Fazia eu uma pesquisa para o trabalho quando me deparei com a página de uma celebridade estrangeira e os meus olhos foram parar à secção dos comentários.

Diga-se de passagem que não é uma celebridade consensual mas perdi a conta às vezes que li a mensagem: “Kill yourself!”.

Atrás de um monitor, anonimamente, todos são valentes, todos dizem o que querem e o que não devem. A maior parte das pessoas que escreveu aquelas linhas provavelmente não pesou o significado da sugestão. Afinal, estão a dizer a uma pessoa, um ser humano de carne e osso, que o mundo seria melhor sem ela. Que se se matasse era um favor que faria à humanidade. Por mais que tente, não compreendo. Li vários artigos, ao longo do tempo, sobre o suicídio de adolescentes. E existem miúdos que já se sentem pouco merecedores do ar que respiram e que muitas vezes são alvo de críticas duríssimas nas suas redes sociais, pelos seus pares, por outros que lhes desejam que se olhem ao espelho, que não saiam de casa, que lhes desejam a morte. Quero acreditar que não o desejam verdadeiramente, mas formulam esse pensamento. E há quem esteja fragilizado a ponto de ponderar: e se? E há quem o concretize.

Gostava que a minha filha, a quem tento educar com os valores de solidariedade, compaixão, bondade, nunca venha a dizer nada parecido a ninguém. Eu sei que há aquela fase parva que (quase) todos os miúdos vivem e que mais tarde os faz terem dificuldade em reconhecer-se. Sei que todos cometemos erros. Que já todos dissemos coisas de que nos arrependemos. Mas a regra nas redes sociais devia ser: diz apenas aquilo que serias capaz de dizer cara a cara

Talvez vivêssemos num mundo melhor.

Lá porque somos livres de ter uma opinião isso não significa que tudo o que pensamos deva ser dito em voz alta.

Às vezes bastava colocarmo-nos no lugar do outro.

Por isso sou contra todo o tipo de bullying.

O que é praticado diariamente por pais que insistem em chamar preguiçosos, burros, estúpidos ou gordos aos filhos.

Ao que se vive em alguns casais, com trocas de palavras feias, que deitam abaixo em vez de ajudar a caminhar em conjunto.

Ao que acontece no local de trabalho, em que as pessoas falam do que não sabem ou fingem saber só para que o colega não tenha uma oportunidade que merece.

Ao que está enraizado em todos os portugueses: que se acham no dever de formular a sua opinião quando ninguém a pede. Sobre tudo. Sobre todos.

O mundo precisa de menos ódios de estimação.

De menos rancor.

De menos críticas destrutivas.

O mundo precisa de mais amor.

É tão simples.

Basta amar.

imagem@weheartit

LER TAMBÉM…

Bullying? Qual bullying?

As redes sociais e os fenómenos de grupo.

Bullying; O que posso fazer?

 

Vá, agora que começaram a ler, não parem, tenho que me explicar.

Não sou de todo contra os divórcios, ainda bem que existe essa alternativa quando tantas vezes as situações entre os casais se tornam insuportáveis. Mas quando há crianças, sou contra as separações.
Nunca tive essa experiência na primeira pessoa e também nunca a vivi como filha, por isso, falo pelo que vejo e pelo que sinto.

Conheço, imensos “divorciados” com filhos e, mais ou menos, todos conseguiram divorciar-se sem se separarem muito. Acredito que com filhos não devem existir grandes separações, deverá haver sempre uma ligação entre o ex-casal.
Parece contraproducente, certo? Não, não é! (Faço a festa, atiro os foguetes e apanho as canas).

A ligação entre o casal, é e será sempre, até mesmo se a relação entre o casal terminar, os filhos.

Infelizmente, vejo pessoas que utilizam as crianças, como arma de arremesso. A palavra “utilizar”, juntamente com a palavra “crianças”, leva-nos a um patamar de egoísmo maléfico próprio de quem perdeu o juízo!
Transforma de imediato a classificação/valor da palavra “Criança”, que passa a ser um objecto e não uma pessoa, muito valioso, na medida em que pode ser usado a seu bel-prazer.
Muitas dessas pessoas até criticam veementemente esse tipo de atitudes, porque acreditam convictamente que aquilo que estão a fazer não é nada desse tipo, até acham que estão só e apenas a defender os direitos das crianças, quando na realidade estão a agir por vingança, com o intuito de magoar o outro, como se trouxesse algo de volta, como se mais dinheiro, ou ficar sem poderes paternais resolvesse toda a raiva que carregam.
Ficam cegos e, como um cavalo com palas, seguem em frente sem olhar para os lados.

