Os clássicos Disney e a mensagem para as nossas miúdas

Recentemente a actriz britânica Keira Knightely veio a público dizer que a sua filha de três anos está proibida de ver alguns clássicos da Disney, como a Cinderela, pela mensagem que passam, de que a mulher deve esperar que um homem venha salvá-la dos seus problemas.

Percebo o que ela quer dizer, é claro, mas acredito que esses filmes têm muito valor e são uma boa porta de entrada para a abordagem de vários tópicos e que podem ajudar a espalhar uma mensagem de igualdade de género, nem que seja pelo exemplo: viste o que ela fez e devia ter feito em vez disso?

Sou da opinião que o maior problema desses filmes é passar a ideia de um felizes para sempre, que bem sabemos não é assim tão plausível quanto isso. Porque a vida é feita de ciclos e depois de alguns obstáculos haverá outros e é isso que nos leva para a frente, nos fortalece ou nos machuca, faz de nós aquilo que somos. Nos ensina a valorizar a felicidade pelo que ela é, o que sentimos no momento – e isso deve ser mais valorizado do que a busca por uma felicidade inatingível que estará lá para sempre.

Ainda assim, aqui vai a forma como encaro os clássicos e como me ajudaram a conversar com a minha filha:

– A Branca de Neve e os Sete Anões: 

A vaidade é algo que tem o seu lugar mas se torna perigoso se se tornar uma obsessão. 

Se alguém vier ter contigo e te disser que alguém a mandou fazer-te mal, chama ajuda e não fujas. Não te escondas. Fala com alguém e conta o que aconteceu.

Nunca, mas nunca aceites coisas de estranhos.

Se alguém te disser “és tão bela, anda daí no meu cavalo em direcção ao horizonte” faz o favor de lhe perguntar primeiro o nome e de o conhecer antes de tomares qualquer decisão.

– A Bela e o Monstro:

A importância dos livros, porque ler é uma das maiores armas que uma mulher pode ter. Quando Gaston diz que não é certo para uma mulher ler porque pode ficar com certas ideias, não há nada mais certeiro que esse argumento para falar sobre a importância da cultura, da educação. Até mesmo da forma e do papel que a mulher teve na sociedade antes dos nossos tempos. De como as coisas mudaram. De como somos sortudas.

Não devemos ter vergonha de sermos diferentes, mesmo que isso faça os outros cochicharem sobre nós. Muitas vezes o problema está na pessoa que julga e não em ti.

A Bela era super especial por não querar casar com o rapaz mais bonito da aldeia só porque ele queria: ela não queria e isso basta. É importante saber dizer “não” mesmo quando há pressão para dizer “sim”.

Devemos sempre proteger os nossos pais, defendê-los e acreditar neles.

Devemos tentar conhecer as pessoas para lá da sua aparência – da boa (o caso do Gaston) e da má (o caso do monstro) e aí decidir se queremos que façam parte da nossa vida.

– Cinderela:

O nosso lado bom deve sempre prevalecer.

A maneira como os outros nos tratam não deve fazer com que nos tornemos maus como eles, nunca.

Devemos ser amigos dos animais.

Cantar pela manhã ajuda a começar o dia. ?

Se te disserem que não consegues fazer alguma coisa e acreditares que consegues, tenta até ao fim (se for bom para ti, se for bom para os outros e não faltar ao respeito a ninguém).

Se estiveres num sítio onde não te sintas bem nem feliz é legítimo que te vás embora. Talvez assim não vás àquela festa nem conheças o príncipe, mas o teu caminho pode passar bem longe daí.

– Pequena Sereia:

Nunca, mas nunca, abdiques da tua voz, seja qual for o teu objectivo, mesmo que ele pareça nobre e maior que tudo. A tua voz é a tua maneira de te fazeres ouvir e de continuares a ter um lugar neste mundo.

Aceita as tuas características, mas se sentires que elas te limitam não deixes de sonhar com um futuro em que é possível ultrapassá-las (sem nunca trocares esse sonho pela tua voz, mais uma vez).

