9 coisas que aprendi a nunca fazer em frente aos meus filhos

Os miúdos são verdadeiras esponjas. E reproduzem tudo aquilo que ouvem e veem fazer. Principalmente no recato do lar.

Lá em casa tenho dois autênticos macaquinhos de imitação, que apanham tudo o que digo ou faço. São implacáveis e não perdoam uma falha, parecem ter herdado a veia de gozão do Pai…

Bons ou maus, somos os maiores exemplos para os nossos filhos. Que, pelo menos até certa idade, olham para nós como ídolos. “És o melhor Pai do Mundo”, ouvi algumas vezes, sem conseguir conter a baba de orgulho. O que também aumenta a responsabilidade na mais difícil tarefa do mundo: criar uma criança.

Por tudo isto, deixo-vos alguns exemplos de situações em que considero que os pais devem cuidado para não acontecerem em frente aos filhos.

9 coisas que aprendi a nunca fazer em frente aos meus filhos. Para refletirem.

1 – Discussões conjugais

As crianças percebem tudo, muito mais do que você pensa. As mudanças de humor e de comportamento dos pais não lhes escapam, embora muitas das vezes não percebam o porquê. E quando há uma discussão entre os pais à frente deles? É demasiado forte para eles, acredite. E pode ter repercussões a longo prazo. Não há nada como respirar fundo e remeter essa discussão (prefiro falar em conversa…) para depois, quando já estiverem a dormir. Combine esta estratégia previamente com o seu cônjuge, para que nestas situações se lembrem sempre de a aplicar.

2 – Dizer asneiras

Parece óbvio, não é? Se é daqueles que costuma deixar sair um palavrão com frequência, prepare-se. É provável que um destes dias também ouça o seu filho a dizer o mesmo. Depois não se queixe! Se numa situação de stress lhe sair alguma asneira, não há nada como explicar que não a devia ter dito (afinal, os pais também erram) e que não se deve MESMO repetir.

3 – Perder a cabeça

Nem sempre é fácil manter a cabeça fria com as crianças, há momentos em que nos levam ao limite e a paciência se esgota. Mas faça por nunca perder as estribeiras, não desate aos gritos ou ceda à tentação de bater aos seus filhos. Respirar fundo antes de agir pode ser um bom princípio.

4 – Tomar medicamentos

É importante não passar a ideia de que os remédios são como rebuçados: podem comer-se a toda a hora (embora este também não seja um bom princípio em relação às guloseimas). Medicamentos (comprimidos ou vitaminas, por exemplo) são para tomar apenas quando estritamente necessário. Tente fazê-lo quando os seus filhos não estiverem a ver.

5 – Atravessar fora da passadeira

Aposto que neste ponto se sente um bocadinho culpada. Certo? É algo básico, mas que nem os adultos costumam cumprir. Eu até posso não o fazer quando estou sozinho com pressa e não vejo uma passadeira por perto, mas se estiver com os meus filhos é ponto assente: atravessar, só na passadeira. Faço questão de dar o exemplo.

6 – Fazer a barba

O meu filho de 6 anos acha muita graça a ver-me cumprir o ritual de fazer a barba, com a cara cheia de espuma. Há uns tempos apanhei-o com a lâmina na mão, a simular o barbear. Apanhei um enorme susto, felizmente sem consequências. Está tudo dito, não está?

7 – Atirar lixo para o chão

Outra coisa básica, mas que nós adultos teimamos em fazer (eu não, garanto-vos!).  Não há desculpas para se atirar lixo para o chão. Nem em casa nem na rua. Uma dica: leve sempre consigo um pequeno saco, para se for necessário guardar o lixo que eles produzem. Voilá!

8 – Não usar cinto de segurança

Ainda há quem se esqueça que é necessário e obrigatório. E que salva muitas vidas. Mesmo em percursos pequenos, nunca se esqueça do seu e de o colocar nos miúdos. Lembre-se que, estatisticamente, a maioria dos acidentes acontecem a poucos metros de casa.

9 – Ofender alguém no trânsito

Ora aí está um dos piores hábitos que se pode ter: ofender ou fazer gestos obscenos no trânsito. Lembre-se que a probabilidade de o seu filho repetir o que ouvir da sua boca ou o vir fazer é enorme. Vá lá, respire fundo (outra vez), ignore e siga o seu caminho!

Ser obediente, é bom?

Quando fazemos o exercício de pensar em crianças, por norma, imaginamos crianças com energia, a rir e a brincar. Por outro lado, dá-nos um sentimento de certa estranheza imaginar uma criança no seu cantinho quieta, como se, não existisse. Não raras vezes, estamos demasiado preocupados com as crianças ditas “hiperativas” e esquecemo-nos de olhar para as crianças “hiperpassivas”. Crianças que fazem os possíveis para serem invisíveis, que nunca perturbam e são, regra geral, extremamente obedientes.

