P A R A B É N S!

Já temos vencedores!

Nanda Oliveira

Elisa Esteves

Marcos Silva

 

Quer fazer um passatempo em parceria com a Up To Kids®?

Envie-nos um mail para Uptolisbonkids@gmail.com, com o assunto “Parceria de passatempos“, indicando a marca que representa. Obrigada

 

Giveaway | Tweet Beats – Dá asas ao ritmo que tens dentro de ti

É verdade! A nossa página de facebook chegou aos 50K, e para comemorar (e agradecer), a Up To Kids® uniu-se à Educa Borras e vamos oferecer 3 exemplares deste brinquedo didático que os mais novos irão adorar! Até ao final do ano serão só passatempos para os mais novos, por isso estejam atentos!

APRESENTAÇÃO

Dá asas ao ritmo que tens dentro de ti e cria as tuas próprias canções. Cria a tua própria música com os teus pássaros simpáticos. Coloca os pássaros nos vários ramos da árvore para criares canções originais. Dependendo do ramo em que coloques os pássaros, será reproduzida uma melodia diferente. Cada pássaro tem o seu próprio estilo de música (Reggae, Tecno, Pop, Rock, etc.), e ao combiná-los, podes criar imensas canções originais. Para crianças a partir dos 5 anos.

 

COMO PARTICIPAR

  1. Fazer like na nossa página de facebook Up To Lisbon Kids e instagram aqui e na página de Fb da Educa Borras?
  2. Partilhar este post no vosso facebook ⇓
  3. Comentar aqui no FB com link para 3 amigos ⇓

 

Para reconhecermos o teu nickname do insta, fica atento à publicação que irá aparecer sobre o passatempo no nosso instagram e comenta que estás a participar!

REGULAMENTO

O passatempo termina às 23h59 do dia 23 de novembro de 2018.

Não existe um número limite de participações, no entanto será apurado apenas uma participação vencedora por cada participante.

O vencedor será sorteado aleatoriamente através do programa Random.com, será anunciado tanto no site como no post do passatempo no facebook. Poderá ser pedido ao vencedor o link da partilha bem como o nome de utilizador de instagram.

O vencedor terá 15 dias a partir do momento da divulgação do mesmo para reclamar o prémio via e-mail (uptolisbonkids@gmail.com) ou Mp. Caso não o faça perderá o direito ao mesmo. Deverá fornecer o nome e morada de envio.

Este passatempo não é patrocinado, aprovado, administrado ou associado ao Facebook, sendo da exclusiva responsabilidade da entidade promotora. O Facebook exonera-se de qualquer responsabilidade relativamente ao passatempo.

Up To Kids®

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Os Fidget Spinners são a mais recente loucura e já conquistou miúdos por todo o mundo.

Invadiram as escolas, as nossas carteiras e infelizmente para os professores, muitas salas de aula.

Os Fidget Spinners são o novo cubo mágico, ou io-io desta geração.

Se ainda não experimentou um Fidget Spinner, deixe-nos explicar o que pode fazer com um: pode  equilibra-lo no dedo. Pode lança-lo de um lado para o outro enquanto ele gira. Pode gira-lo 500 vezes consecutivas enquanto alguém fala consigo sobre a pilha gigante de roupa espalhada no chão do quarto. Então, quando não aguentarem mais e gritarem “Pára essa coisa por 30 segundos que seja” pode larga-lo, e ao cair vai simplesmente fazer uma marca no chão de madeira.

As possibilidades são infinitas quando se tem uma coisa dessas.

Acima de tudo, pode-se brincar com um Spinner, o que é o objetivo principal.

Os brinquedos sensoriais foram inicialmente criados com o intuito de ajudar crianças com autismo, com problemas de ansiedade e PHDA, sendo um escape para a energia excessiva e ao mesmo tempo para melhorar a memória e concentração. Mas rapidamente se tornaram numa moda de proporções épicas e todos os miúdos das escolas têm ou querem ter um.