Há coisas que manteremos sempre para nós. Há coisas que devemos contar aos nossos pais e falar com eles mesmo que tenhamos opiniões divergentes sobre os assuntos – esta partilha, esta comunicação pode evitar que nos metamos numa grande alhada.

Não é errado querer coisas diferentes. Mas sê cautelosa. E rodeia-te das pessoas certas. Sempre.

Sou apaixonada pelos clássicos da Disney e as interpretações que fiz deles tem mudado à medida que eu também mudo. E é por isso que não privo a minha filha de os ver, porque acho que a magia que transportam é essencial para os sonhos. E porque não sou antiprincesas, sou apenas da opinião de que nem todas deveremos ser princesas e não está escrito que todas queiramos o mesmo, vemos juntas. E conversamos.

Muito sobre como as coisas eram naquela altura, como são hoje.

O que mudou e o que ainda tem de mudar. Porque estes filmes são, acima de tudo, parábolas e se formos literais muitas vezes corremos o risco de perder o mais importante na mensagem.

A minha filha é uma princesa guerreira e tenho muito orgulho nisso.

Onde está a mãe?

Apesar de viverem uma vida despreocupada (pelo menos é a minha esperança relativamente à grande maioria), as crianças também têm as suas inquietações.

Não me refiro ao “por que é que à noite não há sol?” ou ao “como é que os aviões voam se não batem as asas”, falo de inquietações que lhes tocam perto do coração.

No caso da minha filha de três anos e meio tenho vindo a reparar que se vê um vídeo com baleias se apressa de imediato a designar a mãe, o pai e os filhos. O mesmo nas ilustrações de um qualquer livro em que as personagens não são as principais. Está a começar a formar o verdadeiro sentido da palavra “família” e da sua importância e aí é que começa o “drama”.

Quando a levámos ao cinema para ver o filme “Coco” eu estava à espera de perguntas, das mais difíceis. Afinal, o personagem principal é uma criança de uns oito anos que entra sem querer no mundo dos mortos e circula por entre caveiras e ossos. Quando a vi inclinar-se para mim pensei “é agora”. Mas a pergunta dela surpreendeu-me, como aliás acontece muitas vezes. O que ela queria saber era “onde é que está a mãe”. Com as caveiras podia ela bem, o que estava a deixá-la desconfortável era por que é que aquele miúdo estava “sozinho”.

Compreendo-a perfeitamente. A mãe (o pai, claro) significam uma segurança, um porto de abrigo, uma garantia de que aconteça o que acontecer pelo menos está ali alguém para lhes dar a mão.

E nos filmes da Disney a situação é dramática, vejamos:

Bela e o Monstro: A Mãe morreu, nem se fala nela.

Branca de Neve: A Mãe morreu e por isso existe lugar para a maléfica madrasta.

Bambi: A Mãe morre durante a história.

À procura de Nemo: A Mãe morreu.

Cinderela: A Mãe morreu (e fiz a “asneira” de ver a versão não animada com a minha filha, onde se vê a mãe a definhar, doente, antes de morrer”).

Frozen: Mãe e pai morrem no início do filme deixando as irmãs sozinhas no mundo.

Pequena Sereia: A Mãe morreu.

Podia continuar por algum tempo, mas acho que já todos tínhamos percebido esta dinâmica. Uma dinâmica que me transtorna um pouco, apesar de ter crescido com estas histórias, porque elas moldam um pouco a forma como vemos o mundo.

Na maior parte dos casos acontece que o pai, viúvo, está tão desolado por ter perdido a mulher que procura de imediato uma figura materna que tome conta da filha (como se ele não fosse capaz disso mesmo e isso não se esperasse dele), normalmente errando de forma dramática, deixando entrar dentro de casa uma mulher terrível. Depois a filha só poderá ser salva por um outro homem, o seu príncipe encantado, que será a sua salvação daquele mundo onde o pai a deixou.

