As vossas notas não são o mais importante para mim

Meus filhos, meus Marias, meus amores maiores, as vossas notas não são o mais importante para mim. Vou repetir. As vossas notas não são o mais importante para mim. E se alguma vez eu disser que são, por favor obriguem-me a ler este texto em voz alta no mínimo 10 vezes. As vossas notas não são o mais importante para mim. No meio de tantas incertezas que envolvem as decisões da maternidade, aqui eu não tenho dúvidas.

Se quero que tenham boas notas? quero muito. Se quero que se esforcem e sejam bons alunos? quero muito.

Mas há 10 coisas (se calhar até mais) que para mim são mais importantes que as vossas notas e não têm necessariamente de ser por esta ordem:

1. Que entendam a ligação entre as palavras esforço e recompensa e que acreditem que essa ligação vai estar sempre presente em tudo na vossa vida, na escola, em casa, na amizade e no amor. Que aceitem que embora não exista recompensa sem esforço, poderá existir esforço sem recompensa.

2. Que saibam que o valor de uma pessoa está sobretudo naquilo que ela dá e recebe e que isso não se expressa em nenhuma escala de avaliação.

3. Que se cuidem e se protejam muito, cada um de vocês e entre vocês. Que sejam os melhores amigos e que confiem uns nos outros como em mais ninguém.

4. Que não me vejam como uma amiga mas como a vossa mãe

E que se apercebam que essa relação vai sempre ser mais forte que qualquer outra de amizade.

5. Que continuem a puxar-me para dançar na cozinha e que eu largue sempre tudo por uma dança a 2 ou a 5 (“a sério que até esta é mais importante que as nossas notas? mãeiiiii tem noção que a partir de agora vai ser ainda mais dançar e ainda menos estudar?”)

6. Que me peçam festinhas nas costas e que me surpreendam com abraços pelas costas.

7. Que continuem a invadir a minha cama pela manhã com beijos lambuzados e abraços prolongados.

8. Que aprendam que em casa todos devem participar nas tarefas e não apenas ajudar.

9. Que sejam honestos convosco e com os outros. Educados com os colegas e com os professores. Educados dentro da sala de aula, na cantina e no café em frente à escola.
Que respeitem outras opiniões ainda que contraditórias à vossa. Que não defendam a vossa opinião só porque sim, aceitem mudar se assim vos fizer mais sentido. Que denunciem o que não acharem correcto e que estejam atentos a quem precisar de ajuda

10. Que se lembrem sempre que EU ESTOU AQUI ♥

 

LER TAMBÉM…

Do diretor de uma escola em Singapura aos pais antes da época de exames

Carta aberta à direção da escola

Avaliações escolares ou Pedagogia Montessori

 

O regresso às aulas está a chegar!

Temos sido abordados com algumas dúvidas sobre as mochilas escolares, e como tal, pensámos em escrever este artigo com algumas dicas fundamentais na hora de escolher a mochila para os nossos filhos!

Cada vez mais tem sido demonstrada a relação directa entre o uso incorrecto das mochilas escolares e o aparecimento de sintomas, nomeadamente dor na coluna vertebral nas crianças. O uso de uma mochila demasiado pesada ou mal posicionada poderá levar a uma alteração da curvatura fisiológica e normal da coluna, obrigando as crianças a adoptarem uma postura mais inclinada para a frente, o que a longo prazo se poderá traduzir em sintomas e lesões a nível da coluna e musculatura cervical bem como a nível da cintura escapular. 

colunaimagem@centralpe.com.br

Assim, quando escolhemos a mochila, é importante ter atenção a alguns pormenores que poderão fazer toda a diferença no futuro dos nossos filhos:

  • Tamanho – Escolha uma mochila de tamanho adequado ao seu filho.
    Uma mochila deve ter mais ou menos o tamanho da altura do tronco da criança.
  • Design – Uma boa mochila deve ter as alças largas, ajustáveis e almofadadas.
    Deverá idealmente ser almofadada junto às costas para maior conforto, e deverá ainda ter um cinto que posssa prender à cintura. Apesar de não ser prático e apesar deste cinto não ser encontrado na maioria das malas escolares, permite que a mala fique mais justa ao corpo com menor carga para a coluna. CERTO ERRADO 2
  • Posição – As alças deverão ser ajustadas simetricamente, e de forma a que a mochila fique justa ao corpo da criança, com o limite superior a nível dos ombros e o limite inferior nunca mais de 5cm abaixo da linha da cintura da criança. A mochila deverá ser sempre utilizada nos dois ombros! 

 

  • Peso – O peso ideal de uma mochila já com todo o seu conteúdo, não deverá nunca ultrapassar os 10% do peso da criança.
    É também muito importante a distribuição do peso, sendo que as coisas mais pesadas devem ser dispostas na vertical e na zona mais junto ás costas da criança. Quando for impossível que a mala tenha um peso até 10% do peso da criança, será mais adequado optar por uma mala de rodinhas, tipo troley. mochilas

RESUMO

mochilas (2)

Esperamos que estas dicas vos sejam úteis!!!
Bom regresso às aulas!!!!!

Por André Pedras, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

imagem@locker/

É no mês de Setembro que grande parte das crianças regressa à escola, e os piolhos também!

Para os pais que não colocaram pela primeira vez os filhos na escola, a questão é: – “ – Quem não recebeu já uma circular da escola, sobre piolhos? “

E a sensação de “comichão na cabeça” que a leitura dessa circular provoca? Recordam-se?

Vamos falar sobre estes “ animais” e evitar que se tornem de “estimação”!

