Os primeiros dentes do bebé: sintomas, cronologia e soluções

O aparecimento dos primeiros dentes num bebé é também um dos primeiros grandes desafios para os pais.

Conseguir acalmar os nossos filhos nesta fase é muito importante pois o nascimento dos dentes poderá gerar várias alterações no equilíbrio do bebé.  E, se o bebé está com dores ou desconfortável, irá consequentemente afetar toda a harmonia familiar.

Nascimento dos primeiros dentes

Desde o período de gestação que os dentes estão em desenvolvimento na boca (Odontogênese).  Formam-se no interior dos ossos maxilares e deslocam-se progressivamente para fora da gengiva, rebentando  naturalmente o 1º dente por volta dos 6 meses de vida, mas cada bebé tem o seu timing. Não há motivos para preocupação se os dentes do seu filho não rebentarem “by the book”. A erupção dentária não está relacionada com o desenvolvimento do bebé e criança, e pode variar muito de criança para criança.

Por exemplo, no caso dos meus filhos, o mais velho começou aos 5 meses, a segunda teve o primeiro dente aos 9 meses, e os dois filhos mais novos deve ter sido na altura suposta porque não me lembro!

Dor e desconforto no bebé

O nascimento dos dentes, por regra, causa dor e desconforto no bebé e consequentemente nos pais, pois todos queremos que os nossos filhos se sintam bem. Não há pior sentimento do que o da impotência no que respeita a ajudarmos um filho. Vê-los em sofrimento tira-nos o chão. Especialmente quando somos mães/pais de primeira viagem, em que todos estes primeiros pequenos sofrimentos dos nossos filhos são muito dolorosos para nós.

As erupções dentárias duram geralmente até aos 3 anos de idade, o que nos parece uma eternidade na altura. Ao fim destes primeiros 3 anos, o bebé terá uma dentição de 20 dentes (10 em cada arcada).

Por que ordem caem os primeiros dentes?

Podemos consultar a tabela abaixo, mas mais uma vez, é representativa pois há bebés e crianças que apresentam outros tempos e ordem de queda dos dentes de leite.

Será um dente?

Quando os bebés ainda não conseguem exprimir por palavras ou gestos o motivo do choro, enquanto pais temos de fazer uma espécie de “exclusão de partes” até perceber o que se passa, para podermos ajudar.

Choro pode significar fome, sono, gases ou desconforto (febre, dores, dentes, ou até fralda por exemplo). Começamos por excluir as mais fáceis.

Quais os principais sintomas de um dente a nascer?

  • Choro e irritabilidade, provocados pela dor
  • Gengivas doridas e inchadas
  • Salivação mais abundante (e tendência a meter os dedos ou objetos na boca)
  • Perda de apetite
  • Bochechas vermelhas, muitas vezes apenas do lado da erupção dentária
  • Dificuldades em adormecer e, nalguns casos, sono agitado

Poderá ainda apresentar:

  • Febre
  • Dermatite da fralda
  • Distúrbios digestivos (cólicas e diarreia), entre outros.

Nota: Se o seu bebé manifestar alguns destes sintomas durante mais de 3 dias, consulte o seu médico para excluir qualquer outra causa.

Quanto tempo demora a dentição de leite a nascer? Cronologia.

Uma erupção dentária dura cerca de 8 dias*. Tendo em conta que a dentição completa corresponde a 20 dentes, contas feitas, são cerca de 160 dias que um bebé poderá estar desconfortável e a viver momentos pouco agradáveis.

* Fonte Macknin ML & al Symptoms associated with infant teething: a prospective study, in Pediatrics. 2000; 105: 747 – 752

O que podemos fazer?

São várias as mezinhas caseiras de alivio da dor de dentes e das gengivas dos bebés. Na minha experiência, todas eles de pouca dura, ou seja, aliviam apenas momentaneamente.

O que usei no meu filho mais novo foi uma solução oral homeopática, sem açúcar e sem sabor que recomendei às minhas amigas, e também vos recomendo aqui, chamada Camilia®.

