Os primeiros dentes do bebé: sintomas, cronologia e soluções

O aparecimento dos primeiros dentes num bebé é também um dos primeiros grandes desafios para os pais.

Conseguir acalmar os nossos filhos nesta fase é muito importante pois o nascimento dos dentes poderá gerar várias alterações no equilíbrio do bebé.  E, se o bebé está com dores ou desconfortável, irá consequentemente afetar toda a harmonia familiar.

Nascimento dos primeiros dentes

Desde o período de gestação que os dentes estão em desenvolvimento na boca (Odontogênese).  Formam-se no interior dos ossos maxilares e deslocam-se progressivamente para fora da gengiva, rebentando  naturalmente o 1º dente por volta dos 6 meses de vida, mas cada bebé tem o seu timing. Não há motivos para preocupação se os dentes do seu filho não rebentarem “by the book”. A erupção dentária não está relacionada com o desenvolvimento do bebé e criança, e pode variar muito de criança para criança.

Por exemplo, no caso dos meus filhos, o mais velho começou aos 5 meses, a segunda teve o primeiro dente aos 9 meses, e os dois filhos mais novos deve ter sido na altura suposta porque não me lembro!

Dor e desconforto no bebé

O nascimento dos dentes, por regra, causa dor e desconforto no bebé e consequentemente nos pais, pois todos queremos que os nossos filhos se sintam bem. Não há pior sentimento do que o da impotência no que respeita a ajudarmos um filho. Vê-los em sofrimento tira-nos o chão. Especialmente quando somos mães/pais de primeira viagem, em que todos estes primeiros pequenos sofrimentos dos nossos filhos são muito dolorosos para nós.

As erupções dentárias duram geralmente até aos 3 anos de idade, o que nos parece uma eternidade na altura. Ao fim destes primeiros 3 anos, o bebé terá uma dentição de 20 dentes (10 em cada arcada).

Por que ordem caem os primeiros dentes?

Podemos consultar a tabela abaixo, mas mais uma vez, é representativa pois há bebés e crianças que apresentam outros tempos e ordem de queda dos dentes de leite.

Será um dente?

Quando os bebés ainda não conseguem exprimir por palavras ou gestos o motivo do choro, enquanto pais temos de fazer uma espécie de “exclusão de partes” até perceber o que se passa, para podermos ajudar.

Choro pode significar fome, sono, gases ou desconforto (febre, dores, dentes, ou até fralda por exemplo). Começamos por excluir as mais fáceis.

Quais os principais sintomas de um dente a nascer?

  • Choro e irritabilidade, provocados pela dor
  • Gengivas doridas e inchadas
  • Salivação mais abundante (e tendência a meter os dedos ou objetos na boca)
  • Perda de apetite
  • Bochechas vermelhas, muitas vezes apenas do lado da erupção dentária
  • Dificuldades em adormecer e, nalguns casos, sono agitado

Poderá ainda apresentar:

  • Febre
  • Dermatite da fralda
  • Distúrbios digestivos (cólicas e diarreia), entre outros.

Nota: Se o seu bebé manifestar alguns destes sintomas durante mais de 3 dias, consulte o seu médico para excluir qualquer outra causa.

Quanto tempo demora a dentição de leite a nascer? Cronologia.

Uma erupção dentária dura cerca de 8 dias*. Tendo em conta que a dentição completa corresponde a 20 dentes, contas feitas, são cerca de 160 dias que um bebé poderá estar desconfortável e a viver momentos pouco agradáveis.

* Fonte Macknin ML & al Symptoms associated with infant teething: a prospective study, in Pediatrics. 2000; 105: 747 – 752

O que podemos fazer?

São várias as mezinhas caseiras de alivio da dor de dentes e das gengivas dos bebés. Na minha experiência, todas eles de pouca dura, ou seja, aliviam apenas momentaneamente.

O que usei no meu filho mais novo foi uma solução oral homeopática, sem açúcar e sem sabor que recomendei às minhas amigas, e também vos recomendo aqui, chamada Camilia®.

Benefícios de administrar Camilia® para perturbações atribuídas ao crescimento dos primeiros dentes

  • Atua nos principais sintomas associados ao crescimento dos 1ºs dentes, verificando-se alivio no bebé
  • Através da sua ação local e sistémica, vai atuar não só a nível da dor nas gengivas, mas igualmente na febre, diarreia, irritabilidade e sono agitado que o bebé possa sentir
  • Solução estéril, sem conservantes, sem álcool e sem qualquer tipo de constituinte nocivo para o bebé que é, basicamente, o mesmo que fazer um preparado em casa
  • Os efeitos secundários são pouco frequentes, breves e transitórios. No caso do meu filho, os efeitos secundários foram nulos
  • Higiénico: não precisa de massajar a gengiva porque se apresenta em unidoses, fáceis de transportar e de administrar
  • Sem açúcar: não provoca cáries

Calendário da dentição

Podem visitar o site para informações mais personalizadas, e se clicarem em Eu quero preencher o calendário de dentição do meu filho on-line e de borla, acedem a um calendário pessoal que podem personalizar para cada filho, marcar a data em que caiu cada um dos dentes e depois imprimir.

