O Lourenço quer ser como o Sansão!

Esta história podia começar assim “Sábado, fomos cortar o cabelo com o Lourenço e depois fomos almoçar e passear… Fim”.

Pois, mas não foi bem assim que aconteceu. Nem a nós, nem para muitos pais que tentam ir cortar o cabelo aos seus príncipes e princesas.

Ora, se a 1ª vez que o Lourenço cortou o cabelo, apenas chorou um pouco no final; na 2ª vez chorou “baba e ranho” mas lá deixou cortar…
À 3ª foi incrível! Portou-se portou como um “crescido” e deixou cortar o cabelinho de forma impecável. Posto isto nada faria prever que todas as vezes que tentámos entrar num cabeleireiro, fugisse a 7 pés…

Desta vez não foi muito diferente, foi de mão dada com a mamã todo animado por ver brinquedos à porta, mas assim que entrou viu crianças a cortar o cabelo, abriu a porta e veio a correr para o papá a gritar e de dedinho em punho, a dizer “Nãão! Nãããooo!!

Lá conseguimos entrar e o entretemo-lo com alguns brinquedos e lá o colocámos num carrinho, enquanto vestia um “babete com mangas”. Até aqui tudo “mais ou menos” – deve ter pensado que ia papar.

As coisas começaram a azedar, quando a senhora muito paciente e atenciosa lhe borrifou o cabelo…

O Lourenço fez-lhe um olhar “exterminador” enquanto empurrava a mão da senhora e agarrava o seu cabelo.

Oferecemos-lhe passas (truque este que também usamos para conseguir que se sente na cadeirinha do carro), mas continuava desconfiado e olhava para trás a tentar perceber o que a senhora estava a preparar.

Pente e tesoura “em punho” e começou o “berreiro” – Gritos, berros e tentativa de fuga. Tentámos no carro, fora do carro, fui buscar o Shrek, tocámos piano, xilofone, um boneco. Oferecemos novamente passas e até mama…

Tudo isto enquanto berrava e a senhora andava a atrás de nós a cortar cabelo que conseguia…  Cada “tesourada” que a senhora dava, mais choro… Mas lá se conseguiu “cortar as pontas”, entre mamar e o colo da mãe e do pai. O cabeleireiro parou todo a olhar para ele!

Assim que percebeu que o pai estava a pagar e que íamos embora, começou-se a rir e a fazer adeus à senhora e aos outros meninos!

Pensámos que éramos os “únicos” nesta situação, mas descobrimos aqui um problema comum a muitos papás e mamãs. Desde crianças que colocaram um Centro Comercial em reboliço, outras a saírem apenas com metade do cabelo cortado ou até pais que desistiram de ir a cabeleireiros… Há de tudo um pouco!
Sentimo-nos mais “acompanhados” ao saber destas experiências.

Por fim, decidimos que o próximo passo será… cortar o cabelo em casa!

Um cartão para o Dia da Mãe bem simples e cheio de sentimentos para emocionar a mãe neste dia tão especial.

Vais precisar de:

– Cartolina branca

– Um bocado de cartolina amarela

– Uma caixa de cereais

– Folhas coloridas

– Cola

– Lápis de carvão

– Marcador preto

– Lápis de cera

 

1. Corta a cartolina branca no tamanho em que pretende o cartão e dobre-o ao meio.

 

2. Desenha na caixa de cereais o molde da flor e recorte às peças, separando as pétalas e o centro.cartao-mae1

3. Utilizando o molde, desenha o centro e cada pétala da flor na cartolina branca.cartao-mae3

4. Desenha o centro da flor na cartolina amarela e cada pétala numa folha de cor diferente. Recorta todas as peças, deixando as pétalas um pouco mais compridas no centro, como mostra a fotografia.
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5. No desenho que tem no cartão, escreve em cada pétala um adjetivo para a mãe (simpática, bonita, elegante, especial..)

 

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6. Pinta cada pétala do cartão com lápis de cera.

 

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7. Põe um pouco de cola na parte que deixou a mais em cada pétala e cola-a no centro do cartão. Deixando as pétalas soltas, de forma a poder levantá-las e ler a mensagem que está por baixo.

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8. Quando tiveres as pétalas todas coladas, cola o centro da flor.

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9. Escreve no centro da flor a mensagem “A minha mãe é” cartaomae11

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Há mães com a capacidade de fazer fatos incríveis de última Hora para o Carnaval

Praticamente a 10 dias do Carnaval e ainda não conseguiu preparar o fato de Carnaval para os seus filhos. A verdade é que gosta de fazer os fatos em casa, ou não está para pagar um balúrdio por um fato para usar dois ou três dias ou, simplesmente, ainda não teve tempo para tratar deste assunto.