Benefícios de administrar Camilia® para perturbações atribuídas ao crescimento dos primeiros dentes

  • Atua nos principais sintomas associados ao crescimento dos 1ºs dentes, verificando-se alivio no bebé
  • Através da sua ação local e sistémica, vai atuar não só a nível da dor nas gengivas, mas igualmente na febre, diarreia, irritabilidade e sono agitado que o bebé possa sentir
  • Solução estéril, sem conservantes, sem álcool e sem qualquer tipo de constituinte nocivo para o bebé que é, basicamente, o mesmo que fazer um preparado em casa
  • Os efeitos secundários são pouco frequentes, breves e transitórios. No caso do meu filho, os efeitos secundários foram nulos
  • Higiénico: não precisa de massajar a gengiva porque se apresenta em unidoses, fáceis de transportar e de administrar
  • Sem açúcar: não provoca cáries

Calendário da dentição

Podem visitar o site para informações mais personalizadas, e se clicarem em Eu quero preencher o calendário de dentição do meu filho on-line e de borla, acedem a um calendário pessoal que podem personalizar para cada filho, marcar a data em que caiu cada um dos dentes e depois imprimir.

Camilia® acalma o seu bebé e devolve a paz à sua família

Camilia® é um medicamento homeopático indicado para os sintomas associados ao nascimento dos primeiros dentes. Através da sua ação local e sistémica, Camilia® vai atuar não só a nível da dor nas gengivas, mas igualmente na febre, diarreia, irritabilidade e sono agitado que o bebé possa sentir.

Camilia® é uma solução oral sem qualquer constituinte nocivo conhecido para o bebé, sem açúcar e sem sabor. A posologia recomendada são 2 a 3 unidoses por dia. O bebé deverá ser colocado em posição sentada e o conteúdo deverá ser vertido na cavidade bucal.

Prático e higiénico, Camilia® oferece a solução ideal aos problemas mais comuns associados à primeira dentição.

 

 

Crianças com necessidades especiais de cuidados de saúde

Alguns atrasos de desenvolvimento, como a demora em segurar a cabeça levantada, podem constituir um primeiro indício de deficiência mental. Contudo, algumas crianças com um atraso ligeiro desenvolvem-se normalmente durante os primeiros anos de vida. Mais tarde, a fala, o movimento e as competências escolares podem ficar muito atrás dos das crianças da mesma idade.

Quaisquer desses atrasos deverão ser interpretados com muito cuidado, uma vez que as crianças se desenvolvem com ritmos diferentes. Se o seu filho apresentar sinais de atraso no desenvolvimento, consulte o médico, que poderá recomendar-lhe que vigie e aguarde. Entretanto, pode ser feito um exame físico para excluir a possibilidade de problemas de audição, de visão ou de fala.

Como diagnosticar?

O médico poderá indicar um especialista em desenvolvimento pediátrico ou em neurologia pediátrica, bem como uma equipa de pessoas especializadas da avaliação de problemas no desenvolvimento. Far-se-ão testes para identificar a natureza do problema e para planear uma estratégia adequada. Com base nos testes, o grau de deficiência é identificada.

A educação é a pedra basilar do tratamento de crianças portadoras de deficiência mental. Há escolas, algumas no âmbito do ensino público, que proporcionam aulas para crianças com necessidades especiais.

O diagnóstico de deficiência mental pode afetar muito os familiares que por vezes têm sentimentos de culpa ou de revolta. A maioria dos pais quer saber se os filhos irão algum dia conseguir funcionar com autonomia. Essa é uma situação possível em muitos casos. As crianças nesta situação precisam de todo o amor e de toda a orientação para conseguir o seu potencial máximo.

Deficiências de aprendizagem

Uma deficiência de aprendizagem é um problema que afeta a capacidade do cérebro de interpretar informações. Essas limitações podem ser expressas em termos de dificuldades específicas na fala, na escrita, na coordenação física, nos impulsos comportamentais e no intervalo de atenção.

Podem afetar o rendimento escolar (leitura, escrita e matemática), as rotinas diárias ou as interações sociais.

A deficiência de aprendizagem define-se como uma diferença importante entre a inteligência de uma pessoa e as competências que adquiriu em cada idade específica. A perturbação de aprendizagem é um termo mais abrangente, que engloba tudo o que cause um défice continuado no funcionamento do cérebro em desenvolvimento.