Camilia® acalma o seu bebé e devolve a paz à sua família

Camilia® é um medicamento homeopático indicado para os sintomas associados ao nascimento dos primeiros dentes. Através da sua ação local e sistémica, Camilia® vai atuar não só a nível da dor nas gengivas, mas igualmente na febre, diarreia, irritabilidade e sono agitado que o bebé possa sentir.

Camilia® é uma solução oral sem qualquer constituinte nocivo conhecido para o bebé, sem açúcar e sem sabor. A posologia recomendada são 2 a 3 unidoses por dia. O bebé deverá ser colocado em posição sentada e o conteúdo deverá ser vertido na cavidade bucal.

Prático e higiénico, Camilia® oferece a solução ideal aos problemas mais comuns associados à primeira dentição.

 

 

Tirar a chupeta sem dramas, é possível?

A sucção é um reflexo oral inato e primordial que surge e se desenvolve ainda dentro da barriga da mãe.

Enquanto Terapeuta da Fala, nas consultas iniciais questiono necessariamente ‘’usa chupeta?’’, ‘’chucha no dedo?’’, ‘’bebe pelo biberão?’’. Na maioria das vezes a resposta a todas as questões é ‘’não, já deixou de usar há muito tempo’’. Quando o sentido da conversa muda e se questiona o reportório alimentar, pedindo que descrevam o que a criança come e bebe durante um dia, lá vem com alguma frequência o ‘’leitinho no biberão, na caminha de manhã’’. O cenário é semelhante quando se descreve a rotina do dia-a-dia ou a rotina do sono, quando chega a casa depois da escola lá vem o dito ‘’bocadinho com a chupeta’’ ou ‘’a chupeta só para se deixar dormir’’.

A realidade é que a maior parte dos encaminhamentos realizados para terapia da fala estão relacionados com alterações na articulação. Quando avaliamos, acabamos por verificar alterações estruturais, palato duro alto, alterações na oclusão como a mordida aberta, mastigação e deglutição adaptadas, respiração oral, assimetrias posturais e tudo isto muitas vezes decorrente do uso prolongado de chupeta, sucção digital e/ou biberão e que torna necessária uma intervenção multidisciplinar.

Começando pelo início… O que é a sucção e qual a sua importância?

A sucção é um reflexo oral inato e primordial que surge e se desenvolve ainda dentro da barriga da mãe. Nos prematuros, dependendo do tempo de gestação, a maturação deste reflexo é realizado fora da vida uterina. Nestes casos é pertinente a avaliação e intervenção do terapeuta da fala para a promoção da organização do padrão de sucção.

Quando pensamos em sucção, imediatamente vem a ideia de amamentação e alimentação do bebé. Para além da função nutritiva, o reflexo de sucção encaixa-se dentro das funções estomatognáticas, sendo um mecanismo neuromuscular complexo que contribui para o crescimento craniofacial e desenvolvimento neuromuscular das estruturas orofaciais utilizadas durante a mastigação, deglutição, respiração e fala.

É importante lembrar que os músculos e estruturas utilizadas quando a criança realiza sucção, são os mesmo que irá utilizar para falar, mastigar, deglutir e respirar.

Neste sentido, este reflexo prepara os músculos e estruturas da face – lábios, língua, bochechas, palato, mandíbula – para as etapas seguinte de diversificação e introdução alimentar, comer com a colher, beber pelo copo e falar.

Associado ao reflexo de sucção poder-se-á encontrar hábitos orais de sucção normais, como a amamentação e hábitos orais nocivos como sucção digital, chupeta, bruxismo (ranger os dentes), onicofagia (roer as unhas), mordida de objetos e padrão de respiração oral, por exemplo.

Quando o período de retirada de um hábito oral é tardio não acompanhando o desenvolvimento global da criança pode ser classificado como compulsivo.

Existirá alguma relação entre a amamentação, tetinas e chupeta?

É hoje geralmente defendido que a chupeta poderá interferir com a amamentação. A amamentação promove a respiração nasal, a oclusão normal e o crescimento facial.

Ainda que existam inúmeras tetinas que se assemelhem o peito da mãe, mamar no peito da mãe é muito exigente. O bebé tende a realizar mais forço e a dispensa de energia é maior comparativamente à amamentação com o biberão.  Caso o bebé ainda se esteja a adaptar à sucção no peito da mãe, se for introduzida chupeta ou biberão, poderá surgir a confusão de bicos. Torna-se comum que  quando colocado à mama o bebé se mostre irritado, chorando e recusando morder o bico. Isto acontece pela maior dificuldade em mamar comparativamente à sução da chupeta ou biberão.

Como nos primeiros dias, os pais ainda se estão a adaptar às novas rotinas, o stress, a ansiedade, a privação de sono, a subida de leite e mamilos gretados poderão fazer com que desistam da amamentação, por pensarem, por exemplo, que o leite não é suficiente. É importante que saibam que existem diversos profissionais devidamente formados em aconselhamento em aleitamento materno a que podem recorrer nesta situação, a amamentação não tem que ser um processo doloroso, por vezes pequenos ajustes são suficientes para ultrapassar algumas dificuldades.

