Por um Carnaval mais ecológico

No ano passado, como relatei num texto publicado há uns meses, um colega da minha filha ficou aflito quando lhe entregaram para a mão confetis no desfile de Carnaval para atirar ao ar.

O lixo não é para atirar para o chão, dizia ele – e com toda a razão.

A preocupação era legítima mas fizemos aquilo que tantas vezes fazemos enquanto adultos – arranjamos excepções para as regras por nós criadas.

No final dos desfiles de Carnaval fica o lixo. Papéis e mais papéis, garrafas e copos descartáveis espalhados pelas ruas por esse Portugal (mundo) fora.

Fala-se tanto da sustentabilidade do planeta, nas alterações que devemos introduzir no nosso dia-a-dia, e por que não aproveitar estas situações para criar a mudança?

Este ano, e em homenagem a esse colega da minha filha, decidimos fazer diferente. Decidimos tornar o carnaval mais ecológico.

Em vez de comprarmos confetis de papel vamos fazê-los usando outros recursos da própria natureza que não resultam do abate de árvores.


Apanhámos, durante alguns dias, folhas caídas no chão do jardim e nas ruas por onde fomos passando.

Aproveitámos para escolher folhas de várias cores, umas mais secas que outras, para podermos ter confetis coloridos.

Em casa lavámos as folhas que precisavam, por causa da terra, e deixámos ao sol a secar.

Fomos buscar o furador de papel cá de casa e a Mariana o seu cortador em forma de estrela.

Em vez de ligarmos a televisão nos finais de tarde de chuva juntámos todas as folhas e furámos uma a uma com o cortador e o furador.

É um trabalho que demora tempo, é certo, para ficarmos com uma quantidade de confetis considerável. E os miúdos acabam por se fartar, de acordo.

Mas os dez minutos em que eles ficam parados a fazerem uma coisa para seu próprio benefício e que sabem que é bom para o planeta é de um valor inestimável.

Falámos do abate de árvores. De como é importante reciclar papel e utilizar coisas que sejam produzidas recorrendo a materiais reciclados. Falámos das espécies animais que estão a ficar sem casa e, por isso, a desaparecer por não terem onde viver. Falámos do lixo que as pessoas continuam a mandar para o chão, para a sanita, para o mar. E do fim de outras espécies que estão a sofrer por causa disso.

Falámos do nosso caso, em que temos cuidados importantes.

Reduzimos os plásticos ao mínimo. Não usamos praticamente plásticos de utilização única, com excepção para os sacos do lixo (em que mesmo assim usamos marcas que usam materiais reciclados). Reciclamos todas as embalagens e nas compras usamos sacos de pano para comprar frutas e legumes. Estamos a comprar menos roupa (por causa dos danos que a indústria do algodão provoca no ambiente e na água, já para não falar da quantidade impressionante de água que é necessária para produzir uns simples jeans), usando os recursos durante mais tempo e cedendo cada vez menos às compras por impulso e de mero consumismo.

Estamos a fazer a nossa parte. E a geração dos nossos miúdos vai enfrentar problemas graves se não acelerarmos a cura do planeta. É uma geração mais consciente, com mais opções mas também mais responsabilidades.

Acho que estamos no bom caminho.

Cá por casa (e esperamos que em algumas outras depois de lerem este texto) vamos lançar ao ar confetis coloridos feitos com amor e provenientes de folhas caídas. Que serão lixo orgânico.

A ideia foi apresentada na escola e pelo menos na sala da minha filha vão fazer o mesmo. Só o impacto de menos lixo proveniente de trinta mini pessoas é um começo.

Um passo de cada vez.

Juntos.

Por um mundo melhor.

“Não basta ensinar os nossos filhos a reciclar, é necessário educar para a consciencialização ambiental. Educar para o ‘não consumismo’, para o desapego”

Reciclar e amar o planeta para que os nossos filhos vejam os filhos dos seus filhos crescerem

Serão poucos os que ainda não viram as imagens devastadoras do lixo que assola lugares anteriormente paradisíacos. Uma camada de plástico a boiar no oceano onde antes nadavam pessoas, que conviviam com as espécies animais.

Essas espécies animais têm a sua sobrevivência em risco, assim como a saúde do ser humano está em causa. Já para não falar na sustentabilidade de um planeta que o Homem teima em fingir que vai estar cá para sempre, nos seus termos e condições.

A minha geração foi aprendendo o que é isto de separar os lixos e devo dizer que as praias algarvias onde faço a maioria das minhas férias têm um areal limpo e com poucos vestígios da passagem humana. Há uns bons anos uma marca de telecomunicações associou-se à iniciativa e começou inclusivamente a distribuir uns cones para onde as pessoas poderiam depositar os restos dos seus cigarros e os frequentadores da praia tiveram uma resposta positiva.

Há já uma grande consciencialização deste problema e as pessoas, estando atentas, tomam medidas.

Existem as que não poluem porque terão uma utilização imediata do espaço e “Deus me livre de ter de andar a saltitar por cima de embalagens de iogurtes para ir molhar o pé” e as que levam isto a sério, todos os dias, em todas as suas acções.

Há uns meses, a propósito do Carnaval, relatei uma história sobre um colega da minha filha que ficou chocado quando lhe dissemos que poderia lançar as serpentinas para o ar (porque depois ficariam no chão). Sei que esta nova geração tem conhecimentos, noções, ensinamentos e ferramentos e terá mais cuidado do que as gerações que vieram antes dela. Mas também será esta geração a enfrentar a consequência de dezenas e dezenas de anos de uma cultura de acabar de comer o bolo e mandar o guardanapo para o chão, de depositar os cotonetes na sanita, e por aí fora.

Estou num misto de esperança e receio.

Porque usamos hoje em dia mil vezes mais plástico do que usávamos quando eu era criança. Fiz o exercício de olhar em volta e a conta é simples. Embalagens de champô, toalhitas, cremes, pasta de dentes, escova de dentes, tupperwares, palhinhas, embalagens de sumo (mais o pacote das palhinhas e as palhinhas em si), garrafas de água que levamos para o trabalho ou para o ginásio, sacos para fazer gelo, para congelar, para o lixo, para as sandes, papel aderente, pacotes de bolachas, escovas do cabelo, baldes da praia, mochila da escola, vaso das plantas, livros de plástico, brinquedos de plástico… ufa, plástico por todo o lado.