Queremos crianças obedientes, desde que a acompanhar a obediência existam gestos espontâneos e a expressão daquilo que a criança sente e pensa. Aquilo que nos preocupa é quando a obediência vem tolhida de uma certa invisibilidade.  Quando a criança por tão assustada que se encontra, às vezes, faz os possíveis para ‘não existir’. E, ‘não existir’ é, muitas vezes, um reflexo de obediência com base no medo. Sempre que uma criança obedece com base no medo, está a distanciar-se de si própria e torna-se incapaz de respeitar o seu espaço e de apreender a noção de empatia e respeito pelos outros.

As regras e as recompensas

É essencial que as crianças sejam capazes de obedecer e ter um conjunto de regras que balizam os seus comportamentos, sem que vivam permanentemente sufocadas pelo que imaginam que esperam delas. Da mesma forma que, as crianças devem aprender que ter um bom rendimento escolar, ajudar nas tarefas domésticas, responder de forma adequada aos adultos. Estas são atitudes que devem ter porque estão correctas e são a base do respeito e não para serem recompensadas de forma directa e imediata. Pois, sempre que uma criança faz uma tarefa com a expectativa de ter uma recompensa, a noção de que o faz porque é assim que deve ser e porque é uma responsabilidade sua, perde-se e, a certa altura, temos crianças que só se movem com base nas recompensas.

É importante que a criança compreenda que tem deveres e que tem direitos e que entre eles, existe respeito, compreensão, empatia e amor.

Claro que, se uma criança consegue levar a cabo um conjunto de comportamentos e atitudes que até então não tinha conseguido, os pais podem e devem recompensá-la. No entanto esta recompensa deve funcionar como um reconhecimento e não como uma recompensa por si só. Isto é, a criança teve uma série de atitudes que deixaram os pais muito satisfeitos, então, os pais vão exercer um gesto de reconhecimento para com a criança. Este gesto acontece sem que a criança esteja a contar e se for imaterial tanto melhor. Se em vez de um brinquedo ou um jogo os pais proporcionarem à criança um momento relacional de que ela goste, como uma ida ao cinema, ou um piquenique a criança será capaz de ter uma linha orientadora que lhe sinaliza que está no caminho certo e que deve continuar desta forma.

Passo por passo, a criança vai adquirir valores que vão reger toda a sua atitude perante os desafios do seu dia-a-dia. Aprende assente nas linhas orientadoras dos pais sem que delas tenha medo, sem que para ser obediente precise de ser invisível.

Desta forma, é importante que as crianças riam com o corpo todo. Que as famílias permitam a liberdade de expressão e dêem espaço à individualidade de cada criança. Que eduquem praticando o amor, o afeto e o respeito, pois, só quando uma criança cresce num ambiente que é estruturante e que lhe permite a individualidade com a retaguarda do calor dos pais, se permite a existir em plenitude.

Pedir desculpas aos filhos: sim ou não?

Tenho verificado que, para muitos pais, o pedido de desculpas – quando é devido por eles – fica por dizer.

Há quem defenda que por uma questão de separação de águas e demarcação da hierarquia, os pais não devam pedir desculpas.

No meu caso tenho feito um trabalho que começa no que considero ser mais importante – o fomento da empatia.

Sei que como em todas as regras, estas têm de ser implementadas sem dar grande destaque à excepção, para que a dita regra não seja constantemente minada antes de ser apreendida. E, por isso, ensinamos os nossos filhos a pedirem desculpa sempre que se faz ou diz algo que não se devia ter dito ou feito.

O resultado é, muitas vezes, a criança acabar por pedir desculpa como um automatismo de resolução de um conflito, esteja ou não arrependida do que acabou de fazer. E por isso, para mim, é um pedido de desculpas vazio e que tenho relutância em aceitar (vindo de crianças mas tantas vezes de adultos…).

Por este motivo tento que quando a minha filha pede desculpas o sinta. Se ponha no lugar do outro. Mostre arrependimento, sem dramas. Ajustando naturalmente à cabeça e aos comportamentos de uma criança de quatro anos.

Assim sendo, e acreditando eu na educação através do exemplo, acho importante – se não mesmo essencial – que os pais encontrem em si a humildade suficiente para pedir desculpas no momento que assim o exige.

Isto não deforma negativamente a maneira como a criança olha o adulto, fortalece os laços de confiança e segurança.

Porque se vê no adulto de referência alguém que faz o que ensina (e não o “faz o que digo, não faças o que eu faço”) reconhece os erros e mostra vontade de, de forma saudável, revisitar o que aconteceu – para conversar sobre os motivos, para que não volte a acontecer, pelo menos da mesma forma.