Se está incluída neste grupo, não se preocupe, este post é para si: tire ideias e recrie personagens que os seus filhos gostem.

Dicas para recriar a personagem preferida:

1º De que personagem o seu filho gostaria de se mascarar. Convém perguntar diretamente: por vezes os miúdos gostam de determinadas personagens, mas não querem vestir-se como elas.
2º Procurar uma boa fotografia na internet, e imprimir.
Com as roupas que tem em casa perceber o que pode aproveitar. Concluir com pormenores que pode fazer em caixa com materiais reciclados, restos de tecidos, pínturas etc.
Atenção para não recriar os fatos de forma ridícula: uns collants na cabeça podem parecer perfeitos para simular umas antenas de extraterrestre, mas os miúdos podem sentir-se menorizados perante os colegas de escola….
Sejam Criativos e Boas brincadeira

fridaKFrida Kahlo


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Andy Warhol

charlieBrownCharlie Brown

Coelho-AliceCoelho da Alice no País das Maravilhas

Bruce SpringsteenBruce Springsteen

minecraftMinecraft descarregar PDF cabeça Minecraft Head Files (ZIP)

tim-timTim Tim
boneca-de-cordaBoneca de Corda

maquinistasMaquinista

cgarlie-chaplinCharlie Chaplin

mimoMimo

yoda

Yoda

Tutorial Rabos de Dinossuro, imagem capa aqui

E se existisse um livro que além de letras para leres e imagens para viajares na história tivesse também espaço para fazeres tu os desenhos e tornavas-te no próprio ilustrador, e quem sabe até o narrador ou o escritor desta história! E se esse livro fosse composto por vários textos, várias histórias todas diferentes, sem qualquer ligação entre si?
No Livro “Histórias minhas, desenhos teus” podes finalmente ir até onde a tua imaginação te levar. Podes desenhar um OVNI recheado de extra-terrestres que desceram à terra para conhecer a tua personagem favorita! Ou podes fazer uma máquina do tempo e regressar tantos que até um DINOSSAURO aparece no teu livro.
Tudo a teu gosto. Como sempre quiseste!

SINOPSE

Os livros são objetos que eternizam momentos, vivências e sentimentos. Este livro consiste num conjunto de textos, alguns dos quais com características “non sense”, que exploram os casos especiais de leitura. Pretende-se que este livro não seja explorado de forma solitária.
É um livro, não só para ser lido, mas para ser partilhado e vivido.
Esta pode ser uma oportunidade para alunos e professores, pais e filhos, juntos, darem largas à imaginação e explorarem não só os textos, mas também as ilustrações, criando um livro que será único. 

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INSTRUÇÕES
Este livro, que agora é teu,foi começado por mim, mas foi de propósito que não o acabei.

E porquê? Perguntas tu! 

Porque eu gostava que este livro se tornasse único e nosso.

O que eu quero dizer com isto é que terás oportunidade de o acabar, dando largas à imaginação e ilustrando os textos que faltam.

Para além disso, quero desafiar-te a fazê-lo sem que utilizes os materiais habituais. 

Que tal experimentar os lápis de cera, as aguarelas ou até as canetas de acetato? Não te esqueças que a criatividade permite-nos inventar, criar e sonhar, ela não tem limites ou barreiras…aceitas o desafio?!

Todos vamos querer ver o teu livro terminado!


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FICHA TÉCNICA
Autor: Andreia Reis
Data de publicação: Junho de 2015
Número de páginas: 48
ISBN: 978-989-51-5044-1
Colecção: Literatura Juvenil
Género: Conto Infantil

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A Kikinono é uma marca Portuguesa de T-shirts personalizadas que vai encher as medidas aos mais pequenos.

Lançada em Julho 2015 a primeira coleção de 4 Super T-shirts que permitem às crianças (dos 2 aos 6 anos) vestirem a pele dos heróis e personagens das histórias que eles tão bem conhecem e dar-lhes vida, as Super T-shirts são um produto muito especial que se caracteriza pela sua multifuncionalidade e versatilidade.

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Aparentemente tratam-se de t-shirts/sweats comuns, mas em apenas alguns segundos, e com total autonomia, as crianças podem transformá-las numa divertida brincadeira que pode ser iniciada em qualquer lugar bastando apenas aplicar-lhe a capa.

