Há mães com a capacidade de fazer fatos incríveis de última Hora para o Carnaval

Praticamente a 10 dias do Carnaval e ainda não conseguiu preparar o fato de Carnaval para os seus filhos. A verdade é que gosta de fazer os fatos em casa, ou não está para pagar um balúrdio por um fato para usar dois ou três dias ou, simplesmente, ainda não teve tempo para tratar deste assunto.

Se está incluída neste grupo, não se preocupe, este post é para si: tire ideias e recrie personagens que os seus filhos gostem.

Dicas para recriar a personagem preferida:

1º De que personagem o seu filho gostaria de se mascarar. Convém perguntar diretamente: por vezes os miúdos gostam de determinadas personagens, mas não querem vestir-se como elas.
2º Procurar uma boa fotografia na internet, e imprimir.
Com as roupas que tem em casa perceber o que pode aproveitar. Concluir com pormenores que pode fazer em caixa com materiais reciclados, restos de tecidos, pínturas etc.
Atenção para não recriar os fatos de forma ridícula: uns collants na cabeça podem parecer perfeitos para simular umas antenas de extraterrestre, mas os miúdos podem sentir-se menorizados perante os colegas de escola….
Sejam Criativos e Boas brincadeira

fridaKFrida Kahlo


andywarhol
Andy Warhol

charlieBrownCharlie Brown

Coelho-AliceCoelho da Alice no País das Maravilhas

Bruce SpringsteenBruce Springsteen

minecraftMinecraft descarregar PDF cabeça Minecraft Head Files (ZIP)

tim-timTim Tim
boneca-de-cordaBoneca de Corda

maquinistasMaquinista

cgarlie-chaplinCharlie Chaplin

mimoMimo

yoda

Yoda

Tutorial Rabos de Dinossuro, imagem capa aqui

 

Como o próprio nome indica, esta disciplina não é mais do que a versão para crianças da arte marcial que dá pelo nome de Aikido. Não cabe aqui descreve-la detalhadamente, mas interessa-nos conhecer, à partida, uma ou outra característica geral desta arte que teve a sua aparição já no Séc. XX.

É quase um lugar comum, quando se fala de Aikido, descrevê-lo como “a forma de aproveitar a força do ataque de um adversário para o derrotar”. E estaria quase certo, não fossem os conceitos  de “adversário” e “derrotar”, na verdade, deslocados no contexto da prática. Mas a frase é verdadeira quando refere implicitamente a não oposição à força do ataque do “parceiro” (é esse o termo usado nas aulas) para o derrubar ou imobilizar (o que não implica uma derrota). Na fluidez de movimentos está a chave para o conseguir. O resultado de um dado ataque será a projecção ou a imobilização do atacante, sempre executadas tendo em conta a integridade física dos dois parceiros.

É importante também salientar que a originalidade do Aikido está na resposta que oferece à violência. O conflito é encarado como um processo de comunicação durante o qual não se procura a destruição do contrário, mas sim “domar” a agressividade e a libertação da espiral de violência. O método de aprendizagem em Aikido permitirá ao praticante desenvolver, para além da resistência física, aspectos como a auto-estima, confiança, concentração ou espírito de cooperação (por oposição ao espírito de competição).

Não é pois difícil de perceber os benefícios que esta prática tem para os mais pequenos. As crianças aprenderão a proteger-se sem serem agressivas e a crescer tirando partido do seu próprio esforço. As aulas são orientadas para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, tanto físicas como mentais ou sociais. O Aikido tem um curriculum próprio, que é adaptado à idade dos praticantes. Aos movimentos específicos da arte, cuja base é comum ao dos adultos, são acrescentados exercícios próprios para a idade e retirados os movimentos de luxação ou que constituem esforço demasiado para as articulações, ainda em desenvolvimento nas crianças. No Aikido, ao contrário de grande parte das artes marciais modernas, não existem competições.

A idade ideal para o início da prática do Aikido, considera-se por norma ser os seis anos. No entanto, e dada a não uniformidade no desenvolvimento psicomotor da criança, esta é só uma referência que terá de ser verificada caso a caso e as primeiras aulas serão fundamentais para avaliar a coordenação motora do aluno. Apesar de poder ser uma ajuda no desenvolvimento físico, o Aikido não poderá nunca substituir o trabalho da natureza em cada criança, pelo que um mínimo de maturidade é necessário para uma prática segura.

Quase como um resumo, diria que a pratica do Aikido para Crianças deve ser orientada em função de três factores fundamentais: a relação com o seu próprio corpo, com “o outro”, e com o mundo.

