Como preparar o quarto do bebé para a sua chegada

A chegada do bebé é um momento de enorme felicidade e entusiasmo, mas também pode trazer alguma ansiedade. De forma a poder aproveitar e vivenciar o momento da melhor forma, é importante planear e organizar. Neste artigo, preparado em conjunto com o Habitissimo, vamos abordar quais os passos mais importantes na criação de um quarto de bebé, assim como algumas dicas ao nível de decoração e segurança!

Mobiliário

Todos nos sentimos atraídos pela decoração e mobiliário de bebé, mas tenha em conta um planeamento a longo prazo. Pense no quarto de bebé como uma divisão no qual o seu filho irá crescer e desenvolver-se, pelo que não deverá limitar demasiado o mobiliário. Isto fará com que tenha que mudar o quarto em pouco tempo, o que não é saudável para o seu orçamento.

Tente optar por gastos equilibrados, que satisfaçam as suas necessidades mais imediatas. Por exemplo, opte por móveis versáteis. A compra de uma cómoda que também é muda fraldas, traz diversas vantagens. Não só é um elemento que lhe permite guardar a roupa do seu bebé (que é geralmente pequena e não ocupa muito espaço), como permite que tenha à mão tudo o que necessita para a mudança da fralda, garantindo a segurança do seu bebé.

Organização do quarto de bebé

A organização de um quarto de bebé é fundamental. É importante que o bebé esteja num local organizado, que transmita serenidade. Opte por cores suaves e não deixe muitos elementos expostos, e otimize o espaço que tem disponível, colocando organizadores nas gavetas e caixas de arrumação.

 

organizar roupa do bebé Marie Kondo

Limpeza

Os bebés são particularmente susceptíveis a alergias, pelo que não deverá exagerar nas decorações. O quarto não deverá ter demasiada acumulação de artigos, de forma a ser facilmente limpo e prevenir acumulação de pó. Por outro lado, um quarto simples permitirá melhor fluidez no espaço e também permite um acesso mais fácil aos artigos que mais precisa!

É ainda importante que o quarto não tenha caixote de lixo. Após a mudança, as fraldas não deverão ser deixadas no quarto.

Iluminação

É importante que o quarto do bebé tenha uma boa exposição solar, de forma a evitar eventuais acumulações de humidade. No entanto, o berço e o trocador não deverão estar debaixo ou encostados a uma janela. Não só se trata de um elemento atrativo para os bebés (pela sua curiosidade de ver o que se passa na rua), como poderá deixar passar frio no Inverno (para garantir que isto não acontece, deverá isolar as janelas) e é importante que os bebés tenham uma temperatura amena e constante no seu quarto

6 Dicas de Segurança:

– Pinte o quarto do bebé com pelo menos 2 meses de antecedência, uma vez que as tintas possuem produtos químicos que se vão libertando durante algum tempo.

– Certifique-se que o berço é bem montado e é um elemento sólido, sem parafusos, pregos ou outras saliências perigosas.

– Evite o uso de tapetes e acumulação de peluches e outros elementos de tecido de forma a prevenir acumulação de pó.

– Evite mudanças bruscas de temperatura.

– Coloque proteções nas janelas, gavetas/portas e tomadas.

– Enquanto o seu bebé tem menos de 1 ano, não use almofadas.

Independentemente do tamanho do quarto do bebé, estes são os 4 elementos fundamentais que cada quarto de bebé precisa:

1. Zona de dormir (berço)

Opte por um berço certificado. Um berço certificado tem garantias de segurança, nomeadamente ao nível da separação das barras e da tinta usada (atóxica).

2. Zona de mudança de fralda (Trocador)

Na compra do seu trocador, opte pela funcionalidade. Deverá ter fácil acesso a todos os artigos de que necessita para a mudança da fralda. É igualmente importante que seja um espaço confortável para o bebé.

3. Zona de amamentação

De forma a que possa amamentar de uma forma tranquila, e sendo que passará muito tempo na poltrona/cadeira que escolher, é muito importante que seja um elemento muito confortável e de preferência de braços. Deverá ainda ser uma peça de fácil limpeza!