Se os seus filhos adoram brincar ao faz-de-conta e encarnar as suas personagens favoritas, este é o acessório essencial ao seu guarda roupa: podem vestir para qualquer lado porque são giras que chateiam, e quando quiserem brincar já estão vestidas a rigor.kikinnono-heroikikinnono-pirata

A marca surgiu da vontade de duas mães de acrescentar valor à infância desafiando e proporcionando formas das crianças brincarem ao faz de conta com toda a liberdade que ser criança pressupõe!.

Liberdade para pensar, dizer, fazer, imaginar, explorar, recriar, imitar, perguntar… no fundo, liberdade para brincar! Hoje em dia os pais vivem tão assustados que até um joelho esfolado lhes faz confusão e sem quererem, acabam por limitar os filhos naquilo que é a sua essência.

As crianças precisam apenas de um empurrãozinho para darem asas à sua imaginação e criatividade própria da idade.

Este projeto pretende reforçar a  importância de se brincar ao ar-livre, em contacto com a natureza e com tudo aquilo que nos rodeia por ser, também, através da brincadeira e do estímulo ao movimento que as crianças conseguem desenvolver capacidades físicas fundamentais como o equilíbrio, a coordenação motora, a força e a agilidade.

Comprar on-line | Visite o Facebook, ou se preferir o Instagram

 

 

 

  • que fosse adorar o cheiro a cocó do bebé. – Sim, do bebé. Importante dizer de quem, para não haver mal entendidos. Não ficamos loucas por cocó no geral. Não começa a ser um fetiche e começamos a querer chafurdar-nos nuas na areia dos gatos. Gostamos quando eles fazem cocó (já sei que nem todas) e, principalmente quando não comem peixe e ainda estão a leitinho, o cheiro é bom. Cheira a iogurte.
  • que me passasse o mau feitio de ser acordada tão cedo. – Ser acordada às 5h da manhã e não ser mais ordinária ainda que o Fernando Rocha? Ou ter uma cara de tão mau feitio quanto o Miguel Sousa Tavares quando lhe falta o tabaco? Só mesmo com uma criança e minha. Se fosse a criança do vizinho, talvez me tentasse espetar contra os botões do fogão.
  • que fosse passar a adorar andar. – Eu? Andar? Ui. Até no trabalho designávamos uma pessoa para ir buscar o almoço de todos ou, então, eu nem ia almoçar só para não ter que andar uns metros. Agora é maravilhoso. Calma, não “maravilhoso” como aquela primeira sensação de que emagrecemos quando experimentamos umas calças de ganga e nos ficam mais largas, mas aquele “maravilhoso” de… “olha… não morri!”.
  • que fosse passar a ter tanta fruta e vegetais em casa. – As minhas refeições resumiam-se a cereais (porquê “cereais” e não assumir logo Chocapic?) ou a Bolas de Neve ou a um bife de frango/perú (nunca os consegui distinguir até estarem descongelados) com imensa massa. De repente, tenho pêssego, manga, courgete, abóbora, gengibre em casa. O meu frigorífico está em choque.  Não tanto quanto todas as esteticistas nacionais com o bigodinho da Mariana Mortágua (e não é que também se nota no cartaz? É um statement? Percebo pouco de política…).
  • que achasse graça ter alguém a chamar o meu nome 43 vezes num minuto. – Ui! Se fosse um colega de trabalho a fazer-me isso, era espetar logo com metade de um bloco a3 de papel cavalinho pelo esfíncter anal (ou outro qualquer à escolha) acima ou abaixo, depende se estiver a fazer o pino ou não.
  • que fosse por as minhas mamas de fora na rua. – Nunca tinha feito topless, muito à conta de ter umas mamas assim para o feiosas. Digamos que não me punham num calendário do barbeiro sem ser vestida com um kispo da Duffy. Agora, não quero saber. Mesmo quando a Irene não está em casa, faço questão de andar com as mamas de fora, fico mais fresca. A verdade é que, amamentando, não sinto que esteja a despir-me, sinto que estou a alimentar a minha cria. Nem me lembro que são as minhas mamas. Até porque já não o são. Digamos que são… as suas vizinhas de baixo. Muito de baixo.
  • que fosse ter sempre uma pessoa a todas as horas na minha cabeça.  – E que essa pessoa não fosse a filha da “dona” da Zara que deve ter um armário do caraças. Passa a ser uma constante no nosso cérebro. Somos nós mais um bocadinho, não parece ainda ser separado de nós. É incrível. É como se fosse um furúnculo, mas mais amoroso e sem nada a ver.
  • que voltasse a querer estar grávida um dia. – Mesmo depois das últimas semanas tãaaao chatas do final da gravidez, mesmo depois de estar prestes a rebentar, das dores, dos xixis, das contracções, do parto, das noites mal dormidas, das preocupações, do cabelo a cair, dos pontos no pipi, do baby blues, das crises de choro, das crises de cansaço… querer repetir tudo e acreditar ser capaz de ser ainda mais feliz.