São filmes de outra época, mas são filmes intemporais e por isso é importante que elas (as nossas filhas, sobrinhas, afilhadas, enteadas) saibam coisas importantes, como por exemplo:

-A felicidade depende delas, e não de um homem que pode ou não aparecer mais tarde ou mais cedo no seu caminho;

– As madrastas não são más, acredito eu até que as de má estirpe são hoje a excepção

– As raparigas são capazes de lutar por si mesmas e devem fazê-lo e não esperar que alguém venha resolver todos os seus problemas.

Sei que os filmes mais recentes acentuam uma mudança no paradigma (Frozen é brilhante e realista, põe a força no amor entre as irmãs, o obstáculo é aliás criado por um amor à primeira vista que no mundo real nunca teria dado certo e como se vem a confirmar o príncipe aqui não interessa a ninguém, é interesseiro e mau carácter, não tem coração. E são as personagens femininas, com a ajuda de dois amigos verdadeiros, que vão à luta, enfrentando os seus problemas) e é importante que as nossas crianças recebam a mensagem, não apenas as raparigas mas os rapazes também.

O mundo que os espera tem desafios sem fim e gosto de acreditar que estou a preparar a minha filha para os enfrentar por si, sabendo pedir ajuda quando precisa e não por causa do seu género nem por se sentir incapaz por esse mesmo motivo.

Quanto à ausência das mães, sei melhor que ninguém (afinal é com isso que trabalho) que sem conflito não há história e que os filmes de eternas princesas darão lugar a outros (Brave, Divertidamente, UP- Altamente, etc) em que o foco não está na perda de um dos familiares.

Até esses serem a maioria cabe-me tentar tranquilizar a minha filha garantindo que não pretendo ir a lugar algum.

E que muitas das aventuras desta vida acontecem longe dos pais (por mais que isso nos possa custar).

imagem@weheartit

Os filmes e desenhos animados que as nossas crianças veem têm um grande impacto no seu crescimento, sobretudo na construção da sua identidade. Estes são considerados artefactos culturais, assim como os livros e música, pois são capazes de transmitir legados de cultura e, por isso, devem ser encarados pelos adultos com seriedade, uma vez que as crianças realizam as suas próprias interpretações do mundo com base em tudo aquilo que observam ao seu redor.  É por isso comum que a maior parte das crianças se identifique com as personagens do mesmo género, muitas vezes interiorizando um determinado comportamento, modo de pensar ou valor, por exemplo.

No presente artigo, a preocupação recai sobre as personagens femininas dos filmes da Disney (as histórias mais conhecidas pelas crianças): qual a mensagem que estas estão a passar, sobretudo às meninas que se identificam como semelhantes?

Em 1937 surge Branca de Neve, uma personagem conhecida mundialmente ainda nos nossos dias.

A sua maior qualidade: a beleza.

A princesa é retratada como uma jovem bondosa, uma boa dona de casa, indefesa e frágil. À sua semelhança surgem outras personagens nas décadas seguintes como a Bela Adormecida e Cinderela. As três princesas viram o seu final feliz concretizado por um príncipe.

Cerca de cinquenta anos depois de conhecermos a primeira princesa, surge Ariel, uma jovem que apesar de aventureira, opta por trocar a sua própria voz pela oportunidade de conhecer o seu príncipe encantado, ou seja, abandona a sua liberdade de expressão para ir ao encontro das expectativas de outros.

“Um gentleman evita conversar,
Mas derrete-se se vê bem o silêncio de alguém
Convém não dizer nada para casar”

(Canção de Úrsula no filme A Pequena Sereia)

É Bela (em Bela e o Monstro, 1991) que contradiz a ideia de que a maior qualidade de uma mulher deve ser a sua beleza, priorizando, assim, a inteligência. É a partir desta personagem que se observam quebras de estereótipos, até então observados nos filmes para crianças.

Seguem-se personagens mais aventureiras e desafiadoras das regras, como Pocahontas e Jasmine.

Pouco antes de 2000 surge Mulan, a heroína da China! E é a partir desta que se seguem muitas outras personagens femininas que tomam o controlo da sua própria vida, não se submetendo à vontade de outros, como Mérida (em Brave), Tirana (Princesa e o Sapo) e Elsa (Frozen).