As causas das perturbações de aprendizagem não estão ainda totalmente explicadas.

Parece que a maior parte das deficiências tem origem em problemas de articulação de informações provenientes de regiões diferentes do cérebro. Alguns investigadores são de opinião de que, em muitos casos, a origem das perturbações se situa antes do nascimento.

Algumas áreas que estão a ser investigadas são:

– Erros no desenvolvimento do cérebro do feto;

– Fatores genéticos ou ambiente familiar;

– Tabaco, álcool e estupefacientes (como a cocaína) consumidos pela mãe enquanto grávida;

– Problemas do feto durante a gravidez, como, por exemplo, falta de oxigénio;

– Toxinas ambientais.

 

Por Paula Norte, psicóloga clínica

image@shutterstock

 

O que é a intolerância à lactose?

A intolerância a lactose é a dificuldade em fazer a digestão do açúcar presente no leite, que se chama lactose. Para fazer essa digestão, utiliza-se uma enzima que é produzida no intestino e que se chama lactase, mas há algumas pessoas que não produzem essa enzima em quantidade suficiente.

Assim, vão ser incapazes de digerir a lactose e vão ter os sintomas derivados dessa dificuldade e que podem ser:

  • gases em excesso
  • barriga inchada
  • dor de barriga
  • diarreia frequente.
  • desconforto com o consumo de leite e derivados
Existe uma grande variabilidade nas manifestações, porque tudo depende do nível de enzima que a pessoa produz. Quem produz mais enzima vai tolerar a ingestão de uma quantidade maior de leite e derivados do que quem produz menos.

Na suspeita de haver uma intolerância à lactose a solução é só uma: reduzir a ingestão de lactose.

A maior fonte desse açúcar é o leite, pelo que se deve trocar para um leite sem lactose (seja leite adaptado ou de vaca).
Os outros produtos lácteos (iogurte e queijo, por exemplo) são fermentados e têm muito pouca lactose. Motivo pelo qual geralmente não é necessário retirá-los da dieta, exceto se causarem mal-estar quando consumidos. Se com estas medidas simples a criança melhorar, fazemos o diagnóstico. Neste caso deve manter-se a dieta sem lactose, pelo menos temporariamente (cerca de 8 semanas).
Depois desse período reintroduz-se o leite habitual da criança, sempre de forma progressiva e sob vigilância, observando se não surgem novamente sintomas de intolerância.

Desculpem, somos felizes

Li há dias esta frase:

Em 1970 a maioria das pessoas com t21 não sabiam ler nem escrever, não frequentavam a escola e viviam institucionalizadas sem qualquer perspectiva. Em 2019 as crianças e jovens com t21 frequentam a escola, aprendem a ler e a escrever. Têm amigos, trabalham, namoram e têm vidas praticamente autónomas. O que mudou? O cromossoma é o mesmo.

Nunca as condições foram tão propícias ao desenvolvimento das pessoas com t21. A evolução da medicina permite tratar os problemas de saúde. Terapeutas especializaram-se e sabem ajudar e apoiar as famílias, estimular e acompanhar as crianças e jovens. Os indivíduos com t21 nunca foram tão longe e superam-se a cada dia.

Apesar destas previsões positivas, nunca nasceram tão poucos bebés com t21 como atualmente. Se há duas décadas 1 em cada 600 bebés nascia com t21, hoje fala-se de 1 bebé em 1000 nascimentos. Tendência decrescente. Há países cuja taxa de nascimentos de bebés com t21 é já de zero nascimentos, tudo para bem de uma qualquer sociedade que andamos a construir.

No nosso país os pais podem decidir até às 24 semanas de gravidez se querem ou não o seu bebé com t21 (Lei nº 16/2007 de 17 de Abril), o que tem contribuído para um recuo nos nascimentos.

A questão que aqui se coloca não é a legalidade, mas se aquilo que está a acontecer é bom, do ponto de vista ético.

A sociedade estará a tornar-se melhor porque há cada vez menos indivíduos com t21?