Ler também Se, antes de ter filhos, eu soubesse

Por Joana Gama, no Blog A mãe é que sabe,
autorizado para Up to Kids®

 

 

Como o próprio nome indica, esta disciplina não é mais do que a versão para crianças da arte marcial que dá pelo nome de Aikido. Não cabe aqui descreve-la detalhadamente, mas interessa-nos conhecer, à partida, uma ou outra característica geral desta arte que teve a sua aparição já no Séc. XX.

É quase um lugar comum, quando se fala de Aikido, descrevê-lo como “a forma de aproveitar a força do ataque de um adversário para o derrotar”. E estaria quase certo, não fossem os conceitos  de “adversário” e “derrotar”, na verdade, deslocados no contexto da prática. Mas a frase é verdadeira quando refere implicitamente a não oposição à força do ataque do “parceiro” (é esse o termo usado nas aulas) para o derrubar ou imobilizar (o que não implica uma derrota). Na fluidez de movimentos está a chave para o conseguir. O resultado de um dado ataque será a projecção ou a imobilização do atacante, sempre executadas tendo em conta a integridade física dos dois parceiros.

É importante também salientar que a originalidade do Aikido está na resposta que oferece à violência. O conflito é encarado como um processo de comunicação durante o qual não se procura a destruição do contrário, mas sim “domar” a agressividade e a libertação da espiral de violência. O método de aprendizagem em Aikido permitirá ao praticante desenvolver, para além da resistência física, aspectos como a auto-estima, confiança, concentração ou espírito de cooperação (por oposição ao espírito de competição).

Não é pois difícil de perceber os benefícios que esta prática tem para os mais pequenos. As crianças aprenderão a proteger-se sem serem agressivas e a crescer tirando partido do seu próprio esforço. As aulas são orientadas para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, tanto físicas como mentais ou sociais. O Aikido tem um curriculum próprio, que é adaptado à idade dos praticantes. Aos movimentos específicos da arte, cuja base é comum ao dos adultos, são acrescentados exercícios próprios para a idade e retirados os movimentos de luxação ou que constituem esforço demasiado para as articulações, ainda em desenvolvimento nas crianças. No Aikido, ao contrário de grande parte das artes marciais modernas, não existem competições.

A idade ideal para o início da prática do Aikido, considera-se por norma ser os seis anos. No entanto, e dada a não uniformidade no desenvolvimento psicomotor da criança, esta é só uma referência que terá de ser verificada caso a caso e as primeiras aulas serão fundamentais para avaliar a coordenação motora do aluno. Apesar de poder ser uma ajuda no desenvolvimento físico, o Aikido não poderá nunca substituir o trabalho da natureza em cada criança, pelo que um mínimo de maturidade é necessário para uma prática segura.

Quase como um resumo, diria que a pratica do Aikido para Crianças deve ser orientada em função de três factores fundamentais: a relação com o seu próprio corpo, com “o outro”, e com o mundo.

A relação com o seu corpo — Através dos movimentos circulares próprios do Aikido, a criança aprenderá a coordenar e controlar melhor os seus movimentos, bem como a descobrir as suas capacidades e limites físicos. Aprenderá a cair e levantar-se em segurança e que a queda é uma oportunidade para começar um movimento de novo. Aperceber-se-á do corpo de uma forma diferente e aprenderá a usá-lo de novas maneiras.

A relação com o outro — Os alunos perceberão, a par da sua, o valor da integridade física do parceiro de prática. Perceberão que um ataque, no Aikido, não é mais que uma oferta que alguém nos faz para podermos evoluir. Os alunos mais velhos serão encorajados a “olhar pelos mais novos” (não substituindo evidentemente a atenção do professor), e todos eles aprenderão a dosear o seu esforço em função do colega diante de si.

A relação com o mundo — Tentar-se-á transmitir à criança noções como a de que cada um tem o seu lugar no tapete e este é independente da força física, coragem ou destreza, que cair ou ser controlado não é uma derrota, que todos têm algo a ensinar ou aprender.

 

Como em qualquer outra actividade em que a formação da criança enquanto indivíduo é um objectivo, a assiduidade é um factor fundamental para que o Aikido “faça o seu papel”. Os pais têm por isso aqui um papel importante, não só de um ponto de vista logístico mas também percebendo a importância da regularidade e valorizando “cá fora” o que os mais pequenos aprenderam no dojo*. É também fundamental que acompanhem os filhos na sua primeira aula que, na maioria dos locais de prática, poderá ser feita a título de experiência. Sendo o Aikido uma arte que lida com a gestão da violência em cada indivíduo, é pois muito importante que os pais conheçam o ambiente que rodeará a prática das suas crianças.