Há marcas que estão a eliminar o plástico das lojas, lentamente (li algures que o Lidl, por exemplo, vai deixar de vender tudo o que seja artigo de plástico descartável, a Starbucks, nos EUA, vai deixar de ter palhinhas de plástico – apesar de a maioria das suas embalagens ainda ser deste material) e há uma maior consciência nos nossos actos do dia a dia. A maior parte de nós deixou de comprar sacos nos supermercados, levando consigo sacos reutilizáveis e contam-se pelos dedos as pessoas que conheço que não fazem a separação dos lixos.

Todo este discurso sobre coisas que todos nós sabemos serva apenas para lembrar que há sempre mais alguma coisa que podemos fazer, algum cuidado que podemos ter:

  • substituir a loiça de plástico dos miúdos por loiça de bambu reciclado;
  • escovas de dentes de materiais biodegradáveis;
  • redução da utilização dos sacos nas compras, levando inclusivamente de casa os sacos transparentes para transportar a fruta e legumes.

Estes são apenas alguns exemplos.

Orgulho-me de ter uma filha a quem pergunto onde vai o quê e ela saber dirigir-se ao caixote do lixo com separadores e colocar no separador com a cor certa.

Orgulho-me de lhe falar das tartarugas, muitas delas com os corpos deformados para sempre porque alguém deixou as argolas das latas de cerveja na praia e o mar as levou para si. Das gaivotas que morrem intoxicadas por comerem tampas de plástico, de lhe contar estas histórias e ver nela incompreensão, empatia.

Todos sentimos os dias de calor terríveis que passámos em Portugal. Todos estamos a acompanhar o flagelo dos incêndios (sim, não é de hoje, mas as consequências alastram-se por anos), os efeitos nefastos do aquecimento global.

Temos de fazer a nossa parte, por mais pequena que seja.

Daqui a umas semanas terei o aniversário da minha filha e já estou preocupada com a loiça descartável que vou pôr na mesa. Há talheres de “madeira” à venda no supermercado e irei tentar que se sobreponham aos de plástico que sobraram dos anos anteriores. Porque sobram sempre.

Compramos demais, gastamos demais, consumimos demais.

Haverá uma altura em que não haverá o que consumir mais. Espero que essa altura esteja muito longe e que a consigamos afastar no tempo por muitos e longos anos.

Por nós. Por eles. Pelo planeta, porque só temos um.

#Savetheplanet

image@weheartit

“Falo da urgência de educar para um consumo mais consciente, que seja capaz de desacelerar (e quem me dera travar), todas as atrocidades ambientais que temos cometido desde o dia em que passámos a achar que éramos os reis da selva.”

Ideias para ensinar a amar o verde do mundo. E a protegê-lo.

Preocupamo-nos muito em saber se os nossos filhos dizem bom dia, ensinamo-los a dizer desculpa e a pedir por favor. Insistimos com a arrumação do quarto e com as tarefas da casa, mas muitas vezes esquecemo-nos de outras coisas igualmente importantes que transcendem aquele que é nosso cantinho ou o conforto imediato a que nos habituámos.

Falo da importância de os ensinar a cuidar do planeta no qual têm o privilégio de crescer. O planeta que lhes oferece, todos os dias, experiências absolutamente extraordinárias. Falo da urgência de educar para um consumo mais consciente. Um consumo capaz de desacelerar (e quem me dera travar), todas as atrocidades ambientais que temos cometido desde o dia em que passámos a achar que éramos os reis da selva.

Afinal o mundo merece bem melhor do que aquilo que lhe temos feito. Eu acredito que este pequeno grande ser de quem tenho a honra de ser mãe, pode ter em mãos o enorme desafio da mudança que urge. Partilho por isso três premissas base, que procuramos ter como norte nesta tarefa tão necessária de educar para um consumo mais consciente e cada vez mais responsável e refletido:

1. Nós ensinamos aquilo que fazemos.

Este será sempre o primeiro passo, nesta e em todas as missões da parentalidade. De pouco adianta dizer-lhes que é importante poupar água se depois nos veem a lavar os legumes com a torneira aberta. Fazer, será sempre mais impactante do que dizer e eles aprenderão naturalmente a seguir os hábitos ecológicos da família. Partilho convosco um dos momentos recentes em que isto se tornou ainda mais claro para mim. Tentamos ter o hábito de, na praia ou noutros sítios por onde passamos, encher um saco com algum do lixo que vamos encontrando pelo caminho.

Ontem, num dos passeios de final do dia com o meu filho, dei por ele a apanhar uma garrafa de plástico que estava no chão e levá-la connosco até ao ecoponto mais próximo. Confesso que nem reparei na dita, mas lembrei-me porque é que ele estava a fazê-lo, inchei o peito de orgulho e dei-lhe um beijo, seguido de um sussurro: “Boa, companheiro!

2. Antes de comprar, pensar.

O mundo é uma montra gigante. São as lojas, são os outdoors, são os anúncios dos canais infantis. São os brinquedos dos outros, são as pessoas, que oferecem prometem, acenam… E nós, andamos maravilhados na demanda pelo produto mágico que promete resolver todos os nossos problemas. Eles também, primeiro porque aprendem esegundo porque precisam de ajuda para aprender a ler nas entrelinhas.

Lutar contra o apelo constante do marketing e da publicidade é tarefa inglória. Ensiná-los a refletir, a questionar, a perguntar porquê e para quê, é o caminho que mais nos faz sentido. Seja sobre o catálogo dos brinquedos ou seja acerca da escolha dos iogurtes que têm menos papel ou plástico à volta. Seja na compra dos legumes ao pequeno produtor. Seja no hábito de pensar e criar os presentes para os amigos (em vez de os comprar). Seja na roupa emprestada dos amigos. Tudo são boas desculpas para contrariar o consumo desenfreado e torná-lo cada vez mais sustentável.

3. O mundo é a nossa casa.

Para querer proteger o mundo, é preciso sentir de que substância se faz a sua preciosidade.

