Conforto do recém-nascido

É fácil perceber que chegar ao mundo é um processo de enorme mudança para o bebé. Toda a sua fisiologia muda profundamente. Com tanta coisa para aprender – manter a temperatura corporal equilibrada, lidar com a falta de barreiras físicas, adaptar-se aos sons e outras impressões exteriores, etc – é preciso tempo. E muita coragem.

O que pretendemos é abordar algumas necessidades específicas que o bebé tem nos primeiros meses, ligadas ao seu conforto, e de que maneira(s) podemos colmatá-las:

  • Delimitação/ barreira física

A barreira chamada «útero» deixa de existir, perdendo-se de repente aquela garantia de segurança, proteção, confiança. Tudo requer reajuste.

O conforto pode ser resgatado, por exemplo, por uma swaddle, que não é mais do que uma mantinha fina para embrulhar o bebé como se fosse um crepe, ou por um pano porta bebés onde o bebé fica juntinho a nós e, vestido e colocado corretamente, o bebé pode adormecer e permanecer no pano durante horas. Desta forma acalma-se, pode sentir o nosso calor, sente o nosso coração a bater, escuta a nossa voz, as cólicas diminuem, sente-se seguro.

Na hora do banho, a banheira compacta em que o bebé fica sentado (Shantala) vai também transmitir-lhe mais conforto do que uma banheira enorme.

  • Calor/regulação da temperatura

Para além da adaptação à falta de limite físico, o bebé tem de aprender a manter a temperatura do corpo. O equilíbrio termostático é assegurado por um processo metabólico, onde é produzido calor. Neste aspeto, podemos facilitar essa tarefa ao bebé (já que ele tem de utilizar o metabolismo para outros aspetos do desenvolvimento físico) através da escolha de  roupas apropriadas.

As roupas são a nossa segunda pele. A pele tem 3 funções: regulação da temperatura, proteção de infeções e, como grande orgão, é um sensor (percepciona o ambiente/exterior). Roupas de lã, seda, algodão e cânhamo são as que melhor reproduzem estas funções vitais, por serem as mais naturais, as mais próximas da nossa própria pele. Não é por acaso que nos sentimos tão confortáveis com estas fibras, comparativamente às sintéticas.

Não esquecer o calor anímico, que é igualmente importante. Dar uma massagem suave na barriguinha, nas costas, nas pernas e nos pés, com um óleo adequado, é transmitir amor através das nossas mãos.

Ambiente/impressões positivas

As necessidades que até aqui abordámos (delimitação física e calor) exigem muito do ambiente que rodeia o bebé. E esse ambiente é assegurado, por um lado, pelo espaço físico (que deverá ser sossegado e sem excesso de estímulos visuais) e, por outro, pelos pais. Costuma-se dizer que os bebés são como esponjas, que absorvem tudo o que fazemos, sentimos e pensamos. Qualquer pai ou mãe já percepcionou exemplos disso.

Os pais têm de ter uma visão clara e uma enorme empatia para conseguir gerir os vários aspetos. E de facto nem sempre é fácil.

Muitos mais fatores poderiam ainda ser abordados no que toca aos cuidados durante a primeira infância, desde a gravidez em si à amamentação, passando pela fase dos dentinhos e a transição para o berçário, entre tantos outros.

Assegurando alguns, como os que mencionámos, estamos já a contribuir para a fundação dos alicerces da criança, o que se repercutirá provavelmente durante toda a vida. Quanto melhor conseguirmos construir esse ambiente, mais sólido será este empreendimento que é a parentalidade. Haja confiança!

 

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Mimijumi – O biberão mais ergonómico de sempre

Nos últimos anos, os biberão e as tetinas têm vindo a adaptar-se cada vez mais às necessidades e ao bem estar do bebé e recém nascido. Procura-se dar resposta ás diferentes questões apontadas pelas mães e estudadas por especialistas ao longo dos tempos.

A maiores alterações e preocupações de estudo são:

  •  a nível ergonómico (de pega);
  • de passagem de ar (cólicas);
  •  peso e durabilidade (resistência);
  • facilidade de montar, desmontar e lavar;
  • material (texturas) etc.

Todos estes factores são importantes na escolha de um biberão.