 

*Dojo: Local onde se estudam as artes marciais. Do japonês local (jo) da via (do).

imagem@sayanouchi

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Faltar para Estudar

A Maria vai cantar a solo no espetáculo de final de ano da sua escola. É um momento muito aguardado pela própria e pelos seus familiares. Ensaiou dias a fio com a professora de música, sabe cada parte da canção e a respetiva coreografia. Chegou o grande dia…entre espectadores atentos e curiosos, quando entra no palco sente um silêncio constrangedor, as suas pernas tremem e de imediato pensa que o melhor seria desistir, sair daquele espaço e correr, correr, correr sem parar, mas enche-se de força e resolve avançar. Segundos após terminar a sua atuação a plateia levanta-se, ouvem-se palmas. A Maria cruza o seu olhar com o dos seus pais, que de olhos brilhantes e sorriso rasgado aplaudem energeticamente o êxito da sua filha.

João estudou imenso para o teste de História, sente alguma dificuldade na aprendizagem dos conteúdos da disciplina, sabendo disso tem que redobrar o seu investimento. Os testes são entregues por ordem alfabética e João sente, à medida que o professor se dirige aos seus colegas, o bater do seu coração a intensificar-se. Quando recebe o seu teste, respira fundo, precisa de ganhar coragem para olhar para a classificação, não vale a pena propagar a sua ansiedade por mais tempo. Quando se enche de coragem, apercebe-se que do seu esforço resultou apenas um 9,4 numa escala de 0 a 20 valores. Sente-se frustrado e pensa que o seu esforço foi em vão.

Joana mudou recentemente de escola. Na antiga escola todos a conheciam pelo seu cabelo ruivo e pele sarapintada. Sentia-se única e especial pelas suas características, era assim que os seus colegas a faziam sentir. Nesta nova escola foi de imediato apelidada de “Pintarola” e todos os dias ouve comentários depreciativos dos seus novos colegas acerca das suas características. Cada dia que passa lhe custa mais ir para a nova escola.

Pedro trabalha há mais de 10 anos numa empresa na área da informática, colaborador dedicado, procura atualizar-se regularmente trazendo novas ideias e dinamismo para a sua equipa, faz o que gosta, dedica-se como se da sua própria empresa se tratasse. Na quinta-feira foi chamado ao gabinete do seu chefe, todos na empresa tinham uma impressão negativa acerca do superior. Pedro desconhecia o motivo de tal pedido, correu a sua memória vezes sem conta para encontrar um motivo que poderia ter desapontado o seu chefe, mas nada. No final da reunião, sentia-se bem consigo próprio e com uma maior vontade de trabalhar e fazer a diferença com o seu trabalho, o seu chefe chamou-o para lhe agradece toda a dedicação que tem mostrado ao longo dos anos, reconhecendo a importância de Pedro para o desenvolvimento da empresa.

 

Ao longo da nossa vida passamos por situações similares ou vivenciamos sentimentos idênticos aos da Maria, do João, da Joana e do Pedro. Da vivência destes momentos poderemos sair felizes e reforçados, cheios de sentimentos positivos acerca de nós próprios ou pelo contrário, poderemos sentir-nos em baixo, derrotados, considerando que não temos competências ou que tudo o que fazemos corre sempre mal. É do equilíbrio dinâmico entre as experiências e momentos positivos e negativos que ao longo das nossas vidas, com base nas relações vividas construímos  a nossa auto-estima.

Todos nós já falámos ou ouvimos falar de auto-estima. É uma palavra presente na linguagem popular regularmente tratada nos media. No entanto, embora  estejamos  mais despertos para este conceito, reconhecendo a importância do mesmo para o bem-estar psicológico do ser humano, está longe de ser um conceito recente. O psicólogo William James foi o pioneiro nesta área e já em 1890 explicou que “ a auto-estima se situa no interior da pessoa e se define pela coesão entre as suas aspirações e os seus êxitos”.

Desde William James aos nossos dias são inúmeros os estudos sobre auto-estima. Com base nesses trabalhos científicos sabe-se que a auto-estima enriquece e modifica-se há medida  das vivências e do desenvolvimento da personalidade do indivíduo, sofrendo alterações ao longo da vida.