Facilmente conseguimos compreender que as características destas personagens procuram representar o papel da mulher na sociedade, dai a sua evolução ao longo dos anos.

Posto isto, encontramos dois grupos bastante distintos de personagens femininas neste conjunto de filmes:

  1. No primeiro encontramos um conceito de feminilidade ligado à docilidade, submissão e, principalmente, ao ideal de beleza;
  2. No segundo grupo predomina a independência, as personagens têm uma voz própria e não dependem de outros (como príncipes) para ter o seu final feliz, criando a sua própria felicidade.

Apesar de se verificar uma evolução na representação do papel da mulher nas histórias de encantar, as princesas mais conhecidas desde tenra idade são as que pertencem ao primeiro grupo, em que predomina o ideal de que a menina deve ser sossegada e portar-se bem para ser linda.

Após uma análise – que poderia ser aprofundada a um nível microscópico – levanta-se uma última questão reflexiva: quais destas características e exemplos das personagens femininas da Disney desejamos passar aos nossos filhos?

image@pinterest

 

Por Mafalda Dias

10 razões para ires ver Coco o novo filme Disney•Pixar

O filme “Coco” da DisneyPixar estreou no México um mês antes de qualquer outro país do mundo, e a 15 de Novembro já tinha sido o maior sucesso de bilheteiras da História do país. Quando soube disto não pude recusar o convite para assistir à ante-estreia, e ainda bem!

Coco é capaz de ser a melhor obra que a DisneyPixar já apresentou.

Para os meus filhos o Toy Story era o melhor filme da Pixar, e tenho impressão que, agora que viram o Coco, ficaram muito divididos. São dois filmes que nada têm a ver, mas que encontramos as características DisneyPixar nas personagens e na história, e que nos fazem apaixonar inconscientemente.

Coco é um filme sobre sonhos e sobre a família.

Miguel sonha em tornar-se num grande artista da música, como o seu ídolo, Ernesto de la Cruz. A história começa com a sua grande e estreita família, numa cidade movimentada no México. Inicialmente parecem ser bastante convencionais mas há uma coisa proibida nesta família: tocar ou ouvir música. Daqui, somos levados numa divertida viagem pela terra dos mortos, onde Miguel encontra amigos e inimigos e aprende a verdade por trás de um segredo que a bisavó Coco tem guardado consigo, como um túmulo.

Sem ser Spoiler o que é que vos posso contar do filme? É uma obra extraordinária, e  que superou em muito o que esperava (apesar de estar já com expectativas altas, pois tinha visto o trailer)

Sabem porque é que não querem perder este filme? Dou-vos 10 razões:

1. A Curta de Olaf

Como já tem sido habitual ao lançar um novo filme, a DisneyPixar junta o lançamento de uma curta, que normalmente é exibida antes da nova estreia. Faz-me lembrar quando éramos mais novos e passavam uns desenhos animados antes do filme. Este ano, e após grande sucesso Frozen, vamos poder ver “Frozen: Uma Aventura de Olaf“, a curta de 21 minutos da Walt Disney Animation Studios.

Nesta curta Olaf junta-se a Sven numa missão de natal para trazer para casa as melhores tradições e salvar o primeiro Natal de sempre, de Anna e Elsa. Os miúdos vão delirar com este regresso (Nós deliramos!).

2. A História do dia dos mortos no México e a cultura mexicana

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A cultura mexicana, de origem milenar é extremamente rica e diversa, tendo sofrido a influência de vários povos nomeadamente dos espanhóis. Este filme dá-nos a conhecer esta cultura, fala-nos sobre a história e o significado do “El Día de Los Muertos” e todos os costumes e rituais a eles associados. As roupas, ambientes e personagens, transmitem o ambiente vivido nas cidades mexicanas!Um filme rico em cores e cenários mágicos, que provavelmente destacará o filme em relação aos restantes da DisneyPixar.