O meu filho e os amigos não só brincam com os Fidget Spinners, como passam o dia a falar sobre eles, querem fazer constantes upgrades para as novas cores  e materiais, e até vêem vídeos no youtube de adultos que manuseiam aquela coisa de forma profissional, mostrando truques impossíveis de realizar e que, inevitavelmente, irão tornar-se em horas de frustração e decepção para os miúdos.

Não é novidade nenhuma que os miúdos têm dificuldade em sentar-se sossegados, especialmente quando estão na escola. Por isso, estes novos e pequenos aparelhos são um sucesso para as crianças que procuram uma distração durante as aulas. Embora seja bastante inofensivo em termos de actividades físicas e/ou extracurriculares, os Fidget Spinners têm deixado alguns professores loucos.

Os Fidget Spinners já foram banidos de algumas escolas nos EUA e Reino Unido porque os alunos andavam a atira-los nas salas de aula e corredores. Carroll Garden Sholls For Innovation, enviou o seguinte aviso aos pais de forma a expor a sua posição sobre esta última moda:

A segurança, o bem-estar e a educação dos seus filhos sempre foi a nossa principal preocupação. Ocasionalmente, há brinquedos e gadgets que são populares nos mídia e que todas as crianças parecem querer ter. A mais recente é um objeto chamado “Spinner” que crianças estão a trazer para a escola.
Embora aparentemente inofensivo, estes aparelhos estão a ser atirados durante a aula, causando uma distração para os alunos e funcionários. Isto também acontece nos corredores e nos intervalos. Eles são pequenos no tamanho, mas podem magoar alguém…
Num esforço para prevenir lesões, iremos banir estes brinquedos oficialmente da nossa escola. Por favor discuta este assunto com o seu filho de forma a que entendam como é importante manter a segurança dos alunos e funcionários na escola.Caso traga para a escola, o seu filho terá de entregar o spinner a um adulto.
Por favor, informe-nos se o seu filho tem um problema sensorial e precisa de um Fidget Spinner. Nós o teremos guardado.

Obrigado por seu apoio contínuo.”


Outras escolas já tomaram medidas semelhantes. “Francamente, os Fidget Spinners estão a ter um efeito contrário ao que seria suposto”, afirmam, “As crianças simplesmente ou os estão a girar ou a trocar em vez de estar a escrever e com atenção à aula”

Uma vez que os pais estão informados e cientes do que esta moda pode causar a nível escolar, cabe a cada família consciencializar os filhos e gerir a utilização dada ao aparelho.

Para o bem da aprendizagem dos nossos filhos, os Fidget Spinners são aparelhos para brincar longe das escolas.

 

Por Julie Scagell, publicado em Scary Mommy

Começa a época do… consumismo!

Está em todo o lado: quem tem crianças dificilmente conseguirá escapar ao bombardeamento que começou há umas semanas. São bonecas de todos os tipos, peluches, carrinhos telecomandados, drones, jogos interactivos, maletas para miniaturas, pistas para carros, bonecada que já se vendia no meu tempo de miúda e outras completamente inovadoras… e a lista não tem fim.

É difícil para uma criança exposta a este tipo de mensagem filtrar a informação que recebe, mas cabe aos pais gerir a forma como ela a processa.

Temos por hábito incitar a que as crianças escrevam uma carta ao Pai Natal ou façam uma lista ao menino Jesus. Ora bem, sejamos sinceros, o menino Jesus recebeu ouro, incenso e mirra que eram apenas simbólicos. Tal como os presentes que damos e recebemos deveriam ser. Uma lista é logo um mau princípio.

Sou da opinião que os miúdos deviam pedir UMA coisa que gostassem muito de receber. (Cá por casa já trabalhamos o gostar em vez de querer: “gostava de fazer isto” em vez de “quero fazer isto” e o mesmo vale para o verbo ter). Fazê-los criar uma lista dá-lhes a ilusão que devem receber tudo o que pedem. E que devem pedir bastantes coisas. Ninguém precisa de muitos brinquedos e, definitivamente, as crianças não precisam de muita quantidade para serem felizes. Se se focarem em pensar naquela coisa que os deixaria mesmo satisfeitos e com que irão decididamente brincar, então a felicidade de a receberem (se o pedido for realista, claro) será muito maior que abrir presente atrás de presente.