Como justificamos o extermínio consentido de um grupo de pessoas, sabendo que aqueles que lidam com eles são mais felizes por isso?

Nesta incessante procura de uma sociedade perfeita, temos tendência a esquecer que, aquilo que nos é permitido legalmente não tem que ser uma situação boa e eticamente aceitável.

Quando um Ministro da saúde de um país europeu diz publicamente que se amanhã não existirem pessoas com t21, temos que o aceitar – sabemos que algo está mal no caminho pelo qual enveredamos.

Com uma taxa de zero nascimentos de crianças com t21 não estamos a contribuir para um mundo melhor e mais humano. Estamos a enveredar pelo caminho perigoso da seleção genética.

Não posso aceitar. Até porque por trás destas decisões está uma certa hipocrisia e uma pseudo-moral.

Afinal, quais os argumentos apresentados para a IVG de um bebé com t21?

Ouvimos muitas vezes referir o medo, a vergonha, o não ser capaz, o não estar preparado, os custos. Ora, muitas destes argumentos não se referem ao bebé mas sempre e apenas ao eu. Ou se quer ter um filho ou não. Se quero, o nosso filho poderá dar trabalho.

Deixemo-nos de hipocrisias, somos egoístas e empacotamos este sentimento em justificações falsas de incompatibilidade com vida, desgraça, sofrimento.

Lamento informar, nada disto vem com a t21. Olhamos mas não queremos ver.

Não foi por acaso que mães francesas que interromperam a gravidez com bebés com t21 se sentiram incomodadas com o filme “Dear Future Mom” . A felicidade, que o video mostra,  ofendia-as. E a sociedade francesa concordou. Se tens t21 ao menos sê infeliz, para que eu possa justificar a minha decisão. Não. Não posso aceitar pacificamente que pessoas como a minha filha não tenham direito à vida.

Lamento informar, estamos bem, felizes e recomendamo-nos!

 

Nota: este texto não é uma discussão ao aborto, apenas e somente à pratica de seleção de bebés que são desejados e abortados por terem t21.

 

Marcelina Souschek, em Pais 21

 

A Associação Pais21 – Down Portugal é uma associação de pessoas com trissomia 21, famílias e sociedade civil que desde 2008 promove a informação e a partilha de novidades relativas  à trissomia 21. A nossa associação pretende  mudar o modo como a sociedade vê as pessoas com t21,  dar um apoio individualizado aos pais, dar informação atualizada sobre as suas capacidades reais  e apoio às novas famílias.

Dores de barriga na criança – sinais de alerta

A dor de barriga é uma queixa muito frequente por parte das crianças e, grande parte das vezes, a maior dificuldade é perceber se é apenas “manha” ou não, até porque surge frequentemente nas horas da refeição.

Assim, é fundamental ter em atenção alguns aspectos.

Em primeiro lugar, é importante ter em conta a idade da criança, porque quanto menor for a idade, maior a probabilidade de a dor de barriga ser “verdadeira”. Depois, convém averiguar se existem ou não outros sintomas a acompanhar. Estes podem dar-nos pistas sobre a causa e devem ser sempre valorizados.
Convém ainda fazer uma observação geral da criança, para tentar perceber se há algum achado que nos possa fazer pensar mais em alguma causa. Por fim, mas não menos importante, não nos podemos esquecer de avaliar ou tentar perceber se há algum motivo de stresse por detrás das queixas, embora esse seja sempre um diagnóstico de exclusão (ou seja, só pode ser estabelecido se conseguirmos excluir todas as outras causas possíveis).
Sempre que uma criança se queixa de dores de barriga, convém que os pais estejam atentos a alguns sinais de alerta, que devem implicar uma observação médica mais urgente.