Mas afinal, devem ou não as crianças utilizar chupeta? Chupeta sim ou não?

O uso de chupeta assim como a idade a partir da qual deve ser retirada continua a ser um tema controverso.

Os hábitos de sucção não nutritiva, chupeta e sucção digital, estão interligados com a satisfação afetiva, conforto e segurança da criança.

O uso de chupetas/ sucção digital, biberão de forma prolongada poderão ser considerados nocivos. Poderão comprometer crescimento craniofacial em termos ósseos e musculares, alterar a forma das arcadas dentárias, o posicionamento da língua, o contacto labial e, consequentemente, prejudicar as funções de fala, mastigação, deglutição e respiração. O grau de alterações funcionais provocadas pelos hábitos orais está diretamente relacionada com a intensidade, frequência e duração da sua utilização.

O uso de chupetas/ sucção digital, biberão de forma prolongada poderão ser considerados nocivos e comprometer crescimento craniofacial em termos ósseos e musculares

Apesar de se falar na maioria das vezes apenas nos malefícios da chupeta, esta também tem um papel regulador. Este poderá ser importante para o desenvolvimento da criança, na medida em que poderá contribuir para a estabilidade emocional, estimular a sucção e facilitar a digestão, mais significativo ainda se se tratar de uma criança prematura.

Atualmente, devido à inúmera quantidade e variedade de chupetas que existem no mercado, a escolha nem sempre é fácil. Na hora da escolha é importante optar por uma chupeta/ tetina com bico ortodôntico e com tamanho ajustado à boca do bebé. O tamanho do bico deve acompanhar o crescimento e desenvolvimento maxilofacial do bebé, de modo a evitar alterações. O material da tetina poderá ser látex ou silicone, sendo que o último exige uma força de sucção maior. O tipo de material vai depender da maturação e organização do padrão de sucção do bebé.

A utilização da chupeta, como quase tudo, deve ser com ‘’conta, peso e medida’’. Para além disso, é fundamental estar informado sobre as consequências que o uso prolongado destes hábitos poderão trazer para o desenvolvimento da criança.

Então, ‘’Quando e como tirar a chupeta / biberão?’’

Convencer uma criança a tirar a chupeta ou biberão ou chuchar no dedo nem sempre é fácil e pode tornar-se uma verdadeira batalha. De facto, estamos a querer acabar com um/a amigo/a, algo que a criança gosta e a acalma.

A idade da retirada destes hábitos é um assunto controverso, sendo geralmente referidos os 2/3 anos. Efetivamente, quanto mais cedo ocorrer a eliminação deste tipo de hábitos maior a probabilidade de corrigir ou atenuar as alterações. Principalmente se ocorrer ainda durante a fase de dentição decídua. No entanto é preciso não esquecer de olhar para a criança como um todo. Tendo em conta que estamos a querer acabar com algo que gosta e acalma. Estamos a querer tirar a chupeta. Por exemplo se tentarmos fazê-lo em simultâneo com o desfralde ou até na altura em que tem um irmão/ã poderá não ser o momento oportuno.

Estratégias para abandonar o uso de chupeta/ biberão:

Analise bem a altura em que vai iniciar a retirada. Evite retirar quando estão a acontecer outras mudanças (ex.: desfralde, mudança de rotinas, mudar de quarto, cirurgias, entre outros). Aproveite oportunidades em que note alguma redução/desinteresse pontual pela chupeta/biberão.

Converse com a criança e inclua-a no processo!

Explique que já está a ficar crescida e que a chupeta/biberão vão fazer mal aos seus dentinhos. Pode mesmo mostrar fotos de alterações dentárias causadas pelo uso prolongado.

Ideias e dicas para tirar a chupeta :

  • combinem que vão deixar a chupeta na árvore das chupetas (existe uma na Quinta Pedagógica dos Olivais);
  • oferecer a chupeta/ biberão ao pai natal, coelho da páscoa, à fada das chupetas, etc. Ou até uma personagem que a criança goste para dar a outro menino ou bebé que precisa. Como agradecimento a personagem pode deixar uma surpresa. Crie uma história criativa à volta desse acontecimento. “A fada das chupetas levou a tua durante a noite para dar a outro bebe porque tu já estás crescido/a”.
  • Preparar leite e bolachas para o pai natal e deixar a chupeta/ biberão para ele levar a outro bebe;
  • Pode substituir a chupeta por um objeto de conforto na hora que mais precise.
  • Diminua os períodos de utilização de forma gradual (ex.: só utiliza para dormir);
  • Dê reforço positivo quando a criança não utilizar a chupeta ou beber pelo copo (caso a retirada seja do biberão);
  • Tente que seja a própria criança a deixar a chupeta/biberão. Pode fazer, um pequeno corte ou furos na chupeta/tetina, para que perceba que a sua configuração está alterada, já não dá para chuchar e que está estragada;
  • Se a criança tiver alguns momentos de reação negativa, tente acalmá-la, abrace-a e transmita-lhe conforto. A chupeta não substitui o carinho dos cuidadores;
  • não usar o termo “vamos tirar a chupeta”

O hábito de sucção digital pode ser mais difícil de eliminar.  Não conseguimos fazer com que o dedo desapareça…. O primeiro passo será sempre conversar com a criança.