A relação com o seu corpo — Através dos movimentos circulares próprios do Aikido, a criança aprenderá a coordenar e controlar melhor os seus movimentos, bem como a descobrir as suas capacidades e limites físicos. Aprenderá a cair e levantar-se em segurança e que a queda é uma oportunidade para começar um movimento de novo. Aperceber-se-á do corpo de uma forma diferente e aprenderá a usá-lo de novas maneiras.

A relação com o outro — Os alunos perceberão, a par da sua, o valor da integridade física do parceiro de prática. Perceberão que um ataque, no Aikido, não é mais que uma oferta que alguém nos faz para podermos evoluir. Os alunos mais velhos serão encorajados a “olhar pelos mais novos” (não substituindo evidentemente a atenção do professor), e todos eles aprenderão a dosear o seu esforço em função do colega diante de si.

A relação com o mundo — Tentar-se-á transmitir à criança noções como a de que cada um tem o seu lugar no tapete e este é independente da força física, coragem ou destreza, que cair ou ser controlado não é uma derrota, que todos têm algo a ensinar ou aprender.

 

Como em qualquer outra actividade em que a formação da criança enquanto indivíduo é um objectivo, a assiduidade é um factor fundamental para que o Aikido “faça o seu papel”. Os pais têm por isso aqui um papel importante, não só de um ponto de vista logístico mas também percebendo a importância da regularidade e valorizando “cá fora” o que os mais pequenos aprenderam no dojo*. É também fundamental que acompanhem os filhos na sua primeira aula que, na maioria dos locais de prática, poderá ser feita a título de experiência. Sendo o Aikido uma arte que lida com a gestão da violência em cada indivíduo, é pois muito importante que os pais conheçam o ambiente que rodeará a prática das suas crianças.

 

*Dojo: Local onde se estudam as artes marciais. Do japonês local (jo) da via (do).

imagem@sayanouchi

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Faltar para Estudar

A leitura de histórias não só apoia a construção de sentido em torno da escrita, como também enriquece a interacção da criança com a leitura” (Mata, 2008, p.80).

Sabia que nas crianças a aprendizagem sobre a escrita começa precocemente antes de qualquer ensino formal? Em idade pré-escolar? A criança a partir do momento em que adquire a linguagem assume um papel central no seu próprio desenvolvimento, pois ela é activa e participativa no mundo que a rodeia. Ela vai assim construindo o seu próprio conhecimento à medida que explora o meio em que vive. Tendo isto em conta, as actividades de leitura e escrita contextualizadas na realidade da criança constituem-se como actividades de extrema importância, pois permitem uma fonte de exploração e de tomada de consciência sobre as características do código escrito. Esta tomada de consciência surge assim que a criança inicia o contacto com a linguagem escrita.

Diversos trabalhos de investigação sobre a leitura de histórias têm sido realizados. Estes trabalhos têm vindo a demonstrar que esta prática assume uma importância central, não só antes da entrada para o 1ºano – início do ensino formal da aprendizagem da escrita – como também ao longo da escolarização da criança. É indiscutível e de largo consenso a importância que a leitura de histórias assume quando se constitui como uma actividade regular, sendo uma actividade agradável e que proporciona interacções, vivências, partilha de ideias e de concepções. Ouvir e contar/ler histórias permite que as crianças interajam enquanto ouvintes e enquanto contadores de histórias, promovendo em ambos os casos capacidades de ouvinte, de leitura e de compreensão. É por isso considerada uma actividade rica e completa. Eis alguns aspectos que a vivência da leitura de histórias promove, segundo Mata (2008):

  • Oportunidade para ouvir leitura fluente
  • Alargamento de experiências
  • Desenvolve a curiosidade pelos livros
  • Aprendizagem de comportamentos de leitor
  • Apoia o desenvolvimento de conceitos sobre a escrita

Ainda que fora do contexto escolar, as crianças aprendem muito sobre a escrita através da leitura de histórias. Aprendem que o mesmo texto aparece associado à mesma mensagem independentemente de quem o lê – a mensagem é sempre a mesma e aparece sempre na mesma ordem. A leitura de histórias permite, ainda, que as crianças se apercebam da orientação da escrita (da esquerda para a direita, e de cima para baixo) e das relações entre o oral e o escrito (quando o leitor aponta para o que está a ler), e ainda que as palavras se escrevem sempre da mesma maneira ao longo do texto, podendo a mesma palavra aparecer várias vezes sempre escrita da mesma maneira. Por fim, a leitura de histórias facilita o reconhecimento das letras e dos sinais de pontuação, de uma forma integrada e contextualizada, e que faz sentido.