A minha filha fez anos há três meses e tenho um saco gigante com brinquedos que lhe ofereceram e que ainda não lhe dei para brincar. Porquê? Porque recebeu mais brinquedos num dia do que algumas crianças recebem durante toda a infância. Porque se lhos tivesse dado de imediato ficaria perdida no meio de tanto estímulo e depressa perderia o interesse. Vou dando durante o ano para que ela aprecie o que recebe. E acreditem quando vos digo que os presentes que recebeu no Natal chegaram quase ao aniversário, que é em Agosto.

Não sou uma defensora de uma infância sem brinquedos. Defendo, isso sim, uma infância para além dos brinquedos.

Nesta época acho importante ensinar os nossos filhos a olhar em volta. A selecionarem quais os brinquedos com que já não brincam, que já estão desadequados à sua idade. Para os darem a quem não os pode ter sem ser através de doações solidárias. Isto ensina-os a conhecerem a realidade à sua volta, a importância de partilhar, de dar sem esperar receber, de quando se tem mais ser capaz de olhar para quem tem menos, de serem solidários.

Por outro lado também acho importante envolve-los nos presentes de Natal da família. Fazer doces ou compotas e decorar os frascos e as tampas, pintar molduras feitas de molas para oferecer com os seus retratos, desenhar as etiquetas que vão ser postas nos presentes, elaborarem os postais. Porque o Natal é isto mesmo, é a entrega ao próximo, é o fazer sentir o outro que nos lembrámos dele e não apenas que gastámos dinheiro com ele.

Natal, mais do que tudo, é estar. Partilhar momentos, afectos, memórias. Os presentes são o bónus.

Se ensinarmos os nossos filhos a crescerem menos consumistas e mais afectuosos teremos um mundo melhor, sem a menor dúvida.

Ainda falta algum tempo para o Natal, por isso não há desculpa para não pensar no assunto e perceber se é importante mudar alguma coisa.

Cá por casa, vamos tentando.

E tentar já é meio caminho andado.

 

Saiba quais são as 8 principais razões para se livrar do excesso de brinquedos!

Infância rima com desarrumação. E confusão! É esta a experiência que a maior parte dos pais tem.

A partir do momento em que uma criança nasce, assiste-se a uma gigantesca revolução na organização do nosso refúgio do mundo exterior (também conhecido por lar). Para além de termos de arranjar espaço para arrumar as milhentas coisas que estes pequenos seres parecem precisar, estes tornam-se, desde que conseguem segurar a cabeça, em peritos na arte de dar uma nova disposição à casa. Ou, em “português correcto”, na arte de desarrumar. E o nosso canto, outrora tão arrumadinho, transforma-se num caos! Assim, logo tentamos, às vezes com mais sorte do que outras, formatar as nossas queridas crianças para arrumarem tudo aquilo que, outrora, estava no “lugar certo”.

Desde tenra idade, começam os nossos pequenos a ser educados para arrumar os seus brinquedos depois de brincar. Mas será isso assim tão benéfico? Não, não venho advogar que se viva no caos. Ou sequer que as crianças tenham carta-branca para “deixar tudo de pantanas”. Aprender a arrumar deve fazer parte da sua educação e é tão importante como aprender as cores ou os números. Mas deveria fazer constar da sua carta de direitos fundamentais o poder, durante uma parte do dia, desarrumar todos os seus brinquedos. Tirar os legos das caixas, despejar os blocos de madeira, ir buscar os bonecos e os carrinhos, espalhar os lápis de cor, distribuir pela sala os fantoches,… e ter tempo para encontrar novas formas de brincar com os mesmos brinquedos de sempre, combinando-os.

Fazer o caos para desenvolver a criatividade! Descobrir que se podem fazer casas e cidades com blocos, lápis e caixas, criando assim o cenário ideal para o comboio passar. E logo a seguir, tudo desfazer e utilizar os mesmos materiais para camas e móveis para a casa de bonecas.