Acredito que se assim não for então a relação que as nossas crianças vão estabelecer com as figuras de autoridade e com aqueles que estarão acima ou abaixo deles na hierarquia no trabalho, por exemplo, estará desde logo condicionada. Queremos todos que se transformem em adultos/trabalhadores/amigos/colegas/pais/pessoas capazes de pedir desculpas. E todos já sentimos como é importante que situações de injustiça sejam sanadas. Que ter um chefe que sabe reconhecer que devia ter seguido outro caminho, pode mudar a forma como encaramos as nossas relações com os outros.

Na minha sala tenho uma daquelas tábuas com frases que ditam as regras da casa. Duas delas são “sê agradecido, pede desculpas”

Por aqui as regras são como o amor. São universais.

E valem para todos.

Como impor limites com amor e firmeza

Há uns anos atrás, disciplina era sinónimo de autoridade pelo medo e de punição física.

Presentemente, em algumas situações, passamos para o outro extremo, a ausência de limites, que poderá vir a ter graves consequências não só no desenvolvimento das crianças de hoje, como nos adultos de amanhã.

Torna-se essencial rumarmos agora para encontrar o meio-termo e a melhor forma de impor limites, sem recorrer à agressão física, com os contributos científicos a que temos acesso na actualidade.

Em primeira instância, é importante ter em consideração que os pais não podem ser apenas “bons” para os filhos. Os bons pais são efectivamente bondosos, mas, por vezes, também têm de ser “maus”. É fundamental ter sempre presente, que por muito desafiadora que a criança se possa tornar, quem estabelece as regras em casa são os pais!

Como impor limites

A imposição de limites começa desde cedo. A um bebé que durante a amamentação tenta morder o mamilo da mãe, pode ser dito um “não” com ternura. E este trabalho, às vezes árduo, de educar e de ir “balizando” o comportamento da criança, para que ela vá adquirindo por si própria a capacidade de auto-controlo, é um trabalho contínuo que tem de ser feito pelos pais ao longo de muitos anos.

Os limites ensinam à criança até onde ela pode ir. Dão-lhe segurança e permitem que aprenda a respeitar o espaço do outro. Futuramente, permitirão que se torne num adulto que compreende que existem regras em sociedade importantes de cumprir. A ausência de limites torna as crianças ansiosas, instáveis emocionalmente, numa busca incessante pelos mesmos. Poderá levar a que estas crianças se tornem adultos que acham que podem fazer tudo. Ou pelo contrário, adultos oprimidos que acham que não podem fazer nada.

Mas, então devo passar o dia a dizer “Não” ao meu filho?

Não! Também é importante que os pais escolham as suas “batalhas” e que não utilizem constantemente a palavra “Não”. Guardá-lo para situações que envolvam perigo ou quando está em causa o bem-estar do outro é uma possibilidade. Por vezes, consegue-se ajudar a criança a sair de situações difíceis distraindo-a ou dando-lhe alternativas, privilegiando o discurso pela positiva, em vez de pela negativa, o que será também benéfico para a auto-estima da criança.

É ainda importante, que os pais se “emprestem” como modelos, como o exemplo a seguir. As crianças são “esponjas”, absorvem e imitam tudo o que veem. Para elas, a observação é a ferramenta de aprendizagem mais poderosa. Às vezes, é necessário que os pais façam uma auto-reflexão sobre o seu próprio comportamento com as crianças. Um pai que pede a um filho para não bater nos colegas da escola e ele próprio, quando perde a paciência lhe dá uma palmada, não é uma atitude congruente com o discurso.

Ao longo da vida, o seu filho irá ouvir muitas vezes o “Não”. Se lidar com o “Não” desde cedo, irá garantir que no futuro, quando o ouvir, saberá lidar com a adversidade. Manterá o equilíbrio psíquico e poderá, de uma forma mais imediata, mobilizar recursos internos no sentido de encontrar outras possíveis respostas/soluções.

 

 

O mimo não estraga as crianças. A falta de limites, sim.

Ser criança é muitas vezes concebido como um pano de fundo em que tudo parece perfeito, ou pelo menos, quase perfeito… Mas, Ser criança, não é sempre um arco-íris, cheio de cor, de vida e bem- estar, às vezes, ser criança é cinzento, umas vezes mais claro, outras cinzento escuro, quase negro, sem pontos de luz… Mas, afinal, que bicho papão é esse que parece tirar a cor à infância? Que bicho papão é esse que, às vezes, se torna tão grande dentro de cada criança que parece contamina-la em todas as áreas?

Quais os ingredientes para uma criança feliz?

A criança nasce e precisa de protecção, que cuidem dela e garantam o seu correcto desenvolvimento, é dependente! Mas se cuidarmos fisicamente do bebé, e depois nos esquecermos de lhe dar amor, a criança entra naquilo a que os técnicos de saúde mental chamam de ‘depressão analítica’, um estado que reflecte a não satisfação da necessidade de um amor seguro e incondicional.

