Como eu.

E é só isto. Este é que é o verdadeiro elefante  no meio da sala, mas que só reparamos nele quando perdemos alguém que acreditávamos que estaria sempre connosco.
Estamos a ficar mais velhas. Eu e as minhas mãos. Com mais rugas e com veias salientes mas mais experientes e mais seguras, espero eu.
É assustador, a velocidade que a vida corre. Agora, parece-me que se fecharmos os olhos por um segundo que seja, corremos o risco de abri-los vinte anos depois.
Eu tenho dado o meu melhor para aproveitar cada momento da minha vida. Dos meus filhos, dos meus pais, do que me rodeia. E por isso é que fiquei tão surpreendida quando olhei para as minhas mãos.

Porque o que eu vi foram as mãos da minha mãe…

Por  Liz Petrone em Scary Mommy, traduzido e adaptado por Up To Kids®

Não é por teres filhos que ele não vai aparecer. Vai de certeza. Ele chega quase sempre quando não estás à espera.

Às tantas, logo depois de teres deixado, à pressa, os miúdos na escola.

Que bom! Hoje ficaram bem. As segundas-feiras costumam ser difíceis! Ficaram bem!

Ou terás sido tu a “deixá-los” bem? Sem culpa. Sem insegurança. Sem hesitações. Vais estar com este pensamento entre a escola deles e o carro, quando ele chegar. O corre-corre, pareceu mais suado. A roupa, parece mais quente. Ele chegou. Culpas o cortisol, mas foi ele que chegou. Ou dir-se-à “a” cortisol? Bem, prometes a ti mesma que vais pesquisar. Há que estar informado sobre estas questões do stress.

A tua prioridade agora é dar-lhe atenção. Sorrateiro, acabou de chegar.

Ele também pode aparecer disfarçado de uma rapariga que passa por ti, aparentando boa forma, já com um tom de pele bronzeado, já com roupas a condizer.

Comparas-te com ela e fazes mal.

Algures em Março, aparece aquele dia quente que te lembra que deves ir para o ginásio. Que é como quem diz, aquele dia em Março que te lembra que tens que comer melhor.

Que é como quem diz, que tens que cuidar melhor de ti.

E assim, chegamos aqui:

Guia em 7 passos para enfrentar bem o dia algures em Março onde te lembras que tens que ir para o ginásio/cuidar de ti

1- Descobre qual é o exercício físico que melhor se adapta à tua vida;

2- Podes não ser “pessoa de ginásios”;

3- Pensa numa alternativa;

4- Treina, insiste, experimenta;

5- Faz uma lista de pessoas que podes desafiar para se juntarem a ti;

6- Descobre exercícios simples que até podes fazer em casa, poupando tempo e dinheiro;

7- Revê a lista, repete os passos.

A tua “onda” até pode ser uma prática de meditação, por exemplo, em vez de exercício físico. Ou podes mesmo estar a precisar de um psicólogo. Escuta-te. Não sejas surpreendida pelo dia. Que vai chegar. Sorrateiro. Soalheiro. Ou disfarçado daquela jovem que já não és. Não te compares.

Mas não é por isso que ele não chega na mesma.

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Dicas de organização pessoal

Quando falo de organização pessoal, não falo só de organização da casa, mas sim da organização como um todo. Não somos organizados só porque temos os armários ordenados e bonitos (também é importante)! Não basta, ser-se organizado engloba também o nosso comportamento no dia-a-dia e como lidamos com as múltiplas situações, que surgem ao longo da nossa vida.

Sermos organizados em vários aspetos da nossa vida é um ponto a nosso favor, mas isso exige disciplina e uma mudança de mentalidade. Conseguirmos assumir o controlo da vida, dá-nos um equilíbrio e garante que o nosso tempo é aproveitado de uma forma eficaz.

A falta de organização no nosso dia-a-dia reflete-se no nosso trabalho, em nossa casa, na relação com as outras pessoas e obviamente na nossa vida em geral.

Organização na minha opinião não é inata. Uma pessoa que não nasceu organizado, não vai ser necessariamente desorganizado para o resto da sua vida. Essa pessoa tem é que aprender a ser organizado, criando os seus próprios métodos e rotinas que propiciem o sucesso.

Veja abaixo algumas dicas para que consiga de uma forma mais fácil, melhorar a sua organização pessoal.