3. Músicacoco-guitarra

Coco incorpora diferentes géneros musicais mexicanos, incluindo huapango, jarocho, ranchera e baladas inspirados pelos clássicos da “Era Dourada” do cinema mexicano.
As músicas originais do filme são enérgicas, memoráveis e bem executadas. O diretor Lee Unkrich e os animadores da Pixar fizeram um trabalho fantástico onde mostram a delicadeza que exige tocar guitarra. O pormenor das expressões faciais de Miguel quando toca cada nota da sua guitarra naquele sótão para que a família não descobrisse esta sua paixão pela música, é maravilhoso.

4. Família
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A cultura mexicana está profundamente enraizada nas tradições familiares que vão muito além da unidade familiar imediata, e este filme é um óptimo reminder de que devemos valorizar a nossa família quer no dia a dia, quer à distância, ou mesmo depois de uma discussão. A família não se escolhe, nascemos com ela. Nem toda a gente se identifica com a sua família, mas a mensagem a reter é que família é família e irá sempre amar-nos incondicionalmente. Este filme transmite valores importantes sobre o respeito aos nossos ancestrais e acredito que, depois de o verem, as crianças comecem a questionar mais sobre a sua árvore genológica.

5. Arte

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O facto da história se passar no México e os cenários, personagens e guarda roupa serem inspirados nas referências culturais mexicanas, fez com que toda a peça se tornasse numa gigante obra de arte. A riqueza dos desenhos, a quantidade de pormenores, a luz, a música, e como tudo está articulado, é sem dúvida uma das grandes mais valias deste filme.

6. Desmistificação da morte e do mundo dos mortos.

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Apesar da história se passar quase toda no mundo dos mortos, o filme não é violento nem assustador. Nem sequer há aquela parte do salto da cadeira que nos deixa o coração a bater. No entanto, há que ter em consideração que há várias cenas em que os personagens discutem sobre como alguém morreu, e passa o flashback completo da cena, desmistificando aos mais novos o mistérios da morte. Os esqueletos são coloridos e divertidos, e aqui devemos dar os parabéns à DisneyPixar por animar de forma tão humana um monte de caveiras!

7. Dante

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A Disney tem esta capacidade de criar personagens inesquecíveis para os companheiros de ação dos heróis. Dante é um cão Xolo – abreviatura de Xoloitzcuintli – a raça nacional do México. Quase sem pelos, Dante tem problemas em manter a língua dentro da boca, por já não ter alguns dentes, e garante-nos muitas gargalhadas, e quebras de silêncio durante o filme. Os meus filhos apaixonaram-se por ele! <3

8. Mamã Coco

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A Mamã Coco, é a amada bisavó de Miguel e cuja memória se está a deteriorar lentamente devido à velhice. Apesar da sua avançada idade e fragilidade é com ela que Miguel partilha todas as suas aventuras. Aviso: qualquer pessoa com pais ou avós mais velhos vai sair de lá literalmente lavado em lágrimas.

9. As crianças identificam-se com o Miguel

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As crianças revêem-se tendencialmente no herói da história, mas todo o contexto do filme e o envolvimento familiar faz com que os miúdos vistam a pele da personagem. Fazer algo que adoram mas que a família não permite, a viagem pelo desconhecido com o seu companheiro, encontrar familiares estranhos que o adoram… qual a criança que não se identifica? Saímos do filme e os meus filhos já assumiam orgulhosamente a personagem: “Eu sou o Miguel!”

10.Realização e Produção do Toy Story 3

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Coco foi produzido e realizado por uma equipa de sucesso: o realizador Lee Unkrich e a produtora Darla K. Anderson já tinham trabalhado juntos no filme “ToyStory 3”, de 2010, vencedor de um OSCAR® e do Globo de Ouro,  sendo até hoje, o segundo maior filme de animação a nível de box-office mundial.

A Estreia em Portugal é já amanhã, 23 Novembro 2017. Se depois disto ainda não estão em pulgas para ir ver o filme com os miúdos, deixo-vos o trailler, que certamente não vos encherá as medidas mas deixará com água na boca!