É preciso pôr os pés na terra e fazer bolos de lama. É preciso apanhar com a chuva na cara e lamber-lhe as gotas. É preciso saber os nomes dos animais todos e conhecer-lhes a casa. É preciso amar o sol. Venerar as árvores e olhar a lua, sabendo que tudo aquilo que somos é apenas uma ínfima parte de um bem tão maior do que nós.

É preciso lutar contra a tentação fácil de deixar que as crianças cresçam enjauladas, sem saber de onde lhes vem a comida que têm no prato ou achar que a vida se encerra na estrada que percorrem todos os dias para a escola ou no baloiço do parque do bairro.

Eu, enquanto mãe e sobretudo enquanto ser humano, penso todos os dias que o meu contributo podia ter sido maior. Que podia ter-me descentrado um pouco mais do meu bem estar imediato e escolhido o caminho menos fácil. Mesmo que estivesse com pressa.

Penso nisto todos os dias. E todos os dias aprendo mais um bocadinho e faço melhor. Com a vantagem de que agora, conto com ele, para me dar a mão e dizer:

“Olha mãe, está ali uma garrafa de plástico. Vamos levá-la connosco?

Com frequência, os brinquedos de madeira são associados a alguma nostalgia por despertarem recordações de infância. E também é frequente encontramos quem pense que é esse regresso ao passado que a pretendemos com a actividade que desenvolvemos.

Na verdade, não é assim. Embora consideremos que, de uma forma geral, todos os brinquedos têm o seu papel e importância, consideramos que aqueles que são os fabricados em madeira apresentam enormes vantagens para as crianças.

1. Os brinquedos de madeira são de maior duração

O nosso filho de 6 anos (é o nosso director de qualidade) brinca com um comboio que tem quase 40 anos de existência! Ao longo do tempo algumas peças foram substituídas (o que faz dele, de resto, um excelente objecto de colecção), é certo, mas por se perderem e não por se danificarem. Os brinquedos de madeira são, efectivamente, menos susceptíveis de se partirem do que os seus equivalentes em plástico, sendo mais resistentes a quedas, pisadelas ou “testes de resistência”. Mesmo quando se partem, são normalmente mais fáceis de reparar. Além disso, não são tão susceptíveis à “obsolescência programada”, ou seja, não são fabricados de forma a rapidamente se tornarem tecnologicamente obsoletos.

É por isso que muitos se tornam objectos de brincadeira que passam de geração em geração, agregando valor sentimental mesmo junto dos adultos.

2. Os brinquedos de madeira são mais seguros

Sendo mais duráveis, o risco de ferimento com pequenas peças partidas é muito mais reduzido do que os equivalentes em plástico. E também não existe risco de engolir baterias, uma vez que, normalmente, não as têm.

3. Os brinquedos de madeira são mais ecológicos

Como os brinquedos de madeira tendem a durar mais do que os de plástico, o lixo que com eles é produzido é muito menor. Acresce o facto de que o plástico demora muito mais tempo a degradar-se.

Por outro lado, os brinquedos de madeira têm uma menor toxicidade química, uma vez que são produzidos com recurso a materiais essencialmente naturais. É claro que teremos de fazer uma análise crítica quando os escolhemos: há outros factores envolvidos que deverão ser tidos conta, como as tintas e vernizes, por exemplo. Esse aspecto é especialmente importante quando sabemos que o plástico é derivado do petróleo, recurso ambientalmente nocivo e não renovável. Se tivermos o cuidado de procurar brinquedos cuja madeira provenha de plantações sustentáveis, a vantagem é evidente.

Já referimos a vantagem de não funcionarem com baterias (nós costumamos dizer que funcionam a energia humana). Para além da questão da segurança, a sua não utilização reduz o impacto ambiental do fabrico e utilização.

4. Os brinquedos de madeira potenciam mais o desenvolvimento infantil

Normalmente, os brinquedos de madeira não têm um botão onde a criança carrega e se limita a ver o que o brinquedo faz. Ela tem de se envolver com ele, criando cenários e diferentes formas de interacção, desenvolvendo a imaginação e criatividade. Além disso, o único sítio onde uma criança deveria ouvir “amo-te” ou “gosto muito de ti” deveria ser no seio da sua família e não de um objecto de plástico.

São também brinquedos que têm, por norma, associado o desenvolvimento de diversas capacidades. Por exemplo, um puzzle ou um jogo de construção contribui para o reforço das competências lógicas, de percepção de espaço ou agilidade motora.

Os brinquedos de madeira tendem ainda a criar um ambiente mais calmo do que que os seus barulhentos e automáticos brinquedos de plástico.

Por tudo isto, não temos dúvidas: os brinquedos de madeira são melhores!

*imagem fornecida pelo autor

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Neste regresso às aulas, que coincide com a Semana Internacional do Desperdício Zero (4-8 de Setembro), aplique o cada vez mais célebre movimento de Bea Johnson. Relembrando os 5 princípios do Zero Waste:

1º Recuse o que não precisa;

2º Reduza o que precisa;

3º Reutilize o que consome/usa;

4º Recicle o que não pode recusar/reduzir/reutilizar;

5º Faça compostagem com o que sobra.

Aplicando estes princípios ao regresso às aulas, eis algumas ideias que, muito além de ecologia, são pedagógicas e de cariz comunitário:

  • Partindo do óbvio: reutilize material escolar do ano anterior. Reúna todas as canetas, lápis, marcadores, cadernos, dossiers, capas, clips, colas, mochilas, estojos, réguas  e sacos, e analise a quantidade que têm em casa. Assim, pode logo filtrar o que efetivamente precisa de substituir. Seja firme nas decisões e nos motivos que as movem (sabemos que não é fácil dizer «não» à nova mochila das princesas ou àquele novo dossier do super herói. Por isso, evite ir com as crianças às compras ou será a morte do artista);
  • Não tem de arranjar o material todo de uma vez. Da lista que lhe for entregue, verifique o que efetivamente tem de adquirir, e quando;
  • O que fazer com o material que já não precisa, mas que ainda pode servir para outras crianças? Doe à própria escola ou venda (já lá voltamos);
  • Opte por cadernos que tenham agrafos em vez de argolas, e cujo papel seja reciclado;
  • Se possível, escolha canetas de tinta permanente (recarregáveis);
  • Em vez de marcadores, arranje lápis de cor fluorescentes para sublinhar;
  • Antes de comprar determinado livro, verifiquem se está disponível na biblioteca da escola ou na biblioteca municipal;
  • Sempre que possível, use clips em vez de agrafos. Os clips podem ser reutilizados;
  • Recicle ou composte o papel que já não precisa;
  • Eduque a sua família para estimar o material. Mais do que necessidade, é uma questão de princípio.
  • Inicie um movimento de Zero Waste na escola dos seus filhos: por que não reunir-se com meia dúzia de pais e organizar uma «venda de garagem» ou bazar  com as roupas de ginástica que já não servem aos vossos filhos, capas de chuva, brinquedos, além de livros, manuais, e outro material escolar que pode ser reutilizado por outras crinças? Ou quem sabe, simplesmente trocar.