Não é possível descobrir o mundo mágico dos brinquedos e com eles estimular a imaginação se os pais passarem a vida a dizer “se já não estás a brincar com isso então arruma na caixa antes de ires buscar uma nova coisa”. É claro que, após o tempo da brincadeira, é necessário colocar cada coisa no seu sítio. Mas só depois disso. E, já agora, porque não fazer do momento da arrumação também um momento de brincadeira e diversão?

Boas Brincadeiras!

Tem as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO em casa? Devolva já ao IKEA

Hoje às 8h00 o IKEA fez um comunicado na newsroom do seu site, a pedir a todas as pessoas que tenham em casa as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, a devolução do brinquedo na loja mais perto, por motivos de segurança.

O comunicado diz:

Tendo a segurança como prioridade máxima, a IKEA gostaria de pedir a todas as pessoas que tenham as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, que os deixem de utilizar e os devolvam na loja mais próxima, onde serão reembolsados na totalidade.

Esta é uma recolha preventiva, devido a relatos de que a bola de borracha das baquetas pode ser desprendida ou desaparafusada. Apesar de não terem sido relatados quaisquer incidentes, é algo que pode ser perigoso para uma criança pequena.
As baquetas e o instrumento de percussão LATTJO começaram a ser vendidos em todos os mercados IKEA desde 1 de novembro de 2015.
Por favor, ligue 707 20 50 50 (Apoio ao Cliente da IKEA Portugal) ou dirija-se ao Balcão de Trocas e Devoluções da sua loja IKEA para devolver as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, recebendo o reembolso do valor de compra na totalidade. Não é necessária prova de compra (talão de compra) para um reembolso na totalidade.
A IKEA lamenta esta situação e agradece a compreensão dos seus clientes.
Obrigado.

Em 2014 tínhamos adquirido um baloiço de exterior que sempre usamos sem quaisquer problemas, quando foi emitido um comunicado destes relativamente ao brinquedo em causa. De imediato, arrumamos o baloiço num saco qualquer, pois já não tínhamos a embalagem inicial. Como foi arrumado numa arrecadação só devolvemos um par de meses mais tarde. Aceitaram de imediato no Balcão de trocas e devolveram-nos o dinheiro.

Se tiver as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO em casa, devolva-os numa loja IKEA perto de si..

Pela segurança dos seus filhos.

Como limpar os brinquedos e artigos dos mais pequenos

Quem tem crianças pequenas ou bebés em casa, sabe que todos os cuidados são poucos para os proteger contra as bactérias e germes nocivos à sua saúde, e que são necessários cuidados especiais para manter o ambiente saudável e protegido, principalmente com bebés, porque têm tendência de levar tudo à boca. Tudo isto sem exageros e paranóias, porque também é importante que eles criem defesas e resistências a estes micro-organismos, para fortalecerem o seu sistema imunitário.

Os brinquedos devem ser limpos regularmente, para evitar que os micro-organismos se multipliquem e provoquem doenças, isto é, pelo menos uma vez por semana, principalmente se forem brinquedos de bebé.

Brinquedos eletrónicos (caixas de música, etc.) e metal

Devem ser limpos só por fora, com um pano levemente humedecido em álcool a 70%.

Brinquedos de peluche, de tecido e feltro:

Tem duas opções para os lavar, ou à mão com sabão natural ou na máquina de lavar num programa delicado e usando o mesmo detergente que usa para a roupa (se for bebé) e deixá-los a secar naturalmente e de preferência ao sol (o sol mata as bactérias e germes).

Caso o brinquedo não possa ser lavado limpe-o com um pano e água quente, deixe-o secar naturalmente.

Brinquedos de borracha, plástico e madeira:

Existem também duas opções para lavar os brinquedos de borracha e plástico, ou à mão com sabão natural ou na máquina da louça (se os brinquedos forem pequenos o melhor é usar um saco rede para não caírem para o fundo da maquina) e deixe-os secar ao natural, no sol. Se forem usados por outras crianças ou se a criança estiver doente desinfete-os com água oxigenada. Os brinquedos de madeira têm que ser limpos com um pano húmido.