É, também, importante valorizar os períodos em que não está com o dedo na boca. Caso aconteça em meninas, uma ida à manicure pode ser motivadora. Nestes casos pode ser necessária a colocação por médico dentista de aparelho que impeça o hábito.

Lembre-se que o abandono da chupeta é mais uma conquista desenvolvimental e não tem que ser “dramático”. Tirar a chupeta não tem de ser um drama. É perfeitamente possível promovê-lo de forma pacífica!

 

Por Marta Marreiros, Terapeuta da fala

 

Extração de pré-molares e expansão rápida das arcadas dentárias

A ciência evolui e com ela as técnicas utilizadas. Muitas vezes o que parecia correcto é demonstrado pelo tempo que pode não ser o tratamento ideal.
Falando de dentes, assistimos a uma corrida aos aparelhos que os alinham. Para esse alinhamento é necessário espaço.
Frequentemente acontece “a boca ter falta de espaço”.

Será verdade este erro gigante no desenvolvimento humano?

Verificando os diversos factores, e comparando com outros órgãos, podemos garantir que se a maioria “cabe” dentro do corpo os dentes também deveriam “caber”.
A extração de dentes para alinhar os restantes na arcada está comprovada ser uma mutilação que não garante o sucesso do tratamento. Aos pacientes que sofreram este tipo de tratamento estão muitas vezes associadas:
– Alterações respiratórias (roncopatia, rinite…);
– Maior índice de cáries dentárias;
– Patologia da coluna cervical entre outros.
Verificou-se que a abordagem precoce é a mais indicada.
A resistência de médicos dentistas em diagnosticar e promover o desenvolvimento esquelético da boca da criança assim como o desconhecimento dos cuidadores, leva ao agravamento do problema.
Se a criança aparenta falta de espaço nas arcadas dentárias, alterações da mordida, doença respiratória e/ou alterações do freio lingual deve ser tratada o quanto antes para garantir o sucesso do tratamento. Quando o tratamento é precoce (antes dos 10 anos de idade) é mais fácil, mais eficaz e mais económico.
Compreendendo a causa do problema, mais fácil se torna a sua resolução. A tentação de alinhar com exactidão e urgência afasta o tratamento do seu propósito – ter uma boca funcional – que permita falar, comer e que consiga conter a língua sempre com os lábios fechados. Se estas funções são cumpridas de forma equilibrada e correcta os dentes estarão lindos e alinhados.

Se os nossos antepassados tinham espaço nas arcadas para todos os dentes por que motivo cada vez há menos espaço?

As mudanças nos nossos hábitos diários “condena” as nossas características – até as faciais.
Para uma boca pequena, ainda muitos profissionais e cuidadores acreditam, que a expansão rápida é o tratamento.
Se durante anos não cresceu – nem a arcada superior nem a inferior – como pode um tratamento apenas de metade da boca ser a solução?
De difícil habituação altera a fala e a mastigação levando impreterivelmente a língua para uma posição mais baixa. Neurologicamente os estímulos musculares ficarão comprometidos.
A orientação e educação dos hábitos assim como a estimulação lenta das arcadas dentárias é eficaz em qualquer idade (sendo mais rápida a resposta nas crianças que nos adultos) e permite a correcção da postura, o alinhamento das arcadas e a educação muscular.

Durante os tratamentos devem ser avaliadas as seguintes funções:

  • Muscular (incluindo língua)
  • Respiratória
  • Fonatória
  • Postural
  • Mastigatório
A minha filha Frederica de dois anos e meio adora a “mimi” dela.
E temos várias lá em casa: a maioria são cor-de-rosa [todas de borracha, as mais básicas da Chicco, que são as únicas aprovadas pela bebé lá de casa], mas a preferida da minha filha continua a ser a chupeta verde herdada do irmão.
Mas, na verdade, o que me traz aqui hoje não são as chupetas.  Mas sim a intromissão de pessoas estranhas ao uso ou não uso das mesmas.

Na chupeta da minha filha manda ela [e eu, na medida em que regulo a sua utilização].

Não é a primeira vez que ao final da tarde, porque está muito cansada, ou numa situação em que se magoa a Frederica me pede a chupeta durante o dia. Eu, quando vejo que o assunto é sério para ela, dou.
E também já não é a primeira vez que, as senhoras do supermercado ou a velhinha que passa pela rua diz coisas como:
que feia… uma menina tão bonita de chupeta” ou “dá-me a tua chupeta para eu entregar aos bebés“.

Ora aqui vai um recado: O uso da chupeta é um assunto privado e privativo de cada família.

Depois de vos contar a minha experiência pessoal, vale a pena irmos mais a fundo no que toca às recomendações. Lembrando sempre que, lá está, cada criança é uma criança e cada situação familiar ditará os timings. Tudo pronto?

1 – É recomendável abandonar o uso da chupeta entre os 18 meses e os 3 anos.