Estudos demonstram também que a auto-estima ajuda a prevenir problemas de comportamento e de aprendizagem e protege da depressão, podendo ser vista como um factor de prevenção primário. Por outro lado, a falta de auto-estima considera-se um fator  de risco para o consumo de drogas, condutas delinquentes, suicídio e problemas de stress.

Se a auto-estima é uma das bases fundamentais para o desenvolvimento infantil e simultaneamente causa e efeito de um crescimento saudável,  certamente todos os pais gostariam de saber como contribuir da melhor forma possível para o desenvolvimento da auto-estima dos seus filhos. Tomo assim a liberdade de partilhar algumas noções e estratégias importantes para o desenvolvimento da auto-estima do seu filho.

Antes de mais é fundamental perceber que o que  as crianças solicitam aos pais e adultos que cuidam de si é que reconheçam a sua existência e que reconheçam o seu valor. A auto-estima do seu filho nasce da relação de vinculação que ambos estabelecem. Enquanto criança, a noção que tem de si próprio é criada através das pessoas que o rodeiam.

Há inclusive autores que defendem que antes dos 7/8 anos não se pode falar de uma verdadeira auto-estima. A auto-estima implica a capacidade da criança elaborar juízos lógicos sobre si própria e para tal é necessário desenvolver um pensamento lógico. Antes dos 7/8 anos o pensamento da criança é ingénuo e egocêntrico, por isso os pais e adultos que cuidam são a porta para o desenvolvimento desta auto-estima.

É igualmente importante que os gestos positivos do seu filho sejam assinalados. Se facilmente repreende ou chama a atenção do seu filho quando tem um comportamento desajustado, não se deve esquecer que é  fundamental reforçar os  seus comportamentos positivos. É o reforço constante das conquistas que permite que o seu filho desenvolva as crenças positivas acerca de si próprio e quando se depara com uma situação problema, a sua voz vai soar na sua cabeça e recordará que perante determinada situação lhe disse “Vês, o importante é não desistires, vai haver o momento em que conseguirás”, “quando queres consegues ser mesmo bom”. Desta forma o seu filho enquanto criança, adolescente, jovem e adulto desenvolverá uma atitude  positiva perante as adversidades da vida, procurando alternativas de resposta porque acredita em si.

Os pais têm ainda um papel fundamental em consciencializar o seu filho do seu valor. Há muitas pessoas que dão provas de grandes competências embora possam ter uma fraca auto-estima pois não têm consciência dessas competências. Não basta viver os êxitos se não se tem consciência deles.

Mas atenção, não podemos cair em excessos, o reforço positivo deve ser dado quando merecido, não é saudável, por mais que ame o seu filho reforçar positivamente cada passo que dê, se assim o fizer fará com que o seu filho desvalorize os constantes reforços ou então que os sobrevalorize considerando que é uma Super-Criança. É importante ensinar o seu filho que ninguém é igualmente competente em tudo o que empreende e desenvolver uma boa auto-estima significa ter consciência das suas forças e das suas dificuldades.

Por último, é importante ter em conta que para a criança ter êxito é fundamental que lhe proponha objetivos realistas.

Acredite que enquanto pai e mãe ou adulto cuidador, contribuir para que o seu filho tenha uma boa auto-estima é um dos maiores tesouros que este poderá levar consigo no seu dia-a –dia. Nesse tesouro estão todas as pedras preciosas que o ajudarão a enfrentar as dificuldades ao longo da sua vida, consciente do seu valor pessoal.

 

Por Ana Sofia Nobre – Psicóloga da Educação e da Orientação da Horas de Sonho, para Up To Kids®
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Passamos a vida a dizer que somos aquilo que fazemos, pensamos, sentimos, comemos, desejamos…Mas alguma vez ouviu alguém dizer que somos aquilo que ouvimos?

Para nós, o saber ouvir é muito importante. É uma competência moldável, flexível e extremamente poderosa. Como tantas outras competências, o saber ouvir poder ser treinado, ensinado e disciplinada.

Saber ouvir vai muito além do sentido físico. Ouvir em sentido lato é estar atendo, é observar, é aprender com as situações que nos rodeiam e construir, a partir dessa aprendizagem, uma realidade melhor.

Esta é uma das principais competências de um empreendedor. Curiosamente, não é o saber falar, é o saber ouvir. E saber ouvir os outros com atenção, é de fato, um superpoder. Todos os dias ouvimos, é verdade, mas nem sempre ouvimos com atenção! Para sabermos ouvir temos estar interessados, ter uma mente aberta e querer aprender mais. É somar aquilo que ouvimos àquilo que já sabemos, sem nunca deixar de ouvir a essência das coisas. Perante um problema temos de ter a capacidade e o desejo de ouvir os outros, de saber as opiniões dos outros de ouvir toda a informação que nos poderá ser útil para solucionar o nosso problema. É isto o que um empreendedor faz!