Digam lá que isto não é uma receita de sucesso?

 

1) Set exclusivo 9 figuras Coco, €35 | 2) Peluche Hector, €28 | 3) Peluche Pepita, €35 | 4) Peluche Miguel, €28 | 5) Peluche Dante Alebrije, €30 | 6) Figura com música de Miguel, €36 | 7) Bolsa reutilizada Coco, €3 | 8) Carteira Coco, €16 | 9) Figura com música de Hector, €36 | 10) Caneca Coco, €14

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Crescemos com as histórias Disney

O calor é de verão mas as férias acabaram e a rotina lectiva instalou-se para ficar.

Quando regressamos do colégio, apesar das tarefas do dia-a-dia, há sempre tempo para os desenhos animados.

Digam o que disserem os especialistas e inventem-se as teorias que quiserem, mas até hoje, conto aos meus filhos a alegria que era para nós ver desenhos animados ao sábado de manhã. Acordávamos cedíssimo para não perder nada, assistíamos ao início da emissão alegremente enquanto dançávamos a música de abertura. A excitação era grande. Não havia gravações, nem podíamos puxar a fita para trás. Aquele era o momento para ver os nossos desenhos. Com sorte, dava um episódio da Disney.

A Disney passava os filmes de eleição. Das fábulas aos contos de príncipes e princesas não havia histórias Disney que não adorássemos. O fantástico é que não nos apercebíamos do quanto crescíamos enquanto viajávamos nas florestas encantadas, nos castelos de princesas, ou nas aventuras divertidas do Mickey e os seus amigos. Havia sempre uma moral da história que realmente marcava. Havia perigo, maus, lágrimas e mortes. Mas havia sempre finais felizes. E assim crescemos a acreditar que podemos seguir os nossos sonhos, que podemos ser o herói, e moldar o nosso futuro.

Hoje fico feliz por o canal de eleição dos meus filhos ser o Disney Júnior. As séries são novas, modernizadas, diferentes, mas os conceitos e os ensinamentos de sempre estão presentes em todos os desenhos.

O Disney Júnior preparou um conjunto de novos episódios, novas séries e novas temporadas que vão encher as medidas aos mais novos, e tal como aconteceu connosco, vão ajuda-los a crescer e a seguir os seus sonhos.

A GUARDA DO LEÃO: REGRESSO DE SCAR
Chegou finalmente a segunda temporada de A Guarda do Leão, ao Disney Junior. A Guarda do Leão é uma série que adultos e graúdos adoram. Por um lado porque tem na sua génese de criação o incrível filme “O Rei Leão”, um dos maiores sucessos cinematográficos de sempre, por outro lado porque proporciona momentos únicos de aprendizagem sobre a amizade e o respeito que se deve ter as leis do ciclo da vida.

Esta segunda temporada vai surpreender com “O Ressurgir de Scar”. Scar é o irmão de Mufasa, o tio de Simba e que esteve na origem de toda a história, de certeza que se lembram!. Com ele surgem uma série de novas personagens e novas aventuras que irão proporcionar novas aprendizagens nas terras do reino, onde garantir e respeitar as leis do ciclo da vida continua a ser o mais importante.

Guarda do Leão e as histórias disney

MICKEY E OS SUPERPILOTOS

Estão de regresso os 5 Magníficos: Mickey, Donald, Pateta, Minnie e Margarida, cheios de energia e com mais força que nunca. Mickey, a personagem mais icónica do mundo Disney e com a qual múltiplas gerações já cresceram, volta com novos episódios de “Mickey e os Superpilotos”.  Mickey e os seus amigos Minnie, Pluto, Pateta, Margarida e Donald vivem emocionantes aventuras de corridas de carros à volta do mundo. Em outubro chega um momento muito especial com a estreia de um especial de Halloween que vai fazer as delícias lá de casa.

mickey

A PRINCESA SOFIA E AS ILHAS MÍSTICAS
A nossa querida Princesa Sofia também está de volta com novos episódios onde continua a descobrir o que é ser da realeza!