4. Zona de arrumação (cómoda)

Como referido anteriormente, existem artigos de mobiliário versátil, que combinam a função de trocador com a de arrumação. Caso opte por elementos separados, deverá optar por uma cómoda com arrumação suficiente. Opte ainda por separadores para poder maximizar o espaço útil de arrumação e ter o que necessita mais facilmente ao seu alcance.

 

Aproveite este momento especial da sua vida e lembre-se, um planeamento antecipado tornará tudo mais fácil!

As vantagens em escolher produtos seguros, não-tóxicos e alternativas naturais passam não só pelo ambiente e sustentabilidade do planeta como também, e sobretudo, pela saúde de toda a família.

Adotar produtos do quotidiano que tenham uma vertente ecológica e sustentável não só permite cuida da saúde e bem-estar da família, como também incute e reflete a preocupação pela conservação do ambiente aos mais novos. Pais mais ecológicos possibilitam a apresentação, desde tenra idade, desses mesmos valores ambientais e ecológicos, às crianças.

A adoção de detergentes e produtos ecológicos é um passo para hábitos mais saudáveis que ajudam a um mundo melhor para as gerações dos nossos filhos. Para além desta componente ambiental, optar por alternativas naturais sem componentes tóxicos para tratar da roupa e da casa, permite minimizar o risco de alergias, de problemas de pele e de problemas respiratórios.

Neste artigo reagrupámos algumas dicas e conselhos básicos sobre os cuidados que deve ter ao lavar a sua roupa (e a do bebé) e ao cuidar da sua casa.

Devo ter um detergente diferente para a roupa do bebé?

Aquando a chegada do rebento, muitos pais decidem começar a fazer uma máquina só com a roupa do bebé, usando detergentes mais naturais. No entanto, é importante não só ter esse cuidado com a roupa do bebé, mas também com a dos adultos.

O bebé estará em contacto constante com a roupa dos adultos e com os tecidos em casa: e é essencial que estes também tenham sido lavados com detergentes não-tóxicos e destinados a peles sensíveis.

Devo fazer uma máquina só com a roupa do bebé?

O cuidado a ter com a roupa do bebé deve ser o mesmo a ter com a dos pais e com toda a roupa de casa. O bebé estará em contacto com tudo, então não faz sentido usar um detergente tóxico e perigoso em outros tecidos e roupa.

Deve adotar um detergente sustentável, seguro e não tóxico para todas as lavagens de toda a roupa da família. No entanto, nos primeiros meses de vida do bebé, visto que o bebé é pouco ou nada exposto ao exterior, deve sempre que possível separar a sua roupa da dele. Para além de que deverá também sempre fazer máquinas separadas sempre que tiver materiais que não possam ser lavados a altas temperaturas.

O que devo ter em atenção na escolha de um detergente ou produto de limpeza?

Aconselhamos que o detergente que escolher para lavar a roupa da sua família seja:

  • Indicado para peles sensíveis:deve escolher um detergente com esta característica para minimizar alergias de pele, eczemas, dermatites ou desconforto.
  • Natural e Seguro:privilegie detergentes e produtos sem ingredientes cancerígenos ou amoníaco, derivados de petróleo, fosfatos, branqueadores ópticos ou enzimas e sem perfumes sinté

Dicas Adicionais

Atenção ao enxaguamento da roupa!

Este é um passo que não deve ser negligenciado. Sendo a pele dos bebés mais frágil, a etapa do enxaguamento da roupa requer cuidados redobrados. É importante que a roupa não contenha resíduos de detergente após a lavagem.

Lembre-se de fazer um enxaguamento eficaz, que é sinónimo, geralmente, do programa mais longo nas máquinas de lavar.

Nódoas ou restos de comida?

Em caso de nódoas alimentares visíveis ou restos de comida na roupa do bebé, use um anti-nódoas! Se conseguir agir no momento com a mancha fresca, pode também usar um pano humedecido com álcool a 90°C e enxaguar logo de seguida com água.