Wells (1988, 1991), um dos primeiros autores nas investigações sobre a leitura de histórias, debruçando-se na frequência de leitura de histórias, identificou uma associação positiva entre a frequência e os conhecimentos sobre literacia das crianças aos 5 anos de idade. E identificou igualmente uma maior compreensão na leitura nestas mesmas crianças aos 7 anos. Nesta mesma linha de investigação, também Sénéchal e LeFévre (2002) identificaram associações positivas entre os hábitos de leitura de histórias em crianças de idade pré-escolar com o seu vocabulário nessas idades, tendo mais tarde avaliado os níveis de leitura dessas mesmas crianças no 3ºano de escolaridade. Concluiu-se assim que as crianças cujos hábitos de leitura de histórias eram mais frequentes apresentavam maiores níveis de leitura no 3ºano.

Os estudos descritos vieram assim enfatizar a importância da leitura de histórias em idades pré-escolares, sendo esta actividade considerada como importante e significativa, uma vez que permite e facilita não só o desenvolvimento precoce de algumas competências de literacia, como também se constitui uma base de motivação para a aprendizagem da leitura e da escrita, pelo seu carácter lúdico. Isto porque a partilha precoce com a linguagem escrita cria oportunidades às crianças de questionarem, de contactarem, de reflectirem, e obterem respostas e informações sobre a linguagem escrita, que vão permitir uma maior e melhor compreensão sobre as particularidades, potencialidades, e funcionalidades do escrito (Mata, 2004). Ler para as crianças é uma das melhores formas de encorajar a emergência e o desenvolvimento das capacidades literárias. Estas experiências de leitura têm vindo a mostrar que providenciam múltiplos benefícios (Zeece, 2007).

A escolha do livro também é algo a ter em conta e que carece de algum cuidado. Acima de tudo, o livro deverá tratar de um tema que seja do agrado da criança e que seja igualmente adequado ao seu contexto. Deve conter imagens coloridas e variadas, e inicialmente devem escolher-se livros com pouco texto. Mas à medida que a criança progride na leitura, devem escolher-se livros com texto mais longo, para ouvir, ler e para descobrir sílabas, palavras e frases (Mata, 2008).

Foi assim exposta a importância da leitura de histórias, sendo esta uma actividade extremamente rica, pois permite a relação do oral com o escrito, promovendo nas crianças capacidades na leitura, de compreensão do escrito e um desenvolvimento ao nível do vocabulário.

Madalena Ferreira de Lima | Psicóloga Educacional, para Up To Kids®
Todos os direitos reservados

imagem@cmeimarcelino.blogspot.com

2014 chegou ao fim, e a Up To Lisboa Kids quer agradecer a todos os leitores por terem feito parte desta nossa aventura. Obrigada por nos lerem lido, seguido e partilhado. Obrigada por gostarem de nós. <3

Em 2015 continue connosco. Saia mais. Veja mais espetáculos. Leve os miúdos a workshops. Não perca uma exposição. Siga os programas gratuitos. Participe nos nossos passatempos. Desça um escorrega. Aplauda uma peça de pé. Vá a um concerto infantil. Passeie de elétrico. Suba ao Padrão dos descobrimentos. Perca-se em Alfama. Vá ao Planetário ao Domingo de manhã. Ande de bicicleta na promenade de Belém. Coma um pastel. Façam pizzas ao almoço. Compre mais livros. Observe as boas ilustrações. Vá ouvir um conto. Ou vá ver uma curta. Descuide a rotina. Seja espontâneo. Vá a uma exposição de banda desenhada. Dê pão aos peixes no lago à frente do Aquário Vasco da Gama. Vá a um bailado. Coma castanhas na rua. Uma fartura nos carrosséis. Grite numa peça de improviso. Salte no parque. Veja um clássico na Cinemateca Júnior. Continue connosco. Estas são apenas algumas das sugestões que irá encontrar nas nossas páginas. Inspire-se nos nossos artigos. E se gostar partilhe. Nós agradecemos.

Os nossos números e os mais lidos

Em 2014 tivemos 2 milhões e meio de visitas, ao longo de 491 posts. O post mais visto foi publicado no dia 25 Fev’14 e teve 79,349 visualizações.

Fomos lidos em 196 países do mundo, sendo Portugal o grande líder das nossas audiências, seguido pelo Brasil, Uk, Angola, Moçambique, EUA, Austrália, etc.

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Fomos convidados para ir à TV duas vezes. E fomos.

Construímos ligações, criamos parcerias, fizemos amizades.