Os mais importantes são os seguintes:

  • Dores que acordam a criança durante a noite
  • Quando a criança não defeca há alguns dias, nem liberta gases (este último é um aspeto muito importante a valorizar)
  • Sempre que existe uma palidez intensa ou mau estado geral da criança
  • Presença de sangue nas fezes
  • Associação a vómitos com agravamento progressivo
  • Quando a criança localiza a dor num local afastado do umbigo (quanto mais afastada, maior a probabilidade de haver uma causa a justificar a dor)
  • Associação a febre alta e difícil de controlar
  • Associação a emagrecimento
  • Alternância entre prisão de ventre e diarreia
  • Dor muito localizada numa parte específica da barriga, que cede mal à medicação

Dois dos meus filhos têm pele atópica. Também eu, quando era mais nova costumava ter algumas crises de eczemas, tendo sido diagnosticada numa crise mais severa na adolescência, como dermatite atópica. Por este motivo, reconheci os mesmos sintomas nos meus filhos quando ainda eram bebés, e começaram a ser acompanhados pelo dermatologista pediátrico desde muito cedo.

O que é a Dermatite Atópica?

Estima-se que 20% das crianças em todo o mundo têm pele atópica*, sendo a principal doença tratada pela dermatologia infantil. Também conhecida como Eczema Atópico, a Dermatite Atópica (DA) é uma doença de pele que pode ser alérgica ou crónica.

Caracteriza-se por secura, comichão e zonas avermelhadas durante períodos mais ou menos longos.

Os meus filhos faziam eczemas nas dobras (como sabemos, os bebés têm muitas pregas), na zona do pescoço, no peito, nas axilas, atrás dos joelhos, interior das pernas e parte inferior das costas, especialmente nas zonas da fralda.

Possivelmente alguns dos vossos filhos já tiverem eczemas, e eu que já sofri do mesmo mal posso dizer-vos que dá muito incómodo pois dá uma espécie de comichão e ardor em simultâneo. Lembro-me de haver alturas em criança, em que me coçava até fazer ferida.

Agora imagino nos bebés, que não têm a capacidade de se queixar, nem de ser coçar ou massajar para aliviar os efeitos.

Por isso, é normal que crianças com dermatite atópica apresentem um comportamento irritado que, muitas vezes, se confunde com uma birra de sono ou de cocó na fralda, com choro à mistura. Esta é a sua forma de comunicarem. De se queixarem e dizer-nos que estão desconfortáveis. É também normal que apresentem padrões de sono mais irregulares, uma vez que, quando estão com irritação na pele, se sintam extremamente desconfortáveis.

Nos meus filhos foi desaparecendo com a idade, até que numa crise de asma, a minha filha voltou a ficar com eczemas grandes, agora mais concentrados apenas em duas zonas, e que me fez andar outra vez à volta deste assunto.

Por isso, para melhor perceber o que é a dermatite, deixamos 12 perguntas e respostas que esclarecem algumas das dúvidas mais comuns:

1. Em que idade surge?

Normalmente, as crianças são mais vulneráveis e a doença surge antes dos cinco anos de idade, havendo uma grande percentagem de incidência em crianças com menos de um ano. Verifica-se em muitos dos casos, o desaparecimento parcial e por vezes total dos sintomas com a idade.  No entanto, pode aparecer em qualquer altura da vida, sendo que, quando aparece mais tardiamente, os efeitos tendem a ser mais duradouros.

2. Quais são os sintomas mais comuns?

Apesar de nenhum organismo ser igual, as queixas mais comuns são:

  • Pele seca;
  • Manchas vermelhas;
  • Comichão.

Para qualquer um destes momentos mais inquietantes, poderá ter um aliado apaziguante, pronto para atuar sobre qualquer tipo de pele, seja em que idade for, com manteiga de Karité, madecassosside e Glocunato de Zinco antibacteriano, uma fórmula tripla de peso que vai querer ter sempre à mão.

 

3. Tem cura?

Assim como outras doenças crónicas, a DA não tem cura, mas tem forma de ser controlada. E a verdade é que com a idade, a maioria das crianças tendem a sentir um alívio considerável dos sintomas e uma diminuição dos episódios de crise.

4. Quais as suas causas?

Pode existir uma predisposição genética (eczema atópico) e alguns factores ambientais que contribuem para o seu aparecimento, como os elevados níveis de poluição. De facto, quando um dos pais sofre de atopia, existe uma maior probabilidade de a criança também desenvolver esta patologia. (Agora percebo onde é que os meus filhos foram buscar isto!)