É claro que nem sempre vamos ouvir aquilo que queremos ouvir, nem vamos ouvir só coisas boas ou aquilo que é significativo para nós, mas é na mesma importante saber ouvir. Acreditamos que tudo contribui para o nosso desenvolvimento e crescimento, daí ser importante ouvir tudo! O bom o mau, tudo! O bom enche-nos o coração…o mau serve para crescermos e mudarmos para melhor.

Saber ouvir é tão importante quanto saber falar. Quando ouvimos demonstramos que estamos a dar atenção real a que está a falar, que a respeitamos e que estamos interessados no que estamos a ouvir. Nem sempre é fácil ouvir, é verdade! Ou está demasiado ruído e não conseguimos ouvir bem, ou estamos distraídos com o que nos rodeia, ou simplesmente não entendemos o que nos está a ser dito.

 

Mas se para nós adultos, muitas vezes é difícil ouvir…imagine para as crianças?

Sabemos que as crianças tendem a ter mais dificuldade em saber ouvir porque estão a desenvolver a comunicação e consideram que é mais importante falar do que ouvir. Elas refilam, elas contam histórias, elas cantam…mas quando chega à parte de ouvir, aí é que a coisa se torna mais difícil. Mas tudo é possível! Existem maneiras simples para trabalhar e desenvolver esta competência: ler uma história, envolver a criança numa conversa….são exemplos de atividades que ajudam a desenvolver as habilidade de escuta. O objetivo destes pequenos exercícios é ajudar a criança a adquirir hábitos de escuta ativa e ajudá-la a desenvolver a capacidade de prestar atenção aos pormenores. Demonstre à criança que todos podemos melhorar a nossa capacidade de ouvir, o que nem sempre é fácil, com o todo o ruído que existe e que nos distraí, nomeadamente o terrível hábito de todos falarem ao mesmo tempo. Dê alguns exemplos, um pai ou um professor sabe bem a dificuldade que por vezes é fazer-se ouvir.

 

Jogo: Às cegas

Vamos retirar à criança a possibilidade de ver, exercitando desse modo a capacidade de ouvir, para que consiga cumprir com sucesso este jogo.

Para esta actividade vai necessitar de:

– uma bola, um balde;

– uma venda;

– um “treinador”.

Coloque um balde a cerca de dois ou três metros do local onde a criança vai ficar. Encontre um “treinador” para a criança, cujo papel será dar-lhe orientações.

Depois da criança estar vendada dê-lhe uma bola para a mão e diga-lhe que o objectivo é acertar no balde o máximo de vezes possível em cinco tentativas.

A criança não pode tirar a venda enquanto está a tentar acertar no balde, mas vai recebendo indicações do “treinador” sobre como correu o lançamento e o que deve fazer para melhorar.

Se a criança acertar com a bola no balde, celebre a vitória e explique que conseguiu acertar no balde porque soube ouvir com atenção!

 

Ouvir com o coração!

Além de saber ouvir com os nossos ouvidos físicos, achamos fundamental ouvir com o nosso terceiro ouvido, o coração! E o ideal é ouvirmos com os três ouvidos. E como é que podemos treinar o ouvido do coração? Peça à criança para dizer como é que se sente. Uma palavra: feliz, triste, contente…e peça para ela explicar o porquê de se sentir assim. Enquanto a criança fala mostre que está atento, faça perguntas, crie empatia com a criança e faça-a sentir-se ouvida e especial. Depois troque os papéis. Conte como é que se sente e o porque de se sentir assim. No fim fale com a criança e explique o quão é importante ouvir os sentimentos dos outros e respeitá-los, e que isso é que é ouvir com o coração. Explique que quando estamos em silêncio é quando ouvimos melhor.

Por falar em silêncio deixo-vos com uma das minhas frases favoritas;

“ Muitas vezes as nossas respostas estão no silêncio que não fazemos.”

Por Filipa Cunha, StartIUPI
para Up To Lisbon Kids®

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Relativamente ao texto aqui publicado intitulado O Pai Perfeito, da autoria da Joana Paixão Brás, um leitor da Up To  Kids®, João Pinhel, quis partilhar connosco a sua experiência de pai.

Perfeito ou não, aqui fica o seu testemunho.

É uma mera opinião pessoal de quem passou (e ainda passa) pela experiência de ser Pai e Mãe ao mesmo tempo. O que escrevi foi um desabafo muito reduzido e um pouco atabalhoado (foi mais um “dump” de imagens e situações convertidas em texto) de 16 anos de três vidas sem a minha amada esposa.