Planeie a sua semana

Uma vez por semana, de preferência ao fim-de-semana para que tenha mais tempo para o fazer, destine um dia para planear a semana seguinte. Reveja compromissos, faça o menu semanal, as rotinas diárias dos seus filhos, o que necessita comprar, idas ao médico, etc., para que nada fique esquecido.

Tenha uma agenda/caderno

Anotar tudo o que temos a fazer durante a semana, garante que nada fica por fazer. As agendas /cadernos, principalmente para quem tem má memória, são fundamentais para confirmar o que tem a fazer diariamente. São uma boa ajuda à nossa memória.

Destralhe

Destralhar é banir da sua vida tudo aquilo de que não gosta, não usa ou que já não tem qualquer utilidade. destralhar é a 1ª fase da organização e uma sem a outra não resulta. A acumulação de coisas na nossa vida, tanto físicas como emocionais são nefastas e prejudicam o bem-estar do dia-a-dia. Destralhar é um processo contínuo, porque tralha está constantemente a aparecer na nossa casa e na nossa vida.

Defina prioridades

Para definir as prioridades, primeiro tem que ter em mente o que é necessário fazer, e depois com a cabeça fria, tomar decisões de forma organizada para que consiga determinar o que é urgente e importante fazer. Um conselho, execute as tarefas mais urgentes numa altura em que se sinta mais ativo e produtivo.

Tenha rotinas

Fazer sempre as mesmas coisas parece ser uma coisa chata, mas não é. Rotinas dão-nos previsibilidade, fazem com que façamos certas tarefas em “piloto automático” e facilitam desta forma a nossa vida.

Mantenha a casa limpa e arrumada

Para ter a casa sempre limpa e arrumada é essencial fazer guias / listas de tarefas domésticas. Estes guias para além de serem uma excelente ajuda para nos lembrarem o que temos que fazer, também garantem de que nada fica por fazer. Estas também nos ajudam a gerir melhor o tempo que temos disponível, para as tarefas domésticas.

Não procrastine

Há um proverbio muito certo que se aplica à procrastinação, e que diz tudo, “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”. Adiar pode ser um alívio temporário, mas rapidamente verificamos que a acumulação de tarefas só nos traz stress e infelicidade.

Durma bem

O sono além de ser um rejuvenescedor da beleza é também indispensável para o nosso bem-estar físico e mental. Dormir bem, contribui para restabelecer as energias tão necessárias para a vida agitada que temos hoje em dia.

Organize as finanças

Ter as finanças saudáveis e organizadas permite-nos gerir as nossas despesas de uma forma mais fiável e sem grandes sobressaltos. Pagar as nossas dívidas e fazer o controlo financeiro é a regra número um.  Não queremos ser apanhados de surpresa com o descalabro financeiro.

Estas são algumas dicas muito importantes de organização pessoal. Uma vez implementadas, ajudam-nos a ter uma vida mais tranquila e saudável!

Espero que tenha gostado!

Todos precisamos de avançar. É a vida que é curta, o mundo em mudança abrupta, as exigências das relações interpessoais cada vez maiores, e, como um rio, nós devemos avançar.
A natureza do ser humano é forte. O poder dessa natureza é incrível. Avançar faz parte de nós.
Na empresa, os trabalhadores têm que avançar. Em casa, os Pais precisam continuar a ser pessoas e precisam avançar. Nos casais, a relação deve avançar. As crianças devem ver o raciocínio e competências avançar.
Faz sentido? Espero que sim.
Exercer a parentalidade exige avanço. Ser mulher, homem, amiga, colega, ser cidadão ativo, necessita de capacidade para avançar.
Parar não é nada. Parar é…isso mesmo que está a pensar…
Apresento Trinta e três obstáculos ao seu desenvolvimento pessoal. Pode ser que reconheça alguns, e que isso o ajude a avançar!
Preparado? Diga trinta e três…

1 – Tira um dia de folga só porque sim. Não preparou nada. Todos tiram. Fica em casa e…nada.