No caso de usar um anti-nódoas, lembre-se de usar um que seja natural e biodegradável.

 

Por Krystel Leal, representante da Rebento Eco-Puericultura

Nunca estamos preparadas para sermos mães. Temos todo um mundo de primeiras vezes e tantas coisas para descobrir. Umas fáceis, outras nem por isso, guiamo-nos muito por instinto, e lá nos vamos safando.

Mas a verdade é que nunca estamos preparadas para o momento em que a licença de maternidade acaba!

Aquele momento em que passas de viver 24 horas por dia com aquele ser que é tão teu, para voltares ao “mundo real” com tantas coisas para fazer, e com eles a crescerem longe do nosso alcance.

Este mundo injusto, em que depositamos os nossos filhos com estranhos, e de coração apertado, rezamos até aos Deuses que não conhecemos, para que os protejam. Rogamos que os tratem bem.

Tiram-nos os filhos dos colos e deixa-nos apenas com a saudade e a esperança de que tenhamos feito uma boa escolha, quando decidimos com quem eles vão ficar.

Aquele aperto inexplicável, aquela pressa do regresso a casa… Eles tão pequenos e inofensivos. Incapazes de se defenderem ou simplesmente de nos dizerem quando algo corre mal.

Nunca estamos preparadas para este corte de cordão.

Este até logo que dizemos todos os dias, que custa desde o primeiro dia e que dura para sempre.

A ti mãe, a quem a licença de maternidade está a acabar:

Tem calma! Eu sei… Custa muito, é verdade, mas tens que ser forte, confiar e acreditar. Sabes o que todos dizem “Custa mais a nós do que a eles?!” muitas vezes é mesmo verdade. E se escolheste o sitio certo, verás em breve que sim. A tua escolha vai revelar–se. Conheces o teu filho melhor que ninguém e vais sim, perceber se ele gosta ou não do sítio onde está.
Podes perder muitas gracinhas, mas vais presenciar tantas outras e nunca jamais ninguém ocupará o teu lugar no seu coraçãozinho.

A vida é injusta e muitas vezes difícil, e agora está a pôr-te à prova! Mas tu vais superar!

Chora tudo o que precisares enquanto ele dorme, porque não vais querer perder nem um segundo do seu sorriso. Vais dar muito mais valor aos momentos que passam juntos, e esses momentos sim, são preciosos.

Vai correr tudo bem!

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O leite materno é o alimento mais adequado ao seu bebé, pois é o mais adaptado às necessidades do pequeno corpo que está em desenvolvimento.

É o único alimento que foi naturalmente criado para responder às suas necessidades. Contém os nutrientes que o bebé precisa, nas quantidades adequadas sendo de fácil absorção. A sua composição varia à medida que o bebé cresce.

As vantagens do leite materno são essencialmente nutricionais, anti-infecciosas, cognitivas e imunológicas.

A sua composição proteica é adaptada à imaturidade renal e digestiva do recém-nascido. Contém menor conteúdo proteico que os outros leites e os aminoácidos contêm a proporção ideal para as diferentes fases de crescimento. A quantidade de caseína é menor, logo torna-se mais fácil de digerir.

A amamentação ajuda a proteger o seu bebé das infecções, pois os anticorpos passam para o leite. No leite materno existem proteínas que tem uma função anti-infecciosa principalmente a IgA secretora, lisozima, alfa lactoglobulina e lactoferrina. O principal hidrato de carbono no leite materno é a lactose que se encontra numa quantidade duas vezes maior que no leite de vaca. A lactose é fundamental na absorção do cálcio e para o crescimento dos lactobacilos.

O seu bebé será menos vulnerável a doenças do que os que são alimentados com leite artificial. Assim as propriedades do leite materno reduzem a incidência de otite média aguda, bronquiolite, gastroenterites agudas, infecções respiratórias baixas, infecções urinárias.

Os bebés amamentados têm menos probabilidades de ter alergias, pois o leite materno não contém proteínas alergénicas.