O coração de mãe e também o coração de pai (sim, porque não nos podemos esquecer que o pai pode ter um coração tão grande como o da mãe, temos de deixar de o subestimar!) sabe bem no seu intimo que o principal ingrediente para uma criança feliz é o Amor. O amor seguro e incondicional, o afeto e o mimo – como só os pais de alma e corpo cheio sabem dar!

O mimo não estraga as crianças. A falta de limites, sim.

O mimo não estraga as crianças. Nunca uma criança ficou estragada por ter mimo a mais, ou amor a mais! O mimo e o amor funcionam como o combustível que nos faz mover, não só em criança, mas ao longo de toda a nossa vida. É o amor que nos prende à vida e só quando o amor nos segura podemos alcançar a felicidade.

Mas, então, o que é isso de “ele é mimado, ninguém faz nada dele”?, que ‘mimo mau’ é esse que afecta tantas das nossas crianças?

É a falta de limites.

Os Pais são capazes de sentir no seu intimo que só com limites claros a criança cresce segura de si! Quase todos os pais conseguem senti-lo, mas só os Pais conscientes, os que estão seguros de si, de alma e corpo cheio conseguem fazê-lo; só esses pais conseguem estabelecer as balizas sem resvalar para um lado de ‘general autoritário’, sem parecerem mais assustadores do que seguros.

A criança precisa de limites

Os limites – embora na fase inicial uma criança os rejeite – atribuem-lhe segurança e robustez. É como se o pai e a mãe lhe dissessem ao coração: “avança, que nós estamos aqui para garantir que tens o caminho seguro. Aconteça o que acontecer, nós não te vamos deixar cair”.

Uma criança sem limites é uma criança em auto-gestão que, mesmo que sinta com o coração todo, ainda não sabe onde pode pisar ou não, explorando, aos poucos, o mundo de forma assustada, sempre com a ideia que um dia, se for preciso, pode ninguém estar lá para a proteger.

Uma criança sem amor ou sem limites será sempre um adulto em apuros. Se queremos crianças felizes, precisamos de uma boa dose de amor em equilíbrio com uma boa dose de limites. Assim, de falha em falha, como só os bons pais se permitem a falhar, subtraímos birras, multiplicamos sorrisos e somamos felicidade em cada criança, em cada família.

Por Cátia Lopo e Sara Almeida Psicólogas Clínicas

São várias as características que nos distinguem dos animais. Diz-se que somos seres racionais porque pensamos, conseguimos comunicar de uma forma única utilizando a fala, somos capazes de ter consciência do que já passou e de adequar o nosso comportamento mediante situações que ainda nem sequer aconteceram. Somos capazes de realizar operações complexas, construir os instrumentos mais espantosos e mudar o mundo consoante as nossas necessidades. Entre muitas outras coisas.

No entanto, na minha opinião, a competência mais importante que possuímos é a capacidade para controlar o nosso próprio comportamento. Esta capacidade é muito importante, não tanto pelo que escolhemos fazer, mas principalmente pela inibição de comportamentos que escolhemos não ter.

Como animais, nascemos com reflexos e impulsos biológicos os quais, durante os primeiros anos de vida, não conseguimos inibir. Um bebé que tem fome chora, uma criança enraivecida agride, uma criança com sede pede água. São impulsos internos que não conseguem inibir. Por isso agem impulsivamente. Trata-se de comportamentos definidos biologicamente e ainda não controlados conscientemente.

Uma das tarefas da educação passa por treinar o adiamento e a inibição de muitos destes comportamentos. Desde que nasce, o bebé vai aprendendo a controlar o impulso de dormir, a adiar o impulso de fome ou sede e a inibir impulsos agressivos. Tudo isto faz parte da educação que lhe damos. E leva muitos anos a adquirir. É esta aprendizagem que lhe vai permitir, mais tarde, esperar até à hora da refeição para comer, inibir a vontade de ir brincar para pôr a mesa para jantar ou adiar a vontade de ir passear com os amigos para poder estudar para um exame.

A criança que escolhe não olhar para o que se passa na rua para terminar o trabalho que está a fazer; o jovem que escolhe não mergulhar num sítio perigoso apesar do calor que sente; o adulto que escolhe não agredir apesar da raiva que o fazem sentir são exemplos de comportamentos inteligentes, treinados durante anos e resultado desta capacidade fantástica que é a inibição de impulsos. Escolher não fazer também se aprende.

Na minha prática clínica constato que muitas das crianças que tenho acompanhado têm sérias dificuldades no treino desta competência e, por esta razão, opto por fazer este treino com todas elas. A capacidade de inibição de impulsos é, provavelmente, das competências mais importantes, mais abrangentes e mais determinantes para o sucesso da sua vida futura.

Kátia A. Santos, Psicóloga Clínica, para Up To Kids®
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