Ser Pai é muito mais que o descrito no texto e como tal, aqui ficam seis pontos importantes para se poder classificar um Pai Perfeito, porque há muito, mas muito mais do que isto…

1. A Educação
Matriculas, reuniões de pais, comprar os livros e o material escolar. Ajudá-los nas matérias, estudar com eles e ajudá-los a tirar as dúvidas. Antes de dormir, ter que arranjar tempo para ir à net ver determinadas matérias para os ajudar a tirar as dúvidas no dia seguinte. Fazem os TPCs enquanto estamos na cozinha a fazer o jantar e temos que estar atentos aos tachos e à matéria! Verifico os deveres logo após levantarmos a mesa e colocarmos a loiça na máquina.

2. O Vestuário
A roupa: lavar, estender, passar a ferro ao fim de semana. Cotoveleiras, joelheiras, coser botões arrancados, arranjar fechos partidos, nódoas terríveis que nem com SuperPop, Supergel ou Vanish saem. Sapatos que de mês a mês, com a velocidade com que crescem, deixam de lhes servirem.
3. Os Hábitos (de Casa e de Higiene)
Os filhos não duram só 1 a 2 anos. Habituá-los a lavar os dentes todos os dias, várias vezes, ensinar-lhes a usar o fio dental, a usarem o elixir. Ensiná-los a lavarem-se, a limparem-se bem, a cortar as unhas. Levá-los ao Barbeiro ou ao cabeleireiro para cortar o cabelo.

Elas crescem e vêem as “coisas das Senhoras”: temos que ensiná-las e ajudá-las. A eles, temos que ensinar-lhes a fazer a barba.
E não podemos esquecer-nos da mudanças das roupas (das camas e dos banhos), os Sábados de manhã a limpar a casa e os serões de sábado de volta do ferro e dos remendos,  e os domingos, enfiados no supermercado a reabastecer as falhas da lista que está pendurada no frigorífico.  Talvez dar um passeio familiar ensinando-os a andar de bicicleta ou levá-los às festas de aniversário, jantares de amigos, cinema,etc.
Ah, e as limpezas grandes da primavera, claro que, em gozo de Férias.

4. A Comida
Não é só fazer Sopa e Papas. Há tudo o resto à volta disso. Os biberons, o leite anti-regurgitante (ou não), a esterilização, as compras, a loiça, lavar tudo ao redor depois de borrifarem, lançarem, espalharem, esborracharem, espatifarem e mais uma data de coisas que fazem à comida. Preocuparmo-nos em variar a alimentação deles, depois tudo o que isso implica, fazer mais pratos, picar carne, desfiar frango, separar grumos, cozer fruta. Isso das papas e da sopa passa rápido e os de frasco não são lá muito saudáveis.
5. As Doenças e os acidentes
Marcar o pediatra, o dentista, e ir às consultas com eles. Ir às Urgências, aos Centros de Saúde. Não esquecer das horas da medicação, passar noites acordado para que a febre baixe, lá ando eu de madrugada a dar-lhes o banho com água tépida, a icterícia e a colher de chá de água das pedras, os dentes a nascer e o bucagel, os vaporizadores para os brônquios entupidos, os sapatos ortopédicos, as quedas, os sustos, os pontos.
6. O Amor
E o último mas o mais importante para se ser um Pai Perfeito, o amor de Pai.
Levá-los para a cama quando se deixam dormir na sala (enquanto não pesam!). 
Ir de Férias e levá-los sempre connosco, não é despejá-los em casa dos Tios, dos Avós ou de Vizinhos.
Ler-lhes uma história antes de dormirem. Não esquecer todas as noites de ir vê-los ao quarto.
Ser o confidente deles mas ao mesmo tempo saber respeitar a privacidade deles q.b., tentar ser o amigo em quem confiam e o ombro onde podem desabafar.
Estarmos sempre dispostos a escutá-los e a aconselhá-los.
Ser discreto na vida deles, mas sempre atento e presente. A Adolescência é a fase mais complicada. Há que saber gerir… não há fórmulas mágicas.

Classificar um Pai Perfeito como o Pai dos 2 primeiros anos, minimiza (e muito!!) a quem é Pai a tempo inteiro e que já passou por toda a experiência de o ser. Com 43 anos, viúvo há 16, Pai de uma Mulher de 19 e de um Rapaz de 17.

Posso não ser um Pai Perfeito, mas sei o que é Ser simplesmente Pai.

P.S.: Ah! E ainda temos que ir trabalhar todos os dias!!

Por João Pinhel, para Up To Kids®

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