[com grandes benefícios sobretudo nos primeiros anos de vida- mas disso falamos noutra altura]

A recomendação reúne um largo consenso entre pediatras e terapeutas da fala. Isto porque o uso de chupeta pode comprometer, a longo prazo, a saúde oral [má oculsão e dificuldades de mastigação são os problemas mais comuns] e também o desenvolvimento adequado da linguagem, à custa de problemas de dicção.

2- Devemos começar por retirar [ou reduzir] o uso da chupeta de dia e só depois de noite.

Ou seja, a regra anterior deve ser aplicada de forma gradual. A chupeta é uma ferramenta de autocontrole da criança.  

Nesta medida, é importante que a criança vá aprendo a fazer essa autoregulação sem precisar da chupeta. Este movimento deve ser comunicado à criança, conversado e debatido. A chupeta é da criança e ela deve, portanto, ser tida e achada neste processo.

3- A chupeta não é uma moeda de troca.

E esta é uma opinião muito pessoal. O Vicente não deu a chupeta ao Pai Natal, não a entregou aos bebés e MUITO MENOS recebeu um brinquedo em troca. O abandonar a chupeta é um processo natural de crescimento, conversado [e às vezes demorado] entre pais e filhos e onde não cabem chantagens nem toma lá-dá-cá.

Isto não quer dizer que eu estou de acordo com o uso de chupeta aos 4, 5, 6 anos. Não estou, de todo. Quer apenas dizer que num processo de crescimento – seja ele qual for – não há contrapartidas nem verdades absolutas.

A alínea anterior não deita por terra a ideia, proposta por alguns autores, de encontrar outra ferramenta de auto controle como seja um peluche, uma fralda de pano ou outro objeto com que a criança estabeleça ligação afetiva.

4- Se a chupeta é importante para os nossos filhos e…

Se até nós, pais, achamos que o uso/não uso da mesma é importante, nada de misturar este processo com outras mudanças na vida da criança. E aqui cabe tudo o que possa interferir com a estabilidade emocional dos nosso filhos. Mudança de casa, a vinda de um irmão, uma nova escola, o desfralde, etc. Combinado?

5- Ninguém é feio por usar chupeta.

[Quanta dureza!].

Não são os nossos filhos, nem são os primos, nem o amigo da escola que com 5 anos usa chupeta. Se dentro do nosso seio familiar, gostamos que respeitem as nossas opções e os nossos timings, não deveríamos fazer o mesmo com os outros? Não devíamos ensinar isso aos nossos filhos?

Nestas pequenas coisas mostramos aos nossos filhos valores maiores como o Respeito, a Diferença e a Compreensão.

 

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Com tanto vai-e-vem entre escolas e casa, actividades e festas, supermercado e clinica, reparei que o jantar é saudável, o almoço talvez (é o que há na escola) e os lanchinhos são quase perfeitos. E as crianças continuam meio ranhosas, meio sonolentas, meio estafadas – o que lhes falta?

E pronto… ninguém as educou a respirar bem! Suave, lenta e apenas pelo nariz.

Será inata a respiração nasal?

É, é mesmo, mas perde-se nesta vida por hábitos da nossa sociedade. A criança nasce a respirar pelo nariz e a boca nem sabe que também pode respirar.

Ao respirar pela boca começam os problemas. Nariz entupido, garganta inflamada, adenóides a crescer, estados febris a aparecer, ouvidos a bloquear, coluna a entortar, olheiras a aparecer, bocas a estreitar, baba a escorrer, ‘xixis’ na cama sem parar, ‘excitex’ a engradecer, concentração a decrescer, medicamentos a encarecer, pele atópica a alastrar, asma a alarmar, e o ressonar?

Se houvesse solução?

Claro, passa por treino e muita dedicação.

Já observaram a posição da criança e de muitos adultos em frente da televisão?

E a comer? Durante as refeições por incoordenação respiratória abrem a boca para inspirar…

A tempo estamos todos – pais e filhos a fazerem jogos juntos e rapidamente melhoram a condição respiratória.
A maioria das doenças desta sociedade deve-se aos maus hábitos criados com o lema da evolução.  Não falo apenas da vida sedentária. A alimentação se fosse mais vigorosa e a mastigação não fosse constantemente adiada as crianças seriam mais saudáveis.

As funções dentárias devem ser estimuladas para que os maxilares cresçam. A boca cresce e a língua terá ‘espaço’, os dentes crescem em boa posição e os músculos crescem em boa função. Se as funções estiverem em equilíbrio existirá saúde e não serão necessárias compensações ou adaptações esqueléticas ou musculares – isto é, nem dentes tortos nem respiração oral.

A avaliação interdisciplinar é fundamental e quando o pediatra, otorrino, terapeuta da fala, fisioterapeuta, ortopedista e o médico dentista têm coordenação no diagnóstico e plano de tratamento a criança será a beneficiada.

Sem tratamentos invasivos ou dolorosos, sem protelar anos a fio o problema, cada vez mais a intervenção precoce é procurada pelos Pais.

Como os tratamentos alternativos são cada vez mais procurados surgiu a necessidade de editar em Portugal o Manual ADENOIDES SEM CIRURGIA – uma ajuda eficaz e duradora para qualquer criança ou adulto com problemas respiratórios sejam eles crónicos ou não. Respirar para curar através do Método Buteyko é utilizado desde a década de 50 na Rússia e chegou a Portugal em 2015.