E nem só de material escolar se trata quando se fala de Desperdício  Zero – Desperdício Zero é um modo de vida. Por isso, aproveite o ar fresco para tomar decisões mais conscientes quando for escolher roupas, gorros, calçado, e até os lanches diários.

Quanto aos lanches:

  • sempre que puder ser sempre, faça os lanches em casa. É um investimento na saúde dos seus filhos e é mais fácil evitar plásticos. Pode fazer, por exemplo, bolinhas/barrinhas energéticas super simples à base de frutos secos, palitos de cenoura e pepino, crackers de sésamo, wraps com vegetais, sumos naturais, pudim de sêmola com canela, sandes com pasta de grão, etc.
  • opte por frascos de vidro bem vedados (por exemplo, boiões de fruta/papa, frascos de molho pesto, etc) para transportar a bebida e/ou a comida.
  • use guardanapos de pano.

Roupa e calçado:

Tente ao máximo usar roupa em 2ª mão (dos irmãos , dos primos, dos amigos, ou em lojas especializadas para o efeito) ou, se vai comprar roupa nova, que seja de matérias-primas naturais em vez de poliésteres.

E que não lhes passem piolhos pela cabeça! Previna, aplicando-lhe 1 gota de óleo essencial de tea tree (árvore de chá/melaleuca) e 1 gota de alfazema, na zona do pescoço e orelhas – deve diluir num pouco de óleo de amêndoas doces.

Tens filhos em idade de creche?

Se ainda usa fraldas, pense nas fraldas reutilizáveis como alternativa às descartáveis. Simplifique a vida às educadoras, que possivelmente vão torcer o nariz (por ainda não ser uma realidade muito comum em Portugal, infelizmente): envie sacos próprios para depositarem as fraldas sujas. Se, no entanto, usar as descartáveis, as de bambu são as mais ecológicas. Também as toalhitas podem ser reutilizáveis (pode fazer ou comprar, inclusive à base de bambu).

Há gestos relativamente simples que podem, de facto, tornar-se parte do seu dia a dia, experimente. E, no fim do ano lectivo, faça as contas. Observe como evoluiu o rendimento do seu orçamento familiar!

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Porque é que ter menos brinquedos irá beneficiar o seu filho

 

 

 

Há cerca de um mês, o Organii Eco Market, primeiro grande evento nacional dedicado ao eco lifestyle, deixou claro que o conceito ecológico veio para ficar.

Desperdício zero, economia partilhada, materiais sustentáveis (no vestuário, no mobiliário, nos carrinhos de bebé, em utensílios de cozinha, por aí fora), e alimentação saudável foram as ideias mais prementes.

E porque são propostas que podemos fazer ressoar de dentro para fora (de casa), e porque, como disse Leonardo Dicaprio, o planeta é só um e não devemos tomá-lo por garantido, vale a pena tomar a decisão de experimentar pequenos gestos nesse sentido – por nós, pelos nossos descendentes, pela comunidade em que estamos inseridos.

Com base nessas ideias, segue uma lista de dicas que podem ativar a eco revolução em casa.

Pode começar por reduzir abrindo os armários da sua casa e, por categorias (roupas, móveis, objectos, documentos, fotografias, etc), olhar para cada peça e identificar o que é que realmente lhe apraz manter. O que não lhe dá alegria, deite fora. Este é o conhecido método Konmari.

  • COMPRAS NO GERAL

– Opte por lojas locais, de pequenas empresas. Mantenha a economia local coesa, porque nesse caso o valor circula no mesmo meio, fortalecendo-a e todos ficam a ganhar. Por outro lado, quando adquire em grandes multinacionais, o capital simplesmente sai.

– Procure lojas onde existe o sistema de recarga/a granel, evitando comprar novas embalagens.

– Leve sacos de pano quando vai às compras.

– Decida se realmente precisa de tudo o que pensa comprar.

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Maria Granel
  • BEBÉ

– opte por fraldas reutilizáveis e mande-as para a escola também. As educadoras apenas têm de as colocar num saco próprio para o efeito em vez de colocarem no balde do lixo.

– com a quantidade de toalhitas que vai precisar, mais vale utilizar toalhitas de pano.

escolha brinquedos de materiais ecológicos, em detrimento dos brinquedos eletrónicos.

– repense a quantidade de peças de roupa, de brinquedos e de produtos de higiene que o bebé tem. Escolha poucos, mas de qualidade.

– Faça as papas do bebé em casa. Se vai sair, coloque a papa em frascos de vidro.

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  • ALIMENTAÇÃO

Mais alimentação biológica, menos carne, produtos frescos e comprados em mercados locais. A alimentação pode e deve ser uma medida profiláctica. Poupe na farmácia consumindo produtos com vitalidade.

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  • ROUPA

– Reutilize a roupa dos seus filhos. Doe a crianças que precisem. Ou transforme-as noutras peças. O mesmo vale para a sua roupa.

– Antes de comprar mais, verifique se pode reparar ou adaptar a que já tem.

– Opte por produtos (em especial se for de bebé) eco-friendly: roupas de fibras naturais/orgânicas, provinda de comércio justo.

  • HIGIENE PESSOAL

– Opte por artigos que lhe fazem bem a si e ao planeta. Não precisa de mil produtos. E há muitos que vêm com recargas ou em embalagens familiares.

  • DESPORTO

– O desporto está na moda. Se vai adquirir ou oferecer equipamento desportivo, procure material que seja de fábricas nacionais, e boicote as grandes superfícies/marcas que usam mão de obra com critérios éticos nada rigorosos.