O post mais visto teve 281,112 visualizações, e caso lhe tenha escapado ou queira reler algum artigo fica aqui a lista dos mais lidos em 2014:

7 atitudes dos pais que irão impedir os seus filhos de se tornarem lideres

Carta de um pai para a sua filha

A verdade sobre ter um terceiro filho

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

Carta às mães mais que perfeitas

A influência dos elogios no desempenho das crianças

7 segredos para criar crianças mais felizes

És definitivamente uma mãe quando

O que deve saber uma crianças de 4 anos

Livro | Posso Ajudar? Receitas Para Dias de Festa!  | Máquina de Voar Editora | Compre aqui |

Depois do sucesso do primeiro livro da coleção Posso Ajudar?, chega amanhã às livrarias o Posso Ajudar? Receitas Para Dias de Festa!

Desta vez as sugestões são da Inês Guterres, que escolheu receitas ideais para dias de festa, doces e salgadas, para muitas ou poucas pessoas. Há para todos os gostos, desde panquecas para uma festa de pijama, passando pelos bolos, gomas e folhadinhos até ao peixe surpresa para um jantar especial.
Este livro foi desenvolvido a pensar em todas as crianças que gostam de ajudar na cozinha.
Tem a particularidade de ter muitas ilustrações. Assim, mesmo quem ainda não aprendeu a ler, consegue perceber quais são os ingredientes necessários e todos os passos a dar.
Agora, já podem ajudar. Bom apetite!

FICHA TÉCNICA
Autoria: Inês Guterres
Ilustrações: Margarida Teixeira
Editora: Máquina de Voar
Dimensões: 200 x 236 x 2 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 32 Ano:2014

receita

 

Quando engravidamos a primeira vez, as mães que nos rodeiam, quer sejam amigas, conhecidas ou perfeitas estranhas, têm sempre um conselho para nos dar. Não sei se, querer instruir as outras mulheres fará parte do instinto maternal, como se fossemos enviadas numa missão especial com o objetivo de proteger todos os recém-nascidos das garras de uma mãe inexperiente. Ou se queremos apenas mostrar que sabemos mais, característica própria da vaidade do sexo feminino.

Mas o facto é que a maior parte dos conselhos que me deram foram inúteis e vazios. “Dorme tudo agora, que depois não tens tempo”,aproveita bem que eles crescem num instante”. Eu já me cruzei com estas mães. Eu sei que vocês também, e eu sei que muitas vezes já nos tornamos nelas.

As mães, por natureza são um ser controlador e possessivo. Há muitas que assumem: “Eu sou muito mãe-galinha!”… Será só isso?

Se há algum conselho que eu posso dar, e que aprendi com a experiência é:

“ Não queiras ser uma control freak 

Tudo começou quando nasceu o nosso primeiro filho. Eu amamentei sempre, por isso, quando ele acordava à noite habituei-me a ir lá. Nem sempre era para mamar. Mas era sempre eu que me levantava. Enquanto habituava o meu filho a ter a mãe para o aconchegar sempre que chorava, habituava o meu marido a dormir ferrado ao som do choro de um bebé.

Durante o dia, dava dicas úteis ao meu marido porque como eu passava mais tempo com o bebé… achava que eu é que sabia o que era e como era melhor.!

Sempre mudei as fraldas porque achava que o pai nunca punha o creme certo a seguir ou a fralda não ficava bem presa como quando era eu a trocar. Acabava por sair xixi. O bebé ficava com soluços e eu teimava que só eu é que o sabia ajudar nos soluços. Mudava-lhe a roupa, e às vezes punha-a de parte para o pai vestir. Mas ele não sabia como apertar os cueiros e, por vezes, vestia as costas para a frente.

Sempre achei que era melhor eu ir ver e dar uma ajuda.

Porque eu é que sei o que é melhor para o meu filho, como ele gosta de se deitar, de arrotar e quais a rotinas dele. O pai pega-lhe ao colo. Eu digo-lhe que tem de agarrar a cabeça do bebé. Ele diz que sabe, mas nem sempre agarra. Eu estou sempre lá, a dizer o que fazer, como o fazer, e quando o fazer.

Oito anos depois, temos três filhos e eu estou grávida do quarto. Acordamos de manhã cedo, muito cedo. O pai vai fazer a barba e tomar banho. Eu acordo os miúdos e ponho-os a fazer xixi e a lavar a cara.

Escolho as roupas conforme as actividades escolares de cada um porque eu é que estou a par dos horários deles. Ajudo-os a vestir. Os mais velhos já se vestem sozinhos por isso dou-lhes a roupa e vou tratar do mais novo. Quando volto ainda estão a calçar as meias. Visto todos rapidamente.