Vamos em breve lançar o primeiro workshop para Pais e iremos durante esta época promover o Manual com ofertas. Estejam atentos!

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Dificuldades alimentares na 1ª infância

Será possível evitar Aparelhos Ortodônticos?

Adenóides Sem Cirurgia | Chiado Editora | Rita Sousa Tavares e Sasha Yakovleva

SINÓPSE

Este manual de Respiração destina-se a todos os universos desde a Pais, Educadores e Profissionais de Saúde.

Foi traduzido para Português com o objectivo de trazer este método sem medicamentos ou cirurgias e proporcionar a resolução de uma doença já considerada um problema de saúde pública – a respiração oral.

Adenóides Sem Cirurgia é um guia ilustrado para os pais que querem ajudar os seus filhos a evitar a cirurgia de remoção de adenóides, naturalmente, através da aplicação do método de Normalização da Respiração. O método de Normalização da Respiração, que segue a lógica fisiológica do corpo, ajuda as crianças a melhorar a sua saúde geral.

Foi desenvolvido na Rússia por Dr. Konstantin Buteyko e Dr. Andrey Novozhilov. Nestes trinta anos de existência, o método tem ajudado milhares de crianças a evitar a adenoidectomia, melhorando a sua saúde respiratória. Desde 2009, tem estado disponível através do Centro de Respiração nos EUA e em todo o mundo. O programa Adenóides Sem Cirurgia contém dois elementos principais: uma mudança no estilo de vida e exercícios de respiração. Este livro dá instruções detalhadas sobre ambos.

De fácil leitura, fornece informação em profundidade de várias formas: recomendações diretas, uma entrevista ao Dr. Novozhilov, testemunhos e ilustrações divertidas. O livro é escrito por Sasha Yakovleva, Especialista Avançada em Normalização de Respiração e co-fundadora da BreathingCenter.com

FICHA TÉCNICA

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Hábitos orais – Uso da chucha, sim ou não?

Definidos como comportamentos repetitivos, os hábitos orais oferecem uma agradável sensação a quem os pratica, e encontram-se relacionados com as funções do sistema estomatognático – sucção, deglutição, mastigação, respiração e fala. Prova disso é que ainda na vida intrauterina, é possível observar que o bebé já chucha no dedo, pois este comportamento dá-lhe conforto e segurança.

Desta forma, podemos considerar que após o nascimento a chucha pode ter um efeito calmante, ajudando o bebé a autorregular-se perante alguma situação mais desagradável, ou até mesmo a reconfortá-lo. Não é por acaso que em inglês é chamada de pacifier. Para além disso, estimula as competências dos bebés, preparando-os para as atividades de sucção do leite – hábitos orais nutritivos, sejam eles feitos através do seio da mãe ou do biberão nos primeiros meses de vida.

No entanto é importante ter em conta que a chucha, é considerado um hábito oral não-nutritivo – assim como a sucção digital, a sucção da língua, das bochechas e dos lábios, o bruxismo (ranger os dentes) e a onicofagia (roer as unhas) – que poderão assumir sérias implicações no desenvolvimento das estruturas orofaciais da criança tendo em conta a intensidade, frequência e duração deste hábito, bem como a idade da criança. As estruturas orofaciais – lábios, língua, bochechas, palato e dentes, são fundamentais na mastigação, na deglutição, na respiração e na articulação dos sons da fala.

Details

Mimijumi – O biberão mais ergonómico de sempre

Nos últimos anos, os biberão e as tetinas têm vindo a adaptar-se cada vez mais às necessidades e ao bem estar do bebé e recém nascido. Procura-se dar resposta ás diferentes questões apontadas pelas mães e estudadas por especialistas ao longo dos tempos.

A maiores alterações e preocupações de estudo são:

  •  a nível ergonómico (de pega);
  • de passagem de ar (cólicas);
  •  peso e durabilidade (resistência);
  • facilidade de montar, desmontar e lavar;
  • material (texturas) etc.

Todos estes factores são importantes na escolha de um biberão.

Mas existe uma preocupação nas mães que amamentam e dão suplemento: “Será que depois de dar biberão o bebé já não vai querer mamar mais?

Existe de facto esse dizer, e como “onde há fumo, há fogo” pensou-se que seria uma situação a reavaliar no design da tetina do biberão. Outro factor é a forma como o bebé faz a sucção.

A ideia da Mimijumi foi criar uma tetina que fosse tão confortável para o bebé como a amamentação materna!

A Mimijumi, apareceu há 10 anos atrás, criada por dois médicos e um designer, exatamente com o intuito de proporcionar aos bebés uma experiência de alimentação o mais natural possível.

Mimijumi

Os biberons Mimijumi, têm um sistema anti-cólicas e anti-gás. São dotados de um design exclusivo sem válvulas, fácil de enroscar e limpar. As tetinas são únicas. Apresentam um design, cor e textura únicas, e vão proporcionar uma sensação de conforto (e de dêja-vu) ao seu bebé!