Também foi estudado que o aleitamento materno tem um papel fundamental no desenvolvimento da linguagem devido à estimulação da musculatura orofacial.

Para a mãe amamentar faz com que haja uma maior quantidade de ocitocina em circulação, prevenindo uma hemorragia pós-parto e uma rápida involução do útero. Verificou-se também uma recuperação mais rápida do peso anterior à gravidez e o aparecimento mais tardio da ovulação que leva a uma menor probabilidade de uma nova gravidez.

Amamentar proporciona grandes benefícios de ordem social e económica através da melhoria do estado de saúde. Os custos são menores e contribui para a protecção do planeta em termos ecológicos pela menor quantidade de produtos não biodegradáveis que posteriormente vão deixar de ser utilizados.

Por Ana Filipa Ferreira, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica

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Socorro! Como reconhecer os sinais de parto?

Os sinais de parto indicam que o mecanismo de dar à luz se iniciou de forma evidente, no entanto há indicadores que o grande momento está próximo.

Pode-se subdividir o início do trabalho de parto em 2 períodos distintos:

  • Latente
  • Parto propriamente dito

A fase latente caracteriza-se por contrações mais ou menos ligeiras, semelhantes às da menstruação. Estas contrações vão-se tornando cada vez mais frequentes mas irregulares, o colo do útero vai respondendo ficando  mais maduro e por vezes iniciando o apagamento e também alguma dilatação. Este processo pode iniciar-se entre as 35 e as 38 semanas de gestação.

A fase de parto propriamente dito, pode iniciar de 3 formas:

  • Perda do rolhão mucoso
  • Ruptura da bolsa
  • Contrações regulares

A perda do rolhão mucoso, consiste numa secreção pastosa e ensanguentada que é expulsada pela vagina e nem sempre é detetada ou pode ser confundido com uma pequena perda de sangue, no entanto indica que já está a haver apagamento e consequente dilatação do cérvix (porção inferior do útero). Este sinal pode surgir precocemente ou seja até 1 a 3 dias antes do bebé nascer, e é acompanhado pela descida da barriga. A partir desta altura o bebé deixa de ter proteção e deve-se evitar qualquer foco de infecção.

A ruptura da bolsa, pode acontecer de forma espontânea, embora seja mais comum ao levantar ou deitar ou quando se muda de posição. Sente-se uma perda de água como se estivesse a urinar mas sem controlo. Nesta situação deve-se encaminhar para o hospital na hora seguinte. Esta água é incolor e não tem cheiro, no entanto, pode acontecer uma coloração escura e um cheiro estranho, e neste caso deverá encaminhar de urgência para o hospital, pois indica que o bebé se encontra em sofrimento. É uma situação rara, mas convém ter este alerta.

As contrações regulares apenas diferem das que já se sentiam na fase latente porque se tornam cíclicas, ou seja de 30 em 30 minutos. É perceptível que o intervalo entre elas vai reduzindo, a intensidade vai aumentando e a duração da contração também aumenta, indicando um padrão evolutivo. Numa fase inicial praticamente não se sentem, mas aos poucos a intensidade vai fazer toda a diferença, devendo iniciar a respiração que aprendeu nas sessões de preparação para o parto, sentindo de imediato um grande alívio. Durante esta fase inicial deverá mover-se ou caminhar dentro das possibilidades.

Em qualquer uma destas situações deverá indicar ao seu médico que iniciou o trabalho de parto, e aguardar recomendações do mesmo.

O trabalho de parto é demorado e muitas vezes inicia-se de forma silenciosa, pelo que deverá descontrair e manter-se em movimento, seguindo as ordens do seu instinto.

Conforto do recém-nascido

É fácil perceber que chegar ao mundo é um processo de enorme mudança para o bebé. Toda a sua fisiologia muda profundamente. Com tanta coisa para aprender – manter a temperatura corporal equilibrada, lidar com a falta de barreiras físicas, adaptar-se aos sons e outras impressões exteriores, etc – é preciso tempo. E muita coragem.