– No inverno, as infrastruturas que a cidade nos oferece ao ar livre podem não dar tanto jeito, mas talvez seja possível fazer desporto em casa, carregando pesos com sacos de farinha, fazendo exercícios com uma corda… E pode contar com a ajuda dos filhos para se divertir durantes o treino J

  • BOLEIAS PARTILHADAS

Quantas vezes vai no carro, sozinho/a, e verifica que à sua volta cada carro leva apenas uma ou duas pessoas? Para quê entupir as estradas com carros que tantas vezes fazem o mesmo trajecto? Gastar gasolina, tempo (tempo é dinheiro, já diz a máxima), desgastar o próprio carro…?

Procure entre os colegas de trabalho e na escola dos seus filhos, por exemplo, pessoas com quem partilhar o carro, revezando por semana. Ou, claro, opte pelos transportes públicos sempre que possível. Ou, quem sabe até, ir de bicicleta.

  • FESTAS/JANTARES DE AMIGOS

Vai fazer a festa de anos dos filhos ou um jantar de amigos? Junte a família ou os amigos e preparem tudo em casa, juntos. Pizza, pastas de vegetais, tartes, bom pão, saladas frias e quentes, limonada…e voilà. Sirva em loiça em vez de pratos de plástico.

Use guardanapos de pano.

Eduque a sua família e amigos sobre estas alternativas, para que não haja constrangimentos de ambas as partes.
Ofereça os presentes embrulhados em tecidos, à moda japonesa: Furoshiki.

  • AS 50 FACES DO CARTÃO

Use o cartão das embalagens (grandes e pequenas) para fazer craft, arrumar coisas, proteger o chão, embalar peças que não usa sempre, enviar artigos, fazer brinquedos com as crianças (binóculos com rolos de papel higiénico, caixas com pequenos objetos mágicos, máscaras, marcadores de livros, etc).

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  • DAR UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE

Venda aquelas roupas, móveis, eletrodomésticos e artigos que tenha em bom estado mas que já não precisa. E com esse dinheiro quem sabe já economizou para poder fazer uma viagem ou ir a um bom restaurante, o que quer que lhe dê prazer e motivação para continuar a revolução.

Estas são apenas pequenas mudanças – exequíveis – que pode fazer já. Depois, poderá aos poucos dar mais de si à comunidade. Criar canteiros comunitários, organizar pequenos mercados de trocas na escola dos filhos…

A viragem do ano pode muito bem ser um momento de viragem interior também.

Aproveitemos o balanço!

E por falar em cuidados com a pele do bebé… Sabia que, nos primeiros dias de vida, os bebés têm contacto com cerca de 35 produtos cosméticos? São sabonetes e gel duche, cremes para corpo e rabinho e até perfumes dos adultos com quem convivem.

Hum…Tão bom o cheirinho do bebé!

As crianças ensinam-nos muita coisa.

Vão mostrar-nos, ao longo do tempo, que são de facto indivíduos únicos, com vontades e necessidades únicas. É importante, pois, assegurar o ambiente em que estão envolvidas, até porque, tendo em conta essa individualidade, tudo o que podemos fazer é zelar para que o  ambiente em que a criança vive seja de amor, higiene, conforto e segurança, sobretudo nos primeiros anos de vida, que vão definir muito do que a criança será em adulta.

Cuidados a ter com o bebé

Um dos maiores cuidados a ter inicialmente é com a sua higiene diária. A pele do bebé possui, como a dos adultos, uma fina camada de oleosidade, de qualidade insubstituível. Devemos, portanto, mantê-la diariamente. Primeiro que tudo deixar a pele absorver o vérnix inicial com que o bebé nasce evitando o banho nos 2 primeiros dias.

Depois disso, podemos optar ou  por uma limpeza diária do rosto, pregas da pele e rabinho ou por um banho curto com pó de trigo ou óleo de banho. Será suficiente dar banho três a quatro vezes por semana.

Nas zonas onde houve contacto com xixis, cocó, ou vomitados, muitas vezes bastará lavá-las com água limpa. Se a pele for muito sensível, é natural que faça reação ao cloro da água da torneira e, por isso, pode sempre usar produtos que não necessitem de ser removidos com água na limpeza do rosto ou da zona da fralda. Os resíduos de cremes ou fezes podem ser removidos com óleo 100% natural, para uma melhor absorção e hidratação da pele do bebé.

Em relação aos óleos cutâneos infantis, os mais adequados são os que contêm calêndula, camomila, argan ou amêndoas, por serem muito calmantes e semelhantes à pele do bebé.

Na hora de ir para a rua não esquecer os muito versáteis toalhetes. Mas atenção,  use sempre toalhetes biológicos para serem muito suaves para a pele.

Os bebés e os produtos cosméticos

E por falar em cuidados com a pele do bebé… Sabia que, nos primeiros dias de vida, os bebés têm contacto com cerca de 35 produtos cosméticos? São sabonetes e gel duche, cremes para corpo e rabinho e até perfumes dos adultos com quem convivem.

Pois é, a ideia é deixar os bebés limpos e cheirosos, mas, infelizmente, esses  cosméticos não fazem bem à saúde do seu filho. A maioria contém químicos que são nocivos para a saúde do bebé e podem causar alergias, irritações e até cancro. A pele da criança é tão fina que a absorção dessas substâncias incluídas nos cosméticos é maior. Estima-se que a sua pele delicada possa absorver 6 vezes mais do que a pele de um adulto. Agora, imagine a quantidade de químicos que o seu bebé vai acumular no organismo se usar diariamente champô, cremes, óleos…

Existem 6 ingredientes considerados tóxicos que deve evitar e que normalmente se encontram nos cosméticos para bebés:

1. Lauril sulfato de sódio

Ingrediente utilizado na maior parte dos produtos de higiene pessoal para fazer espuma, eliminando o excesso de oleosidade tanto na pele como no cabelo. No entanto, a sua utilização prolongada pode provocar irritações na pele e nos olhos e, em casos mais graves, diarreia e dificuldades respiratórias. Até aos 6 anos deve ser evitado porque contribui para os dentes ficarem mais amarelados.