Por outro lado, existem também causas alérgicas, isto é, quando a pele entra em contato com ingredientes reativos, provocando uma reação de sensibilidade (eczema de contacto alérgico).

5. Quais os factores do nosso dia-a-dia que podem agravar a doença?

  • Banhos demorados
  • Água muito quente
  • Sabonete com ingredientes agressivos
  • Cosméticos não indicados para pele com tendência atópica
  • Roupas sintéticas, transpiração,
  • Alguns detergentes mais agressivos
  • Alimentação.

6. É contagioso?

Nem pensar, a DA não se transmite pelo contato direto. Podem continuar a dormir todos na mesma cama e abraçar-se como antes que não existe qualquer contágio direto.

7. O estado emocional tem influência no aparecimento de sintomas?

Sim, a parte emocional tem um papel importante nas crises de dermatite atópica. Nos bebés é muito fácil de perceber esse desenvolvimento: quando não os ajudamos a acalmar a comichão, eles choram muito, e verifica-se um aumento grande de um dia para o outro da vermelhidão. Depois torna-se numa bola de neve.

Também é possível que o stress dos pais passe para os filhos por isso, em situações destas (e também outras do quotidiano) é impreterível que os pais consigam controlar a sua ansiedade perante os filhos, para que estes não se tornem também crianças nervosas/inquietas, aumentando os sintomas da crise.

8. Uma criança com Dermatite Atópica deve consultar um psicólogo?

Não se tratando de uma doença psicológica, o eczema e os seus sintomas podem ter alguns impactos na qualidade de vida do paciente. Posto isto, pode ser importante ter um acompanhamento profissional, nalguns momentos, sobretudo nos casos mais severos.

9. Como é feito o tratamento?

A melhor forma de lidar e cuidar da sua pele é, nada mais, nada menos, do que através da hidratação.  Quando a pele está seca e desidratada, a sua barreira de proteção está incompleta o que gera mais episódios e crises. Procure sempre nutrir a pele com cuidados emolientes, ricos em óleos e adequados à pele com tendência atópica.

Não descure a importância do banho e restaure o seu equilíbrio cutâneo com os aliados certos.

10. Pode uma pele com Dermatite Atópica frequentar uma piscina?

Sim. No entanto, sem estar demasiado tempo. E assim que sair, deve passar-se por água corrente e hidratar-se devidamente. O cloro e outros desinfetantes colocados nas piscinas, até mesmo o sal, pode ser prejudicial para uma pele atópica, se não lavada de seguida.

11. Os animais de estimação são proibidos?

Muitas crianças sonham com o momento em que têm o seu primeiro animal de estimação. Não é preciso abolir de todo a ideia, mas infelizmente é necessário haver vários cuidados para que não agrave esta condição. A título de exemplo: a animais com pêlo, como cães e gatos, não deve ser permitido o contacto com a cama do mais pequeno, evitando também o sofá. A casa também deve ser aspirada, pelo menos três vezes por semana. Em todos os casos, uma conversa com o dermatologista deve ser o primeiro passo.

12.Quais devem ser as rotinas essenciais de uma pele com Dermatite Atópica?

  1. Hidratar a pele todos os dias.
  2. Banhos rápidos e com água pouco quente.
  3. Utilize produtos de limpeza e sabonetes adaptados à pele sensível e com fórmulas hipoalergénicas.
  4. Prefira sempre roupas de algodão.
  5. Fuja de produtos com muitos químicos e de amaciadores na lavagem das suas roupas.

 

[1] *Nutten, S. Atopic Dermatitis: Global Epidermology and Risk Factors. Ann Nutr Metab 2015; 66 (suppl 1): 8-16

A febre no bebé e na criança é um sintoma extremamente comum e o principal motivo de consultas médicas de urgência em Pediatria. Por ser tão frequente, é importante perceber porque surge e quando é realmente preocupante.

Febre no bebé e na criança – o que fazer?