O que pretendemos é abordar algumas necessidades específicas que o bebé tem nos primeiros meses, ligadas ao seu conforto, e de que maneira(s) podemos colmatá-las:

  • Delimitação/ barreira física

A barreira chamada «útero» deixa de existir, perdendo-se de repente aquela garantia de segurança, proteção, confiança. Tudo requer reajuste.

O conforto pode ser resgatado, por exemplo, por uma swaddle, que não é mais do que uma mantinha fina para embrulhar o bebé como se fosse um crepe, ou por um pano porta bebés onde o bebé fica juntinho a nós e, vestido e colocado corretamente, o bebé pode adormecer e permanecer no pano durante horas. Desta forma acalma-se, pode sentir o nosso calor, sente o nosso coração a bater, escuta a nossa voz, as cólicas diminuem, sente-se seguro.

Na hora do banho, a banheira compacta em que o bebé fica sentado (Shantala) vai também transmitir-lhe mais conforto do que uma banheira enorme.

  • Calor/regulação da temperatura

Para além da adaptação à falta de limite físico, o bebé tem de aprender a manter a temperatura do corpo. O equilíbrio termostático é assegurado por um processo metabólico, onde é produzido calor. Neste aspeto, podemos facilitar essa tarefa ao bebé (já que ele tem de utilizar o metabolismo para outros aspetos do desenvolvimento físico) através da escolha de  roupas apropriadas.

As roupas são a nossa segunda pele. A pele tem 3 funções: regulação da temperatura, proteção de infeções e, como grande orgão, é um sensor (percepciona o ambiente/exterior). Roupas de lã, seda, algodão e cânhamo são as que melhor reproduzem estas funções vitais, por serem as mais naturais, as mais próximas da nossa própria pele. Não é por acaso que nos sentimos tão confortáveis com estas fibras, comparativamente às sintéticas.

Não esquecer o calor anímico, que é igualmente importante. Dar uma massagem suave na barriguinha, nas costas, nas pernas e nos pés, com um óleo adequado, é transmitir amor através das nossas mãos.

Ambiente/impressões positivas

As necessidades que até aqui abordámos (delimitação física e calor) exigem muito do ambiente que rodeia o bebé. E esse ambiente é assegurado, por um lado, pelo espaço físico (que deverá ser sossegado e sem excesso de estímulos visuais) e, por outro, pelos pais. Costuma-se dizer que os bebés são como esponjas, que absorvem tudo o que fazemos, sentimos e pensamos. Qualquer pai ou mãe já percepcionou exemplos disso.

Os pais têm de ter uma visão clara e uma enorme empatia para conseguir gerir os vários aspetos. E de facto nem sempre é fácil.

Muitos mais fatores poderiam ainda ser abordados no que toca aos cuidados durante a primeira infância, desde a gravidez em si à amamentação, passando pela fase dos dentinhos e a transição para o berçário, entre tantos outros.

Assegurando alguns, como os que mencionámos, estamos já a contribuir para a fundação dos alicerces da criança, o que se repercutirá provavelmente durante toda a vida. Quanto melhor conseguirmos construir esse ambiente, mais sólido será este empreendimento que é a parentalidade. Haja confiança!

 

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Publicamos há dias um artigo cujo título era “Crianças na cama dos pais“. O tema é recorrente: o sono das crianças. Devemos deixar os nossos filhos a dormir connosco ou devem ser habituados a dormir sozinhos? Neste caso, o artigo sugere que se treine as crianças (não fala de bebés) a dormir na sua cama e, sempre que possível, a ter um espaço seu ou, obviamente, partilhado com os irmãos.

Há outra corrente que defende o oposto: que pais e filhos partilhem a mesma cama para que as crianças cresçam num meio rodeado de afeto, amor e sem quaisquer inseguranças que possam ser causadas pelos medos das noites passadas sozinhos. Esta corrente é o Co-sleeping, e normalmente está associada ao Attachment Parenting, Parentalidade com apego.