Pequeno “à parte”: Se há um que já não quer estar na relação, por mais estúpido que seja o motivo, há razão para o fazer sofrer só porque nos fez sofrer? E onde é que nos leva essa vingança?

Toca a encher tribunais, perder tempo precioso (que poderia ser usado, e esse sim bem UTILIZADO, para dar apoio às crianças), gastar rios de dinheiro, stressar e ganhar anos de terapia e traumas para todos!

Também vejo, graças a Deus, divórcios nos quais não houve separação, nos quais as crianças perceberam (apesar de sofrerem também, porque é difícil não sofrer com uma separação!) que de facto era melhor assim, mas no qual os pais não deixaram de ser pais e, depois do divórcio, conseguem não mexer nos seus papeis de pais e educadores.

Divórcios em que ficou bem claro de que esta seria a melhor opção para TODOS.

Depois há os casos, que também não são assim tão raros, de pais ou mães que foram forçados a assumir os dois papeís (não por morte do outro, mas quase!)… e nestes casos, conheço alguns que venero.
Num caso especifico, crianças (que já são adultos) fantásticas e educadas com valores daqueles difíceis de encontrar, um exemplo! Exemplos destes não são assim tão raros e a minha querida amiga provou que é possível educar bem, sozinha e sem rebentar com a imagem de um pai que não quis ser pai. Explicando nas alturas certas que não somos seres perfeitos e que por vezes tomamos decisões erradas que nos podem mudar completamente o rumo da vida. Conseguindo assim dar-lhes uma lição sem minar a imagem de PAI, de modo a não haver traumas relacionados.

No fim, fica apenas a minha opinião, que não sou psicóloga nem nada que se pareça, que não sei mais do que ninguém, partilho apenas a minha opinião: Não se SEPAREM… se correr mal, divorciem-se BEM!

Ler também PROTEJA OS SEUS FILHOS DO DIVÓRCIO

 

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=M2g4YgsJ2EM]
Campanha “Children Marked for Life”, da SIRE (Foundation for Idealism in Advertising), que alerta para os efeitos que um “mau divórcio” causa nas crianças.

image “JustDivorced” from web

Livro | A Receita da Avó | 10€ | Edição de Autor

Actualmente, noto que muitas das crianças que acompanho estão em permanente inquietação em relação à escola, ao aproveitamento escolar, aos amigos, àquilo que os outros pensam delas, às expectativas dos pais.
Hoje em dia, por muito que tentemos abordar a vida de forma diferente, o ritmo de trabalho e as exigências exteriores levam-nos a “perder” demasiado tempo em assuntos mundanos e materiais, que no fundo nos desviam daquilo que é verdadeiramente importante: vivermos em paz e amor uns com os outros.
As nossas crianças estão a entrar neste ciclo vicioso, demasiado ligadas aos presentes, às recompensas imediatas, ao que têm, ao serem melhores do que os outros.
Noto com grande clareza que lhes falta algo muito importante, e que por vezes nos passa ao lado: o amor, o carinho e a atenção dos seus pais e dos que as rodeiam.
Naturalmente as crianças adoptam estratégias que lhes trazem ganhos secundários, como o portar-se mal, o chamar a atenção de forma inapropriada, o testar os limites, o desobedecer às regras.
Foi assim que me comecei a aperceber de que hoje em dia todos nos tornámos demasiado focados no sucesso, na competição, na posse de qualquer coisa, para poder competir e ser melhor, ou ter mais do que os outros.
Mas no final, falta-nos a todos o essencial: gostarmos de nós próprios como somos, não pelo que temos ou pelo que fazemos. Isto acontece com todos nós, e especialmente com as crianças, que apenas querem ser felizes e procuram que os outros olhem para elas como seres fantásticos que procuram crescer em harmonia.
A forma como o fazem é que está de algum modo deturpada, devido às exigências ou às vivências diárias da comunidade em geral.
Assim, o objectivo do livro que escrevi é precisamente o de aprendermos a focarmo-nos em nós próprios, naqueles que nos rodeiam, que amamos e que fazem parte da nossa vida, e sobretudo aprendermos a viver harmoniosamente em conjunto
O livro pretende fomentar o diálogo em família, mas mesmo que não sirva para esse fim, é uma história simples, que pode ser lida com o objectivo de apenas: reflectir.
Sei que o tempo que temos é limitado, mas não estaremos a esquecer-nos de conviver e conversar um pouco mais em família?
Que tal arranjarmos momentos de partilha em família que nos permitam pensar e falar sobre os valores que são importantes na nossa vida?
Que tal sabermos a razão de estarmos juntos e de nos amarmos?
Que tal reflectirmos sobre o nível de paciência que temos uns para os outros em casa e sobre a nossa capacidade para perdoar
Que tal falarmos sobre o que é ser bom, ou generoso com os outros?
No fundo, que tal pensarmos em conjunto no que é que nos faz, a cada um de nós, uma pessoa mais feliz a cada dia que passa?
O livro é dedicado às famílias, a todas as famílias, e em particular às crianças deste mundo. Espero que todos consigamos reflectir sobre aquilo que nos faz sermos felizes neste mundo e que consigamos transmitir isso aos nossos filhos e a todos os que amamos.