2 – Irrita-se com um colega de trabalho porque ele “deu graxa” ao chefe. Fala disto a um Amigo. O Amigo afinal é apenas um amigo e concorda com tudo o que você disse. Não levou a nada.
3 – Ralha com as crianças que o rodeiam. Ralha outra vez. E outra. E nada. Não serviu de nada…
4 – Entedia-se com aquele jogo que tem no telefone. Continua a jogar.
Já sabe: esse jogo não o leva a lado nenhum!
5 – Diz que “segunda é que é”. E segunda…fica parado…
6 – Encontra um amigo numa rede social. Diz que têm que ir jantar. Mas passado um tempo, desativa as notificações, porque a ideia não levou a nada.
7- “Zorro! Este ano, no carnaval, volto a mascarar-me. Recupero a criança que há em mim.” Chega o carnaval e fica parado no sofá. Sem máscara, sem nada.
8 – Mente quando questionado sobre os planos profissionais. Diz que vai mudar de emprego, mas não procura.
9 – Inicia uma dieta da moda. Mas não conclui.
10 – Nega estar parado no tempo. Nega sugestões de quem o interpela. Prefere os interlocutores com discursos redondos.
11 – Utiliza a televisão para tempo em família.
12 – Tira a loiça especial só no Natal.
13 – Olha para os irreverentes com pena. Pode ser inveja. Inveja não leva a nada.
14 – Suspira ao olhar para as capas das revistas.
15 – Pede desculpa por tudo e por nada.
16 – Orienta-se só pelos mapas. Não arrisca sair sem gps.
17 – Ri-se da desgraça alheia.
18 – Dúvida das suas capacidades.
19 – Inicia um Workshop de zamba (uma mistura de zumba com samba) mas era só em sonho.
20 – Atrapalha-se perante situações novas.
21 – Pensa no pior. Atrai o pior. Deseja o pior.
22 – Atira-se de cabeça. Mas com capacete, joelheiras, seguro, plano de proteção…e é para a cama.
23 – Realiza sonhos dos outros.
24 – Acaba os dias exausto.
25 – Prefere esperar por “melhores dias” para começar algo diferente.
26 – Engasga-se ao falar de amor. E de sexo.
27 – Não idealiza um futuro melhor.
28 – Sabe mas não faz. Só saber, não leva a (quase) nada.
29 – Atura as birras sem fazer nada.
30 – Ri dos sonhadores, dos otimistas e dos utópicos.
31 – Enfrenta cada dia como apenas mais um.
32 – Mostra-se interessado em assuntos aborrecidos, para ser politicamente correto.
33 – Manter tudo como está parece-lhe perfeito.
E agora, como prometido, apresento uma solução para ultrapassar estes obstáculos.
Tento ser o mais claro possível.
As iniciais maiúsculas deste texto (a começar no nº 1 e contando com as destas linhas finais) são a:
Solução…

 

Nos anos 80 do século passado, uma série de televisão marcou uma geração. O Sport Billy era um rapaz extraterrestre que tinha um saco desportivo muito especial. A sua nave gigante em forma de despertador, ainda faz parte das minhas memórias.

Hoje, se pudesse reescrever esta história de modo a passar uma mensagem pedagógica aos meus filhos, colocaria outro tipo de ferramentas nesse saco mágico. E em vez de salvar os desportos, gostaria que a sua missão fosse: Salvar a capacidade de Ser Feliz.

Assim, neste Sport Billy reinventado, a inimiga, em vez de ser a Rainha Vanda, seria a Rainha Zanga. Estar zangado com a vida é uma verdadeira perda de tempo.

O Sport Billy tinha dois ajudantes, uma rapariga chamada Lily e um cão de nome Wily. Este cão, até porque falava, seria substituído pela voz da consciência. A rapariga Lily (em homenagem a uma amiga chamada Liliana, que acaba de ficar noiva – parabéns! – ) representaria os amigos de qualidade.

Acredito que estes dois elementos serão fundamentais para o futuro dos meus filhos: Amigos de qualidade e a gestão da sua própria voz interior. Estes elementos, em articulação com algumas ferramentas, farão a diferença.

Então e que ferramentas colocaria eu nesta história reescrita à luz da psicologia?

Ferramenta 1 – Perante uma situação negativa, o herói iria ao saco e retirava uma ferramenta capaz de o fazer viver melhor essa experiência negativa. As experiências negativas são inevitáveis. E até serão úteis, porque a frustração faz parte da vida. Gerir essa frustração é fundamental. Neste episódio imaginado, a Rainha Zanga cria um momento negativo, um acontecimento desagradável, e o herói aplica essa ferramenta especial que o ajuda a entender:

  • O que posso aprender com esta situação ?
  • Quais as soluções ?
  • O que posso fazer para resolver o problema?