Mas para além dos fatores emocionais relacionados com a criação de vínculos que podem ou não ser desenvolvidos durante o sono da crianças, a Academia Norte Americana de Pediatria desenvolveu um estudo que revela que os bebés devem dormir na cama dos pais, por motivos de saúde. O estudo foi partilhado no site da SIC Noticias, fica o artigo para leitura!

«Os bebés devem dormir no mesmo quarto dos pais, mas não na mesma cama, pelo menos até aos seis meses. É a mais recente recomendação da Academia norte-americana de Pediatria, para evitar a Síndrome da Morte Súbita.

A academia recomenda que o bebé durma numa superfície diferente, mas no mesmo espaço. Deve optar-se, diz, por um berço com um colchão firme – nunca mole -, colocado no mesmo quarto dos pais, pelo menos até que o bebé tenha 1 ano.

O objetivo é reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita e outras situações que podem ocorrer quando o bebé está a dormir.

Neste tipo de fenómenos, alerta a academia, nunca se sabe a 100% o que originou a morte, embora haja teorias. Entre elas, a de que o cérebro de um bebé não está suficientemente desenvolvido para regular a respiração num ambiente que favorece a obstrução nasal ou a asfixia.

O relatório, divulgado esta semana em São Francisco, EUA, sustenta que há provas de que dormir no mesmo quarto reduz em 50% as probabilidades de Síndrome da Morte Súbita.

“Um bebé que está ao alcance dos pais poderá sentir-se mais consolado e ter mais estimulação física“, diz Lori Feldman-Winter, co-autora do relatório.

Há uma ênfase na partilha de quarto, não da cama, e a informação sugere um efeito protetor contra a síndrome quando o bebé dorme no quarto dos pais“, explica por outro lado Ari Brown, um pediatra que não esteve envolvido no relatório.»

Mimijumi – O biberão mais ergonómico de sempre

Nos últimos anos, os biberão e as tetinas têm vindo a adaptar-se cada vez mais às necessidades e ao bem estar do bebé e recém nascido. Procura-se dar resposta ás diferentes questões apontadas pelas mães e estudadas por especialistas ao longo dos tempos.

A maiores alterações e preocupações de estudo são:

  •  a nível ergonómico (de pega);
  • de passagem de ar (cólicas);
  •  peso e durabilidade (resistência);
  • facilidade de montar, desmontar e lavar;
  • material (texturas) etc.

Todos estes factores são importantes na escolha de um biberão.

Mas existe uma preocupação nas mães que amamentam e dão suplemento: “Será que depois de dar biberão o bebé já não vai querer mamar mais?

Existe de facto esse dizer, e como “onde há fumo, há fogo” pensou-se que seria uma situação a reavaliar no design da tetina do biberão. Outro factor é a forma como o bebé faz a sucção.

A ideia da Mimijumi foi criar uma tetina que fosse tão confortável para o bebé como a amamentação materna!

A Mimijumi, apareceu há 10 anos atrás, criada por dois médicos e um designer, exatamente com o intuito de proporcionar aos bebés uma experiência de alimentação o mais natural possível.

Mimijumi

Os biberons Mimijumi, têm um sistema anti-cólicas e anti-gás. São dotados de um design exclusivo sem válvulas, fácil de enroscar e limpar. As tetinas são únicas. Apresentam um design, cor e textura únicas, e vão proporcionar uma sensação de conforto (e de dêja-vu) ao seu bebé!

 

Agora já pode adquirir o seu Mimijumi em Portugal.

 

 

 

O que levar para a maternidade?

Lavar as roupas do bebé à mão, organizar o quarto, preparar a mala para a maternidade… são das  tarefas que mais nos dão prazer durante a gravidez. E agora…está quase…!

Quando estiver com 36 semanas de gestação, tenha a mala pronta, para poder ter tempo para outros preparativos de última hora e preparar-se para o nascimento do seu bebé com serenidade.

Há quem opte por preparar uma mala apenas, para mãe e bebé, mas pode preferir uma para cada um, com roupas organizadas por dias ou não – fica ao critério de cada uma.