Por Dra. Rita Bettencourt
para Up To Lisbon Kids

Valores em família
Actualmente, noto que muitas das crianças que acompanho estão em permanente inquietação em relação à escola, ao aproveitamento escolar, aos amigos, àquilo que os outros pensam delas, às expectativas dos pais.

Hoje em dia, por muito que tentemos abordar a vida de forma diferente, o ritmo de trabalho e as exigências exteriores levam-nos a “perder” demasiado tempo em assuntos mundanos e materiais, que no fundo nos desviam daquilo que é verdadeiramente importante: vivermos em paz e amor uns com os outros.

As nossas crianças estão a entrar neste ciclo vicioso, demasiado ligadas aos presentes, às recompensas imediatas, ao que têm, ao serem melhores do que os outros.

Noto com grande clareza que lhes falta algo muito importante, e que por vezes nos passa ao lado: o amor, o carinho e a atenção dos seus pais e dos que as rodeiam.

Naturalmente as crianças adoptam estratégias que lhes trazem ganhos secundários, como o portar-se mal, o chamar a atenção de forma inapropriada, o testar os limites, o desobedecer às regras.

Foi assim que me comecei a aperceber de que hoje em dia todos nos tornámos demasiado focados no sucesso, na competição, na posse de qualquer coisa, para poder competir e ser melhor, ou ter mais do que os outros.

Mas no final, falta-nos a todos o essencial: gostarmos de nós próprios como somos, não pelo que temos ou pelo que fazemos. Isto acontece com todos nós, e especialmente com as crianças, que apenas querem ser felizes e procuram que os outros olhem para elas como seres fantásticos que procuram crescer em harmonia.

A forma como o fazem é que está de algum modo deturpada, devido às exigências ou às vivências diárias da comunidade em geral.

Assim, o objectivo do livro que escrevi é precisamente o de aprendermos a focarmo-nos em nós próprios, naqueles que nos rodeiam, que amamos e que fazem parte da nossa vida, e sobretudo aprendermos a viver harmoniosamente em conjunto.

O livro pretende fomentar o diálogo em família, mas mesmo que não sirva para esse fim, é uma história simples, que pode ser lida com o objectivo de apenas: reflectir.

Sei que o tempo que temos é limitado, mas não estaremos a esquecer-nos de conviver e conversar um pouco mais em família?

Que tal arranjarmos momentos de partilha em família que nos permitam pensar e falar sobre os valores que são importantes na nossa vida?

Que tal sabermos a razão de estarmos juntos e de nos amarmos?

Que tal reflectirmos sobre o nível de paciência que temos uns para os outros em casa e sobre a nossa capacidade para perdoar?

Que tal falarmos sobre o que é ser bom, ou generoso com os outros?

No fundo, que tal pensarmos em conjunto no que é que nos faz, a cada um de nós, uma pessoa mais feliz a cada dia que passa?

O livro é dedicado às famílias, a todas as famílias, e em particular às crianças deste mundo.
Espero que todos consigamos reflectir sobre aquilo que nos faz sermos felizes neste mundo e que consigamos transmitir isso aos nossos filhos e a todos os que amamos.

imagem@tumbrl