Mas existe uma preocupação nas mães que amamentam e dão suplemento: “Será que depois de dar biberão o bebé já não vai querer mamar mais?

Existe de facto esse dizer, e como “onde há fumo, há fogo” pensou-se que seria uma situação a reavaliar no design da tetina do biberão. Outro factor é a forma como o bebé faz a sucção.

A ideia da Mimijumi foi criar uma tetina que fosse tão confortável para o bebé como a amamentação materna!

A Mimijumi, apareceu há 10 anos atrás, criada por dois médicos e um designer, exatamente com o intuito de proporcionar aos bebés uma experiência de alimentação o mais natural possível.

Mimijumi

Os biberons Mimijumi, têm um sistema anti-cólicas e anti-gás. São dotados de um design exclusivo sem válvulas, fácil de enroscar e limpar. As tetinas são únicas. Apresentam um design, cor e textura únicas, e vão proporcionar uma sensação de conforto (e de dêja-vu) ao seu bebé!

 

Agora já pode adquirir o seu Mimijumi em Portugal.

 

 

 

O que levar para a maternidade?

Lavar as roupas do bebé à mão, organizar o quarto, preparar a mala para a maternidade… são das  tarefas que mais nos dão prazer durante a gravidez. E agora…está quase…!

Quando estiver com 36 semanas de gestação, tenha a mala pronta, para poder ter tempo para outros preparativos de última hora e preparar-se para o nascimento do seu bebé com serenidade.

Há quem opte por preparar uma mala apenas, para mãe e bebé, mas pode preferir uma para cada um, com roupas organizadas por dias ou não – fica ao critério de cada uma.

Deixamos duas listas que servem como orientação do que levar na mala para a maternidade: uma para o bebé e outra para a mãe.

Para o bebé

  • 6 bodies
  • 6 babygrows com pés
  • 4 pares de calças com pés
  • 1 gorro de recém-nascido
  • 2 pares de luvas finas
  • 2 casacos (mais ou menos quentes, consoante a estação)
  • 3 pares de meias
  • 3 fraldas de pano/ musselinas
  • toalha de banho
  • 15 a 20 fraldas descartáveis
  • lençol (alcofa)
  • Swaddle (manta de embrulhar bebé)
  • 1 manta de algodão ou lã merino
  • cadeirinha auto/ “ovo”

Para a mãe

  • 3 camisas de dormir ou pijamas abertos à frente
  • 1 robe
  • 2 soutiens de amamentação
  • 10 pares de discos de amamentação descartáveis ou 3 pares se reutilizáveis
  • 10 cuecas confortáveis
  • pensos higiénicos pós-parto
  • toalha de banho
  • gel de banho
  • chinelos e meias confortáveis
  • chinelos de duche
  • roupa confortável para sair da maternidade
  • escova de cabelo e elástico
  • escova e pasta de dentes

        Documentação:

  • Boletim de Saúde da Grávida
  • Cartão do Cidadão
  • Cartão de Seguro de Saúde ou outro
  • Exames/ecografias durante a gravidez

 

E já está! As listas do que levar para a maternidade, relembramos, são somente uma orientação, com base numa estadia de 2 dias na maternidade para os partos naturais e 3 dias para cesarianas.

E porque poderá estar exausta após o parto, além de que vai estar num ambiente diferente da sua casa, quem sabe pode levar consigo algo que lhe transmita conforto extra só para si, seja uma camisa de dormir bonita e macia, um gel de banho com o aroma de que mais gosta ou até o seu  batom preferido, que funcionará como um pequeno mimo, tão merecido durante estes primeiros dias de grande mudança.

Agora…é hora!

imagem capa fornecida pelo autor

Comprar o enxoval para o bebé é uma das tarefas que a futura mãe adora fazer e para que nada fique esquecido o melhor mesmo, é fazer uma lista detalhada de tudo o que tem a comprar. Depois do enxoval comprado e antes do bebé nascer todos as roupas e acessórios devem ser cuidadosamente lavados. Os bebés têm a pele muito delicada e por isso irritações e alergias podem surgir, se a roupa não for devidamente lavada, portanto lavar a roupa é tarefa obrigatória!

A roupa deve ser confortável, simples e prática para que o bebé se sinta bem e se possa movimentar à vontade.