Preparo o saco ou mochila de cada um porque só eu é que sei o que é para levar cada dia. Os miúdos nem me deixam pensar “que dia é hoje” para saber o que colocar nas suas mochilas. Enchem-me os ouvidos de histórias sobre os seus sonhos, e perguntas sobre como será este dia. Sobrepõem-se aos gritos para se fazerem ouvir. Tenho de recorrer telemóvel para saber a que dia estamos: o telemóvel não está onde era suposto. Algum deles já andou a jogar de manhã no meu telefone. Acordam a pensar em gadgets…  Fecho as mochilas.

Preparo almoço para um, e snacks para os mais novos, que gostam de petiscar uns cereais ou bolachas quando chegam ao colégio e ainda estão lá poucas crianças. É muito cedo. Mochilas preparadas, sacos das actividades fechados, cesto e lancheiras à porta. Já tomaram o pequeno-almoço, o pai deu um iogurte, preparou um pão de leite a cada um e fica a ver as notícias enquanto toma, também, o seu pequeno almoço.

Vai tudo para a casa de banho lavar os dentes. Eu vou lá conferir que ficam bem lavados. As perguntas e conversas são contínuas. Discute-se porque é que um leva mais cereais para a escola do que os outros (levam todos o mesmo), e quem é que joga primeiro consola quando chega a casa, sendo que só podem jogar ao fim de semana.

Finalmente saem de casa. O pai leva-os ao colégio todos os dias. São 8h00 e só me apetece voltar para a cama. Tomo o meu pequeno-almoço de pé, tomo banho e saio. Quando me sento no computador começo a ler os e-mails do colégio. Aponto datas de reuniões, datas de inscrições, data da festa de despedida das professoras de um, data da festa de ginástica de outro. O meu calendário enche-se de compromissos socio-escolares dos meus filhos. Sinto-me a adormecer no computador. Paro para beber um café. Começo a trabalhar e a manhã vai a meio.

A seguir ao almoço, retomo os e-mails. Tenho de dar resposta aos convites para as festas de aniversário. Articular os horários e disponibilidades para os levar e buscar. Antecipar se estamos cá nesses fins-de-semana e se eles podem aceitar os convites. Tenho de conhecer as crianças da sala de cada um para poder comprar os presentes de aniversário. Saber o que cada um gosta. As férias aproximam-se. Tenho de começar a planear os ATL em que os vou inscrever. O melhor seria mandar todos juntos, tenho de pesquisar bem! Já comecei a pensar onde serão as festas de aniversário este ano, e estou atenta aos sites específicos para tirar ideias dos temas e decors.

Não tirei o jantar de manhã antes de sair da casa (Como é que é possível). Tenho de tratar disso mal chegue para descongelar qualquer coisa. Às 16h00 tenho de sair de onde esteja para ir busca-los à escola. São três escolas, a volta é longa, e à tarde há sempre trânsito. Chegamos a casa. Há trabalhos de casa para fazer e banhos para dar. Esqueço-me do jantar. Peço ao pai para ir buscar uma pizza. Ele fica à espera que eu encomende a pizza, e que lhe diga a que horas está pronta, porque está habituado a não ter de pensar sequer o que é que cada um gosta de comer. E como em tudo o resto cá em casa, fica à espera de ordens para realizar tarefas.

Porque eu o habituei assim, e já não tenho como mudar esta rotina. Para mim é tarde demais, mas para quem ainda vai começar a ter filhos, para quem ainda está grávida eu posso dar este conselho: não sejam controladoras, não sejam possessivas, os filhos são dos dois. Deixem o pai da criança tratar das coisas.

À sua maneira, imperfeita e trapalhona. Deixem-no aquecer o leite, à próxima já vai acertar na temperatura. Se o xixi sair da fralda ele vai perceber que está mal posta. Ou não, e terá de mudar mais vezes, mas nenhum mal virá ao mundo. Deixem os pais comandarem e escolherem as roupas. Controlar o dia das actividades, e saberem qual é a gaveta das meias de desporto dos miúdos. Deixem-nos aprender a vestir um fato de ballet às meninas, e saber qual o material que se leva para a natação.

Quando o virem com o bebé calem a boca, fiquem sossegadas e deixem-no encontrar soluções. Assim não vão tornar-se em robots programados para cumprir ordens específicas.

E vocês vão acabar por desfrutar mais a longo prazo do vosso descanso! Acreditem.

Um dia mais tarde vão agradecer-me!

 

Hoje em dia, ter uma alimentação equilibrada é muito importante, não só para compensar todos os “malefícios ” a que sujeitamos o nosso organismo, mas também para nos sentirmos melhor!

Se é como São Benedito, “que não come nem bebe e está sempre gordito”, então estas dicas também são para si, e esperamos que as transmita. Afinal não é assim tão difícil ter uma alimentação equilibrada, basta ter em conta estas pequenas dicas.