Deixamos duas listas que servem como orientação do que levar na mala para a maternidade: uma para o bebé e outra para a mãe.

Para o bebé

  • 6 bodies
  • 6 babygrows com pés
  • 4 pares de calças com pés
  • 1 gorro de recém-nascido
  • 2 pares de luvas finas
  • 2 casacos (mais ou menos quentes, consoante a estação)
  • 3 pares de meias
  • 3 fraldas de pano/ musselinas
  • toalha de banho
  • 15 a 20 fraldas descartáveis
  • lençol (alcofa)
  • Swaddle (manta de embrulhar bebé)
  • 1 manta de algodão ou lã merino
  • cadeirinha auto/ “ovo”

Para a mãe

  • 3 camisas de dormir ou pijamas abertos à frente
  • 1 robe
  • 2 soutiens de amamentação
  • 10 pares de discos de amamentação descartáveis ou 3 pares se reutilizáveis
  • 10 cuecas confortáveis
  • pensos higiénicos pós-parto
  • toalha de banho
  • gel de banho
  • chinelos e meias confortáveis
  • chinelos de duche
  • roupa confortável para sair da maternidade
  • escova de cabelo e elástico
  • escova e pasta de dentes

        Documentação:

  • Boletim de Saúde da Grávida
  • Cartão do Cidadão
  • Cartão de Seguro de Saúde ou outro
  • Exames/ecografias durante a gravidez

 

E já está! As listas do que levar para a maternidade, relembramos, são somente uma orientação, com base numa estadia de 2 dias na maternidade para os partos naturais e 3 dias para cesarianas.

E porque poderá estar exausta após o parto, além de que vai estar num ambiente diferente da sua casa, quem sabe pode levar consigo algo que lhe transmita conforto extra só para si, seja uma camisa de dormir bonita e macia, um gel de banho com o aroma de que mais gosta ou até o seu  batom preferido, que funcionará como um pequeno mimo, tão merecido durante estes primeiros dias de grande mudança.

Agora…é hora!

imagem capa fornecida pelo autor

O Raposo, braco alemão de quatro anos, foi recebendo os sinais da chegada de um bebé com grande entusiasmo: mobília nova, objetos estranhos pela casa, cheiros diferentes, muitas visitas, a tutora em casa mais tempo, mais mimo…

A curiosidade levou-o inevitavelmente a explorar todas estas novidades, e um dia roeu a escova nova do bébé. Ficou de castigo fechado na varanda, nunca tinha ficado de castigo. Absorto no pânico, saltou. Saltou de um segundo andar, de uma altura de dez metros. Podia ter morrido; caído de uma altura como aquela deveria ter morrido, mas não. Sofreu um traumatismo craniano e uma hemorragia interna, ficou hospitalizado, passou vários dias a receber tratamentos em casa, e finalmente recuperou.

Com algumas mudanças simples na atitude e na rotina da família (Ver Dogs-and-Babies), o Raposo rapidamente percebeu que tinha sido sempre muito querido pelos seus tutores e que nunca tinha perdido o seu lugar. Poderia ter percebido mais cedo se tivesse sentido que também ele fazia parte da grande mudança.

Já fui acusada, e justamente, de educar os meus filhos como cães, e os meus cães como filhos. Em alguns aspetos, não são tão diferentes assim. Tanto as crianças como os animais de estimação encontram segurança e tranquilidade na definição da sua posição hierárquica, no conhecimento do papel inerente à sua posição na família, e na previsibilidade do quotidiano. Adoram previsibilidade. Sabem onde pertencem, o que se espera deles, e o que podem esperar dos outros. Com esta segurança, encaram confiantes e acima de tudo, calmos, as mudanças que possam surgir.

Hoje, o Raposo é um cão alegre que recuperou a sua paz. Não abandona a guarda do berço por um minuto, e assim continuará: incondicionalmente fiel à sua família que sempre o adorou, e ao seu novo irmão.

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