Como cuidar do enxoval do bebé

Como lavar as roupas

Antes de as lavar é importante cortar as etiquetas, podem irritar a pele sensível do bebé.

As peças de roupa devem ser preferencialmente de fibras naturais, como o algodão, porque são materiais mais absorventes e mantêm a pele do bebé seca. 

Deverá lavar separadamente as roupas claras e escuras.

Hoje em dia as roupas podem ser lavadas na máquina, mas com detergentes especiais próprios para roupa de bebé, sem muitos aditivos químicos. Há no mercado uma variedade de detergentes antialérgicos e dermatologicamente testados, que deixam a roupa bem lavada, macia e super cheirosa. Se tiver dúvidas quanto ao detergente ou se deve ou não lavá-las na máquina, pergunte a opinião do pediatra ou em último caso, opte por lavá-las à mão.

Dê uma enxaguadela extra na roupa, para ter a certeza que não ficou nenhum detergente.

Não convém usar amaciador nas roupas.

Lave as roupas numa lavagem para roupa delicada.

Utilize sacos de rede para lavar roupa mais pequena.

Não lave a roupa do bebé juntamente com a dos adultos, para evitar contaminação de bactérias e fungos.

Nunca use lixívias, podem ser nocivos para a pele sensível do bebé.

Ler também Alimentação bebé | 1º ano de vida

Como secar as roupas

As roupas brancas podem ser secas ao sol, mas as de cor devem ser secas à sombra, para não desbotarem.

As roupas devem secar num lugar ventilado.

Ponha-as a secar viradas do avesso.

Como passar a ferro

Passe a ferro com vapor a roupa do bebé, numa temperatura média/alta.

Passe a ferro do lado do avesso, para fazer a esterilização. O ferro elimina ácaros e bactérias.

imagem@mumjuction

Dos tempos de internamento, lembro-me de entrar nos quartos e encontrar mães com poucas horas pós-parto, na maioria das vezes doridas, cansadas, inseguras com o seu novo papel de mãe e às voltas com a amamentação, que afinal não está a ser tão fácil como tinham pintado! A juntar a este cenário lembro-me de quartos cheios de visitas (Família, amigos e lamentavelmente por vezes até conhecidos)

Por onde anda o bom senso?

Recentemente ao substituir uma colega fui “matar” saudades ao internamento de obstetrícia. E como é meu habito, lá fui eu, entrando de quarto em quarto para me apresentar e conhecer as mães que iam estar sob os meus cuidados naquela tarde. Ao entrar no 3º quarto deparei-me com uma família inteira e devia de ser, mesmo, a família toda (pois eram muitos), em cima da cama da Puérpera. O objectivo era fazer uma foto com o famoso pau da Selfie. No meio estava a recém-mãe, com o bebé nos braços, tentando sacar um sorriso das suas entranhas, um sorriso que se negava a sair. Já tinham saído bastantes coisas do seu corpo, nas últimas horas…

Ajuda, foi o pedido que vi nos olhos daquela jovem mãe! De repente senti que entrei naquele quarto para a salvar!

Visitar o bebé | Avisar que o bebé nasceu
É habitual, aconselhar nas minhas aulas, o casal, para que combinem previamente, quem vão avisar que o bebé nasceu. Há duas hipóteses: ou avisam apenas aquelas pessoas que são muito importantes (pais, irmãos e avós). Pessoas a quem a qualquer hora se pode pedir, para saírem e deixarem a mãe e o bebé sozinhos; Ou avisam todas as pessoas da lista telefónica do casal, mas são bem claros, enviem uma mensagem que informe que o bebé nasceu e que agradecem visitas só a partir do dia X.

Claro que o nascimento é um momento de alegria para a família e para os amigos! Melhor ainda é encontrar no quarto da recém-mãe o amigo que já não via há quase dois anos. E porque não colocar a conversa em dia? PORQUE NÃO!!! Porque esta recém-mãe quer é que lhe tirem as dores, que o seu bebé pegue de uma vez por todas  no mamilo sem a sensação que o vai arrancar.

Quer tomar um duche, sem o risco de alguém entrar pelo quarto a dentro e dizer – Surpresa!!!

Já tiveram filhos? Provavelmente revêm-se nestas histórias e percebem lindamente o que digo.