Como o título de hoje indica, quanto mais cedo aprender, maior a probabilidade de ficar para sempre.

1. Deixe os seus filhos fazerem parte da aventura na cozinha, é saudável que desde cedo comecem a interessar-se por aquilo que comem, qual a origem e o que é saudável ou não.

Não se esqueça que a “Cenoura faz bem aos olhos”; que ”não só de pão vive o Homem” e que “nós somos aquilo que comemos”.

2. Fazer entre 5 a 6 refeições durante o dia, no máximo de 3 em 3 horas, atenção que com isto pressupõe-se que o tamanho da dose seja equilibrado e não vale saltar refeições.

3. Comer fruta, legumes e verduras TODOS os dias e dar preferência aos da época. Além de serem mais ricos nutricionalmente e com melhor sabor, são também os mais baratos.

4. Ao cozinhar legumes, prefira o sistema “a vapor”, pois este ajuda a preservar melhor os nutrientes e ainda evita a adição de gorduras. Se optar por cozinhar os legumes em água, faça-o em pouca quantidade para reduzir a perda de alguns minerais e vitaminas. A água utilizada na cozedura de vegetais dever ser aproveitada para outros preparos, como arroz, cuscus, sopas, estufados, etc.
É uma inteligente e económica maneira de enriquecer os pratos.

5. Tanto para os mais pequenos como para os graúdos, é importante retirar a pele das aves, de preferência antes de as cozinhar. A pele das aves é muito rica em gorduras que aumentam o colesterol e as calorias. São gorduras saturadas que de benéficas têm muito pouco. Se aos graúdos são prejudiciais imagine aos pequenotes. Opte por cozinhar sem a Pele, porque assim evita que a gordura derreta e seja incorporada na carne ou nos acompanhamentos. Se usa a Pele nos assados como cobertura para proteger a carne do calor, saiba que o papel de alumínio faz exatamente o mesmo mas sem “engordurar” o prato.

6. Evite as frituras em geral. São melhores e muito mais saborosos os alimentos cozidos, assados e estufados(sem adição de gorduras) e grelhados.

7. Evitar a ingestão de produtos como salsichas, salames, presuntos, mortadelas, entre outros. Sempre que possível comer carnes brancas, frango ou peixe (assado, cozido ou cru), em vez de carnes vermelhas.

8. Preferira margarina vegetal ou azeite, contêm menos gorduras saturadas e menos colesterol.

9. Evite refrigerantes e sumos concentrados. Opte por água natural, sumos naturais de fruta fresca, e se possível, evitar líquidos durante as refeições, pois estes contribuem para a distensão do estômago. Ingerir água diariamente (aproximadamente 1.5 litros) para melhorar o funcionamento do intestino, parar hidratar o organismo, facilitar a filtração do sangue e desintoxicar o organismo.

10. Evite a adição de sal em excesso nos alimentos, 5g/dia é a quantidade adequada de sal. De igual forma, evite o açúcar da alimentação, e se necessário, substitua-o por adoçante. As frutas já contêm açúcar em quantidade suficiente.

11. Procure fazer atividade física regular. Não precisa de ser federado num desporto para ser um atleta. Mexer-se é o essencial. E ressalvo aqui as crianças. Atualmente, as brincadeiras infantis já não fazem suar, já não fazem correr, saltar e sujar. Reserve os brinquedos eletrónicos para dias especiais. Nos restantes, ensine-os a brincar às escondidas, a saltar a corda, a andar de bicicleta, a jardinar, etc.
Ensine-os a mexer-se.

12. E por fim, nunca tratar de assuntos do quotidiano durante as refeições, uma vez que estas devem ser feitas num lugar tranquilo, longe da televisão, mastigando bem e com calma os alimentos. Não deixe que as crianças tragam brinquedos para a mesa. A hora de comer deve ser para comer com todas as atenções viradas para isso mesmo e sem pressas.

Comer devagar, promove uma boa mastigação e uma boa mastigação promove uma fácil digestão e uma melhor absorção dos nutrientes.

Espero que estas pequenas dicas vos tragam Grandes benefícios!

LER TAMBÉM…

Dificuldades alimentares na 1ª infância

Lanches saudáveis e práticos para as lancheiras da escola

Alimentação do bebé | 1º ano de vida

 

 

A psicomotricidade nasce com o bebé.

Ela nasce no início de tudo e acompanha-nos durante toda a nossa vida.

Está no bebé quando ele vivencia as primeiras sensações e emoções, está nos primeiros passos, na bola que é chutada com demasiada força, nos dedos e nas primeiras palavras…

A psicomotricidade nasce no corpo, na motricidade.