O primeiro conceito a reter é que a febre não é uma doença. É um sintoma, que geralmente surge associado a algum tipo de “agressão” externa, mais frequentemente uma infecção. A definição de febre depende do local onde a temperatura é medida, podendo ser utilizados os seguintes valores:

  • rectal (medida no rabinho) – acima de 38 graus
  • timpânica (medida no ouvido) – acima de 37,6 graus
  • axilar (medida debaixo do braço) – acima de 37,5 graus
Trata-se de um mecanismo de defesa do organismo, que serve essencialmente para ajudar a combater essa “agressão”, através dos seguintes mecanismos:
– melhoria da capacidade de resposta do organismo. Alguns dos nossos mecanismos de defesa ficam optimizados com a subida ligeira da temperatura corporal
– inactivação de alguns microrganismos. A elevação da temperatura faz com que alguns microrganismos percam agressividade, ajudando assim a combatê-los

Assim, é fácil perceber que, apesar de causar muitas preocupações aos pais, a febre em si pode até ser benéfica. Por esse motivo, há até quem defenda que não precisa de ser tratada, caso a criança esteja bem disposta. Na verdade, não se deve tratar a febre em si, mas sim o desconforto que esta provoca. A temperatura corporal não sobe indefinidamente e, mesmo sem tratamento, acaba por voltar a descer.

Quando se dá algum tipo de medicamento nessas situações, é importante realçar alguns aspectos:

  • o tempo médio para começarem a actuar é de 30 minutos a 1 hora, pelo que não é esperado que haja uma resposta imediata
  • a resposta esperada é que a temperatura desça 1-1,5 graus, pelo que não é suposto que desça sempre para os 37 graus

Relativamente aos tradicionais banhos de água tépida e outras medidas de arrefecimento corporal:

– Convém reforçar a ideia de que nem sempre são boa opção.
– Só devem ser utilizados quando a temperatura já está a baixar, o que geralmente se percebe porque a criança fica com a pele mais vermelha, quente e transpirada.
– Devem ser evitados quando a temperatura está a subir, ou seja, quando a criança está com as mãos frias, a pele mais pálida, os lábios arroxeados e com tremores

Creme para crianças retirado do mercado pelo Infarmed

O Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização e a retirada de todas as unidades existentes no mercado do creme para crianças Barral BabyProtect Creme de Rosto.

A autoridade Nacional do Medicamento, refere que o creme de rosto infantil da Barral

Não cumpre com o Regulamento (CE) n.º 1223/2009, de 30 de novembro, devido à identificação laboratorial de Phenoxyethanol não declarado na lista de ingredientes, bem como à utilização de conservantes não autorizados...”

Alerta ainda que, os consumidores que possuam este cosmético não o devem utilizar. Quanto àsentidades que disponham de embalagens deste produto refere que não as disponibilizem para venda, devendo proceder à sua devolução.

O Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização e a retirada de todas as unidades existentes no mercado do creme para crianças Barral BabyProtect.

 

Nos produtos “INCA Creme hidratante Limão” e “INCA Creme hidratante de Frutaso Infarmed detetou “laboratorialmente a presença da mistura de conservantes “Methylchloroisothiazolinone (and) Methylisothiazolinone” e verificou que todos os cosméticos da mesma marca foram colocados no mercado sem que a pessoa responsável garanta o cumprimento das obrigações previstas, pelo que o Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado nacional de todos os produtos da marca INCA.”

Refere ainda que “A utilização desta mistura de conservantes é proibida em produtos cosméticos não enxaguados e pode colocar em sério risco a saúde humana, por induzir alergia de contacto.”

Sempre que alguma partícula estranha (microorganismo, poeira, líquido, expectoração, …) chega aos brônquios ou pulmões, a primeira resposta do organismo é tentar eliminá-la.
Para isso, é desencadeado o reflexo da tosse. Em que ocorre uma saída de ar forçada pela boca, a alta velocidade, arrastando consigo o que conseguir.

Tosse
Na maior parte das vezes é causada por infecções respiratórias e, apesar de surgir em poucas horas, demora muito mais tempo a desaparecer. De um modo geral, dura cerca de 2-3 semanas, período ao longo do qual vai melhorando lenta e progressivamente.