Os brinquedos usados no banho

É importante retirar a água que fica no interior dos brinquedos e colocá-los a secar depois do banho, para evitar a proliferação de fungos.
brinquedos

Biberons, tetinas e chupetas

Os biberons e tetinas deverão ser lavados e esterilizados (se for bebé) cada vez que são usados. Depois de serem usados devem ser lavados com uma escova própria para retirar qualquer vestígio de leite, só depois é que passam pelo processo de esterilização num recipiente próprio para o efeito, fervidos numa panela com água durante 5 minutos ou no micro-ondas durante 3 minutos. Troque as tetinas sempre que achar que estão moles ou estragadas.

As chupetas podem também ser esterilizadas conforme os biberons e tetinas. Tenha vários biberons e chupetas para não ter que estar sempre a esterilizá-los.

Cadeiras do carro e cadeiras de mesa:

O melhor que tem a fazer para as lavar é seguir as instruções de lavagem para não as danificar.

Parques:

Limpe-os periodicamente com uma esponja, água quente e sabão neutro.

Muda fraldas:

Se o colchão muda fraldas for de plástico, limpe-o com álcool para o desinfetar todas as vezes que o usar. Os forros do colchão muda fraldas, devem ser lavados sempre que for necessário, e periodicamente na máquina de lavar num programa para roupa delicada.

Berços:

Lave pelo menos uma vez por semana as grades, com um pano húmido e sabão natural. O acolchoado de proteção das grades deve ser periodicamente lavado na máquina da roupa num programa para roupa delicada.

Use um protetor no colchão para não ter que estar sempre a lavar o colchão. O protetor de colchão deve ser mudado aquando a muda da roupa de cama ou sempre que achar necessário.

Espero que estas dicas sejam úteis e boa limpeza!

 

imagem@wallpapperist

Porque é que ter menos brinquedos irá beneficiar o seu filho

“As potenciais possibilidades de qualquer criança, são o mais intrigante e estimulante em toda a criação” – Ray L. Wilbur

Os brinquedos não servem apenas para brincar. Os brinquedos são os alicerces na construção do futuro dos nossos filhos. Ensinam as crianças a conhecer o mundo e a conhecer-se si próprias. Enviam mensagens e comunicam valores.
Assim, os pais devem preocupar-se com o que podem os brinquedos ensinar aos seus filhos. Sendo a quantidade de brinquedos acumulada, muitas vezes absurda, ficam aqui 8 razões para se livrar do excesso de brinquedos, e como isso irá beneficiar os seus filhos a longo prazo:

1. Criatividade

Uma grande quantidade de brinquedos irá impedir que as crianças desenvolvam plenamente o seu dom da imaginação. Dois trabalhadores alemães (Strick e Schubert) realizaram uma experiencia em que convenceram uma sala de aula do jardim de infância a remover todos os seus brinquedos durante três meses. Embora, inicialmente, as crianças tenham estranhado e sentido falta dos brinquedos, rapidamente começaram a usar objetos básicos para inventar jogos revelando-se bastante criativas.

2. Capacidade de concentração e atenção direcionada.

Uma criança com acesso a muitos brinquedos ao mesmo tempo, terá a sua atenção dispersa. Uma criança dificilmente irá aprender a apreciar plenamente o brinquedo à sua frente enquanto existirem inúmeras opções que ainda permanecem na prateleira.

3. Competências sociais

As crianças com menos brinquedos aprendem a desenvolver relações interpessoais com outras crianças e adultos. Aprendem a começar e manter uma conversa. Estudos revelam que as amizades de infância contribuem para uma maior hipótese de sucesso académico e mais facilidade em lidar com situações sociais durante a idade adulta.