Só encontramos a magia de unicórnios, fadas e dragões num único sítio, As Ilhas Místicas. Um lugar incrível onde a Princesa Sofia e os seus novos amigos se juntam para travar uma mestre em cristais.

A série “A Princesa Sofia” segue as aventuras de Sofia, uma pequena princesa, e dos seus melhores amigos, humanos e animais. Todos os dias são uma nova aventura para Sofia dentro e fora do seu reino. A princesa usa a sua coragem e coração para superar qualquer obstáculo e ensina a todos à sua volta, inclusive a ela própria, que a coragem e a compaixão são o que realmente salvam o dia.

Por isso, a partir de Outubro prepare-se para viver algo de Nowo. Sim, os canais preferidos dos seus filhos estão disponíveis na Nowo. Entre num mundo que é feito para si e onde pode escolher apenas os serviços que realmente necessita. Explore de uma forma clara, intuitiva e transparente as múltiplas combinações de serviços que temos para lhe oferecer. E tudo isto a preços justos.

Não fomos ao concerto, mas somos espectadoras assíduas desta história da Disney. Eles falam espanhol e esquecemo-nos que é uma produção da Disney. A verdade é que os ingredientes estão todos lá. Prova disso é o último episódio da temporada que foi emitido na semana passada.

Enquanto mãe assumo sempre a responsabilidade de vigiar o que a minha filha vê. Às vezes, chego mesmo a proibir uma série ou desenho animado, por considerar que há diálogos demasiado adolescentes, quando o target são crianças a partir dos seis anos.

Sei que os miúdos, hoje em dia, dão beijos na boca aos cinco anos e falam de namorados… muito mais cedo que há 30 anos, quando eu tinha a idade deles.

A importância aqui é a de lhes passar a mensagem certa na dose adequada.

Tarefa fácil? Não.

Na vida corrida que se tem gosta-se que os miúdos se percam frente à televisão, enquanto despachamos isto, aquilo ou aqueloutro.

Ao início da febre Violetta comecei a ter algumas questões em deixar a minha filha ver a dita série. A protagonista andava indecisa e a ser beijada por mais do que um rapaz. Não há mal nisto na adolescência, mas passar a informação com naturalidade para uma criança de seis anos, que começa a fazer uma série de descobertas, deixou-me na dúvida.

Sem querer ser muito mais bruxa (do que às vezes tenho de ser enquanto mãe), decidi atirar para o ar que não simpatizava com a protagonista, pois parecia-me ser uma rapariga muito pouco certa das suas ideias e quereres. O comentário saiu e a resposta foi pronta com a justificação de que ela só estava indecisa, pois um dos “meninos” tinha ido embora, ela gostava de um que a deixou e havia outro a trata-la bem: “Ela só está a pensar em qual deles gosta mesmo e é o melhor para ela!”

Toma lá e embrulha!

Do pequeno alto dos seus seis anos a minha filha explicou-me que a Violetta não é “uma maria vai com todos”, como se chamava no meu tempo, mas sim uma rapariga firme e resolvida, que estava a analisar o melhor para ela.

Meti a viola no saco, como se diz em bom português, e decidi dedicar mais tempo a ver cenas da série e, depois, o DVD do concerto em Milão. Rendi-me!

E não só! Ainda há pouco tempo contrapus, perante outros, o mesmo pensamento que tive antes de olhar para a série com olhos de ver.

A mensagem da Violetta não pode ser mais clara e nem uma melhor semente para o futuro das mulheres (como a minha filha), na sociedade daqui a uns anos: mulheres seguras de si mesmas, que lutam pelos seus sonhos sempre com o coração como guia e persistentes em todas as adversidades. Uma espécie de Principezinho feminino do século XXI, em que na história mostra que o que “é importante é invisível aos olhos”.

Por isso mesmo, obrigada Violetta por me ajudares nesta tarefa difícil de ser mãe de uma futura mulher.

Por Irina Gomes,
para Up To Lisbon Kids®

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