Características e tempo de evolução da tosse

No início surge, habitualmente, uma tosse seca e irritativa, seguida ao fim de 3-4 dias por tosse produtiva e com expectoração. Ao fim de cerca de uma semana a tosse volta novamente a ser seca e só depois vai desaparecendo.
É muito importante conhecer estas características e tempo de evolução da tosse. Só assim se consegue distinguir uma evolução típica de uma evolução atípica, sendo que esta última implica sempre observação médica e, eventualmente, realização de exames para investigação.

O que fazer?

Uma vez que se trata de um mecanismo de defesa, não requer tratamento na maioria das vezes. De qualquer forma, há alguns procedimentos que devem ser adoptados e que podem ajudar a aliviar o desconforto provocado pela tosse, tais como:
  • Fazer uma boa higiene nasal. Com ajuda de soro fisiológico ou um spray de água do mar e, eventualmente, utilizando também um aspirador nasal;
  • Fraccionar as refeições nos casos em que as crianças vomitam com a tosse. Ou seja, dar mais vezes de comer, mas menos quantidade de leite/alimentos em cada refeição.
De um modo geral, a administração de medicamentos para “parar” a tosse deve ser evitada. Estes acabam por retirar alguma capacidade de resposta do organismo e boicotar a principal forma que temos de limpar os pulmões.
Já em relação aos remédios mais tradicionais ou “caseiros”, tais como os xaropes de cenoura ou mel, a sua eficácia é, no mínimo, bastante duvidosa e devem também ser evitados, uma vez que possuem demasiado açúcar e podem ser mais prejudiciais do que benéficos.

SINAIS DE ALARME

A tosse é muito frequente e todas as crianças têm vários episódios em que tossem durante o ano.
A maior parte dessas situações são “comuns” e pouco graves.

Mas há alguns sinais de alarme que os pais devem conhecer, tais como:

– mau estado geral da criança
– febre alta, difícil de controlar
– falta de ar
– sinais de dificuldade respiratória. (o nariz a abrir e fechar ou a pele entre as costelas a ir “para dentro e para fora” durante a respiração)
– tosse com mais de 3 semanas de duração, sem noção de melhoria
– vómitos persistentes
– dificuldade na alimentação
– guincho inspiratório entre acessos de tosse
É muito importante estar atento a estes sinais, porque a sua presença implica sempre uma observação médica mais urgente.

6 Alimentos para hidratar o corpo e combater os dias de calor

Hidratar de forma adequada é imprescindível para mantermos o corpo e a mente sãos!

Os picos de calor conduzem frequentemente a situações de desidratação, que por vezes se confundem com cansaço ou irritabilidade.

Eis alguns alguns alimentos top que devem ser consumidos regularmente de forma a evitar o desconforto na época mais quente do ano:

1. Água

Nada mais simples para hidratar de forma equilibrada. Ter atenção à natureza, qualidade da água, características próprias no funcionamento do sistema renal, historial clínico.
O mais sensato será variar no tipo de água, escolher águas de boa mineralização, alterando com águas de nascente de menor mineralização, dessa forma não sobrecarregamos os rins nem criamos descompensações.

2. Sumos naturais (água de coco, gengibre, lima)

De sabor agradável e de elevado conteúdo em eletrólitos, são óptimos re-hidratantes. Importante não adicionar açúcar.

3. Infusões

(hibisco, rooibos, cavalinha, urtigas, hortelã,…)

Podem ser ingeridas como refresco ou como alternativa é possível fazer agradáveis e refrescantes gelados.

4. Melancia, meloa, melão, uvas, maçãs, pêras, pêssegos (aproveite a maior variedade de fruta desta época).

Óptima opção para um lanche prático fora de casa ou para uma agradável passeio, basta preparar a fruta numa caixa e  podemos assim desfrutar de um snack saboroso e nutritivo e hidratar o nosso corpo em simultâneo.

5. Alface, germinados, courgette, pepino, saladas.

Para uma refeição ligeira, são óptimos ingredientes, para além de hidratarem de forma eficaz.

6. Sopa de gaspacho

Pode compor uma refeição leve e surpreendentemente refrescante e que desperta os sentidos pela riqueza dos ingredientes (tomate, pimentos, ervas, especiarias).​

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