2. Óleo mineral

Sabia que os óleos para bebé são, na maioria, óleos minerais com fragrâncias? E que o óleo mineral é feito a partir de petróleo? Por isso, evite os óleos à base deste composto, que impedem a pele de respirar e libertar toxinas, uma vez que criam uma espécie de “capa” sobre a pele.

3. Propilenoglicol

Composto químico que funciona como diluente de outras substâncias (usado em fábricas onde os trabalhadores têm de usar proteção quando manuseiam este produto).  Permite ter texturas mais cremosas e uniformes. O seu uso pode causar alergias, irritações e afetar os rins e o fígado.

4. Perfume

Feito à base de petróleo, este composto pode ser, na verdade, feito a partir de quase 4 mil ingredientes químicos. De acordo com alguns testes, este composto contém alérgenios, desreguladores de hormonas e toxinas que podem causar danos cerebrais e distúrbios comportamentais.

5. DEA, TEA e MEA

Desreguladores hormonais que podem provocar cancro. Compostos facilmente absorvidos pela pele.

6. Parabenos

São agentes de conservação conhecidos por irritarem a pele e os olhos. São causadores de alergias de contacto. Alguns parabenos são suspeitos de causarem cancro, desde a publicação de estudos que mostravam a presença de parabenos em tumores do peito, por exemplo. A toxicidade reprodutiva dos parabenos já foi demonstrada.

Então o que fazer?

Procurar cosméticos biológicos, sem produtos sintéticos ou derivados do petróleo e muito ricos em substâncias calmantes e regenerantes para a pele do bebé.

imagem fornecida pelo autor

Os movimentos e os estímulos físicos, neuronais e emocionais que um bebé recebe através do babywearing, ou seja, ao ser transportado num pano ou numa mochila para o devido efeito, são fatores que favorecem a fundação de um desenvolvimento físico e anímico sadio da criança. A criança acalma, sente-se segura perto da mãe (ou pai), chora menos, tem menos cólicas e desenvolve a sua estrutura óssea da melhor forma. Em conjunto com as vantagens que também os pais têm (poderem ficar com as mãos livres, não terem os dramas de carregar o ovo ou subir e descer escadas com um carrinho), representam os benefícios cada vez mais (re)conhecidos, de usar os porta-bebés ergonómicos.

Atualmente existem inúmeras possibilidades de porta-bebés, desde panos a mochilas, passando por panos pré-montados, slings de argolas, mei-tai, mochilas ultraleves, híbridos pano/mochila/mei-tai, todo um mundo de hipóteses. Ora, o que é que realmente importa na hora de decidir qual o melhor porta-bebés para mim?

Dois fatores são primordiais: primeiro, que seja ergonómico para o bebé, segundo, saber quais são as minhas necessidades e o que pretendo fazer com o meu porta-bebés. Entenda-se, pois, que não existe um porta-bebés que seja igualmente perfeito para toda a gente.

Ergonómico significa, na prática, que o porta-bebés garante que a criança vai na posição de rã, com as pernas abertas, joelhos ligeiramente acima do nível da bacia, e a coluna em C, formando uma ligeira curva. Portanto, um marsúpio onde o bebé vai completamente reto, com as pernas  a pender, não é ergonómico. A posição de rã, todavia, não é possível a um bebé recém-nascido, dado que a amplitude da bacia vai sendo adquirida aos longo dos primeiros meses.

Passando à segunda questão, basta então refletir sobre quais as minhas necessidades relativamente a um porta-bebés:

– quero usar o porta-bebés desde o nascimento ou só mais tarde?

– pretendo usar o porta-bebés intensivamente ou pontualmente?

– serei a única utilizadora ou o pai (ou outra pessoa) também vai usar?

– imagino-me na rua com um pano ou com uma mochila?

– tenho persistência para treinar um pouco a dar os nós, no pano?

– pretendo um porta-bebés compacto, que possa levar nas minhas viagens?

– quero um porta-bebés que me sirva desde o nascimento até aos 3 ou 4 anos?

– em que posições me é importante levar o bebé? Só frente, frente e costas, de lado?

 

– o meu bebé é prematuro?

– quero um porta-bebés que me permita amamentar enquanto o uso?

Os panos são bastante harmoniosos numa fase inicial, quando o bebé nasce, sendo efetivamente a melhor opção para um bebé que seja prematuro. O pano é muito confortável, mais leve e macio do que uma mochila. No entanto, os panos requerem um pouco de treino e paciência. Com a prática, domina-se a técnica. E aí poderá utilizar o pano até a criança ter 15kg.

As mochilas são, por outro lado, porta-bebés estruturados, quase prontos a usar. Por esta característica, a de serem práticas, são a preferência de muitos papás (homens). As mochilas estão geralmente preparadas para bebés a partir dos 3,2kg, e permitem uma utilização até aos 20kg.

Voltando à primeira categoria, existem basicamente 3 tipos: um, os panos que são uma faixa longa, com cerca de 4,5 metros, que por serem uma faixa única, são os mais versáteis dos porta-bebés, pois conseguimos usá-los de mil e uma maneiras, com estilos diferentes; dois, os slings de argolas, que permitem levar o bebé na posição “de berço”, na anca e, com alguma prática, sentado à frente quando o bebé é pequeno, têm suporte assente na zona do ombro, são uma excelente opção para quem deseja algo rápido de colocar, de ajuste fácil, e que precisa de transportar o bebé por pouco tempo, dado que o peso fica concentrado em apenas um dos ombros; finalmente, há o pano cruzado atrás, que é muito prático para quem gosta de pano mas quer algo preparado, sem ter de dar “voltas” ou nós. Qualquer um destes três tipos de panos pode ser usado desde o nascimento até cerca de 15kg.

Existem os mei-tai, de origem oriental, que são constituídos por painel retangular frontal e 4 faixas (duas em cima e duas em baixo) que cruzam atrás e na anca, e permitem levar o bebé à frente e nas costas. Estes são uma boa solução para quem gosta de algo simples, pouco estruturado como o pano mas mais rápido de colocar (como uma mochila), é mais recomendado a partir dos 3 meses, apesar de poder ser usado antes, e suporta até 15kg.