Se não tiveram, vou tentar explicar com as palavras da mãe que salvei da  selfie. Palavras que saíram entre soluços:

– Parir dói (nem imagino se tivesse sido cesariana)! Já não durmo há duas noites, estou cansada! Disseram-me que é importante adaptar o bebé à mama nas primeiras horas, mas se tenho meia dúzia de pessoas a olhar para mim, não consigo concentrar-me e não me sinto confortável em me expor desta maneira! Será que a “malta” não se dá conta, esta camisa é horrível, estou praticamente despida! Não paro de suar, não paro de sangrar… não quero que vejam os restos do meu parto na minha cama…

Meu Deus, só me apetece chorar. Aliás, apetece-me  gritar, amiga, tia, prima, vizinha, gosto muito de vocês, mas agora não é o momento, para falarmos sobre a vossa próxima viagem, nem para ouvir conselhos de “experts” em bebés! Agora NÃO!

Se este texto já vos chega tarde, e já fizeram a visita da “praxe” espero que:

  • Tenham colocado o telefone no modo silencio, o ideal era terem desligado, para não correrem o risco de atender alguma chamada em plena visita
  • Não tenham levado crianças (pior ainda … doentes)
  • A visita tenha sido curta, não mais do que 15m
  • Tenham saído do quarto, com as restantes visitas, quando entraram médicos ou enfermeiros. É o que se chama: Respeito!
  • Não tenham tirado fotos ao bebé ou à mãe sem consentimento, muito menos publicá-las em qualquer rede social
  • Tenham lavado as mãos antes de entrar, mesmo que não tenham tido contacto com o bebé
  • Não tenham insistido para pegar no bebé o colo.
  • Não tenham feito comentários sobre a má cara que a recém-mãe tem ou a palidez ou pior ainda sobre o tamanho da sua barriga

Para além de tudo, não façam julgamentos sobre a opção que a jovem mãe tomou em amamentar ou não o bebé. Frases do tipo: – “Acho que o bebé está com fome” ou -“provavelmente é o teu leite que é fraco” , são desnecessárias!

Continuação em Visitas a casa de um recém-nascido, não Obrigada!

 

Icterícia no Recém Nascido

O termo Icterícia refere-se à coloração amarelada da pele e das mucosas.

Deve-se à existência de um pigmento, a bilirrubina, que, se estiver aumentada dá essa coloração aos tecidos. Esse pigmento resulta da degradação dos glóbulos vermelhos e de alguma imaturidade que o Recém Nascido tem para lidar com esse aumento.

No período neonatal, na maioria das vezes, corresponde à chamada icterícia fisiológica e surge entre o segundo e o terceiro dias de vida. Normalmente irá desaparecendo ao longo da primeira semana de vida sem qualquer prejuízo para o recém-nascido. Factores que a podem agravar são a existência de hematomas ao nascer e a desidratação. O aleitamento materno pode prolongar a duração da icterícia fisiológica, sem aumentar a sua gravidade.

A gravidade da icterícia fisiológica depende dos níveis de bilirrubina atingidos (já que ela pode ser tóxica para o Sistema Nervoso Central) e, em caso de valores elevados, sobretudo se o RN é prematuro, poderá ser necessária a fototerapia. É um tratamento que, pela exposição à luz, a bilirrubina se transforma numa forma que já não tem essa toxicidade. Apenas cerca de 5% dos recém-nascido necessitam de fototerapia por esse motivo.

O termo Icterícia refere-se à coloração amarelada da pele e das mucosas. Deve-se à existência de um pigmento, a bilirrubina, que, se estiver aumentada dá essa coloração aos tecidos.

Se surge imediatamente ao nascer ou após a primeira semana de vida pode ter um significado mais grave e o bebé será, por isso, investigado. A causa mais frequente da icterícia precoce é a incompatibilidade Rh (grupo de sangue) entre a mãe e o bebé, situação cujo risco é identificado durante a gravidez e para a qual são tomadas medidas que podem impedir a doença no recém-nascido.

Em situações de maior gravidade o recém-nascido será vigiado e tratado e só terá alta quando a icterícia já não representar qualquer risco para o bébé.

 

Filomena Pereira, pediatra, Healthy Mommy

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