 

Agora já pode adquirir o seu Mimijumi em Portugal.

 

 

 

Com certeza, que em situações de maior fragilidade vocal, como dor de garganta, voz rouca ou disfonia, foi aconselhado por amigos, familiares a tomar um chá com mel, fazer vapores com base de eucalipto e/ou chupar uma pastilha, de modo a aliviar estes sintomas.

O termo “saúde vocal” relaciona-se com procedimentos necessários à conservação e longevidade da voz. Os princípios básicos para a sustentação da saúde vocal são praticamente desconhecidos pela população, mas atualmente têm sido bastante estudadas e têm sido cada vez mais aprimoradas pelos Terapeutas da Fala. (Instituto da audição de Maringá)

Desta forma, os cantores, atores, jornalistas, professores, educadores, padres, oradores e outros profissionais da voz podem, por meio dessas orientações, identificar e corrigir eventuais malefícios e aprender regras práticas para utilizar a sua voz com menos esforço e maior rendimento. (Instituto da audição de Maringá)

Maus hábitos de saúde vocal:

  • Gritar, falar alto, falar alto em situações de ruído, pigarrear e tossir com força são características de quem faz um mau uso e abuso da sua voz;
  • Pastilhas e sprays para o alivio da dor e manter a voz saudável: estes recursos possuem, na maioria das vezes, um efeito anestésico que mascara a dor de garganta, dando a sensação de “falsa melhora”.
  • Estes podem ser irritantes, prejudicando ainda mais o estado das mucosas, uma vez que levam à secura das pregas vocais.
  • Chá de limão com mel para o alívio da dor de garganta e da tosse: Tais misturas devem ser evitadas. Sabe-se que o mel faz bem para a saúde em geral, mas antes do canto ou do simples uso vocal, leva ao espessamento das secreções, devido à sua textura. O limão leva à desidratação.
  • Excesso de café e chá preto ou de outros alimentos à base de teína: As bebidas, que contêm esta substância, estimulam o refluxo gastro esofágico (RGE) (passagem do suco gástrico para o esófago).

Noutros casos, pode ainda ocorrer o refluxo faríngolaríngeo (RFL) que se trata da subida do suco gástrico à laringe e pregas vocais, o que é altamente agressivo para as mesmas, causando ao longo do tempo lesões ao nível da mucosa das pregas vocais e das restantes estruturas laríngeas. Derivados do leite, citrinos e refeições muito condimentadas, também são conhecidos como preditores do refluxo faríngolaríngeo.

  • Alimentos e bebidas geladas: Bebidas e alimentos ingeridos muito gelados podem ser nocivos, pois provocam choque térmico, causando uma descarga imediata de muco e edema das pregas vocais.
  • Tabaco: provoca irritação e secura das pregas vocais, causando pigarreio e tosse constantes, levando assim a alterações estruturais nas mesmas, tais como: edema, pólipos, hiperplasias e displasias e cancro da laringe.

Bons hábitos de saúde vocal:

  • Hidratação: Para manter as pregas vocais humedecidas desde o seu interior, certifique-se de que bebe muita água. As pregas vocais ficam mais móveis e flexíveis quando se encontram bem hidratadas, evitando lesões vocais. Uma boa hidratação também faz com que o muco envolvente se torne mais fino e escorregadio, levando a uma maior mobilidade e vibração das pregas.
  • Antes do uso vocal, evitar a ingestão de chocolate, leite e seus derivados, pois aumentam a formação de secreções, prejudicando a ressonância e o aumento do pigarreia.
  • O chá preto pode ser substituído por chás sem base de teína como as infusões, chás à base de frutas.
  • A maçã é uma fruta que pode ser ingerida antes do uso vocal: ajuda a diminuir a secreção deixando a saliva menos espessa, facilitando a emissão e a ressonância.
  • Após a ingestão do café, beba um copo de água para limpar as pregas vocais, uma vez que o café leva à desidratação das mesmas.
  • Em relação aos gelados e bebidas muito frias: antes de os deglutir, é conveniente mantê-los na boca por alguns segundos.

Por Dra. Mafalda Correia, Terapeuta da Fala, para Up To Kids®
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A formação dentária inicia-se no 1º trimestre de gestação. Durante a gravidez o cuidado com a alimentação da Mãe é fundamental tal como os cuidados com a medicação tomada. As carências vitaminicas (ex: vitamina D) podem provocar lesões nos dentes de leite.
Quando o bebé nasce, além das características genéticas herdadas dos Pais vem com os maxilares numa forma adequada para passar no canal do parto e também para a amamentação. Assim, os lábios formam um triângulo e a mandibula (maxilar inferior) está recuada.
Nesta fase já se prevê, com os hábitos do bebé uma predisposição para certos tipos de boca e como podemos guiar essa evolução.
Idealmente temos as técnicas e ‘ferramentas’ para uma ‘boca perfeita’!!!
A estimulação dos maxilares para o crescimento equilibrado da boca é feito através da alimentação. Os músculos activos na amamentação (língua, lábios, bochechas) pressionam o céu da boca para que cresça enquanto provocam o avanço da mandibula.