Antes de mais, é bom esclarecer que os piolhos não transmitem doenças e não aparecem por maus cuidados de higiene. São insectos mas não voam, nem saltam. E as complicações mais habituais devem-se a feridas no couro cabeludo, consequência do coçar, ou em casos mais raros, aumento dos gânglios linfáticos da região do pescoço. Neste duas situações sugiro sempre uma avaliação do Pediatra.

Conhecer o ciclo de vida do piolho ser-lhe-á útil para tratar mais eficazmente a infestação.

O piolho adulto fêmea põe os seus ovos presos ao cabelo o mais próximo possível do couro cabeludo, para terem mais calor e incubarem melhor.  A região preferida é a nuca e por detrás das orelhas.

Passados  cerca de 8-10 dias, o piolho jovem sai do ovo, e permanece colado ao cabelo, já vazio. O piolho jovem ou ninfa demora cerca de 7-10 dias a atingir a fase adulta, a acasalar e a pôr ovos (Lêndeas) . A vida média de um piolho é de aproximadamente 30 dias e um piolho fêmea pode pôr uma média de 7 ovos por dia. Os piolhos “comem” (picam) sangue do couro cabeludo a cada 4 horas. Fora do Homem morrem em 24 horas, por isso os objectos não são uma fonte importante de contágio.

As Lêndeas,  têm um aspecto branco-amarelado, ou até acastanhado, estão agarradas ao couro cabeludo e não se soltam com  água.

Por vezes confundem-se com caspa, mas o truque, é soprar, se se desprende é caspa, se ficou agarrado ao couro cabeludo, acabaram de descobrir umas lêndeas!

Os Piolhos fogem rapidamente quando se aponta luz, o piolho é de cor escura, por isso recomendo pentear o cabelo com um pente com pouca distancia entre dentes e um fundo branco (uma toalha sobre os ombros)

Os Piolhos vivos são os que provocam comichão e fazem com que a criança se coce com muita frequência, sinal que por vezes desperta a atenção dos pais e posteriormente o diagnóstico da presença de piolhos. É muito comum as crianças que já tiveram piolhos  se auto –diagnosticarem, pedindo  aos pais uma avaliação das cabeças.

Tal como já disse anteriormente,  os piolhos não voam, nem saltam, o contagio faz-se por contacto direto,  de fio de cabelo para fio de cabelo! Cabeça com cabeça. É certo que não é impossível, mas menos comum (esperança de vida Piolho = 24h sem contacto com o humano) o contagio por bonés, gorros, acessórios de cabelo, os piolhos não são aventureiros!

O tratamento da infestação por piolhos consiste em muita paciência e em aplicar um produto pediculicida. Pentear com periodicidade, com pente próprio é importante para eliminar os piolhos mortos. Existem dois tipos de tratamento no mercado à base de insecticidas (Permetrina 1%) ou tratamento sem insecticidas (Dimeticona). Em ambos deve seguir as recomendações do produto e do Pediatra. As que são mais fáceis, para as crianças são as loções que se aplicam com o cabelo seco e lavagem a seguir. Nenhuma destas duas vias de tratamento deve ser utilizada de forma preventiva no dia-a-dia.

Recentemente o British Medical Journal , publicou um estudo, sobre o “Octanediol” uma substância que para além de muito eficaz no tratamento, também pode ser usada como repelente de piolhos, mas depois de uma pesquisa exaustiva, não encontrei nenhum produto comercializado em Portugal.

Chegou recentemente a Espanha um produto (spray) que os responsáveis pela marca asseguram que a aplicação 2 vezes por semana, é o suficiente para fazer desaparecer os piolhos da nossa vida.

Sendo assim, temos que aguardar que este “milagre” chegue a Portugal e que as circulares sobre os Piolhos deixem de chegar às nossas casas.

imagem@medicsindex.ning.com

E assim estamos de novo no regresso às aulas. Entre testes, estações do ano, notas, estudo, apontamentos, visitas e reuniões de pais voltámos a Setembro!

É tempo de decisões, opções e preocupações. Renovar matrículas, mudar de escola, estudar os conteúdos programáticos, conhecer as professoras, comprar e forrar os livros e escolher o material escolar.

Diariamente somos bombardeados com promoções, descontos e ofertas. Mais uma altura do ano aproveitada ao máximo pelo princípio capitalista do consumismo. Mas o regresso às aulas é muito mais do que isto. É a altura em que os mais novos se sentem postos à prova, é tempo de retomar as rotinas e horários e para algumas mães é altura de se despedirem da licença de maternidade e entregarem os bebés ao cuidado de alguém estranho.

É ainda período de definição de metas pessoais, pedagógicas e profissionais.

Tempo de repensar prioridades e estabelecer medidas de organização familiar. A educação é, cada vez mais, parte crucial de quem somos e de quem queremos que os nossos filhos sejam. É selecionador de oportunidades e define competências e preferências. O regresso às aulas deixou de ser apenas período de reencontrar os amigos e professores. Ganhou uma importância acrescida de responsabilidade futura. Não basta ser razoável. Nos dias competitivos de hoje, há que ser mais e melhor. Superar e superarmo-nos diariamente.

É, ainda tempo de reencontrar ou criar novos afectos. Numa era de independência feminina, a figura de educadores e professores assume também um carácter afectivo de peso, pois substitui a presença paternal imediata. As crianças passam cada vez mais tempo na instituição escolar pelo que a transmissão de valores e princípios deixa de ser uma tarefa única e exclusiva da família.

Por isso, talvez mais do que nunca, as escolas e instituições, sejam curriculares ou extracurriculares, ganham agora um perfil mais carinhoso, mais caloroso e mais afetivo.

 

Por Mariana Torres, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

 

imagem@hayatadogruokullari.com