O corpo é um instrumento primordial na comunicação e nas primeiras experiências com o mundo externo e interno. O corpo é o meio para a actividade, para o conhecimento e as relações, sendo que as experiências corporais dos bebés interferem na sua vida mental e cognitiva, afectiva e motora.

O conhecimento do mundo começa, portanto, pelo corpo e pela sua acção.

Numa perspectiva mais prática e profissionalizante, a Psicomotricidade funciona como uma terapia de mediação corporal que é aplicada numa vertente preventiva e educativa ou mesmo terapêutica. No primeiro caso, a Psicomotricidade actua como promotora do desenvolvimento global do bebé e da criança.

Ora vejamos algumas actividades que poderão fomentar o desenvolvimento do bebé e criança, tendo por base objectivos psicomotores.

–        Com uma bola de praia, experimente rolá-la sobre o corpo do bebé. Refira os nomes das partes por onde vai passando. Esta actividade permite que o bebé vá consolidando a sua noção corporal e a noção de que é um corpo separado do da mamã.

–        Quando o bebé já é capaz de se sentar, pode ser colocado nesta posição em cima da mesma bola, estimulando o movimento de saltar, o que promove o desenvolvimento do equilíbrio dinâmico do bebé.

–        Depois do primeiro ano de idade, incentive o seu bebé a rolar a bola com intencionalidade (para si, por exemplo). Esta actividade irá aperfeiçoar as competências da motricidade global da criança, bem como a coordenação olho-mão ou olho-pé.

–        Depois dos dois anos de idade, as crianças adquirem a competência de atirar uma bola e, mais tarde, de a apanhar. Este jogo para além de ser uma excelente oportunidade para socializar com o seu filho, permite, ainda, que este desenvolva a noção espacial.

–        Fazer bolinhas de sabão é uma actividade super interessante, relaxante e que entretém todos: miúdos e graúdos! As bolinhas de sabão permitem o desenvolvimento de competências visuais, como a de acompanhar um objecto com o olhar, para os bebés até aos 8 meses. Nos bebés mais crescidos, esta actividade é excelente para estimular a coordenação olho-mão (para alcançar as bolinhas) e ainda o desenvolvimento da compreensão da relação causa-efeito, porque ‘Eu toco na bola e…oh! A bola rebenta’.

–        Mais tarde, o acto de fazer bolinhas irá incentivar as crianças a rebentá-las ou apanhá-las, estimulando, por sua vez, a sua motricidade global, bem como a sua noção corporal. Até o desenvolvimento da linguagem está presente! Utilize conceitos opostos como ‘bolas grandes e pequenas’, ‘estão lá no alto e agora cá em baixo!’.

No Gymboree não desejamos mais do que aquilo que deseja para os seus pequeninos: uma vida FELIZ.

E uma vida feliz inicia-se através de uma abordagem parental que inclua muito carinho, muitas experiências e brincadeiras, num clima sempre positivo. Até porque estudos científicos bastante recentes demonstram que o desenvolvimento do cérebro é extremamente influenciado pela qualidade e quantidade de experiências precoces que os bebés vivenciam: quando um bebé nasce, apenas 25% do seu cérebro está desenvolvido, mas, por volta dos 3 anos de idade, cerca de 90% do cérebro atinge a sua maturação! E para alcançar o seu potencial máximo, o Gymboree apresenta a sua filosofia de brincar com intencionalidade, demonstrando que a melhor forma de aprender é através do corpo, do movimento e do brincar, sendo que a Psicomotricidade tem um papel preponderante em todas estas conquistas.

Obviamente que os pais estão sempre presentes e beneficiam de toda esta abordagem. Há algo melhor do que ver o seu filho a descer um escorrega sozinho pela primeira vez ou vê-lo a sorrir quando recebe um beijinho do Gymbo?

Os pais são os primeiros e os mais importantes professores que qualquer criança pode ter. Contribuir para a sua psicomotricidade, para além de ter implicações no desenvolvimento emocional, físico e cognitivo da criança, promove, igualmente, o fortalecimento do vínculo afectivo.

Venha comprovar tudo isto e ainda mais no programa Play&Learn do Gymboree!

Por Catarina Ferreira, Psicomotricista, Professora Gymboree
para Up To Lisbon Kids

Actualmente sabemos que muitas crianças resistem à escola e aos trabalhos de casa. Aliás, este não é um problema dos dias de hoje, mas talvez seja mais evidente agora, pelo pouco tempo que existe em termos diários para fazer outras coisas divertidas.

Hoje proponho algumas actividades que podem ser feitas em família. São actividades que podem ser feitas por qualquer criança em idade escolar, sendo particularmente eficazes com crianças que têm dificuldades de aprendizagem ou que estão claramente desmotivadas para a escola.