Quanto às mochilas, existem várias marcas, com pequenas características que as diferenciam (composição, adaptador para recém-nascido, padrões, existência ou não de extensor, ajustes, bolsos, possibilidade ou não de remoção de capuz, entre outros detalhes). Existem mochilas fortemente estruturadas, que são excelentes para uma utlilização intensiva como passeios longos, passeios diários,  e, por outro lado, as que são ultraleves, especialmente criadas para quem viaja muito e não dispensa o porta-bebés, já que são práticas como a mochila habitual mas são mais compactas devido à sua composição em nylon. Estas, ultraleves, podem ser utilizadas a partir do terceiro mês até aos 20kg.

Em conclusão, para optar por um pano ou uma mochila, sling de argola ou mei-tai, entre as inúmeras possibilidades à disposição no mercado, interessa compreender o que é que cada um precisa, qual a sua realidade e, claro, que seja um porta-bebés ergonómico para o seu bebé. Uma coisa é certa: praticamente todos os bebés adoram ser transportados junto a nós, nós adoramos tê-los sempre pertinho do coração, e o melhor de tudo é que crescem saudáveis e confiantes!

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Sabemos que a necessidade de sono de um bebé não é a mesma que a de um adulto.

Quando nasce, o bebé passa muito tempo a dormir, mas também tem necessidade de acordar para se alimentar, mudar a fralda, receber carinho e aconchego, etc.

Há dois factos importantes a reter no que respeita ao primeiro ano do bebé: o crescimento físico (o peso da criança aumenta cerca do triplo) e o desenvolvimento (cognitivo, metabólico, motor).

O crescimento acontece durante o sono, ao passo que o desenvolvimento é estimulado enquanto a criança está acordada. No entanto, são complementares: a vivência do bebé enquanto está desperto é assimilada pelo organismo, repercutindo-­se pelo sono. É enquanto se alimenta e movimenta que os órgãos se desenvolvem; o que os órgãos assimilaram durante o período de atividade vai refletir-se durante o sono do bebé, promovendo o seu crescimento físico. Dada esta equação, torna-­se salutar conseguir um equilíbrio entre ambas as partes.

Até ao primeiro ano de vida deverá estar estabelecido um equilíbrio entre o ritmo dia/noite. Este vai verificar-­se pelo bom funcionamento dos órgãos e no desenvolvimento em geral.

Mas, e se a criança não dorme como devia? Dorme pouco, leva muito tempo a adormecer, ou tem interrupções no sono?

Podemos procurar dar resposta a algumas questões:

• Qual é o estado geral da criança de dia e de noite?

• Terá fome?

• O bebé sente frio ou calor? Está a usar roupa adequada? A fralda precisa de ser mudada?

• Como é o ambiente que rodeia a criança? A cama, o quarto, a família, o ritmo, a casa… há ruído, frio, organização, confusão?

• Tem cólicas ou prisão de ventre, comeu alimentos de difícil digestão?

• Estão a chegar os primeiros dentes?

• Existe um ritmo estabelecido?

• Como está a mãe? Satisfeita, cansada, alegre, ansiosa, frustrada?

Após observarem a criança e refletirem sobre as várias possibilidades, quando os pais descobrirem o que pode estar a gerar a instabilidade do sono, a pergunta seguinte é: o que fazer?

Se o bebé tem fome, naturalmente é alimentá-­lo. Numa primeira fase com leite materno (preferencialmente), tendo a mamã cuidado na sua alimentação para não tornar a digestão do bebé mais difícil.

Quanto à roupa escolhida para o bebé, uma boa opção será a lã merino, dado que regula a temperatura corporal. Em época de frio, um body de lã e seda garante que a criança permanece quente.

A própria caminha da criança deverá ser confortável e simples, transmitir conforto através de lençóis que respirem, 100% algodão, ou simplesmente um saco de dormir macio e confortável que mantém o bebé tapado. O berço deverá ter poucos bonecos ou distrações, para que o bebé entenda claramente que é um lugar para dormir. O quarto deverá ser arejado, limpo e organizado, de maneira a promover um ambiente acolhedor.

Se o problema for cólicas ou prisão de ventre, apostamos numa boa alimentação, onde os alimentos sejam pouco processados, em especial se o bebé vai dormir de seguida. Também um óleo próprio para massagem pode ajudar, aplicado na barriguinha em movimentos suaves e circulares, no sentido dos ponteiros do relógio. Posteriormente, uma bolsa de caroços de cereja aquecida, aplicada sob o abdómen do bebé, será também muito útil.

Entretanto, surgem os primeiros dentes, fase sobejamente conhecida e não pelos melhores motivos.

A maioria das crianças sente grande desconforto nesta altura, devido às dores provocadas pelo crescimento dos dentes, às vezes acompanhadas de febre.

Um mordedor dará uma ajuda, de preferência também de borracha natural como a chucha, e um bálsamo adequado para os primeiros dentes que acalme a dor.

No que respeita ao ritmo, é evidente: tentar, tanto quanto possível, fazer as mesmas coisas à mesma hora, transmitindo assim tranquilidade ao bebé (além de ser bom também para os pais, que poupam energia). Convém ter em mente uma das regras de ouro em relação aos distúrbios persistentes do sono: o sono da mãe é sagrado. Ela – e eventualmente o pai – deverá garantir um período de sono suficiente. Se assim não for, como poderá manter­se paciente e até presente nas várias horas de trabalho diário? A mãe deverá, pois, levantar­se o mínimo possível de noite.

Até perto do primeiro ano a mão que consola a criança no berço é uma boa solução. A criança sente-­se segura e volta a dormir. Pode também dizer, com tanta calma exterior e interior quanto possível, algo como: “Dorme bem, a mamã também vai dormir”. A mamã é o primeiro modelo que a criança imita, portanto se conseguir efetivamente deitar-­se e dormir também, tanto melhor. E mesmo que o bebé pequeno não entenda ainda o significado das palavras, ela capta a intenção do discurso.

Em situações em que seja necessário tomar alguma medida, como por exemplo levar a criança para a cama dos pais, é importante que apenas um dos adultos (mãe ou pai) a execute, porque a instabilidade tende a aumentar quando dois adultos têm o sono interrompido e, pior, se entrarem em conflito entre si.