4. Valorizar as coisas.

Quando as crianças têm muitos brinquedos, naturalmente têm menos cuidado com eles. Não vão aprender a valorizá-los se houver sempre um substituto pronto na prateleira. Se o seu filho estraga e perde os brinquedos constantemente, experimente tirar-lhe metade dos que tem, e verá como ele passará a valorizar mais aqueles que lhe restam.

5. Gosto pela leitura, escrita e arte.

Ter menos brinquedos irá criar espaço e tempo para que a criança aprenda a apreciar a leitura, a música, o desenho e a pintura. O amor pela arte vai ajudá-los a apreciar melhor a beleza, as emoções e a comunicação

6. Habilidade e engenho

Na escola não se dão as respostas aos problemas mas sim as ferramentas para que os alunos consigam encontrar a resposta. No entretenimento e jogo, pode ser aplicado o mesmo princípio. “a necessidade aguça o engenho” – menos brinquedos faz com que as crianças se tornem engenhosas, resolvendo problemas apenas com os materiais à mão. A desenvoltura é um presente com potencial ilimitado.

7. Harmonia e Partilha.

Isto é, um pouco, contraintuitivo. Muitos pais acreditam que havendo mais brinquedos haverão, consequentemente, menos desavenças, porque há mais opções disponíveis. No entanto, verifica-se frequentemente o oposto: os irmãos discutem constantemente por causa de brinquedos. E cada vez que “aparece” um novo brinquedo no relacionamento, damos-lhes também mais um motivo para estabelecer o seu “território”. Por outro lado, irmãos com menos brinquedos são obrigados a partilhar, colaborar e trabalhar em conjunto, reforçando a relação entre eles.

Details

Sim, esta pergunta parece um exagero e um alarmismo: afinal, que mal é que os brinquedos podem fazer?

Claro que todos temos (ou deveríamos ter) a preocupação de dar brinquedos apropriados à idade das crianças e de os escolher tendo em conta a existência de peças demasiado pequenas ou quebráveis (não tenham as criaturas a infeliz ideia de achar que esses objectos servem para acabar com aquele ratinho que sentem na barriga).

Mas serão apenas esses os cuidados que nós, pais e cuidadores, devemos ter com a escolha dos brinquedos? Ou deveremos ir mais longe? Não me refiro à preocupação se o brinquedo é apropriado, se é didático, se é educativo, se a criança vai gostar, se vai ocupar muito espaço de arrumação, se vai durar muito tempo, se fica bem na decoração, se, se, se… Falo da preocupação com a saúde das nossas crianças! Será assim tão inofensivo o brinquedo que escolhemos, tendo em conta todas as questões de desenvolvimento, educação e de segurança?

Quando nos dirigimos a uma loja à procura de um brinquedo, a grande maioria do que encontramos é de plástico. Escolhemos um que nos agrade, levamo-lo para casa e esperamos que as crianças o aproveitem bem e se divirtam. Ficamos descansados (o brinquedo até tem a certificação CE)! Mas deveríamos?

De facto, a grande maioria dos brinquedos é feita de plástico, que aparenta ser o material perfeito para brinquedos: sendo de qualidade é relativamente resistente, é lavável e pode durar um tempo considerável. No entanto, apesar destas vantagens este material pode não ser assim tão seguro.

Vários tipos de plástico são usados no fabrico de brinquedos, sendo que de entre os mais comuns se encontram os conhecidos como PVC, cloreto de polivinilo ou vinil e os identificados como “Plástico #7”. E é exactamente nesses materiais que residem os maiores perigos e desafios:

  • Durante o fabrico, reciclagem e incineração dos materiais à base de PVC, perigosas dioxinas são criadas, algumas das quais são consideradas como os mais tóxicos venenos produzidos pelo Homem e que afectam negativamente os sistemas neurológico, reprodutivo e
  • Uma classe de químicos utilizados para dar mais flexibilidade aos objectos de plástico, conhecida como ftalatos, tem sido relacionada com inúmeros problemas de saúde, incluindo danos nos rins, fígado e sistema reprodutivo. Apesar de existirem restrições ao seu uso na Europa (proibição), estas só se aplicam, no caso de 3 tipos de ftalatos, a brinquedos destinados a serem colocados na boca por crianças com menos de três anos de idade (outros 3 são proibidos em todos os brinquedos).
  • No fabrico de inúmeros brinquedos de plástico rígido (incluindo mordedores para bebés) é utilizado bisfenol-A (BPA). Esta substância persiste por muito tempo no ambiente e no nosso corpo (foi detectada na urina de 93% da população com mais de seis anos nos EUA). Mesmo em pequenas doses, este composto pode provocar doenças como o cancro da mama, obesidade, diabetes, hiperactividade, alterações do sistema imunitário, infertilidade e puberdade precoce. Tem sido também relacionado com o autismo.

A boa notícia é que há alternativas! Basta que, na hora de escolher um brinquedo, tenha alguns cuidados. Aqui ficam algumas sugestões:

  • Comece por não comprar qualquer brinquedo que não identifique o n.º do plástico que contém.
  • Evite o PVC. Se esta informação não estiver clara no rótulo, simplesmente não o compre.
  • Evite o BPA, recusando adquirir brinquedos com Plástico #7 na sua composição. No entanto, tal não elimina totalmente o perigo: alguns estudos recentes concluem que estão a ser utlizadas substâncias nos brinquedos “BPA free” que podem ser tão ou mais perigosas, como é o caso de estrogénios sintéticos.
  • Procure brinquedos que se anunciem como totalmente livres de ftalatos. Já existem vários no mercado.
  • Evite brinquedos fabricados nos anos 70 e 80. Estudos realizados descobriram inúmeras substâncias perigosas no seu fabrico e que foram, entretanto, banidas.
  • Procure brinquedos de madeira de qualidade (não aglomerados). Esta talvez seja a mais eficaz forma de proteger as crianças e o ambiente: para além de terem menos toxicidade química, proporcionam diferentes experiências sensoriais, são mais duráveis e resistentes, não têm baterias, têm um menor impacto no ambiente e envolvem mais as crianças (não basta carregar num botão).

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Brincar é viver

 

 

“Brincar é consagrar-se a uma actividade pela diversão, pelo prazer. Brincar não tem outra finalidade além de si próprio; a criança brinca para brincar. Se aprende alguma coisa no seu decurso, é de certa forma por acidente, pois não era esse o seu objectivo primeiro. Todavia, compreendemos facilmente que seja fonte de inúmeras descobertas para a criança e permita várias realizações.”

Ferland, Francine; “Vamos brincar? Na infância e ao longo de toda a vida”; Climepsi Editores; 2006

 

Haverá brinquedos que se destaquem por serem didácticos? Não serão todos os brinquedos, de alguma forma, educativos?
Todo o brinquedo que permita uma aprendizagem deveria ser considerado didáctico. Um carrinho de madeira proporciona inúmeras experiências e estímulos: capacidades motoras, desenvolvimento da imaginação, contacto com diferentes texturas, etc.
No entanto, há, de facto, um conjunto de brinquedos e jogos que podem ser rotulados de educativos: aqueles que visam uma aprendizagem precisa e concreta, tal como letras e números ou jogos de memória visual.
Deverão ser estes os únicos brinquedos ao alcance da criança? Na nossa opinião, não. Importante é haver variedade de materiais na hora de brincar. Se apenas se oferecem brinquedos didácticos, estar-se-á a limitar o desenvolvimento da capacidade de imaginação e o prazer lúdico.
Um jogo que consista em carregar num botão para ouvir uma palavra ou um som torna-se repetitivo e aborrecido após algum tempo de brincadeira.
Por outro lado, um simples conjunto de blocos de madeira permite à criança inúmeras formas de brincar, podendo estimular em simultâneo a imaginação, o faz-de-conta, a percepção espacial, o trabalho de equipa, o raciocínio lógico, as capacidades motoras, entre muitas outras competências.
Mas o mais importante de tudo é dar à criança a oportunidade de brincar.

Como disse Montaigne, “O jogo deveria ser visto como a mais séria actividade das crianças”.

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