Ferramenta 2- Neste outro episódio, a Rainha Zanga, instalou o caos numa situação de rotina do nosso herói. Daquelas situações que todos vivemos nas nossas vidas agitadas. É hora de jantar e tudo parece desmoronar-se. Há um a chorar, o outro entorna o sumo, outro ainda não veio para a mesa, a comida parece estar a arrefecer…

O herói pega no seu saco e retira uma ferramenta que o ajuda a lembrar-se dos momentos calmos de outros dias. Essa calma está dentro de cada um. Basta lembrarmo-nos dela, tentarmos respirar fundo, e, aos poucos, o caos vai dando lugar à ordem.

Ferramenta 3- Desta vez a Rainha Zanga veio com uma arma de destruição poderosa. O sermão. O sermão tira energia, seca a alma, aborrece, o sermão corta a criatividade. Ligeiro, o herói pega na mala e retira o antídoto. Um ponto de interrogação bem colocado. Qual foi a parte do teu dia que gostaste mais? Como podes ajudar o teu colega de escola? Quais são as marcas positivas que temos cá em casa? Temos uma jarra de beijinhos? Onde está o nosso quadro de fotografias de momentos alegres?

Ferramenta 4- A Rainha Zanga parece ter desistido. A última ferramenta (a pergunta positiva colocada no momento certo) parece que a fez desistir. Está calma. A dormir. Parada. Que engano ! Afinal era manha dela! Neste episódio, assim que o herói é alertado pela amiga, ele vai ao saco mágico e retira a ferramenta que o faz avançar no desconhecido. A Rainha Zanga estava a deixá-lo adormecido, mole. É urgente sairmos dos nossos sofás. Arriscar é um imperativo. Devemos ler livros novos, conhecer pessoas novas, viver experiências novas.

Os bons amigos empurram-nos para isso.

Ferramenta 5- O nosso herói está demasiado crítico consigo mesmo. A Rainha Zanga aproveita para colocar na cabeça dele, algumas “minhocas”. Minhocas são pensamentos ruminantes, cíclicos, tristes, negativos…é hora de ir buscar ao saco uma ferramenta especial. Nós temos que ser os nossos melhores amigos. Se a nossa consciência não nos ajuda, se temos um mau diálogo interior, há que trabalhar para o alterar.

Ferramenta 6 – A rotina começa a fazer marcar negativamente o dia-a-dia do nosso herói. Ele começa a sentir-se aborrecido. As rotinas não podem acabar. Elas fazem parte. Por isso, o saco tem a ferramenta que ajuda a resolver as questões:

  • Quais são as rotinas mais aborrecidas que temos?
  • O que podemos fazer para as tornar mais divertidas?
  • Vamos fazer um acordo familiar para tornarmos as rotinas momentos divertidos!

Ferramenta 7 – A Rainha Zanga conhece as suas características. Ela é pouco corajosa, não gosta de agradecer. Não sabe elogiar. Ela é injusta e não tem sentido de humor. Mas o nosso herói tem mérito. Ele tira tempo para refletir sobre as suas próprias Forças.  Quem conhece as suas Forças, quem pensa sobre elas, tem mais facilidade em exercitá-las de forma consciente. Este é mais de meio caminho para a Felicidade. Esta é uma ferramenta determinante para ter no saco.

Ferramenta 8 – O herói descobre uma nova anti-arma. Todas as noites ele adormece com pensamentos bons. Todas as noites antes de adormecer, vai ao saco mágico e há uma ferramenta que o ajuda a rever os momentos mais bonitos e vibrantes do seu dia. Durante o sonho, o nosso herói vai alimentando um dia mais produtivo. A Rainha Zanga bem tenta trazer tristeza para os últimos momentos do dia. Mas as ferramentas ajudam o herói a entender:

  • Se adormecermos com ideias positivas, a noite corre melhor;
  • Pensar no que correu mal, pode ser positivo, desde que seja para ver uma solução;
  • Planear a aplicação da solução é uma excelente ideia positiva.