Há outros fatores que podem contribuir para um relaxamento e assim promover um sono mais tranquilo, nomeadamente:

• um banho reconfortante numa banheira pequena em que possa ficar sentado como no útero;

• a técnica swaddle ­ durante os 2 primeiros meses sensivelmente, o bebé vai agradecer se o embrulhar em forma de crepe numa manta que fique justa. Existem mantas próprias para o efeito.

• um boneco de conforto – conhecido por doudou ou ó­ó – de preferência com lã por dentro,

uma vez que a lã absorve o cheiro facilmente, podendo reter o cheiro da mãe, que acalma o

bebé;

• uma chucha de borracha natural (a preferida da maioria), que estimula a sucção tão

característica e apaziguante nesta fase;

• uma massagem suave;

• fraldas à base de bambu, pois são mais frescas e absorvem mais, evitando muitas

mudanças da fralda durante a noite.

Entretanto, em casa ou na rua, leve o seu bebé junto a si, vai ser bom para ambos. Pode transportá­-lo num pano ou uma mochila ergonómica. Esta é uma excelente medida para ter um bebé relaxado, confiante, calmo e sem cólicas. Além disto, pode fazer as restantes tarefas sem ter de se preocupar em ir ao quarto de cinco em cinco minutos ver se o bebé está a respirar, ou sem ficar sob stress porque tem de carregar a cadeirinha/ovo e os sacos das compras.

O grande segredo é ter um bebé relaxado e descontraído para conseguir adormecer. Ritmo e rituais de relaxamento é tudo o que é necessário para todos terem um sono tranquilo.

Finalmente, a boa notícia para as super mães que se sentem super cansadas é: as noites mal dormidas são apenas uma questão de tempo, vai passar! Até lá, aproveitem os momentos em que, cheias de sono, se levantam para alimentar o bebé no silêncio da noite, porque têm-­no só para vós.

 

Por Marta Ribeiro, para Up To Kids®
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Sim, esta pergunta parece um exagero e um alarmismo: afinal, que mal é que os brinquedos podem fazer?

Claro que todos temos (ou deveríamos ter) a preocupação de dar brinquedos apropriados à idade das crianças e de os escolher tendo em conta a existência de peças demasiado pequenas ou quebráveis (não tenham as criaturas a infeliz ideia de achar que esses objectos servem para acabar com aquele ratinho que sentem na barriga).

Mas serão apenas esses os cuidados que nós, pais e cuidadores, devemos ter com a escolha dos brinquedos? Ou deveremos ir mais longe? Não me refiro à preocupação se o brinquedo é apropriado, se é didático, se é educativo, se a criança vai gostar, se vai ocupar muito espaço de arrumação, se vai durar muito tempo, se fica bem na decoração, se, se, se… Falo da preocupação com a saúde das nossas crianças! Será assim tão inofensivo o brinquedo que escolhemos, tendo em conta todas as questões de desenvolvimento, educação e de segurança?

Quando nos dirigimos a uma loja à procura de um brinquedo, a grande maioria do que encontramos é de plástico. Escolhemos um que nos agrade, levamo-lo para casa e esperamos que as crianças o aproveitem bem e se divirtam. Ficamos descansados (o brinquedo até tem a certificação CE)! Mas deveríamos?

De facto, a grande maioria dos brinquedos é feita de plástico, que aparenta ser o material perfeito para brinquedos: sendo de qualidade é relativamente resistente, é lavável e pode durar um tempo considerável. No entanto, apesar destas vantagens este material pode não ser assim tão seguro.

Vários tipos de plástico são usados no fabrico de brinquedos, sendo que de entre os mais comuns se encontram os conhecidos como PVC, cloreto de polivinilo ou vinil e os identificados como “Plástico #7”. E é exactamente nesses materiais que residem os maiores perigos e desafios:

  • Durante o fabrico, reciclagem e incineração dos materiais à base de PVC, perigosas dioxinas são criadas, algumas das quais são consideradas como os mais tóxicos venenos produzidos pelo Homem e que afectam negativamente os sistemas neurológico, reprodutivo e
  • Uma classe de químicos utilizados para dar mais flexibilidade aos objectos de plástico, conhecida como ftalatos, tem sido relacionada com inúmeros problemas de saúde, incluindo danos nos rins, fígado e sistema reprodutivo. Apesar de existirem restrições ao seu uso na Europa (proibição), estas só se aplicam, no caso de 3 tipos de ftalatos, a brinquedos destinados a serem colocados na boca por crianças com menos de três anos de idade (outros 3 são proibidos em todos os brinquedos).
  • No fabrico de inúmeros brinquedos de plástico rígido (incluindo mordedores para bebés) é utilizado bisfenol-A (BPA). Esta substância persiste por muito tempo no ambiente e no nosso corpo (foi detectada na urina de 93% da população com mais de seis anos nos EUA). Mesmo em pequenas doses, este composto pode provocar doenças como o cancro da mama, obesidade, diabetes, hiperactividade, alterações do sistema imunitário, infertilidade e puberdade precoce. Tem sido também relacionado com o autismo.

A boa notícia é que há alternativas! Basta que, na hora de escolher um brinquedo, tenha alguns cuidados. Aqui ficam algumas sugestões:

  • Comece por não comprar qualquer brinquedo que não identifique o n.º do plástico que contém.
  • Evite o PVC. Se esta informação não estiver clara no rótulo, simplesmente não o compre.
  • Evite o BPA, recusando adquirir brinquedos com Plástico #7 na sua composição. No entanto, tal não elimina totalmente o perigo: alguns estudos recentes concluem que estão a ser utlizadas substâncias nos brinquedos “BPA free” que podem ser tão ou mais perigosas, como é o caso de estrogénios sintéticos.
  • Procure brinquedos que se anunciem como totalmente livres de ftalatos. Já existem vários no mercado.
  • Evite brinquedos fabricados nos anos 70 e 80. Estudos realizados descobriram inúmeras substâncias perigosas no seu fabrico e que foram, entretanto, banidas.
  • Procure brinquedos de madeira de qualidade (não aglomerados). Esta talvez seja a mais eficaz forma de proteger as crianças e o ambiente: para além de terem menos toxicidade química, proporcionam diferentes experiências sensoriais, são mais duráveis e resistentes, não têm baterias, têm um menor impacto no ambiente e envolvem mais as crianças (não basta carregar num botão).

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