Nos bebés alimentados através de biberão esses estímulos não estão presentes na totalidade, pois a tetina verte leite sem sucção, a velocidade é cerca de 1/5 da velocidade de amamentação e a restante necessidade fisiológica é colmatada pela chucha.

Além da boca o nariz é fundamental para o crescimento da face. Devido a componentes alérgicos ou funcionais o bebé perde a capacidade respiratória nasal e consequentemente o selamento completo dos lábios em repouso.Mais uma vez, existem diferenças nas crianças amamentadas que terão de ter o selamento completo para que a amamentação seja eficaz.
Ao respirar pela boca o nariz ficará ‘mais pequeno’ e a boca tomará formas mais eficazes para a respiração. Essa alteração óssea é uma das causas mais frequentes de dentes tortos.
Aos 6 meses, a alimentação complementar deve ser introduzida e a mastigação inicia uma nova fase é um novo estímulo para o crescimento da boca. O comprometimento respiratório altera as condições e pode provocar uma certa atrapalhação. Quando o bebé só consegue respirar pela boca o risco de se engasgar aumenta.
Quando os dentes já têm um contacto eficaz a alimentação deve ser feita através de copos (com ou sem palhinhas) e talher. Os biberãos e chuchas são um obstáculo físico ao desenvolvimento.
Após os 3 anos de idade as más-oclusões já podem e devem ser diagnosticadas e tratadas. Existem estudos que referem os tratamentos até aos 6 anos de idade eficazes e efectivos.
Em Portugal, poucos são os médicos que aceitam abordar tão cedo o problema mas na realidade torna-se bem mais fácil. Requer o apoio e colaboração dos Pais e economicamente será muito mais barato.
Justificando a abordagem precoce está a questão esquelética. Se os dentes de leite estão sobre os dentes definitivos que por sua vez estão dentro do osso, ‘basta’ endireitar os ossos e os músculos e recuperar as funções respiratória e mastigatória.
Nesta abordagem muitas vezes trabalha uma equipa multidisciplinar de Odontopediatra, Otorrinolaringologista e terapeuta da fala. Coordenando evitam-se cirurgias e aparelhos ortodônticos.Esta abordagem precoce assusta os Pais ou nem sequer foi notado qualquer problema pela equipa médica que segue a criança. Então a abordagem muitas vezes só é feita na fase inicial da troca de dentes. Por volta dos 6 anos de idade é possível reverter com tratamentos ‘não invasivos’ problemas esqueléticos mas a capacidade respiratória será mais difícil.Quando o problema esquelético está instalado, após os 6 anos de idade, já se notam alterações posturais da coluna, dos ossos do nariz, do palato (‘céu da boca’), língua entre outros.

Aguardando o nascimento de todos os dentes definitivos teremos uma abordagem invasiva com a expansão rápida do palato através de aparelhos fixos, por exemplo, ou extracções selectivas de dentes saudáveis justificada por técnicas mais antigas que referem falta de espaço.Resumindo, todas as idades são favoráveis para a correcção dentária mas a melhor é antes dos problemas instalados. Numa 1ª fase denomina-se Prevenção Nobre e se já se notam alterações a nomenclatura internacional refere Prevenção Primária.Dentes tortos são defeito. Feitio é o crescimento equilibrado e as chaves para este problema já considerado na Saúde Pública são:

– Amamentação (aleitamento estimulando a sucção)

– Respiração Nasal (lavar o nariz do bebé antes das refeições)
– Mastigação eficaz e vigorosa após o 1º ano (alimentos secos, duros e fibrosos)
– Mastigação com lábios selados (boca fechada)
– Alimentação complementar em copos e/ou com talher
– Atenção aos sibilos/roncos nasais
– Boa higiene – a perda de dentes de leite por cárie prejudica o nascimento dos dentes definitivosA amamentação é realmente complicada devido à falta de apoio e informação que as Mães têm. É opção das Mães o aleitamento artificial e o uso de chuchas como tal os cuidados devem ser redobrados na Respiração, na alimentação e nos hábitos orais.
– Se o bebé/criança estiver de boca aberta dê um toque no queixo para que feche a boca.
– Se quer comer rápido faça-o ter mais calma. Neurologicamente não tem noção da saciedade, irá comer mais do que necessita, terá problemas de digestão e maior predisposição para a obesidade.
– Se precisa de chucha restringir à hora da cama ou qd se magoa para consolo, mais horas irá prejudicar.
– Se quer biberão fora das refeições ofereça água, podem confundir sede com fome.
– A mastigação é fundamental, vá gradualmente introduzindo os alimentos para que não estranhe tanto (sabores, texturas)Quantos as especialidades médicas temos o otorrino que cuidará do nariz e da respiração, o Odontopediatra tratará a saúde e posição dentária e o Terapeuta da fala, que ao contrário do que se pensa tem um trabalho extenso, além da fala propriamente dita também cuida de todos os músculos da face para que em conjunto consigamos mastigar, falar, respirar, sorrir…Um teste fácil de fazer em casa, pode experimentar, passa por analisar uma fotografia do rosto da criança, de frente. É simétrico?

 

Por Rita Sousa Tavares, para Up To Kids®
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