Naqueles dias em que os nossos filhos têm que treinar para um ditado, ou têm que ler textos em casa para treinar a leitura, mas não conseguimos que parem quietos um segundo para fazer os exercícios, proponho alterar um pouco a forma como lhe apresentamos os trabalhos.

Sabemos que todas as crianças também aprendem quando brincam, puxam pela criatividade, e sobretudo, se estiverem motivadas e directamente envolvidas na tarefa, mais fácil se torna a aprendizagem.

Aqui ficam algumas “brincadeiras” que estimulam a leitura e a escrita, sem serem demasiado formais.

Caça ao Tesouro: Parece complexo e aparentemente dá um trabalhão, mas é muito simples. Basta fazer 5 ou 6 papelinhos com perguntas (ex: Diz o abecedário a cantar; Escreve 3 palavras em que se usem /ss/; Lê a frase “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia”; Diz 4 nomes próprios, etc). Depois escondemos por exemplo no quarto e vamos dando pistas (quente ou frio). Se não houver tempo para darmos pistas, pedimos que venham ter connosco cada vez que encontrarem um papelinho e nos dêem a resposta. O prémio final pode ser apenas a brincadeira em si. E se eles o quiserem fazer para os pais encontrarem, porque não? E se for mais apelativo colocar perguntas que não têm nada a ver com a escola, também se podem colocar pelo meio, para que não sintam pressão no jogo.

Concurso de Televisão: Este é normalmente um dos preferidos. Também parece difícil, mas é muito fácil. Pegamos numa cadeira e colocamos à frente um “botão” encarnado, simulando uma campainha em que se carrega para dar a resposta (ex: pode ser uma peça de lego, ou qualquer outro objecto parecido). Depois apresentamo-nos como sendo o apresentador de televisão e eles são os concorrentes (pode ser feito com um só concorrente). Perguntamos que idade têm, o que estão ali a fazer e se estão prontos para começar. E assim começa, dizemos que têm que ganhar, por exemplo, 10 pontos, e nós próprios vamos dizendo quanto vale cada pergunta (ex: agora esta pergunta vale 2 pontos, esta vale 1 ponto) e vamos somando. As perguntas colocadas podem ser acerca de conteúdos escolares, sobre palavras começadas por determinada letra, ou ler uma breve história. Muito importante para garantir o entusiasmo, é ser obrigatório carregar no botão e fazer o barulho de campainha, antes de dar qualquer resposta. Quando chegam aos pontos estipulados como objectivo, podemos apenas simular um prémio, na brincadeira. Mais uma vez, a brincadeira em si pode constituir o próprio prémio.

Memória de Palavras: Este jogo dá mais trabalho, mas pode ir sendo feito pela própria criança, e quando estiver pronto, começamos a jogar. A ideia é trabalhar a memorização visual de palavras e diminuir os erros ortográficos, ao mesmo tempo que estimula a leitura de palavras e se joga um jogo. Assim, cada vez que a criança erra numa palavra, escreve-a em dois papéis do mesmo tamanho. Vai fazendo isto, até que tem cerca de 10 pares de palavras. Depois é só avançar com o jogo da memória. Tal como existe o jogo da memória com imagens ou cartas de jogo normal, aqui a ideia é encontrar o par da palavra que errou. Quando vira um papel, deve ler a palavra em voz alta. O objectivo deste jogo é fazer o maior número de pares de palavras possível. É um jogo para ser jogado em conjunto.

O essencial nestas “brincadeiras” é criar um ambiente positivo e de interacção, num registo de trabalho, mas divertido e apelativo.

Penso que qualquer criança gostaria de por vezes ter a oportunidade de fazer os trabalhos de casa desta forma… Vamos experimentar?

LIVRO “O que me faz Feliz” | De Joana Cabral | Ilustração Margarida Teixeira | Máquina de Voar | M/4 | Afetividade e partilha | 9.54€ |

Há livros que nos fazem sorrir cada vez que os lemos. “O que me faz feliz” é um livro que os meus filhos adoram, e que me pedem para ler à noite, sempre que acham que vão ter sonhos assustadores.

O narrador, que nesta história é uma criança, enumera diversas coisas que o fazem feliz. Não fosse a felicidade ser feita de pequenas coisas simples, apaixonamos-nos pelo livro à primeira.

Coisas triviais como o cheiro dos lençóis quando nos deitamos ou desenhar nos vidros embaciados são coisas que nos fazem sorrir por dentro.

Este é um livro para ler em família, e descobrirmos, ou relembrarmos quais são essas as pequenas coisas que nos fazem sorrir!

Veja o interior do livro aqui