Ferramenta 9 – A Rainha Zanga consegue arranjar uns parceiros. São maus como ela. Ela está forte com esta ajuda. O saco mágico (que não tem nada de mágico, como já reparou!) resolve a situação. O nosso herói tem uma ferramenta que faz com que as pessoas à volta dele entendam:

  • As crianças são muito sensíveis aos exemplos dos adultos;
  • As crianças são muito atentas;
  • A capacidade de atenção das crianças surpreende os adultos.

Ferramenta 10 – Ela não conseguiu vencer, por isso está a juntar-se ao nosso herói. Já o elogia. Ele é bonito. Ele é forte. Ele é esperto. O herói quase vai na cantiga. Alcança o saco e retira uma ferramenta capaz de dividir os elogios em bons e maus. Elogiar é uma arte. Elogie o esforço, a determinação, em vez de elogiar a inteligência.

Eu elogio o seu esforço por ter lido com atenção até aqui. Parabéns.

Nota final (ou será um começo?): Este artigo é inspirado numa mítica sessão de (trans) Formação dinamizada pelo Educadoras Brilhantes em Santa Catarina da Serra (Fátima). Educadoras de Infância, Professoras, Pais e Psicólogos, encheram a Sala da Junta de Freguesia para uma manhã de reflexão sobre a Educação para a Felicidade. A impulsionadora desta iniciativa positiva foi a Drª Susana Laranjeiro. São pessoas assim, que arriscam, que avançam destemidas e capazes de mudar o mundo, são pessoas assim, a fonte da inspiração, o pináculo da integridade, o exemplo e a esperança. São pessoas assim que vão fazendo as Escolas locais positivos e a educação dos nossos filhos tão significativa quanto possível.  

Vamos fazer do mês de Maio,  o mais positivo de sempre. Visite Maio mais Positivo de Sempre.

Complicamos o início da semana quando:

…não entendemos que um elogio, não é um elogio. Há elogios e elogios. Não só pelo forma, mas sobretudo pelo tipo emissor!

Não devemos buscar o elogio daquele que só sabe dizer mal. Até pode acontecer uma análise verdadeira sair da boca destas pessoas, só que esse tipo de pessoas só estão bem a dizer mal. É um (mau) hábito que têm (muito) entranhado na alma.

Às segundas-feiras estas pessoas estão com o sentido do bota abaixo ainda mais exacerbado.

Como terá sido o seu domingo? Vibrante ? No aconchego do mar? Ouvindo o doce reboliço das crianças? Na brisa do lar? Praticando um desporto, principalmente por estar a chover? Duvido. Geralmente o domingo deles foi triste…

Por vezes, reconheço-os logo. Ai o preconceito, Alfredo…ai o preconceito…

Usam os óculos como se fossem o fim e não o meio. Os olhos são mortiços.Têm mãos frias. São todos frios. Franzem a testa e esperam que sejam os outros a dizer bom dia.

Sentem-se mais importantes (máscara!) do que os outros.

Quando são homens, usam a roupa a combinar, mas fazendo de conta que não ligam ao que vestem. Usam uma ganga antiga. Por vezes, também usam barriga. Outras vezes, são incrivelmente magros.

Têm sempre muitos anos. Ou de vida, ou de experiência, ou de vitórias…

São muito bons a ficar sentados de longe à espera que o caldo entorne. Guardam muitos papéis.

Um dia, vi um destes entrar numa sala e uma flor murchou à sua passagem. A sério.

As vitórias deles são pessoais. Deviam ter sido de grupo!

O mundo para eles evoluiu mal. Deviam era adaptar-se!

As crianças para eles, têm que estudar e pronto. Os pais deles tiveram oportunidade de os pôr a estudar num bom colégio.

Tentemos então “agradar” aos bons. Aos puros. Aos dinâmicos. É urgente termos locais de trabalho à altura das mudanças no mundo. Levar uma flor e melhorar o ambiente, levar um bolo e melhorar a alma. Impedir que os bota abaixo passem junto da flor para não a matar.

Se trabalharmos para pessoas, se melhorarmos as atividades significativas, se surpreendermos, elas melhoram e nós melhoramos também.

Quantas vezes o colega de trabalho “mais difícil”, não é também o mais inseguro? Ai velho do restelo, como andas por aí!

Quero ouvir elogios dos bons. Aos frios, algum desprezo. Alguma dureza. Não tenho medo. Pode ser pedagógico.

Há pessoas lindas que precisam da nossa energia. Vamos gastá-la com os cínicos?